sexta-feira, agosto 31, 2018

Há 60 anos: inauguração da luz eléctrica em Óis da Ribeira!

A cabine de Óis da Ribeira foi construída em 1958. Há 60 anos!

Aires Carvalho e Santos, o
presidente da Junta de Fre-
guesia de Óis da Ribeira
José Neves

A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira de Óis da Ribeira reuniu a 31 de Agosto de 1958, há exactamente 60 anos!!! 
..., e sinalizou a conclu-
são dos trabalhos de electrificação da fregue-
sia, feitos pelos Servi-
ços Municipalizados (SM) de Águeda.
David Santos
O executivo era presidido por Aires Carvalho e San-
tos, que, a 17 de Novem-
bro de 1957, quando era tesoureiro, substituiu Ar-
mando dos Santos Ala de Resende (o presidente), que na altura se ausentou para Angola. David Soares dos Santos era o secretá-
rio (e continuou neste cargo) e José Pi-
nheiro das Neves assumiu as funções de tesoureiro. Era suplente, assim como António Marques dos Reis (da Zola).
Os autarcas de há 60 anos tinham sido eleitos a 17 de Outubro de 1954 e empossados a 5 de Outubro seguinte, pelo então presiden-
te da Câmara Municipal de Águeda - o dr. Fausto Luís de Oliveira.
O trio executivo ribeirense, na reunião de há exactamente 60 anos, considerou ser necessário iniciar os preparativos para a inauguração da rede eléctrica, que veio a acontecer em data que o d´Óis Por Três, infelizmente, não conseguiu apurar. Se alguém souber, que nos diga para doisportres2@gmail.com.

quinta-feira, agosto 30, 2018

José Resende nasceu há 113 anos. Faleceu há 35, em 1983!

José dos Santos Ala de Resende


O ribeirense José dos Santos Ala de Resende nasceu a 30 de Agosto de 1905. Há 113 anos!
Foi figura de relevo da Família Resende, filho do abastado comerciante Manuel Maria Ala de Resende e de Maria Ber-
nardina Tavares dos Santos Silva, neto paterno de Manuel Duas Cura de Resende e de Maria Augusta de Lemos (de Águeda) e materno de Manuel Tavares Duarte e de Maria Jo-
sé dos Santos Soares (ou Sil-
va). Sobrinho directo do padre (e mais tarde monsenhor) Jo-
sé Bernardino dos Santos Sil-
va (então pároco da Trofa e
Os pais de José: Manuel M.
Ala de Resende e Maria Ber-
nardina T. S. Silva (Soares)
seu padrinho de baptismo, realizado a 21 de Setembro desse ano de 1905, na Igreja Paroquial de Óis da Ribeira) e irmão de  Manuel (Neca) e Armando dos Santos Ala de Resende.
O seu casamento com Ana Tavares Esti-
ma (Resende), filha de Manuel Maria Ta-
vares da Silva e de Maria Laura Sucena Estima, realizou-se a 6 de Junho de 1930 e dele houve dois filhos, ambos já faleci-
dos: Paulo Augusto (sem filhos) e a dra. Laura Tavares Resende, farmacêutica, 
João Gomes
que casou com João Gomes e teve 6 filhos, todos eles vivos: Maria de Fátima, João Paulo, Maria do Rosário, José Fernando, Pedro Manuel e Maria do Céu Resende Gomes.
O neto João Paulo Resende Gomes é inspector do Ministério de Educação e o actual dono da casa de Óis da Ribeira e foi presidente da direcção da Arcor.
José Resende cursou na Escola Industrial e Comer-
cial de Águeda e foi guarda-livros em firmas de Es-
pinho e do Porto. Chamado pelo sogro, esteve em Angola durante muitos, como empresário do sector comercial, por lá angariando meios de fortuna.
Adquiriu a casa apalaçada da Rua Benjamim Soares de Freitas, que era da família de Manuel Filipe Soares, em data desconheci-
da, e nela residiu até à sua morte, a 25 de Dezembro de 1983 - já na situação de viúvo, desde 4 de Agosto de 1981, quando faleceu a esposa Ana Tavares Estima Resende.

quarta-feira, agosto 29, 2018

Cidadão José Manuel limpou o Cemitério Novo...


