domingo, outubro 31, 2021

O referendo, há 25 anos, sobre a vista pascal na paróquia de Óis da Ribeira!

Os dois grupos no final da visita pascal de 2014 e na nave da igreja matriz 
Os padres António Fonseca
e Júlio Granjeia

Referendo na Paróquia
de Óis da Ribeira


A Paróquia de Santo Adrião de Óis da Ribeira realizou, há 25 anos, um referendo para auscultar os cristãos sobre o dia e modo de realizar a Visita Pascal.
O escrutínio da inédita consulta democrática no seio da Igreja Católica Apostólica Romana realizou-se no final da missa dominical de 27 de Outubro de 1996 e a maioria apontou para que se realizasse à 2ª. feira. 
Votaram 136 cidadãos e 96, na verdade, votaram a favor de a vista pascal continuar à 2ª.-feira, como já era tradição - na altura desde há mais de meio século. 
O d´Óis Por Três quis saber, mas ninguém nos soube responder, concretamente, da razão por que era á 2ª. feira? Tempo houve, ouvimos de familiares e amigos mais idosos, que era à 2ª. feira por ser a mais pequena das duas paróquias (as de S. Miguel de Travassô e Santo Adrião de Ois da Ribeira) que desde meados Século XX (anos 50 para 60) eram paroquiadas pelo mesmo sacerdote, com residência em Travassô.
O argumento, assim nos disseram, era o de que o padre era o mesmo e não tinha tempo ao domingo para o compasso as duas paróquias. Era então todo o domingo para Travassô e 2ª. feira de tarde para Óis da Ribeira. Mas isso era... antigamente. E agora?
Agora, o pároco já não faz a visita pascal há para aí uns 20 anos anos e o compasso passou a ser feito por leigos e continuando a ser à 2ª. feira. 
Supostamente, os mesmos leigos poderiam fazer a visita no domingo de Páscoa, mas continua a ser à 2ª.-feira e, como todos sabemos, com cada vez mais menos famílias a abrirem as suas casas à Visita Pascal.
As duas Cruzes de 2009

O referendo e duas
Cruzes à 2ª.-feira !

O que queríamos destacar, é o pormenor, assaz muito relevante, de a Paróquia de Santo Adrião de Óis da Ribeira ter realizado um referendo. 
Democracia, antes de tudo.
A visita pascal, até esse tempo, era participada pelo pároco e, ainda n tempo do padre António Fonseca, começou a realizar-se a partir do meio da manhã de segunda-feira - devido ao aumento de casas e famílias a visitar. O que, entretanto e com o passar dos anos tornou se tornou cansativo para o sacerdote e, por isso, já o tempo do padre Júlio Granjeia, necessário que saíssem 2 Cruzes.
O referendo realizado há 25 anos permitiu que votassem maiores de 18 anos e o sacerdote teria voto de qualidade se a votação fosse «empatada». Não foi preciso, pois 70,6% votaram a favor da Páscoa à 2ª.-feira.
Uma Cruz começava de um lado da Paróquia e outra de outra. A visita pascal de 2014, entretanto, teve a novidade de as duas cruzes andarem juntas, o que sempre permitiu que as famílias não fossem tão separadas porque elas, as Cruzes andavam muito distantes uma da outra e às vezes a chegada a uma casa da mesma família coincidia com a chegada a outra. Ora, omnipresente, só Deus, pelo que o convívio familiar era prejudicado.


* ANO 2009: ARCOR homenageou os seus campeões nacionais de canoagem! Albano de Almeida em 1879; o casamento de Rosa e do professor Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha em 1901; Alexandrina no lar da Misericórdia de Águeda em 1980!

Os campeões nacionais da ARCOR em 2009: Emanuel Macedo, Luís Silva, Amílcar Pina,
Andreia Fernandes, João Paulo Brinco (treinador), Inês Espinhal, Carlos Figueiredo,
Hugo Macedo e Tiago Tavares
Tiago Tavares

 

