terça-feira, novembro 07, 2017

As cativações e abcessos da política travassÓisense!

Óis da Ribeira: fachada da sede da União de 

Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira
O pior que poderia acontecer à (des)União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira está a acontecer: a cativação dos votos e da democracia.
Os eleitos de 1 de Ou-
tubro cativaram a demo-
cracia local e puseram Sérgio Neves como a escrava para o poeta Camões: é a cativa que o cativa. É a cativa que o amarra (cativo das opo-
sições e dos seus não votos). Por outras pa-
lavras: Sérgio Neves, o vencedor insuficiente, é ao mesmo tempo sequestrador e refém. 

Os cativos 
da política

Sérgio Neves, na verdade, é um dos sequestradores dos resultados eleitorais de 1 de Outubro, que lhe deram uma vitória de Pirro. Uma vitória curta, insuficiente, dependente de quem cativa a maioria do votos (os quatro dos juntistas e um dos socialistas). 
Está, todavia, a jogar com eles, a seu favor. Aceita-os e não aceita, conforme lhe convém.
Refém deles, também, pois deles depende. O que não deixa de ser curioso.
É, na prática, o cativo que tem cativa a democracia de TravassÓis.

Nada de maiorias
para... ninguém!

Estas coisas não acontecerão por acaso. Quase nunca, ou nunca. acontecem por acaso.
Por um lado, os estimados eleitores, estando cansados da gestão autárquica local, quiserem «castigar» quem a exerceu.
Por outro, nada de dar maiorias - por causa dos abusos destas. 
Foi o que se viveu no primeiro mandato da (des)União de Freguesias: um executivo autoritário e autofágico, que fez o que quis e lhe apeteceu e até ao órgão fiscalizador (a Assembleia de Freguesia) várias vezes se recusou a prestar contas. A responder às questões que não lhe apeteciam.
Um executivo que foi apeado, por essas e por outras.
Um executivo que teve a arte, a habilidosa arte de fazer de conta, que sempre arranjou forma de simular que cumpria, mas incumprindo, alimentando o autoritarismo à volta dos votos que recolheu e nas inúmeras dependências que foi promovendo, nos favores a amigos, para se aguentar no poder. 
Pois bem, tal como o gato escaldado, o povo de executivo igual (ou parecido) teve medo e por isso entendeu não dar mais maiorias, armadilhou os novos eleitos e deles passou a exigir mais qualquer coisa que o que foi vendo no exercício do público magistério da política autárquica.

O abcesso e
o grupo dos 5!

Sérgio Neves, naturalmente ambicioso, perdeu as eleições uma primeira vez mas, beneficiando do desencanto dos ribeirenses e alguns travassonenses, ganhou na segunda. 
Sucede, porém, que, parecendo não perceber isso (ou também ele fazendo de conta), tem um enorme abcesso entalado no seu minoritário poder: a herança do faz-de-conta, que deixou o povo desconfiado. E a maioria que o desautoriza e desvaloriza. 
De tal está cativo.
E dos 4+1, os 5 que o negam a tudo o que mexe!
Dos abcessos da política autárquicas local!
E da sua própria afirmação como autarca.
Será um mandato de gestão para (re)vermos com o tempo! Talvez com surpresas muito próximas! Aposta o d´Óis Por Três de que...
Partilhar no Google+Enviar por emaiA função pública está para António Costa como a Bárbara escrava para Camões: é a cativa que o tem cativo. Por um lado, os funcionários, os reformados e os milhões de dependentes do Estado cativam o primeiro-ministro, pois são eles que lhes dão os votos que sustentam o Partido Socialista (e que, no futuro próximo, lhe podem oferecer uma maioria absoluta). Por outro, António Costa está absolutamente cativo deles, pois todos os anos é necessário, na feira orçamental de Outubro e Novembro, comprar o apoio das corporações que permitem ao PS governar. António Costa é simultaneamente sequestrador e refém – o cativo que nos tem cativos

segunda-feira, novembro 06, 2017

TravasÓis num novo (mas mau) tempo político histórico

Já há saudade da última Assembleia de Freguesia,  a primeira da União de
Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira. Alguns actores, são os mesmos...