O Cemitério Novo foi limpo por um particular: José Manuel da Conceição Alves
José Manuel da Conceição Alves


O «mistério», para alguns, da limpeza, por corte e desbaste, das ervas do Cemitério Novo está desfeito: foi um particular, José Manuel da Conceição Alves, quem tal fez. 
O mais normal raciocínio apontaria para que tivesse sido a Junta de Freguesia da (des)União de Freguesias que, finalmente, estaria metida a brios, a fazer o seu mais elementar dever e ordenar a limpeza. E consta, até, que alguém se ofereceu para o corte das ervas, desde que lhe dessem o combustível. Mas que não, que não podia ser possível porque a Junta de Freguesia não tem tesouraria.
Não tem tesouraria e não tem outras coisas, que seriam bem úteis ao exercício desse magistério executivo.
Aliás, a Junta de Freguesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira não tem nada, nem sequer executivo eleito. 
É uma espécie de Junta de Freguesia Unipessoal, espartilhada e inoperante, condicionada por um corpete de forças que usa a democracia para atrasar. Não para desenvolver.
Mas isso é outro assunto, que o resolvam quando entenderem.
O que vem ao caso, aqui e agora, é sublinhar a disponibilidade do cidadão José Manuel da Conceição Alves para, a título pessoal e gratuito (tanto quanto sabemos, fazer o que a desvergonha autárquica não faz.
Limpou o Cemitério Novo e fez muito bem.
Parabéns pelo gesto!

terça-feira, agosto 28, 2018

Macau no Coração não esteve nas instituições de Óis da Ribeira...

O Grupo de Danças e Cantares Portugueses Macau no Coração esteve em Óis a Ribeira...
... e muito bem representado!

O Grupo de Danças e Cantares Portugueses Macau no Coração esteve em Óis a Ribeira  no dia 22 de Agosto, em visita social e turística, nomeadamente fazendo-se fotografar na margem da pateira.
O grupo está há alguns dias em Águeda, participando em diversas actividades cultu-
rais, por exemplo no Festival da Romaria Milagre da Ur-
gueira, em Macieira de Alcoba, onde actuou no dia 20 de Agosto.
A 22, esteve em Fermentelos, onde foi oficialmente recebido pela Junta de Freguesia e visitou as sede do Grupo Folclórico Senhora da Saúde locais. Na autarquia, foi avançada a ideia de o Grupo de Danças e Cantares Portugueses Macau no Coração apoiar a criação de um centro náutico para a prática de remo em Barcos Dragão - típicos de Macau.
Corrida de Barcos Dragão em Macau...

Óis da Ribeira de
orelhas moucas !

Óis da Ribeira fez orelhas moucas à iniciativa.
A Junta de Freguesia da (des)União de TravassÓis não funciona e inexistiu. Nem sequer foi falada para receber a delegação do Grupo de Danças e Cantares Portugueses Macau no Coração. Deu nisto, tanta inexistência, ao 11º. mês de autarcas travassÓisenses às zaragatas e politiqueirices.
A Arcor esteve nas suas 7 quintinhas, aonde parece sentir-se muito bem (e sem ser incomodada...), e dela não se ouviu falar, ou procurada sequer foi. Sabemos, no entanto, que foi em tempos (há sensivelmente um ano...) convidada a participar no projecto dos Barcos Dragão, mas, à sugestão e/ou desafio, ficou calada, surda, muda e quietinha.
Trabalhar dá muito... trabalho!
Por alguma razão se «remou» para a outra margem, onde outra gente percebeu que a ideia pode ser muito interessante. Ainda que dê trabalho!

segunda-feira, agosto 27, 2018

Particulares limpam passeios e valetas de Óis da Ribeira...

Operação particular de limpeza da ladeirada escola na Rua Nossa Senhora de Fátima 
O passeio poente da rua está limpo pelos moradores

A Junta de Fre-
guesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira é o que (não) é e o povo, envergo-
nhado, vai fazen-
do o que o (não) executivo não faz.
A nossa simpá-
Passeio limpo, a poente, e ervado, a nascente
tica correspon-
dente local man-
dou-nos esta manhã  flashs de um momento de limpeza da Rua Nossa Senhora de Fátima, no troço da ladeira da escola para o Bairro Alto. Lá andou uma se-
nhora a limpar as ervas da frente da sua casa e aido. E outras an-
daram, dando exemplo cívico a outros moradores mas, principal-
mente, aos (des)eleitos do chamado poder local.
Mais para sul, imediatamente (na segunda imagem, a do muro e grade brancos), já se vê limpo o passeio da frente da casa da pro-
fessora Maria José Tavares. Sabe o d´Óis Por Três que em outras ruas da freguesia se vão limpando passeios e valetas.
São bons exemplos! Que devem ser seguidos!

