sábado, dezembro 15, 2018

Os silêncios pré-eleições intercalares de TravassÓis!

Óis da Ribeira: a sede oficial da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira
Gente da política activa, actual, de TravassÓis

Uma semana de-
pois do anúncio oficial das elei-
ções intercala-
res para a União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira há um estranho e surpreendente silêncio dos actores do teatro político que há 14 meses se vive: nem dos PSD´s que elegeram um presidente sem executivo e sem poder, nem do Juntos que perdeu o poder que tinha ganho com as cores do PS (e do CDS, antes...), e nem do PS há um ai ou um ui!
Já não é a primeira vez que tal acontece, é verdade, mas esta no-
vidade do teatro político local - a novidade que são as eleições intercalares!!!... -, mereceria outra outra atenção de quem tem cul-
pas neste cartório que castra o desenvolvimento de TravassÓis. 
Isto dizemos nós, sabendo que, aproveitando a época do Natal, os políticos fazem as suas festas e lançam as suas promessas!
Promessas e abandonos sobre as quais eles e nesta altura, os actores políticos, os seus partidos e movimentos, conselheiros e apoiantes, moita carrasco..., nem uma palavrinha deixam para, ao menos, dizerem que estão vivos e prontos para novas «batalhas».
Se é que vão estar, depois dos vergonhosos 14 meses desta (não) governação, somados aos 50 meses do consulado mariano e das inesquecíveis e atabalhoadas Assembleias de Freguesia desse desunido e desastroso (para OdR) primeiro mandato autárquico travassÓisense.
Quase parece que todos, e não exceptuamos quem quer que seja, se sentem presos nos seus próprios atilhos. Por isso amarrarão as suas culpas em silêncios!

Eleições locais
e intercalares 

A realização de eleições intercalares na União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira poderia semear e espalhar esperanças de regeneração do poder local. Poderia, lá isso poderia. Só que ninguém sabe, por agora, quem vai vestir o fato de candidato(s).

Quem serão eles e quem serão elas?
Gostaríamos que fosse alguém desacomodado, capaz de não deixar fenecer as (sin)energias que lentamente se foram esgo-
tando e vão conduzindo TravassÓis para o seu destino de atraso crónico e preguiçosa ambição.
Alguém que se desatasse de atilhos partidários.
Alguém que fizesse do poder local espaço para acção de gente com capacidade reivindicativa e desenquistada das cumplici-
dades que a tornam (a gente eleita) dependente do favor, do partido, do movimento, da cunha.
Óis da Ribeira, e só por Óis da Ribeira falamos, perdeu com a (des)União de Freguesias. Perdeu investimento e obras, perdeu até fundos que eram saldo da sua última Junta de Freguesia e foram parar não de sabe onde.
Óis da Ribeira, em condições normais, não tinha de ver criar mo-
vimentos de voluntários para limpar as suas valetas e passeios, as suas ruas, os seus parques e os seus dois cemitérios. A Junta de Freguesia faria, como era seu dever.

OdR, em condições nor-
mais,  estaria na frente!
O estado da
política local !

Óis da Ribeira, em condições normais e num país onde o crescimento e a eco-
nomia são constantemente endeusados e fantasiados, não deveria estar a fazer contas às verbas que perdeu - ou lhe le-
varam... -, por culpa da inércia e da ir-
responsabilidade de alguns eleitos. Estaria na frente, como quase sempre e sem ter de protestar e lamentar-se do estado a que che-
gou a política local e o seu presente sócio-político.
Óis da Ribeira, em condições normais, não se deixaria habituar a tudo o que vai funcionando mal, com culpados conhecidos.
Óis da Ribeira, em condições normais, não se deixaria ficar apenas a encolher os ombros e a desabafar em família, na mesa do restaurante ou do café. 
Óis da Ribeira, em condições normais, teria os representantes eleitos que a defendessem e promovessem, dasagarrados que estariam do espartilho partidário.
Óis da Ribeira em condições normais, protestaria a (não) voz e a albarda que os eleitos vestem nas suas proclamações.
O d´Óis Por Três gostaria de ver a nossa gente menos acomodada e mais refilona, mais questionadora do poder político e dos polvos que por aí se adivinhame Óis da Ribeira prejudicam.

