quarta-feira, setembro 19, 2018

O que, há um ano, o PS disse no comício de Ois da Ribeira!

Candidatos do PS em Óis da Ribeira: Carla Tavares (a falar), Alexandre Pires,
Paulo Seara, Júlia Melo e Gama Duarte, com a apoiante Gilda Corte-Real



O comício do PS das eleições autárquicas de 2017, em Óis da Ribeira, foi a 19 de Setembro, há pre-
cisamente um (1!) ano!... e no salão da Arcor.
Os candidatos so-
cialistas comicia-
ram como bem en-
tenderam e divulgaram um programa eleitoral (ver nas imagens abaixo, clicando nelas, para as ampliar e ler) em que prometiam e obviamente ga-
rantiam estarem disponíveis «Pela União e Pela Cooperação».
Factor, de resto, que por elas e eles, candidatos, foi assumido como «de-
terminante para o desenvolvimento da União de Freguesias».
Os profetas socialistas da sessão de tal anúncio de intenções foram vá-
rios, nomeadamente Paulo Seara e a ribeirense Carla Tavares - candida-
tos, respectivamente, a presidentes da Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Águeda. E, naturalmente, a camarada Júlia Melo, que lide-
rava a lista de candidatos do PS em TravassÓis e foi eleita - assim como Alexandre Resende Pires, segundo da lista cor de rosa e o primeiro candi-
dato de Óis da Ribeira.
Capa do Manifesto Eleitoral do PS

Promessas para
que vos quero?!

Um ano depois, sabe-se o que se passou. Venceu o PSD de Sérgio Neves, com 4 eleitos mas sem maioria, contra a oposi-
ção do Juntos (4) e do PS (1). E sabe-se também que os 9 eleitos não tive-
ram sabedoria e dispo-
O manifesto eleitoral do PS em 2017
nibilidade para, sequer, eleger o executivo da União de Freguesias. 
Muito menos o presidente e a Mesa da Assembleia de Freguesia.
E isto, lembremos-nos lá..., isto após 11 sessões da 1ª. Assembleia de Freguesia, a da tomada de posse dos eleitos.
Dito por outras palavras, sobeja falta de sentido de responsabilidade política e de respeito pelos eleitores e pelo povo das duas freguesias. Que nelas e neles confiou e votou.
A lista da socialista Júlia Melo, entre outras promessas natural-
mente incumpridas (não foi eleita presidente da Junta), garantia respostas para a falta de transportes públicos e ciclovias, orde-
namento do território, acessibilidades e barreiras arquitectónicas, infra-estruturas de segurança e combate a incêndios e locais de armazenamento dos bens das freguesias.
Carla Tavares e Alexandre 
Pires, candidatos de OdR

As químeras
da política !!!

O manifesto Eleitoral do PS proclamou, também, respostas para a manutenção e alindamento dos espaços públicos, muito especialmente fontes (de Almear, Travas-
sô, Travassô de Baixo, Cabanões e Óis da Rbeira), à falta de serviços e activi-
dades para a população jovem e sénior.
Promessas socialistas de criação de um Centro de Recursos/Ga-
binete de Apoio à União de Freguesias que congregue um museu, uma ludoteca, serviço de informações e um posto de Correios.
Também por acções de desenvolvimento das áreas de agricultura familiar e pequenos produtores, nas florestas, na segurança e na protecção civil. Igualmente no melhoramento de caminhos e es-
tradas, no saneamento e águas, no emprego e no empreendedo-
rismo. Como? Pois, depois da vitória se saberia!
Já não falando num Posto de Saúde que se adapte às reais neces-
sidades da população (em especial dos seniores), alterações no parque escolar, ensino e formação de jovens e adultos em áreas de reconversão profissional, de novas tecnologias, oficinas de artesanato e áreas sociais, da saúde e da economia doméstica, apoio às associações, a Semana das Freguesias, as corridas, os passeios, os eventos de convívio e lazer, as festas, os nossos costumes e tradições, as caminhadas e o mais que se pode ler no anexo acima (clicar nele, para o ler). 
Ganda´s ideias!
Um ano depois, por que caminhos andaram os propósitos socialistas travassÓisenses? O (e)leitor que julgue!
- Ver AQUI

terça-feira, setembro 18, 2018

A limpeza dos cemitérios, parques, valetas e largos de Óis da Ribeira

A placa ajardina do Largo do Centro Social foi limpo pela Arcor. Fica mesmo nas 
«n«barbas» da sede oficial da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira
O espaço ajardinado do parque de estacionamento da 
Igreja também foi limpo na 5ª.-feira

