sexta-feira, maio 01, 2026

- ANO 2005, há 21 anos: A posse de Agostinho Tavares na presidência da ARCOR!


A direção da ARCOR de 2005/2006


A direcção do presidente Agostinho Albino Pires Tavares, na ARCOR, foi emposssada a 1 de Maio de 2005.
Há precisamente 21 anos!
Tesoureiro do anterior mandato (o de Celestino Viegas), tinha sido presidente da assembleia geral em 1979.
O entã
o novo executivo pode ser recordado na foto ao lado, vendo-se, da esquerda para a direita, Maria Ascensão Ferreira Tavares (secretária), Maria Madalena Saraiva de Carvalho Neves (vice-presidente), Agostinho Albino Pires Tavares (presidente), António José dos Reis Tavares (vogal, que se viria a demitir) e Porfírio Tavares Pires (tesoureiro). Se repararmos, mais parecia, e comentamos a ironizar, uma direção da Associação dos Tavares.
José Luís Serneo Gomes Quaresma era o presidente da assembleia geral e Armando Alves Ferreira o do conselho fiscal.
- NOTA: O presidente Agostinho Tavares faleceu a 3 de Agosto de 2018, aos 73 anos; Armando Ferreira a 26 de Setembro de 2019, aos 69; Porfírio Pires a 7 de Abril de 2026, aos 83. Os três vítima de doenças. RIP!!!

- Ano 2003, há 23 anos: A segunda direção arcoriana do presidente Celestino Viegas!

A posse arcoriana de 2003: Fernando Pires, Armando Ferreira,
Celestino Viegas, José Luís Quaresma e Pinto Galvão (o
então vice-presidente da  Câmara)


O dia 1 de Maio de 2003 foi o da posse dos novos órgãos sociais da ARCOR, eleitos em pleno período de construção do centro social
Há 23 anos!
A direcção continuava a ser presidida por Celestino José Pinheiro Morais Viegas, com o vice-presidente Dinis da Conceição Alves (actual presidente), a secretária Maria Madalena Saraiva de Carvalho Neves, o tesoureiro Agostinho Albino Pires Tavares e o vogal Milton Juan Matos Gomez.
Os suplentes eram Porfírio Tavares Pires, António José dos Reis Tavares (tesoureiro auto-demitido da actual direcção), António Jorge Marques, Rui Jorge dos Reis Fernandes e Manuel Duarte Marques Almeida (Capitão).
A assembleia geral era presidida por José Luís Sereno Gomes Quaresma, com Fernando Reis Duarte de Almeida (1º. secretário) e Fernando Tavares Pires (2º.), mais os suplentes Milton Soares dos Santos, Manuel Soares dos Reis e Santos e Manuel Horácio Figueiredo dos Reis.
O conselho fiscal era presidido por Armando Alves Ferreira, com os vogais Armando Tavares dos Reis (1º.) e Arlindo Reis Duarte de Almeida (2º.) e os suplentes Carlos Manuel da Costa Estima, Fernando Jorge dos Reis Tavares e João José dos Reis Soares (actual presidente do conselho fiscal).
- NOTA: Fernando Reis Duarte de Almeida faleceu a 6 de Novembro de 2019, aos 85 anos; Armando Alves Ferreira a 26 de Setembro de 2019, aos 69; Armando Tavares dos Reis a 22 de Outubro de 2022, aos 91; Porfírio Tavares Pires a 7 de Abril de 2026, aos 83. Os quatro de doença. RIP!!!


- Ano 2001, há 25 anos: A posse de Celestino Viegas na presidência da ARCOR!

Os presidentes Fernando Reis e
Celestino Viegas (em 2000)


Os órgãos sociais da ARCOR para o mandato de 2001/2002 foram empossados a 1 de Maio de 2001.
Há 25 anos!
O novo executivo 
era presidido por Celestino José Pinheiro Morais Viegas e sucedia ao do diácono Fernando Reis, ambos empenhados na construção do centro social. Incluía o vice-presidente Manuel Soares dos Reis e Santos, a secretária Maria Madalena Saraiva de Carvalho Neves, o tesoureiro Arlindo Reis Duarte de Almeida e o vogal Milton Juan Matos Gomez, com os suplentes Porfírio Tavares Pires, Maria Rosário Carvalho Cadinha, Milton Figueiredo Rino e Hernâni Tavares Pires.
A assembleia geral presidida por Milton Soares dos Santos, com os secretários Fernando Reis Duarte de Almeida (1º.) e Fernando Tavares Pires (2º.) e os suplentes Jorge Élio da Conceição Framegas, Rui Jorge dos Reis Fernandes e Manuel Horácio Figueiredo dos Reis.
O conselho fiscal era presidido por Armando Alves Ferreira, com os relatores Armando Tavares dos Reis (1º.) e Dinis da Conceição Alves (2º., o actual presidente da direção) e os suplentes Carlos Manuel da Costa Estima, Fernando Jorge dos Reis Tavares e João José dos Reis Soares (actual presidente do conselho fiscal).
- NOTA: Fernando Reis Duarte de Almeida faleceu a 6 de Novembro de 2019, aos 85 anos; Armando Alves Ferreira a 26 de Setembro de 2019, aos 69; Armando Tavares dos Reis a 22 de Outubro de 2022, aos 91; Porfírio tavares Pires a 7 de Abril de 2026, aos 83. Os quatro de doença. RIP!!!