sexta-feira, dezembro 14, 2018

O POCAL da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira

A Junta de Freguesia do POCAL de Óis da Ribeira: Rui Fer-
nandes (tesoureiro), Fernando Pires (presidente) e Manuel
Almeida «Capitão» (secretário). Mandato de 2001/2005!

quinta-feira, dezembro 13, 2018

A Área de Reabilitação Urbana de Óis da Ribeira

Óis da Ribeira em imagem da Google com a pateira em primeiro plano
Diário da República com a ARU de Óis da Ribeira

O Diário da República de 20 de Julho de 2017. nº. 138/2016, publicou, na sua II Série, a Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Óis da Ribeira, assim como de todas as outras freguesias do Município de Águeda. 
A proposta tinha sido aprovada, por maioria, na sessão da Assembleia Municipal de Águeda de 15 de Abril de 2016, por proposta da Câmara Municipal.  
A Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Óis da Ribeira, segundo o DR, tem uma área de cerca de 30 hectares, integrando as áreas mais consolidadas do aglomerado, abrangendo as suas zonas mais críticas ao nível do estado de conservação do edificado e qualificação do espaço público, com especial incidência ao longo das ruas Manuel Maria Tavares e Benjamin Soares Freitas. 
O documento camarário precisa que, em 2011 e de acordo com o recenseamento, este aglomerado possuía 287 edifícios e 716 habitantes.
Algum ribeirense - autarca eleito desse tempo, ou simplesmente eleitor - foi, por acaso, ouvido e/ou informado desta delimitação urbanística?
Houve (ou não) algum período de consulta pública ou a delimitação urbana foi, pura e simplesmente,feita a régua e esquadro, escondida do povo interessado? 
Não nos admirava nada.

Arcor abriu inscrições para o Grupo de Teatro Amador (GTA)!

Cartaz de «O Avarento», de Molière, pelo Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR,
qie se estreou a 4 de Fevereiro de 2012 
A Arcor abriu inscrições para interessados em participar no seu Grupo de Teatro Amador (GTA), inactivo desde 2012, quando apresentou a co-
média «O Ava-
rento», de Moliè-
re, encenada por Rui Fernandes e estreada a 4 de Fevereiro, no seu salão cultural.
A Arcor herdou, em 1979, as tradições teatrais de Óis da Ribeira, que virão do século XIX e no século XX chegaram a ter dois gru-
pos contemporâneos e rivais - o que se repetiu em 2004, já no século XXI, quando o Grupo de Amigos de Óis da Ribeira (GAOR) apresentou a peça «Um erro judicial» e a comédia «Ressonar sem dormir», ensaiadas por Leonildo Costa e estreadas a 17 de Abril - quando o Grupo de Teatro Amador (GTA) da Arcor, a 11 de Abril imediatamente anterior, tinha estreado a comédia “A Prima Eugé-
nia”, ensaiado por Arlindo Reis.
Não há fartura que não dê em fome e desde 2012 que, lamentavel-
mente não há teatro «feito» por gente de Óis da Ribeira: nem o GAOR, cuja experiência foi curta e se ficou por 2004, nem a Arcor, que encerrou o palco em 2012 - quando, a 5 de Maio, se apresentou pela última vez em palco.

«O Avarento»
foi em 2012 !

A última peça da Arcor, foi «O Avarento», de Molière, estreada a 4 de Fevereiro de 2012, eram responsáveis pelo GTA os mesmo de agora: Rui Fernandes e Carlos Pereira, não por acaso membros da actual direcção, a concluir o segundo ano de mandato.
Vale a pena recordar, em memória de hoje e para o futuro, quem era quem do GTA da Arcor, em 2012 e em «O Avarento»:
- Harpagão: Vitor Fernandes.
- Cleanto: Paulo Gomes.
- Elisa: Liliana Alves.
- Valério: António Reis.
- Mariana: Julieta Fernandes.
- Anselmo: António Gomes.
- Eufrasina: Isaltina Pires.
- Dona Antonieta: Susana.
- Mestre Tiago: Telmo Abrantes.
- Flecha: Gil Branco.
- Senhora Cláudia: Salomé Fernandes.
- Pé de Aveia: Romeu Fernandes.
- Comissário: João Pedro Carvalho.
- Pontos: Carlos Pereira e Lurdes Fernandes.
- Som e luz: Rui Fernandes.
- Responsáveis do GTA: Carlos Pereira e Rui  Fernandes.

