sábado, fevereiro 11, 2006
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
CEIFEIRA AMERICANA PARA LIMPAR JACINTOS DA PATEIRA
Uma ceifeira aquática poderá livrar a pateira dos jacintos. A Câmara Municipal de Águeda vai adquiri-la num concurso internacional. Deverá vir dos Estados Unidos e custará 160 mil euros, acrescidos de IVA. O presidente da Câmara, Gil Nadais, sublinhou que se trata do “primeiro concurso internacional efectuado pelo município de Águeda” e que lá para o verão a máquina poderá estar já a descarregar os jacintos em Espinhel.
Os jacintos serão alvo de alguns cuidados especiais no local de depósito, para evitar que se propaguem, e poderão ser utilizados como fertilizante. A ceifeira poderá ultrapassar os 12 metros de comprimento, terá cerca de cinco de largura e uma altura aproximada de 2,5. Movida a gasóleo, poderá ir a uma profundidade entre 1,6 e 1,85 metros. Depois de recolher os jacintos, encosta à margem e transfere-os para um camião, através de um tapete rolante. Manuseá-la vai exigir formação especial aos operadores.
A aquisição da ceifeira inicia o projecto de requalificação ambiental da Pateira. Gil Nadais disse que “o passo futuro será estudar o que fazer com a Pateira, num projecto integrado que deverá assentar no turismo ambiental, com estruturas de observação da natureza em parcerias com a Universidade de Aveiro, em Óis da Ribeira e em Espinhel”.
“A Pateira tem de ser colocada ao serviço da população”, referiu Gil Nadais.
Acabar com a praga pode demorar anos e a ceifeira não solucionará o problema de imediato. As sementes dos jacintos poderão germinar durante oito anos e desenvolvem-se exponencialmente. Apenas dez destas plantas correspondem a 660.000 no final de um ciclo vegetativo - segundo disse Gil Nadais na conferência de imprensa, na qual afirmou também que acredita “ser possível controlar a praga que afecta já outras zonas aquáticas próximas, tais como o rio Vouga e mesmo a ria de Aveiro”. - EJ
2X3: Já aqui demos a notícia há dias, extraída do JN. Hoje, damo-lo com plágio e foto do jornal Soberania do Povo, de Águeda.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
ESPAÇO INTERNET COM PRÉMIO
O espaço Internet da Junta de Freguesia de Ois da Ribeira foi premiado pelo Aveiro Digital, devido à taxa de utilização no último semestre de 2005. Recebeu um computador, que vai ser instalado para os idosos da freguesia.
"Foi uma agradável surpresa para nós, mas sentimo-nos satisfeitos e muito orgulhosos, por este serviço de interesse público assumido, já vai para dois anos, pela Junta de Freguesia, ser oficial e publicamente reconhecido", comentou o presidente Fernando Pires.
A taxa de utilização do Espaço Internet de Ois da Ribeira "tem sido sempre a máxima", 20 horas por semana e por cada um dos quatro terminais instalados no salão da nova sede da Junta de Freguesia.
"Muito do interesse que o Espaço Internet suscitou nos jovens de Ois da Ribeira, e não só, foi dinamizado pelo entusiasmo e qualificação profissional da formadora, Fátima Lemos", sublinhou o presidente da Junta de Freguesia.
Agora, o quinto terminal de acesso à internet vai ser exclusivamente aberto para os idosos da freguesia - tantos quantos quiserem... e principalmente para os utentes do Centro de Dia da ARCOR, a funcionar no primeiro piso do edifício.
O prémio foi recebido no passado sábado, numa cerimónia promovida pela Comissão Executiva do Aveiro Digital - a instituição que coordena os Espaços Internet de todos os 11 municípios da AMRIA.
2X3: Notícia publicada no jornal Soberania do Povo, de 10/Fev./2006, com a devida vénia.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
IMAGENS DE UMA OIS DA RIBEIRA DE SONHO
A pateira tem destas imagens... Belíssimas!!!! Captadas num qualquer momento, entre o dia radioso e a noite que se anuncia de sonhos. Num pôr-do-sol cinematográfico, tela de uma vida e da arte de sempre. O d´OIS POR TRÊS regista este belo momento!!!! Cedido especialmente para o blog, para levar Ois da Ribeira ao fim do mundo. Mostrando a sua beleza em quadro de arte irrepetível. Bem ribeirense!!!!...
2X3: A imagem é da autoria de Luís Neves, uma das fotos que, disse a 2X3, "vou captando e que decidi partilhar".
"Apesar de puramente amadora não deixa de ter alguma beleza!!!», acrescentou. Pudera, LN... Obrigado!!!
TONTERIAS DE UMA MADEIRA INSULAR E LOUCA!!!...

O PSD/Madeira pediu exame médico a um deputado local do PS, um qualquer coisa... Gouveia, por desconfiar das suas faculdades mentais, imaginem...
Passando-se isto num Parlamento Regional onde o momento mais elevado de 2005 foi a famigerada discussão entre um deputado apelidado de jumento e um outro que foi acusado de ter subido na vida a vender sifões de retrete, já não é notícia. É anedota!!!...
Verdadeiramente curioso (e insólito? e absurdo? e provocante?) é o nome do deputado que esta tarde falava sobre o assunto, na RTPN, ao telefone e em directo. Ora vejam bem lá no cimo da imagem televisiva... Coito quê?! Pita quem?
Agora, fico à espera que venham os do costume dizer que isto é culpa da má vontade dos «cubanos»... cá do "contnente".
terça-feira, fevereiro 07, 2006
PENSAMENTO DA NOITE DE 07/FEV./2006: MANDAM OS HOMENS DA MASSA...
A SONAE avançou com uma OPA sobre o capital da PT.E nós aplaudimos. E ficamos expectantes para ver como é que o Estado vai tentar inviabilizar esta firme intenção da SONAE. E ficamos expectantes para ver como é que o Estado vai conseguir aguentar os compadres do costume nos lugares a que se acostumaram.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
PENSAMENTO DA NOITE 06.FEV.2006
AVEIRO DIGITAL DÁ PREMIO À JUNTA

A Comissão Executiva do Aveiro Digital (CEAD) premiou a Junta de Freguesia de Ois da Ribeira pela funcionalidade do seu Espaço Internet. O prémio foi um computador.
A notícia foi avançada pelo Diário de Aveiro, edição on line de domingo, e referia-se a uma reunião da véspera que juntou a totalidade dos parceiros envolvidos no projecto. Actualmente, existem 90 Espaços Internet nos concelhos da AMRia, 11 de âmbito municipal e 79 ao nível das freguesias.
Lusitana Fonseca, da CEAD, anunciou os prémios para os Espaços Internet de Alquerubim, Óis da Ribeira e Sever do Vouga, salientou que 2006 é um «ano de grandes desafios», estando prevista a execução de um conjunto de projectos «úteis» à população.
Ora aí está uma boa notícia!!! Parabéns à Junta de Freguesia de Óis da Ribeira e à monitora do Espaço Internet.
domingo, fevereiro 05, 2006
HÁ CAIXOTES DE LIXO E... CAIXOTES DE LIXO !!!

