O primeiro projecto do Plano Tecnológico de Óis da Ribeira já está aí para todas as curvas e mais algumas!!!
VERDADES, ACTUALIDADES, HUMORES, DESUMORES E AFINS !! * doisportres2@gmail.com
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terça-feira, janeiro 31, 2006
O CHOQUE TECNOLÓGICO EM OIS DA RIBEIRA
O primeiro projecto do Plano Tecnológico de Óis da Ribeira já está aí para todas as curvas e mais algumas!!!
PENSAMENTO DA NOITE 31.JAN.2006
CHAPÉU DE UM FIO ELÉCTRICO!!!
segunda-feira, janeiro 30, 2006
PENSAMENTO DA NOITE 30.JAN.2006
CENTRO DE NOITE DA ARCOR
O presidente da Direcção da Associação Recreativa e Cultural de Óis da Ribeira (ARCOR), Águeda, anunciou, ontem, durante a comemoração do 27.º aniversário, que vai avançar com um projecto para construir um centro de noite (lar), com capacidade para 60 pessoas.
Agostinho Tavares sublinhou que o esboço apresentado aos sócios e à população é o primeiro passo na "construção de uma obra de fulcral importância para a freguesia".
O dirigente explicou ainda que a ARCOR já é detentora de um terreno com 6000 m2 para a construção do centro, mas que "agora, há um longo caminho a percorrer que começa com a aprovação deste projecto pela Segurança Social".
O centro de noite, que ainda não está orçamentado, ficará englobado no centro social, recentemente construído, que custou mais de um milhão de euros.
"Para darmos como terminado o centro social, só nos faltam uns arranjos exteriores, que estão pendentes por causa da iluminação, e umas questões que têm a ver com pormenores de segurança do edifício", sublinhou o presidente da ARCOR.
No centro social, existem as valências de jardim-de-infância, actividades de tempos livres, creche, centro de dia e apoio domiciliário.
O edifício ainda alberga um gabinete médico, enfermagem, biblioteca, bar, barbearia e salão cultural. Nesta obra social, onde trabalham 14 pessoas, a população dinamiza actividades culturais tão díspares como o teatro, marchas populares, jornalismo, formação profissional, concertos musicais, exposições, cinema, atletismo, ténis e futsal.
domingo, janeiro 29, 2006
OS MENOS DAS PRESIDENCIAIS
sábado, janeiro 28, 2006
FRASE DO DIA 28/JAN./2006
TUNA ACTUA EME ESPINHO
sexta-feira, janeiro 27, 2006
PENSAMENTO DA NOITE 27/JAN./2006
O GÁS ENGARRAFADO MAIS CARO
Está explicada a razão para o recente aumento do gás - decretado pelo Governo Sócrates!!!
Não é porque o petróleo subiu!!!
Porque os oleodutos foram rebentados no Iraque.!!!
Porque os russos acordaram mal dispostos e resolveram subir a factura!!!
Ou porque as reservas estratégicas do país deram de pantanas!!!
É por causa do pano necessário para a nova farda das distribuidoras das garrafas!!! Das bilhas!!!!!
ENTREVISTA DO PRESIDENTE DA ARCOR
quinta-feira, janeiro 26, 2006
ARCOR: UM EXEMPLO A SEGUIR
EXEMPLO A SEGUIR
Vai a ARCOR comemorar mais um aniversário, na sua caminhada que muita gente céptica e pouco crente nos valores da juventude de então, augurava um fim triste e precoce. Felizmente que passados todos estes anos, todos os objectivos (e dizemos todos) que se definiram como alvo foram alcançados, senão mesmo ultrapassados, de forma digna, nobre e humilde; é que a nobreza é humilde quando usada por gente que sabe que o bem-estar de todos é o essencial navivência humana.Foram alguns os que se empenharam nesta tarefa; continuam a ser sOmente alguns que se empenham, através do seu trabalho, do seu querer e quantas vezes até, do seu sacrifício pessoal e familiar, a dar o melhor de si paraque a Associação seja cada vez mais forte.
A grandeza da obra feita, fazendo parte da memória histórica da nossa terra. É, contudo, uma realização que orgulha uma geração, a geração daqueles herdeiros do " pé descalço" que, pouco a pouco, souberam sair da marginalização a que eram votados, para fazerem surgir uma obra digna d ereferência.
Quantas vezes esses poucos foram diabolizados por aqueles que entendem que a tarefa social é algo que só pertence aos fracos, aos que nada mais merecemque a marginalização porque nascidos do nada, no nada devem continuar.