Inscrever na Arcor
para fazer teatro !

O GTA da Arcor avança agora, em finais de 2018 e quase, quase 7 anos depois da estreia da última peça, com uma original forma de «captação» de novos valores artísticos: por inscrição e até 27 de Dezembro de 2018, dentro de duas semanas.
Os interessados, assim sendo - e desconhecendo-se (desconhece o d´Óis Por Três) como serão avaliadas as suas competências - podem dirigir-se à secretaria da associação ou, mais facilmente contactando-a por modo telefónico, ainda através da secretaria (234629818) ou dos dirigentes Rui Fernandes, o secretário (915336057) e Carlos Pereira, o tesoureiro (910542199) - ambos responsáveis pelo Grupo de Teatro Amador (GTA), tal qual eram em finais de 2011, para 2012.

Foral de Óis da Ribeira comprado em leilão há 35 anos!

O Foral de Óis da Ribeira

O Foral Manuelino de Óis da Ribeira foi adquirido pela Câmara Municipal de Águeda a 13 de Dezembro de 1983, já lá vão 35 anos!
O presidente era Deniz Ramos Padeiro e o executivo aprova-
ra a aquisição no leilão dos li-
vreiros Azevedo & Burnay, em Lisboa, por unanimidade e na reunião de 7 de Dezembro desse mesmo ano, delegando a representação na tentativa de aquisição no aguedense Almiro Canelas, arquitecto e especialista na área - esta-
belecendo o preço máximo de 200 000$00.
«Dado se tratar de um espé-
cime valioso e importantís-
Deniz Padeiro
simo para a história do nosso Concelho e porque tem sido preocupação constante desta autarquia não só preservar tudo quanto diga respeito ao nos-
so património local como ainda adquirir, sempre que possível, obras que ilustrem a nossa história passada, construindo-se assim o acervo significa-
tivo da nossa sobrevivência histórica, proponho que a Câmara Municipal se faça representar no referido leilão com vista à aquisição do foral manuelino», justificou o presidente Denis Ramos Padeiro, na reunião camarária de 7 de Dezembro de 1983.
O foral acabou por ser adquirido por 155 000$00.
A capa do Foral de OdR

Alemão interessado
no Foral d´Óis !

Um pormenor muito pouco conhecido, e que tem a ver com o Foral concedido a Óis da Ribeira pelo Rei D. Manuel I, a 16 de Junho de 1616 - já lá vão mais de 502 anos!.... -, tem a ver com o interesse que um cidadão alemão teve na sua compra, durante o leilão.
O d´Óis Por Três disso falou a 7 de Dezembro, lembrando que, para o efeito, chegou a oferecer 500 contos -  qualquer coisa co-
mo o equivalente, segundo o conversor da Pordata, a actuais 15 121,98 euros. Sensibilizado e compreensivo da importância que tinha para a Câmara Municipal de Águeda - e para Óis da Ribeira! -, acabou por desistir e assim facilitar a aquisição. 
A Casa Ducal de Vila Viçosa também manifestou interesse em adquirir vários forais em leilão, desistindo do de Óis da Ribeira e comprando o da antiga vila de Paus, agora pertencente à fregue-
sia de Alquerubim, concelho de Albergaria-a-Velha.
Ainda bem, para Óis da Ribeira.

quarta-feira, dezembro 12, 2018

Edmundo, o último regedor de OdR, faleceu há 22 anos!

