quarta-feira, julho 31, 2019

Rodrigo é campeão distrital de Aveiro de infantis de futebol

Os campeões distritais de infantis foram recebidos na Câmara Municipal de Águeda
O Rodrigo e os pais: Carla e Rui Ferreira

Os infantis A da União Desportiva Mourisquense (UDM) sagraram-se campeões distritais de futebol de Aveiro e entre eles está (é) um óisdari-
beirense: o Rodrigo, de 13 anos, filho do casal Carla Alexandra Pinheiro da Silva/Rui Ferreira.
Os campeões foram recebidos, a 29 de Julho de 2019, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda e pelo vice- presidente Edson Viegas Santos, que na ocasião referiu ser «com muita satisfação que recebemos estes jovens atletas que, com o seu esforço, trabalho e dedicação, conseguiram vencer este título».
«Em meu nome e em nome do Município dou-lhes os parabéns por esta conquista», sublinhou Edson Viegas dos Santos, por coincidência também um óisdaribeira-descendente, neto do já falecido José Pires Viegas (o Zé Mau) e bisneto de Silvina Pires Soares e de Abílio Viegas.
Alice e António: avós
do campeão Rodrigo

Curiosidades e
coincidências !

Outra curiosidade tem a ver com a resi-
dência que foi do casal Silvina/Abílio, bisavós de Edson Viegas dos Santos, que moraram na viela de Albano Joaquim de Almeida, na Rua Manuel Tavares (a do Cabo). É agora propriedade do casal António Framegas Fernandes da Silva e Maria Alice das Neves Pinheiro da Silva, avós maternos de Rodrigo.
O mundo é mesmo muito pequeno! E cheio de curiosidades e coincidências!
A equipa de infantis do UD Mourisquense, no jogo decisivo, o da final e realizado a 1 de Junho de 2019, em Fiaes (Feira), venceu (2-1) a equipa do Mealhada, depois de ao intervalo estar em desvantagem (0-1) no marcador.
Parabéns ao campeão Rodrigo!

Manuel Maria, o Resende das Barbas, nasceu há 144 anos!

O casal Manuel Maria / Maria Bernardina

O comerciante Manuel Maria Ala de Resende nasceu há 144 anos, no dia 31 de Julho de 1875.
Natural de Águe-
da, era filho de Manuel Dias Cu-
ra de Resende e de Maria Augus-
ta de Lemos, da abastada família da capital do concelho.
Assinaturas do assento de casamento
Casou em Óis da
Ribeira, aos 29 anos e com Maria Bernardina Tavares dos Santos Silva, de 33, solteira e governanta da casa dos pais, filha de Manuel Tavares Duarte e de Maria José dos Santos Soares (Silva). Era irmã do padre José Bernardino dos Santos Silva, que foi um dos padrinhos (ou testemunhas) do casamento, assim como João Dias Cura Resende, negociante de Águeda e familiar do noivo.
O celebrante dessa cerimónia de 30 de Junho de 1904 foi o padre Manuel Gomes de Andrade, titular, a esse tempo de há 115 anos, da Paróquia de Santo Adrião de Óis da Ribeira, que colou e inutilizou o selo de 100 reis que autenticou o assento paroquial do casamento - o quarto desse ano. 
José Resende
Manuel Resende

Centro comercial
de Óis da Ribeira 

Manuel Maria Ala de Resende tor-

nou-se muito popular no seu tempo ribeirense, devido à barba que usava bem comprida. Era o Resende das Barbas, como se vê na foto.
Consorciado em Óis da Ribeiro e continuando a tradição comercial familiar de Águeda, aqui criou um importante e moderníssimo estabelecimento comercial, que ocupava todo do espaço do actual bloco de apartamentos, café e minimercado Central, no Largo do Centro Social.
Incluía café (onde nos anos 50 se viria a instalar o telefone público, ainda hoje activo), mercearias (finas e outras), panos, miudezas, tabacaria, perfumes, ferragens e todo o todo o tipo de utilidades domésticas. Também uma taberna, sala de jogos de salão e armazém de adubos, farinhas e produtos de construção civil.
O estabelecimento foi herdado pelo filho Armando, que nos anos 50 do século XX o alugou a Arnaldo Rodrigues de Figueiredo, até aos anos 70, e depois aos cunhados Hostilino Matos e Albertino Gomes e, mais tarde, a Armando Tavares dos Reis, antes de chegar a Aníbal Saraiva, que o comprou e demoliu, construindo o actual edifício.

