sábado, fevereiro 28, 2026

- ANO 2020, há 6 anos: Sérgio acusou Câmara e Jorge disse que é «um presidente da Junta trauliteiro e perigoso!»

A Assembleia Municipal de Águeda reuniu no salão da ARCOR a 28/02/2020
O presidente Jorge Almeida, ladeado pelos vereadores
João Clemente, à esquerda, e Elsa Corga


A sessão da Assembleia Municipal de Águeda realizada a 28 de Fevereiro de 2020 e em Óis da Ribeira, caracterizou-se por guerra de palavras e troca de agrestes «mimos» entre duas presidenciais figuras: Sérgio Neves, da Junta de Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira (do PSD), e Jorge Almeida, da Câmara Municipal de Águeda (do Movimento Juntos).
Há 6 anos!
Sérgio Neves, o anfitrião, começou por explicar a razão de não ter sido oferecido o tradicional jantar que antecede estas reuniões da AM: para poupar, pelas dificuldades financeiras com que se debate a Junta de Freguesia. E por um segundo motivo, disse: «Por não termos vontade de confraternizar à volta de uma mesa, depois da forma como esta União de Freguesias foi tratada pela Câmara Municipal desde as eleições da 2017 e depois das intercalares de 2019».
E não poupou palavras, considerando que a UFTOR foi «ostracizada, boicotada e discriminada relativamente a outras freguesias». 
Auto-considerou-se «defensor tenaz» da UFTOR e disse que a culpa desta ostracização, boicote e discriminação é de quem «não aceitou os resultados» das eleições, ora as de 2017 ora as de 2019, e de «quem os apoia» - numa clara indirecta a Jorge Almeida e ao Movimento Juntos. Por causa deles, sugeriu Sérgio Neves que «a freguesia viu-se privada» de apoios camarários e considerou esse tempo como «um período triste», um período em que «todos me abandonaram».
Brito Salvador, à direita, presidente
da Assembleia Municipal de Águeda

Crescer com homem
e como político...

Os trabalhos foram presididos por Brito Salvador (Juntos) e Sérgio Neves, na sua intervenção, recordou «uma Assembleia Municipal desse período, na qual o sr. presidente da Câmara disse que eu tinha de crescer como homem e como político. Registei essas palavras e hoje devolvo-lhe as palavras», disse Sérgio Neves.
O autarca travassÓisense falou de «80 000 euros que ficaram por dar à Junta» e considerou inúteis as reuniões com o presidente da Câmara, Jorge Almeida, que não cumpriu a deliberação da Assembleia Municipal realizada na Trofa, no sentido das verbas camarárias (do período de Outubro de 2017 a Março de 2019) serem enviadas para a UFTOR, o que não aconteceu.
Sérgio Neves, sem papas na língua e em tom acusatório, interrogou-se sobre o que valerem as reuniões com o presidente da Câmara Municipal e considerou não ter ilusões sobre o abandono a que a autarquia municipal votou a UFTOR.
O autarca travassÓisense, falando das (não) transferências camarárias para a UFTOR, disse a que as freguesias deveriam «ser tratadas da mesma maneira» e, dirigindo-se a Jorge Almeida, afirmou que «o seu comportamento já não me ofende».
«Ofende o povo. Se não inflectir, o povo dar-lhe-á a sua resposta», disse Sérgio Neves, acrescentando, sobre as (não) transferências, que «tem hoje a oportunidade de se reconciliar com o povo».
Jorge Almeida, quando interveio, chegou a perguntar-lhe se queria «acertar as contas» na sessão de ontem.
Sérgio Neves