O d´Óis Por Três noticiou, e bem, a lim-
peza do Ce-
mitério Velho, feita por Pe-
dro Miguel Estima Soa-
res, a propó-
sito do fune-
ral realizado na 5ª.-feira e pela vergo-
nha do esta-
do em que se encontrava: abandonado, desmazelado.
Ribeirense atento fez-nos chegar alguns dados a enriquecer a notícia:
1 - A limpeza do cemitério foi, na verda-
de, feita por Pedro Miguel Estima Soa-
res - o Pedro do Albertino.
2 - A sugestão partiu de familiares do falecido, que se prontifica-
ram a pagar-lhes o serviço.
3 - A mesma intenção terá partido da Comissão Fabriqueira de Óis da Ribeira (a de pagar o serviço).
4 - Pedro Soares não aceitou o pagamento, oferecendo o serviço à comunidade, num gesto de significativa relevância.
5 - Acrescentou à limpeza do Cemitério Velho a do parque de estacionamento da Igreja, que não era cortado há meses e tinha ervas de mais de metro de altura.
Elogiado seja esta disponibilidade.
O mesmo ribeirense, atento a pormenores que escapa(ra)m ao d´Óis Por Três, fez questão de referir que outros espaços da freguesia estão a ser limpos por iniciativas particulares, nomeadamente valetas e até parte do parque da pateira.
E deu conta, também, que a Arcor limpou o ajardinado da placa central do Largo do Centro Social, mesmo em frente à sede da IPSS e nas «barbas» da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira, que ali tem a sua sede oficial.
O espaço estava cheio de lixo e até de pés de milho (palha) ali postados há várias semanas.
A consciência colectiva está a substituir a inoperância e a desvergonha dos eleitos da autarquia local.
Quando não há Junta de Freguesia, quando não há eleitos que representem os interesses da sociedade, há ribeirismo activo e na sua melhor expressão.

segunda-feira, setembro 17, 2018

Assaltos atrás de assaltos em Óis da Ribeira...

A casa que foi assaltada, na Rua António Berna e assinalada com a seta amarela
Três assaltos a casas num raio de
pouco mais de 100 metros

Óis da Ribeira está a ser alvo de uma série de assaltos, que atemorizam a popula-
ção. Desta vez, foi a residên-
cia de um emigrante nos Es-
tados Unidos, na Rua Antó-
nio Berna - Zebedeu Oliveira Costa, que recentemente cá esteve de férias.
O assalto ocorreu por volta da uma hora da madrugada de hoje e perpetrado por um quarteto encapuzado, que entrou pelo quintal da casa e a vasculhou enquanto não foi detectado por vizinhos. Que ocorreram ao local e um deles ainda agrediu um dos larápios com um pau e partiu o vidro traseiro do carro que se faziam transportar. Possivelmente roubado.
O quarteto, sempre encapu-
zado, conseguiu fugir e a GNR foi chamada ao local para tomar conta do assalto.

Assaltos atrás
de assaltos !

Óis da Ribeira tem sido al-
vo de vários assaltos nas 
últimas semanas, aparentemente feitos pelos mesmos encapuzados - que, no geral, actuam em quinteto, ou quarteto, e sempre a coberto da noite.
De memória, citemos:
1 - Assaltos à residência de José Va-
lentim, na Rua da Pateira e em duas noites consecutivas. Na primeira, nada terão levado, mas levaram dinheiro na segunda, mantendo com o proprietário sob ameaças físicas.
2 - Residência do já falecido Manuel Nogueira da Silva (Neca da Padeira), que foi de Aranilde Mota da Rocha, na Rua Nossa Se-
nhora de Fátima (Bairro Alto).
3 - Residência de Maria Fernanda Almeida da Silva Suarez (Fer-
nando do Hostilino), na mesma Rua Nossa Senhora de Fátima.
4 - Residência de Júlia Maria Framegas de Carvalho, também na Rua Nossa Senhora de Fátima.
As três últimas acponteceram num raio de pouco mais de 100 metros, da escola primária para o lado de Espinhel.
Não sabemos se outros assaltos aconteceram. 
Vai sendo tempo de as autoridades abandonarem os quartéis e a caça à multa, para se dedicarem mais à caça aos ladrões. E garantirem a segurança às populaçoes, como é seu dever,

domingo, setembro 16, 2018

Popular Pedro Soares limpou o Cemitério Velho...

A ala nascente do Cemitério Velho na manhã de hoje, 16 de Setembro de 2018
Estava assim há largas semanas, ou meses

A boa notícia do dia já tem dias: o Cemitério Velho foi limpo.
A má noticia é a de que não foi limpo pelo dono, a Junta de Fre-
guesia inexis-
tente e incompe-
tente, desrespei-
tadora dos mais elementares princípios da di-
gnidade humana e/ou pela memó-
ria sagrada dos
Estava assim a entrada norte/nascente...
nossos querido mortos.
Foi limpo por um particular, a propósito de mais um funeral, o da última 5ª.-feira, há 3 dias.
Foi limpo, de fio a pavio, por Pedro Miguel Estima Soares, que bem merece as nossas homenagens.