Armando Resende

A Família Ala
de Resende 


O casal Manuel Maria Resende / Maria Bernar-

dina teve os filhos Albano (que faleceu em criança), José, Manuel (Neca) e Armando dos Santos Ala de Resende.
José Resende, o mais velho, casou com Ana Tavares e o casal teve os filhos Paulo Augusto Tavares Resende e dra. Laura Tavares Resende Gomes, farmacêutica, ambos já falecidos.
Manuel (Neca) casou com Maria da Luz Ferreira dos Reis, com os filhos José Bernardino (já falecido), Maria da Ascensão (Maria-
zinha), Manuel, Armando, Albano, António e os gémeos Rui e Maria Laura Ferreira dos Santos Resende.
Armando Resende não casou e foi por várias vezes presidente da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira - nos mandatos de 1955/59, de 1964/67 e de 1968/71. Entre 1960 e 1963, foi secretário.

Manuel Maria Ala de Resende faleceu em Óis da Ribeira a 22 de Abril de 1948, a três meses de completar 73 anos. RIP!!!

terça-feira, julho 30, 2019

Inauguração, há 108 anos, do Centro Republicano de Óis da Ribeira

A acta de constituição, há 108 anos, do Centro
Republicano de Óis da Ribeira
A República Portuguesa


O Centro Republi-
cano de Óis da Ri-
beira foi inaugurado a 30 de Julho de 1911 e o seu primei-
ro presidente foi Silvério Marcos dos Reis, eleito por aclamação e, ci-
tando a acta oficial, «quem mais traba-lhou para a funda-
ção deste Centro».
A cerimónia teve participação da Tuna, que, como recordou o histo-
riador Dinis Ramos nos seus 117 anos (em 2014), tocou a Marselhesa, o hino da Maria da Fonte e «A Portuguesa». 
O também antigo presidente da Câmara Municipal de Águeda, referiu na altura o «importante papel» que os ribeirenses em geral e em especial os «tunos» do inicio do século XX tiveram no movimento republicano de Águeda, aquando da criação do «batalhão para defesa da Repú-
blica», tendo sido criado em Óis da Ribeira, e por elementos afectos à Tuna, o Centro Repu-
blicano de Vigilância».
A acta foi assinada por Silvério 
Diamantino Silva
Marcos dos Reis (presidente do Centro Repu-
blicano), Diamantino Francisco da Silva (vice-presidente), Joaquim António Pires Soares (tesoureiro), Anacleto Pires Soares (secretário) e os vogais António José da Costa, Alexandre Pires Soares e Dinis Pires da Silva. 
O acto foi testemunhado, como se pode ver na imagem e pelas assinaturas, por José Pinheiro de Almeida, Ricardo Pires Soares (padre, que era o presidente da Junta de Freguesia), João Bernardino dos Reis, Albano Joaquim de Almeida e Manuel Joaquim Reis (também da Junta de Freguesia), José Maria Santos, Jacinto Pereira de Matos, Eduardo Costa, César Pires da Silva, António Henriques de Carvalho, Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha e Salvador Sucena Estima.
Joaquim António
Pires Soares

Centro Republicano
no Largo do Cruzeiro

O Centro Republicano de Óis da Ribeira ficava numa sala da casa de Joaquim António Pires Soares, que ficava no espaço agora ocupado pela Arcor e sede da Junta e Freguesia. 
A sala era «bastante vasta e tem luz de uma larga varanda que dá para o Largo do Cruzeiro» - o agora Largo do Centro Social. Estava «linda-
mente enfeitada com flores e heras» e, sobre a mesa da presidência, estava «um retrato de Afonso Costa, o ilustre ministro da Justiça».
Silvério Marcos dos Reis expôs «os fins altamente patriotas dos Centros Republicanos, que devem ser locais de educação cívica e nunca de assoalhamento das vidas particulares» e exaltou os voluntários de Óis da Ribeira, «duas dezenas de rapazes que ofereceram as suas vidas no momento em que se esperava haver necessidade de marchar para a fronteira».