A ARCOR homenageou os seus campeões nacionais de canoagem de 2009 no decorrer de um espectáculo realizado a 31 de Outubro e integrado nas comemorações dos 30 anos da associação.
Tiago Tavares, que em 2016 se viria a sagrar campeão do mundo de sub-23, foi tri-campeão nacional em 2009 e emocionou-se na cerimónia do palco do salão cultural da ARCOR, quando quis «agradecer todo o apoio que sempre me foi dado».
«Não seu dizer mais...», afirmou Tiago Tavares.
A cerimónia teve presença da vereadora Elsa Corga, que falou da ARCOR como «um clube nacional de referência» e entregou uma lembrança ao presidente Agostinho Tavares, da direção da ARCOR.
João Paulo Brinco, dirigente, atleta e treinador do clube, agradeceu «todo o apoio da ARCOR e dos patrocinadores» e, um a um, chamou ao palco todos os campeões nacionais arcorianos de 2009:
- Tiago Tavares: C1 em 500 e em 100 metros e maratona (8 quilómetros).
- Hugo Macedo: K1, K2 e K4 em 200 metros, nos Torneios Abertos (TA).
- Emanuel Macedo: k2 E k4 em 200 metros e vice-campeão de K2, 2000 metros (TA).
- Inês Pinhal/Andreia Fernandes: K2 cadetes 2000 metros (TA).
- Luís Silva: C1 e C2, em 2000 metros (TA).
- Amílcar Pina: C2 e K4 (TA).
A equipa campeã nacional de K4 era formada por Emanuel Macedo, Luís Silva, Amílcar Pina e Carlos Adriano.
Outros oradores foram os treinadores André Coelho e André Santos, dizendo este que João Paulo Brinco «falou de todos mas não falou dele», que, referiu, «é a cabeça de todo este projecto».
António Brinco, antigo atleta bi-olímpico e actual vice-presidente da ARCOR, interveio para «felicitar toda a gente» e afirmar que «o grupo de trabalho é fantástico», que «começou quase o nada e agora é já uma referência nacional da canoagem».
A iniciativa incluiu a actuação das Velhas Guardas de O Cancioneiro de Águeda.


Outros tempos,
outros factos !
Albano de Almeida em 1879; o casamento de Rosa e do professor Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha em 1901; Alexandrina no lar da Misericórdia de Águeda em 1980! 
Albano Joaquim
de Almeida


1 - ANO 1879,
há 142 anos !
- ALBANO JOAQUIM DE ALMEIDA,
POLÍTICO REPUBLICANO: O óisdaribeirense Albano Joaquim de Almeida foi tesoureiro da primeira Junta Republicana de Óis da Ribeira, em 1910, e nasceu a 31 de Outubro de 1979. Há 142 anos.
filho do sapateiro Ricardo Joaquim de Almeida e de Ana Rita, governante de casa, era neto paterno de José Joaquim de Almeida e de Rosália Maria Ribeiro e materno de João Gomes Soares e Ana Rita. Residia na Rua do Cabo, a actual Rua Manuel Tavares.
A 5 de Setembro de 1908 e com quase 29, era empregado comercial no Barreiro e casou com Maria Oliveira da Maia, de 28 anos, solteira e governante de casa, de Travassô mas residente em Óis da Ribeira, filha de José Maria Ferreira da Maia (de OdR) e de Rita de Oliveira (de Travassô). Maria faleceu a 5 de Abril de 1940 e o casal não teve filhos.
Viúvo, casou a 17 de Dezembro de 1940 com Jesuína Alves de Almeida, nascida a 23 de Maio de 1901 e que faleceu a 30 de Setembro de 1984. O casal teve o filho Hercílio Alves de Almeida, falecido a 9 de Novembro de 2019.
Albano faleceu a 1 de Dezembro de 1964 e além de tesoureiro da JPR, empossada a 30 de Outubro de 1910 e presidida pelo padre Ricardo Pires Soares, foi vogal da JF de 1911/15 (também com o presidente padre Ricardo P. Soares). Episodicamente, terá integrado a vereação da Câmara Municipal de Águeda facto que não conseguimos confirmar.

Arménio Tavares
filho de Joaquim
Augusto Cunha

Assinatura dos noivos
e das testemunhas
2 - ANO 1901,
há 120 anos ! 
- CASAMENTO DE ROSA E DO 
PROFESSOR JOAQUIM AUGUSTO
TAVARES DA SILVA E CUNHA: O professor Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha consorciou-se a 31 de Outubro de 1901, há 120 anos, com Rosa Pires Soares, ambos de Óis da Ribeira.
Rosa, de 22 anos, solteira e agricultora, nasceu a 28 de Dezembro de 1878, filha de Joaquim António Pires Soares, abastado lavrador, e de Maria Rosa Tavares. Joaquim era estudante (viria a ser professor primário), tinha 24 anos e era filho de José Tavares da Silva, de Óis da Ribeira, e de Maria da Graça Cunha, de Paradela (Espinhel).
A cerimónia foi celebrada pelo padre Manuel Gomes de Andrade e testemunhas foram o lavrador Justino dos Reis e o carpinteiro José Maria dos Santos, ambos de Óis da Ribeira.
O casal, na altura, reconheceu Maria Vitória como sua legítima, nascida a 28 de Julho de 1899. Viria a ter mais filhos: Clarinda e Carmen (que com Vitória emigraram para o Brasil, de onde não voltaram), Arménio (Brasil e Angola, onde faleceu de acidente de viação, em Março de 1966), Adelaide e Neófita Alda - já todos falecidos.
Netos residentes em Óis da Ribeira e filhos de Neófita Alda são os irmãos Porfírio, Lurdes e Fernando, já tendo falecido José Tavares Pires. Filhos de Arménio são Mário (já falecido) e Maria Cecília das Neves Tavares.
O professor Joaquim Augusto teve um irmão médico (Albano Tavares, em Portel) e foi secretário da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira no mandato de 1943/45, presidido por Benjamim Soares de Freitas, com o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes).
A notícia no «Jornal da ARCOR»