Política ausente
e povo presente...

A questão da limpeza dos cemitérios de Óis da Ribeira é vergonhosa para todos os ribeirenses. 
... e está assim desde 12 de Setembro de 2018
Menos para os eleitos do poder local.
O Cemitério Novo foi limpo por um parti-
cular, José Manuel da Conceição Alves.
Agora, o Cemitério Velho, por Pedro Miguel Estima Soares.
A cambada de politiquei-
queiricositos eleitos há um ano assobia para o 
A ala sul/poente era assim...
lado, sendo ambos os cemitérios propriedade da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira.
Isto é e não poupemos nas palavras: são uns sem-vergonha!
Nunca tal aconteceu em Óis da Ribeira antes da
... e estava assim na manhã de hoje!
(des)União de Freguesias!

O povo substitui
os eleitos locais!

O unipessoal presidente Sérgio Neves, que sempre se apronta a mostrar a cara nos funerais, para vender a sua peixaria 
Pedro Soares
política, desta vez e neste funeral nem pôs os pés. Nem se fez representar. Mas teve o distinto descaramento de mandar um ramo de flores.
Os outros eleitos locais, moita carrasco, nem os pés puseram a caminho.
É uma desvergonha!
Têm nome: Manuel Almeida (Capitão), Sérgio Almeida e Ilda Pinheiro, do PSD; Mário Martins, António Horácio Tavares, Marta Neves e José Garcia, do Juntos; e a socialista Júlia Melo.
Que não respeitavam os vivos, os eleitores, já todos sabíamos.
Que não respeitam a memória dos mortos, confirmou-se. Como já se vira no funeral de um antigo presidente de Junta e da Assembleia de Freguesia - Agostinho Tavares.
É triste e é inaudito. É estranho e muito questionável. Mas só para quem tem vergonha.

sábado, setembro 15, 2018

Eugénio Pinheiro de Almeida nasceu há 113 anos!

Eugénio Pinheiro de Almeida

O ribeirense Eugénio Pinheiro de Almeida, importantíssimo empresário comercial e industrial de Viana do Castelo, nasceu a 15 de Setembro de 1905. Há 113 anos!
Natural de Óis da Ribeira e filho de José Pinheiro de Almeida, carpinteiro, e de Mariana de Jesus Viegas, jornaleira, era neto paterno de Maria dos Santos Pinheiro e materno de Rosa Florinda Viegas. Cedo, ainda bem jovem, partiu para Viana do Castelo, onde trabalhou como empregado comercial, cedo se emancipando e sucessivamente criando um diversificado grupo empresarial na área dos panos, tecidos, lençóis e boinas, que expandiu por Portugal e Espanha, e depois pela área industrial, principalmente do sector cerâmico.
A pujança empresarial gerou centenas de empregos em toda a região do Minho e a sua entrada no sector bancário (espanhol) e até no jornalístico (um jornal político vianense, de que foi proprietário e director).
Alexandre Pinheiro

Família Pinheiro
de Óis a Ribeira

Eugénio Pinheiro de Almeida teve quatro irmãos, já todos falecidos: Elísio, Alexandre, Porfírio e Severino.
1 - Alexandre Pinheiro de Almeida (foto) nasceu a 22 de Fevereiro de 1909 e faleceu em Óis da Ribeira. Foi casado com Arménia Framegas e pai de Eugénio (falecido em Viana), José (morador em Viana) e de Arménio Framegas Pinheiro de Almeida, dono da vacaria da Rua António Berna, em Óis da Ribeira.
2 - Elísio Pinheiro de Almeida nasceu a 10 de Março de 1908 e faleceu em Viana do Castelo. Foi casado com Rosa Rodrigues Ferreira, de Almear, e teve três filhas, todas professoras: Lurdes (na Alemanha), Rosa e Fátima, ambas em Viana do Castelo. Faleceu a 12 de Julho de 1973.
3 - Porfírio Pinheiro de Almeida nasceu a 4 e faleceu a 5 de Janeiro de 1904.
4 - Severino Pinheiro de Almeida nasceu a 19 de Julho de 1903 e faleceu a 5 de Janeiro de 1907.
Eugénio Pinheiro 
(filho)

Família Pinheiro
em Viana do Castelo!