Os eleitos de
Óis a Ribeira 

Os eleitos de Óis da Ribeira continuam convertidos às agendas partidárias e os interesses do colectivo que os elegeu pouco lhe dizem. Ou nada.
Os bons exemplos que acima citamos - os bons exemplos da vontade e diligência particulares... - deveriam envergonhar os politiqueiros que, há precisamente um ano, tiveram a ousadia e o descaramento de, de porta em porta, não se cansarem de aldrabar o povo eleitor. Para lhe cravar o voto.
O d´Óis Por Três sabe que esta questão da (não) limpeza dos espaços públicos se repete em Travassô. Mas isso é lá com os travassonenses. Que se arranjem.
O que incomoda é que a (des)União de Freguesias travassÓi-sense, desde que criada e instalada, tanto tenha abandonado e desprezado a terra e o povo de Óis da Ribeira, desde o mariano mandato do presidente Martins, passando para o inexistente (e enevesoado) mandato de Sérgio Neves.
O que os eleitos de OdR deveriam fazer, por questão de honra e respeito pelos valores ribeirenses, sabemos todos o que deveria ser. Mas falta a boa gente a planta espermatófita, angiosperma e dicotiledónia que se vende na praça e nos supermercados e é muito usada nas cozinhas, para saladas e outros empratados. 

domingo, agosto 26, 2018

Os bens da Igreja de Óis da Ribeira em 1929...

A Igreja de Óis da Ribeira, com
o portal do Século XVII
Cruz de prata do Século
XVII, da Igreja de OdR


A Portaria nº. 6365 do Minis-
tério da Justi-
ça e dos Cul-
tos, da Repú-
blica Portu-
guesa, deter-
minou, a 26 de Agosto de 1929, há 89 anos, a entre-
ga de vários bens à corpo-
ração encar-
regada do cul-
A Capela de Santo António (Século XVII)
to católico na freguesia de Ois da Ribeira, concelho de Águeda.
O documento citava, ex-
pressamente, que «sejam entregues, em uso e admi-
nistração, a Igreja Paro-
quial, com sacristia, sala de sessões, casa de arrecada-
ção, dependências e objec-
tos cultuais, e uma capela pública», bens que tinham 
A Portaria de 26 de Agosto de 1929
sido «oportunamente ar-
rolados por efeito da Lei de 20 de Abril de 1911».
A Capela de Santo era (é) a de António!

Entrega com
inventário !

A entrega, ainda segundo a mesma Portaria, «será feita mediante inventário, pelo administrador do concelho e com interven-
ção das entidades a quem a sua guarda ou administração está actualmente confiada».
Em alguma data, posterior a 22 de Abril de 1912, houve alteração da posse de tais bens, pois neste dia foi dado como certo o inven-
tário dos 94 bens que, no dia 12 anterior, tinham passado do Esta-
do para a Comissão Cultual. Outra data localizada pelo d´Óis Por Três (na revista «Óis da Ribeira | A História, as sedes e as Jun-
tas») aponta o dia 11 de Março de 1915 como a passagem de pos-
se de tais bens para a Igreja, «dando-se nota da  falta de alguns objectos, nomeadamente de 10 peças de prata do resplendor e também um mocho».
Alguém, algum dia, fará a história correcta destes acontecimen-
tos da vida ribeirense. E outros, quiçá. Quiçá um dos notáveis es-
critores de Óis da Ribeira.

sábado, agosto 25, 2018

O dia 25 de Agosto na memória dos ribeirenses...

A apanha do moliço na pateira (a net). A forma das bateiras faz pressupor que sejam
moliceiros de Óis da Ribeira. Alguém reconhece alguém?
Casal de Óis da Ribeira a carregar moliço para
adubar as terras. Parecem ser Manuel e Izilda

O dia 25 de Agosto foi, em outros tempos, para aí uns 3 anos para trás, tempo da abertura da apanha do moliço na pateira. Hoje, não há abertura, nem moliço. Há jacintos!
A tradição era antiga e já não é do tempo do d´Óis Por Três, que praticamente conheceu a pateira já do tempo d sua eutrofização e, muito vagamente, algis moliceiros por lá andarem na apanha. 
Há, no entanto, histórias que passaram da lareira dos avós para a memória colectiva e levam a recuar para os dias 25 de Agosto.
Eram os dias em que, por um acordo entre as Juntas de Freguesia ribeirinhas, começava a segunda campanha de cada ano e o sino da Igreja de Fermentelos dava o sinal para que os povos de Óis da Ribeira, Espinhel, Fermentelos e (menos) Requeixo pusessem mãos à vara, fizessem «voar» a bateira e galgassem as águas da pateira para o apanhar, de ancinho puxado ao ombro e força de gigantes para o chegar ao lastro da pequena embarcação, a encher, e depois a remar até aos portos da margem e lá a descarregar. 
Ribeirenses a descarregar moliço
das bateiras. Imagem dos 60!