Republicanos de
Águeda vieram de barco

O Centro Republicano de Águeda viajou de bar-
co até Óis da Ribeira, com o presidente Sousa Carneiro e a sua bandeira, acompanhados por um terço de voluntários do Batalhão Republicano de Águeda. 
A comitiva foi recebida por cidadãos republica-
nos e voluntários da freguesia, «alguns farda-
dos e todos já armados com as Mauser-Vergueiro, sob o comando do infatigável sargento Nogueira, e a Banda de Casal de Álvaro, ainda segundo o historiador Dinis Ramos. 
O Batalhão de Águeda formou e apresentou armas na hora do hasteamento da Bandeira Nacional da sede do Centro Republi-
cano, enquanto a filarmónica tocou «A Portuguesa». Também se ouviram aplausos e vivas entusiastas.

CDU preocupada com poluição do Rio Cértima e da Pateira

Victor Cardoso, morador de Barrô, Ana Valente, Francisco 
Simões, Fernando Gomes, Alice Caetano e NN, da CDU e 
em Barrô e no Rio Cértima


Uma delegação da CDU, com Ana Valente, candidata às próximas elei-ções legislati-
vas, e Alice Caetano da Direcção da Organização Regional de Aveiro e vários activistas de
Peixe morto no Rio Cértima
Águeda estiveram em contacto com a população de Barrô, no último sábado, 27 de Julho de 2019.
A visita teve participação de Victor Cardoso, do movimento de cidadãos mobilizados na defesa do rio Cértima, e permitiu «ter conhecimento da situação  desta bacia hidrográfica, que terá sido muito recentemente alvo de novas descargas ilegais». 
A isto, diz a CDU, «junta-se a falta de gestão adequada deste curso de água, e a falta de medidas de despoluição necessárias e justamente exigidas pelas populações».
O Baixo Vouga, pela sua importância sócio-económica, cultural e ambiental tem que ser alvo de uma gestão que possa dar resposta às justas preocupações das populações que ali habitam, sendo também necessário ter em conta que estas águas são utilizadas para a irrigação de campos de cultivo de arroz, abundantes nesta zona. Isto levanta preocupações do ponto de vista de saúde pública, o que torna ainda mais urgente a célere resolução deste problema, que é denunciado pelas populações há vários anos.
A poluição do Rio Cértima

CDU recomendou
medidas ao Governo 
A CDU, em comunicado, diz «ter respostas con-cretas e ainda este ano apresentou na Assembleia da República um projecto de resolução que recomenda ao governo uma série de medidas para resolver este grave problema». 
A fiscalização e monitorização da bacia hidrográfica do rio Cértima e seus afluentes, de modo a evitar descargas ilegais, a identificação de focos de poluição e o desenvolvimento de um plano de despoluição e controlo de espécies exóticas e infestantes ao longo do rio e na Pateira de Fermentelos são algumas das medidas propostas. 
O projecto de resolução prevê também «o apoio às autarquias locais, gravemente afectadas, de modo a que seja possível uma valorização ambiental, cultural e paisagística do curso do rio Cértima e da Pateira de Fermentelos».
«Continuaremos a acompanhar esta situação, continuando a exigir ao governo medidas concretas que não só respondam a este problema actual, mas também que possam pôr fim às causas estruturantes de poluição e da efectiva falta de gestão adequada da bacia hidrográfica do Cértima», garante a CDU.

segunda-feira, julho 29, 2019

Dia 29 de Julho: o nascimento de Zebedeu, a morte de Joaquim António!

Zebedeu Alves da Costa
Placa do Largo
Zebedeu Costa

O dia 29 de Julho, em anos separados por 113, regista dois acontecimentos de natureza diferentes mas de alguma forma relevantes da vida óisdaribeirense: um nascimento e uma morte.

