domingo, setembro 08, 2019

Uma Junta que é uma «sociedade secreta», não gosta de perguntas...

O executivo da UFTOR. O presidente é Sérgio Neves. Mas
quais são os ministérios de Ondina Soares e de Mário Pires?

O eleito Ger-
mano Maga-
lhães Venade, do PSD, demitiu-se da Assembleia de Freguesia da União de Fre-
guesias de Tra-
vassô e Óis da Ribeira e, vir-
tualmente,
não foi pelos lindos olhos da política local 
Germano Ma-
galhães Venade
e da estratégia do seu partido - que já várias vezes o elegeu, antes e depois da dita (des)União.
 O d´Óis Por Três, na falta do contacto com Germano Venade, quis confirmar esse dado e, via email, solicitou à Junta de Freguesia presidida por Sérgio Neves «o favor de confirmar, ou não, a demissão de eleitos da Assembleia de Freguesia da UFTOR» e, em caso de se confirmarem, que nos dissessem «quais foram as razões invocadas confirmasse, em que datas e quem assumiu os seus cargos».
Isto, em email de 31 de Agosto de 2019. No dia seguinte e em aditamento, pedimos também que, relativamente a formação do executivo, quem exerce as funções de secretario e tesoureiro.

Os vogais da Junta
com função «secreta»

A Junta de Freguesia recusou-se a tal e, em email do dia 2 de Agosto de 2019, respondeu ao d´Óis Por Três.
Assim, ipsis verbis: «Em linha com o que já informamos, consideramos que as questões colocadas deverão ser feitas no local devido, isto é, a Assembleia de Freguesia onde terá certamente oportunidade de ver esclarecidas todas as suas dúvidas e questões».
Isto é: a Junta de Freguesia presidida por Sérgio Neves e integrando os vogais Paulo Pires e Ondina Soares, recusa-se a esclarecer dúvidas, a responder a perguntas, até a explicar coisa tão simples, tão banal..., como explicar ao povo que o elegeu, através do d´Óis Por Três, que funções exercem os seus membros vogais.
Recusa-se, vá lá saber-se por que razões.
Como se o executivo da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira fosse (seja) uma sociedade secreta. E não é! Não pode ser!

A Junta não gosta
de perguntas ! 

O manifesto político da candidatura da actual Junta de Freguesia, curiosamente e na sua epístola de campanha eleitoral, anunciou que, e citamo-lo, «a única coisa que prometemos é a proximidade e disponibilidade total (...)».
A promessa é de Fevereiro deste ano, mas quanto a essa tal dis-
ponibilidade, não a conhecemos. E sobre proximidade, nem vê-la.
O mesmo documento, no ponto 5, anuncia a «criação de um site e a sua manutenção da União de Freguesias, com informações de todas as actividades realizadas e a realizar (...)». Pois bem, é esta Junta de Freguesia como Frei Tomaz: olhemos nós para ela, mas não façamos como ela faz.
«Informações de todas as actividades realizadas e a realizar?». Mas cadé essa informação? 
Sejamos justos e rigorosos: a Junta de Freguesia da UFTOR não gosta de responder a perguntas.
O mesmo já aconteceu, recordemos, em relação às contas da chamada Festa da Pateira, há poucas semanas (ver AQUI).
Atira as questões para a Assembleia de Freguesia, na qual tem confortável maioria. Lá saberá porquê.

Círculo de Aveiro com 20 listas nas Legislativas de 6 de Outubro

O sorteio das listas do Círculo Eleitoral de Aveiro


As Eleições Legislativas estão marcadas para o dia 6 de Outubro de 2019 mas já se conhe-
ce a ordem das 20 listas do bole-
tim de voto do Círculo Eleitoral de Aveiro. 
O d´Óis Por Três disse 20 listas? Disse e disse bem: são mesmo 20 listas para eleger 16 deputados, nestas legislativas de 2019 - os mesmos de há 4 anos. Saiu o MAS, mas aparecem as debutantes candidaturas de partidos novos, como o Iniciativa Liberal (IL, de Guimarães Pinto) , Chega (de André Ventura), RIR (de Tino de Rãs), PTP (de Amândio Madaleno) e Aliança (de Santana Lopes).
O Círculo Eleitoral de Aveiro tem 645 747 eleitores inscritos em 2019 (menos 8 050 que em 2015), que vão eleger 16 deputados. 

Aliança PSD/CDS
venceu em 2015 !