3 - ANO 1980,
há 40 anos !
- INTERNAMENTO DE ALEXANDRINA
NO LAR DA MISERICÓRDIA DE ÁGUEDA: óisdaribeirense Alexandrina Rosa da Silva foi há 41 anos internada no lar da Santa Casa da Misericórdia de Águeda por «acção diligente da ARCOR», como ao tempo  reportava o jornal da associação e se vê no recorte ao lado.
«Sua mãe, lamentavelmente não teve a mesma sorte, porque a família directa não quis», acrescentava o jornal, referindo-se a Rosa da Silva, na altura já com mais de 80 anos, de vida modesta e sem grandes meios. A filha estaria na casa dos 60 e era viúva de José Maria Morais Júnior, que moraram na Viela doS Morais, na casa que é agora da filha Maria Amália.
Alexandrina, além de Maria Amália, era também mãe de Maria Benilde da Silva Morais, residente na Rua das Arroteias e avó de Andreia Filipa da Fonseca Fernandes, da Rua António Bernardino e que, a 28 e Setembro de 2021, concluiu o curso de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

sábado, outubro 30, 2021

ARCOR Social aderiu ao Projecto Cres(Ser)! Vagas nas valências infantis e seniores!

Projecto Cres(SER)

ARCOR 2021


A ARCOR Social aderiu ao Projeto Cres(SER), projeto-piloto que está a ser desenvolvido no concelho de Águeda, a partir do Centro de Saúde, no âmbito da Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP) do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Baixo Vouga.
O projeto assenta, essencialmente, numa «estratégia de intervenção baseada na literacia em saúde e intervenção psicossocial», propondo, na prática e crescentemente, «uma forma de olhar a primeira infância em que se preconiza uma atenção especial ao desenvolvimento emocional, social, cognitivo e cultural da criança».

E tudo isto a concretizar-se gradualmente «desde a vida pré-natal e, sobretudo, durante os primeiros três anos de vida», explicou o Centro de Saúde de Águeda, sublinhando que tal pode acontecer «através da promoção de um crescimento emocionalmente estável, em que a gestão dos afetos seja cuidada e reforçada ao longo da vida».
«Acreditamos que mudar o começo da história é mudar a história toda!», considerou o Centro de Saúde de Águeda, concluindo que «se queremos uma sociedade melhor, temos que cuidar da primeira infância».
ARCOR infantil e sénior

Vagas abertas para creche e pré-escolar
centro de dia e apoio domiciliário 

As respostas sociais da infância da ARCOR - a creche e educação pré-escolar - reabriram a 15 de Março de 2021, um ano depois do encerramento provocado pela COVID 19.
A suspensão das atividades lectivas e não lectivas presenciais ocorrera a 22 de Janeiro, nos termos do decreto governamental de «combate» à pandemia - na altura por um período mínimo de 15 dias, que acabou por se prolongar até meados de Março.
A creche funciona em articulação permanente com as famílias e contempla a promoção do desenvolvimento integral da criança, dos 4 meses aos 3 anos, proporcionando um clima de segurança afetivo e físico, acompanhando e estimulando o seu processo evolutivo, através de práticas adequadas para cada faixa etária.
A ARCOR tinha, na altura, 20 crianças em creche.
A pré-primária é a resposta social que se destina a proporcionar atividades educativas variadas a crianças dos 3 aos 5 anos de idade, de forma a prestar o primeiro nível de educação, preparando-as para o ingresso na escolaridade básica.
A ARCOR tinha, a esse tempo, 22 crianças em pré-primária.
A associação, entretanto, tem abertas inscrições para as duas valências infantis - assim como para o centro de dia e apoio domiciliário, as valências seniores. 
Os interessados em mais esclarecimentos podem contactá-la pelo email geral@arcor-ipss.pt ou pelos telefones 234629818 e 910509929.