- Ano de 1886, há 133 anos: O nascimento do barqueiro Ze-
bedeu Alves da Costa, mítica figura da realidade ribeirense da primeira metade do século XX.
Zebedeu era filho de Joaquim Alves da Costa, jornaleiro, e de Maria Bárbara, governanta de casa, neto paterno de Manuel Alves da Costa e de Ana Maria
Joaquim A E. Almeida
de Carvalho, neto materno de António
Lopes dos Santos e de Rosa Emília Soares, todos de Óis da Ribeira. 
O baptismo católico foi a 25 de Agosto do mesmo ano (1886), na Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira, numa cerimónia presidida pelo padre Joaquim Tavares da Silva. Os padrinhos foram Manuel Francisco Vieira (?), lavrador, e madrinha Ana Fernandes Corrêa, governanta de casa.

- Ano de 1999, há 20 anos: A morte, em aci-dente com arma de caça, de Joaquim Antó-
nio Estima de Almeida, de 62 anos. 
Natural do Crasto, freguesia de Recardães, casou em Óis da Ribeira com Estela Almeida Santos. O corpo foi encontrado por um filho, no quintal da sua casa da Rua da Pateira, por volta das 9,30 horas da manhã de 19 de Julho e quando o procurava para uma consul-
ta médica no Hospital de Águeda
O trágico acontecimento teve, ao tempo, dimensões particular-
mente agravadas na comunidade ribeirense pelo facto de, em Maio imediatamente anterior e a escassos 50 metros deste caso, se ter dado a morte do casal Maria Ascensão Gomes de Melo/An-
tónio Simões Pinheiro das Neves em circunstâncias particular-
mente dramáticas.

Testes na estação elevatória, alcatrão na Rua António Berna, sinal reposto

O teste à estação elevatória da Capela de Santo António, O sinal de sentido obrigatório
(e contorno do templo) foi finalmente recolocado 
Os trabalhos na Rua António Berna (foto de ontem)

Os trabalhos de reasfaltamento das valas das redes de saneamento de Óis da Ribeira continuaram hoje, na Rua António Bernardino.
Vá lá saber-se porquê, foram interrompidas na Rua da Pateira e «saltaram» para aquela, mas tudo bem, que tudo se faça com a rapidez que carece o cala-
mitoso estado em que os vários arruamentos estão, depois das intervenções feitas para a instalação das redes. E, entretanto, a Rua Manuel Tavares continua sem ponta de asfalto, assim, de resto, como a de Santo António.
A Águas da Região de Aveiro (AdRA), recordemos, em resposta ao d´Óis Por Três e pedindo «desculpa à população afectada pelos incómodos decorrentes» das empreitadas de saneamento e água de Óis da Ribeira, anunciou  o próximo mês de Setembro como o tempo do final das obras.
Falta mais de um mês, vamos naturalemnte acreditar que a promessa será cumprida! 
Sinal ao contrário atrás e...

Teste na estação
e sinal recolocado

Hoje, entretanto, e tanto quanto nos infor-
maram (imagem principal), uma brigada de trabalho esteve a testar a estação ele-
vatória instalada ao lado da Capela de Santo António.
Será esta, tanto quanto julgamos saber, que fará o bombeamento para a rede principal, que, por sua vez, fará chegar
... sinal como deve estar!
os resíduos sanitários à respectiva esta-
ção de tratamento.
Notório, entretanto, é ver-se a recolocação, devida, da placa de sentido obrigatório imediatamente a norte/nascente da capela e que há várias semanas estava virada ao contrário, provocando situações de iminentes acidentes. 
A questão foi levantada pelo d´Óis Por Três, a 5 de Julho (ver AQUI) e, recordemos, com a placa ao contrário desaparecia o sentido obrigatório de contorno do templo e «abria» tráfego nos dois sentidos nas traseiras do templo. As possibilidades de choques frontais eram mais que evidentes.
Questão resolvida e felizmente sem acidentes!