O blogueiro NN (chamemos-lhe assim, Éne/éne...), enviou-nos estas duas imagens, de dois caixotes de lixo, em dois parques da pateira. O da esquerda, em Ois da Ribeira. O da direita, em Espinhel.
Como toda a gente repara, ao passar por Ois, dá-se conta que o plástico se rompe e é também vítima das "ferradelas" da cãozoada que por ali anda abandonada e à procura de comida. Ora, saco roto, é lixo no chão!!! Pudera!!! Toda a gente sabe isso.
A solução de Espinhel parece bem mais adequada e resistente. «Poderia ser uma opção lavada", diz Éne/éne na sua corespondência para o d´Ois Por Três. Uma boa opção para a JFOR levar por diante, dizemos nós. Colher bons exemplos, não fica nada mal a ninguém.
2X3: Éne/ene já há algum tempo colabora connosco, devidamente identificado. Quem quiser colaborar, poderá fazê-lo a todo o tempo. Há sempre coisas novas a dizer e a comentar sobre Óis da Ribeira.
ALEGRE NO PARLAMENTO COM UM MILHÃO E TAL DE VOTOS!!!
Manuel Alegre, como se esperava, voltou ao Parlamento, seu lugar desde a Constituinte - e desta feita com um saco de votos, de um tamanho maior que o milhão.Ficar de fora, disse Alegre, não seria compreendido pelos que o apoiaram. E nós que pensávamos que sim...A "iniciativa cívica" e o "poder do cidadão", não duraram muito. Pronto, está bem.
É tudo ao contrário? Perfeito. Parece que lá no Movimento o pressionaram tanto que ele correu para S. Bento só "para ter um pouco de sossego". E em S. Bento sossego é o que não lhe vai faltar.
Quanto ao resto, continua, evidentemente, uma "referência" para o tal "milhão". Não sabemos se custa muito ser uma referência. Se calhar nem ele. Esperemos que não. Por Nossa Senhora da Saúde.
sábado, fevereiro 04, 2006
CEIFEIRA AMERICANA PARA LIMPAR A PATEIRA

A Câmara Municipal de Águeda decidiu, ontem, avançar para a limpeza da Pateira de Fermentelos sozinha, depois de vários contactos com as autoridades ambientais que têm jurisdição sobre a lagoa, dando início à concretização de uma promessa eleitoral.
A autarquia vai adquirir, nos Estados Unidos, uma ceifeira aquática para recolher os jacintos de água que infestam as águas e ameaçam o equilíbrio ecológico da Pateira.
A ceifeira tem custos estimados em 160 000 euros (mais IVA) e será objecto do primeiro concurso público internacional lançado pela autarquia."Muito se tem dito sobre a recuperação da Pateira. Tem-se remetido o problema para muitos lados (...) Bom, depois de vários contactos, vamos nós (Câmara) assumir a liderança do processo", anunciou, ontem, o presidente da Câmara de Águeda, Gil Nadais (PS).O autarca está consciente de que a simples recolha dos jacintos, que invadiram a Pateira nos últimos anos, não resolve os problemas todos. Mas "é um ponto de partida", diz Gil Nadais, concordando que a despoluição da lagoa exige que se acabe de uma vez com o despejo de efluentes (de Águeda, Oliveira do Bairro e Anadia), que continuam a ser atirados para a Pateira.
A recolha dos jacintos de água, que, se tudo correr bem e a ceifeira for entregue nos prazos previstos, deverá começar nos meses de Junho ou Julho, será "um ano de trabalho muito intenso". E, depois, será preciso manter "um controlo permanente", sublinha, anunciando que a fase seguinte será sinalizar devidamente a Pateira, fazendo, desde já, "a integração das estruturas existentes em Óis da Ribeira, Espinhel e Travassô num circuito de observação da natureza" e estudar "o que é que queremos fazer deste enorme potencial ambiental no futuro".
2x3: Notícia e foto retirada do Jornal de Notícias do dia 3 de Fevereiro, com a devida vénia
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
GASOLINA VAI SUBIR!!!... OUTRA VEZ?!!!

Cada vez este gesto, o da foto, está mais caro: meter gasolina no popó. É impressionante a pouca vergonha que se passa com os preços dos combustíveis. Não param de subir. Por cada cêntimo que descem, pouco tempo depois sobem 3 !!!
Isto revolta-me. E revolta todos os ribeirenses...
Não faz sentido ninguém pôr um travão a isto, não faz sentido a Europa ser tão dependente do petróleo, não ser produtora de petróleo e nada fazer para fugir a esta total dependência. Porque não se aposta forte nas energias alternativas?
Temos as economias europeias totalmente estranguladas por causa do elevado preço de petróleo.... E as nossas carteiras cada vez mais vazias!!
A solução, se calhar, vai passar pelo modelo de transporte do post anterior.
AUTO-VACA NOS TRANSPORTES PÚBLICOS D´OIS

O preço do petróleo sempre a subir e o poder de compra sempre a descer, pelo que, está mais que visto, já falta pouco para começarmos a recorrer a este tipo de transporte. Tem a óbvia vantagem de ser pouco sensível à evolução do preço do barril de petróleo e, além disso, ser menos nocivo para o ambiente do que o tradicional automóvel. E com as ruas d´Ois dandam cheias de automóveis - embora saibamos que nem todos estejam pagos.
Esta solução tem, porém, os seus inconvenientes ecológicos. As vacas, esses bichinhos simpáticos e pachorrentos, são autênticas fábricas de gases (metano) que produzem, em grande quantidade, durante a digestão das ervinhas com que se alimentam. E, azar dos azares, o metano que produzem é tanto que já é considerado um factor significativo para o agravamento do efeito de estufa. Mas sempre dão para perfumar o ambiente...
ARCOR - EXEMPLO A SEGUIR

O presidente do Conselho Fiscal da ARCOR, Armando Ferreira, faz publicar neste jornal um texto sobre o Centro Social da associação, no qual sou citado - como, suponho, presidente da direcção no período da construção.
1 - Armando Ferreira bem sabe que, no que respeita à vida associativa, há contingências, responsabilidades, competências, desconsiderações, mentiras e leviandades pelas quais não posso responder. Nem devo. Nem nada tenho a ver com elas. Nem as compreendo. Concordo, obviamente, que "a ARCOR não é de ninguém. É de todos!» E também sei que "há alguns que até lhe querem demais». Tanto ou tão pouco que até, humildemente, fazem por compreender a ignorância viva e o aproveitamento ostensivo de outros - que a usam para assumir protagonismos indevidos e satisfazer vaidades próprias. Como bem sabes, não é esse o meu caso.
2 - A mesma edição publica uma entrevista com o actual presidente dadirecção da ARCOR, Agostinho Tavares, que faz várias referências á minha pessoa, de resto elogiosas, mas com imprecisões que são de sua única responsabilidade. Por mim, dispenso os elogios e escuso-me de comentar o que, sendo dito em papel de jornal, não corresponde à prática diária.
3 - É evidente que eu sei, e todos sabem, que papel me coube (e ainda cabe) no processo de construção do Centro Social da ARCOR. E bem poderíamos ficar aqui a adivinhar o que teria ou não teria acontecido, caso não se concretizassem projectos que bem conheces. Eu também conheço e vivi-os por dentro, bem por dentro e como ninguém, deixa-me falar assim. E tenho muito orgulho em ter participado na gigantesca tarefa que foi a construção de uma obra que marca a nossa geração.
4 - A terminar, Armando Ferreira, que quer dizer o último parágrafo? É um dispensável elogio ou uma canelada disfarçada? * CV
2X3: Nota publicada no jornal Soberania do Povo de 3/Fev./2006, assinada por CV (Celestino Viegas), presidente da direcção da ARCOR entre 2001 e 2005, período de construção do Centro Social. Dá resposta ao artigo, sobre este mesmo título, publicado neste jornal e no Região de Águeda e neste blog, a 26 de Janeiro.Que raio de mosca mordeu a esta gente? Que insondáveis mistérios por aí andam que a gente não conhece?
BILL GATES E AS CARAS QUADRADAS
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
PADRE JÚLIO, HÁ 22 ANOS!!!

