sexta-feira, janeiro 09, 2026

- ANO 2004, há 22 anos: Compra de equipamentos para o Centro Social da ARCOR!




A direcção da ARCOR  reunida extraordináriamente a 9 de Janeiro de 2004, uma sexta-feira de há 22 anos deliberou sobre a aquisição de equipamento para o centro social, nomeadamente mobiliário e cozinha.
O centro social estava em fase muito avançada de construção e a direcção era presidida por Celestino Viegas, com o vice-presidente Dinis Alves (o actual presidente), a secretária Maria Madalena Neves, o tesoureiro Agostinho Tavares (já falecido e o seguinte presidente) e o vogal Milton Gomez.

- ANO 1991, há 35 anos: Espólio de Teatro de Aldírio Costa cedido à ARCOR!


Leonildo Costa

A família de Aldírio Soares da Costa ofereceu ao Grupo de Teatro da ARcOR, há 35 anos, o seu espólio de teatro e algimmaterial para a biblioteca da associação.
Aldírio nasceu a 18 de Outubro de 1917, esteve emigrado na Venezuela e Moçambique, e faleceu a 30 de Dezembro de 1980, aos 63 anos. Foi pai de Maria (Pedronha), Clélia, Leonildo (na foto), Manuel Filipe (morador em Valpaços) e Danilo Soares da Costa, do seu casamento com Maria de Lurdes Soares, falecida em 1955. Do segundo casamento, teve os filhos Sérgio e Aldírio (moradores na Praia da Barra), Alexandre Herculano (falecido em criança) e Ana Paula Correia da Costa (falecida a 24 de Agosto de 2018, na Praia da Barra e de doença).



- ANO 1986, há 40 anos: A morte presumida de Joaquim Soares dos Santos - o Cuchas!


Felisbela Santos


O Tribunal Judicial da Comarca de Águeda declarou, a 9 de Janeiro de 1986, a morte presumida de Joaquim Soares dos Santos - óisdaribeirense conhecido como Cuchas, ou Joaquim do Berardo, datando-a a 15 de Junho de 1982.
Foi isto há exatamente 40 anos!
A sentença transitou em julgado no dia 26 de Maio de 1986, no mesmo Tribunal Judicial da Comarca de Águeda.
Joaquim nasceu a 1 de Dezembro de 1909 e era filho de Berardo Soares dos Santos e de Maria Rosa Pinheiro dos Reis, lavradores e ambos de Óis da Ribeira. Teve uma vida adulta errante e foi casado com Delmira Pinheiro dos Reis, nascida a 19 de Outubro de 1905 e falecida, de doença e em Coimbra, a 17 de Agosto de 1982. O seu casamento foi a 21 de Agosto de 1934.
- NOTA: O casal teve os filhos Maria da Luz (nascida a 21 de Fevereiro de 1936 e falecida a 20 de Março de 2014) e Felisbela (na foto, nascida a 9 de Dezembro de 1939 e falecida, afogada no poço do quintal da sua residência, a 14 de Outubro de 2016), e Manuel Horácio Pinheiro dos Santos, que mora na Rua da Pateira.

- ANO 1930, há 96 anos: Passaporte para Maria Emília e filhos emigrarem para o Brasil!


Registo do passaporte de Maria Emília


O Governo Civil de Aveiro emitiu, a 9 de Janeiro de 1930, há 96 anos, o passaporte para a óisdaribeirense Maria Emília Tavares da Silva e Cunha emigrar para o Brasil.
Fez-se acompanhar pelos filhos Henrique, então com 19 meses de idade, e Ascenção Pires Soares (costureira e de 20 anos) e Maria de Lurdes Soares da Cunha (costureira, de 13 anos). Partiu para o Brasil no diaa 25 seguinte e para a cidade de Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul, onde já estava o seu marido Anacleto Pires Soares - com quem casara a 23 de Setembro de 1905.
Maria Emília era cozinheira e tinha 44 anos de idade. Nascera em 29 de Abril de 1885, em Óis da Ribeira, filha de José Tavares da Silva e Maria da Graça Cunha. 
- NOTA: Maria Emília era irmã, pelo menos, do professor Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha e do médico Albano Tavares da Silva e Cunha (que trabalhou e faleceu em Portel). E sobrinha materna do Arcebispo Primaz de Braga, D. Manuel Baptista da Cunha, Maria Emília faleceu em Óis da Ribeira a 26 de Maio de 1962.