4º. Encontro Aveiro Volkswagen Group em Óis da Ribeira

Encontro de carros da marca Volkswagen na pateira de Óis da Ribeira
Aspecto da concentração de VW em OdR

4º. Encontro Aveiro Volkswa-gen Group de-
correu ontem em Óis da Ribeira, que continua a merecer lugar alto nas opções deste tipo (e ou-
tros) de realiza-
ções externas.
Eles, os organi-
zadores de even-
tos, lá sabem por que esco-
lhem a vila de Óis da Ribeira e o seu apetecível e incontornável parque turística da pateira.
A iniciativa envolveu cerca de uma centena de viaturas Volkswa-
gen, de vários modelos (até os inesquecíveis e inimitáveis «Caro-
chas»...) e anos de fabrico, sobre eles concitando mil curiosi-
dades. Aliás, até favorecidas e atraídas pelo facto de, mesmo ao lado, estar a decorrer a Festa do Peixe e os comensais desta acabarem, no geral, por passar pela concentração.
Uma das atracções do 4º. Encontro VW em OdR

Carros VW e
más... ruas !

A concentração tinha, também, espaços de mos-
tra e comercialização de produtos e acessórios da popularíssima marca alemã de automóveis.
«Espero que tenha sido tudo do vosso agrado, um grande obrigado a todos os presentes, um obriga-
do especial aos que vie-
Mostra de VW em Óis da Ribeira
ram de muito longe para o evento. Tentámos inovar, fazer algo de diferente e o sítio ajudou bastante, mas penso que estamos a crescer de evento para evento», contou Hugo Vidal, da Aveiro VW Group, acrescentando um «pedido de desculpa pelo mal estado dos acessos ao local, que a Junta de Freguesia não conseguiu acabar a tempo».
Quando a isso, nada a fazer... mas olhe, caro Hugo Vidal, olhe que a Junta de Freguesia (da União de Freguesias de Travassô e Óis nda Ribeira) nada tem a ver com o mau estado das ruas de Óis da Ribeira. São «culpas» da AdRA e das empresas adjudicatárias da obras das redes de saneamento e águas. Que vão já em 11 meses!
Voltem sempre! Depois de Setembro (de 2019), quando os as-
faltamentos devem estar concluídos e terminará o martírios das gentes de Óis da Ribeira e de quem visita a nobre vila.

domingo, julho 28, 2019

A edição 14 de Festa do Peixe de Óis da Ribeira

A festa do Peixe 2019 da Tuna / AFOR na pateira de Óis da Ribeira

Enguias fritas na
Festa do Peixe

A 14ª. edi-
ção da Festa do Peixe da Tuna / AFOR es-
tá a fe-
char por-
tas, uma vez mais com mui-
ta participação popular, nomeada-
mente de não óisaribeirenses
O efeito «peixe frito» há muito, na verdade, que galgou as fronteiras de Óis da Ribeira.
Por feixe frito entenda-se a variedade que vive nas águas da pa-
teira, apesar dos ataques ambientais que tanto a ameaçam, no-
meadamente partir das descargas do rio Cértima. Mas o esca-
beche de Óis da Ribeira «mata» tudo e saborear umas boas en-guias fritas (hum!!!...), uma boas carpas, uns pimpões ou achigãs, uns barbos, até umas taínhas..., tudo em escabeche e casando-as com uma boa batata cozida com a pele, é prazer dos deuses. 
E que se regue bem! Com apetite e moderação! 
O arraial teve música na noite de sábado (o grupo «Altamente») e tarde de domingo (concerto da Tuna/AFOR). Agora, agora... é só mesmo esperar por 2020!

Fotos DAQUI

Peixe, carros e outras coisas de Óis da Ribeira... a 28 de Julho!

A Assembleia Popular de Óis da Ribeira contra a União de Freguesias. 