O Padre Júlio Grangeia completou 22 anos de ordenação sacerdotal no passado domingo, 17 deles passados nas paróquias de Ois da Ribeira e Travassô. Esta última, prestou-lhe homenagem na missa das 9 horas.
O Grupo de Acólitos, segundo escreve Helena Nogueira no jornal "Região de Águeda", esteve bem representado, o grupo coral preparou um cântico de Acção de Graças e, em nome da catequese, duas crianças ofereceram flores e outros presentes.
A Comissão da Fábrica da Igreja, em nome de todos os paroquianos, para além das flores, homenageou o sacerdote com uma imagem de Maria.
Apanhado pela surpresa, foi com alguma emoção que o Padre Júlio agradeceu a presença de todos e a singela homenagem que lhe fizeram.
2X3: Por nós, parabéns ao padre cibernauta e muitos links por toda a vida fora
O CASAMENTO DE DUAS SENHORAS...

Duas respeitáveis e apaixonadas senhoras e mães da capital-Lisboa, "vivem juntas" há uns quatro anos, resolveram agora juntar os trapinhos e, ontem, tentaram casar-se diante de um Conservador do Registo Civil, conta as leis da República.
Que as mandou esperar...
Será mais um caso para alimentar a opinião pública, agora que por uns tempos, assim se espera, não há eleições... Ou não?!
O CASAMENTO DE DUAS SENHORAS...
As duas respeitáveis e apaixonadas senhoras da foto são mães, cada uma, de uma menina. "Vivem juntas" há uns quatro anos, resolveram agora juntar os trapinhos e, ontem, tentaram casar-se diante de um Conservador do Registo Civil, contra as leis da República. Que as mandou esperar...Será mais um caso para alimentar a opinião pública, agora que por uns tempos, assim se espera, não há eleições?!... Ou não?! E por Óis da Ribeira, o que pensa a malta de uma coisa destas?
ANIVERSÁRIO DA ARCOR
ARCOR AOS 27 ANOS
DESAFIA O FUTURO PRÓXIMO
A ARCOR assinalou o 27º. aniversário no domingo, 29 de Janeiro, num almoço que contou com a presença de centena e meia de pessoas (...), servido nas suas novas instalações, ainda por inaugurar, abrilhantado pela Tuna de Ois da Ribeira.
O presidente Agostinho Tavares referiu ser "com alegria e orgulho o facto de estar a liderar esta instituição", mas quando o convidaram há 27 anos para fazer a escritura de constituição "estava longe de pensar que haveria de sero presidente".
A obra do Centro Social da ARCOR esteve presente em quase todos os discursos proferidos pelos oradores. Orçada em 1,25 milhões de euros, possui 2.897 metros quadrados de área de construção e alberga um salão cultural e recreativo polivalente, uma biblioteca e estúdio de teatro, um ginásio, gabinete médico e quarto de retenção, barbearia e lavandaria e um parque para 40 viaturas. Ao lado encontra-se ainda um parque de lazer, agrícola e ambiental com 6.235 metros quadrados.
A ARCOR possui actualmente às valências de creche (com 23 crianças), jardim de infância (31), ATL (25), centro de dia (9) e apoio domiciliário (5). Em breve está prevista a construção de um novo edifício, junto a este, que servirá para centro de noite.
Instalações de qualidade ímpar
O comendador Adolfo Roque, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Águeda, referiu ter ficado surpreendido com as instalações apresentadas por esta "instituição de qualidade e abrangente em valências". O empresário da Revigrés sublinhou a "sorte de terem quem tivesse a iniciativa da construção deste empreendimento e arranjasse dinheiro, sensibilizando as entidades oficiais e particulares". Adolfo Roque foi mais longe e considerou o Centro Social da ARCOR de "instalações de qualidade ímpar", elogiando os seus dirigentes por conseguir tê-las a funcionar.
O aguedense Celestino de Almeida, director da Segurança Social de Aveiro, salientou "o período curto de execução da obra" e considerou "tratar-se de uma obra de nível superior realizada num tempo próximo do ideal, desde a sua projecção até à sua execução e utilização, ao contrário de cerca de 50 obras do distrito de Aveiro que, apesar de se terem iniciado na mesma altura, ainda estão em construção".
Estes atrasos, vêm, no seu entender provocar desfasamentos relativos aos propósitos iniciais, já que terão de ser alterados e adaptados. Celestino de Almeida lembrou que só nos últimos quatro anos, a Segurança Social contribuiu com mais de 200 mil euros, dos quais 120.760 só em 2005, provenientes de receitas extraordinárias do Euromilhões e prometeu tudo fazer para "amenizar os responsáveis pelas dívidas desta obra", porque "admiro a dinâmica e a coragem dos dirigentes da ARCOR".
O pároco de Ois da Ribeira, Júlio Granjeia, reiterou as palavras do bispo deAveiro, que considerou "a obra maior que a freguesia" e QUE "não fosse a carolice, a abnegação e a disponibilidade de uns tantos, sacrificando o lazer e disponibilidade em casa, e esta obra não estaria em pé", salientou. Júlio Granjeia denunciou o problema da ARCOR. "Não se trata de dinheiro, mas a assunpção de todos nesta obra que é para todos" e lamentou aqueles que faltaram a este aniversário "porque ainda não acreditam nesta obra que até é para eles".
De tempos difíceis a obra digna
Gil Nadais, presidente da Câmara Municipal de Águeda, recordou os tempos difíceis em que a ARCOR apenas possuía uma cave na Junta de Freguesia, onde funcionava um ATL para crianças. "Hoje estamos numa obra muito digna, muito grande", sublinhou o autarca, que lembrou ainda a modalidade da canoagem, a que a ARCOR se dedica, garantindo melhores condições da Pateira.
As sucessivas direcções da ARCOR foram enaltecidas por Gil Nadais, como verdadeiros responsáveis pelo sector social de Ois da Ribeira.
A obra social da ARCOR, baseada na "carolice" , foi igualmente realçada por Paulo Matos, presidente da Assembleia Municipal de Águeda, que enalteceu o papel de Manuel Soares, antigo presidente da Junta de Ois da Ribeira, nas diligências que fez, nos anos 80, para que a Câmara Municipal adquirisse os terrenos onde hoje se encontra construído o Centro Social. "Deve-se fazer a justiça de enaltecer a Junta de Freguesia que soube ter esta visão de apresentar o primeiro projecto deste verdadeiro centro comunitário que é um orgulho para toda a comunidade ribeirense", sublinhou Paulo Matos.
Os apoios da Câmara, que se estimam em 50.000 euros por ano, e de alguns mecenas, como o comendador Adolfo Roque, foram ainda lembrados pelo presidente daAssembleia Municipal que considerou "uma obra que está para além das fronteiras de Ois da Ribeira".
2X3: Notícia e foto do jornal Soberania do Povo, de 3 de Fevereiro de 2006, asssinada por Edgar Jorge
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
NAPOLEÃO
OPINIÕES SOBRE OS OUTROS