 As Legislativas de 2015, em Aveiro, tiveram 653 997 eleitores inscritos, que elegeram os mesmos 16 deputados. 
Concorreram 16 listas e a coligação do PSD com o CDS foi a lista mais votada - como de resto, a nível nacional. Vejamos os resultados:
- PSD/ CDS: 177 185 votos, 48,14% e 10 deputados eleitos.
- PS: 102 726, 27,91% e 5 deputados eleitos.
- BE - Bloco de Esquerda: 35 327 voto, 9,60% e um deputado eleito.
- CDU, do PCV/PEV: 16038, 4,36%, zero deputados.
Todos os outros partidos tiveram resultados residuais, não elegendo nenhum deputado:
- PDR - Partido Democrático Republicano: 4 548 votos (1,24%).
- PAN - Pessoas, Animais e Natureza: : 3 573 (0,97%). 
- PCPT/MRPP: 3 280 (0.89%).
- Livre: 1 640 (0,45%): 1 698 (0,46%).
- MPT - Movimento Partido da Terra: 1 325 (0,36%).
- PNR - Partido Nacional Renovador:  1292 (0,35%).
- MAS - Movimento Alternativa Socialista: 122 53 (0,34%).
- NC - Nós, Cidadão: 1006 (027%).
- PPV/CDC  Partido Pela Vida/Cidadania e Democracia Cristã: 705 (0,21%).
- PURP - Partido Unido dos Reformados e Pensionistas: 630 (0,17%)
- JPP - Juntos Pelo Povo: 448 (0,12%).
- Abstenções: 285 526 (43,69%).
- Votos brancos: 9 163 (2,49%).
- Votos nulos 6 130 (1,67%).


sábado, setembro 07, 2019

As obras de alcatroamento das redes de saneamento e águas

As máquinas na tarde de hoje, 7 de Setembro de 2019, em Óis da Ribeira 

As obras das redes de sanea-
mento e água de Óis da Ribeira estão para termi-
nar.  Hoje, as máquinas de reasfal-
tamento das valas estão ao princípio da Rua Manuel Tavares (Cabo), mas até esta tem peque-nos troços que ficaram em terra batida - por exemplo perto do talho.
O 7 de Setembro de 2019, precisamente hoje, corresponde ao quarto dia do segundo ano das obras - que começaram a 3 de Setembro de 2018. Há muito, muito tempo...
É verdade que, segundo informação oficial da AdRA, respondendo ao d´Óis Por Três, «a conclusão da empreitada está prevista para o final do presente trimestre» - o que terminará em Setembro -, passando, então, o sistema público de águas residuais doméstico a estar disponível.
É o que falta saber, depois de sabermos, como todos sabemos, que as obras deveriam estar concluídas, e não estiveram (nem ainda estão), em finais de Fevereiro de 2019, já lá vai mais de meio ano.

Obras até final
de Setembro !

A AdRA, é verdade, a 16 de Julho deste ano (ver AQUI) penitenciou-se destes atrasos e citamo-la da resposta que então deu ao d´Óis Por Três: «Aproveitamos esta oportunidade para pedir desculpa à população afetada pelos incómodos decorrentes destas empreitadas».
Mas as desculpas da AdRA não compensam os incontabilizáveis prejuízos que os intermináveis trabalhos causa(ra)m ao povo de Óis da Ribeira e a quem  precisou de utilizar as ruas intervencionadas.
Vamos acreditar e ter mais um bocadinho de paciência!

Junta de Freguesia, há 72 anos, inaugurou sede de Óis da Ribeira!

A sede da Junta de Freguesia inaugurada há 72 anos ficaria mais menos no espaço indicado
Benjamim Soares de Freitas
presidente da JFOR em 1947
Padre José
Bernardino

A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira inaugurou uma das suas sedes do Século XX a  7 de Setembro de 1947. Há 72 anos!
A cerimónia começou no Largo do Cruzeiro, frontei-
rico à denominada Casa das Sessões, às 14 horas, como presidente da Junta de Freguesia, Benjamim Soares de Freitas - e os seus vogais, Manuel Soares dos Santos (Lopes), tesoureiro, e José Maria Estima, o secretário -, também monsenhor José Bernardino Santos Silva (pároco local), Manuel Maria dos Reis (regedor), Armando dos Santos Ala de Resende (Ajudante do Registo Civil), o professor aposentado Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha (da JFOR anterior) e grande número de pessoas.
A Tuna associou-se ao acto, içou-se a bandeira nacional no novo edifício ao som do Hino Nacional e procedeu-se ao corte da fita simbólica, por Monsenhor José Bernardino - que depois presidiu à mesa de honra e elogiou os membros da Junta (actual e cessante) pelo trabalho desenvolvido para a construção da sede (ou sala de sessões, como lhe chamavam)-
Uma sede. foi dito, que era «uma pequena casa que representa para a freguesia. pequena e pobre, um grande monumento».
A sede ficava mais ou menos onde agora está o obelisco, entre a casa da Maurício Anjos e a de António Vicente, e foi demolida em 1952 para dar lugar ao acesso (ainda o actual) à ponte nesse ano inaugurada.
A anterior Junta de Freguesia também era presidida por Benjamim Soares de Freitas, com o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes), mas com o secretário Joaquim Augusto Tavares da Silva Cunha.
- NOTA: O d´Óis Por Três gostaria de ter, para divulgar, uma 
imagem fotográfica desta sede da Junta de Freguesia. Se alguém 
a tiver e a querer disponibilizar, podê-la-á enviar para o email 
doisportres2@gmail.com. 
Querendo, divulgaremos (ou não) a sua proveniência.
Muito obrigada.