O que fez a Câmara em
Travassô e Óis da Ribeira

O presidente da UFTOR referiu-se, também, a um panfleto eleitoral das intercalares, no qual o Movimento Juntos, o de Jorge Almeida, lembrava ao povo travassÓisense que «Câmara e a Assembleia Municipal são geridas pelo Juntos». 
E proclamava, o panfleto: «Não tenham ilusões. Se quiserem recuperar o tempo perdido, votem neste projecto, pois ele tem o apoio total do executivo municipal, mais. Não se deixem iludir, pois todas as verbas destinadas à União passarão pelo executivo municipal e só com o seu aval seguirão o percurso para o qual se destinam».
«Não me recordo de qualquer desmentido da Câmara», precisou Sérgio Neves, considerando que «quem cala, consente» e, entretanto, enunciando a colaboração da Câmara Municipal de Águeda à UFTOR nos «últimos 3 anos». E disse:
1 - Apoio à construção do armazém da Junta em 40%, faltando pagar a segunda tranche, já aprovada,
2 - Comparticipação de 40% na aquisição do tractor.
3 - Transferência de verbas para limpeza de Fevereiro a Dezembro de 2019.
4 - Caixilharias da escola primária.
As acusações de Sérgio Neves ao presidente e à Câmara Municipal de Águeda repetiram-se, com uma confissão final: «Eu não consigo gerir a freguesia quando não se sabe o que se vai receber».
O rol de acusações de Sérgio Neves foi grande, envolvendo, por exemplo e no que diz respeito a Óis da Ribeira, a pateira, o alargamento e asfaltamento de ruas, a ligação a Requeixo.
A Mesa da Assembleia de Freguesia, em cima,
e o executivo da Câmara Municipal de Águeda

Acusação
Um presidente da 
Junta trauliteiro e 
perigoso !

O presidente Jorge Almeida, «acossado» pela dureza das palavras de Sérgio Neves, confessou a sua «perplexidade» relativamente ao que ouviu e foi curto, começando por registar «a forma inusitada e única como fomos recebidos pelo presidente da Junta de Freguesia».
O presidente da Câmara lembrou que os travassÓisenses «também nos elegeram» e sublinhou «a forma trauliteira, inusitada e perigosa» como Sérgio Neves interveio no areópago municipal, para mais, dizemos nós, sendo o anfitrião.
Sobre as as obras, referiu-se ao saneamento de Óis da Ribeira, precisando que o concurso é de Junho de 2017, antes da eleição de Sérgio Neves - «ainda o senhor não era influente...», satirizou. Como quem diz que ele (Sérgio) nada tem a ver com isso. E quanto ao alcatroamento das ruas intervencionadas pelas redes da água e saneamento, afirmou que «o concurso lançado pela AdRA resulta de um protocolo com a Câmara».
«Gostaria de afirmar que Óis da Ribeira vai ter obras e obras, vão ver...», disse Jorge Almeida, sublinhando também que «Águeda é a Câmara que mais transfere para as freguesias» e ainda que «Travassô e  Óis da Ribeira não vão ficar a perder»
- NOTA 1: Solicitámos ao presidente Sérgio Neves, há 6 anos, o envio da sua intervenção, para melhor a pormenorizar, mas uma vez mais não quis colaborar com o d´Óis Por Três.
- NOTA 2: Os dois presidentes, entretanto e como todos sabemos, fizeram as pazes e, em 2021, até ambos foram candidatos do Movimento Independente Juntos. Votaram um no outro. O que repetiram em 2025

- ANO 2009, há 167anos: A Tuna de Óis da Ribeira aderiu à CULTURAG!


A assembleia geral da Tuna de Óis da Ribeira, reunida a 28 de Fevereiro de 2009, aprovou a sua adesão a CULTURAG - Federação das Associações Culturais de Águeda.
Há 17 anos!
Os trabalhos decorreram na sede da Rua da Ponte - actualmente, a Rua Jacinto Bernardes Henriques -, demoraram menos de meia hora e a aprovação foi por unanimidade. 
António Manuel Azevedo de Melo, Manuel Soares dos Reis e Santos e António Manuel Dias Soares eram, respetivamente, os presidentes da assembleia geral, da direção e do conselho fiscal.
- NOTA: A Tuna é a actual Associação Fiarmónica de Óis da Ribeira (a Tuna/AFOR).

- ANO 2009, há 17 anos: ARCOR homenageou os subscritores da escritura de fundação!