- ANO 1971, há 55 anos: Joaquim Andrade no naufrágio do bacalhoeiro «S. Jacinto»!


Joaquim Andrade em 1967


óisdaribeirense Joaquim Andrade dos Reis Pires (de Carvalho) nasceu a 1 de Maio de 1947, há precisamente 79 anos - hoje se fazem -, e era um dos pescadores do bacalhoeiro «Rainha Santa» que, a 10 de Setembro de 1971, sofreu um temoroso incêndio, seguido de naufrágio.
Faleceram 8 tripulantes!
A embarcação preparava-se para a faina nos mares da Terra Nova e o incêndio foi provocado por um curto-circuito na casa das máquinas, que explodiu.
A tripulação demorou dramáticas horas a nadar nas frias águas, até que maioria deles foram salvos por outros navios da frota bacalhoeira portuguesa - que navegavam nas proximidades.
Joaquim Andrade, felizmente, foi um dos que se salvou.
É filho de José Pires de Carvalho (Foca) e de Esménia Marques dos Reis, que moraram na Rua Adolfo Pires dos Reis (a do Viveiro), ambos já falecidos, e irmão de Maria Adelaide (também já falecida) e de Clarice Marcos dos Reis Carvalho Pereira - que mora na casa que foi dos pais. Casou e mora em Carcavelos (Eirol).
- NOTA: A sua primeira campanha foi em 1967, entretanto já no navio «S. Jacinto», seguindo-a todos os anos posteriores, até 1971, quando naufragou. Ainda fez as campanhas de 1972 e 1973, mas no bacalhoeiro «Rainha Santa». A sua cédula marítima tinha o nº. 31 436, emitida pela Capitania de Aveiro a 6 de Janeiro de 1967
.

- Ano 1871, há 155 anos: Maria Bernardina foi filha, irmã, esposa, mãe e trisavó de políticos de Óis da Ribeira!


Maria Bernardina Tavares dos Santos Silva 
e Manuel Maria Ala de Resende

Maria Bernardina Tavares dos Santos Silva nasceu em Óis da Ribeira a 1 de Maio de 1871. Uma segunda-feira de há 155 anos!
Foi filha, irmã, mãe e trisavó de vários líderes políticos óisdaribeirenses.
Maria Bernardina era filha do lavrador Manuel Tavares Duarte e  de Maria José dos Santos Silva, governanta de casa e ambos de Óis da Ribeira. 
Era neta paterna de João Tavares da Silva e de Maria Clara Duarte (que era de Casal de Álvaro), e materna do cirurgião José Santos Silva e de Ana Catarina Soares.
Casou com Manuel Maria Ala de Resende, de Águeda, a 30 de Junho de 1904, ela com 33 e ele com 29 anos. O casal teve os filhos Manuel (Neca, nascido a 22 de Novembro de 1906 e falecido 17 de Dezembro de 1968), José (nascido a 30 de Agosto de 1905 e falecido a 25 de Dezembro de 1983), Armando (nascido a 3 de Março de 1911 e falecido a 13 de Janeiro de 1990) e Albano (nascido a 30 de Dezembro de 1908 e falecido a 2 de Julho de 1909).
Maria Bernardina faleceu a 17 de Novembro de 1933, aos 62 anos. O viúvo, faleceu em 1943, aos 68. RIP!!!!