* ANO 2005: O cortejo da ARCOR! Casamento dos avós de Jacinto Bernardo Henriques em 1886; a primeira Junta de Freguesa depois da República, em 1910!


O cortejo da ARCOR em 2005. Há 16 anos!
O cortejo de 2005 a chegar a ARCOR

A ARCOR organizou, a 30 de Outubro de 2005, há 16 anos, um cortejo de oferendas, que rendeu 1250 contos. Qualquer coisa como actuais 7 516,39 euros, segundo o conversor da Pordata.
O desfile teve acompanhamento de alguns músicos da Tuna Muscial, agora Associação Filarmónica de Óis da Ribeira, partiu do Largo do Café O Nelson e foi algo prejudicado pela chuva. Os leiloeiros foram José Pinheiro e António Prazeres e os leitões assados chegaram a render 70 e 80 contos - agora seriam, respectivamente, 420,92 e 491,05 euros.
Não teve os números das receitas dos cortejos de 2002 e 2003, na verdade bem mais significativas, mas mesmo assim interessante verba que entrou nos cofres da instituição. Era outros tempos, quando se pedia para fazer. Outros há, em que nada se pede, porque nada se transformou. Dizemos nós.
O presidente da direção da ARCOR era Agostinho Tavares.


Outros tempos, 
outros factos!
Casamento dos avós de Jacinto Bernardo Henriques em 1886; a primeira Junta de Freguesa depois da República, em 1910!


A Rua Jacinto Bernardo Henriques
 

1 - ANO 1866,
há 155 anos !
- CASAMENTO DOS AVÓS DO BENEMÉRITO 
JACINTO BERNARDO HENRIQUES: Os avós do (futuro) benemérito Jacinto Bernardo Henriques - Joaquina Jacinto - casaram-se a 30 de Outubro de 1866, há 155 anos.
Jacinto Bernardo Henriques, o mesmo nome do neto, tinha 25 anos e era carpinteiro, filho de Manuel Henriques Gregório e de Maria Lopes. Joaquina Rosa de Almeida, de 24 anos e costureira, era filha de José Maria de Almeida e Josefa Maria de Almeida.
O casal foi apadrinhado por José Pires Soares, escrivão do Juiz de Direito da freguesia, e José Maria de Almeida, lavrador e ambos de Óis da Ribeira. O casal teve pelo menos a filha Ana Rosa de Almeida, lavradora, que foi de mãe de Jacinto Bernardo Henriques, o futuro benemérito da freguesia, por ter financeiramente apoiado a construºao do Chafariz do Cruzeiro - o mesmo que agora está na rua com o seu nome, do Largo Centro Social até à ponte sobre o Rio Águeda.
Albano Almeida,
em cima, e José
Maria Morais
(ao lado)



2 - ANO 1910,
há 111 anos !
- A PRIMEIRA JUNTA DE FREGUESIA
DEPOIS DA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA:  A primeira Junta de Freguesia de Óis da Ribeira após a implantação da República, foi empossada há precisamente 111 anos, a 30 de Outubro de 1910 - então passando a denominar-se Junta Paroquial Republicana.
O presidente foi o padre Ricardo Pires Soares, até aí vogal e que substituiu o padre José Bernardino dos Santos Silva. Continuou o secretário João Bernardino dos Reis e o tesoureiro passou a ser Albano Joaquim de Almeida, com os novos vogais Jacinto Matos dos Reis e José Maria Morais.
O pároco de Santo Adrião de Óis da Ribeira, o padre José Bernardino dos Santos Silva, até aí presidente da Junta Paroquial, empossada a 26 de Janeiro de 1908, assistiu à sessão, mas recusou-se a assinar a acta. O regedor da freguesia era Manuel Joaquim dos Reis.

sexta-feira, outubro 29, 2021

Tuna / AFOR reapresentou-se com 4 jovens músicos saídos da sua Escola !