sexta-feira, setembro 06, 2019

A Freguesia de Óis da Ribeira na Festa do Leitão

A Tuna / AFOR nos Paços do Concelho de Águeda, anteontem, 4 de Setembro
de 2019., na abertura da Festa do Leitão e Feria de Vinhos e Espumantes
O stand da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira (2006)

A Tuna / Asso-ciação Filarmó-
nica de Óis da Ribeira partici-
pou, anteontem, na abertura da Festa do Leitão, em Águeda. O que já se tornou tradicional e honra a fregue-
sia ribeirinha.
Tempos houve, porém, em que a freguesia tam-
bém se fazia representar. Por exemplo, em 2006, com um stand patrocinado pela Junta de Freguesia, a expor as actividades locais e com participação das duas associações: a então Tuna Musical (agora AFOR) e a Arcor - Associação Recreativa e Cultural de Óis da Ribeira.
A Junta era presidida por Fernando Tavares Pires, a Arcor por Agostinho Tavares e a Tuna por Hostilino Cardoso de Matos.
A notícia foi «picada» do d´Óis Por Três e reportava a inauguração desse certame de há 13 anos, precisamente a 6 de Setembro de 2006, e que mereceu, até poesia popular em vário comentários. Por exemplo, de autoria de Conceição (quem é?), estas interessantes quadras: 

Ois da Ribeira foi à festa 
Mostrar a Tuna e a Arcor 
Não foi porém ainda desta 
Que mostrou todo o seu melhor

Faltou que a ma
lta soubesse 

Para lá ir ver a exposição 
São as malhas que a teia tece 
A da falta de informação
Quadras depois replicadas. Vale 
a pena ir (re)ver também AQUI

quinta-feira, setembro 05, 2019

Dia 5 de Setembro: Casamento, passaporte, falecimento, POCAL e Ministro em ÓdR!

A pateira e Óis da Ribeira na Googl Earth

O dia 5 de Setembro é data de alguns acontecimentos óisdaribeirenses que o d´Óis Por Três apurou nas suas navega-
ções pela net: um casamento, uma le-
gislação autárquica, um falecimento, a emissão de um passaporte para emi-gração e uma visita ministerial - já aqui reportada no post anterior (e de hoje).
Ora vejamos:

Albano J. Almeida

* 1 908 - CASAMENTO de Albano Joaquim de Almeida com Maria de Oliveira Maia. Ele, de 28 anos e empregado de comércio, no Barreiro, filho do sapateiro Ricardo Joaquim de Almeida e de Ana Rita, governo de casa. Ela, de 27 anos, governo de casa e natural de Travassô, filha do barbeiro José Maria Ferreira da Maia (que era de Óis da Ribeira) e de Rita Oliveira,  governanta de casa e de Travassô.
Maria faleceu a 5 de Abril de 1940 e o casal não teve filhos. Albano Jacinto de Almeida casou em segundas núpcias com Jesuína Alves de Almeida, a 17 de Dezembro de 1940, e o casal teve um filho: Hercílio Alves de Almeida. Foi tesoureiro da Junta Paroquial Republicana (a primeira depois da implantação da República), empossada a 30 de Outubro de 1910 e presidida pelo padre Ricardo Pires Soares. E vogal da JF de 1911/15 (também com o presidente padre Ricardo). Episodicamente, terá integrado a vereação da Câmara Municipal de Águeda. Faleceu a 1 de Dezembro de 1964, aos 85 anos.
Manuel Rôlo

* 1 929 - PASSAPORTE para Manuel Rôlo, óisdaribeirense de 27 anos, operário agrícola, para o Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Filho da jornaleira Maria Rosa Rola, media 1,69 metros de altura e tinha cabelo, sobrolhos e olhos castanhos. 
O passaporte foi concedido pelo Governo Civil de Aveiro e Manuel Rôlo sabia escrever. Pouco mais dele sabemos, a não ser que nasceu a 31 de Dezembro de 1901, era neto de Maria Rodrigues Rôla, também jornaleira, e foi baptizado a 7 de Janeiro de 1902, na Igreja de Óis da Ribeira, sendo padrinhos Manuel de Oliveira e Beatriz Gomes - todos de Óis da Ribeira, onde ainda hoje é muito conhecida a Família Rôlo. Eventualmente, terá ficado pelo Brasil, não mais regressando a Portugal. A ser vivo, teria agora 117 anos.