Padre/Monsenhor
José Bernardino

Políticos da Família
Santos Silva/Resende

A família de Maria Bernardina Tavares dos Santos Silva esteve intimamente ligada à política local de Óis da Ribeira.
Vejamos:
1 - MÃE: Maria José dos 
Santos Silva. 
Chefe do Partido Progressista, na passagem do Século XIX para o XX e extinto pela implantação da República, em 1910. Opunha-se ao Partido Regenerador e à ditadura de João Franco.
2 - IRMÃO: Padre José Bernardino 
dos Santos Silva. 
Celebrou Missa Nova em Dia de Reis de 1903, aos 22 anos e, convicto defensor da monarquia, por isso, denunciado pelo regime republicano por «suspeitas de alta traição». Esteve 5 meses preso no Alto do Duque e Limoeiro, em Lisboa, mas libertado (sob caução) a 22 de Abril de 1912.
Em data imprecisa, foi para o Brasil (Estado do Espírito Santo) e por cá julgado à revelia no Tribunal Militar de Coimbra. Regressado a Portugal, voltou a presidir à Comissão da Ponte (já fôra  antes do 5 de Outubro de 1910), foi Consultor Diocesano, pároco e arcipreste
de Águeda e pároco da Trofa e de Óis da Ribeira.

Armando Resende
O Papa Pio XI elevou-o à dignidade de Camareiro Secreto, com o título de Monsenhor e Águeda, então, prestou-lhe «justa e eloquente homenagem». 
Antes da implantação da República, foi presidente da Comissão Cultual (actual Junta de Freguesia), de 26 de Janeiro de 1908  a 30 de Outubro de 1910.
Personalidade influente da vida pública de Óis da Ribeira, foi activo presidente da Comissão da Ponte, inaugurada a 25 de Maio de 1952.  
Faleceu a 18 de Janeiro de 1960, de doença e aos 80 anos, na sua casa de Óis da Ribeira.
3 - MARIDO: Manuel Maria Ala 
de Resende (na foto de cima, com a esposa). 
Tesoureiro da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia nomeada pelo Governo Civil de Aveiro e presidida por Joquim Maria Viegas, de 27 de Janeiro de 1918 a 20 de Março de 2019.
Alexandre Pires
4 - FILHO: Armando dos Santos 
Ala de Resende. 
Presidente da Junta de Freguesia de 28 de Dezembro de 1941 a 28 de Janeiro de 1946 e de 2 de Janeiro de 1955 a 17 de Novembro de 1957 (quando se ausentou para Angola), tesoureiro do executivo de Manuel Tavares da Silva de 2 de Junho de 1960 a 3 de Abril de 1962 (depois, presidente, até 1 de Janeiro de 1964); presidente dos mandatos de 1964/1967 e 1968/1971. 
5 - TRINETO: Alexandre Resende dos Reis Pires.
Neto materno de Maria Ascensão Resende, por sua vez neta paterna do casal Manuel Maria Ala de Resende/Maria Bernardina Tavares dos Santos Silva; filha de Manuel dos Santos Ala de Resende (Neca). Foi o segundo candidato da lista do PS (o primeiro de Óis da Ribeira) nas eleições autárquicas de 2017 e de 2021, sendo, neste, membro da Assembleia de Freguesia.
- NOTA: Penitenciamos-nos por qualquer eventual imprecisão de datas.

- ANO 1828, há 198 anos: Acta da Câmara Municipal de Óis da Ribeira!


Os nomes da acta de 1 de Maio de 1828, há 198 
anos, da Câmara Municipal de Óis da Ribeira. 
Cópia do livro de Laudelino de Miranda Lemos
A Família Calvo

A Câmara Municipal de Óis da Ribeira  reuniu-se a 1 de Maio de 1828 e exarou uma acta de «adesão, juramento e fidelidade ao Infante D. Miguel, Rei Absoluto de Portugal e Algarve e seus Domínios».
Há 198 anos!
O histórico documento foi lavrado pelo secretário Joaquim Pires Soares, da Câmara de Óis da Ribeira e também foi Juiz Ordinário da antiga vila óisdaribeirense e faleceu a 28 de Setembro de 1881, aos 87 anos.
A fechar, a acta tinha 5 vivas, que recordamos:
«Viva a Santa Religião Católica Apostólica Romana! Viva o Sereníssimo Senhor D. Miguel I, Rei Absoluto de Portugal! Viva a Imperatriz Rainha! Viva a Dinastia da Real e Sereníssima Casa de Bragança! Vivam os fiéis e verdadeiros Portugueses!».
- NOTA: Joaquim Pires Soares, o escrivão da acta, nasceu e foi baptizado a 17 de Agosto de 1874, filho de José Pires Calvo, natural de Óis da Ribeira, e de Ana Maria Soares, que era de Requeixo. Neto paterno de João Pires Calvo e de Silvina (?) Maria, ambos de Óis da Ribeira. Neto materno de José Braz Pinheiro e de Rosa Quitéria. - Ver AQUI

quinta-feira, abril 30, 2026

A sessão da AFTOR foi adiada por nova convocatória ilegal...