 

O maestro António Bastos e os 4 novos
jovens músicos da Tuna / AFOR
A Mariana e a Inês e, à
frente, o Martim e a Yara 


A Tuna / Associação Filarmónica de Ói da Ribeira voltou a serviços públicos e esteve na Granja da Oliveirinha, a 17 (com procissão adiada, devido ao mau tempo) e 24 de Outubro, abrilhantando a festa de Nossa Senhora da Guia.
O d´Óis Por Três já AQUI noticiou o evento e hoje, «pescando» na página oficial da instituição musical óisdaribeirense, damos conta que o dia foi histórico para 4 novos músicos, «saídos» da sua Escola de Música: os clarinetistas Martim Almeida e Yara Branco e as flautistas Mariana Alegria e Inês Miranda.
«Passados tantos meses, no passado domingo voltámos a participar num serviço religioso» comentou a direção de António Reis, referindo-se à procissão em honra de Nossa Senhora da Guia, na Granja da Oliveirinha.
«Além de assinalar o nosso regresso à atividade», sublinhou a direção tunante/aforiana que «este serviço foi o primeiro para 4 alunos da nossa Escola de Música» - o quarteto que acima indicamos - a eles desejando «os maiores sucessos tanto a nível musical como a nível pessoal!».
Assim, num «dois em um» muito especial, se faz a história de uma instituição que honra a cultura da vila de Óis da Ribeira e soube e foi capaz de resistir, sem desfalecimentos, à crise que a fez «hibernar» e estar sujeita às condicionamentos impostos pela gestão da pandemia global que tantos amargos de boca, sofrimento, dor e mortes trouxe ao mundo!
Aqui, também a música é vencedora!

* ANO 2013: A demolição da casa de Maria Eugénia Reis! Mãe citou filho em Tribunal em 1897; Leontina, a primeira baptizada da República, em 1910; as obras do centro social da ARCOR em 2001; e visita do PSD de Águeda em 2003!

O parque de estacionamento (ainda por ordenar) no espaço da casa de Maria
Eugénia Reis, demolida, e a nova casa (em frente), no Largo da Igreja

A casa que foi de Maria Eugénia Reis, ficava em
frente à Igreja Paroquial e foi demolida há 8 anos 


A demolição da casa de Maria Eugénia Estima Ferreira dos Reis (casa aqui ao lado) começou a 29 de Outubro de 2013, há precisamente 8 anos.
Demolida, fez  maior o largo da Igreja Paroquial de Santo Adrião e mais larga parte da Rua Benjamim Soares de Freitas.
O edifício fica mesmo em frente ao templo e o acordo da Câmara Municipal de Águeda envolveu 55 000 euros. A autarquia, para além da responsabilidade financeira, responsabilizou-se pela construção dos muros de vedação da nova área residencial e quintal de Maria Eugénia Reis. Já em construção.
A casa foi demolida assim que foram transferidos os bens da (ex)proprietária, para a sua nova residência (foto principal).
A Câmara ficou com o lote de construção entre a nova casa e a do vizinho Hernâni (a sul), com 381 m2 - que é agora um parque de estacionamento não ordenado. E já lávão 8 anos! Na frente, a proprietária cedeu cerca de 150 metros, que ficaram para domínio público.
A demolição, na prática, deu lugar ao alargamento da Rua Benjamim Soares de Freitas e à construção de passeios e rectificação da curva, especialmente beneficiando o Largo da Igreja. A adjudicação desta obra foi a 17 de Dezembro de 2015 e o contrato nº 7/2016/CMA assinado a 19 de Janeiro de 2016, entre a Câmara  de Águeda e a construtora A. Malheiros, Lda., de Arouca.
A empreitada foi no valor de 14 663 euros, mais IVA, e as obras envolveram a rectificação do alinhamento de curva existente.


Outros tempos,
outros factos!
Mãe citou filho em Tribunal em 1897; Leontina, a primeira baptizada da República, em 1910; as obras do centro social da ARCOR em 2001; e visita do PSD de Águeda em 2003

O DG 245/1897


1 - ANO 1897,
há 124 ANOS!
- ACÇÃO JUDICIAL DE MÃE CONTRA 
FILHO AUSENTE NO BRASIL: O Diário do Governo nº. 245, de 29 de Outubro de 1897, publicou um edital de citação de José Júlio Pires Soares, no qual sua mãe Ana Joaquim Soares, requereu, para o efeito de vender à filha Maria Rosa Pires Soares e marido Joaquim António Pires Soares, todos de Óis da Ribeira, um pré­dio de casas com quintal anexo.
O edital teria segunda publicação no dia seguinte e o prédio em causa confrontava com Manuel Alves dos Reis (a norte), Bernardina Caetana dos Reis (a sul), rua pública (a nascente) e aido de Manuel Joaquim de Almeida (a poente).
A casa estava deteriorada e a venda era feita com reserva de usufruto da requerente, que era dona de metade da casa e de todo o quintal - que supomos corresponder ao espaço onde actualmente está construído o centro social da ARCOR.
A veda estava contratada por 400$000 e este dinheiro destinava-se a pagar dívidas do casal e recuperar a casa, que estava em maus estado de conservação. O José Júlio estava emigrado no Brasil, em parte incerta.
Registo de baptismo