O brasão da União de Freguesias foi um
dos «projectos» que o anterior executivo
 deixou por fazer. Em 4 anos!
A União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira, em condições normais e politicamente gerida por pessoas normais, já há semanas estaria a trabalhar e a viver um novo tempo histórico - embora de experiência e dúvida, considerando a debutância do presidente eleito.
A União forçada (e que OdR na verdade não quis...) teria à frente dirigentes eleitos e deles se aguardaria que tivessem dimensão humana e política para
Há gente a quem, às vezes, pára o cérebro!
Ou lhe acontece algo estranho!
a tarefa de concretizar ambições e manter vivo o direito a acreditar no futuro, sempre em respeito pelas demais forças.
Em condições normais, não andariam as senhoras e os senhores eleitos, como gato a bofe, a atirar-se uns aos outros e «matando», com essas espatafúrdias e circenses lutas, as expectativas populares, uns sobre os outros lançando suspeitas e mostrando as suas próprias limitações.
Não quero agoirar, mas a continuar este surto de bacocada política, de irrespon-
sabilidade e sensacionalismo barato, de ditadura do “politicamente eleito” e de alguma vontade (deles) de aparecer nos jornais e de se parecer com gente grande, não irá muito longe a (des)União.
A multiplicação de historietas sobre o estado da (des)União, por outro lado, e a coscuvilhice lançada sobre os seus eleitos mais a banaliza que a (ou os) valoriza. A minha dúvida maior sobre esta embrulhada travassÓisense - e dúvida que considero legítima... -, é porque raio os eleitos que se auto-propuserem para servir o povo estão, afinal, a boicotar outros eleitos no mesmo quadro e que tiveram, por razão dos votos, mais confiança do povo?
Deviam ter juízo!
Há gente, que anda por aí, a quem, na verdade e politicamente, por vezes parece que pára o cérebro!

domingo, novembro 05, 2017

Ana Paula segue em frente no The Voice Portugal

Ana Paula Rada e Juliana Ignácio no final da actuação, esta noite no The Voice Portugal.
Em baixo, Ana Paula em plena interpretação de «Beauty and the Best»


Ana Paula Rada voltou a brilhar no The Voice Portugal e venceu a batalha desta noite, interpretando a canção “Beauty and the Beast” , com Juliana Ignácio.
A jurada Marisa Liz considerou-a «um anjo a cantar». 
A mentora Áurea considerou que «trabalhar com  ambas foi maravilhoso» e vaticinou que uma e outra «vão ter um muito e longo caminho pela frente». 
«Estou muito feliz por ter vencido a batalha e no tira-teimas podem contar com algo diferente», disse a jovem cantira Ana Paula Rada, no final da sua interpretação e já apurada para a fase seguinte.
Ana Paula é de nacionalidade romena, mas nascida em Portugal. É enteada de Rui Jorge Pereira dos Reis, filho de Natércia Pereira e Arlindo Reis, ribeirenses que moram na rua da Pateira.
A Ana Paula, de apenas 15 anos, estuda no 11.º ano e, em paralelo, também música, no 6.º grau de canto; tem igualmente o 5.º grau em piano. Sonha trabalhar no teatro e na ópera. Identifica-se com o estilo mais clássico. Costuma cantar em recitais e o seu maior sonho é participar numa ópera. Parabéns!
Ver e ouvir AQUI

A cultura política ribeirense e alguns «ses»...

Assembleia de Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira, no salão da sede da
União de Freguesias, em Óis da Ribeira (foto SP)
Travassô e Óis da Ribeira, uma união muito desunida!
O que se passa neste pouco di-gnificante mo-
mento da polí-
tica travassÓi-sense, pouco ou nada tem a ver com Óis da Ribeira. 
A política, para alguns, é a arte de berrar
mais alto. Quanto mais alto melhor!
Ou pior?
Feitas as contas e olhando com olhos de ver, logo se vê que dos 9 eleitos da Assembleia de Freguesia, apenas um é de OdR. E mais dois residentes: um muito palrador e a votar contra tudo o que lhe aparece pele frente, muito juntinho ao seu mariano guru; outro sem dizer uma palavra, especado e provavelmente surpreendido, quem sabe se envergonhado, com o que vê e ouve à sua volta. No que ele se meteu.
Contas feitas, o que passa nas Assembleias e Freguesia tem a ver o quê com OdR?
Nada, ou, como aqui já foi dito, tem a ver com o pormenor, ou pormaior, de a cegada política decorrer na sede da União de Freguesias.
Que, como toda a gente sabe, é em Óis da Ribeira.
Alguém, entre os eleitos, pode parar um
bocadinho e meditar sobre os efeitos
dos seus actos públicos e políticos?
Dito isto e enquanto ci-
dadã ribeirense, devo dizer e sem rodeios, confessando-me, que me sinto vítima deste vergo-
nhoso espectáculo que enche páginas dos jor-
nais, denegrindo Óis da Ribeira e as suas gentes. Que são gente de bem e alheias a esta intrigalhada político-partidária.
Que, repita-se, nada tem a ver com a lutar tribal que opõe candidatos e eleitos, alguns dos quais