Moliço adubava
terras de cultivo
O moliço servia de adubo para as terras e tinha duas épocas de apanha. Era esta, a que abria a 25 de Agosto, e outra que seria por finais de Março e até Junho, salvo erro. Era carregado à força braçal, em carros de juntas de bois, ou nas carroças que as famílias menos abastada tinham (puxadas por uma vaca, como se vê na foto) e mais tarde em tractores, para as terras. 
A imagem mostra um casal de Óis da Ribeira a carregar uma carroça de moliço: ele, no serviço mais pesado e a exigir mais força (mandar o moliço, à forquilha, para cima do(a) carro(ça). Ela, em serviço mais leve, a acamá-lo, para que se segurasse na viagem.
Supõe-se que este casal seria o sr. Manuel Vieira (dito, o Putas), já falecido, e a sra. Izilda Viegas, ainda viva e a completar 98 anos no dia 25 de Dezembro próximo, dia de Natal. Será?
O moliço praticamente deixou de existir, nomeadamente depois da dragagem da pateira (em finais dos anos 80, por aí...), e já muito poucos se lembrarão dele e da importância que tinha na economia agrícola local.  Praticamente, só a geração sénior, na casa dos 65/70 e mais anos. E muito menos se lembram do 25 de Agosto e do seus rituais, dia do qual o d´Óis Por Três gostaria de conhecer mais pormenores. E alguém quiser ajudar...

Fábio Lopes na semi-final dos C! 1000 metros do Mundial

Fábio Lopes em declarações 
ao site da FP Canoagem



O canoísta Fábio Lopes, da Arcor, foi oitavo da sua semi-final da prova de C1 1000 metros do Campeonato do Mundo de Canoagem que se está a disputar em Montemor-o-Velho.
À hora deste post (11 horas da manhã), o atleta  internacional arcoriano ainda aguarda(va) os resultados da outra semi-final da competição para saber se será o melhor oitavo e, assim, ser apurado para a Final B.
Registou o tempo de 4.07.743, mais 16.076 que o vencedor da regata, o macedónio Oleg Tarnovschi. 
«A prova correu-me muito bem, dentro dos meus objectivos de passar a Final B, mas últimos metros comecei a levar com as ondas do canoísta russo», disse Fábio Lopes, na entrevista rápida registada no vídeo da Federação Portuguesa de Canoagem, que pode ser visto AQUI.
O atleta internacional do clube de canoagem de Óis da Ribeira disse também que «é muito bom para mim estar a representar as cores nacionais, para mais em casa».
«Sinto-me muito honrado», disse Fábio Lopes. 
Fábio Lopes e Hugo Cos-
ta, os 2 mundialistas 2018
da Arcor. Parabéns!

Fábio não apurado
para a Final B

A segunda semi-final de C1 200 metros «ditou» o não apuramento de Fábio Lopes, já que o 8º. classificado, o japonês Ryo Naganuma, viria a fazer melhor tempo - exactamente 4.03.508.
O canoísta nipónico viria, entretanto, a ser o último da Final B, com o tempo de 4.06.549, ainda assim melhor que o de Fábio Lopes na primeira semi-final (4.07.743).
De todo o modo e com todo o mérito, sublinhe-se a prestação do valoroso atleta internacional da Arcor, várias vezes campeão re-
gional e nacional, nesta edição do campeonato do Mundo de Canoagem - pela primeira vez disputado em Portugal.
Parabéns para o clube de canoagem de Óis da Ribeira - a Arcor e principalmente à respectiva Secção - e principalmente para ele!

sexta-feira, agosto 24, 2018

Fados de Coimbra nas Festas da Pateira de 1964


Jorge Rino

O dia 23 de Agosto de 1964, há 54 anos, foi domingo de festa da Pa-
teira ou, co-
mo então se dizia, os Tradicionais Festejos da Lagoa em Óis da Ri-
beira. Com Fados de Co-
imbra, pelo Grupo Coral de Estudantes Universi-
tários de Coimbra, de que fazia parte António Ber-
nardino, o Berna - que ainda há dias aqui re-
cordámos.