- ANO 1908, há 118 anos: A morte de Manuel Duarte Tavares, pai de monsenhor José Bernardino!


Registo de óbito de Manuel Tavares Duarte,
pai do padre/monsenhor José Bernardino

O óisdaribeirense Manuel Tavares Duarte, de 82 anos e pai de Maria Bernardina e do padre/monsenhor José Bernardino dos Santos Silva, faleceu a 9 de Janeiro de 1098.
Há precisamente 118 anos!
Proprietário, já era viúvo de Maria José dos Santos Silva, com quem casou a 24 de Fevereiro de 1868, filha do médico cirurgião 
M. Bernardina
Santos Silva
Padre José
Bernardino
José dos Santos e Silva e da costureira Ana Catarina Soares. Tinha ele 44 anos, ela tinha 22. 
Maria José, nos finais do Século XIX, foi «chefe política de Óis da Ribeira, do Partido Progressista, distinguindo-se na ocasião das eleições pelos esforços empregados para as vencer e pelo bem que fazia aos pobres». E faleceu a 3 de Julho de 1904, após doença prolongada.

Quem é quem?
Manuel Tavares Duarte

Manuel Tavares Duarte nasceu a 6 de Abril de 1826 e era filho de João Tavares da Silva, proprietário de Óis da Ribeira, e de Maria Clara Duarte, governante de casa e natural de Casal de Álvaro - moradores na vila óisdaribeirense.
Neto paterno de Francisco Ferreira Mateus, de Óis da Ribeira, e de Maria Tavares, de Travassô, era neto materno de Manuel Francisco Claro, de Casal de Álvaro, e de Maria Clara dos Santos. Foi baptizado a 14 de Abril de 1926, pelo padre António José de Matos e com os padrinhos Manuel Francisco Claro (o avô materno) e Maria Clara dos Santos.
Além do padre José Bernardino foi também pai de Maria Bernardina (que casou com Manuel Maria Ala de Resende, de Águeda), e deMaria Amélia, que 
casou a 11 de Junho de 1900 e com Manuel Alves Claro dos Reis, natural de Espinhel, radicando-se em Lisboa.
- NOTA: As cerimónia religiosas do funeral de Manuel Tavares Duarte realizaram-se a 10 de Janeiro de 1908 e foram presididas por seu filho, o então jovem padre José Bernardino dos Santos Silva. Foi a enterrar no jazigo da família, no hoje chamado Cemitério Velho de Óis da Ribeira.

quinta-feira, janeiro 08, 2026

A AFTOR do orçamento e plano de actividade da UFTOR para 2026!

A convocatória da AFTOR «extra»
de 15 de Janeiro de 2026

A presidente Ana
Sofia Framegas

A Assembleia de Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira (AFTOR) está convocada para 15 de Janeiro de 2026, em sessão extradordinária que «substituirá» a de 29 de Dezembro de 2025, que foi suspensa por irregularidade na convocatória.
A convocatória deste dia, na verdade, não cumpriu os prazos regimentais, numa sessão que foi a primeira da presidente Ana Sofia Framegas, eleita do Movimento Juntos Por Águeda. E a que faltou Miguel Soares, o debutante secretário da Junta de Freguesia da UFTOR.
O orçamento proposto pelo executivo presidido por Sérgio Neves, para o ano corrente, é 311 255, 24 euros e as despesas com pessoal são as mais elevadas: nada mais nada menos que 128 738,09 euros.
A rúbrica inclui o meio tempo do presidente Sérgio Neves.
Os membros dos órgãos autárquicos da UFTOR receberão 15 975,44 euros. Ou seja, média mensal de 1 332 euros.
A aquisição de bens e serviços é a segunda mais elevada rubrica orçamental: 101 126,67 euros (ou 40,72%).
As despesas de capital chegam aos 63 000 euros (20,34%).
A agenda da trabalhos incluiu, além do período da antes da ordem do dia, a análise, discussão e votação do plano de actividades, orçamento e grandes opções do plano para 2026. E também o mapa de pessoal e as tabelas de taxas, licenças e emolumentos para o próximo ano
Os trabalhos de 15 de Janeiro de 2026 vão decorrer em Óis da Ribeira, no salão nobre da sede oficial da UFTOR e a partir das 2 horas.