2 - ANO 1910,
há 111 anos !
- O BAPTIZADO DE LEONTINA,
O PRIMEIRO DA MONARQUIA: O padre José Bernardino dos Santos Silva baptizou Leontina Pires Tavares, a 29 de Outubro de 1910. Foi o primeiro baptizado de Óis da Ribeira após a implantação da República.
Nascida a 21 desse mês, Leontina era filha de Leopoldina Pires Tavares, viúva e agricultora de Óis da Ribeira, neta materna de António  Rodrigues dos Santos e de Maria Emília Tavares. Os padrinhos foram José Tavares Pinheiro, jornaleiro, e Maria Rosa dos Reis, casada, ambos de Óis da Ribeira.
Leontina casou com Arnaldo Rodrigues de Figueiredo, de Perrães, que foi comerciante nesta vila, na mercearia e Café Central. O casal teve os filhos Maria Paula e Paulo Augusto Tavares de Figueiredo, ambos residentes em Aveiro.
Leontina faleceu a 7 de Julho de 1994 e Arnaldo Figueiredo, o viúvo, a 10 de Março de 1999 - estando ambos sepultados no Cemitério Velho de Óis da Ribeira.
 
A movimentação de terras para a
actual cave da ARCOR. Há 20 anos!



3 - ANO 2001,
há 20 anos!
- ÁGUA PARA OBRAS DA ARCOR
E SEDE DA JUNTA DE FREGUESIA:  A requisição de água para as obras de construção do centro social da ARCOR foi feita a 29 de Outubro de 2001, dias depois de terem sido iniciadas.
Os trabalhos incluíam a construção da sede da Junta de Freguesia (actualmente, a sede da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira) e tinham sido iniciados no dia  22, com a movimentação de terras feita pela empresa de António Reis (de Óis da Ribeira e o actual presidente da Tuna/AFOR). 
O auto de consignação foi assinado a 24 e a primeira descarga de ferro no dia seguintes (25). A 26, a empresa Construções Marvoense iniciou os trabalhos da cave. 
A direção da ARCOR era então presidida por Celestino Viegas e presidente da Junta de Freguesia era Fernando Tavares Pires.
O PSD na ARCOR em 2003: Milton Gomez, Fernando
Pires, Luís Costa, Alberto Marques, Celestino Viegas,
Horácio Marçal e Agostinho Tavares. À frente, Ana
Santos e Paulo Matos

4 - ANO 2003,
há 18 anos!
- CONCELHIA DO PSD DE ÁGUEDA
VISITOU OBRAS DA ARCOR E JUNTA: A Comissão Política Concelhia de Águeda do PSD visitou as obras do centro social da ARCOR e da sede da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira a 29 de Outubro de 2003. Há exactamente 18 anos! 
A delegação era chefiada por Paulo Matos, advogado e  presidente da CPC social-democrata aguedense, e incluía os comissários Alberto Marques, Ana Santos e Luís Costa, acompanhados por Horácio Marçal, o então presidente da Assembleia Municipal de Águeda.
«É obra, numa freguesia como Óis da Ribeira, abalançarem-se a um investimento desta natureza», considerou Paulo  Matos, referindo-se ao edifício do centro social da ARCOR e sede da Junta de Freguesia.
A delegação foi recebida pela direção da ARCOR: o presidente Celestino Viegas, o tesoureiro Agostinho Tavares e o vogal Milton Gomez. Para além de Fernando Pires, presidente da Junta. E também visitou o hangar de canoagem e o agora abandonado polidesportivo da ARCOR.

quinta-feira, outubro 28, 2021

A primeira prova de canoagem da ARCOR foi há 31 anos!


Sesnando Reis, o presidente do lançamento
da canoagem da ARCOR, há 31 anos e
a pagaiar nas águas da pateira

Tiago Tavares, da ARCOR,
campeão do mundo em 2916
ARCOR Canoagem

A primeira prova de canoagem da ARCOR realizou-se a 28 de Outubro de 1990. 
Há precisamente 31 anos!
A iniciativa arcoriana envolveu a realização de duas provas nas águas da pateira, para além de várias demonstrações da modalidade, com apoio organizativo da Associação de Canoagem de Aveiro, e muito embora o tempo não ajudasse muito (caía chuva miudinha e persistente), a verdade é que não faltou assistência e entusiasmo pela «descoberta» da modalidade que a esse tempo «nascia» na lagoa.
A direção da ARCOR era presidida por Sesnando Alves dos Reis e o momento fundador foi testemunhado pelo presidente da Federação Portuguesa de Canoagem (José Ferreira da Silva), pelo Delegado do Instituto Português da Juventude em Aveiro (Gil Nadais) e pelo deputado Valdemar Alves (PSD) e o dia, depois da entrega de prémios e lembranças, acabou com um lanche oferecido pela ARCOR.
A ARCOR, há 31 anos, era o terceiro clube de Águeda a praticar canoagem - para além do Recreio e do Ginásio, que entretanto suspenderam a modalidade, retomando-a este último na época que agora estava a terminar. E do mais tarde fundado Clube de Canoagem de Águeda (CCA), entretanto extinto. A ARCOR, aos seguidos, foi o único em actividade.
António Costa
Paulo Santos