Pateira sem
energia eléctrica

O d´Óis Por Três, na pas-
sagem dos 54 anos deste curioso acontecimento, achou estranho que a chamada segunda parte dos festejos fosse no Largo Central (que hoje conhecemos por Largo do Centro Social) e, de pergunta em pergunta, ficámos a saber que, na verdade, o programa da noite ali decorreu. Por uma simples razão: não havia corrente eléctrica na pateira. Eram outros, os tempos!
O professor Jorge Rino fazia parte deste grupo (era o viola) e, no magnífico texto que assina no blogue Guitarras de Coimbra, que citamos, lembra que o evento contava ainda com "três orquestras bairradinas": Os Perús, do Troviscal, Os Faraós, da Mamarrosa (que actuaram na pateira, a partir das 15 horas), e o Estrela Azul, de Oliveira do Bairro.
«Foi juntamente com essa orquestra Estrela Azul que, pelas 21,30 horas, nós subimos aos corêtos, segundo informava o cartaz», escreve o professor Jorge Rino, que é de Recardães, explicando que «os corêtos consistiam numa camioneta de carga com os tai-
pais baixados, um mastro em cada canto da caixa de carga, onde estavam amarrados uns fios eléctricos com 3 ou 4 lâmpadas, e outros tantos cordões com flores de papel».
«E até tinha amplificação sonora, debitada por um altifalante de corneta», sublinhou o professor Jorge Rico no seu excelente texto, concluindo: «
Só te digo que foi um êxito».
- Ver AQUI, com o
texto de Jorge Rino

Hugo Costa em 8º. lugar na Final B de KL2 200 metros



O paracanoista Hugo Costa, da Arcor foi 8º. classificado da prova de KL2 200 metros do Campeonato do Mundo de Canoagem que está a decorrer no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho.
O atleta internacional do clube de Óis da Ribeira integra a selecção nacional portuguesa e entrou em pista às 10,15 horas da manhã de hoje (24 de Agosto de 2018), fazendo o tempo de 50.215, mais 3.410 que o vencedor da prova, o ucraniano Volodymyr Velhum (46.805). 
Seguiram-se, por esta ordem, o casaquistanês Bibaryz Sparay (46.865), o inglês David Phillipson (47.165), o português Norberto Murão (47.195), o polaco Robert Studzizba (49.405), o húngaro András Rozbora (49.555), o chinês Wei Shi (50135). Depois de Hugo Costa e em 9º. lugar, ficou o russo Igor Korobeynikov (50.410).
Hugo Costa, recordemos, tinha sido 7º. classificado na primeira eliminatória e com igual posição na semi-final, apurando-se para a final B a 22 de Agosto, no mesmo Mundial de Canoagem que se está a disputar em Montemor-o-Velho.

quinta-feira, agosto 23, 2018

Fábio Lopes apurado para a semi-final do Mundial de Canoagem!

Fábio Lopes, canoísta internacional da Arcor, apurou-se para a semi-final de C1
200 metros do Mundial que está a decorrer em Mpontemor-o-Velho

Fábio Lopes

Fábio Lo-
pes, da Ar-
cor, foi 6º. classificado da elimina-
tória de ho-
je do Cam-
peonato do Mundo de Canoagem e apurou-se para a semi-final da prova, marcada para o próximo sábado, dia 25 de Agosto de 2018.
O atleta internacional da Arcor fez o tempo de 4.32.745 e o vence-
dor desta eliminatória foi o brasileiro Isaquias dos Santos, com 4.10.934 (apurando-se directamente para a final). Seguiram-se o húngaro András Bodonyi, segundo (4.12.484), o italiano Carlo Tac-
cinio (4.23.290), o romeno Catalin Chirila (4.29.190) e, em 5º. lu-
gar,  o eslovaco Matej Rusnak (4.30.480).
O tunisino Ghailene Khattali foi o sétimo e último a passar para as semi-finais (4.47.131), o que não aconteceu ao canoísta moçambicano Joaquim Lobo (5.24.248).

Semi e finais
no sábado

As semifinais de C1 1000 metros estão mar-
cadas para as 10,12 horas de sábado próximo, dia 25 de Agosto.
A Final B disputar-se-á um pouco mais de uma hora depois, às 11,38. A Final A, será às 12,11 horas, desejando-se que Fábio Lopes dispute esta, para ela se apurando.
«Estou lado a lado com os melhores do mundo e isso, para mim, é um enorme prazer e uma motivação extra», comentou Fábio Lo-
pes na sua página de facebook, acrescentando que se sente «bem preparado fisicamente e psicologicamente”.
“Prometo honrar as cores nacionais até ao último metro e agra-
deço a todos o apoio que me têm dado, ao longo desta época. Acredito que o melhor ainda há-de vir”, concluiu o atleta interna-
cional da Arcor, clube de canoagem de Óis da Ribeira.