Edmundo (Pereira dos) Reis

O regedor de Óis da Ribeira pela altura do 25 de Abril de 1974 era Edmundo Reis. Faleceu há preci-
samente 22 anos, a 12 de Dezembro de 1996 e aos 89 anos.
Edmundo Reis nasceu a 9 de Junho de 1907 e era filho de Fernando Ber-
nardino dos Reis e de Maria da Anunciação Pereira, agricultores de Óis da Ribeira. Também usava o nome de Edmundo Pereira dos Reis e era neto paterno de José Bernar-
dino dos Reis e de Maria Angélica dos Reis, neto materno de António Simões de Carvalho e de Ana Maria, também todos de Óis da Ribeira.
O baptismo oficial foi celebrado a 30 de Junho de 1907, na Igreja de Óis da Ribeira mas «sob condi-
ções», por o pároco local «duvidar
Celeste Tavares
da validade do baptismo que lhe tinha sido conferido em casa, em perigo de vida, por seu avô materno, António Simões de Carvalho». O pároco era o padre Manuel Gomes de Almeida, que a 30 de Junho lhe impôs os santos óleos.

Casamento, família
e... política !

Edmundo Reis casou aos 22 anos, com Maria Celeste Tavares e a 6 de Julho de 1929, tendo o casal os filhos Dinis e Dália, que foi moradora na Trofa (já falecidos), Armando e Clarisse Tavares dos Reis.
Netos residentes em Óis da Ribeira são Mário Fernando, Nelson e Isabel Maria
Padre Manuel
G. Almeida
Tavares das Neves (filhos de Clarisse e com a irmã Clementina a viver em Mourisca do Vouga), Carlos Manuel e António Manuel e Almeida Reis (filhos de Dinis). Netos são também, filhos de Armando Ta-
vares dos Reis, Armando Joaquim, a morar em Casal de Álvaro, e Conceição, em Aveiro. E o médico António e o enfermeiro João Baltazar, moradores na Trofa e filhos de Dália. 
Cidadão muito ligado à Igreja Católica e à política, foi, para além de regedor de Óis da Ribeira, dirigente local e concelhio da Associação Nacional Popular (ANP), organização política ligada ao Estado Novo e a Marcelo Caetano - que era o  Presidente do Conse-
lho de Ministros, o equivalente a 1º. Ministro, na altura da Revolu-
ção do 25 de Abril de 1974. ANP que foi a sucessora da União Na-
cional (UN), criada por António de Oliveira Salazar.
Edmundo (Pereira dos) Reis faleceu a 12 de Dezembro de 1996, aos 89 anos de idade.

O que eram
os regedores?

Os regedores foram criados pelo Código Administrativo de 1836 e, ao longo dos tempos, tiveram diversas incumbências.
A evolução de 25 de Abril de 1974 levou à sua extinção, pouco tempo depois, quando eram os representantes dos pre-
sidentes de Câmara nas freguesias e ti-
nham por missão cumprir e fazer cumprir as ordens, deliberações e posturas municipais, para além dos regulamentos de polícia.
Tinham autoridade para levantar autos de transgressão e cabendo-lhes também auxiliar as autoridades policiais e judiciais sempre que necessário, agir de modo a garantir a ordem, a segu-
rança e a tranquilidade públicas, auxiliar as autoridades sanitá-
rias, garantir os regulamentos funerários, mobilizar a população em caso de incêndio e cumprir outras ordens ou instruções ema-
nadas do presidente da Câmara Municipal, ou do Governo Civil. 

terça-feira, dezembro 11, 2018

O que trarão de novo as eleições intercalares travassÓisenses?