A ordem de trabalhos da
AFTOR de 29/04/2026

Óscar Matos
(Juntos)


A Assembleia de Freguesia (AF) da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR, convocado para a noite de ontem, dia 29 de Abril de 2026, não se realizou. E porquê? Imagine-se: por estar convocada fora de prazo.
Ser ilegal, portanto!
A sessão era (é) a de prestação de contas de 2025 - entre outros pontos - e a convocatória repetiu o erro da de Dezembro de 2025. 
Fora de prazo.
O que, francamente, achamos inacreditável
Paulo Gomes
(CDS+Indep.)
e, deixem-nos ser francos, evidencia notória falta 
de respeito pela democracia local e pelas responsabilidades políticas dos seus eleitos.
Então, no «reino» da AFTOR não se respeita a legalidade?
Até parece, salvo seja..., que, em Travassô e Óis da Ribeira, se anda a brincar com a política e os eleitores e com os superiores interesses da comunidade.
«Falta de preparação e competência... Depois de terem levado uma advertência da ANAFRE, por terem marcado a Assembleia de Dezembro fora do prazo, cometeram o mesmo erro», considerou Paulo Jorge Gomes, o anterior presidente da AFTOR.

A freguesia merece 
Ricardo Almeida, Ondina Soares e Paulo
Pires, os eleitos do CDS + Independentes
mais e melhor!

Os trabalhos foram convocados por Óscar José de Almeida Matos, eleito do Movimento Juntos Por Águeda e actual primeiro secretário da AFTOR, nesta sessão (como na de Dezembro de 2025) em regime de substituição da presidente Ana Sofia Resende Framegas, em licença de maternidade.
A ordem de trabalhos era (é) extensíssima, como se pode ver na imagem ao lado.
Os trabalhos, todavia, começaram e logo terminaram, depois de os eleitos do CDS + Independentes terem levantado a questão da legalidade.
Tal e qual como na sessão de Dezembro de 2025.
Repetindo a (in)competência.
«Mais uma vez ridículo! Que falta de preparação para o cargo.... Até parece que brincam com isto», opinou Paulo Jorge Gomes, acrescentando que «a freguesia merece mais e melhor».
A Mesa da (não) sessão de ontem foi presidida por Óscar José de Almeida Matos, com os secretários José Miguel Pereira de Almeida e Sofia Botelho Marques - todos dos Movimento Juntos Por Águeda. Juntistas, também assinaram ponto Bruno 
Alexandre de Almeida Gomes Soares, Cristina Maria Marques da Silva e Hugo Miguel da Costa Ramos, este a substituir o Manuel Carlos Martins de Oliveira (ausente no Canadá).
Os eleitos do CDS + Independentes foram Paulo Rogério Lopes Pires, Ondina  da Silva Gomes Soares e Ricardo Alexandre Rebelo de Almeida.
O executivo esteve representado pelo presidente Sérgio Edgar da Costa Neves e pelo secretário Miguel dos Reis Soares, eleitos do Movimento Juntos por Águeda.
Sem trabalhos executados, aguarda-se agora a marcação de nova data da AFTOR, em convocação extraordinária.
É o que está a dar a política local.

- ANO 2003, há 23 anos: Apoio de 125 000 euros do Governo Central à ARCOR


Marques Mendes

Bagão Félix

O então ministro dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Mendes, encontrou-se com o presidente da ARCOR, Celestino Viegas, a 30 de Abril de 2003. 
Uma quarta-feira de há exactamente 23 anos!
O 1º. ministro era Durão Barroso - o do «Governo da tanga» - e objectivo era apresentar e analisar o desejado apoio extraordinário do Governo à ARCOR, então envolvida na construção do Centro Social e que, na altura, era credora da Segurança Social, nos termos do contrato-programa assinado entre as duas partes.
As obras já iam no 11º. mês da segunda e última fase e não é difícil imaginar as dificuldades arcorianas de tesouraria.
O encontro seguiu-se a um contacto com Paulo Portas (o então Ministro de Estado e da Defesa) e repetiu-se a 10 de Setembro, na Festa do Leitão, em Águeda - onde Marques Mendes reuniu com a direção da ARCOR. Nesta altura, o presidente Celestino Viegas, o vice-presidente Dinis Alves (actual presidente), o tesoureiro Agostinho Tavares e a vogal Maria Madalena Carvalho Neves.
Apenas dois dias depois, a 12 desse mesmo mês e ano de 2003, o Ministro do Trabalho e da Segurança Social (António Bagão Félix) atribuiu um subsídio extraordinário de 125 000 euros para as obras da ARCOR.
- NOTA: Os 125 000 euros de há 23 anos e segundo o conversor da PORDATA, seriam agora qualquer coisa como 188 322 euros. 
Que, seguramente, bom e oportuno jeito fariam à actual tesouraria da ARCOR.