O dia 28 de Julho de 2019 é tempo de Festa do Peixe da Tuna /AFOR e do Encontro da Aveiro Volkswagen Group (AVG), ambos a decorrer na margem da pateira de Óis da Ribeira.
O encontro de carros da marca alemã é entre as 10 e as 19 horas, na margem da pateira e com observação livre das viaturas e pontos de venda da artigo da marca. A Festa do Peixe inclui missa campal (às 10,30 horas), peixe fito a partir do meio dia e até acabar e concerto musical da Tuna /AFOR, por volta das três e meia da tarde, no coreto.
Que outras coisas terão acontecido em Óis da Ribeira, neste mesmo dia mas de outros anos?
Algumas. Vamos ver:
Aniceto F. Estima
- 1 895, há 124 anos: Nasceu Aniceto Fer-
nandes Estima, filho Manuel Fernandes Estima, lavrador de Cabanões, e de Mariana Jacinta Estima, governanta de casa de Óis da Ribeira. Foi combatente da 1ª. Grande Guerra Mundial e casou com Maria Pinheiro de Almeida a 18 de Julho de 1919. O casal teve os filhos Maria Dulce e José Valentim e, já falecidos, Carmen e Arménio Pinheiro Estima.
Era regedor de Óis da Ribeira quando faleceu, a 15 de Janeiro de 1929, vítima da queda da parede da casa de habitação que andava construir, na viela do Benjamim, Rua Manuel Tavares (Cabo).
- 1899, há 120 anos: Nasceu Vitória Pires Tavares, filha do professor Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha e de Maria Rosa Soares. Emigrou para o Brasil com as irmãs Carmen e Clarinda - esta por lá casando com outro ribeirense, Anselmo Soaresndos Santos, e por lá ficaram. Era tia materna de Porfírio, Lurdes, José (já falecido) e Fernando Tavares Pires - irmã de sua mãe, Neófita Alda Pires Tavares. E também irmã de Adelaide, que casou em Cabanões e foi mãe de José e Joaquim Pires de Carvalho (Foca). E de Arménio Pires Tavares, já falecido, em Angola, e pai de Mário e Cecília Tavares das Neves.
Padre Carlos Reis
- 1996, há 23 anos: Missa Nova do Padre Carlos Almeida Reis, na Igreja Paroquial de Óis da Ribeira. Tinha sido ordenado na Sé de Aveiro a 14 de Julho e celebrado Missa Nova em Ílhavo, onde sacerdotava Igreja de S. Salvador, a 21 seguinte. É filho de Manuel Fernando de Almeida Marques e de Rosa Maria dos Reis Santos. Abandonou o sacerdócio, constituiu família e trabalha na Câmara Municipal de Vagos.
 - 2012, há 7 anos: Assembleia popular de Óis da Ribeira, convocada pela Assem-
bleia de Freguesia, presidida por Manuel Soares (PSD) e para analisar e votar a eventual criação da União de Freguesias, neste caso com a de Travassô. 
A sessão não chegou ao fim, abandonada pelos populares óisda-
ribeirenses participantes e antes de se registar qualquer votação. Mal se adivinhava o que viria a sair na rifa do futuro.
Outros acontecimentos... «aconteceram». Registamos estes.

sábado, julho 27, 2019

Arcor, há 18 anos, apresentou maquete o centro social!

A maquete do Centro Social de Arcor foi publicamente apresentada já 18 anos!
A primeira placa do  Centro Social da Arcor, há 18 anos!

A Arcor apresen-
tou publicamen-
te a maquete do então seu futuro centro social no decorrer da festa de encerramento do ano social, a 27 de Julho de 2001. Já lá vão 18 anos. 
A festa decor- 
A cave que foi aberta a sul da primeira
reu no salão do restaurante Pôr do Sol e os participan-tes - nomeadamente os pais e familiares das crianças da instituição... -surpreenderam-se com a grandiosidade do edifício que se «mostrava» na ma-quete elaborada por um grupo do Centro de Forma-
ção Profissional de Aveiro, do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) de que, por coincidência, fazia parte a óisdaribeirense Tânia Marisa Neves de Almeida, filha de Joaquim Marques de Almeida (Capitão, já falecido) e Maria Fer-
nanda Simões das Neves Marques, que foram moradores da Rua Manuel Tavares (a do Cabo).
José Valente, Fernando Reis e Antero Gaspar