Óis da Ribeira, em primeiro plano, e Travassô (ao fundo)
União de Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira
em destaque no mapa da região

As eleições intercalares da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ri-
beira - (des)União que, carinhoso e afectivo, o povo baptizou de Travas-
sÓis, com Ó maiúsculo e acentuado...-, trarão de novo o quê, às duas co-
munidades?
Cá para o d´Óis Por Três, muito pouca coisa. Ou nada! Ainda que possam mudar um ou outro actores da cena política em que tem chafurdado os eleitos do desautorizado poder local.
Quando se soube do decreto que marcou para 24 de Fevereiro de 2019 o dia das eleições intercalares, na verdade pouco buliram os corações de quem partilhou a notícia. Tal interessou menos, mas mesmo muito menos, que o jogo de futebol do dia.
Interessou menos, mesmo muito menos, que saber o tempo que iria fazer no fim de semana. Aconteceu um profundo e lamentável desinteresse, o que, na prática, significa a inutilidade do chamado Poder Local. É aquela coisa: o que vale essa politiqueirada? Deixai-os andar por aí, a nossa vida é outra..., alem dessa inutilidade!

Poder Local
desperdiçado 

Em situação normal, diríamos que por regra, notícia desta envergadura des-
pertaria paixões e opiniões, se calhar manifestações, porque, enfim, ir-se-ia (irá) restabelecer o Poder Local desperdiçado nos últimos 14 para 15 meses da vida política travassÓisense.
Mas, tanto quanto se sabe, não houve nem um respiro de qual-
quer exaltação (fosse para que lado fosse, vá para que lado vá...), qualquer resmungo mais populista ou menos ortodoxo. Um ai sim mas que bom, ou mas que mau..., se ouviu fora do claustrofobia partidária. Nem um comentário sério sobre a coisa séria que é uma eleição intercalar - que, por ser intercalar, já de si é «coisa» séria e de fazer pensar.
Pensar, por exemplo, nos fanatismos que a insólita inexistência da Junta de Freguesia da (des)União de Freguesias exacerbou ao longo destes 14 para 15 últimos meses da realidade política travassÓisense. Ou nos ódios espelhados do primeiro mandato.
Meses e mandato, deve acrescentar-se, de evidente e bacoco populismo, de clara e lastimável intolerância, de (não) surpreendente xenofobia, de chauvinismo e radicalismo que, para além de conduzir a (des)União de Freguesias para este caos polí-
tico, a transformou também num desastre relacional e se fizeram um insulto à escolha livre de milhares de habitantes e eleitores do território travassÓisense.

Que trarão de novo as
eleições intercalares ?

A questão nuclear que preside ao inte-
resse, ou dúvidas, quanto às eleições intercalares travassÓisenses tem, prin-
cipalmente, quase exclusivamente, a ver com quem vão ser os candidatos.
Serão os mesmos?
Os dos dois mandatos da (des)União?

As listas terão caras novas, refrescando ideias e processos?
Alguém se quer ir envolver, agora e nas intercalares, na chafur-
dice da política local, na politiqueirice conhecida nos últimos pouco mais de 5 anos de (des)União de Freguesias?
A questão/preocupação não peca por excesso mas, isso sim, por defeito. Na verdade, quantos dos eleitos e apoiantes destes nega-
tivos 14 para 15 meses de balbúrdia deste segundo mandato da (des)União não ofenderam pública e desalmadamente os eleitores que votaram a 1 de Outubro de 2017. E pode ser esquecido o desunido primeiro mandato?
Merecem eleitos e candidatos um novo crédito?
Apontarão os velhos candidatos para novas candidaturas e terão aval e compromisso das suas forças partidárias?
Os velhos candidatos prenunciarão adventos de novas luzes e bons-sensos para justificaram e se apascentarem na bondade do povo, que vota cegamente e assim cauciona, nas urnas, as glórias e/ou tragédias que matam ou ressuscitam as cidadanias?
Fala-se em eleições e apontam-se dedos, mas não há que enga-
nar, embora o engano seja linguagem franca: todos querem o po-
der e por ele lutam e estrebucham, mesmo que tenham de semear ódios para se alienarem vontades e opções.
A malta que, em nome da democracia, se proclama democrata, pouco quer saber de democracia. Quer é mandar. Quer poder!

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Saneamento de Óis da Ribeira vai na 15ª. semana!