Ano de 1994, há 342 anos: O teatro de José Vicente !


José Vicente

O Grupo de Teatro da ARCOR actuou em Espinhel no dia 8 de Janeiro de 1994 e representando a peça «Última Despedida», do autor óisdaribeirense José Vicente.
Há 32 anos|
Ensaiada por Firmino Santos, a estreia tinha sido em Óis da Ribeira, no Dia de Natal de 1993, e o grupo, entretanto, já actuara na Taipa (Requeixo) no dia de Ano Novo e com muitos aplausos do público. Voltaria a actuar no dia 12 de Fevereiro (em Eirol) e, evebtualmente, na Figueira da Foz (no dia 19, não sabemos se chegou a concretizar-se).
A peça, e segundo notícias da época, narrava a epopeia do autor, enquanto regressado de Angola, com a família e durante o processo de descolonização daquele país de expressão oficial portuguesa.
Infelizmente, não conseguimos identificar o elenco. Alguém pode ajudar?
- NOTAJosé Vicente era oriundo do distrito de Castelo Banco e casou em Angola, com a óisdaribeirense Maria do Céu Pereira dos Reis. Faleceu aos 71 anos, no dia 24 de Setembro de 1996, vítima de doença prolongada.

- Há 73 anos: Junta de Freguesia comprou terreno para a sede!

A Sede 1 da Tuna /AFOR, antiga
sede da Junta de Freguesia

 

A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira comprou, há 73 anos, o terreno junto à ponte para nele construir a sua sede.
O executivo era presidido por Benjamim Soares de Freitas, com o secretário Arnaldo Rodrigues de Figueiredo e o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes) e o vendedor foi Mário Duarte de Almeida e mulher, ambos de Óis da Ribeira.
A compra foi por 4 000$00, mais 369$00 de custos legais. Seriam agora mais ou menos 2200 euros. O dinheiro tinha transitado da Comissão da Ponte, justamente para este efeito.
A Junta de Freguesia construiu lá a sua sede, nos anos 60 do Século XX e na presidência e Armando Resende.
- NOTA: O edifício corresponde, nos dias de hoje, à Sede 1 da Tuna /Associação Filarmónica de Óis da Ribeira
.

quarta-feira, janeiro 07, 2026

O posto de carregamenrto eléctrico de Óis da Ribeira!

O posto de carregamento será abastecido de energia elécrica a partir do poste à direita

O posto eléctrico de carregamento 
O posto

O posto de carregamento eléctrico de automóveis instalado em Agosto de 2025 no parque de estacionamento do Largo da Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira já está ligado a corrente eléctrica pública.
Demorou mas já está ligado, faltando saber quando entrará em efectivo funcionamento. Provavelmene, depois dos necessários testes a realizar pela I-Charging, a empresa portuguesa que lançou o E-Flow - a unidade de controlo local destinada a «gerir e otimizar as infraestruturas de carregamento de veículos eléctricos».
O dispositivo, segundo a E-Flow, visa «simplificar a operação de carregamento em diversos contextos, desde hubs públicos a bases de frotas e infraestruturas privadas».
O E-Flow foi criado para instalações que dependem de pontos de carregamento por satélites (ligados a um posto central) ou estão situadas em posições elevadas, de difícil acesso.
A ligação do posto à rede eléctrica pública de Óis da Ribeira  decorreu hoje e esteve a cargo da JSC Constuções, empresa de Aveiro.
O posto de Óis da Ribeira ainda não está em funcionamento operacional mas, assim saibamos, disso daremos notícia.

- ANO 2007, há 19 anos: A Comissão de Gado Bovino de Óis da Ribeira e Cabanões!