Eugénio Pinheiro de Almeida foi casado Deolinda Dias Alves Arezes, com cerimónia a 30 de Dezembro de 1931. Enviuvou, sem filhos, a 30 de Julho de 1932 e casou, em segundas núpcias e a 28 de Dezembro de 1938, com a cunhada, Maria Helena Dias Alves Arezes, falecendo esta a 16 de Outubro de 1941, também sem filhos.
O terceiro casamento foi com Maria Laurinda Martins, agora viúva e mãe dos seus três filhos: Ana Maria, Eugénio e Maria Eugénia Martins Pinheiro.
O filho Eugénio Martins Pinheiro notabilizou-se na área do Desporto: foi presidente da Federação Portuguesa de Boxe e considerado uma das 100 personalidades desportivas portuguesas do Século XX. Em 2003, recebeu o Prémio de Mérito Desportivo atribuído pela Confederação Portuguesa de Desporto. Integra o Conselho Mundial do Boxe.
- Neto de Óis da Ribeira no Conselho
Mundial do Boxe! - Ver AQUI

sexta-feira, setembro 14, 2018

Despejos de lixos em Óis da Ribeira

A nossa prestativa correspondente (um dia diremos quem é) enviou-nos uma foto de despejo de lixos de construção civil em terrenos particulares de Óis da Ribeira.
Neste caso, e segundo nos diz, ao fundo das Areias e no território que faz fronteira com as Tapadas. Na prática, o caminho que vai das Areias até ao das Calçadas. 
Obviamente, isto é um abuso de quem lá despejou a caliçada.
E tal coisa é imperdoável.
Mas é também sinal evidente da inexistência de autoridade local, que tem regras e regulamentos que podem ser accionados para penalizar estes abusadores.
Os regulamentos existem, não há é quem os execute.
O problema é que Óis da Ribeira não tem Junta de Freguesia, não tem autoridade administrativa, não tem quem governe
É uma bagunçada! 

quinta-feira, setembro 13, 2018

A escola de Óis da Ribeira está esquecida...

O campo de jogos da Escola Primária está como se vê na imagem: vergonhoso|
A entrada da Escola Primária está assim...


O abandono da escola pri-
mária de Óis da Ribeira já por diversas vezes foi abordado pelo d´Óis Por Três. Hoje, na imagem prin-
cipal, mostra-
mos o estado em que se vê o espaço que foi o recreio, particu-
larmente aquele que serviu de campo de jogos. 
Ainda lá se vêem balizas de futebol e tabelas de basquetebol. E ervas crescidas, muito crescidas... Estas abundam e crescem por tudo quando é espaço do logradouro escolar.
O edifício tem três salas, que não se podem ver de fora mas que, há um ano, a lista do PS candidata à Assembleia de Freguesia  dizia estarem bastante deterioradas, nomeadamente o chão. 
Três salas que, até há relativamente pouco tempo, serviam para aulas (duas, as do bloco nascente, para o sexo masculino, em baixo, e para o feminino, em cima) e para o jardim de infância da Arcor (a do poente, sala única).
O edifício é do Estado, ou da Câmara Municipal de Águeda (melhor dizendo), e estranha-se que os governantes desmazelem tanto o património público.
O abandonem.

quarta-feira, setembro 12, 2018

Chafariz de Óis da Ribeira foi mudado há 64 anos!

A fonte da Rua da Ponte estava no Largo Jacinto Bernardo Henriques,
agora Largo do Centro Social. Passou para a Rua Jacinto B. Henriques

A fonte que desde sempre vimos no largo da Rua da Ponte nem sempre ali esteve. Foi mudada em 1954 e a deliberação da Junta de Freguesia foi tomada a 12 de Setembro desse mesmo ano. Há 64, hoje se fazem!
A fonte estava localizada no Largo Jacinto Bernardo Henriques, o actual largo do Centro Social da Arcor, e a autarquia ribeirense era presidida pelo benemérito Benjamim Soares de Freitas -com o secretário Arnaldo Rodrigues de Figueiredo e o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes).
O executivo convocou o povo para decidir sobre a eventual mudança da fonte (ou do chafariz, como lhe chamavam por esse tempo), o que incluiria, segundo o projectado pelo executivo autárquico, a construção de um bebedouro para o gado. Foi isso que foi anunciado a quem foi à sessão de Junta de Freguesia.

Ouvia-se o povo,
nesse tempo!!!...