Devemos ter muito cuidado para não emitir uma opinião demasiado favorável de um homem que acabamos de conhecer; pelo contrário, na maioria das vezes, seremos desiludidos, para nossa própria vergonha ou até para nosso dano.
A esse respeito, uma sentença de Séneca merece ser mencionada: podem-se obter provas da natureza de um carácter também a partir de miudezas. Justamente nestas é que o homem, quando não se procura conter, é que revela o seu carácter. Nas acções mais insignificantes, em simples maneiras, pode-se amiúde observar o seu egoísmo ilimitado, sem a menor consideração para com os outros e que, em seguida, embora dissimulado, não se desmente nas grandes coisas.
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'
terça-feira, janeiro 31, 2006
O CHOQUE TECNOLÓGICO EM OIS DA RIBEIRA

O primeiro projecto do Plano Tecnológico de Óis da Ribeira já está aí para todas as curvas e mais algumas!!!
O d´Ois Por Três conseguiu apurar que, logo que terminou o teste do novo modelo de televisão a cores que vai ser distribuído na freguesia, o presidente da instituição executiva local se dirigiu de imediato ao laboratório de ensaios - um dos mais confidenciais dos projectos do Plano Tecnológico - e exigiu 632 modelos, para já, tantos quantos os eleitores de Óis, para distribuir de borla nas próximas eleições.
PENSAMENTO DA NOITE 31.JAN.2006
CHAPÉU DE UM FIO ELÉCTRICO!!!
segunda-feira, janeiro 30, 2006
PENSAMENTO DA NOITE 30.JAN.2006
- Madame de Stael
2x3: Tá bem, filha !!! Mas eu preciso andar imperfeito mas por cá!!!
CENTRO DE NOITE DA ARCOR

O presidente da Direcção da Associação Recreativa e Cultural de Óis da Ribeira (ARCOR), Águeda, anunciou, ontem, durante a comemoração do 27.º aniversário, que vai avançar com um projecto para construir um centro de noite (lar), com capacidade para 60 pessoas.
Agostinho Tavares sublinhou que o esboço apresentado aos sócios e à população é o primeiro passo na "construção de uma obra de fulcral importância para a freguesia".
O dirigente explicou ainda que a ARCOR já é detentora de um terreno com 6000 m2 para a construção do centro, mas que "agora, há um longo caminho a percorrer que começa com a aprovação deste projecto pela Segurança Social".
O centro de noite, que ainda não está orçamentado, ficará englobado no centro social, recentemente construído, que custou mais de um milhão de euros.
"Para darmos como terminado o centro social, só nos faltam uns arranjos exteriores, que estão pendentes por causa da iluminação, e umas questões que têm a ver com pormenores de segurança do edifício", sublinhou o presidente da ARCOR.
No centro social, existem as valências de jardim-de-infância, actividades de tempos livres, creche, centro de dia e apoio domiciliário.
O edifício ainda alberga um gabinete médico, enfermagem, biblioteca, bar, barbearia e salão cultural. Nesta obra social, onde trabalham 14 pessoas, a população dinamiza actividades culturais tão díspares como o teatro, marchas populares, jornalismo, formação profissional, concertos musicais, exposições, cinema, atletismo, ténis e futsal.
domingo, janeiro 29, 2006
OS MENOS DAS PRESIDENCIAIS
sábado, janeiro 28, 2006
FRASE DO DIA 28/JAN./2006
TUNA ACTUA EME ESPINHO
sexta-feira, janeiro 27, 2006
PENSAMENTO DA NOITE 27/JAN./2006
- Pearl Buck
2X3: P´Ois é, mas anda por muito ignorante que é analfabeto, não sabe ler!!!
O GÁS ENGARRAFADO MAIS CARO