As sociedades modernas evoluem e constroem-se através de mudanças, mudanças quantas vezes não aceites, para se oporem, porque não capazes de se adaptarem, às exigências dessas mudanças. E aquilo que há vinte anos era uma ilusão de alguns, porque herdeiros dos desfavorecidos, incluídos no grupo dos marginalizados, transformou-se neste tempo numa realidade social tão evidente e tão aplaudida que até aqueles que sempre se afastaram ou até criticaram negativamente a ARCOR, são agora os que com o seu "apoio incondicional" pretendem tornar-se nos "proprietários" do que não tem dono.
Há muito cidadão da nossa aldeia que continua manietado e não quer assumir que a ARCOR é uma obra que a todos interessa; algo que merece e dignifica uma geração, porventura a geração nascida a partir dos anos cinquenta.Todas nós somos poucos porque sempre fomos quase sempre os mesmos; não nos preocupamos com votos, apesar de sermos votados; não nos preocupamos com as críticas porque elas só existem quando algo existe; não nos preocupamos coma denúncia porque ela só vem provar que a verdade está acima do espírito menos informado.
Aqueles que até hoje tem estado no topo dos destinos da associação não sabem estar numa sociedade que se governa e gere pela submissão, a submissão imposta porventura por alguns, que julgando-se detentores por herança de títulos que já não merecem, os continuam a aplicar, não salvaguardando aquilo que de mais importante há: a dignidade humana.E é a pensar na dignidade humana, aquela que na nossa sociedade rica de exibicionistas é a mais atacada, que os mesmos de sempre voltaram a exigir um novo investimento: o Lar de Idosos. E ele aí está a dar os primeiros passos!O bem-estar social dos nossos idosos de hoje e, de nós, idosos de amanhã, exige este esforço complementar.Daqui lançamos este repto. Dispam o fato da importância!Deixem de ouvir as afirmações e opiniões forjadas pela hipocrisia!Venham á ARCOR tomar conhecimento da sua vitalidade.Venham os jovens, aqueles que amanhã terão de ser os interlocutores com todos os que nos têm apoiado e que nos vão continuar a apoiar; necessitamos de gente jovem, que não se queira acomodar ás facilidades actuais porque o futuro, um futuro que todos nós projectamos como bom, seja aceite e compreendido por todos.
O amanhã esta aí! É hoje!A ARCOR não é de ninguém! É de todos! Mas há algum que até lhe querem demais! Não é CV? E quantos outros CVês, gerindo o seu querer á sua maneira?
ARMANDO FERREIRA
Presidente do Conselho Fiscal da ARCOR
2x/3: Opinião publicada na edição de 27 de Janeiro de 2006, nos jornais Região de Águeda e Soberania do Povo.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
SEMANA DO BENFICA-SPORTING NO PIRES
Rivalidade
Nota prévia: Segue-se um post extremamente faccioso, parcial e polvilhado de imagens que desde sempre povoaram o meu subconsciente e associadas aos "gajjos" Lumiar. Esta é a pior semana para mim durante cada época futebolística - a do jogo com o Sporting, dos berros no café do Pires, os corropios no Aníbal e os namoros disfarçados no Nélson ou no restaurante.
Já não é a mesma coisa com o Porto. Para mim o FC Porto é um fenómeno recente e considero-os apenas concorrentes na luta pelas provas que disputamos. Não morro de amores por eles, é verdade, mas não me incomodam por aí além, salvo em ocasiões intermitentes em que vejo sair alguma declaração assassina da boca do seu presidente que nos é dirigida, e que é logo classificada pelo séquito de pseudo-jornalistas acólitos do 'papa' sob a forma da 'mais fina e tradicional ironia'. Mesmo assim a minha irritação até é mais com a pessoa Pinto da Costa do que com o clube.
O rival do Benfica é aquela associação que mora lá para os lados do Lumiar. Aí sim, não há separação possível: meto tudo dentro do mesmo saco e odeio tudo o que lhes diga respeito, por igual. Há uma ou outra excepção, claro, porque tenho amigos que escolheram passar pela vida carregando a cruz de apoiarem aquele clube, e são pessoas decentes de quem eu gosto muito, mas regra geral o adepto lagarto típico é bem retratado pelo Dias Ferreira. Imagine-se um estádio cheio de barbudos com ar de talibã, cabelo ensebado, espuma nos cantos da boca e olhos flamejantes de rancor enquanto não prestam atenção ao que se desenrola no terreno de jogo porque estão atentos a algum som que possa vir do outro lado da 2ª circular, e temos uma assistência típica de um jogo do clube do Lumiar. certa para rumar o clube a porto seguro.