José Martins Alves
Manuel Augusto P. Reis
 


O presidente da Comissão de Gado Bovino de Óis da Ribeira e Cabanões, eleito a 7 de Janeiro de 2007, foi Manuel Augusto dos Reis.
Há 19 anos e para um mandato de um ano.
A associação funcionava como «cooperativa» de apoio a proprietários de gado bovino, em caso de acidente ou de morte - atribuindo um subsídio de apoio.
Cada associado, e na altura seriam na ordem dos 20, paga 1,5 euros por gado adulto e 0,75 cêntimos por gado menor.
A associação terá sido fundada nos anos 40 (supõe-se) do século passado e chegou a incluir proprietários do vizinho lugar de Cabanões.
Os últimos anos foram já de simples gestão e com alguns problemas entre os poucos associados.
O recenseamento de meados de 2010, registara apenas quatro proprietários de gado bovino - não contando, obviamente, com as explorações agro-pecuárias existentes e que tinham seguros próprios. Razão primária para o gradual desaparecimento da comissão foi a crescente mecanização da lavoura.
As dezenas de vacas e bois que antigamente apoiavam os agricultores óisdaribeirenses foram, natural e gradualmente,  substituídos pelas máquinas.
- NOTA: Manuel Augusto Pires dos Reis era empregado fabril e agricultor, morou na Rua Adolfo Pires dos Reis (Viveiro) e faleceu a 1 de Janeiro de 2014, aos 72 anos. A viúva, Maria de Lurdes Tavares Pires dos Reis faleceu a 25 de Fevereiro de 2025. José Martins Alves, da Rua António Bernardino, foi trabalhador da construção civil e agricultor, faleceu a 4 de Fevereiro de 2014, aos 56 anos. A viúva é Maria Fernanda Almeida dos Reis, moradora na Rua Comendador António Bernardino (Berna).
RIP! RIP!

- ANO 1914, há 112 anos: O Padre Viriato da Graça Bodas!

O sepultura do Padre Viriato G. Bodas
O Padre Viriato
Graça Bodas


O padre Viriato da Graça Bodas foi pároco de Óis da Ribeira e Travassô de 1961 a 1965 e nasceu a 7 de Janeiro de 1914.
Há 112 anos!
Natural de Vale de Ílhavo, cursou os estudos nos Seminários de Coimbra e Olivais (Lisboa) e foi ordenado sacerdote a 29 de Junho de 1943, por D. João Evangelista de Lima Vidal e na Igreja Matriz de Santa Maria da Murtosa. Sucessivamente, paroquiou em Águeda, Castanheira do Vouga, Agadão, Belazaima do Chão, Vilarinho do Bairro, Murtosa, Borralha, Barrô, Espinhel, depois Óis da Ribeira e Travassô (1960/61 a 1965), finalmente na Gafanha do Carmo.

O Padre Viriato sacerdotou no Brasil, entre 1965 e 1969, e foi pároco do Bairro de Nossa Senhora de Fátima, na cidade e Diocese de Pelotas, onde, segundo Monsenhor João Gaspar, «desenvolveu um notável trabalho pastoral e social, que ficou positivamente na memória da comunidade». 
A saúde e a idade avançada levaram a que passasse os últimos anos de vida no Lar de S. José, em Ílhavo, onde celebrou a Eucaristia enquanto lhe foi possível. Faleceu a 7 de Outubro de 2011, com 97 anos e 9 meses de idade, no lar de S. José, em Ílhavo.
As exéquias foram a 8 de Outubro de 2011, sob a presidência do Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos. O funeral dirigiu-se para Vale de Ílhavo, a sua terra natal. RIP!!!

- ANO 1 904, há 122 anos: O engaboado que agrediu o cidadão e fugiu a atirar pedras...


Um engaboado
(foto da net)
 