por OdR tem mostrado pouco respeito. Basta lembrar o exercício autárquico da (des)União no mandato de 2013/2017.

E lembrar que:

1 - A freguesia de OdR tem sido ostracizada pelo poder local e sujeita a uma espécie de colonialismo autárquico, como nunca se vira até 2013.

2 - OdR tem sido vítima de discriminação objectiva, mal disfarçada com umas obrazecas de favor a alguns amigos. Até o saldo de mais de 15 000 euros deixado pela Junta de Fernando Pires, a última de OdR, voou para esbanjamentos de outros destinos.

3 - Não foi certamente por acaso que a lista do Juntos, seguidora do PS do mandato de 2013/2017, teve apenas 100 votos em OdR, menos de 1/4 dos votantes (451). Quer isto dizer, por exclusão de partes, que OdR claramente não quis os juntistas na Junta de Freguesia.

Isto tudo vale o que vale e, para alguma gente, não vale grande coisa. Mas a gente com um mínimo de senso e a ver um palmo à frente da testa, talvez devesse valer uma reflexãozinha. Ao menos.

Como cidadã de OdR, sinto-me desconfortável e determinada a querer viver à revelia do jugo colonizador e desrespeitador, que para os seus fins não olha a meios.
Não quero a cultura política ribeirense - principalmente esta - seja sujeita às anormalidades «parlamentares» que se tem repetido.
Gostaria que a minha/nossa terra continuasse socialmente pacífica e harmoniosa, ideologicamente digna, culturalmente coesa ms sempre plural, politicamente pacífica e transversal e respeitadora dos básicos princípios da democracia. Que seja o que foi nos mais de 40 anos em que, batendo-se em actos eleitorais, todos os seus políticos (vencedores e vencidos) se respeitaram e argamassaram o que nos deixaram em herança.

sábado, novembro 04, 2017

A política como arma de arremesso...

Óis da Ribeira: sede da União de Freguesias
de Travassô e Óis da Ribeira


O problema que se vive na União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira não é de Tra-
vassô e Óis da Ribeira: é de duas famílias políticas.
É verdade que as várias ses-
sões da Assem-
bleia de Fregue-
sia de instalação dos órgãos políticos eleitos a 1 de Outubro
Travassô: delegação da União de Freguesias
de Travassô e Óis da Ribeira
- e já lá vão 4 delas, sus-pensas... e uma quinta virá, e lá se sabe se mais... - de-correm em Óis da Ribeira, no salão da sede da União de Freguesias. Mas há ra-
zão para isso: calhou ser em Óis da Ribeira, no seguimento da rotação de AF´s entre a sede de OdR e a Delegação de Travassô. Que não tem espaço que dê para a afluência do público que se tem registado.
Mas nem é isso que está em causa - ser aqui ou ser ali. Em causa está a «falência» da política travassÓisense, política que deixou de ser instrumento de desenvolvimento (por curto e magro que fosse) para se tornar numa arma de arremesso e/ou de sobrevivência política. O que, convenhamos, é, por três razões essenciais, uma mudança profundamente anti-democrática.

1 - Primeiramente, porque desvirtua a democracia representativa definida pelos eleitores. Na verda-
de, as populações elegem os seus representantes em eleições livres e para um mandato de duração previamente definida. 

2 - Depois, se os eleitos, sejam quais forem, não são capazes de cumprir as suas funções, o Estado de Direito tem mecanismos próprios para os destituir. 