Os subscritores da escritura de fundação da ARCOR: Agostinho Tavares, António Framegas,
Armando Reis, Celestino Viegas, Armando Morais, Custódio Ferreira, Fausto Manuel Ferreira, 
 José Melo Ferreira, João Neves (a representar José Pires Tavares) e Danilo Costa

A placa dos fundadores


A ARCOR homenageou, a 28 de Fevereiro de 2009, os sócios que a 17 de Novembro de 1980 assinaram a escritura da sua constituição oficial.
A cerimónia de há 17 anos decorreu durante um dos espectáculos que comemoraram os 25 anos da associação e que, neste caso, teve actuação da Associação Etnográfica Os Serranos - de Belazaima do Chão.
A oportunidade foi tempo para ser descerrada uma placa de memória arcoriana, afixada na entrada da sede e centro social da associação. 
A placa que se vê ao lado.
Os subscritores da escritura foram Celestino Viegas, Custódio Ferreira e António Framegas (os iniciadores e membros da comissão instaladora e da primeira direcção da ARCOR, respectivamente como presidente, tesoureiro e secretário), Agostinho Tavares (falecido a 2 de Agosto de 2018), Armando Morais, Armando Reis (f. a 28 de Outuvro de 2022), Fausto Ferreira, José Melo Ferreira e José Tavares Pires, com as testemunhas Filipe Silva e Danilo Costa.

- ANO 2004, há 22 anos: A Orquestra Típica e a formação profissional da ARCOR!


Formação profissional na ARCOR de 2004
 

A Orquestra Típica e Coral de Águeda actuou no salão da ARCOR, há 22 anos e no âmbito das comemorações do 25º. aniversário da associação de Óis da Ribeira.
O salão ficou literalmente cheio nessa noite de 28 de Fevereiro de 2004 - com lembranças para o maestro Américo Fernandes e para a OTA, neste caso recebida por José Manuel Gomes, que era (e ainda é) instrumentista óisdaribeirense.
O intervalo do espectáculo foi tempo para a entrega de diplomas de mais dois cursos de formação profissional realizados na ARCOR, com apoio do CEFOSAPE, de Lisboa, do Fundo Social Europeu e Estado Português. Os formandos podem ser vistos na foto.
A ARCOR, ao tempo presidida por Celestino Viegas, tinha já realizado 8 acções de formação, num total de cerca de 6000 horas.

- ANO 1997, há 29 anos: Fernando Reis empossado como presidente da ARCOR!


Fernando  Reis

O diácono Fernando Reis Duarte de Almeida tomou posse como presidente da direcção da ARCOR a 28 de Fevereiro de 1997 e para o seu primeiro de dois mandatos.
Há 29 anos!
O executivo arcoriano então empossado incluía o vice-presidente António Jorge da Costa Tavares, o secretário Hercílio Alves de Almeida, o tesoureiro Afonso Farias de Carvalho e a vogal Oriana Pires Tavares. 
Viria a ser Fernando Reis, no segundo mandato, quem lançou a primeira pedra do centro social da ARCOR, a 27 de Fevereiro de 2020 - onte se passaram 27 anos.
O conselho fiscal e a assembleia geral eram, respectivamente, presididas por António José Tavares e José Bernardino Estima Reis (falecido a 29 de Dezembro de 2021, de doença e no Porto, quando era presidente da direcçºã da ARCOR).
Fernando Reis faleceu a 6 de Novembro de 2019, de doença e aos 81 anos.

- ANO 1912, há 114 anos: A Comissão Cultual de Óis da Ribeira!


O DL que criou a ACOR 
Joaquim António
Pires Soares



O Ministro da Justiça aprovou os estatutos da Associação Cultual de Santo Adrião de Óis da Ribeira - que foram publicados no Diário do Governo nº. 51, de 28 de Fevereiro de 1912.
Há 114 anos!
O ministro era António Macieira e a Comissão Cultual foi formada por Joaquim António Pires Soares, (na foto), Manuel Francisco dos Reis e António José da Costa (efectivos), com os suplentes Albino Rodrigues, Alberto Marques e João Maria dos Reis.
A Comissão Cultual substituía as Juntas de Paróquia do período monárquico e, depois da implantação da República, as denominadas Juntas Paroquiais Republicanas.
A demanda resultava da Lei de Separação do Estado da Igreja, de 10 de Abril de 1911, e que, em Óis da Ribeira, entre outras questões, implicou o arrolamento de todos os bens imobiliários e mobiliários da Igreja a favor do Estado.
- NOTA: É mesmo Comissão Cultual (de Culto). Não é Cultural, como poderá aparentar ser. 
 

- ANO 1897, há 129 anos: Padre Joaquim e um sobrinho iam morrendo afogados na pateira!