Como eu não tenho tendências masoquistas e não gosto mesmo nada de andar a irritar-me propositadamente, a minha maneira de lidar com este ódio ao clube do avozinho é pura e simplesmente ignorar que ele existe. É verdade: não quero saber nada sobre eles. Não vejo os jogos deles, não quero saber se foram gamados ou beneficiados, não vejo resumos dos jogos, quando leio os jornais desportivos passo à frente as páginas que lhes dizem respeito, quando vejo alguém ligado ao clube a ser entrevistado na televisão mudo de canal, etc. Consigo assim criar um mundo artificial em que, para todos os efeitos, aquele clube não existe. Ora isso é impossível de atingir pelo menos durante duas semanas por ano, em que o Benfica tem que jogar com eles. Durante estas duas semanas não tenho hipóteses de ignorar a existência da agremiação do Lumiar, porque mesmo os nossos jogadores e técnicos têm que falar sobre eles.
Isto é particularmente doloroso durante a semana que antecede a visita deles à Luz. O Estádio da Luz é para mim um santuário, uma zona livre de lumiarices. Quando eles cá vêm é como se estivessem a dessacralizar este refúgio, onde eu estou habituado a estar livre de qualquer referência que perturbe o meu mundo virtual onde o clube do Lumiar não existe. É que não tenho hipóteses: vou ter que ver aquelas camisolas horrendas pisarem o relvado da Luz; vou ter que cruzar-me com aqueles adeptos que passam metade das suas vidas a olharem por cima dos nossos ombros para verem o que é que andamos a fazer, e que são incapazes de nos reconhecer qualquer mérito; que têm aquela memória selectiva que é capaz de os fazer afirmar convictamente e com o maior desplante que as nossas vitórias nos anos 60 e 70 foram oferecidas pelo Salazar, e depois convenientemente ignoram que durante os anos 40 e 50, em que chegaram a ganhar 7 campeonatos em 8 anos, o Salazar já cá estava; são aqueles que conseguem idolatrar jogadores reles e repelentes como o Sá Rafeiro e o Beto; são aqueles que nunca perdem: são sempre derrotados por factores extra-futebol, por detrás dos quais está invariavel e maquiavelicamente o Benfica a puxar os cordelinhos de um 'sistema' qualquer; são aqueles que berram mais desalmadamente um golo de um adversário do Benfica seja ele qual for, seja em que competição for (mesmo que nem estejam envolvidos nessa competição), do que um golo do seu próprio clube, são aqueles que chegam ao cúmulo de desejar a derrota do seu próprio clube contra um adversário directo do Benfica, de forma a alimentarem a esperança que o Benfica não ganhe uma competição.
Desde muito pequeno que me lembro de ter este desprezo pelo clube do avozinho. Recordo-me de algures nos anos 80, ainda adolescente, ouvir os relatos na rádio no café da Celeste - agora do Pires... - e de me dar a volta ao estômago quando, a meio do jogo, se começava a ouvir uma espécie de rougo vindo de debaixo da pala: 'Cepór... tém! Cepór... tém!'. Assim mesmo, dito num ritmo muito lento, como se tivessem que tomar fôlego entre as duas sílabas. Aquilo não chegava a ser um grito de incentivo: era como se uma multidão de múmias empoeiradas de repente, numa espécie de estertor, soltasse aquele rougo, aquela espécie de lamento que na sua própria entoação encerrava toda a desgraça e tristeza que era ser adepto daquele clube, e entre as duas sílabas tivessem que tomar fôlego para evitarem desfalecer. Normalmente um lançamento perto da nossa área ou dois pontapés de canto seguidos eram a fagulha que provocava esta manifestação de fervor clubístico. E eu coladinho ao rádio, enquanto não tinha de ir ao terço ou era corrido do café, quando chegavam alguns matulões, a beber champarrion e a comer tremoços e amendoins.
'Cepór... tém!' - lamuriava-se a turba, no meio de uma nuvem de poeira e traças entretanto levantada. E o Gil Baiano, motivado com o incitamento, passava a mão pela carapinha alourada e executava o lançamento na direcção do Tony Sealy. Depois se o árbitro marcava um lançamento ao contrário, soltava-se um prolongado ulular lamentoso, como se os próprios Deuses tivessem despejado sobre eles toda a sua ira sob a forma de pragas de proporções bíblicas. Desde miúdo que a palavra 'Ceportém' criava na minha mente imagens cinzentas, cheias de bafio e poeira e gente velha com fatos escuros a cheirar a naftalina.
O Benfica e o vermelho, pelo contrário, faziam-me pensar em alegria, emoção, paixão e gente entusiasmada. Até na forma como os golos são festejados os adeptos são diferentes. Um 'Golo!' gritado por adeptos do Benfica é diferente de um 'Golo!' gritado por adeptos do Lumiar.