* 2005 - POCAL: : O Regulamento de Con-trolo Interno (RCI) do Plano Oficial de Con-tabilidade das Autarquias Locais (POCAL) de Óis da Ribeira foi aprovado pela Junta de Freguesia a 5 de Setembro de 2005.
O presidente era Fernando Tavares Pires e o executivo integrava o secretário Manuel Duarte Marques de Almeida (Capitão) e o tesoureiro Rui Jorge dos Reis Fernandes. O POCAL entrou em vigor após a Assembleia de Freguesia desse mesmo mês de há 14 anos.
O objectivo era «permitir uma gestão económica eficiente e eficaz das actividades desenvolvidas pelas autarquias locais, no âmbito das suas contribuições e competências, exigindo um conheci-
mento integral e exacto da composição do património da Junta de Freguesia» - a de Ois da Ribeira, no caso.
A. Cruzeiro

* 2 011 - CRUZEIRO: Falecimento de António Go-
mes Cruzeiro de Almeida Santos (Toninho), de 82 anos, antigo inspector de Finanças e dirigente do PSD local. Filho do professor Luís Maria de Almei-
da Santos e de Maria Emília Cruzeiro Gomes (a D. Mariquinhas), sobrinha do escritor e poeta António do Cértima, também pais de Henrique e Hélder (já falecidos) e Maria Estrela, que mora em Aveiro.
Solteiro e sem filhos, António Gomes Cruzeiro de Almeida Santos (Toninho Cruzeiro) doou a sua residência e outros bens à Congregação dos Mis-sionários Combonianos (em Vagos) e os (actuais) bancos da Igreja Paroquial de Santo Adrião de Óis da Ribeira.

Tuna / AFOR «levou» Óis da Ribeira à Festa do Leitão

A Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira na inauguração da Festa do Leitão 2019
A Tuna / AFOR em actuação nos Paços do Concelho

A Tuna / Asso-
ciação Filarmó-
nica de Óis da 
Ribeira (AFOR) subiu ao palco dos Paços do Concelho de Águeda, na 
abertura/inauguração da Festa do Leitão de 2019.
A cerimónia oficial decorreu ao fim da tarde de ontem (dia 4 de Setembro de 2019) e foi presidida por Pedro Nuno San-
tos Ministro das Infra-Estruturas e Habitação, também com inter-
venções dos presidentes Jorge Almeida (da Câmara Municipal de Águeda) e Bruno Almeida (da direcção da ACOAG - Associação Comercial de Águeda, a entidade organizadora do certame).

Ministro das Obras Públicas em Óis da Ribeira

A ponte de Óis da Ribeira num dia de cheia do Rio Águeda
José Fred. Ulrich, Ministro 
das Obras Públicas em 1947
Benjamim S.
Freitas

O Ministro das Obras Públi-cas, engº. José Frederico Ulrich, esteve em Óis da Ribeira no dia 5 de Setem-
bro de 1947 para visitar o local onde se ponderava construir a ponte sobre o rio Águeda. Foi isto há 72 anos!
A Junta de Freguesia de ÓdR era presidida pelo be-
nemérito Benjamim Soares de Freitas que, tendo conhe-
cimento da visita do governante a Águeda, meteu os necessários empenhamentos junto da Câmara Municipal de Águeda, no sentido de o governante se deslocar a Óis da Ribeira, justamente para saber desta grande ambição do povo óisdaribeirense.
O ministro deslocou-se mesmo a Óis da Ribeira e analisou o projecto - que, aliás, já estava aprovado pelos serviços do seu ministério -, e ficou a saber que o povo se sacrificaria ao ponto de comparticipar as obras com 150 contos. Muito dinheiro, ao tempo, para uma freguesia tão pequena como Óis da Ribeira.  Já na Câmara Municipal de Águeda, José Frederico Ulrich, pelo que viu e não viu, anunciou que o Governo comparticiparia a obra em 75% do seu custo total. Estimado em mais de 900 contos.
Padre J. Bernardino
Gil M. Reis

Inauguração foi 
em Maio de 1952

A ponte, a hoje ponte velha, vi-
ria, como se sabe, a ser inau-
gurada a 26 de Maio de 1952 e numa cerimónia em que o engº. José Frederico Ulrich, ministro das Obras Públicas, se fez re-
presentar pelo coronel Dias Leite (Governador Civil de Aveiro).
A cerimónia teve também presença do dr. Fausto Luís de Oliveira (presidente da Câmara Municipal de Águeda) e autoridades civis, militares e religiosas - nomeadamente a Comissão Executiva da Ponte, presidida pelo padre José Bernardino dos Santos Silva, com o vice-presidente Benjamim Soares de Freitas (presidente da Junta), o tesoureiro Manuel Soares dos Santos e o secretário Armando dos Santos Ala de Resende. 
O artesão Gil Martins dos Reis construiu 2 galos com dentes, em madeira, que foram colocados à entrada da ponte, do lado de Cabanões, ironizando a «praga» de gentes de Travassô, que (mal)diziam que Óis da Ribeira só teria a ponte quando as galinhas tivessem dentes. 
A Comissão da Ponte ofereceu «um valioso copo de água às en-
tidades oficiais, durante o qual foram feitos entusiásticos brin-
des», os discursos, segundo reportava a imprensa da época.  

quarta-feira, setembro 04, 2019

A ponte, o ícone e os jacintos da pateira...