3 - Se os eleitores não estão satisfeitos com a actuação dos seus representantes, podem castigá-los nas urnas eleitorais, desde que a elas concorram.
O problema, porém, não tem solução mágica. E muito menos tem quando os eleitos se fazem surdos e mudos ao povo que os elegeu. Se destituem do compromisso com que se apresentaram nas eleições de 1 de Outubro.
O problema tem é consequências, podendo já antecipar-se alguns danos futuros: falta de plano e orçamento para 2018, impossibili-
dade prática de pagar a pessoal e fornecedores, entre outros.
Nada disto será uma catástrofe. Não será. Mas é a prova real da insensatez dos (ir)responsáveis políticos, ante o crescente desagrado do povo eleitor que está a ficar farto da bagunçada que se vive e não tem culpa alguma do tribalismo que tem enfraque-
cido a mais honrada missão dos eleitos: o serviço público.
O indevido acto político está a abusar dos sentimentos populares e é umas das maiores das muitas ameaças à democracia. Enfraquece-a.
Falta saber se há solução para a crise e se, verdadeiramente e genuinamente, os eleitos a desejam. Antes que todos percam a paciência. Que os eleitores tem cada vez menos.

A morte de Ti Sílvia!

Sílvia Gomes e o irmão Acácio, em imagem do
princípio do século XX. É a última a falecer,
de 8 irmãos e aos 99 anos!


Sílvia Gomes faleceu na ma-
drugada de hoje, aos 99 anos e após longo tem-
po de acama
mento, doente e entregue aos cuidados dos filhos Iluzinda, António e José Maria.
A ti Sílvia!, as-
sim era conhe-
cida, era viúva de José Maria da Conceição Jú-
nior - o Zé Pas-
sarito! - e a última de uma irmandade de 8 irmãos: Maria (Cipria-
no), Francisco (que foi emigrante no Brasil e lá faleceu), Amândio (em Setúbal), Angelino, Irene, Acácio e Violante. Era mãe de Cida-
lina e Manuel (já falecidos), Iluzinda, António (morador em Travassô) e José Maria Gomes da Conceição (Russo, em Espinhel) - em casa de quem faleceu.
Trabalhou na terra e da terra fez sustento da família, que amou como mãe extremosa e sempre dedicada companheira de Zé Passarito, no espírito cristão com que foi educada e educou.
A vida não lhe foi muito grata e, para além do marido de um ca-
samento feliz, viu partir 2 filhos, antes do tempo, por eles sofren-
do as dores de esposa e mãe em luto! 
O funeral realizar-se-á amanhã, domingo, dia 5 de Novembro de 2017, da capela mortuária para o cemitério de Óis da Ribeira, a hora que neste momento ainda se desconhece.
Paz à sua alma! RIP!!!

sexta-feira, novembro 03, 2017

Governar sem governo..., até à queda final...



Falta equilíbrio no espírito
de alguns politocotecos

O destino governativo da Junta da (des)União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira eleita a 1 de Outubro de 2017 está, neste momento e não se sabe por quanto tempo, nas mãos de um presidente manifestamente inseguro e obviamente fragilizado, às mãos e dependente de um grupo de gente que se acha política (a sério...) e está cheia
Em que perigos e prejuízos
estarão os srs. eleitos a
meter a (des)União
de Freguesias?
de «nãos», por nada e por tudo.
Isto, valha o que valha, Sérgio Neves! 
Valha o que valha a oposição!
Falta equilíbrio, sensatez, tolerância. De parte a parte, não há virgens púdicas nesta embrulhada contínua.
Todos parecem viciados no desejo de popularidade e poder que não sabem conquistar por empatia, mas pelo medo e pela ameaça. Porque, para alguns, não há outra legitimidade que não seja a do «bota-abaixo».
Não interessam, para alguns, a legitimidade, as competências, os poderes e deveres de cada órgão eleito. Interessa, isso sim e apenas, se se está em alta ou em baixa nos índices de popularidade local e, portanto e por consequência, se se tem de se calar ou se, pelo contrário, se se pode atacar. 
Afinal, se votar a favor, ou votar contra.
Os interesses da comunidade, o que são perante a ambição de alguma gente? São minudências.
O que importa o prejuízo causado e a causar ao colectivo travassÓisense, se primeiro, sempre primeiro, esta(rá) a instrumentalização do voto, para alterar a correlação de forças no sistema político que o povo escolheu? Nada importa.
É espantosa e surrealista esta terra (des)unida, terra em que quer governar quem perdeu e quem ganhou (em vitória de Pirro, é certo...) está dependente dos humores e desamores dos perdedores
A(s) oposição(ões) oscila(m) entre a rudeza jacobina dos momentos em que sente(m) forte(s) e o acabrunhamento egocêntrico de quem, tendo sido poder, não consegue assumir uma derrota decidida pelos eleitores.