O povo ribeirense ouviu os autarcas e concordou, manifestando-se de acordo com o projectado.
Nesse tempo, vejam lá..., ouvia-se o povo! Sobre o que interessava ao povo. Não se decidia nas suas costas.
A mudança, porém, implicaria (e impli-
cou) a construção de um muro de suporte de terras (supomos que seja o mesmo da actualidade) e a desmontagem da fonte (chafariz) para o local onde ainda hoje a vemos. 
Os trabalhos, incluindo a construção de uma placa de pedra e cimento no largo (então Jacinto Bernardo Henriques) e outra na nova envolvente da fonte, a compra de 3 bancos e de árvores para o largo e rua da Ponte, tiveram o custo de 7 774$40. 
A fonte, já agora, é composta por um tanque poligonal (cheio de cimento) comum soco quadrangular encimado por um plinto canelado, sobressaindo uma bica em florão com torneira.
A parte superior tem um plinto polilobado, uma coluna poligonal com as faces decoradas e um pináculo de remate redondo e decorado com motivos vegetalistas.

Fonte tapada
pela paragem

A fonte terá sido restaurada por volta de 1985 a avaliar pelos painéis de azulejos fixados na parede de suporte de terras e da rua do Vicente.
Em data desconhecida (na volta do final do século XX), deixou de estar activa e tem agora uma torneira adaptada, colocada na bica e de gosto algo discutível. Será um «remendo», na falta de poder repôr a original.
Lamentavelmente, a fonte/chafariz está tapada por uma paragem de autocarros, ali colocada sem nexo e que está como que abandonada: degradada, esconde a fonte/chafariz, que é das poucas valas arquitectónicas da antiga vila ribeirense.

terça-feira, setembro 11, 2018

A primeira semana das obras da rede de saneamento de Óis da Ribeira

As obras da rede de saneamento de Óis da Ribeira, na Rua de Santo António

As obras da rede de saneamento, em Óis da Ribeira, entraram ontem na segunda semana de trabalhos e o d´Óis Por Três procurou averiguar em que estado estão: vão em frente à casa de Mário Fernando Neves, uns cento e poucos metros desde a capela e pela Rua de Santo António fora.
Quisemos saber mais sobre a dimensão da empreitada, por exemplo que arruamentos irão beneficiar da ampliação da rede, mas não conseguimos algo saber para além do que já aqui foi dito e que passa pela constru-
ção de 3 bacias de drenagem, que incluem sistemas gravíticos, constituídos por 7,1 kms. de colectores que se desenvolvem ao longo dos arruamentos e que receberão os efluentes domésticos provenientes das habitações, através da construção de 245 ra-
mais domiciliários. 
As bacias de drenagem prevêem ainda um sistema elevatório incluindo as respectivas condutas elevatórias em PEAD da classe 1,0 MPa, numa extensão de 700 metros.
O valor empreitada, recordemos, é de 584 008 euros e foi adjudi-
cada pela AdRA à empresa Construções Carlos Pinho, de Arouca. O prazo acordado é de 180 dias para concluir as obras.

segunda-feira, setembro 10, 2018

Colchões abandonados em espaços públicos de Óis da Ribeira

Um colchão despejado na Rua de Santo António, junto ao Café O Nelson,
na tarde de ontem, dia 9 de Setembro de 2018
O colchão do parque de estacionamento

A moda parece ter pegado em Óis da Ribeira: a dos colchões despejados nos espaços públi-
cos da fregue-
sia. O que não diz bem com o desejável civis-
mo da comuni-
dade ribeirense.
Primeiro, foi identificado o despejo de um, no parque de estacionamento a sul do Cemitério Novo. Lá está ele, ao lado de um monte de lenha (abusivamente lá abandonado) e dos contentores do lixo, despe-
jado há várias semanas e ainda lá estando na tarde de ontem.
O que é surpreendente e vergonhoso.
Então, ainda não passaram por lá os camiões do lixo?
Ao princípio da noite de ontem, chegou-nos nova mensagem pou-
co simpática: um outro colchão está despejado junto ao contentor da Rua de Santo António e mesmo ao lado do café O Nelson.
Por quem? 
Pois, não se sabe.
Mas, de certeza, não foi por alguém que tenha o mínimo de res-
peito pelo espaço público. Ao menos um pou...poucochinho.
Enquanto se somam estes sujos abusos, as autoridades locais não existem. Por isso, não são responsabilizadas. Nem, por na-
tureza, são responsáveis.

domingo, setembro 09, 2018

O benemérito Adolfo Pires dos Reis nasceu 120 anos!

A casa doada à Junta de Freguesia de Óis da Ribeira
pelo benemérito Adolfo Pires do Reis

O benemérito Adolfo Pires dos Reis nasceu há 120 anos, a 7 de Setembro de 1898.
Filho de Justino dos Reis e de Maria Rosa Pires Soares, era des-
cendente, pela parte materna, de uma das mais destacadas famí-
Adolfo Pires dos Reis
lias de Óis da Ribeira do Século XIX e princí-
pios do XX. Neto de Joaquim António Pires Soares e de Maria Rosa Soares. Ele foi presidente da Junta de Freguesia de 1919 a 1922 e proprietário dos terrenos onde hoje está a Arcor. Avós paternos foram Domingos Francisco dos Reis e Rosa Maria Estima.