- ANO 1993, há 33 anos: A dragagem da pateira prometia pistas de remo e canoagem!

 

A dragagem da pateira em 1992. Quem se lembra desta imagem?

Pateira sem pista de remo e canoagem



A administradora-delegada da Associação de Município da Ria (AMRia) esteve em Óis da Ribeira no dia 30 de Abril de 1993, uma sexta-feira de há 33 anos, para rever o projecto de dragagem da pateira.
Quanto ao que mais interessava à vila de ÓdR, falava-se na parte mais a sul da lagoa, da então parte já dragada (entre as margens de ÓdR e de Fermentelos) para o lado de Espinhel, e, imagine-se só..., até se prometia uma pista de remo e canoagem. O que seria excelente!
A administradora da AMRia reuniu com representantes das Câmaras Municipais de Águeda, Oliveira do Bairro e Aveiro - tendo este, o vereador engº. Maia, informado a sua autarquia, na sessão seguinte, que o projecto de dragagem da pateira estava completo, mas que, devido à falta de fundos do Programa ENVIREG, não havia condições de aprovação.
Quanto à pista, nem vê-la. Até hoje e já lá vão 33 anos!
- NOTA: As mentirolas da classe política não são só de agora, nem de ontem, como todos sabemos. Nem escolhem nomes e/ou cores. Já alguém por aí viu as tais prometidas pistas?

- ANO 1961, há 65 anos: Orçamento suplementar da Junta por causa dos baldios!

Baldios da Junta, à saída do Caminho Fundo (em
cima) no Caminho das Quintas. E outros há..
.


A demarcação dos baldios obrigou a Junta de Freguesia de Óis da Ribeira a um orçamento suplementar que foi analisado na sessão de 30 de Abril de 1961.
Um domingo de há exactamente 52 anos.
A despesa não tinha sido prevista no orçamento ordinário do ano e o presidente Manuel Maria Tavares da Silva propôs ao tesoureiro José Pinheiro das Neves e ao secretário Armando dos Santos Ala de Resende o suplemento orçamental de 1601$55 centavos, qualquer coisa como aproximadamente 850 euros, segundo o conversor da Pordata.
A proposta para a demarcação dos baldios óisdaribeirenses, não necessariamente os que se vêem na imagem (não sabemos), viria a ser aprovada na sessão seguinte, a de 28 de Maio de 1961.
- NOTA: Tudo transparente, nesse tempo de há 65 anos. Eram outros tempos e outros executivos. Com gente de patamares diferentes, que não podem ser comparados. Tempos diferentes.

- ANO 1905, há 121 anos: Conde de Sucena ofereceu bandeira à Tuna de Óis da Ribeira!

A bandeira oferecida pelo Conde Sucena

Conde Sucena



O Conde de Sucena ofereceu uma bandeira à Tuna de Óis da Ribeira a 30 de Abril de 1905. 
Hoje se fazem 121 anos.
A entrega foi feita na casa que o ilustre titulado tinha na vila de Águeda, na praça que tem o seu nome, achando-se muitas pessoas presentes e subindo ao ar grande quantidade de foguetes.
A tuna óisdaribeirense tocou «alguma peças do seu variado e distinto reportório, que agradaram muito ás pessoas que ali se achavam«, e o (seu) presidente Manuel Tavares da Silva, «agradeceu com palavras comovidas e cheias de entusiasmo a valiosa oferta do sr. Conde, que constitui um penhor de eterna gratidão, não só para aqueles alegras rapazes, mas para toda a freguesia de Óis da Ribeira»
- NOTA: Ver notícia AQUI e recorte do jornal DAQUI

- ANO 1901, há 125 anos: Tiros de revólver na porta do Teodoro, pela honra de uma jovem criada !