Um pouco de história
da ARCOR Canoagem

A decisiva reunião directiva da ARCOR, quanto à criação da secção de canoagem foi a 26 de Setembro de 1990, quando António Manuel de Melo e Victor Melo assumiram as funções de coordenadores.
Outras reuniões se realizaram antes, até se chegar a este ponto fundacional, e dois dias depois (a 28) decorreu na pateira uma demonstração da modalidade, numa iniciativa que
A. Melo
V. Melo
teve colaboração e participação da Federação Portuguesa de Canoagem (com o presidente José Ferreira da Silva), Associação de Canoagem de Aveiro, delegação distrital do Instituto Português da Juventude (Gil Nadais) e o deputado Valdemar Alves (PSD).
A 28 de Outubro desse ano de há 31 anos realizou-se a prova de divulgação a modalidade e, ainda em 1990, no dia 2 de Dezembro, foi apresentada a primeira equipa de canoagem da ARCOR, a equipa de iniciados, apadrinhada pelo Recreio e GICA (de Águeda), Sporting Clube de Aveiro e Náutico de Crestuma.
Finalmente, a 6 de Dezembro, a ARCOR filiou-se na Federação Portuguesa d C agem - de que actualmente é associada nº. 156.
O primeiro título de campeão nacional viria a ser alcançado a 15 de Agosto de 1993, quando a dupla António Costa/Paulo Santos, ambos de Óis da Ribeira,  venceu a prova de C2 juniores, na distância de 1000 metros, do campeonato nacional de velocidade que se realizo em Melres (Gondomar), no rio Douro. 
Os dois canoístas afirmaram-se, assim e com esta histórica vitória, com o primeiro ouro nacional arcoriano. Costa, actualmente, é campeão nacional de veteranos.
Sucederam-se muitos outros, até aos dias de hoje, avultando a proeza maior da ARCOR Canoagem: o título de campeã do mundo de sub-23, alcançado por Tiago Tavares, a 3 de Julho de 2016, em C1 200 metros e em Minsk, na Bielorrússia.
Títulos regionais e nacionais, foram centenas os conquistados até aos dias de hoje - para além da internacionalização de vários atletas.

* ANO 2013: Posse dos primeiros eleitos da União de Freguesias! Atestados para casamentos e orçamento da Junta para 1963; GNR deteve pescadores ilegais na pateira e Semana Sénior da ARCOR em 2012!

Os primeiros autarcas de União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira

A eleição, há 8 anos, dos primeiros autarcas
da União 
de Freguesias de Travassô
e Óis da Ribeira

Os primeiros órgãos políticos da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR) tomaram posse na noite de 28 de Outubro de 2013.
Há precisamente 8 anos!
Mário Martins, eleito presidente da Junta de Freguesia, propôs Horácio Santos (tesoureiro) e Marta Morais (secretária) para vogais, numa lista que teve 5 dos nove votos da Assembleia de Freguesia. Todos do PS e e de Travassô. Os restantes 4 foram, em cada caso, para os também socialistas Diamantino Correia e Vital Santos, ambos de Óis da Ribeira.
A eleição do presidente da Assembleia de Freguesia confirmou a divisão entre os eleitos do PS, já que não se entenderam e se dividiram, acabando por «dar» 3 votos a Conceição Reis e 2 a Diamantino Correia.
Resultado: foi eleito Sérgio Neves, que teve os 4 votos dos 4 eleitos do PSD.
A Assembleia de Freguesia incluiu 5 eleitos do PS: Conceição Reis e Filipe Almeida (de Travassô), Vital Santos, Diamantino Correia e António Horácio Tavares (de Óis da Ribeira). E 4 do PSD: o presidente Sérgio Neves e Sofia Marques, de Travassô, Manuel Almeida (Capitão) e Germano Venade, de Óis da Ribeira.
O mandato, como hoje sabemos, viria a ser bastante atribulado, nomeadamente evidenciando-se as permanentes quezílias entre os dois presidentes, os travassonenses Mário Martins (Junta) e Sérgio Neves (Assembleia).
 
