A última actuação do Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR foi no sábado de 5 de Maio de 2012.
Já lá vão 14 anos!!!
Quatorze!!!...
O GTA da ARCOR foi arrojada quando, há 14 anos, «ousou» levar Molière a palco.
E continua solteira a responsabilidade da sua «certidão de óbito»!
A associação, que é cultural de matriz fundacional e estatutária (não esqueçamos...), e as suas sucessivas direções, desde então, deixaram «morrer», ano atrás de ano..., inexoravelmente, uma tradição popular óisdaribeirense que atravessa pelo menos três séculos e que a ARCOR assumiu por inteiro em 1979, o seu ano fundacional.
A última peça de teatro exibida foi «O Avarento», de Molière, ousadamente encenada e representada pelos amadores da GTA, ensaiados e encenados por Rui Fernandes. A direção era presidida por João Paulo Resende Gomes e sucederam-se os 4 anos de Manuel Soares dos Reis e Santos, os 4 e tal de Mário Fernando de Almeida Marques.
José Bernardino Estima Reis foi presidente 7/8 meses (e faleceu, prematuramente), Eva Maria Tavares dos Santos não chegou aos 2 meses, sucedeu-se um «hiato» presidencial de 3 meses e, desde oOutubro de 2022, a instituição está no consulado presdencial de Dinis da Conceição Alves.
Qualquer um deles, com graus de responsabilidade e tempos diferentes, é justo dizer, todos, lenta e disfarçadamente, deixaram «morrer» o teatro!!
com «culpa solteira»!...
O GTA da ARCOR foi arrojada quando, há 14 anos, «ousou» levar Molière a palco.
Mas, aos mesmos passados 14 anos, a notícia de que iria encerrar a época artística no dia 5 de Maio, já foi algo surpreendente, por parecer cedo a mais e com actuações a menos.
Os dedos de uma só mão bastam para contar as que aconteceram fora de Óis da Ribeira, ficando por saber se valeu a pena tanto ensaio e deslumbrância do guarda-roupa.
Temos alguma coisa a ver com isso?
É claro que não. Mas dá para pensar que palcos quer(rá) pisar um grupo de teatro que fazia digressão por localidades tradicionais e há 14 anos se limitou a três ou quatro e nenhuma delas onde, em dezenas de anos, colheu fartos aplausos e viva simpatia.
Que se saiba, o GTA, com esta peça de«Molière», actuou em Espinhel (a 11 de Fevereiro), na Palhaça (a 3 de Março), em Fátima/Mamodeiro (a 11 de Março), em Belazaima do Chão (a 24 de Março) e em Recardães (a 21 de Abril), encerrando a época no salão cultural da ARCOR, a 5 de Maio desse ano de 2012.
Encerrou a época e, não se adivinharia mas foi assim..., fechou as portas do teatro, que é secular tradição cultural de Óis da Ribeira, pelo menos desde o século XIX.
Até aos dias de hoje.
Exactamente 14 anos depois!
O teatro morreu em Óis da Ribeira!Até aos dias de hoje.
Exactamente 14 anos depois!
E continua solteira a responsabilidade da sua «certidão de óbito»!
O que é uma enormíssima pena!
- NOTA: Dois anos antes, exibira-se a peça «O Gato», de Henrique Santana, dirigida por Leonildo Costa e com Rui Fernandes como seccionista do GTA. Depois, o ensaiador de «O Avarento» e praticamente com o mesmo elenco.


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