O nosso 'Golo!' é um golo alegre, que encerra em si uma espécie de ênfase, como se estivéssemos a expressar o contentamento por as coisas se passarem com a naturalidade da lei da vida: o Benfica marca golos, e os outros sofrem, porque nós somos mais fortes. Isto é o que é natural. O 'Golo!' deles encerra algo de gutural, uma espécie de surpresa e desespero, como se eles estivessem a convencer-se a eles próprios que o que acaba de acontecer é normal, e a tentar afogar a sua própria surpresa. Como se tivessem a esperança que aquele momento pudesse servir de prova insofismável da sua própria valia.
Até a história da formação da agremiação de Alvalade é para mim ridícula, nascidos que foram de uma birra entre queques chateados por não se organizarem mais bailaricos no Campo Grande Football Clube, e amuados por não terem sido convidados para um piquenique. Vai daí foram pedir dinheiro ao avozinho de um dos queques e lá fizeram o seu clubezinho privado. Deve ser daí que ainda hoje tiram a mania que são um clube 'diferente', e se sentem muito ofendidos quando não são privilegiados de alguma forma (na óptica deles, quando isto não acontece eles são 'roubados'). Podia ficar aqui o resto do dia a escrever, e não conseguiria destilar nem uma décima parte do desprezo que sinto por aquele clube. Detesto tudo neles, a começar pelos dirigentes, passando pelo estádio, equipamento, jogadores, e a acabar na massa associativa e respectivas claques. Os dirigentes parecem uma massa uniforme cinzenta, produzida em série em gabinetes bafientos e empoeirados, e cada um deles parecendo fazer parte de uma qualquer confraria de agentes funerários.
Todos eles têm em comum o facto de trazerem instalado um mecanismo que apenas lhes permite olhar na direcção do Estádio da Luz, e constantemente observar e comentar o que por lá se passa. São capazes de estar a ser violentados a sangue frio por um qualquer padrinho e respectivos comparsas mais a norte, que entre duas bordoadas ainda arranjam tempo para erguer uma mão ensanguentada, apontar um dedo na direcção da Luz, e balbuciar uma acusação patética qualquer contra o Benfica mesmo antes de apanharem outra cacetada de fazer perder os sentidos.
Depois quando acordam no hospital, dizem ao polícia que os interroga: "Não vi quem me bateu, mas o Benfica não pagou um rebuçado na mercearia!". Aquele clube nasceu, cresceu e vive alimentado no rancor. Porque apesar de desde sempre terem tido as melhores condições, nunca conseguiram o mesmo sucesso que nós.
Por tudo isto esta semana é horrível para mim. Eu não consigo apreciar os jogos do Benfica contra o clube do Lumiar. Para mim são uma experiência horrível, o culminar de uma semana em que apanho uma dose de clube do avozinho superior ao acumulado do resto da época toda. Chego a ficar agoniado ao olhar para o campo e ver aquelas camisolas horripilantes ao lado das nossas papoilas saltitantes. É um martírio que dura noventa minutos e que parece durar uma vida inteira. Revolvo-me na cadeira, fecho os olhos, cerro os maxilares, suspiro profundamente... o desconforto é total. Eu na minha vida chorei duas vezes num campo de futebol, e foram ambas em jogos contra o clube do Lumiar. Foram lágrimas mais de raiva do que de alegria. Raiva enquanto o JVP demolia aquela equipa arrogante que andou a semana toda a prometer humilhar-nos.
Aqueles que me vêm com histórias de que eu deveria era considerar o FC Porto como o nosso grande rival não fazem ideia do que falam.
Rivalidade é isto. É ilógica. É odiar (sem violência, atenção!) o mais ínfimo pormenor do nosso rival, mesmo que pareça não haver explicação lógica para isso. No meu caso é odiar tanto que prefiro tentar esquecer que eles existem. E fazer o sacrifício supremo por amor ao meu clube, que é reconhecer a existência deles durante duas semanas por ano. Por isso é que para mim entramos hoje na pior semana futebolística do ano.
2X3: Este post foi-nos enviado por blogger anónimo. Nem por isso deixamos de o publicar. Merece bem a pena lê-lo.
ANIVERSÁRIO DA ARCOR
A ARCOR - Associação Recreativa e Cultural de Ois da Ribeira comemora dia 29 de Janeiro de 2006 o seu 27º. aniversário - realizando um almoço festivo no salão do Centro Social.
terça-feira, janeiro 24, 2006
QUE VAI FAZER MANUEL ALEGRE?