Está explicada a razão para o recente aumento do gás - decretado pelo Governo Sócrates!!!
Não é porque o petróleo subiu!!!
Porque os oleodutos foram rebentados no Iraque.!!!
Porque os russos acordaram mal dispostos e resolveram subir a factura!!!
Ou porque as reservas estratégicas do país deram de pantanas!!!
É por causa do pano necessário para a nova farda das distribuidoras das garrafas!!! Das bilhas!!!!!
ENTREVISTA DO PRESIDENTE DA ARCOR
ARCOR FEZ OBRA MAIOR
QUE A FREGUESIA
A Associação Recreativa e Cultural de Ois da Ribeira (ARCOR) vai comemorar o seu 27º. aniversário no próximo domingo, dia 29. O Centro Social, recentemente construído, com custos totais que se aproximam dos 1,5 milhões de euros, é o cartão de visita da instituição. O Bispo de Aveiro disse dele, em 2002, que se trata de "uma obra maior que a freguesia", que conta com pouco mais de 700 habitantes e 3,69 quilómetros quadrados de área.
(...)
O actual presidente da direcção, Agostinho Tavares, tomou posse a 1 de Maio de 2005 e referiu a SP que "alguns dos fundadores da colectividade tinham, na altura, pouco mais de 20 anos" e formalizaram oficialmente a ARCOR em 17 de Novembro de 1980, data da escritura pública. A Junta de Freguesia cedeu-lhes uma sala da cave da sede e eles passaram a reunir e confraternizar regularmente, organizando dezenas de actividades culturais, desportivas e recreativas. Mais tarde, nos anos 90, surgiu a canoagem, que levou atletas a participar em provas mundiais.
A actividade da ARCOR passa ainda pelo teatro, folclore, marchas populares, jornalismo, biblioteca, formação profissional, escola de música, concertos musicais, exposições, cinema, ténis, atletismo e futsal.
A primeira iniciativa foi a participação num programa da Rádio Renascença, na rubrica Horizonte, em 10 de Março de 1979, repetido no dia 17.
- PAPEL SOCIAL: Após ter passado por um período menos activo, a associação foi reactivada em meados da década de 80. Havia o problema da sede e, em 1982, esteve para beneficiar da doação de um imóvel da Junta deFreguesia, mas tal não se concretizou. A construção do polidesportivo, já nos anos 90, permitiu organizar alguns torneios de futebol e praticar outros desportos. Mas a grande vocação da instituição viria estar no campo social, área em queARCOR assumiu em 1992 a responsabilidade de um Jardim de Infância e Actividades de Tempos Livres (ATL) e, quatro anos, depois também a creche.
A instituição é de Utilidade Pública desde 25 de Março de 1994, é uma IPSS, associação juvenil e filiada no INATEL, Associação de Canoagem de Aveiro, Federação Portuguesa de Canoagem e Federação Portuguesa de Campismo.
- OBRA EMBLEMÁTICA: A criação das valências sociais e o crescimento verificado na utilização destes serviços levou a ARCOR a partir para a construção de uma infra-estutura mais apropriada. Um sonho que vinha dos anos 90. As obras do Centro Social e Cívico de Ois da Ribeira iniciaram-se em 2000 (na direcção de Fernando Reis) e a segunda fase a 22 de Outubro de 2001. Além das três valências a que já se dedicava, a ARCOR passo a contar com um Centro de Dia (Novembro de 2004) e Apoio Domiciliário (1 de Julho de 2005) para idosos. O edifício tem ainda um gabinete médico e outro de enfermagem, salão cultural e de espectáculos, cozinha e refeitório, bar, barbearia, biblioteca e lavandaria. A creche é frequentada por 19 crianças, o jardim de infância por 27, o ATL por 25, o Centro de Dia tem capacidade para 30 idosos (e tem actualmente 15) e a instituição presta ainda o apoio domiciliário - podendo chegar aos 15. Além de servir Ois da Ribeira, a ARCOR presta serviços sociais em lugares como Espinhel,Casal de Álvaro, Piedade, Casaínhos, Oronhe e Travassô. Trabalham 14 funcionárias nesta obra social.
- GRANDE IMPULSIONADOR: Agostinho Tavares, actual presidente da direcção, diz que se a obra está feita, tal deve-se ao seu antecessor, Celestino Viegas. "Tinha bons conhecimentos e trabalhou muito", referiu o presidente, sublinhando que "se não fosse ele, a obra hoje não estaria aqui".
Celestino Viegas, sócio nº. 1 e presidente entre a fundação e 1985 e, mais tarde, entre 2001 e 2005, conseguiu, segundo o actual presidente da ARCOR, obter fundos para que uma obra desta envergadura seja uma realidade,"mesmo de pessoas e empresas que nada têm a ver com Óis da Ribeira".
"Não fosse o Celestino Viegas e a ARCOR e Ois da Ribeira não teriam esta obra feita, não tenhamos dúvidas. Trabalhou muito para isso, a ele se deve o Centro Social", sublinhou Agostinho Tavares.
- CENTRO DE NOITE: Para o futuro, a ARCOR pretende alargar o seu leque de valências. Nas mãos da actual direcção está já a planta de um novo edifício, a ser construído no terreno junto ao Centro Social, oportunamente adquirido. Agostinho Tavares referiu que "serão duas obras que dignificam o concelho e o distrito" e lembra que "a ideia e os primeiros passos
foram de CelestinoViegas", mas que irá lutar para a concretizar, apesar de algumas "incompreensões na freguesia".
O presidente da ARCOR lamenta que a instituição "seja mais bem reconhecida fora da freguesia que no interior". - EDGAR JORGE
2x3: Reportagem publicada no jornal Soberania do Povo, de Águeda, do dia 27 de Janeiro de 2006. O almoço comemorativo está marcado para dia 29 de Janeiro de 2006 (domingo).
quinta-feira, janeiro 26, 2006
ARCOR: UM EXEMPLO A SEGUIR