A ponte e os jacintos ao princípio da tarde de 4 de Setembro de 2019, Cadé a draga?
A ponte do post do presidente da Câmara

O presidente da Câmara Municipal de Águeda puxou dos seus galões e orgulho e lem-brou que o face-
O post do presidente da Câmara
book o lembrou, a 25 de Agosto de 2019, que «foi exactamente há 6 ano que fizemos 
esta ponte incrível, que se tornou um dos ícones de pateira». O pontão, para sermos exactos, da mini-enseada da margem da pateira em Óis da Ribeira, junto à Rulote O Nelson.
O «fizemos» do presidente referia-se, naturalmente, ao colectivo da Câmara Muni-
cipal de Águeda e a 2013.
«Uma grande ideia, um grande momento. Parabéns à dona da ideia e parabéns a quem a executou», concluiu Jorge Almeida, o ufano presidente da Câmara Municipal de Águeda, postando a imagem do pontão que se vê ali acima (a segunda desta sequência) sem, sequer, um jacinto a adornar o espaço.
A imagem seria outra, se tirada ao princípio da tarde de hoje, indo lá, por exemplo, para tomar um café na Rulote do Nelson: uma mini-enseada e um pontão invadidos de jacintos. Como, aliás, acontece na esmagadora maioria do tempo de ano.

Tuna de Óis da Ribeira / AFOR abre a Festa do Leitão

A Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira
O maestro António Neves,
aqui também como executante

A Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira está hoje nas cerimónias de inaugu-
ração/abertura da Festa do Leitão, em Águeda.
A 26ª. Festa do Leitão inclui a Feira de Vinhos e Espumantes da Bairrada vai decorrer de 4 a 8 de Setembro de 2019, é or-ganizada pela Associa-
ção Comercial de Águeda (ACOAG) e será inaugu-
rada às 18 horas, numa cerimónia que será presidida pelo Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, nos Paços do Concelho.
A comitiva oficial seguirá logo depois, em cortejo, para o Largo do Botaréu/1º. de Maio, na baixa de Águeda e junto ao rio, onde decorrerá o certame, ao som da Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira, sob direcção do mastro António Bastos.
A noite terá um concerto de Quim Barreiros, a partir das 22 horas.
Já agora, vai estar no próximo domingo na Fontinha, onde abrilhantará as festas em honra de Nossa Senhora das Febres, nesta localidade da vizinha freguesia de Segadães.

terça-feira, setembro 03, 2019

Óis da Ribeira, aos 3 dias de >Setembro de anos e personalidades diferentes...

A capela da família Marques
Alberto, filho
de A. Marques

O d´Óis Por 
Três dá hoje conta de três acontecimen-
tos, em anos diferentes do 
dia 3 de Setem-
bro: um casa-
mento e dois falecimentos de cidadãos de Óis da Ribeira. 
Os três relacionam-se com per-
sonalidades de alguma maneira ligadas à história óisdaribeiren-
se, embora nenhuma delas liga-
da à actualidade.

Acontecimentos:

- 1 882, há 137 anos: Falecimento de Joaquina Rosa de Almeida, de 40 anos, governanta de sua casa. Era esposa de Jacinto Ber-
nardo Henriques, personalidade que hoje dá nome à rua que vai do Largo do Centro Social à ponte do Rio Águeda. Casaram-se a 30 de Outubro de 1866.
Joaquina Rosa de Almeida faleceu na sua casa da Rua da Igreja e era filha de José Maria de Almeida e de Josefa Maria de Almeida, todos de Óis da Ribeira. Tinha ela 25 anos e era costureira.
Alberto M. Maurício e esposa,
pais de Alberto Marques
- 1 910, há 109 anos: Casamento de Al-berto Marques e Auta Pires Soares. Ele, de 27 anos, natural de S. Sebastião, ci-dade do Rio de Janeiro (Brasil) e filho de Manuel Marques Maurício, de Caba-nões, e de Maria da Glória (também do Rio de Janeiro). Ela, de 20 anos, era jornaleira e filha de Joaquim António Pires Soares e de Maria Rosa Pires Soares, todos de Óis da Ribeira.
A capela mortuária do lado esquerdo, na entrada do Cemitério Velho de Óis ds Ribeira é da família de Manuel Marques Maurício (herdeiros). 
- 1996, há 23 anos: Falecimento, no Rio de Janeiro, de José Ale-
xandre Pires Soares, de 90 anos. Era filho do carteiro Alexandre Pires Soares e da costureira Rosa Tavares da Silva, de Óis da Ri-
beira. Tinha nascido a 6 de Setembro de 1906 e casou com Hilda da Fonseca Soares, a 23 de Outubro de 1929.

Duo musical «Óis da Ribeira», o Tonito e o Génito!