Fábio e Hugo, da Arcor, no Mundial de Canoagem!

A selecção nacional que está a disputar o Mundial de Canoagem 2018, com os
arcorianos Hugo Costa e Fábio Lopes. Óis da Ribeira ao mais alto nível!
Fábio Lopes


Os atletas Fábio Lopes e Hugo Costa, ambos da Arcor, estão a participar o Mundial de Canoagem que desde ontem se está a disputar na pista do Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho.
O internacional para-olímpico Costa disputou ontem a prova de KL1 200 metros e classifi-
cou-se em 7º. lugar, na eliminatória e na semi-
final, apurando-se para a Final B - que dispu-
tará amanhã, 24 de Agosto, às 10,15 horas.
Hugo Costa
Fábio Lopes entra hoje em competição, dia 23 de Agosto de 2018, disputando a prova de C1 1000 metros, marcada para as 15  horas.

2 Arcor´s no
Mundial 2018

O Mundial de Velocidade e Paranoagem arrancou ontem, dia 22 de Agosto de 2018 e em Montemor-o-Velho, com Portugal a ser o país organizador e a participar com a maior comitiva de sempre numa prova deste género. 
O Mundial envolve 1700 atletas, de 70 países, está orçado em 1,3 milhões de euros, “o que duplica o orçamento da federação em 2018”, e contará com um staff de 300 colaboradores. E com dois atletas da Arcor, o que é extraordinário e comprova a excelência do trabalho desenvolvido pela Secção de Canoagem.
Parabéns à Arcor, ao Fábio e ao Hugo!




quarta-feira, agosto 22, 2018

Ministério deu 900 contos para a construção da ponte!

A ponte de Ois da Ribeira foi inaugurada a 25 de Maio de 1952
Outra imagem da ponte de Ois da Ribeira

A epopeica odisseia da construção da ponte de Ois da Ribeira galgou obstáculos sobre obstá-
culos, até que, em festa, o povo vestisse o seu fato domingueiro para a inau-
guração, a 25 de Maio de
Benj. Freitas
1952 - um dia que ficou histórico da comunidade ribeirinha. E histórico continua.
A 22 de Agosto de 1949, hoje, precisamente, se fa-zem 69 anos, a Junta de Freguesia de Óis da Ribei-ra, presidida pelo benemérito Benjamim Soares de Freitas, enviou, ao Ministro das Obras Públicas, um telegrama de vivo agradecimento, por ter sido lan-
çada mais mais uma verba em benefício da cons-trução da ansiada ponte.
Nada mais nada menos que 900 contos!
Para se ter uma ideia do valor actual e tendo como base o portal da PORDATA, os mesmos 900 000$00, se fossem atribuídos em 1960 e convertidos na moeda de hoje, seriam exactamente  394 882,40 euros.
Recuando 11 anos (a 1949, quando foram atribuídos), os mesmos 900 000$00 hoje seriam bem mais euros, mas não é possível fazer a conversão na PORDATA para data anteriores a 1960.
Recordemos que a freguesia de Ois da Ribeira, para esta grandio-
sa obra, grande ambição do local, contribuiu com 100 000$00, que foram angariados entre a população e entregues na Câmara Muni-
cipal de Águeda a 7 de Agosto desse ano de 1949. 
A Câmara Municipal de Águeda ficou encarregada de enviar os re-
feridos 150 000$00 para a Direcção do Serviço de Pontes (DSP) da Junta Autónoma de Estradas (JAE), tutelada pelo Ministério das Obras Públicas.
A Junta de Freguesia de Ois da Ribeira, para além do presidente Benjamim Soares de Freitas, incluía o secretário José Maria Es-
tima e o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes).

Mais 900 contos para a ponte


terça-feira, agosto 21, 2018

Desagregar a freguesia... OdR foi contra a União!

O povo de Óis da Ribeira manifestou-se contra a agregação, a 28 de Julho de 2012.
Mas os seus políticos de então fizeram orelhas moucas à vontade popular...