EXEMPLO A SEGUIR
Vai a ARCOR comemorar mais um aniversário, na sua caminhada que muita gente céptica e pouco crente nos valores da juventude de então, augurava um fim triste e precoce. Felizmente que passados todos estes anos, todos os objectivos (e dizemos todos) que se definiram como alvo foram alcançados, senão mesmo ultrapassados, de forma digna, nobre e humilde; é que a nobreza é humilde quando usada por gente que sabe que o bem-estar de todos é o essencial navivência humana.Foram alguns os que se empenharam nesta tarefa; continuam a ser sOmente alguns que se empenham, através do seu trabalho, do seu querer e quantas vezes até, do seu sacrifício pessoal e familiar, a dar o melhor de si paraque a Associação seja cada vez mais forte.
A grandeza da obra feita, fazendo parte da memória histórica da nossa terra. É, contudo, uma realização que orgulha uma geração, a geração daqueles herdeiros do " pé descalço" que, pouco a pouco, souberam sair da marginalização a que eram votados, para fazerem surgir uma obra digna d ereferência.
Quantas vezes esses poucos foram diabolizados por aqueles que entendem que a tarefa social é algo que só pertence aos fracos, aos que nada mais merecemque a marginalização porque nascidos do nada, no nada devem continuar.
As sociedades modernas evoluem e constroem-se através de mudanças, mudanças quantas vezes não aceites, para se oporem, porque não capazes de se adaptarem, às exigências dessas mudanças. E aquilo que há vinte anos era uma ilusão de alguns, porque herdeiros dos desfavorecidos, incluídos no grupo dos marginalizados, transformou-se neste tempo numa realidade social tão evidente e tão aplaudida que até aqueles que sempre se afastaram ou até criticaram negativamente a ARCOR, são agora os que com o seu "apoio incondicional" pretendem tornar-se nos "proprietários" do que não tem dono.
Há muito cidadão da nossa aldeia que continua manietado e não quer assumir que a ARCOR é uma obra que a todos interessa; algo que merece e dignifica uma geração, porventura a geração nascida a partir dos anos cinquenta.Todas nós somos poucos porque sempre fomos quase sempre os mesmos; não nos preocupamos com votos, apesar de sermos votados; não nos preocupamos com as críticas porque elas só existem quando algo existe; não nos preocupamos coma denúncia porque ela só vem provar que a verdade está acima do espírito menos informado.
Aqueles que até hoje tem estado no topo dos destinos da associação não sabem estar numa sociedade que se governa e gere pela submissão, a submissão imposta porventura por alguns, que julgando-se detentores por herança de títulos que já não merecem, os continuam a aplicar, não salvaguardando aquilo que de mais importante há: a dignidade humana.E é a pensar na dignidade humana, aquela que na nossa sociedade rica de exibicionistas é a mais atacada, que os mesmos de sempre voltaram a exigir um novo investimento: o Lar de Idosos. E ele aí está a dar os primeiros passos!O bem-estar social dos nossos idosos de hoje e, de nós, idosos de amanhã, exige este esforço complementar.Daqui lançamos este repto. Dispam o fato da importância!Deixem de ouvir as afirmações e opiniões forjadas pela hipocrisia!Venham á ARCOR tomar conhecimento da sua vitalidade.Venham os jovens, aqueles que amanhã terão de ser os interlocutores com todos os que nos têm apoiado e que nos vão continuar a apoiar; necessitamos de gente jovem, que não se queira acomodar ás facilidades actuais porque o futuro, um futuro que todos nós projectamos como bom, seja aceite e compreendido por todos.
O amanhã esta aí! É hoje!A ARCOR não é de ninguém! É de todos! Mas há algum que até lhe querem demais! Não é CV? E quantos outros CVês, gerindo o seu querer á sua maneira?
ARMANDO FERREIRA
Presidente do Conselho Fiscal da ARCOR
2x/3: Opinião publicada na edição de 27 de Janeiro de 2006, nos jornais Região de Águeda e Soberania do Povo.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
SEMANA DO BENFICA-SPORTING NO PIRES
Quarta-feira 25/01/2006Rivalidade
Nota prévia: Segue-se um post extremamente faccioso, parcial e polvilhado de imagens que desde sempre povoaram o meu subconsciente e associadas aos "gajjos" Lumiar. Esta é a pior semana para mim durante cada época futebolística - a do jogo com o Sporting, dos berros no café do Pires, os corropios no Aníbal e os namoros disfarçados no Nélson ou no restaurante.
Já não é a mesma coisa com o Porto. Para mim o FC Porto é um fenómeno recente e considero-os apenas concorrentes na luta pelas provas que disputamos. Não morro de amores por eles, é verdade, mas não me incomodam por aí além, salvo em ocasiões intermitentes em que vejo sair alguma declaração assassina da boca do seu presidente que nos é dirigida, e que é logo classificada pelo séquito de pseudo-jornalistas acólitos do 'papa' sob a forma da 'mais fina e tradicional ironia'. Mesmo assim a minha irritação até é mais com a pessoa Pinto da Costa do que com o clube.
O rival do Benfica é aquela associação que mora lá para os lados do Lumiar. Aí sim, não há separação possível: meto tudo dentro do mesmo saco e odeio tudo o que lhes diga respeito, por igual. Há uma ou outra excepção, claro, porque tenho amigos que escolheram passar pela vida carregando a cruz de apoiarem aquele clube, e são pessoas decentes de quem eu gosto muito, mas regra geral o adepto lagarto típico é bem retratado pelo Dias Ferreira. Imagine-se um estádio cheio de barbudos com ar de talibã, cabelo ensebado, espuma nos cantos da boca e olhos flamejantes de rancor enquanto não prestam atenção ao que se desenrola no terreno de jogo porque estão atentos a algum som que possa vir do outro lado da 2ª circular, e temos uma assistência típica de um jogo do clube do Lumiar. certa para rumar o clube a porto seguro.
Como eu não tenho tendências masoquistas e não gosto mesmo nada de andar a irritar-me propositadamente, a minha maneira de lidar com este ódio ao clube do avozinho é pura e simplesmente ignorar que ele existe. É verdade: não quero saber nada sobre eles. Não vejo os jogos deles, não quero saber se foram gamados ou beneficiados, não vejo resumos dos jogos, quando leio os jornais desportivos passo à frente as páginas que lhes dizem respeito, quando vejo alguém ligado ao clube a ser entrevistado na televisão mudo de canal, etc. Consigo assim criar um mundo artificial em que, para todos os efeitos, aquele clube não existe. Ora isso é impossível de atingir pelo menos durante duas semanas por ano, em que o Benfica tem que jogar com eles. Durante estas duas semanas não tenho hipóteses de ignorar a existência da agremiação do Lumiar, porque mesmo os nossos jogadores e técnicos têm que falar sobre eles.
Isto é particularmente doloroso durante a semana que antecede a visita deles à Luz. O Estádio da Luz é para mim um santuário, uma zona livre de lumiarices. Quando eles cá vêm é como se estivessem a dessacralizar este refúgio, onde eu estou habituado a estar livre de qualquer referência que perturbe o meu mundo virtual onde o clube do Lumiar não existe. É que não tenho hipóteses: vou ter que ver aquelas camisolas horrendas pisarem o relvado da Luz; vou ter que cruzar-me com aqueles adeptos que passam metade das suas vidas a olharem por cima dos nossos ombros para verem o que é que andamos a fazer, e que são incapazes de nos reconhecer qualquer mérito; que têm aquela memória selectiva que é capaz de os fazer afirmar convictamente e com o maior desplante que as nossas vitórias nos anos 60 e 70 foram oferecidas pelo Salazar, e depois convenientemente ignoram que durante os anos 40 e 50, em que chegaram a ganhar 7 campeonatos em 8 anos, o Salazar já cá estava; são aqueles que conseguem idolatrar jogadores reles e repelentes como o Sá Rafeiro e o Beto; são aqueles que nunca perdem: são sempre derrotados por factores extra-futebol, por detrás dos quais está invariavel e maquiavelicamente o Benfica a puxar os cordelinhos de um 'sistema' qualquer; são aqueles que berram mais desalmadamente um golo de um adversário do Benfica seja ele qual for, seja em que competição for (mesmo que nem estejam envolvidos nessa competição), do que um golo do seu próprio clube, são aqueles que chegam ao cúmulo de desejar a derrota do seu próprio clube contra um adversário directo do Benfica, de forma a alimentarem a esperança que o Benfica não ganhe uma competição.
Desde muito pequeno que me lembro de ter este desprezo pelo clube do avozinho. Recordo-me de algures nos anos 80, ainda adolescente, ouvir os relatos na rádio no café da Celeste - agora do Pires... - e de me dar a volta ao estômago quando, a meio do jogo, se começava a ouvir uma espécie de rougo vindo de debaixo da pala: 'Cepór... tém! Cepór... tém!'. Assim mesmo, dito num ritmo muito lento, como se tivessem que tomar fôlego entre as duas sílabas. Aquilo não chegava a ser um grito de incentivo: era como se uma multidão de múmias empoeiradas de repente, numa espécie de estertor, soltasse aquele rougo, aquela espécie de lamento que na sua própria entoação encerrava toda a desgraça e tristeza que era ser adepto daquele clube, e entre as duas sílabas tivessem que tomar fôlego para evitarem desfalecer. Normalmente um lançamento perto da nossa área ou dois pontapés de canto seguidos eram a fagulha que provocava esta manifestação de fervor clubístico. E eu coladinho ao rádio, enquanto não tinha de ir ao terço ou era corrido do café, quando chegavam alguns matulões, a beber champarrion e a comer tremoços e amendoins.
'Cepór... tém!' - lamuriava-se a turba, no meio de uma nuvem de poeira e traças entretanto levantada. E o Gil Baiano, motivado com o incitamento, passava a mão pela carapinha alourada e executava o lançamento na direcção do Tony Sealy. Depois se o árbitro marcava um lançamento ao contrário, soltava-se um prolongado ulular lamentoso, como se os próprios Deuses tivessem despejado sobre eles toda a sua ira sob a forma de pragas de proporções bíblicas. Desde miúdo que a palavra 'Ceportém' criava na minha mente imagens cinzentas, cheias de bafio e poeira e gente velha com fatos escuros a cheirar a naftalina.
O Benfica e o vermelho, pelo contrário, faziam-me pensar em alegria, emoção, paixão e gente entusiasmada. Até na forma como os golos são festejados os adeptos são diferentes. Um 'Golo!' gritado por adeptos do Benfica é diferente de um 'Golo!' gritado por adeptos do Lumiar.
O nosso 'Golo!' é um golo alegre, que encerra em si uma espécie de ênfase, como se estivéssemos a expressar o contentamento por as coisas se passarem com a naturalidade da lei da vida: o Benfica marca golos, e os outros sofrem, porque nós somos mais fortes. Isto é o que é natural. O 'Golo!' deles encerra algo de gutural, uma espécie de surpresa e desespero, como se eles estivessem a convencer-se a eles próprios que o que acaba de acontecer é normal, e a tentar afogar a sua própria surpresa. Como se tivessem a esperança que aquele momento pudesse servir de prova insofismável da sua própria valia.
Até a história da formação da agremiação de Alvalade é para mim ridícula, nascidos que foram de uma birra entre queques chateados por não se organizarem mais bailaricos no Campo Grande Football Clube, e amuados por não terem sido convidados para um piquenique. Vai daí foram pedir dinheiro ao avozinho de um dos queques e lá fizeram o seu clubezinho privado. Deve ser daí que ainda hoje tiram a mania que são um clube 'diferente', e se sentem muito ofendidos quando não são privilegiados de alguma forma (na óptica deles, quando isto não acontece eles são 'roubados'). Podia ficar aqui o resto do dia a escrever, e não conseguiria destilar nem uma décima parte do desprezo que sinto por aquele clube. Detesto tudo neles, a começar pelos dirigentes, passando pelo estádio, equipamento, jogadores, e a acabar na massa associativa e respectivas claques. Os dirigentes parecem uma massa uniforme cinzenta, produzida em série em gabinetes bafientos e empoeirados, e cada um deles parecendo fazer parte de uma qualquer confraria de agentes funerários.
Todos eles têm em comum o facto de trazerem instalado um mecanismo que apenas lhes permite olhar na direcção do Estádio da Luz, e constantemente observar e comentar o que por lá se passa. São capazes de estar a ser violentados a sangue frio por um qualquer padrinho e respectivos comparsas mais a norte, que entre duas bordoadas ainda arranjam tempo para erguer uma mão ensanguentada, apontar um dedo na direcção da Luz, e balbuciar uma acusação patética qualquer contra o Benfica mesmo antes de apanharem outra cacetada de fazer perder os sentidos.
Depois quando acordam no hospital, dizem ao polícia que os interroga: "Não vi quem me bateu, mas o Benfica não pagou um rebuçado na mercearia!". Aquele clube nasceu, cresceu e vive alimentado no rancor. Porque apesar de desde sempre terem tido as melhores condições, nunca conseguiram o mesmo sucesso que nós.
Por tudo isto esta semana é horrível para mim. Eu não consigo apreciar os jogos do Benfica contra o clube do Lumiar. Para mim são uma experiência horrível, o culminar de uma semana em que apanho uma dose de clube do avozinho superior ao acumulado do resto da época toda. Chego a ficar agoniado ao olhar para o campo e ver aquelas camisolas horripilantes ao lado das nossas papoilas saltitantes. É um martírio que dura noventa minutos e que parece durar uma vida inteira. Revolvo-me na cadeira, fecho os olhos, cerro os maxilares, suspiro profundamente... o desconforto é total. Eu na minha vida chorei duas vezes num campo de futebol, e foram ambas em jogos contra o clube do Lumiar. Foram lágrimas mais de raiva do que de alegria. Raiva enquanto o JVP demolia aquela equipa arrogante que andou a semana toda a prometer humilhar-nos.
Aqueles que me vêm com histórias de que eu deveria era considerar o FC Porto como o nosso grande rival não fazem ideia do que falam.
Rivalidade é isto. É ilógica. É odiar (sem violência, atenção!) o mais ínfimo pormenor do nosso rival, mesmo que pareça não haver explicação lógica para isso. No meu caso é odiar tanto que prefiro tentar esquecer que eles existem. E fazer o sacrifício supremo por amor ao meu clube, que é reconhecer a existência deles durante duas semanas por ano. Por isso é que para mim entramos hoje na pior semana futebolística do ano.
2X3: Este post foi-nos enviado por blogger anónimo. Nem por isso deixamos de o publicar. Merece bem a pena lê-lo.
ANIVERSÁRIO DA ARCOR