Na noite das eleições, Sócrates apressou-se em dizer que não haveria retaliações dentro do PS relativamente à candidatura de Alegre. Sócrates não percebeu! Sócrates não percebeu que quem tinha, naquela noite, o poder de dizer se haveria ou não retaliações era exactamente Manuel Alegre.
Alegre também não parece ter percebido! Não parece ter percebido que, neste momento, tem uma margem de manobra dentro do Partido que pode colocar em causa não o Governo de Sócrates, obviamente, mas o papel de Sócrates como líder incontestado do PS.
Como trunfo, Sócrates apresenta uma maioria sufragada em eleições livres.
Como trunfo, Alegre apresenta um resultado eleitoral muito acima do resultado do candidato presidencial escolhido por Sócrates.Tenho a sensação de que Sócrates, neste momento, sabe muito bem o que fazer com a “espada” que lhe foi dada.
Tenho a sensação de que Manuel Alegre ainda está a fazer aquela terrível pergunta que faz quem não sabe como usar “Excalibur”: “O que farei eu com esta espada?”Se demorar muito tempo a decidir, fica sem a "espada".
segunda-feira, janeiro 23, 2006
RESCALDO ELEITORAL DA REPÚBLICA
Objectivamente, em eleições, só há um vencedor: aquele que tem mais votos. Assim, o grande vencedor de ontem foi CAVACO SILVA e a direita. A grande derrota foi para a esquerda. Causas: os méritos de Cavaco e os deméritos dos adversários. Cavaco lá terá os seus méritos (...).
A escolha de MÁRIO SOARES por parte de Sócrates é uma péssima escolha. Só quem está muito longe do sentir do povo que governa é que ainda podia ter a ilusão de que este embarcaria, novamente, na conversa de um patriarca que nunca o foi e que a comunicação social elegeu como tal. Por outro lado, a campanha de Soares foi má. Começou com a arrogância dos que se julgam acima dos mortais e acabou por ser uma campanha de gincana constante e navegação à vista. Muitas foram as vezes em que apresentou o desnorte de quem se vê perdido no nevoeiro. Soares, juntamente com Sócrates, foi o grande derrotado.
A candidatura de ALEGRE foi a que, de entre os derrotados, menos perdeu. Os resultados de Alegre deviam fazer pensar os aparelhos partidários. Mas nada disso vai acontecer. O autismo dos partidos, nomeadamente do PS, vai continuar até que os Coelhos e os Sócrates esgotem a paciência aos socialistas deste país. De entre os socialistas já poucos se revêem neste actual PS. Sócrates e sus muchachos nunca o admitirão. Mesmo quando forem menos do que o pouco que agora são, continuarão a não o admitir.
Não sei qual será o futuro político de Alegre, mas sei que ganhou como político o respeito que já lhe tinha como poeta. No entanto, há que referir algo que me parece importante: aquele começo de campanha em que, no mesmo discurso, garantia que ia para depois dizer que não ia foi muito fraco. Aquele começo titubeante de campanha ter-lhe-á custado uns bons milhares de votos. (...). Quanto à candidatura de JERÓNIMO DE SOUSA há que dizer que foi séria e honesta. Mais digo: Jerónimo apresentou a mais digna das posturas nestas eleições. Se não fosse candidato do PC…
Sobre LOUÇÃ não há muito para dizer: a sua candidatura, o que ele é ontologicamente como político, está bem patente no surrealista discurso de ontem à noite. Começou por dizer que era uma derrota da esquerda, de toda a esquerda sem excepção. Começou por se incluir no grupo dos derrotados. Acabou a gritar vitória no momento final do discurso. Quem o ouvia começou cabisbaixo e acabou dando pulos de alegria e júbilo pela “vitória” alcançada. Enfim, infelizmente, assiste-se à degeneração em caricatura de um dos projectos mais interessantes que a esquerda da esquerda apresentou nos últimos anos. A saudável irreverência deu lugar ao ridículo.
GARCIA PEREIRA: 0,4%. Palavras para quê?
E por falar neste último, falemos, por último, do que em primeiro ficou: Cavaco, o Silva. O homem que se julgava acabado ressuscitou. Passou pela travessia do deserto que impõe a fraca memória lusitana e, dez anos depois, regressou “purificado” para “salvar” a pátria (...). A comunicação social apresentou-o, há muito, como vencedor e o povo aceitou. Fez uma campanha pobre de ideias e rica em respostas evasivas e/ou silenciosas. Diverti-me com o facto de ignorar, olímpica e hipocritamente, os partidos que o apoiaram (...).