O país oisdaribeirense acordou esta manhã com a notícia sobre uma pro-
posta de lei do Governo que pretende criar um novo mapa de freguesias, com efeitos práticos já nas eleições autárquicas de 2021.
Dito de outra maneira, uma lei que abrirá uma porta para a separação de Travassô e Ois da Ribeira.
Já por volta da 1 horas da manhã, o d´Óis Por Três fora despertado para a proposta do Ministério da Administra-
ção Interna, pela leitura das capas dos jornais nos pro-
gramas televisivos. Faltava conhecer o pormenor.
E o pormenor, lida a im-
prensa desta manhã, digamos que é muito vago. Mesmo muito, muitíssimo vago. Digamos que foi um mensagem governamental para apalpar terreno.
Para já, e mesmo que tal promessa vá por diante, o diploma que a imprensa de hoje noticia não garante a desagregação automática.
Dará essa possibilidades aos autarcas locais, baseando-se numa lei que ainda não se conhece - nem, naturalmente, se quer se sabe se será aprovada. 

Isto é: nada se sabe, a não ser que, eventualmente, este putativo boato lançado aos 4 ventos, não passa, por enquanto, de...nada.

Vão votar os mesmos
que votaram a união?

A ver bem, tudo isto cheira a estultícia, a joga-
da eleitoral dos autores da suposta proposta.
A mais uma habilidade dos artistas da política, para, na sua esganada fome de votos, mais uma vez enganarem o povo.
Cheira a mais uma ilusão!
Quais serão os critérios do tal diploma?
Sabe-se já que o alegado e eventual diploma não reverte directa-
mente a fusão imposta em 2013, mas a porá, provavelmente, nas mãos dos autarcas.
A decisão de desagregar será dos... autarcas. 
Mas em que termos?
E que autarcas?
Os mesmos que, no caso de Óis da Ribeira, se associaram à agre-
gação, cantando e rindo como se fossem para uma romaria?
E que votaram a favor de União?
Ou os que, eleitos há menos de um ano, são protagonistas assumidos das maiores das vergonhas da política local de todos os tempos?
O d´Óis Por Três afirma-se colectivamente adepto da desagregação, sempre foi (e será) contra a agregação, mas confessa-se pouco confiante na movimentação dos seus eleitos para que Ois da Ribeira recupere o anterior estatuto: o de freguesia só!
O povo de Óis da Ribeira foi contra a agregação
Ois da Ribeira 
é contra
a agregação

O povo de Óis da Ribeira manifes-
tou-se claramente contra a agrega-
ção, ou a união de freguesias, numa sessão pública que, a 28 de Julho de 2012, encheu o salão da Arcor.
A proposta da Assembleia de Freguesia dessa data, presidida por Manuel Soares (PSD), era  analisar a agregação de freguesias e o povo de Óis da Ribeira, em protesto contra o que lhe queriam fazer ir, abandonou os trabalhos da sessão, deixando os políticos locais a falar para as paredes, ou para eles mesmos - eles, que não souberam, ou não foram capazes de assumir a defesa dos interesses de Óis da Ribeira, deixando cair o ouro para o bandido.
Passados um pouco mais de 6 anos e com os péssimos  exem-
plos dados, e continuados..., pelos poderes eleitos da (des)União de Freguesias, bem se pode dizer que a morte da união imposta é o caminho a votar pelos ribeirenses.
Que morram os traidores!
- Ver notícia,  AQUI
- Povo de OdR contra a agregação, ver AQUI

António Berna nasceu há 77 anos. Faleceu em 1996!

«Flores para Coimbra», em 1969, o
segundo disco de António Bernardino
António Berna


António Ber-nardino Pires dos Santos (o Berna), teria feito 77 anos, ontem, dia 20 de Agosto de 1941.
Faleceu a 17 de Junho de 1996, de doença, e está se-
pultado no Cemitério Novo de Óis da Ribeira, a sua terra natal, da Rua Manuel  Tavares (a do Cabo). 
«Baladas», disco de António Bernardino
A 10 de Junho de 1995, foi condecorado pelo Presi-dente da República, Mário Soares, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, por «relevantes serviços prestados à cultura».

Quem é quem,
António Berna!

António Bernardino Pires dos Santos (o Berna) é filho de Aires Carvalho e Santos e Maria Pires dos Reis e fez o Liceu em Aveiro, onde deu os primeiros passos nas cantigas, na Récita de Finalistas de 1961/62 e em inúmeras serenatas, tão em voga na época. Do seu primeiro Grupo de Fados de Aveiro fizeram parte  António Andias, António Castro, Carlos Lima e Mário Cruz.
Chegou a Coimbra em 1963 e desde logo as suas grandes capaci-
dades de intérprete o guindaram à ribalta da Canção Coimbrã. 
Companheiros dessa época foram António Portugal, os irmãos Melo (Eduardo e Ernesto), Octávio Sérgio, Nuno Guimarães, Ma-
nuel Borralho, Francisco Martins, Hermínio Menino, Jorge Rino, Rui Pato, Durval Moreirinhas e Jorge Moutinho. Colaborou com quase todas as Secções Culturais da Associação Académica de Coimbra (Orfeão, Tuna, CITAC, Coro Misto / Danças Regionais) e manifestações académicas (saraus, serenatas monumentais, atadas, festas de Repúblicas, etc.).
«Guitarras do Meu País», um dos
discos de António Bernardino