Registo de óbito do padre Joaquim
 Tavares da Silva

Padre José
Bernardino

O padre Joaquim Tavares da Silva ia morrendo afogado na pateira, a 28 de Fevereiro de 1897, quando a atravessava e se virou a bateira em que se transportava.
Há 129 anos!
O sacerdote foi a Oiã nesse dia para comprar paus de cerejeira, com um sobrinho, e carregou-os na embarcação por este conduzida. 
Embarcação que se afundou na lagoa, eventualmente por excesso de peso, ficado ambos sobre ela e com água pelo peito.
A salvação de ambos deveu-se à coragem do padre Joaquim, já que cravou a vara da bateira sobre o lodo, a ela se segurando ambos, até que finalmente fossem (e foram) socorridos.
O padre Joaquim Tavares da Silva viria a falecer de morte natural mais de um ano e meio depois, a 16 de Agosto de 1898 e aos 65 anos, na sua casa da Rua do Viveiro, pela 7 horas da tarde. 
Era irmão do também padre Ricardo Tavares da Silva e filho de Maria Clara Duarte, de Casal de Álvaro, e de João Tavares da Silva, proprietário de Óis da Ribeira - avós do padre José Bernardino dos Santos Silva, filho de Maria José Santos Silva e dele sobrinho.
Deixou testamento e o funeral foi presidido pelo padre Manuel Gomes de Almeida.

sexta-feira, fevereiro 27, 2026

A primeira pedra do centro social da ARCOR e sede da Junta foi lançada há 27 anos!

A sede e centro social da ARCOR e sede da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira

 
Fernando Reis lançou a 1ª. pedra
do centro social da ARCOR

O dia 27 de Fevereiro de 2000 é histórico para a vila de Óis da Ribeira: foi o do lançamento da primeira pedra do centro social da ARCOR e da sede da Junta de Freguesia.
Há exactamente 26 anos!
O tempo voou, foi (é) muito rápido mas as esperanças óisdaribeirenses desse tempo foram totalmente concretizadas: a instituição ARCOR fez a obra, equipou-a, pô-la em funcionamento e ficou com superavit de dezenas de milhares de euros.
O que, há 26 anos, seria impensável!
A Junta de Freguesia, por sua vez, viu ser construída a sua nova sede, obra cuja execução foi, formal e contratualmente, da responsabilidade da ARCOR.
A cerimónia de há 26 anos teve presença dos drs. Antero Gaspar (que era o Governador Civil de Aveiro) e José Valente (o então director do Centro Distrital de Segurança Social de Aveiro), o engº. José Elói Correia (vice-presidente da Câmara Municipal de Águeda) e o dr. Horácio Marçal (presidente da Assembleia Municipal de Águeda), entre outras entidades oficiais, nomeadamente o presidente da Junta de Freguesia, Fernando Tavares Pires - cuja sede estava/está integrada no projecto
.
A Tuna Musical (actual Associação Filarmónica de Óis da Ribeira) animou o momento, que teve participação também de um grupo do Instituto Duarte Lemos (IDL) e foi seguido de um almoço, com aquelas autoridades e povo local.
Presidentes Celestino Viegas e Fernando
Reis no dia da inauguração da ARCOR

Obras em duas fases
e duas presidências !

As obras viriam a ser adjudicadas à Construtora da Bairrada, da Oiã, que iniciou os trabalhos a 3 de Maio desse mesmo ano de 2000, concluindo a primeira placa. 
A ARCOR teve, entretanto, de reelaborar o projecto do centro social e sede da Junta de Freguesia, devido a insuficiências entretanto detectadas pelos serviços oficiais, fazendo entrá-lo na Segurança Social de Aveiro a 15 de Outubro desse ano.
As obras só seriam retomadas a 22 de Outubro de 2001, um ano depois e então adjudicadas à empresa Construções Marvoense, de Ventosa (Mealhada), já na direção de Celestino Viegas, eleita na assembleia geral de 13 de Abril desse ano (de há 25). 
A 16 deste mês foi publicado o anúncio do concurso público no «Diário da República», mas teve de se rectificado - devido a uma informação oficial da Segurança Social, a 14 de Maio. 
Todo o processo levou a adiamentos que levaram a que as obras só fossem reiniciadas a 22 de Outubro de 2001. Até à sua conclusão, em 2005, embora apenas fosse inaugurada a 24 de Janeiro e 2009. Mas já em funcionamento efectivo desde 2 de Setembro de 2004.
Os primeiros utentes foram os mais pequenos da creche, que passaram usufruir de um espaço adequado ao seu desenvolvimento. A 22 de Novembro do mesmo ano, abriu portas o Centro de Dia, em instalações de referência e ajustadas às suas necessidades - mcomo hoje se conhece. O dia 1 de Julho de 2005 foi o primeiro dia de atividade do serviço de apoio domiciliário.
- NOTA: As obras viriam a ser inauguradas a 29 de Janeiro de 2009, na presidência de Agostinho Tavares e mais de 6 anos depois de estar ao serviço da comunidade de Óis da Ribeira e freguesias limítrofes.