Vida em Setúbal 
e casa em Óis ! 

Casou com Maria da Nazaré Pires dos Reis a 2 de Junho de 1921, nascida a 10 de Julho de 1898 e filha de Manuel Joaquim Pires dos Santos e de Rosa Angélica dos Reis. Gé-
Jazigo da família no Ce-
mitério Velho de OdR
mea de Carminda, que faleceu ainda criança, em data desconhecida. Maria da Nazaré fale-ceu a 22 de Junho de 1945, em Cabanões.
Adolfo Pires dos Reis, em data desconhecida do Século XX, migrou para Setúbal, onde chegou a ser abastado comerciante e, já viúvo, casou com Irene Augusta Baptista, que dele adoptou o apelido Reis, a 12 de Fevereiro de 1950. Enviuvou a 12 de Julho de 1964, por morte da esposa, em Lisboa.

Meios de fortuna
e benemerência

Adolfo Pires dos Reis foi destacado comer-
ciante em Setúbal e por lá fez fortuna, sem nunca esquecer as suas relações pessoais e de sangue com Óis da Ribeira, a terra natal.
Doou à Junta de Freguesia de Óis da Ribeira a casa que foi a sua residência, na Rua do Viveiro, e que recentemente foi sede da Tuna Musical. A autarquia, agradecida, atribuiu o seu nome à antiga Rua do Viveiro, agora e desde os anos 80 do Século XX, a Rua Adolfo Pires dos Reis.
Irmão de Porfírio e Efigénia (pelo menos), era pai de Dália Reis, que já faleceu e teve casa em Cabanões, e faleceu a 1 de Novembro de 1979, na freguesia de Nossa Senhora da Anunciada, na cidade de Setúbal. O seu corpo está sepultado no jazigo de família, no Cemitério Velho de Óis da Ribeira.

sábado, setembro 08, 2018

Apoios da Câmara à Tuna / Filarmónica e Arcor...


A Câmara Muni-cipal de Águeda anunciou a lista de subsídios às associações, al-
guns dos quais não vale sequer o trabalho de os ir levantar. Mas estas coisas são mesmo assim e uma esmola nunca se recusa. Concorde-se ou não se concor-
de com os métodos seguidos por quem tem na sua mão e vontade a distribui-
ção dos dinheiros do erário público.

6 060 euros para a Tuna

A Tuna Musical, que recente e prosai-
camente baptizaram como Associação Filarmónica de Óis da Ribeira (AFOR), vai receber 6 060 euros, que comparticipam o plano de actividades de 2018 (2 627,50),  a compra de instrumentos e fardamentos (2 932,50) e o funcionamento da escola de música (500).
A associação musical presidida por António Manuel Reis, chame-se lá ela como cada um queira chamar-lhe, foi uma das 50 que, de todo o concelho de Águeda, apresentaram candidatura(s) ao Programa de Apoio para as Associações Culturais, Recreativas e  Juvenis do concelho.

2 879 euros para a Arcor

A Arcor, no total, receberá, enquanto IPSS, 2 879,42 euros, presumivelmente para beneficiação de instalações.
Os dados que aqui damos conta foram recolhidos da imprensa de Águeda desta semana, sendo curioso notar que a Arcor, que é uma Associação Recreativa e Cultural, por definição estatutária, não foi contem-
plada pela Câmara Municipal de Águeda, através do seu Programa de Apoio para  Associações, Culturais, Recreativas e Juvenis - que, ainda fazendo fé na imprensa de Águeda, foi relativamente generosa para com as 50 candidaturas que lhe foram apresenta-
das. Distribuiu 367 354,36 euros pelas ditas e sem uma migalha para a Arcor.
Já agora, as 28 IPSS apoiadas receberão 169 323,06 euros - de entre eles, os 2 879,42 para a de Óis da Ribeira.
Será que a direcção da Arcor, liderada por Mário Fernando Mar-
ques, apresentou candidatura(s) a tal(is) programa(s)?


sexta-feira, setembro 07, 2018

A inauguração, em 1947, da sede da Junta de Freguesia

A Tuna perfilou e tocou o Hino Nacional na inauguração da sede da Junta
de Freguesia de Óis da Ribeira, a 7 de Setembro de 1947. Há 71 anos!
A sede da Junta de Freguesia inaugurada há 71 anos ficaria
mais ou menos onde está a Cruz do Santíssimo Sacramento,
na agora Rua Jacinto Bernardo Henriques (a da Ponte)