O dia 7 de Janeiro de 1904, há 122 anos e em Óis da Ribeira, registou uma cena de pancadaria, envolvendo João Ferreira da Maia e José Maria Afonso, sendo este o agressor.
O João estava em casa quando ouviu barulho de latas, o que não era normal àquela hora - 8 horas da noite, numa povoação sem iluminação pública. Saiu à  rua e acompanhou o «cortejo» até ao cruzeiro, onde os desfilantes pararam e o José Afonso o agrediu, vestido em trajes menores e engaboado, fugindo de seguida.
O João, sentindo-se «muito ofendido», seguiu atrás do vulto, sem saber quem era, e como o agressor não queria ser reconhecido, atirou uma pedra ao João, por pouco não lhe partindo uma perna. 
A recambolesca história continuou, com o João Maia a atirar-se ao vulto, conseguindo agarrá-lo e gritando aqui d´el-rei.
Acudiram Manuel Estima, Zebedeu Costa e Benjamim Soares de Freitas, que tudo estavam ver, desde o cruzeiro, e logo reconheceram o vulto: o José Maria Afonso. 
O Estima era cabo de ordens e deu voz de prisão ao Afonso, para o levar ao regedor.
O Afonso não esteve pelos ajustes, reagiu em bruto e não aceitou a intimação, chegando a injuriar e a dizer ao cabo de ordens que nada sabia do que dizia e que ainda um dia o havia de fartar de pancada.
O cabo e os outros transitaram o caso ao regedor, que tal terá transmitido à Administração do Concelho de Águeda.

Quem era quem?
José Maria Afonso
e João Ferreira da Maia 

José Maria Afonso, ao tempo com 37 anos de idade e jornaleiro, era casado com a costureira Rosa Tavares Pinheiro, ambos naturais de Óis da Ribeira.
Era filho de Afonso José Marques, natural de Valas, lugar da freguesia de Campia (Vouzela), e de Maria Gomes de Jesus, de Óis da Ribeira. Rosa era filha de José Ferreira Baeta, de Óis da Ribeira, e de Ana Maria dos Santos Pinheiro, de Travassô.
João Ferreira da Maia era jornaleiro, natural de Travassô mas casado em Óis da Ribeira com a agricultora de Rosa Ferreira das Neves. Era filho de José Maria Ferreira da Maia e de Maria Rita Oliveira.
Filha do casal, foi (pelo menos) Margarida, nascida a 27 de Janeiro de 1908 e que casou com o ferreiro Aníbal Gomes dos Reis - ambos já falecidos. Neto residente em Óis da Ribeira é José Maria (da Rua António Berna) e Eugénio Amaral Gomes dos Reis (Rua Adolfo Pires dos Reis) e, entre outros, os já falecidos Silvério, Ilda, Ilusinda e Eugénio Amaral.
- NOTA: Dados retirados do «Jornal da ARCOR» de 31/03/2004

terça-feira, janeiro 06, 2026

As taxas e coimas dos cemitérios para o ano de 2026!

 

A entrada do parque de estacionamento do Cemitério Novo de Óis da Ribeira

Aspecto do parque de estacionamento (Dezembro de 2024)


Uma das propostas da Junta de Freguesia da UFTOR para 2026 é o alargamento do cemitério de Óis da Ribeira para a zona de estacionamento.
Queremos acreditar na bondade da proposta que consta do plano de actividades - uma das dezenas que a AFTOR seguramente irá  aprovar na sessão a convocar e que substituirá a de 29 de Dezembro e suspensa por irregularidade na convocação.
A Junta de Freguesia da UFTOR é, como todos sabemos, muito pródiga a anunciar intenções, a mais das quais nunca se concretizando.
Neste caso, talvez se pudesse questionar a imperiosidade desta provável obras, tendo em conta o espaço disponível no Cemitério Novo, para novas sepultura
Falta-nos tempo e paciência para fazer o respectivo inventário.
Os talhões livred do Cemitério Novo

As taxas e coimas
dos cemitérios!

Por hoje, e de cemitérios falando, vimos dar conta das taxas propostas pelo executivo e que os eleitos da AFTOR certamente irão aprovar.
Só as mais relevantes, quanto à cessão de terrenos:
- Capelas/jazigos: 10 000 euros.
- Para capela, com projecto a aprovar pela Junta (2,80m x 3m): 3000 euros.
- Sepulturas simples com fundações, de 2m x 1m2: 1300 euros.
- Execução de fundações (pela JF): 500 euros.
- Gavetões para ossadas: 350 euros.
A proposta envolve mais duas dezenas de taxas, dando nós conta de algumas, das mais relevantes, quando a transmissões:
- Sepulturas perpétuas, para novos proprietários: 110 euros.
- Sepulturas perpétuas duplas, idem: 220 euros.
- Para capelas/jazigos: 220 euros.
- Sepulturas perpétuas inter-vivos: 330 euros.
- Sepulturas duplas: 500 euros.
- Para capelas: 500 euros.
Já agora e quanto a coimas:
- Construções no cemitério sem autorização: 500 euros.
- Depósito de folhas velhas e resíduos fora dos contentores: 200 euros.