Os trabalhos da rede de saneamento na Rua da Pateira
Os trabalhos na Rua dos Aidos

As obras da segunda (e última, assim se deseja e espera) fase da rede de sanea-
mento de Óis da Ribeira entraram hoje na 15ª. sema-
na consecutiva (desde 3 de Se-
tembro), com dois pontos de traba-
lho simultâneos: na Rua da Pateira e (ainda) na Rua dos Aidos.
As máquinas, na Rua da Pateira. estão a rasgar o emissário prin-
cipal, neste caso mesmo em frente à casa que foi de Jorge Duarte de Almeida e da residência do engº. Joaquim Araújo. 
No caso da Rua dos Aidos, estão mesmo a chegar à Rua António Bernardino (Berna), em frente à casa de João Viegas, tendo começado no cruzamento com a Rua das Arroteias, frente à casa de Rosa do Alexandrino.
Os trabalhos, recordemos, foram adjudicados pela AdRA  (Águas da Região de Aveiro) à empresa Construções Carlos Pinho, de Arouca,  em concurso público e por 584 008 euros. para um prazo de execução de 180 dias.


domingo, dezembro 09, 2018

Benjamim e Manuel, primos e beneméritos de OdR nascidos no mesmo dia!

Manuel  M. Tavares Silva
Benjamim S. Freitas


Os beneméritos ribeirenses Manuel Maria Tavares da Silva e Benjamim Soares de Freitas nasceram no mesmo dia e mês: Dezem-
bro. O dia 9 de Dezembro. Sepa-
rados, todavia, por 3 anos de diferença. 
Manuel em 1880. 
Benjamim em 1883. 
Os dois foram presi-
dentes da Junta de 
A casa, à direita, que foi de Benjamim
Soares de Freitas e agora é de Fausto
Ferreira Simões dos Reis
Freguesia e ambos ajudaram Óis da Ribeira a ser melhor. Os dois têm nomes atribuídos a ruas de Óis da Ribeira.
Eram primos direitos, ambos ne-
tos maternos de Berardo dos Santos Oliveira e de Emília Pires da Maia e ambos estão na memó-
ria das gentes ribeirenses. Por bons motivos!

1 - BENJAMIM Soares de Freitas imortalizou-se por benemerência activa: ofereceu o telefone públi-
co e o relógio da torre sineira. 
A freguesia, em homenagem e gratidão, atribuiu o seu nome à antiga Rua da Igreja, que vai do largo do Centro Social à escola primária e onde se localiza(va) a sua residência (foto) e agora é  propriedade de Fausto Ferreira Simões dos Reis.
Presidiu à Junta de Freguesia de Óis da Ribeira nos mandatos de 1943/1945, 1946/50 e 1951/1954.
Benjamim nasceu 9 de Dezembro de 1883, filho de Joaquim Antó-
nio Tavares de Freitas, lavrador, e de Maria José dos Santos, go-
vernanta de casa. Neto paterno de António Lopes dos Santos e de Rosa Emília Soares, neto materno de Berardo dos Santos Oliveira e de Emília Pires da Maia. Foi baptizado a 20 de Janeiro de 1884, sendo padrinhos Manuel Pereira da Conceição, casado e lavrador, e Maria Framegas, solteira e jornaleira, ambos de Óis da Ribeira.
Casou com Maria do Carmo Ferreira a 16 de Novembro de 1915 e o casal não teve filhos. Enviuvou a 8 de Março de 1952 e faleceu a 7 de Março de 1961, aos 77 anos.
A casa que foi de Manuel Maria Tavares da 
Silva, agora de Salvador Soares de Almeida