Saldo de Óis da Ribeira
para a Junta de TravassÓis
foi de... 15 213 euros!!

A ausência eleitos de Óis da Ribeira na equipa da Junta de Freguesia foi referida por Conceição Reis, explicando que tal se deveu a incompatibilidades dentro do PS.
Três eleitores, Milton Gomez, Victor Melo e António Gomes da Conceição, todos de Óis da Ribeira e este último morador em Travassô, referiram «o mau início da União» e expectando que «ninguém se esqueça das freguesias».
«Começou mal a União, pode ser que acabe bem», foi dito nessa primeira AFTOR.
A presidência de Mário Martins, essa recebeu um bom saldo financeiro da Junta de Freguesia óisdaribeirense, da gestão de Fernando Tavares Pires: nada mais nada menos que 15 213 euros. 
Efectivamente, a juntar aos 4 561 euros aprovados na última AFOR, presidida por Manuel Soares e realizada a 9 de Outubro desse ano de 2013, juntaram-se transferências posteriores, uma da Câmara Municipal de Águeda (6 000 euros) e outra do FEF (4 652). 
Obviamente, acreditou-se na altura que o executivo da UFTOR não deixaria de aplicar este saldo em obras de Óis da Ribeira. O próprio presidente Mário Martins isso afirmou e garantiu.
Mas não viria a ser assim, como também hoje sabemos!

Outros tempos,
outros factos!
Atestados para casamentos e orçamento da Junta para 1963; GNR deteve pescadores ilegais na pateira e Semana Sénior da ARCOR em 2012! 


1 - ANO 1962,
há 59 anos !
- ATESTADOS PARA CASAMENTOS E
ORÇAMENTO DA JUNTA PARA 1963: A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, reunida a 28 de Outubro de 1962, emitiu atestados para os casamentos de António Joaquim Nogueira da Silva e José Amadeu Moreira dos Santos, ambos de Óis da Ribeira e ambos já falecidos.
António Joaquim, conhecido por António Bruxo, era filho de Mateus Alm eoida e Silva (então já falecido) e de Maria Simões Nogueira (Padeira). Casou na Gafanha da Nazaré e faleceu em França, vítima de acidente. José Amadeu era filho de Amadeu Pereira dos Santos e de Alexandrina Augusta da Fonseca Moreira. Casou em Eirol, onde faleceu, de doença.
O executivo era presidido por Armando Resende, com o tesoureiro José Pinheiro das Neves e o secretário Manuel Simões dos Reis - que também decidiu preparar o orçamento ordinário para 1963, no valor de 1 976$80, seriam agora 840 euros. Uma «fortuna»!

2 - ANO 2012,
há 9 anos !
- GNR DETEVE 2 PESCADORES
ILEGAIS NA PATEIRA: A GNR de Águeda deteve dois indivíduos, por pesca ilegal na margem da pateira, em Óis da Ribeira. A 28 de Outubro de 2012, há 9 anos.
Os dois infractores ficaram sem três canas e variado material de pesca e, imagine-se, nem sequer tinham licença para prática de pesca e também estavam a violar a lei por estarem a pescar entre o pôr e o nascer do sol - o que é (era) proibido.
Tinham 29 e 30 anos, mas não eram identificados pela GNR, no seu comunicado público sobre a detenção - nem se sabe que penas sofreram. Se acaso foram penalizados e para além de terem ficado sem o material de pesca.

Cartaz da II Semana
 Sénior da ARCOR

3 - ANO 2012,
há 9 anos !
- SEMANA SÉNIOR DA ARCOR COM
FOLCLORE, ATELIÊS E CONCURSO DE PAPAS: A II Semana Sénior da ARCOR, sob o tema «A beleza do envelhecer», terminou a 28 de Outubro de 2012, há 8 anos, com a actuação do Rancho Infantil e Juvenil da Casa do Povo de Valongo do Vouga
O espectáculo decorreu no salão cultural da associação, com entradas livres, e o programa tinha incluído o workshop «Coluna vertebral na terceira idade» (no dia 22), o concurso «Papas de Abóbora», com IPSS de idosos do concelho (organizado com o Jardim Social e o Patronato de Travassô) e uma palestra sobre nutrição (23), sessões de massoterapia (24), ateliê de cabeleireiros (25) e o rastreio de tensão arterial e glicémia (26).
O concurso de papas de abóbora foi ganho pOR OS Pioneiros da Mourisca, seguindo-se o Centro Social de Belazaima do Chão (2º. lugar) e o Centro Social e Paroquial da Borralha (3º.).