O lançamento
da 1ª. pedra 

A primeira pedra tinha sido lança-
da a 27 de Feve-
reiro de 2000, quase ano e meio antes, e a primeira fase da obra (ver a segunda foto) envolveu a construção da primeira placa, na direcção do diácono Fernando Reis. 
A cerimónia foi presidida pelo dr. Antero Gaspar (Governador Ci-
vil de Aveiro) e com presença do presidente da Câmara Municipal de Águeda em exercício (engº. José Elói Correia) e vereadores, para além do presidente da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira (Fernando Pires) e do dr. José Valente (o então director do Centro Distrital de Segurança Social de Aveiro) e outras individualidades.
A segunda e definitiva fase iniciou-se a 22 de Outubro de 2001, na direcção do presidente Celestino Viegas, com os trabalhos de mo-
vimentação de terras (para a que viria a ser a actual cave, ver ter-
ceira imagem), começando a construção propriamente dita 4 dias depois - a 26 de Outubro do mesmo ano de 2001.
- NOTA: Dados do site «Óis da Ribeira | Notícias, 
Curiosidades e Histórias», de Luís Neves AQUI

Tragédia de há 28 anos, em OdR: irmão envenenou irmão!

José António de Almeida Gomes


A comunidade óisdaribeirense foi tragicamente surpreendida, a 27 de Julho de 1991, há 28 anos, pela morte de José António de Almeida Gomes, de 27 anos, vítima de en-
venenamento provocado pelo próprio irmão. 
A morte não levantou quaisquer suspeitas iniciais, mas conversas dos seus companheiros de tra-
balho chegaram aos ouvidos e levaram a PJ a deter o irmão, João Carvalho (ao tempo com 17 anos) - na tarde de 1 de Agosto. 
O funeral foi até adiado para 2 de Agosto (depois da autópsia) e o João acabou por ser condenado a 16 anos de cadeia (julgamos que 16, citamos de memória), que parcialmente cumpriu numa penitenciária da área de Lisboa.
O Tribunal Judicial de Anadia concluiu que introduziu remédio do escaravelho na comida cozinhada pela mãe e que o José António levava para a fábrica (a Confersil) numa lancheira. Não a chegou a comer na totalidade, na hora do almoço, sentiu-se mal e foi levado para o Hospital de Águeda, onde acabou por falecer.
O João cumpriu pena e, actualmente, vive com a mãe, Juraci Al-
meida Gomes, na sua residência de Óis da Ribeira.

sexta-feira, julho 26, 2019

Câmaras Municipais contestam poluição do Rio Cértima...

Cartazes, em Barrô, contra a poluição do Rio Cértima
Peixe morto no Rio Cértima
Jorge Almeida

As  Câmaras Muni-cipais de Águeda e Oliveira do Bairro deslocaram-se ho-
je à Agência Portu-
guesa do Ambien-
te (APA) para «uma reunião de urgência» sobre os recentes casos de poluição ocor-
ridos Rio Cértima, que provoca-ram uma mortandade de peixes.
«Estamos disponíveis, enquanto Câmaras, para actuar, mas preci-
samos de competências», co-
mentou Jorge Almeida, presiden-
te da Câmara de Águeda, na As-
sembleia Municipal de ontem à noite e acrescentando que «aquilo é uma vergonha, percebo a indignação das pessoas».
O autarca aguedense respondia a queixas apresentadas por um cidadão no período aberto ao público e acrescentou que «o Rio Cértima está uma lástima» e que «a Câmara tem nestes casos o mesmo papel dos cidadãos, que é ser denunciante». 
Victor Cardoso

Autarcas pediram
medidas urgentes

O presidente da Câmara Municipal de Águeda, ainda sobre este caso, disse que «não fiscali-
zamos, a não ser que nos dêem competências». 
«Temos ideia de quem são as fontes poluidoras. O caudal é reduzido nesta época, o que agrava o problema», afirmou Jorge Almeida, lembrando ainda que ao longo do percurso do rio existem também diques para rega de arrozais.
Os autarcas de Águeda e Oliveira do Bairro foram pedir medidas urgentes à APA, a entidade a quem compete intervir. 
Vitor Cardoso, um travassÓisense descendente morador na fre-
guesia de Barrô, disse que o recorrente despejo de efluentes que poluem o Cértima «é um caso de saúde pública», apelando a «maior empenho» da autarquia já que as denúncias têm «caído em saco roto».
- Ver Carla Tavares (PS) exige despoluição do rio Cértima
- Ver Bloco de Esquerda exige medidas para acabar com poluição do Cértima