- ANO 1994, há 32 anos: A morte de Eurico Tavares, músico e cantor que faltou à sua homenagem!


Eurico Tavares
A notícia no JN

O óisdaribeirense Eurico de Almeida Tavares da Silva popularizou-se como violinista e solista/cantor da Tuna Musical de Óis da Ribeira e faleceu a 27 de Fevereiro de 1994.
Há 32 anos!
Natural de Óis da Ribeira, nasceu a 22 de Setembro de 1922, há 104 anos, e era ilho de Gracinda de Almeida Reis e de Joaquim Tavares da Silva, fundador da Foto Tavares, da Mercearia Escondidinho e do Café Império.
Foi militar da Marinha Portuguesa (ver a foto) e trabalhou para as Construções Franki, na construção da ponte de Óis da Ribeira. Emigrou para Venezuela por conta desta empresa e lá se radicou e lá fazendo toda a sua vida profissional, continuando a de artista.
A 24 de Junho de 1990, há quase 36 anos, uma comissão liderada por Milton Soares dos Santos quis homenageá-lo em Óis da Ribeira mas... Eurico Tavares faltou à sua própria homenagem.
A cerimónia incluía-se no programa da visita do Governador Civil de Aveiro, a que se associou a Tuna, nomeadamente executando o Hino da Maria da Fonte - frente à antiga sede da Junta. Curiosamente, agora sede da Tuna - a AFOR.
O antigo tuno estava radicado na Venezuela e no dia de há 33 anos estava em Aveiro, mas não apareceu à homenagem e supomos que nunca deu qualquer explicação da falta. O «Jornal de Notícias», diário do Porto, deu notícia do insólito caso, que aqui reproduzimos.
Foi casado com Olímpia, também de Óis da Ribeira, e o casal teve os filhos Eurico (médico e já falecido) e Carlos Albrto Tavares, residente na Venezuela.
- NOTA: Eurico era irmão de Durval e de Dinis de Almeida Tavares da Silva. Familiar actualmente residente em Óis da Ribeira é Steven dos Reis Tavares Pires, filho de Maria Isabel (sobrinha paterna e filha de Dinis).

- ANO 1955, há 71 anos: A mina de abastecimento de água da Fonte do Cruzeiro!

A mina da fonte ainda existe


 


A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira reuniu a 27 de Fevereiro de 1955 e deu como concluída a limpeza e reconstrução da vala de escoamento (agueiro) da mina de abastecimento da Fonte do Cruzeiro.
Há 71 anos!
As águas perdiam-se pelo caminho dos Lâmaros - a seguir à casa de Hermenegildo Viegas - e prejudicavam os proprietários, que, a 30 de Janeiro desse mesmo ano, tinham pedido a intervenção da autarquia.
Alexandre Pinheiro de Almeida, também lá proprietário, tinha vedado a regueira, fazendo uma represa e impedindo a saída pelo Carreiro do Jabouco e pela Rua do Cabo (a actual Manuel Tavares)
- NOTA: O trabalho foi efectuado por Messias dos Santos Framegas, que, por ele e a 27 de Fevereiro de 1955, recebeu 20$00 - agora seriam à volta de 10/12  euros.

- ANO 1908, há 118 anos: Concurso para pároco de Óis da Ribeira!