CAVACO SILVA ganhou num país que, afinal, é o seu espelho.
Cavaco, daqui a cinco anos, passeará pela campanha e daqui a dez será substituído, quem sabe, por Sócrates.
Depois… logo se vê se ainda há país.Depois de ver Cavaco acenar a uma senhora que o beijava em efígie na capa de uma revista, decidi continuar a noite no mesmo tom e fui ver The Meaning of Life, dos Monty Python.
Às Duas Por Três
CAVACO SILVA É O NOVO PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Tomará posse a 9 de Março - substituindo Jorge Sampaio.
Resultados eleitorais finais:
* Cavaco Silva (candidato do PSD-CDS/PP): 2 745 491 votos votos (50,6%)
* Manuel Alegre (candidatura independente): 1 124 662 votos (20,7%)
* Mário Soares (PS): 778 389 votos (14,3%)
* Jerónimo de Sousa (PCP): 466 428 (8,6%)
* Francisco Louçã (BE): 288 224 votos (5,3%)
* Garcia Pereira MRPP/PCTP): 23 650 votos (0,4%)
Nota: Faltam as votações de duas freguesias, por boicote, mas os resultados não influem os finais.
domingo, janeiro 22, 2006
CAVACO SILVA GANHOU EM ÁGUEDA
CAVACO SILVA ganhou as eleições emÁgueda, com 15 303 (63,32%) dos 26 930 votos entrados nas urnas.
Os resultados totais das 20 freguesias foram os seguintes:
* CAVACO SILVA (PSD-CDS/PP): 15 303 votos /57,61%).
* MANUEL ALEGRE (Independente): 7 664 (28,85%).
* MÁRIO SOARES (PS): 2 060 votos (7,76%).
*JERÓNIMO DE SOUSA (PCP): 771 (2,9%).
* FRANCISCO LOUÇÃ (BE): 715 (2,69%)
* GARCIA PEREIRA (MRPP): 48 (0,18%).
CAVACO SILVA GANHOU EM OIS DA RIBEIRA
Os resultados foram os seguintes:
* CAVACO SILVA (PSD/CDS/PP): 278 votos (59,28%)
* MANUEL ALEGRE (Independente): 136 (29%)
* MÁRIO SOARES (PS): 36 votos (7,68%)
* FRANCISCO LOUÇÃ (BE): 12 votos (,2,56%)
* JERÓNIMO SOUSA (PCP): 7 votos (1,49%)
* GARCIA PEREIRA (MRPP): 0 votos (o%)
2X3: Notícia divulgada a pedido de blogueiros naturais e amigos de Ois da Ribeira residentes noutras localidades do país e/ou ausentes no estrangeiro.
AS ELEIÇÕES E O EUROMILHÕES!!!
A grande preocupação do Zé Povinho de Óis da Ribeira não é propriamente preencher o boletim de voto das eleições presidenciais!!!...
sábado, janeiro 21, 2006
DIA DE REFLEXÃO PARA IR VOTAR
Sábado, dia de reflexão para os votos presidenciais!!!
Por muito bem que você vote - e vai votar, concerteza... - vai ser difícil de acabar com... as nódoas e... com a crise.
Mas cumpra o seu dever cívico. Vá botar o voto e, com ele, mande dar uma volta quem você muito bem entender. Tem esse direito, o direito à indignação!!!
Cartune de Luís Afonso/Público
VÁ RASTREAR O GADO RUMINANTE
A "coisa" é séria, bem séria... como avisa a Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral (DRABL), nos editais espalhados nas casas comerciais da freguesia.
O rastreio incide sobre doenças como a tuberculose, a brucelose, a leucose e a peripneumonia e os proprietários dos animais são obrigados a fazê-lo. Para além do dever, é uma atitude cívica e sanitária de profundo interesse e importância para a defesa da saúde pública.
O DIREITO DE VOTAR!!!
Como forma de demonstração que este blog é democrático, aproveitamos para lançar um apelo:
- Não fiquem em casa, não se esqueçam de jogar no Euromilhões, é o nosso futuro que está em causa.
Ou contradite-se: nestas eleições, ganhar por ganhar, que ganhe o Euromilhões. Faça o que quiser!!!
Não faça é como o parzinho da foto, que em vez de votar (e botar bem...) se pôs foi a encher pneus!!!
sexta-feira, janeiro 20, 2006
SOMOS POUCOS MAS BONS !!!
43 BAPTIZADOS,
42 FALECIMENTOS
E 9 CASAMENTOS
EM 5 ANOS !!!
A população de Ois da Ribeira não cresceu nos últimos cinco anos: - faleceram42 pessoas e foram baptizadas 43 crianças.