- ANO 1990, há 36 anos: Teatro da Arcor estreou a peça «D. Álvaro de Abranches»!


Teatro da ARCOR, há 36 anos: a estreia da peça «D. Álvaro de Abranches» 
Firmino Santos
Isauro Santos


O dia 6 de Janeiro de 1990, o tradicional Dia de Reis, foi um sábado e tempo e noite de estreia da peça «D. Álvaro de Abranches», levada a palo pelo Grupo de Teatro da ARCOR. 
Já lá vão 36 anos...
A peça foi ensaiada pelos irmãos Firmino e Isauro Carva-
lho e Santos e (julgamos saber) «internacionalizou-se» com uma apresentação na Figueira da Foz e nas comemorações do 25 de Abril desse ano. 
As actuações desse ano foram em Eirol (a 13 de Janeiro), Recardães (a 14), Frossos (a 20), Alquerubim (a 27), Avelãs de Caminho (a 3 de Fevereiro), Mourisca do Vouga (a 4), Troviscal (a 10) e Ois da Ribeira (11), Figueira da Foz (7 de Abril) e CEFAS, salão de Águeda (21 de Abril).
Os actores dessa etapa artística da ARCOR foram Paulo Rogério Framegas, Paulo Silva, Cristina Silva, Hélder Pires, Manuel Alberto Resende, Dionísio Prazeres (já falecido), Elisabete Fernandes, Manuel Horácio Reis, Lotário Santos, Hélder Prazeres, Danilo Costa e António Salvador Reis. 
O programa incluía a comédia «O Criado André» e as receitas das várias representações atingiram os 193 050$00, qualquer coisa como o equivalente a actuais 2.600 euros, segundo o conversor da PORDATA. Nada mau, para esse tempo!
- NOTA: O Grupo de Teatro da ARCOR (GTA), como todos sabemos, está fora dos palcos (extinto?) deste 2012. Infelizmente, já lá vão 14 anos, o que é uma grande, grande pena.

- ANO 1907, há 119 anos: Concerto de Reis da Tuna com vinho fino e charutos!

 

A bandeira oferecida pelo Conde de Águeda

A Tuna de Óis
 da Ribeira



A Tuna de Óis da Ribeira apresentou-se no Largo do Cruzeiro a 6 de Janeiro, Dia de Reis do ano de 1907, com «as melhores peças do seu variado reportório».
Há 119 anos!
O Largo do Cruzeiro é o actual Largo do Centro Social da ARCOR e as peças executadas «foram coroadas de aplausos», segundo reportava a imprensa da época. Que também deu conta que os músicos tunantes «executaram magistralmente o Hino Conde de Águeda», aristocrata que recentemente lhes tinha oferecido a bandeira da agremiação - ainda hoje existente. Ano  2026!
Nota curiosa desse dia de há 119 anos e da «numerosa assistência» que assistiu ao concerto, foi a presença de «indivíduos de S. Tiago de Riba-Ul e outras localidades» e que «ficaram encantados com a sua bela execução», por isso mesmo, «ofereceram aos tunos vinho fino e charutos de ocasião».
Bons tempos!!!

- ANO 1 903, há 123 anos: A Missa Nova do padre José Bernardino Santos Silva!

 