 

Notícia do «Jornal da
ARCOR» de 30/07/2001



Há 125 anos, José Francisco da Silva, homem para 70 anos de idade e casado, era por Óis da Ribeira conhecido como o Teodoro e tinha uma criada de Travassô.
A rapariga não era nada para pôr fora, razão que punha muita cabeça d´homem a andar à roda. Até a do próprio Teodoro, que foi anonimamente ameaçado para a mandar embora, antes que lhe pusessem fogo à casa. 
Ameaça que, todavia, não atemorizou o bom do Teodoro.
Só que, na verdade, é que a altas horas de uma noite, alguém descarregou 4 tiro de revolver na porta da casa, até duas balas caindo na saleta e ficado um aviso espetado na porta: tinha Teodoro um dia para mandar a cachopa ou lhe mandavam a casa pelos ares. A casa e o parreiral da frente.
O bom do Teodoro, não fosse o diabo tecê-las e deixando-se de descautelas, achou por bem dispensar os serviços e lá ficou sem a criada, para Travassô a mandando embora.
- NOTA: Esta história, e com mais pormenores, vem contada no «Jornal da ARCOR» de 30 de Junho de 2001 (de onde, com  a devida vénia, a repescámos).

quarta-feira, abril 29, 2026

O Dia da Mãe da Tuna com caminhada em Óis da Ribeira!

O cartaz promocional
A Tuna / AFOR




A Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira (AFOR) vai realizar a sua 2ª. Caminhada do Dia da Mãe.
O evento vai decorrer a 3 de Maio de 2026, com partida às 9,30 horas e da Sede 2, a antiga escola primária de Óis d Ribeira.
A iniciativa, segundo a direção de Luís Neves, «tem como principal objetivo promover o convívio saudável, o bem-estar e o fortalecimento dos laços entre todos os participantes, num ambiente descontraído e familiar».
O trajecto será simples, pelos caminhos da freguesia e acessível a todos. No final da caminhada, decorrerá um convívio, com direito a sopa, bifana e bebida - «o ideal», segundo a direcção tunante, para «prolongar este momento de partilha».
A participação terá um donativo simbólico de «2 passos», o que inclui uma garrafa de água e uma peça de fruta.


- ANO 1998, há 28 anos: Reunião pública sobre o Centro Social da ARCOR!


O Centro Social de ARCOR e a sede da União de Freguesias

O terreno onde foi construído o centro social
da ARCOR e a sede da Junta de Freguesia


A quarta-feira de 29 de Abril de 1998 foi dia (à noite) de uma reunião extraordinária sobre a candidatura da ARCOR para as obras do centro social (ao tempo denominado Centro Cívico) e a sua (não) entrada em PIDDAC - o Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central.
Há 28 anos!
O histórico encontro teve participação da dra. Maria do Carmo Ramos, quadro superior da Segurança Social de Aveiro, e o intuito era esclarecer as dúvidas que existiam (e eram muitas, na verdade...) sobre a (não) existência do projecto e da candidatura - sobre o que muito se especulava em Óis da Ribeira.
Havia projecto e havia candidatura, só que esta, em termos do distrito de Aveiro, tinha 9 outras à frente. Foram desfeitas dúvidas e «absolvido» Fernando Reis Duar7e de Almeida, o então presidente da direcção - acusado do contrário, com o tesoureiro Afonso Farias de Carvalho e o secretário Hercílio Alves de Almeida.


ARCOR em 1998
Reunião foi pública
e muito participada!


A muito participada e histórica reunião teve lugar no salão da então sede da Junta, agora da Tuna, na noite desse dia 29 de Abril de 1998.
Muito participada, teve presença, além destes dirigentes arcorianos, do executivo da Junta de Freguesia (presidente Fernando Pires, tesoureiro Rui Fernandes e secretário Manuel Capitão), Celestino Viegas (antigo e futuro presidente da direcção), António Jorge Tavares e Oriana Tavares (que tempos antes se tinham demitido da direcção da ARCOR).
Além deles, também Isauro Santos e Agostinho Tavares (antigos presidentes da Junta de Freguesia e este futuro da ARCOR), Porfírio Pires, Tobias Reis, José Pinheiro e esposa (Maria Dulce Viegas), Armando Tavares dos Reis, Manuel Horácio Reis e esposa (Maria do Rosário), Aurélio Framegas, Angelino Gomes da Conceição e esposa (Maria do Carmo), Manuel Joaquim (Beatriz), António Simões Pereira, Jorge Marques, Aurélio Reis, Lurdes Cadinha, Rosa Maria Santos, Clélia Costa, Maria Joaquina Lopes, António Carlos Almeida, Jorge Soares, José Melo (Rosália), Rui Melo, Dionísio Prazeres, António José Tavares (anterior presidente da ARCOR), as irmãs Marília e Isaura Gomes Soares, João Marques (Bicho), Leonildo Costa, Manuel Ferreira, Clarinda Reis e filha (Maria José), João Viegas, Clara Santos, José Pires e António Resende.
Já durante o decorrer da reunião, entraram na sala Armando Ferreira, Carlos Marques, Paulo Gonçalo, João T. Santos (Aires), António Manuel Melo e Messias Framegas.
A proposta de lei que deu corpo
ao centro social da ARCOR 

O Centro Social no
PIDDAC de 1999!