Os dados são do site da Paróquia e, naturalmente, não são absolutamente rigorosos, em termos globais da comunidade ribeirense, pois há famílias da freguesia que não professam a região católica e, por isso, estão fora desta estatística paroquial. Mas o seu número é bastante residual, pelo que a realidade demográfica de Ois da Ribeira não anda, seguramente, muito longe destes números.
Recordemos, a propósito, que a freguesia tem apenas 632 eleitores, segundo a actualização da últimas eleições autárquicas, em Outubro de 2005.
De 2001 a 2005, registaram-se 19 casamentos.
2x3: Somos poucos, para aí uns 721, mas bons!!! Cá nos vamos aguentando!!!
Notícia retirada do jornal Soberania do Povo, de 20/01/2006
quinta-feira, janeiro 19, 2006
COMBUSTÍVEIS SUBIRAM 6 PAUS O LITRO!!!
Agora vão ser 3 cêntimos, ou 6$00 por litro, o maior aumento dos últimos anos.
JUNTA DE FREGUESIA É PROPRIETÁRIA FLORESTAL
A Junta será o maior proprietário florestal de Ois da Ribeira. Os autarcas andaram, sábado passado, dia 14 de Janeiro de 2006, a dar Volta ao Termo da Freguesia. Por outras palavras, andaram a conhecer o que é da autarquia - isto é, o que é povo.
Autarcas eram onze, "uma equipa de futebol", como se ironizou ao longo da tarde, entre os eleitos do executivo da Junta de Freguesia e os membros da Assembleia. E também não eleitos, que se interessam pelo assunto e quiseram, ao vivo, conhecer porque estremas anda a freguesia, com as vizinhas, e que propriedades são suas, da Junta. E são mais que o que se possa imaginar. A Junta de Freguesia, foi dito, será o maior proprietário florestal de Ois da Ribeira. O que, convenhamos, até nem é muito difícil, tal é a pequena dimensão territorial da localidade. Seja como for, terrenos aqui, árvores acolá, a autarquia titula propriedades de vários hectares de terrenos de pinhal e eucaliptos. Que tem vindo aplantar e a comercializar, disso tirando alguns proveitos (sempre poucos...)para a sua sempre magra tesouraria.
A comitiva da Volta ao Termo de Ois da Ribeira foi ao extremo sul, na "fronteira" com a freguesia de Espinhel (em zona florestada) e também a poente - neste caso com a freguesia de Requeixo, já do município de Aveiro.E ficou a saber-se (quem não sabia...) que a Junta de Freguesia de Ois da Ribeira é ainda proprietária, para além da sede nova (e do terreno), de dois edifícios - o da sede antiga (junto à ponte) e um outro, à Rua Adolfo Piresdos Reis (Viveiro), onde actualmente está instalada a Tuna. E de ainda dois terrenos de cultura, no campo. Um em frente a esta casa, outro nas Ponte Pedrinhas.
2X3: Copiado, com a devida vénia, do jornal Soberania do Povo de 20/01/2006
A RAZÃO DO CAPACHINHO !!!
O grau zero da consciência de si (e não estou a citar António Damásio) é o capachinho.
Pergunto-me repetidas vezes o que leva um mamífero a exibir orgulhosamente um capachinho no alto da sua cabeça. Será que os gajos acham que a malta não repara? Como é possível não reparar num tipo que parece ter uma lontra em avançado estado de decomposição a cobrir-lhe a região craniana?
Os utentes do capachinho parecem estar-se nas tintas para isso.Para se usar capachinho tem de se ter uma certa dose de alheamento social, aliada de um egocentrismo blindado e cegante. Só assim se explica a ausência de noção do ridículo.
Só na política encontramos a mesma falta de vergonha, a mesma ausência de «noção de si»: ser político é o mesmo que usar um capachinho – faz-se a mesma figura de urso, sempre com a convicção de que ninguém está a reparar.
quarta-feira, janeiro 18, 2006
ESTAMOS NUM BECO SEM SAÍDA!!!
Perdemos o caneco para os gregos, o primeiro-ministro fugiu, o Santana (des)governou-nos, o Sócrates julga-se um líder, a Marisa Cruz casou com o João Pinto, o João Braga é português, o Scolari não convoca o Baía e ... o Benfica é campeão!!!
Então mas também o que é que queriam?!
Tudo em festa, não?!
terça-feira, janeiro 17, 2006
UM CAMPEÃO DE KARATÉ DE OIS DA RIBEIRA
JOHNY REIS, de Ois da Ribeira, foi campeão distrital de Aveiro em Light Contact, variante de Karaté, na categoria de menos de 82 quilos.