O padre José Bernardino na inauguração da ponte deÓis da Ribeira
 
Padre/Monsenhor José
Bernardino Santos Silva


O padre José Bernardino dos Santos Silva celebrou Missa Nova na Igreja Paroquial de Santo Adrião de Óis da Ribeira no Dia de Reis de 1903.
Há precisamente 123 anos!
Filho do lavrador Manuel Tavares Duarte e de Maria José Santos Silva, governante de casa (e dirigente política local, do Partido Progressista), era neto paterno de João Tavares da Silva e de Maria Clara Duarte, neto materno do médico cirurgião José dos Santos Silva e de Ana Catarina Soares. 
Nasceu a 8 de Julho de 1880.
Pároco da Trofa, entrou depois em Santo Adrião de Óis da Ribeira a 6 de Abril de 1908 e também exerceu sacerdócio em Coimbra e no Estado do Espírito Santo, no Brasil (na paróquia de Muqui e outras).
Monárquico convicto, foi acusado de alta traição pelo Regime Republicano e teve de «fugir» para o Brasil - já depois de ter estado preso durante 5 meses, nas prisões do Alto do Duque e do Limoeiro, em Lisboa - de onde foi solto, sob fiança, a 22 de Maio de 1912. 
Foi julgado à revelia pelo Tribunal Militar de Coimbra, regressou em data desconhecida e, entre outras funções eclesiásticas, foi Consultor Diocesano, pároco e Arcipreste de Águeda.
A casa do padre/monsenhor José
Bernardino dos Santos Silva

Presidente da
Comissão da Ponte

O Papa Pio XI elevou-o à dignidade de Camareiro Secreto, com o título de Monsenhor, e Águeda, onde paroquiava nessa altura, prestou-lhe «justa a eloquente homenagem».
O padre José Bernardino Santos Silva foi presidente da comissão da ponte durante muitos anos, desde a primeira década do Século XX (com as interrupções decorrentes da sua missão no Brasil) e até à construção e inauguração - a 25 de Maio de 1952. Faleceu a 18 de Janeiro de 1960, de doença e às 21 horas, aos 79 anos e na sua casa de Óis da Ribeira - a casa da imagem ao lado, demolida no princípio dos anos 2000 e onde agora parque de estacionamento da ARCOR.
- NOTA: Sobrinhos-netos actualmente residentes em Óis da Ribeira são os irmãos Mariazinha, António e Maria Laura Ferreira dos Santos Resende - filhos da Manuel dos Santos Ala de Resende, filho da sua irmã Bernardina.

segunda-feira, janeiro 05, 2026

Junta vai receber 42 000 euros de delegações de compertências em 2026!

 

A manutenção das placas do percurso pedestre (em Junho de 2025)
As transferências da Câmara para as Juntas


A Junta de Freguesia (JF) da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR) irá receber 42 000 euros em 2026, nos termos da adenda ao protocolo de delegação de competências assinado (e sempre automáticamente renovado) em 2018, aprovado na Assembleia Municipal de Águeda do dia 27 de Abril desse ano.
O objectivo da delegação de competências mantêm-se:
1 - Manutenção dos espaços verdes;
2 - Limpeza de vias e outros espaços públicos, incluindo sargetas e sumidouros;
3 - Manutenção, reparação e substituição de mobiliário urbano.
A delegação de competências consta(va) da agenda de trabalhos da Assembleia de Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira (AFTOR) que foi convocada para 29 de Dezembro de 2025, mas foi suspensa por erro de convocatória- ver AQUI e AQUI
O protocolo, seguramente, será aprovado na próxima AFTOR,  que ainda não está convocada mas irá «substituir» essa mesmo - a de 29 de Dezembro de 2025.
Talvez valesse a pena, entretanto, que os eleitos de TravassÓis se perguntassem (e interrogassem quem deviam) sobre o que, nos termos destas 
renovadas delegações de competências, tem vindo a (não) ser feito pela Junta de Freguesia nestes já 8 anos da sua vigência. Mas isto somos nós a dizer...

- Há 5 anos: Jacintos e draga: uma luta de mais de 14 anos! Agora, já são19!

A pateira cheia de jacintos. Há 5 aanos!

A draga-ceifeira em acção, a 04/01/2021


O d´Óis Por Três de 5 de Janeiro de 2021, há 5 anos, deu conta que, e recordamos, «a draga/ceifeira «Pato Bravo» retomou ontem os trabalhos de recolha de jacintos».
Lembremos o nosso texto desse dia:
«Primeiro dia útil do novo ano e uma luta antiga que se reinicia», proclamou o presidente da Câmara Municipal de Águeda, com a mesma oportunidade que poderia ter falado em Dezembro de 2006, já lá vão mais de 14 anos, quando a draga se «estreou» na pateira.
Há 14 anos, imaginem!
Passaram-se 14 anos!
A draga foi então adquirida por 185 000 euros (seriam agora 216 300, segundo o conversor da Pordata) em concurso internacional, e, na altura, era apontada como a solução para o já problemática jacintização da lagoa.
«Retirando os meses de inverno duro e as cheias, o que implicará que a máquina seja retirada da água, o resto do tempo será de trabalho», garantiu Gil Nadais, o então presidente da Câmara Municipal de Águeda.
Não viria ser bem assim e a draga andou por uns quantos outros rios, outras ribeiras e lagoas de Portugal, «esquecendo-se» a pateira - que era (é) o seu destino.
A draga-ceifeira na pateira a 04/01/2021