A ARCOR - Associação Recreativa e Cultural de Ois da Ribeira comemora dia 29 de Janeiro de 2006 o seu 27º. aniversário - realizando um almoço festivo no salão do Centro Social.
A ARCOR foi fundada a 19 de Janeiro de 1979 e, actualmente, actua principalmente na área social - com creche, jardim de infância e ATL (para crianças), centro de dia e apoio domiciliário (para idosos).
Tem ainda as Secções de Teatro e Canoagem, entre outras actividades.
O almoço comemorativo está marcado para as 12 horas e, no final, actuará a Orquestra Juvenil da Tuna Musical de Ois da Ribeira.
terça-feira, janeiro 24, 2006
QUE VAI FAZER MANUEL ALEGRE?
Manuel Alegre não se cansa de dizer que obteve um milhão e tal de votos. Obviamente que essa expressiva adesão à sua campanha eleitoral deve ter reflexos dentro do PS e, particularmente, no seu posicionamento dentro (ou fora) do PS.Na noite das eleições, Sócrates apressou-se em dizer que não haveria retaliações dentro do PS relativamente à candidatura de Alegre. Sócrates não percebeu! Sócrates não percebeu que quem tinha, naquela noite, o poder de dizer se haveria ou não retaliações era exactamente Manuel Alegre.
Alegre também não parece ter percebido! Não parece ter percebido que, neste momento, tem uma margem de manobra dentro do Partido que pode colocar em causa não o Governo de Sócrates, obviamente, mas o papel de Sócrates como líder incontestado do PS.
Como trunfo, Sócrates apresenta uma maioria sufragada em eleições livres.
Como trunfo, Alegre apresenta um resultado eleitoral muito acima do resultado do candidato presidencial escolhido por Sócrates.Tenho a sensação de que Sócrates, neste momento, sabe muito bem o que fazer com a “espada” que lhe foi dada.
Tenho a sensação de que Manuel Alegre ainda está a fazer aquela terrível pergunta que faz quem não sabe como usar “Excalibur”: “O que farei eu com esta espada?”Se demorar muito tempo a decidir, fica sem a "espada".
segunda-feira, janeiro 23, 2006
RESCALDO ELEITORAL DA REPÚBLICA