Um presidente frágil
e a queda da Junta

O presidente Sérgio Neves, fazendo o que pode e sabe, não sabe tudo e pouco pode e está absolutamente fragilizado, sem governo, sem meios e sem gente, sujeitando-se, não sabemos se por humildade se por soberba, aos ralhetes de quem dele não gosta e o quer ver fora da cadeira do seu precário poder.
Tinha, e tem, uma solução séria: demitir-se. 
Demitir-se e provocar a queda de um executivo que é ele mesmo (e só) e de uma Assembleia de Freguesia hostil, hábil na sua pantomina de protestos e declarações, por vezes desabridamente e sem noção do seu papel e, não menos importante, sem noção do ridículo e da vergonha. O abandono da sessão de 31 de Outubro, não por caso, se calhar, a noite das bruxas, é disso exemplo paradigmático.
Jovens socialistas
de Óis da Ribeira
O grupo de jovens socialistas de Óis da Ribeira que se desvincularam das posições da eleita Júlia Melo são os melhores aprendizes deste negro quadro de política baixa que se instalou em TravassÓis. 
Rapidamente perceberam que a propaganda que os deslumbrou na campanha eleitoral (e na sua preparação) não era mais que isso: propaganda. E que foi manipulado e instrumentalizado o seu entusiasmo e ingenuidade. Foram usados e deitados fora.
Rapidamente perceberam que, afinal, e citando o manifesto do próprio PS («Pela União  Cooperação»), a tal «equipa multidisciplinar, agregando jovens e adultos mais experientes» era uma ficção. Que essa, e novamente citamos, «enorme vontade de todos de contribuir para a mudança para o desenvolvimento, com transparência e rigor» era (é) outra coisa qualquer, não tanto o que acreditaram ser. 
Rapidamente terão percebido que muito mais que o deslumbramento pessoal de qualquer eleito, estão acima os interesses das freguesias e dos fregueses.
Honra lhe seja feita!

quinta-feira, novembro 02, 2017

Jovens socialistas de OdR demarcam-se da eleita Júlia Melo!

Romeu Fernandes e Ana Sofia Framegas desvincularam-se da estratégia e posições
do PS e da sua eleita (Júlia Melo) na Assembleia de Freguesia. Alexandre Resende
Pires, à direita e segundo da lista, continua «fiel» à líder e sua guru. Ele saberá porquê!

Rosa Almeida
Rúben Santos

Um  grupo de 5 candidatos do PS, jovens de Óis da Ribeira, demarcaram-se das posições da candidata eleita pelo partido e membro da Assembleia de Fre-
guesia - Júlia Melo -, anunciando a sua «desvinculação à lista» e sublinhando que, e citamos o co-
municado, «não que-
remos estar associa-
dos a uma lista que está a relegar para segundo plano os interesses dos ribeirenses».
Os subscritores da renúncia são Ana Sofia Framegas (quarta candidata da lista do PS), Romeu Fernandes (6º.), Rosa Lina Almeida (9ª.) e Rúben Santos (11º.), para além de Diana Moreira. 
Curiosamente, ou talvez não, Alexandre Resende Pires, o segundo candidato da lista socialista, não assinou o documento, o que significará, por exclusão de partes, que estará de acordo com a estratégia seguida pelo partido e/ou pela guru Júlia Melo.
Publicamos o comunicado, na íntegra:


«Não podemos concordar
 que esquemas,
manobras
de diversão, insultos e até

mesmo violência física 
manchem o nome
da nossa freguesia»

- Grupo de Jovens candidatos
 do PS de Óis da Ribeira

Amigos:


Vimos por este meio, comunicar publi-
camente, a nossa desvinculação à lista do PS candidata à União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira.
É com muita pena nossa, que não hon-
ramos a palavra dada a muitos de vós e, principalmente às 102 pessoas de Óis da Ribeira, que confiaram em nós. No entanto, não podemos, nem queremos compactuar com o que tem vindo a acontecer sistematicamente, desde o passado dia 1 de Outubro.
Prometemos lutar por uma mudança em prol dos interesses da freguesia, demos a cara por um projeto em que acreditámos e hoje, sentimo-nos defraudados.
A nossa posição sempre foi de nos mantermos fiéis aos princípios e ideologias do Partido, não querendo alianças fictícias, mantendo sempre a coerência e a transparência.
Negociar, sim, vender-nos nunca!
Defendemos, estar à altura de dizer não sempre que assim se justificar...Todavia, dizer sim, sempre que fosse em benefício da população, esquecendo qualquer tipo de interesses pessoais.

«Não queremos cargos políticos,
temos, sim, vontade de melhorar Óis
 da Ribeira, de contribuir de forma
eficaz para o seu desenvolvimento,
sempre respeitando os outros»

*
« (...) Negociar, 
sim, vender-nos nunca!
Estes não são, de todo, os valores do nosso Partido. 
O Partido Socialista nos seus estatutos, define-se como uma “organização política de homens e mulheres, empenhada na construção de uma sociedade livre, igualitária, solidária, económica e socialmente desenvolvida e ecologicamente sustentável”. Assente em 3 princípios fundamentais : Democracia, liberdade de expressão e autonomia.
O princípio democrático remete-nos para a “designação dos titulares dos órgãos do partido e da definição das orientações políticas do partido”. 

A liberdade de expressão, que por sua vez, permite a “formação de correntes de opinião interna compatíveis com os objetivos do Partido e a liberdade de expressão pública de cada militante no respeito pela disciplina partidária. 
Por fim, a autonomia em relação a qualquer outra organização política.
Estes são os valores do PS, são os valores em que acreditamos e pelos quais nos regemos, estes são os valores que podem impulsionar uma freguesia e a vida das suas gentes.
«Não queremos estar associados a
uma lista que está a relegar para segundo
plano os interesses dos Ribeirenses»
Não podemos concordar que esquemas, manobras de diversão, insultos e até mesmo violência física manchem o nome da nossa freguesia.
Não queremos estar associados a uma lista que está a relegar para segundo plano, os interesses dos Ribeirenses.
Não temos pretensão a cargos políticos, temos, sim, vontade de melhorar Óis da Ribeira, de contribuir de forma eficaz para o seu desenvolvimento, sempre respeitando os outros e, sobretudo, respeitando-nos a nós mesmos.
Não podemos exigir dos outros, aquilo que não fazemos porque a nossa liberdade termina onde começa a dos outros.

Sofia FramegasRomeu FernandesRosa LinaRuben dos Santos, Diana Moreira
Comunicado, ver AQUI

quarta-feira, novembro 01, 2017

Dia de Todos os Santos em Óis da Ribeira


O Dia de Todos os Santos foi hoje comemo-
rado em Óis da Ribeira, com celebração de missa, procissão e romagem aos dois cemitérios.
As cerimónias foram presididas pelo padre Júlio Granjeia e homenagearam todos os que já parti-
ram - familiares e amigos, simples conhecidos da vida terrena.
A tradição portuguesa, e também a ribeirense, leva as famílias portuguesas enfeitar as campas dos seus familiares nos cemité-
rios e, ao longo do dia 1 de Novembro visitam os cemitérios para deixar ramos e velas nas campas.
O dia honra igualmente todos os santos conhecidos e desconhe-
cidos, mártires e cristãos heróicos celebrados ao longo do ano.
Ver facebook do Padre Júlio Granjeia

Oposição abandonou a Assembleia! Triste democracia!...