Cuidar desta
verdadeira maravilha


O actual presidente da Câmara afirmou ontem que «a ceifeira aquática continua em atividade e a Câmara Municipal de Águeda, continua a ser a única entidade, a dar luta à praga de jacintos de água na pateira».
«Vamos continuar a cuidar desta verdadeira maravilha, que é a nossa Pateira», proclamou Jorge Almeida.
Não duvidamos das intenções do autarca, mas a verdade é que este tipo de declarações já entrou na banalidade, 14 anos depois de a draga-ceifeira ter sido lançada às águas da pateira e de delas ter sido retirada várias vezes, nem sabemos quantas.
A última entrada foi a 21 de Setembro de 2020 e com o mesmo objectivo: fazer a limpeza dos jacintos que infestam a lagoa e também a prejudicam e enfeiam, para além de impedir as habituais actividades desportivas e de lazer que nela se desenvolvem.
A draga «Pato Bravo» foi, na prática, uma ceifeira aquática que, há 14 anos, limpou qualquer coisa como
 13 000 toneladas de jacintos, de acordo com uma nota camarária desse tempo.
Muitas toneladas, certo?
Mas não as suficientes para evitar que, todos estes anos depois, continuemos com o mesmo problema. O da jacintização da pateira. Este, é o problema!».
- NOTA: Hoje  e passados 5 anos - e já lá 19, de jacontos que nunca mais acabam... -, a grande novidade é que desde28 de Setembro de 2025, vésperas das eleições autárquicas, foi descarregada uma segunda draga - ainda não operacional, por, dizem-nos, falta de formaçã ao(s) futuro(s) operador(es).

- ANO 1930, já 126 anos: Um alegre Dia de Reis... com uma Tuna Nova !


A Tuna em 1931. De pé, Óscar Matos, Serafim Reis, David Santos, Neca Resende (com a bandeira), Manuel
Carvalho (Girão), Edmundo Reis, Abílio Viegas e José Framegas. Sentados, Aires Carvalho, José Maria Costa,
  Virgilino Carvalho e Fernando Pires Soares (Barrão). À frente, José Maia (da Piedade),
José Ferreira dos Reis (da Luz/Olívia) e Alberto Almeida (Calceteiro)

A bandeira oferecida pelo Conde Sucena

A então chamada nova Tuna de Óis da Ribeira saiu à rua pela primeira vez, em Dia de Reis de 1930. 
Há exactamente 96 anos!
Tuna que, como lemos no «Jornal da ARCOR» de 30 de Março de 1980, que citamos, «deve seguir as tradições da sua antecessora, no seu mister».
A estreia, ainda segundo o extinto jornal associativo, «era aguardada com ansiedade, tendo gerado aplausos»
Os números de música que executou agradaram e com a bandeira oferecida pelo Conde de Sucena desfraldada (foto ao lado), a Tuna percorreu as ruas da vila «pelo meio da tarde e à noitinha, visitando as casas dos visitantes a tocar a e cantar os Reis, recolhendo donativos para a caixa, recebendo dinheiro, chouriços e salpicões, que é costume dos outros anos os lavadores oferecerem nestas ocasiões».
A venda dos chouriços rendeu 30 000 reis.
«À Tuna, é bom que os rapazes dêem auxílio, juntando-se-lhe o fim de que não lhe faltem elementos, pois que a antiga Tuna chegou a tocar com 25 figuras e foi então que chegou ao auge», reportava o jornal, citando notícia da época, que desejava à nova Tuna de Óis da Ribeira «uma vida cheia de felicidades, bem como ao seu regente» - que era Óscar Pereira de Matos, «um novo mas um trabalhador».
- NOTA: A Tuna de há 126 anos é a actual Associação Filarmónica de Óis da Ribeira (AFOR)