Eugénio Reis, o DJ Geno
Óis da Ribeira no Luxemburgo
Eugénio Reis

O duo musical «Ois da Ribei-
ra» apresen
tou-se em pú-
blico no dia 2 de Setembro de 1989, no salão do restaurante Pôr do Sol. 
Há 30 anos!
O duo era for-
mado pelo Tonito (órgão) e pelo Génito (viola), que para o efeito organizou um espectáculo com o ilusionista e hipnotizador Professor Marcos do Vale e o grupo «Maxi», da Escola de Música Pianola, de Águeda.
O espectáculo surpreendeu e agradou ao público e o duo Tonito/Génito Reis «desafiou» outros jovens, na oportunidade,  para integrarem o grupo, com o intuito de renovar a secular tradição musical de Óis da Ribeira, numa altura em que a Tuna Musical, a agora chamada Associação Filarmónica, estava parada há cerca de 30 anos.
O projecto teve o seu fim em data que desconhecemos e mais pormenores não sabemos dele.
Génito, o Eugénio Reis (filho de Eugénio Amaral Gomes dos Reis e de Maria Dorinda dos Reis de Oliveira) está agora radicado no Luxemburgo, onde, entre outras actividades, é DJ com bastante popularidade. Sobre o organista Tonito, não nos ocorre quem é e agrademos a quem o identificar.

segunda-feira, setembro 02, 2019

Obras de Óis da Ribeira: um ano de sofrimento e prejuízos!

As obras na Rua Manuel Tavares, na tarde de ontem, 1 de Setembro de 2019
Máquinas paradas na Rua Manuel Tavares

O martírio em que transformou a instalação da rede de saneamento de Óis da Ribeira, deve ter continuado hoje e amanhã fará um ano.
Um ano, é muito tempo, desde 3 de Setembro de 2018, quando os primeiros trabalhos começaram junto à Capela da Santo António e, ine-
narravelmente moro-
sos, continuaram dia após dia, semana atrás de semana e por longos 12 meses, com algumas inter-
rupções (paragens de semanas) e até férias pelo meio.
O que não deixa de ser estranho!
Na verdade, parece-nos ser extraordinário verificar como foi possível que, em obras desta natureza, que tantos dissabores e prejuízos provocaram à população residente e à viajante,  se chegasse ao «luxo» de o pessoal meter férias.
Como quem diz: aguentem-se aí, que já voltamos!
Foi (é) o cúmulo do desrespeito pelos cidadãos ribeirenses e particularmente pelos moradores das Ruas Manuel Tavares (Cabo) e suas várias vielas residenciais, Santo António e Pateira, António Bernardino, Caminho Fundo e Aidos. E por quem, por qualquer razão, teve de passar nestes arruamentos que as obras transformaram em verdadeiras picadas africanas.
As queixas, aliás, multiplicaram-se nas redes sociais, mas a elas, no geral, quem nelas devia atentar fez-se de orelhas moucas e andou de olhos fechados.
As obras começaram a 3 de Setembro de
2018. Amanhã se faz um ano!

As queixas do povo, o
silêncio das autoridades!

As obras começaram a 3 de Setembro de 2018, galgando ruas e espa-
lhando valas, duas na Rua Manuel Tavares - parale-
las, uma para a água, outra para o saneamento.
O contrato de adjudicação estipulava o prazo de 180 dias, meio ano, para a conclusão. Mas vamos no dobro desse tempo: vamos em 365 dias, um ano. 
Ouviu-se por aí alguma tomada de posição das autoridades locais? Não, durante 11 meses. Apenas a 2 de Agosto de 2019 a Junta de Freguesia da União de Freguesia tomou posição conhecida, através de um comunicado de 2 de Agosto, há precisamente um mês (ver AQUI), no qual, entre outras coisas, lamentou a postura do empreiteiro.
Quando ao demais, apenas foram conhecidas as posições da AdRA (a dona da obra), quando solicitada pelo d´Óis Por Três (ver AQUI) e da Câmara Municipal de Águeda, também solicitada pelo d´Óis Por Três (AQUI).
E andou o d´Óis Por Três, repetidamente, a dar conta da morosidade dos trabalhos e dos prejuízos que acumulavam.
Conclusão: o povo de Óis da Ribeira esteve (está) esquecido pelos eleitos. O que é pena, é um drama!
Vamos aguardar pelo próximos capítulos! Com paciência, até porque há a promessa de o pesadelo acabar neste mês de Setembro de 2019!

domingo, setembro 01, 2019

A inauguração da luz e a compra do Palhal do Ritos

A cabine eléctrica de Óis da Ribeira foi construída há 61 anos
Aires Carvalho
e Santos
Manuel Soares
Reis e Santos