O título foi conquistado a 19/06/2004, na Escola Secundária Marques de Castilho, em Águeda.
Johny Reis era (é) estudante de engenharia ambiental e filho de José Manuel Alves e M. Fátima Reis Santos.
CLARA, POSSIDÓNICA E PORTUGUESA
Felizmente, raramente me dá para isto mas hoje aconteceu: vi o inenarrável “Prós e Contras” da rêtêpê um. Estava lá gente séria, mas também lá estava o Nandim dos aventais e a Clara Pinto Correia, a Pinto Correia mais velha, aquela que se acha o máximo ao pé dos mínimos, aquela que já viveu lá fora, longe dos saloios e da piolheira.
Vi o programa essencialmente porque me avisaram que a Pinto Correia ia falar a respeito da Portugalidade.
Confesso, não resisti e fui ver. A Pinto Correia a falar sobre a Portugalidade é um espectáculo a que não se pode resistir. Alguém consegue resistir, de quando em vez, a ver o espectáculo que é uma foca de ego inchado a brincar onanisticamente com o seu ego? Duvido.
Acabou o programa e não resisto a agradecer à Pinto Correia as gargalhadas provocadas. Daqui a uns anitos, se tiver paciência e se a senhora prometer que continua a apresentar os actuais níveis de possidonite, farei questão de tornar a ver tamanho espectáculo. * Às Duas por Três
segunda-feira, janeiro 16, 2006
domingo, janeiro 15, 2006
NÓS QUEREMOS É QUE CHOVA !!!
BLOG TEM DOIS MESES
O d´OIS POR TRÊS faz hoje dois meses!!!
Quase sem querer, cá vão já 175 postagens (quase três por dia) e 1504 entradas (mais ou menos 25) , o que nos deixa muito preocupados. Na realidade, começámos isto por mera brincadeira, coisa para uns tempitos de chalaça e diversão, e com tanta gente a ver-nos, temos agora a obrigação de nos aguentarmos por mais uns tempos!!! Sabe-se lá até quando!!!
Só temos pena de uma coisa: que as associações locais, embora solicitadas, não colaborem connosco e não nos comuniquem as suas actividades - para as divulgarmos. Elas lá sabem porquê... e também não morre ninguém!!!
S. SEBASTIÃO SEM FESTA
S. Sebastião é uma figura muito popular, embora da sua história e martírio se conheçam reduzidos testemunhos críticos.
Em Ois da Ribeira, na noite da véspera, faziam-se fogueiras de rua na véspera e o programa litúrgico incluía a missa solene - pela manhã e sempre acompanhada de uma banda musical - e procissão até ao Cruzeiro do Cabo, também com a banda, andores dos santos venerados na igreja e muitos anjinhos.
Era a primeira festa católica do ano - a que se seguiam as de Nossa Senhora de Fátima e Santo António, entre outras. A de Santo Adrião, por exemplo - o padroeiro da Paróquia.
Infelizmente, a tradição perdeu-se!!!
Como se tem perdido muitas coisas em Ois da Ribeira!!!
sábado, janeiro 14, 2006
EVOLUÇÃO DO TAMANHO DA ROUPA ÍNTIMA
ADRO DA IGREJA
Há pelo menos meia dúzia de anos que o Adro da Igreja se deteriora de dia para dia, sem que os responsáveis apontem solução (...). A parte cimentada foi danificada aquando da construção do novo muro, pintado e melhorado com o assentamento de pedra polida. Ficou esquecido o cimentado que foi partido e lá está aquilo há vários anos. Por outro lado, aquando do restauro do exterior da Igreja, foram retiradas placas alusivas a algumas efemérides. Por exemplo, a data de instalação do relógio oferecido pelo benemérito Benjamim Soares de Freitas, uma outra alusiva ao centenário da Banda Marcial de Fermentelos, outra ainda relativa à restauração, no finais da década de 50 (para a de 60) do século passado, da própria igreja (...). E estas placas faziam parte da cultura popular de Óis da Ribeira. Por isso mesmo, e até por razões históricas, seria bom que fossem colocadas no devido lugar, para que as futuras gerações ribeirenses possam conhecer um pouco da história da terra (...). O relógio da torre também foi substituído, por já não ser possível a sua reparação. Tudo bem, não fosse o caso de os algarismos do novo serem tão pequenos, tão pequenos, que mal se vêem. Além disso, está completamente "mudo". Seria agradável e útil, para toda a gente, voltar a ouvir, dia e noite, as badaladas horárias. * L. COSTA
2X3: Plagiado do jornal Soberania do Povo, com a devida vénia.