Objectivamente, em eleições, só há um vencedor: aquele que tem mais votos. Assim, o grande vencedor de ontem foi CAVACO SILVA e a direita. A grande derrota foi para a esquerda. Causas: os méritos de Cavaco e os deméritos dos adversários. Cavaco lá terá os seus méritos (...).
A escolha de MÁRIO SOARES por parte de Sócrates é uma péssima escolha. Só quem está muito longe do sentir do povo que governa é que ainda podia ter a ilusão de que este embarcaria, novamente, na conversa de um patriarca que nunca o foi e que a comunicação social elegeu como tal. Por outro lado, a campanha de Soares foi má. Começou com a arrogância dos que se julgam acima dos mortais e acabou por ser uma campanha de gincana constante e navegação à vista. Muitas foram as vezes em que apresentou o desnorte de quem se vê perdido no nevoeiro. Soares, juntamente com Sócrates, foi o grande derrotado.
A candidatura de ALEGRE foi a que, de entre os derrotados, menos perdeu. Os resultados de Alegre deviam fazer pensar os aparelhos partidários. Mas nada disso vai acontecer. O autismo dos partidos, nomeadamente do PS, vai continuar até que os Coelhos e os Sócrates esgotem a paciência aos socialistas deste país. De entre os socialistas já poucos se revêem neste actual PS. Sócrates e sus muchachos nunca o admitirão. Mesmo quando forem menos do que o pouco que agora são, continuarão a não o admitir.
Não sei qual será o futuro político de Alegre, mas sei que ganhou como político o respeito que já lhe tinha como poeta. No entanto, há que referir algo que me parece importante: aquele começo de campanha em que, no mesmo discurso, garantia que ia para depois dizer que não ia foi muito fraco. Aquele começo titubeante de campanha ter-lhe-á custado uns bons milhares de votos. (...). Quanto à candidatura de JERÓNIMO DE SOUSA há que dizer que foi séria e honesta. Mais digo: Jerónimo apresentou a mais digna das posturas nestas eleições. Se não fosse candidato do PC…
Sobre LOUÇÃ não há muito para dizer: a sua candidatura, o que ele é ontologicamente como político, está bem patente no surrealista discurso de ontem à noite. Começou por dizer que era uma derrota da esquerda, de toda a esquerda sem excepção. Começou por se incluir no grupo dos derrotados. Acabou a gritar vitória no momento final do discurso. Quem o ouvia começou cabisbaixo e acabou dando pulos de alegria e júbilo pela “vitória” alcançada. Enfim, infelizmente, assiste-se à degeneração em caricatura de um dos projectos mais interessantes que a esquerda da esquerda apresentou nos últimos anos. A saudável irreverência deu lugar ao ridículo.
GARCIA PEREIRA: 0,4%. Palavras para quê?
E por falar neste último, falemos, por último, do que em primeiro ficou: Cavaco, o Silva. O homem que se julgava acabado ressuscitou. Passou pela travessia do deserto que impõe a fraca memória lusitana e, dez anos depois, regressou “purificado” para “salvar” a pátria (...). A comunicação social apresentou-o, há muito, como vencedor e o povo aceitou. Fez uma campanha pobre de ideias e rica em respostas evasivas e/ou silenciosas. Diverti-me com o facto de ignorar, olímpica e hipocritamente, os partidos que o apoiaram (...).
CAVACO SILVA ganhou num país que, afinal, é o seu espelho.
Cavaco, daqui a cinco anos, passeará pela campanha e daqui a dez será substituído, quem sabe, por Sócrates.
Depois… logo se vê se ainda há país.Depois de ver Cavaco acenar a uma senhora que o beijava em efígie na capa de uma revista, decidi continuar a noite no mesmo tom e fui ver The Meaning of Life, dos Monty Python.
Às Duas Por Três
CAVACO SILVA É O NOVO PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Aníbal António CAVACO SILVA, antigo 1º. Ministro, é o novo Presidente da República Portuguesa, eleito a 22 de Janeiro de 2006. Tomará posse a 9 de Março - substituindo Jorge Sampaio.
Resultados eleitorais finais:
* Cavaco Silva (candidato do PSD-CDS/PP): 2 745 491 votos votos (50,6%)
* Manuel Alegre (candidatura independente): 1 124 662 votos (20,7%)
* Mário Soares (PS): 778 389 votos (14,3%)
* Jerónimo de Sousa (PCP): 466 428 (8,6%)
* Francisco Louçã (BE): 288 224 votos (5,3%)
* Garcia Pereira MRPP/PCTP): 23 650 votos (0,4%)
Nota: Faltam as votações de duas freguesias, por boicote, mas os resultados não influem os finais.
domingo, janeiro 22, 2006
CAVACO SILVA GANHOU EM ÁGUEDA

CAVACO SILVA ganhou as eleições emÁgueda, com 15 303 (63,32%) dos 26 930 votos entrados nas urnas.
Os resultados totais das 20 freguesias foram os seguintes:
* CAVACO SILVA (PSD-CDS/PP): 15 303 votos /57,61%).
* MANUEL ALEGRE (Independente): 7 664 (28,85%).
* MÁRIO SOARES (PS): 2 060 votos (7,76%).
*JERÓNIMO DE SOUSA (PCP): 771 (2,9%).
* FRANCISCO LOUÇÃ (BE): 715 (2,69%)
* GARCIA PEREIRA (MRPP): 48 (0,18%).
CAVACO SILVA GANHOU EM OIS DA RIBEIRA
CAVACO SILVA foi o candidato mais votado em Ois da Ribeira, recolhendo 278 (59,28%) dos 487 (76,81%) votos entrados nas urnas. Estavam inscritos 632 eleitores e registaram-se 12 votos em branco (2,46%) e 6 nulos (1,23%).Os resultados foram os seguintes:
* CAVACO SILVA (PSD/CDS/PP): 278 votos (59,28%)
* MANUEL ALEGRE (Independente): 136 (29%)
* MÁRIO SOARES (PS): 36 votos (7,68%)
* FRANCISCO LOUÇÃ (BE): 12 votos (,2,56%)
* JERÓNIMO SOUSA (PCP): 7 votos (1,49%)
* GARCIA PEREIRA (MRPP): 0 votos (o%)
2X3: Notícia divulgada a pedido de blogueiros naturais e amigos de Ois da Ribeira residentes noutras localidades do país e/ou ausentes no estrangeiro.
Saudações para todos os ribeirenses que nos lêem e vêem!!!
AS ELEIÇÕES E O EUROMILHÕES!!!

A grande preocupação do Zé Povinho de Óis da Ribeira não é propriamente preencher o boletim de voto das eleições presidenciais!!!...
Prencher, prenche sempre e já sabe, por experiência própria e óbvia antecipação, que não ganha mais por isso!!!
A grande preocupação dos ribeirenses, de todos os ribeirenses..., é acertar nos números do Euromilhões!!!
Esse sim... é o seu sonho... O grande sonho, para mais com os 140 e tal milhões de euros que estão em causa!!!
Nós fazíamos e oferecíamos a Óis um pavilhão desportivo, uma piscina aquecida, transportes públicos de borla e casa com jardim para toda a gente!!!
Acabávamos as obras de saneamento e tirávamos os caixotes do lixo da frente do Centro Social!!!
E esta, hein??!!!!
sábado, janeiro 21, 2006
DIA DE REFLEXÃO PARA IR VOTAR

Sábado, dia de reflexão para os votos presidenciais!!!
Por muito bem que você vote - e vai votar, concerteza... - vai ser difícil de acabar com... as nódoas e... com a crise.
Mas cumpra o seu dever cívico. Vá botar o voto e, com ele, mande dar uma volta quem você muito bem entender. Tem esse direito, o direito à indignação!!!
Cartune de Luís Afonso/Público
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