O projecto do Centro Social da ARCOR incluía a sede da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira - por isso durante muito tempo de denominado Centro Cívico - e tinha sido aprovado em 1997, pela Segurança Social de Aveiro.
A dra. Maria do Carmo Ramos disse o que se previa, nesta histórica reunião de há 27 anos. Disse que a obra, para andar, tinha de entrar no PIDDAC.
O que veio a acontecer por decisão da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia da República, com votos favoráveis dos deputados Castro Almeida, Rui Rio, Manuel Oliveira e José Júlio Ribeiro (eleitos do PSD), Sílvio Cervan (do CDS) e João Amaral (do PCP).
Os eleitos socialistas abstiveram-se, era António Guterres o 1º. Ministro (PS), que não tinha o projecto incluído no PIDDAC para 1999. Reprovando-o, pois.
- NOTA 1: A proposta de alteração ao Orçamento de Estado tinha sido apresentada a 25 de Novembro de 1998, pelo deputado Manuel Castro Almeida (PSD) e assinada pelos eleitos do PSD, CDS e PCP. Deu entrada na Comissão de Economia e Finanças a 3 de Dezembro e foi votada no dia seguinte - com a votação que, manuscrita e sublinhada a vermelho, se pode ver na imagem.
- NOTA 2: Participantes da reunião de há 28 anos, já faleceram Fernando Reis e Hercílio de Almeida, Isauro Santos e Agostinho Tavares, Porfírio T. Pires, Tobias Framegas Reis, José Pinheiro, Armando Tavares dos Reis, Dionísio Prazeres, Marília Gomes Soares, Oriana Tavares e José Tavares Pires, Armando Alves Ferreira, João Tavares dos Santos (Aires) e Messias Framegas. RIP!!!

- ANO 1993, há 33 anos: Assembleia Municipal aprovou cedência do terreno à Junta de Freguesia !

A
O terreno cedido pela Câmara de Águeda

Fernando Pires, Agostinho Tavares e Celestino
Viegas na escritura de 23/06/2004
A Assembleia Municipal de Águeda aprovou, a 29 de Abril de 1993, a cedência do terreno comprado a Armando Resende - onde hoje se situa o centro social da ARCOR e sede da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira.
Há 33 anos!
A deliberação camarária era de 6 de Abril desse ano e o terreno tinha sido escriturado a 15 de Fevereiro de 1989, pelo valor de 7 500 contos, sendo que o vendedor fez um desconto de 500 contos, por o terreno se destinar a obras de natureza social e desportiva.
A Junta de Freguesia era presidida por Fernando Tavares Pires, que contribuiu com 1 500 contos (dos 7 500) e a escritura de cedência à Junta de Freguesia viria a ser assinada a 22 de Março de 1994, entre os presidentes Denis Ramos Padeiro (da Câmara) e Fernando Pires (da Junta).
- NOTA: A escritura de cedência à ARCOR, pela Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, foi, ver a segunda foto, assinada a 23 de Julho de 2004, pelos presidentes Celestino Viegas (e o tesoureiro Agostinho Tavares), pela ARCOR, e Fernando Pires, pela Junta.


- ANO 1982, há 44 anos: Jardim de infância na escola primária!


A casa da Junta de Freguesia na qual se admitiu, há
44  anos, instalar o jardim de infância da ARCOR


A Câmara Municipal de Águeda comprometeu-se, por escrito, «a executar as obras necessárias e apetrechar convenientemente uma sala para funcionamento do jardim de infância de Óis da Ribeira», a solicitação da ARCOR.
Há 44 anos!
O termo de responsabilidade foi assinado pelo vereador José Santos Silva, já falecido, e previa que as obras fossem realizadas até ao início do ano lectivo de 1983/1984. Pensou-se, inicialmente, na Casa da Junta da Rua Adolfo Pires dos Reis (que depois foi sede da Tuna e agora está há vários anos abandonada pela autarquia), mas os custos que acarretava lavaram a que a ideia fosse posta de lado.
O presidente da direcção era Celestino Viegas e passou-se a promessa para a sala mais velha da escola, mas a Câmara Municipal não cumpriu a responsabilidade que assumiu, com assinatura do vereador Santos Silva. 
- NOTA: Curiosamente e por coincidência, já no mandato de Fernando Reis e a 5 de Dezembro de 1997, 15 anos depois, a sala veio a ser utilizada como jardim de infância da ARCOR e até 2004!! Demorou, mas... foi!Actualmemte, é a sala da escola de música da Tuna/ AFOR

- ANO 1962, há 64 anos: Atestados de casamento para Graciete e Porfírio!