A Junta de Fre-
guesia de Óis da Ribeira inaugurou uma sua sede a 7 de Setembro de 1947, numa ceri-
mónia em que se tocou o Hino Na-
cional e se subli-nhou, em discur-
so oficial, o que «esta pequena casa representa para a freguesia, pequena e pobre».
Representa, dis-
se monsenhor 
José Bernardino dos Santos Silva, «um grande monumento».
A inauguração foi simples e decorreu na abertura da sessão da Junta de Freguesia desse dia, presidida por Benjamim Soares de Freitas, com o secretário Manuel Soares dos santos (Lopes) e o tesoureiro José Maria Estima.
A sede localizava-se mais ou menos em frente à Cruz do Largo da Fonte do Cruzeiro e acabou por ser demolida para dar lugar ao acesso à ponte.
A sessão inaugural teve presença do executivo e do pároco local (monsenhor José Bernardino), do Regedor Manuel Maria dos Reis, de Armando Resende (adjunto do Posto de Registo Civil), do professor aposentado Joaquim Augusto Tavares da Silva Cunha e de «grande número de pessoas da freguesia».
A Tuna Musical de Óis da Ribeira perfilou, içou-se a Bandeira Nacional no edifício, tocou-se o Hino Nacional e procedeu-se ao corte da fita simbólica.
Monsenhor José Bernardino foi convidado a presidir à cerimónia e elogiou a Junta de Freguesia (a actual e a cessante), que, sublinhou, «não se pouparam a trabalhos e sacrifícios para poderem erigir esta pequena casa, que representa para a freguesia, pequena e pobre, um grande monumento».
Lamentavelmente, e apesar dos esforços desenvolvidos, não conseguimos arranjar imagem fotográfica da sede inaugurada há 71 anos. Alguém que a tenha e queira colaborar, pode enviá-la para o endereço doisportres2@gmail.com. Obrigada.

quinta-feira, setembro 06, 2018

Gente d´Óis: Albano Joaquim de Almeida e António Cruzeiro (Toninho)

A casa que foi de António Cruzeiro e foi doada
a uma instituição religiosa


O dia 5 de Se-
tembro está associado, por diferentes ra-
zões, a dois ri-beirenses que, em diferentes épocas, partici-
param na vida pública local: Albano Joaquim de Almeida e António Gomes Cruzeiro de Al-
meida Santos.
Albano Joa-
quim Almeida
1 - ALBANO JOAQUIM DE ALMEIDA era filho de Ri-
cardo Joaquim de Almeida, sapateiro, e de Ana Rita, governo de casa. Nasceu a 31 de Outubro de 1979, neto paterno de José Joaquim de Almeida e de Ro-
sália Maria Ribeiro, materno de João Gomes Soares e de Ana Rita. Residia na Rua do Cabo, a actual Rua Manuel Tavares - onde mora o filho (Hercílio).
A 5 de Setembro de 1908, há precisamente 110 anos e com quase 29 de idade, quando morava no Barrei-
ro, onde era empregado comercial, casou com Maria Oliveira da Maia, de 28 anos, solteira e governo de casa (doméstica), natural de Travassô mas ao tempo residente em Óis da Ribeira, filha de José Maria Fer-
reira da Maia (de OdR) e de Rita de Oliveira (de Travassô). Maria faleceu a 5 de Abril de 1940 e o casal não teve filhos.
Viúvo, casou a 17 de Dezembro de 1940 com Jesuína Alves de Almeida, nascida a 23 de Maio de 1901 e que viria a falecer a 30 de Setembro de 1984. O casal teve o filho Hercílio Alves de Almeida.
Foi tesoureiro da Junta Paroquial Republicana (a primeira depois da implantação da República), empossada a 30 de Outubro de 1910 e presidida pelo padre Ricardo Pires Soares. E vogal da JF de 1911/15 (também com o presidente padre Ricardo P. Soares).
O d´Ois Por Três não conseguiu confirmar o facto, mas terá epi-
sodicamente integrado a vereação da Câmara Municipal de Águeda - em data indeterminada.
Faleceu aos 85 anos, a 1 de Dezembro de 1964.
António Gomes
Cruzeiro AS