2 - MANUEL Maria Tava-
es da Silva fez um pro-
jecto para a ponte (não aceite pelo Ministério das Obras Públicas, nos anos 30/40), esteve emigrado no Brasil, voltou a Portu-
gal e trabalhou depois em Angola, sendo notória a sua colaboração técnica e financeira no restauro dos dois templos católi-
cos de Óis da Ribeira: a Capela de Santo António (obras que em data imprecisa do anos 40/50 também financiou) e a Igreja Matriz. Apoiou os pobres.
Presidiu à Junta de Freguesia de 1960 a 1963, até à sua morte.
A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira atribui o seu nome à antiga Rua do Cabo, que vai do Largo do Centro Social ao Cru-
zeiro das Ruas de Santo António e da Pateira. Nela se localiza(va) a sua residência, agora de Salvador Soares de Almeida.
Nasceu a 9 de Dezembro de 1880, filho de João Tavares da Silva, artista, e de Maria Angélica dos Santos, governanta de casa. Neto paterno de José Tavares da Silva e de Ana Maria Soares de Frei-
tas, neto materno de Berardo dos Santos Oliveira e de Emília Pi-
res da Maia. Foi baptizado a 16 de Dezembro de 1880, tendo como padrinhos Manuel Maria Pires Soares, solteiro e lavrador, e Maria Rosa dos Santos, solteira e tia materna.
Casou-se a 10 de Abril de 1912, com Laura Ferreira Sucena e o casal teve os filhos Maria Augusta, Ana e Joaquim. Faleceu a 6 de Abril de 1963, aos 82 anos e de doença.

Festa de Natal 2018 da Arcor!

A criançada no palco do Natal da Arcor em 2012
Festa de Natal da Arcor em 2007, com
o «inevitável» Pai Natal !

A Festa de Natal da Arcor está marcada para a tarde do próximo dia 14 de De-
zembro de 2018.
É (será) um dia de festa e alegria, partilhadas entre os mais novinhos e os menos jovens das várias valências sociais da ins-

tituição social de Óis da Ribeira - assim como com os seus familiares, dirigentes e colaboradores da instituição.
A foto maior desta notícia é de um outro dia 14 de Dezembro e de Natal da Arcor, mas do já (quase) distante ano de 2008. Há 10!!!... O tempo passa num instante
O d´Óis Por Três, na altura comentou que pais, amigos e familia-
res assistiram às actuações do Coro de Natal do Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário (SAD)  que foi «uma maravilha!!!....  - passando pela entrega de prendas de Natal do Grupo Motard “Os Fraldinhas» (crianças da creche), pela canção dramatizada, pela  dança coreografada do jardim de infância, pelo teatro musi-
cado e pelas dança do ATL, preparados pelos professores das actividades extra-curriculares.
Quanto ao Natal de 2018, então dia 14 próximo (é já sexta-feira) se verá e viverá! Não vamos «estragar» a surpresa.
Boas Festas para a gente arcoriana! 

sábado, dezembro 08, 2018

Eleições intercalares de TravassÓis a 24 de Fevereiro de 2019!

Manuel Almeida (Capitão) e Sérgio Neves,  ambos
do PSD, na Comissão Administrativa da Junta

O Governo marcou para 24 de Fevereiro de 2019 a realização das eleições intercalares da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira. Até lá, a governança fica a cargo de uma comissão admi-
nistrativa formada por Sérgio Neves e Manuel Almeida «Capitão» (do PSD) e Mário Martins 
Mário Martins (J)
(do Movimento Independente Juntos).
As eleições de 1 de Outubro de 2017 elegeram Sérgio Neves para a presidência da Junta, mas sem maioria (41,1%). O PSD elegeu 4 candidatos, tantos quantos o Juntos. O PS elegeu um(a).

11 sessões da AFTOR e... nada!

 A Assembleia de Freguesia da União de Fregue-
sias de Travassô e Óis da Ribeira reuniu a 13 de Outubro de 2017, mas, depois de empossados seus 9 eleitos, nunca, todavia, elegeu os vogais da Junta e muito menos a Mesa e presidência da Assembleia de Freguesia. Apesar das 11 sessões para o efeito realizadas e de dezenas de propostas apresentadas pelo presidente eleito, Sérgio Neves (PSD), para tentar eleger o executivo.
Para a história negativa deste triste episódio 11 vezes repetido fica uma alegada eleição de um executivo que Sérgio Neves não aceitou (depois de aceitar a lista e coordenar a votação) e também as queixas e acusações em instâncias judiciais e intervenção de forças policiais. Já não falando nas agressões verbais da primeira e única Assembleia de Freguesia eleitoral do mandato de 201/21, nas suas 11 sessões.