Os eleitos do  Juntos - Movi-
mento Indepen-
dente (4) e do PS (1) abandona-
ram, na noite de ontem, a 4ª. sessão da As-
sembleia de Freguesia da Travassô e Óis da Ribeira destinada a eleger os vogais da Junta de Freguesia e a Mesa da Assembleia de Fre-
guesia - aparentemente em protesto quanto à condução da agenda de trabalhos, presididos por Sérgio Neves (PSD). 
Com  motivo? 
Sem motivo?
A sua (deles) consciência o dirá.
Mas a verdade é que desrespeitaram, com o abandono,  a própria Assembleia - que ficou sem quórum... - e, mais e pior que isso, desrespeitaram quem lhes creditou o seu voto. O voto do povo que confiou neles e lho deu há precisamente um mês. 
Dar-lho-ia agora?
A atitude dos 4 juntistas e da única socialista, ontem, ficará nos anais de história da (des)União como um triste e mau exemplo e revela a estirpe de gente que se comporta como um menino birrento e amuado porque não lhe deram o chocolate preferido, ou lhe tiraram o brinquedo mais desejado.
A luta tribal que persiste neste areópago autárquico travas-
sÓisense, que deveria ser de honra e de elevação e multiplicação da democracia, de prestígio e valorização da política, atingiu o pior patamar: o da FALTA DE VERGONHA!
Triste democracia!


O povo ficou
a saber!

Em apenas um mês, hoje precisamente se faz, e em dois pares de sessões de uma só Assembleia de Freguesia, o povo ficou a saber:


1 - Que deve desconfiar, interrogar-se sempre, e não pode contar com alguns baronetezecos que por aí andam a pavonear-se pelos salões do regime autárquico.

2 - Que há gente que, da política, tem a ideia (e a prática) de ser uma arte de engano, de sedução e de fantasia circenses. Também do ludibrio e da mentira.
3 - Que não pode acreditar, deve ser prudente e jamais deve confiar nas habilidades e desvergonhas e nos truques e mistificações de alguns politicotecos.
4 - Que, para alguns politicotecos, a democracia só existe, só é válida, quando eles próprios exercem o poder. Quando ganham, quando mandam. Só quando são eles os donos e senhores.
5 - Que não devem (os eleitores) deixar-se mais influenciar pela sedução de gente que não honra os votos que lhes são confiados.
6 - Que quem abandona, levianamente, precipitadamente, um órgão de eleição - um órgão representativo da vontade popular!..., a que voluntariamente se candidatou... - não mais faz (e não é pouco) que assumir o assustador ridículo da sua prepotência e irresponsabilidade, fazendo criar e multiplicar um clima de suspeição generalizada e contraproducente à própria democracia autárquica.



Este triste
espectáculo!

O presidente Sérgio Neves, na presidencial dupla empreitada que exerce com virtudes (algumas) e defeitos (também alguns e vários e repetidos erros), tem um mar de espinhos pela frente - até que aconteça, de lei, a doutrina e a razão que gerirá o caso.

Entretanto:
1 - A União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira vai continuar a assistir a este triste e vergonhoso espectáculo?
2 - Vai continuar de sessão em sessão (agora já para a quinta) a primeira Assembleia de Freguesia? Até quando?
3 - O presidente terá, alguma vez, a capacidade para gerar consensos que lhe legitimem o seu mandato - com a necessária eleição do secretário e do tesoureiro do executivo?
4 - Será capaz de ultrapassar as dificuldades e dilemas do futuro que tem nas mãos - o da (des)União de Freguesias?
5 - Terá competência e senso para gerir este complexo problema? Com irá sair dele?
6 - Por que não se demitem todos, deixando para outra gente as mais que prováveis eleições intercalares?


Democracia 
e tribalismo!

O que está em causa em Travassô - com prejuízo para Óis da Ribeira -, não é só a luta tribal e divisora de sinergias que tem de-
sonrado a democracia representativa e enver-
gonham os seus actores.
Há, neste caso, também um problema de sistema e não apenas de governantes, de personalidades ou de partidos
Governar é um acto difícil e complexo. E é o governo da (des)União que está em causa - muito acima do que (não) valem os 9 eleitos.
A opinião pública travassÓisense é, entretanto,  repetidamente intoxicada pela excessiva atenção que se concentra nos partidos e nos seus candidatos, nas eleições, nos boatos, nos alegados líderes politicotecos, nas conjunturas e contingências que influenciam a governação. 
E nas birras e amuos dos eleitos!
Talvez por isso, pouco ou nada se tem discutido, que se saiba, na perspectiva do governo do futuro (que é já hoje e já era ontem...), ou seja, sobre o funcionamento governativo, para melhor responder às necessidades dos cidadãos e aos desafios da (des)União de Freguesias. 
Os eleitos andam-se aos encontrões, odeiam-se.
Não se respeitam. Nem respeitam o povo eleitor.
Triste democracia!