2 - ANTÓNIO GOMES CRUZEIRO DE ALMEIDA SANTOS, o Toninho, era filho do professor pri-
mário Luís Maria de Almeida Santos e de Maria Emília Gomes Cruzeiro (D. Mariquinhas), que era natural do lugar da Gesta, da freguesia de Oiã, concelho de Oliveira do Bairro, e irmã do poeta e escritor António do Cértima. 
O casal morava na casa da Rua Benjamim Soares de Freitas (na foto), ao lado da antiga padaria, em Óis da Ribeira, e Toninho Cruzeiro lá nasceu a 8 de Janeiro de 1929. Era neto paterno do professor pri-
mário Camilo Gomes Ferrão dos Santos e de Maria Teresa de Almeida. Materno, de António Francisco Cruzeiro e de Teresa de Jesus Pereira Gomes, ambos da Gesta (de Oiã). Bisneto paterno de José dos Santos e de Maria Cordeira, naturais de Cara-
pinheira do Campo (concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra), e materno de Jacinto Bernardo Henriques e de Joaqui-
na Rosa de Almeida, de Óis da Ribeira.
Era irmão de Hélder e Henrique (já falecidos) e de Maria Estrela Gomes Cruzeiro de Almeida Santos, moradora em Aveiro. Família directa actualmente residente em Óis da Ribeira são quatro pri-
mos: os irmãos Luís, Maria, António e Benjamim Soares de Almei-
da, filhos de José Ferrão de Almeida Santos (falecido).
Foi inspector de Finanças e dirigente político local e concelhio (do PSD). Faleceu a 5 de Setembro de 2011, solteiro e sem filhos. Doou algum dinheiro à Igreja Paroquial de Óis da Ribeira e dinhei-
ro, casa (a da foto) e outros bens a uma congregação religiosa.

quarta-feira, setembro 05, 2018

Ministro das Obras Públicas em Óis da Ribeira!

A ponte de Óis da Ribeira foi inaugurada a 25 de Maio de 1952
José Frederico Ulrich, ministro das
Obras Públicas, esteve em Óis da
Ribeira há exactamente 71 anos

O ministro das Obras Públicas, o engº. José Frederico Casal Ribeiro Ulrich, esteve em Óis da Ribeira a 5 de Setembro de 1947 e visitou o local onde iria ser (e foi) construída a ponte sobre o rio Águeda. Hoje se passam 71 anos.
A ambição de construir a ponte era imemorável e incontornável para as gentes da antiga vila e sede de concelho. Um sonho de muitos, muitos anos!
O povo de Óis da Ribeira só passa-
va para outra margem (para e de Cabanões) na barcaça de Zebedeu Costa - que garantia deste serviço por concurso público. Para o lado de Espinhel, onde é a estrada que 
Benjamim Freitas 
P. José Bernardino
hoje todos conhecemos alcatroada, havia um caminho de mato, estreito e difícil, por onde não passava, sequer, um automóvel.

Ministro das Obras Públicas
em Ois da Ribeira

Há 71 anos, tendo conhecimento da visita do Ministro José Frederico Casal Ribeiro Ulrich a Águeda e à região, a Junta de Freguesia presi-
dida por Benjamim Soares de Freitas e o padre José Bernardino Santos Silva (pároco local e presidente da Comissão da Ponte) suscitaram os bons ofícios da Câmara Municipal de Águeda para que se deslocasse a Ois da Ribeira. Ao tempo, a autarquia muni-
cipal era gerida por uma comissão administrativa, que era presi-
dida pelo dr. José Feio Soares de Azevedo.
E assim foi!
O engº. José Frederico Casal Ribeiro Ulrich esteve no local onde iria ser (e foi) construída a ponte a lá viu uma cópia do projecto já elaborado e aprovado no (seu) Ministério das Obras Públicas.
Ali tomou conhecimento, também, que o povo da freguesia, em-
bora pequena, se sacrificava para fazer um subsídio de cerca de 150 contos. E resolveu, já na Câmara Municipal de Águeda, com-
participar a obra em 75% do seu custo total.
A Junta de Freguesia resolveu, por isso, enviar-lhe um telegrama de agradecimento pela visita e comparticipação prometida.


Galinhas d´Ois
com... dentes !

A freguesia de Ois da Ribeira estava isolada, desde sempre, se tivermos em conta que a norte e nascente tinha (e tem) o rio Águeda e a pateira a poente. A sul, o caminho de mato 
O sonho da ponte era antigo, era mesmo an-
tiquíssimo, e somado a algumas decepções, que as gentes de Travassô, muito altaneiras e pouco solidárias, ridicularizavam de forma jocosa e desrespeitadora: 
«Os d´Óis só terão a ponte quando as galinhas tiverem dentes!». 
Que é como quem diria: nunca na vida teriam a ponte!
Bem se enganaram na maldade! Tiveram ponte, os de OdR, e gali-
nhas com dentes para «ver»..., os de Travassô...!
Tiveram e viram, por obra e arte do artesão Gil Martins dos Reis, que no dia da inauguração lá postou duas, uma de cada lado, do lado de Cabanões. E com dentes!