terça-feira, outubro 13, 2026

- ANO 2017, há 9 anos: A (não) instalação da Junta de TravassÓis sem... maioria !

A Mesa da AFOR e a Junta de Freguesia de TravassÓis de 2023/2017

Manuel Almeida (Capitão) e Sérgio Neves


A nova Junta de Freguesia de TravassÓis deveria ter sido eleita na Assembleia de Freguesia de 13 de Outubro de 2017. Há precisamente 9 anos!
«Vai? Logo veremos», considerou, então, o d´Óis Por Três, na véspera e em artigo que agora recordamos:
«Os trabalhos estão convocados para a sede da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira, em Óis da Ribeira, às 21 horas.
Começarão com a instalação dos eleitos e a votação para a Mesa da Assembleia de Freguesia (presidente e 2 secretários) e para os vogais do executivo que será presidido por Sérgio Neves.
Sede da União de Freguesias
de Travassô e Óis da Ribeira
Aqui é que a porca torce o rabo, para as cores laranjas: governar com tranquilidade e paz política?
Realmente, não será fácil, devido à não maioria de Sérgio Neves e do PSD (4 eleitos), frente aos 4 eleitos do Juntos e um(a) do PS. 
O futuro presidente do executivo (Sérgio Neves), que é o único com lugar garantido, está em desvantagem (4 para 5 eleitos na Assembleia de Freguesia). 
Terá de negociar, mas com quem?
Há aqui vários quadros:
1 - Ganha a simpatia e o voto do PS e propõe a sua eleita (Júlia Melo) para membro do executivo.
2 - Propõe-a para a presidência da Assembleia de Freguesia.
3 - Propõe um executivo com apenas eleitos do PSD, sujeitando-o à votação. E ao eventual «chumbo».
Aqui (ponto 3) pode até beneficiar da abstenção dos eleitos do Juntos e do PS, mas governará permanentemente em minoria e sujeito aos humores votantes dos eleitos do PS e do Juntos.
4 - Acerta-se com o Juntos, o que é muito improvável.
Júlia Melo (PS)

O papel de Júlia Melo,
a eleita socialista!


A estabilidade do executivo travassÓisense - liderado por Sérgio Edgar da Costa Neves, o mais jovem presidente da Junta de Freguesia de sempre, antes e depois da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira - parece estar, pois, nas mãos, nos nãos ou nos sins e na vontade da eleit
Que, tanto quanto se sabe, «exige» estar no executivo e com liberdade de voto em matérias que ela própria decidirá.
Aceitará a liderança social-democrata esta exigência socialista travassÓisense?
Sérgio Neves e seus pares é que saberão até que ponto a sua governação poderá/deverá ficar dependente e condicionada pelos eventuais caprichos socialistas, hiper-valorizando o papel de Júlia Melo. Interesses que podem mudar a cada momento, mais ou menos pontual?
Amanhã se verá.
Mário Ramos Martins
(Juntos)

Os Juntos de TravassÓi
sem... Junta de Freguesia!

Os candidatos do movimento independente Juntos são os grandes derrotados das eleições autárquicas de 1 de Outubro de 2017.
Mário Martins perde(u) uma governação assumida e exercida desde 1998 quando, eleito pelo CDS, substituiu Aníbal Pires e, já como nº. 1 da lista e, de novo pelo CDS, foi eleito em 2001/2005 e 2005/2009. Depois, pelo PS em 2009/2013 e, já na União de Freguesias, em 2013/17.
Agora, perdedor(es), surgem vários quadros aos eleitos do movimento independente liderado por Mário Martins:
1 - O Juntos abstém-se nas votações de amanhã e viabiliza a governação de Sérgio Neves.
2 - Vota contra quaisquer propostas que não tenham sido viabilizadas pelo PS de Júlia Melo e implicitamente as chumba, inviabilizando a eleição da Assembleia e, consequentemente, do executivo.


Assembleia (e Junta)
para... intercalares !


O PSD, no limite, pode abdicar de qualquer acordo e, pura e simplesmente, não ser eleita a Assembleia de Freguesia e, por via deste facto, a Junta de Freguesia - seja por falta de apresentação de listas ou por estas terem sido rejeitadas.
No caso de falta de apresentação de listas, a Câmara Municipal nomeia uma comissão administrativa, composta por três membros, e marca de novas eleições.
A constituição da comissão administrativa deverá ter em conta os resultados da eleição para a Assembleia de Freguesia.
A comissão administrativa substituirá os órgãos da freguesia e não poderá exercer funções por prazo superior a 6 meses. As novas eleições devem realizar-se até 70 dias antes dos 6 meses.


Algumas perguntas

1 - Mário Martins irá assumir o seu mandato na Assembleia de Freguesia?
2 - A assumir, aceitaria ser o presidente da Assembleia de Freguesia, com o voto ou abstenção do PS? E do PSD?
3 - Aceitaria ser membro do executivo liderado por Sérgio Neves?
4 - Admitiria que um membro da sua lista integrasse o executivo de Sérgio Neves?
5 - Sérgio Neves aceitaria governar com um eleito do Juntos no executivo?
- NOTA: Como se sabe, a sessão foi descontinuada e não foram eleitas a Junta e a AFTOR. Continuou no dia 15 e por aí fora... e nem ao fim de 11 sessões da mesma AFTOR foi eleita a Junta de Freguesia. O que redundou nas eleições intercalares de 24 de Fevereiro de 2019.

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