Maria Graciete
Porfírio T. Pires
 



A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, ao tempo presidida por Armando Resende, emitiu, com carácter de urgência e na reunião de 29 de Abril de 1962, atestados de casamento para dois óisdaribeirenses: Maria Graciete e Porfírio.
Há 64 anos.
Maria Graciete de Almeida Estima era filha de Casimira Almeida e António Fernandes Estima, de Óis da Ribeira, moradores na agora Rua Jacinto Bernardo Henriques (à entrada da ponte). Casou em Assequins com Aurélio Henriques Ruivo e o casal teve os filhos Aurélio José (já falecido) e Sandra Maria.
Porfírio Tavares Pires é filho de Neófita Alda Pires Tavares e Fernando Pires Soares, ambos já falecidos. Casou em Casal de Álvaro, em 1962 e com Maria Isaltina Gomes de Oliveira Reis e o casal, entretanto separado, teve os filhos Cesaltina (emigrada nos Estados Unidos) e Porfírio de Oliveira Tavares Pires (que faleceu dia 27 de Maio de 2022, vítima de doença, aos 56 anos e no Luxemburgo). Porfírio (pai) viveu em Óis da Ribeira, na sua casa da Rua Manuel Maria Tavares da Silva e casado com 
Cristialina Pires de Almeida Tavares, de Espinhel.
- NOTA: Maria Graciete faleceu, já viúva e de doença, aos 75 anos, em Assequins e a 22 de Dezembro de 2014. Pofírio faleceu a 7 de Abril de 2016, aos 83 anos. RIP!!!

- ANO 1956, há 70 anos: O arrendamento do terreno da Junta!

O terreno da Junta (já com o lavadouro e sede)
 e 2020

A sede da Tuna /AFOR (a antiga Junta)



A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, na sua sessão de 29 de Abril de 1956, aprovou a acta da anterior, que estabeleceu o arrendamento do terreno à ponte.
Há precisamente 70 anos.
O concurso público foi ganho por Amadeu Pereira dos Santos, que morava na Rua do Viveiro, a actual Adolfo Pires dos Reis), que apresentou a melhor oferta: 60$00 anuais e pelo prazo de 3 anos, com pagamento adiantado.
- NOTA: O terreno tinha sido comprado a Mário Duarte de Almeida e é o mesmo onde hoje se localiza a Sede 1 da Tuna / AFOR. Já foi sede da Junta de  Freguesia e, na cave, a da ARCOR, até 2004. Nesta, onde agora funciona a comissão de festa de Nossa Senhora de Fátima.

terça-feira, abril 28, 2026

A degradação e a erva do polidesportivo da ARCOR!

 

A rede que fica atrás da baliza sul do polidesportivo da ARCOR

A erva a crescer no polidesportivo da ARCOR

O polidesportivo da ARCOR é tema recorrente do d´Óis Por Três, por menos boas razões e disso não temos gosto nenhum.
A 25 de Outubro de 2023, por exemplo, dávamos conta do estado de abandono e vandalismo em que se encontrava, já então «vítima» de vários e repetidos esquecimentos diretivos.
A erva do «poli» a 23/01/2004

Já 5 anos antes - ver AQUI -, e mesmo outras vezes antes, falámos de o equipamento desportivo arcoarino «não ter qualquer tipo de manutenção».
«Desde há muito tempo, não existe: piso de jogos deteriorado e cheio de folhas de eucalipto e agulhas de pi
nheiro, ramos e gravetos de árvores, redes esburacadas, balizas estragadas e sem redes, abandono manifestamente visível», escrevemos então.
Por bem, ou pois mal: vamos a 28 de Abril de 2026 e o polidesportivo a ARCOR continua esquecido, abandonado e cada vez mais degradado
.
O que é pena! Muita, muitíssima pena ver este equipamento desportivo da Arcor assim abandonado! Como se não tivesse dono!
- NOTA: O d´Óis Por Três já em Agosto de 2010 (ver AQUI), em Junho de 2015 (ver AQUI) e Novembro de 2018 (AQUI), entre outras vezes, deu conta e alertou que «a ARCOR tem um polidesportivo, mas parece que o parque não tem dono, tal é o seu abandono, certamente de muitos meses, ou anos... A rede está rebentada, o passeio cheio de lixo...». 
Aos dia de hoje e lamentavelmente, sobra a ideia (provavelmente errada, assim seja...) de que as sucessivas direcções da ARCOR não sabem, ou não querem saber, deste equipamento desportivo. Ou que, sabendo, não o assumem, como é sua obrigação, e o deixam degradar dia-a-dia.