Diário de Governo de 27/02/1908


A Secretaria de Estado dos Negócios Eclesiásticos, através da Direção dos Negócios Eclesiásticos, abriu, a 27 de Fevereiro de 1908, o concurso para provimento de várias Igrejas Paroquiais, entre elas a de Santo Adrião de Óis da Ribeira.
Há 118 anos!
Os padres (presbíteros) interessados deveriam apresentar requerimentos documentados naquela Direção de Negócios.
O pároco encomendado de Óis da Ribeira do tempo era o padre José Bernardino dos Santos Silva (futuro monsenhor), que substituíra o padre Manuel Gomes de Almeida. 
O primeiro baptizado que celebrou foi o de Aníbal Gomes dos Reis (Ferreiro) a 18 de Agosto de 1907. Pai de, entre outros, Silvério, Adozinda e Eugénio Amaral (já falecidos) e de David (morador em Espinhel), José Maria e Aníbal (Lito).
O primeiro funeral foi o de Augusto Pires Soares, a 25 de Agosto do mesmo ano. Quanto ao primeiro casamento, já a 11 de Fevereiro de 1908, foi o de Albino de Melo e de Maria Cândida Ribeiro da Silva.

quinta-feira, fevereiro 26, 2026

O poste de telefones no meio do passeio..

 

O poste dos CTT no meio do passeio

O poste no meio do passeio

O passeio da Carreira da Igreja, na Rua Benjamim Soares de Freitas, há mais de 5 anos que tem pespegado um poste dos telefones - como se pode ver nas imagens.
Um poste que estorva peões e complica a circulação de cadeiras de rodas e de carros de bebés, criando embaraços vários aos utentes.
A questão do passeio, vejam lá..., já foi levantada na Assembleia de Freguesia de 14 de Maio de 2021, há quase 5 anos, quando o presidente Sérgio Neves, respondendo a uma questão levantada por António Horácio Tavares, precisou que «tinha que haver um compromisso entre a largura da faixa de rodagem e do passeio» mas que este «terá uma cota baixa, para facilitar a sobreposição de cadeiras de rodas e outras viaturas, no geral».
O poste dos CTT já lá estava - e lá continua... - e Sérgio Neves argumentou também, então, que «existem postes da EDP que não podem ser reposicionados».
«Nós acrescentaríamos os dos telefones. E há muita gente a opinar que poderiam ser reposicionados, sim. Bastaria nisso se pensar a sério»
, considerou o d´Óis Por Três de há 5 anos.
A verdade é que, passado este tempo todo, o poste dos CTT ainda lá continua. No meio do passeio. E só o não vê quem não quer.

- ANO 2000, há 26 anos: O Grupo de Teatro da ARCOR encerrou época!

O GTA de 2000 (parte)
 


O Grupo de Teatro (GT) da ARCOR encerrou a sua época artística no dia 26 de Fevereiro de 2000.
Um sábado de há precisamente 26 anos!
Ao tempo, representou a peça «A hora do suplício» e o espectáculo incluía a comédia «Remédio Santo» e várias cançonetas.
O grupo era dirigido por Firmino Santos (falecido a 11 de Outubro de 2024, aos 91 anos) e com participação dos actores amadores Porfírio Pires, Hernâni Pires, Clara Santos, Fernando Dinis (já falecido), Horácio Soares, Luís Gonçalo, José Manuel Gomes, Lurdes Fernandes, Ana Matos de Almeida e António Carlos Santos. 
O acompanhamento musical foi dos primos Carlos Matos (, o Bigodes, falecido a 12 de Novembro de 2002, em Fermentelos) e de Alípio Framegas (f. a 10 de Maio de 2024, em Eirol, Aveiro).
- NOTA: A peça estreara a 11 de Dezembro de 1999 e o GT da ARCOR actuou, pelo menos, em Paradela de Espinhel (a 8 de Janeiro de 2000), em Eirol (a 15), em Espinhel (a 22), em Óis da Ribeira (a 29) e em Crastovães (a 5 de Fevereiro).

- ANO 1981, há 45 anos: Diamantino Correia venceu Torneio de Xadrez da ARCOR!



Diamantino Correia 

O associado Diamantino Alves Correia, com 5 pontos, foi o vencedor do Torneio Interno da Secção de Xadrez da ARCOR que terminou a 26 de Fevereiro de 1981.
Há 45 anos!
O torneio decorreu em 7 sessões e na sede socialarcoriana, onde agora está a comissão de festas de Nossa Senhora de Fátima.
A classificação final foi a seguinte: 1º.-Diamantino Alves Correia (5 pontos-17,5); 2º.-Armando Alves Ferreira (5-15; 3º.-José Pires Tavares (4 pontos, residente em França); 4º.-Jaime Reis (3,5-11,25); 5º.-Armando Estima de Morais (3,5-9,75, emigrado na Luxemburgo); 6º.-Aurélio Matos Reis (3); 7º.-Rui Jorge Fernandes (2,5); 8º.-João Bernardino Viegas (1,5).
- NOTA: Armando Alves Ferreira (5-15, foi presidente da direcção e de vários conselhos fiscais da ARCOR. Faleceu de doença e aos 69 anos a 25 de Outubro de 2019. RIP!!!