Despacho de nomeação da
Comissão Administrativa

O despacho de nomeação da comissão administrativa foi publicado no Diário da Repú-
blica de ontem, dia 7 de De-
zembro de 2018, na sua 2ª. Série - Nº. 236, página 32851, com o nº. 11741/2018, despa-
cho da Secretaria de Estado da Administração Local (SEAL) e já com data de 23 de Novembro.
Carlos Manuel Miguel, o Se-cretário de Estado que tutela esta pasta governamental dependente do Ministério da Administração Interna, indi-
cou quem, entre os eleitos,  formará a Comissão Admi-
nistrativa que irá substituir um executivo que, na verda-
de, nunca existiu, 14 meses depois das eleições de 1 de Outubro de 2017. Por esta ordem, os sobreditos Sérgio Edgar da Costa Neves (do PSD), Mário Ramos Martins (do Juntos) e Manuel Duarte Marques de Almeida «Capi-
tão» (PSD).
Mas que comissão adminis-
trativa! Não se entenderam até agora, ir-se-ão entender agora? Vamos ver.
Adivinha-se, sem dúvida..., uma pré-campanha e uma campanha eleitorais bem acesas e pi-
cadas, queira Deus e desejem os candidatos e apoiantes que sem lavar muita roupa suja, sem acusações gratuitas. 
A bem da Nação TravassÓisense!

Família de Óis da Ribeira raptada foi libertada há 20 anos!

Fernanda e Fernando Suarez, à direita, com Sara, raptados há 20 anos, na Venezuela
Puerto Ayacucho, capital do Estado
do Amazonas, na fronteira da Vene-
zuela com a Colômbia
O rapto do casal Suarez e a filha Sara foi há 20 anos e teve final feliz a 8 de Dezembro de 1998, quando um co-
mando policial venezuelano libertou Fernanda e Sara, esposa e filha do ribeirense Fernando Suarez, mora-dores em Puert Ayacucho, no norte da Venezuela e fronteira com a Colômbia. 
A família tinha sido raptada a 24 de Outubro, por 5 desconhecidos, que os levaram para a floresta venezuelana, talvez também para a colombiana. 

Resgate de 1 094 765 euros 

Logo libertaram Fernando, para que  pagasse o resgate exigido: o equiva-
lente a 150 000 contos portugueses - o que, hoje e segundo o conversor da Pordata, seriam 1.094.765,10 de euros. O dia 7 de Novembro foi a data-limite para o pagamento. Que não foi feito.
Três dos cinco raptores tinham, entretanto, sido capturados e deram indicações sobre as várias localizações de Fernanda e da Sara que, soube-de depois, andaram a pela floresta, em cativeiro, possivelmente entre a Venezuela e a Colômbia, e sempre vigiadas mas não maltratadas, «acampando» aqui e ali. Dormiam ao relen-
to e em cima de um plástico.
A 6 de Dezembro de 1998, os raptores tentaram mas não conse-
guiram um contacto telefónico com Fernando Matos Suarez e acreditou-se, definitivamente, que mãe e filha estavam vivas. O que, felizmente, se confirmou.
Sara e Fernando Suarez em 2015

Drama e rapto 
com final feliz!

O dramático rapto foi vi-
vido com muita ansieda-
de em Óis da Ribeira e Fermentelos, de onde são o Fernando e a Fernanda. Ele, filho de Maria Ascen-
são Soares Soares e de Hostilino Matos dos Reis. Ela filha do também ribei-
rense Jaime Nogueira da Silva (entretanto já falecido), casado com Aida e moradores na vizinha freguesia de Fermentelos. 
Os últimos dias de cativeiro terão sido os mais difíceis, por terem faltado os mantimentos e fonte policial venezuelana admitia, ao tempo, que «terão passado alguma fome».
No entanto, tinha sido «bem tratadas, dentro dos limites da situação em que estavam». Não as molestaram, não praticaram qualquer violência sobre elas», disseram os policiais.
Um drama que há 20 anos acabou em bem! Felizmente!