Discos a discos,
de António Berna

António Bernardino gravou o primeiro disco em 1964, do qual faziam parte temas co-mo a «Samaritana» e «Fado do 5º. Ano Médico». 
Alguns dos seus registos fonográficos, nomeadamente os de contestação, não che-garam ao grande público, em-
bora existam alguns exem-
plares guardados religiosa-
mente em colecções parti-
culares e dos muitos admi-
radores de António Bernar-
António Bernardino
em fase mais recente
dino - o nosso António Berna.
O LP “Flores para Coimbra” foi gravado em 1969 e é, sem dúvida, o seu mais importante trabalho - um trabalho que marcou um mo-
mento histórico de verdadeira viragem.
António Bernardino considerou-se influen-
ciado por José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e pela poesia de Manuel Alegre. Gravou, oficialmente, cerca de 50 temas, o que é absolutamente extraordinário.
Em 1967, foi mobilizado para a guerra colo-
nial, por terras de África, embarcou para Moçambique e lá permaneceu até 1974 - até à independência. A partir de 1975 e regressado de África, passou a residir em Lisboa, mas sem nunca abandonar o fado.
Licenciado em Ciências Geográficas foi professor do ensino se-
cundário durante 18 anos e exerceu o cargo de vice-presidente dos Serviços Sociais da Universidade de Lisboa, mas continuou sempre a cantar e a participar em espectáculos, gravações de discos e programas de televisão e rádio - em Portugal e também no estrangeiro. 
Nesta fase, foi acompanhado por António Portugal, António Brojo, João Bagão, Octávio Sérgio, Aurélio Reis, Luis Filipe, Rui Pato, Durval Moreirinhas e tantos outros grandes instrumentistas.
António Bernardino (o Berna) foi, seguramente, o cantor que mais divulgou a canção de Coimbra no estrangeiro. Dos Estados Unidos à ex-União Soviética, da América Central à Tailândia, da América do Sul à Malásia, da África a Macau, a todos levou um pouco da cultura coimbrã.

Evocação da Arcor, com entrega, pelo vereador 
Pinto Galvão, de um ramo de flores a Maria
 Pires dos Reis, mãe de António Bernardino

Homenagens em
Óis da Ribeira !
A Rua António Bernardino vai da Escola
à Rua da Pateira (entre estrelas)
Óis da Ribeira ho-
menageou-o a 16 de Novembro de 1996, atribuindo seu nome à rua que vai da es-
cola à pateira e realizando, então, uma das maiores manifestações cívicas ribeirenses de sempre, neste caso ao «cantor de fados de Coimbra que se assumiu sem medos ou recuos, como uma voz da liberdade», com então afirmou Paulo Sucena, na cerimónia de evocação solene e oficial, conside-
rando-o «inapagável da história da canção coimbrã».
A homenagem teve dimen-
são nacional, tendo o Pre-
sidente da República, Mário Soares, sido representado por Jorge Veiga (magnífico Reitor da Universidade de Coimbra, onde Berna estudou). Presentes estiveram também as Academias de Coimbra, Aveiro e Lisboa (onde foi 17 anos presidente dos Serviços Sociais), Governador Civil de Aveiro (Antero Gaspar), Delegado Distrital do INATEL (Orlando Cruz), presidentes da Câmara (Denis Ramos Padeiro) e Assembleia Municipal de Águeda (Horácio Marçal).
A evocação de 19 de Junho de 2004, pela Arcor, incluiu uma oração de saudade, a cargo de Paulo Sucena, e a actuação do Grupo de Fados da Associação Cultural Coimbra Menina e Moça, formado por antigos estudantes que, desde 1998, tem vindo a “divulgar a canção de Coimbra”. É formado por Alexandre Cortesão, António de Jesus e Alcides Freixo (guitarras), Anibal Moreira, Bernardino Gonçalves e Fernando Plácido (violas) e José Miranda, José Neves e Abel João (cantores). Já em 2003 tinha estado em Ois da Ribeira.- Recordar a voz de António
Bernardino, o Berna,  AQUI