Óis da Ribeira, há 61 anos, preparava a inauguração da rede eléctrica e a Junta de Freguesia preparava a festa.
A electrificação era uma ambição anti-
ga do povo óisdaribeirense e a rede de alta tensão vinha de Travassô, para a cabine expressamente construída, no caso junto à ponte - a mesma (ver foto) que ainda hoje conhecemos. 
A Junta de Freguesia era presidida por Aires Carvalho e Santos, com o tesoureiro José Pinheiro das Neves e o secretário David Soares dos Santos - já todos falecidos.
Passados 28 anos, em 1990, a Junta de Freguesia adquiria o chamado Palhal do Ritos, na margem da pateira - mais ou menos onde agora fica a Rulote do Nelson. Era propriedade de um senhor de Fermentelos e a autarquia óisdaribeirense pagou-lhe 1 750 contos - qualquer coisa como 20 054,45 euros, segundo o conversor da Pordata. Sem esta quantia em cofre, e sem qualquer tipo de apoios oficiais, fez um peditório público para a angariar.
A Junta de Freguesia era presidida por Manuel Soares dos Reis e Santos, com o secretário Fernando Tavares Pires e o secretário Hernâni Framegas dos Reis.
Anote-se a afinidade familiar destes dois presidentes da Junta de Freguesia: Aires Carvalho e Santos (já falecido) foi sogro de Manuel Soares dos Reis e Santos.  

sábado, agosto 31, 2019

Um ano atípico e «saldo-average» de 20 e tal mil dinheiros!...

O mundo sempre a rodar...
... e o dinheiro a faltar!

O Concílio Geral reuniu as Cortes pa-
ra observar o «saldo-avera-
ge» do Reino, ouvindo con-
selheiros e demais pro-
curadores do conhecimento sobre o primeiro sexteto de meses do ano e planear o futuro mais pró-
ximo dos mais jovens.
«Salvé, Senhor.... O que quereis vós, então, dizer sobre a matéria que aqui nos traz, sobre os dinheiros que governam o Reino e alimentam vossos planeados orçamentos? Está aberta a sessão...», procla-
mou o presidente do Concílio Geral, com um ligeiro tossiquilho a embargar-lhe a voz.
Decorreu um breve período, um gélido silêncio, e ajeitando-se o Conselheiro Executivo Maior no trono, cofiou as nobres barbas e foi dizendo, algo seráfico: «O que aqui nos traz, sapientes conselheiros e brilhantes procuradores, é falar-vos das tentações que desbarataram o plano que honradamente aqui expusemos e consabidamente vocências aprovaram para este ano, um ano de novo atípico, em que se fez sol quando devia fazer-se chuva e chuva se fez quando deveria fazer-se sol».
Tossiu mais um pouco, pigarreou, compôs o colarinho e continuou o já muito olhado Conselheiro Executivo Maior: «A carta orçamental, os créditos que projectámos, os planos que fizemos, os bondosos desejos que a anunciámos, os projectos que riscámos e planeámos, sempre e unicamente a pensar no futuro do nosso Concílio associativo, tudo isso foi quase tudo por água abaixo», disse, porventura taciturno e a dobrar e redobrar as folhas A4 que suportavam os apontamentos da sua homilia.
Até, assim parecia, algo nervoso e abaixar-se para cochichar algo com o conselheiro das finanças. E continuou:
«Isto era um plano magnífico, extraordinário e absolutamente realista, pensado e repensado por mim e outros sábios do meu Concílio, aliás, e de resto, superiormente aprovado pelas Cortes que tão brilhantemente vocências integram. Ademais, até vos diria que não fora o ano atíp...»
«Ó homem, deixe-se lá de conversa e diga-nos lá é que contas quer mostrar do semestre; é isso que aqui nos traz...», comentou um dos conselheiros, já pouco paciente e com cara de poucos mas mesmo muito poucos amigos.
«Peço ponderação aos senhores conselheiros», interveio o presidente do Concílio, tamborilando o tampo da caneta na mesa presidencial e apontado para o mariano líder, que apertava o dedo indicador contra a orelha direita.
Ave do euro voa, voa...
«Pois em verdade, verdade vos digo que este ano foi um ano muito atípico, o que foi uma grandíssima e ingrata surpresa para nós. Até tínhamos previsto umas coisas muito bonitas, deveras abrilhantadas, de resto, por gente da maior do Reino Geral e o mês de Janeiro até ia a correr muito bem, com muita gente da grande Corte a participar no banquete do festim e a dizer de nós coisas muito bonitas, assaz jolies e muito, muito  interessantes, tanto que até me emocionei...», ia a dizer o grande líder do Conselho Mariano, interrompido por voz grossa e nervosa, recalcitrante.
«Deixe-se mas é de tretas e diga-nos lá é qual é o «saldo-average» do semestre», indagou um conselheiro, quase a cuspir as palavras,
«É como se vê e eu digo, como disse..., está tudo contra. Já não bastava o ano ser atípico, eu diria que até biatípico..., diria mesmo que triatípico..., um ano inesperado e ainda nos põem questões assim atípicas, num ano em que dinamizámos duas mãos-cheias de novos eventos, todos eles potencialmente geradores de receitas adicionais, para garantir uma realidade financeira equilibrada e confortável, mantendo a capacidade de sustentar projectos a médio e longo prazo...», ia a dizer, assim dizendo... e fazendo-se ouvir, o mariano conselheiro maior, até a falar com alguma transversal soberba.
De novo interrompido:
«Deixe-se lá de conversa fiada e fale de números...», sugeriu um já bem abespinhado Conselheiro, continuando, de supetão: «Não vimos aqui para ouvir paleio fiado...».
... que lá por aquele reino
não anda coisa boa! 
«Fiado, fiado... pois fiado não temos nada..., nada, nada, mesmo nada... É tudo pago com os dinheiros religiosamente guardados desde o princípio deste século por quem nos antecedeu na presidência do Concílio Executivo. Mas deixem-me recordar-vos que este ano foi um ano muito atípico, eu até acrescentaria que biatípico..., diria mesmo que triatípico..., e que, apesar do fio condutor do nosso planeamento orçamental, que assentou em três pilares fundamentais e visava a sustentabilidade do nosso Reino, tão atípico foi o ano que...», ia a dizer, até entusiasmado com o que  ouvia dele mesmo, o proclamado líder. 
De novo, todavia, e de alta voz interrompido:
«Fale de uma vez e de números! Números!!! Núúúúúmeroooos!», proclamou um conselheiro, já de tez bem irritada e rugas a parirem-se-lhe na testa.
«Pois, sendo atípico o ano, como vos tenho dito, diria até biatípico..., ou mesmo que triatípico..., não houve forma de, honrando esta nobre casa, ter saldo-average positivo, mas até antes pelo contrário, as contas...».
«Quanto, quanto?.... Desembuxe lá os números...», proclamaram vários conselheiros.
«Pois eu diria, sei lá... uns atípicos 20 e tal mil dinheiros negativos, o que se compararmos com os juros negativos que o Estado paga, até é muito bom...», respondeu a mariana e presidencial figura, olhando de soslaio o conselheiro das finanças: «São uns atípicos 20 e tal mil dinheiros, não é assim?». 
«E quanto ao outro sexteto de meses do ano, o que projectam?», perguntou outro conselheiro, a cofiar o bigode e com cara de amigos poucos.
«Olhe, pois... e 20 e tal mil,  nos primeiros 8, pronto... é fazer as contas..., fazer uma média a subir... sei lá, faça as contas», respondeu o seráfico presidente do concílio executivo
O bruáááááá... do concílio geral ouviu-se de tão notório, mas foi  interrompido por nova pergunta, já muito mais agreste: 
«E a tal sustentabilidade infantil?», embaraçou uma outra conselheiral voz, de impertinente e provocante conselheiro.
«O nosso fio condutor, e, se me permitem, lembrando que na verdade estamos num ano muito atípico, diria até que biatípico..., ou mesmo triatípico..., o nosso fio condutor assenta no nosso plano anual, por vocências aqui aprovado, pelo que disso falaremos em tempo próprio...», concluiu a presidencial figura, já com algum enfado. E irritado.