- ANO 1961, há 65 anos: A requalificação da Rua do Cabo (Manuel Tavares) !


Rua do Cabo (Manuel Tavares)
 

A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira solicitou a intervenção da Câmara Municipal de Águeda para obras de requalificação da Rua do Cabo - a agora Rua Manuel Maria Tavares da Silva.
Estava intransitável e, neste tempo de há 65anos, já não era a primeira vez que tal pedido era feito pela autarquia óisdaribeirense, pelo que a Junta de Freguesia entendeu deslocar-se a Águeda para insistir no pedido.
A rua, nesse tempo, ainda nem sequer era asfaltada e, no inverno, sucediam-se poças de água das chuvas e lamas.
- NOTA: O presidente da Junta de Freguesia era o benemérito Manuel Maria Tavares da Silva, com o secretário Armando dos Santos Ala de Resende e o tesoureiro José Pinheiro das Neves. O presidente da Câmara Municipal de Águeda era o engº. Gil Pires Martins, natural de Fermentelos. Já todos falecidos.

- ANO 1956, há 70 anos: Benjamim Soares de Freitas ofereceu o relógio da torrre da Igreja!


Benjamim S. Freitas


Relógio actual, o que
substituiu o oferecido
por Benjamim Freitas


A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, reunida a 26 de Fevereiro de 1956, foi informada pelo seu presidente, o benemérito Benjamim Soares de Freitas, da transferência para a autarquia do relógio que, a expensas suas, ele mesmo mandara colocar na torre sineira da Igreja Paroquial.
Foi este acto simbólico no domingo de há exactamenre há 70 anos!
O secretário David Soares dos Santos fez o registo em acta e, no documento,  sublinhou tratar-se de um benefício para todos os habitantes de Óis da Ribeira. Ele e o tesoureiro Aires Carvalho dos Santos aceitaram a oferta do presidente.
A esse tempo de há 70 anos, já mais de um ano que o relógio estava a funcionar, por conta e manutenção (a título particular) do presidente Benjamim Soares de Freitas. 
A autarquia ficou encarregada de arranjar uma pessoa para semanalmente dar corda ao relógio. Viria a ser Manuel Soares dos Reis e Santos, filho do secretário da JF (David Soares ddos Santos) e que também ficou encarregado de o olear e dar conta de eventuais avarias. Viria a ser presidente da Junta de Freguesia nos mandatos de 1987/1989 e 1990/1993.

quarta-feira, fevereiro 25, 2026

A via pública desde o restaurante até à capela de Santo António

 

A via da pateira que vai do largo do restaurante  à Capela de Santo António. Está
limpa de jacintos, que, porém, continuam «estacionados» nas margens
A cheia no hangar, a
10 de Fevereiro de 2026
A cheia de 2016 no
hangar de canoagem


As cheias deste princípio de 2026 já lá vão e lembramos que, por exemplo e em termos de pateira, as águas chegaram a entrar no hangar de canoagem da ARCOR.
Com se pode ver na segunda imagem, que é de 10 de Fevereiro.
As cheias, valha da verdade, já nem são novidade - de tantas vezes que as águas da lagoa sobem. sobem, sobem...
A foto aqui ao lado é de 10 de Fevereiro de 2026 e, como se pode ver, chegou à altura do cume do coreto.
Há 10 anos, coisa idêntica se passou só que, dessa vez, sem jacintos na «encomenda».
«Apesar de todos os cuidados e preparativos, não foi possível evitar que os 2 metros de água dentro do clube provocassem grandes estragos», considerou a ARCOR Canoagem, há 11 anos e referindo que e nomeadamente disso resultou kayaks e canoas partidas.
Fomos ver as redes sociais da ARCOR, que, desta feita, nada publicaram sobre as cheias.
Registemos, entretanto (ver a primeira imagem), que as cheias deixaram um mar de jacintos nas margens. De um lado e outro daestrada.
Seria bom que os retirassem!