sexta-feira, agosto 30, 2019

José Resende nasceu há 114 anos, neto de mulher que foi líder política!

O casal Ana/José Resende e os filhos Paulo Augusto e Maria 
Laura, com o tio padre José Bernardino, em foto de 1944


O ribeirense José dos Santos Ala de Resende foi proprietário da casa apala-
çada da Rua Benjamim Soa-
res de Freitas e nasceu há 114 anos, a 29 de Agosto de 1905.
Empregado de escritório no Porto e depois empresário comercial em Angola, para onde foi «chamado» pelo sogro Manuel Maria Tavares da Silva, era filho de Manuel Maria Ala de Resende, natural de Águeda e comerciante em Óis da Ribeira, e de Bernardina Tavares dos Santos Silva, irmã do padre José Bernardino Santos Silva, ambos de Óis da Ribeira
Avós paternos, de Águeda, foram Manuel Dias Cura Resende e Maria Augusta de Lemos. Maternos e de Óis da Ribeira, foram Manuel Tavares Duarte (que era natural de Fermentelos) e  Maria José dos Santos Silva - filha do cirurgião José dos Santos Silva e que se notabilizou como chefe política de Óis da Ribeira, em finais do século XIX, liderando o Partido Progressista.
A casa da Família Resende

A Família Ana
e José Resende !

José dos Santos Ala de Resende casou com Ana Tavares Estima, a 16 de Junho de 1930, e o casal teve dois filhos, ambos já falecidos: Paulo Augusto e Maria Laura Tavares Resende, licenciada em farmácias e mãe de João Paulo Resende Gomes - há poucos anos presidente da Arcor.
O casal Resende adquiriu a casa apalaçada (foto) que no início do século foi construída por Manuel Filipe Soares, aos seus herdeiros. Actualmente, é propriedade do neto João Paulo.

Ana Tavares Estima Resende faleceu a 4 de Agosto de 1981, dei-
xando viúvo José Resende, que faleceu a 25 de Dezembro, em dia de Natal de 1983. RIP!!!