sexta-feira, fevereiro 06, 2026

População de Óis da Ribeira «alarmada com acontecimento extraordinário»...

A notícia no «Jornal da ARCOR»


As tempestades de 2026 resultaram em profundos prejuízos por Portugal fora, não se registando, felizmente, incidentes especiais em Óis da Ribeira.
O d´Óis Por Três não tem registos de anormalidades, relativamente às comuns e habituais cheias do rio Àgueda, que inundam os campos, desde o Valbom ao limite com Requeixo - pelas Areism Crastos, Pontepedrinhas, Portalvares e Gramoais. E, naturalmente, a subida das águas da pateira e sequente depósito de jacintos nas margens - desde as Lages às Codiceiras, passando pelo largo do restaurante.
Há 122 anos foi bem diferente, como se pode ver no recorte do «Jornal da ARCOR» e quando a população foi «alarmada com acontecimento extraordinário».
«O vento soprava com alguma violência. No campo, entre Óis e Cabanões, num sítio onde se conservavam ainda algumas águas das últimas cheias, formou-se rapidamente um enorme volume de água, em forma de cone, que subiu a mais de 100 metros de altura», lê-se na notícia.
«As lavadeiras e outras pessoas que estavam à beira do rio Águeda, atemorizadas com tal sucesso e parecendo-lhe que aquela grande núvem as seguia, fugiram doidamente pelo campo acima e algumas vimos nós desmaiadas, mal podendo falar», continuava o jornal em que o JdA se informou.
E concluiu: «Acabou o extraordinário espectáculo, que poderia demorar um minuto, mostrando no fim uma enorme fumaceira». «Seria algum fenómeno?», interrogava a notícia de há 122 anos!
Felizmente, nada do género e extrardinário se registou em 2026!

- ANO 2013, há 13 anos: Passadiço da pateira partido pelo temporal!



O temporal de há 13 anos fez da suas em Óis da Ribeira e prova disso é a imagem, a foto ao lado, e a notícia da imprensa aguedense de 6 de Fevereiro de 2013.
Há 13 anos.
«Como lá se pergunta, falta saber quem é que vau aguentar os prejuízos. Ou muito nos enganamos ou vão ser os contribuintes, como é da praxe«, comentou o d´Óis Por Três.
O jornal interrogava-se também sobre «quando será e qual é a entidade responsável, tantas foram as que quiseram assumir, quando o parque da pateira foi requalificado».
Boa pergunta, a de há 13 anos.

- ANO 2014, há 12 anos: A adjudicação da nova ponte de Óis da Ribeira!



As obras de construção da ponte de Óis da Ribeira já estavam adjudicadas há 12 anos, por 725 505,08 euros, e o início estaria por semanas. 
A notícia é de 6 de Fevereiro de 2014 e o d´Óis Por Três referia que a empresa Europa Ar-Lindo & Sonangil (a adjudicante) já iniciara os preparativos para a criação do estaleiro e residência dos trabalhadores - visada que já estava a adjudicação, pelo Tribunal de Contas.
A ponte teria (e tem) mais 140 metros, para nascente, do lado de Cabanões, substituindo o actual aterro - instalado em 1951 e 1952, na altura da construção da ponte. Ponte inaugurada a 26 de Maio desse ano.

O objectivo ampliação desta ponte, conjugado com as obras da Ponte do Campo, em Águeda, é, segundo o presente Gil Nadais, “evitar as cheias da cidade”.
As obras implicaram o encerramento da ponte ao trânsito, que será desviado por Casal de Álvaro/Oronhe e Espinhel (não havendo cheias), ou, havendo, por Recardães, Piedade e Espinhel.
- NOTA: Mal imaginava o povo o que iria «sofrer» por causa da ponte, que teve obras interrompidas durante meses.

- ANO 2004, há 22 anos: Adjudicadas as obras de restauro da ponte!

Obras na ponte de Óis da Ribeira (2004)
A ponte em 2004
 


As obras de restauração da ponte de Óis da Ribeira sobre o Rio Águeda foram adjudicadas à OPCA, há 22 anos e por 203 898,07 euros.
O estacamento do pegão central da ponte tinha cedido à força erosiva das águas das cheias e muito embora a segurança não estivesse em causa, a Câmara Municipal de Águeda, presidida por Manuel Castro Azevedo, entendeu fazer o restauro.
Levou em conta, também, os estudos geotécnicos feitos e igualmente o levantamento de deficiências da ponte - este, feito em Outubro de 2002.
Resumindo melhor: iria ser (e foi) feito o restauro das fundações do pegão central da ponte, do tabuleiro e do gradeamento.
O trânsito estava limitada a viaturas com menos de 3,5 toneladas, por razões de prudência rodoviária, tendo começado na primavera de 2005.
As obras foram feitas.

- ANO 1867, há 159 anos: Os eleitores e os elegíveis de Óis da Ribeira!


O «Diário de Lisboa» (do Governo)
de 6 de Fevereiro de 1867
 
O Rei D. Luís I


O Diário do Governo nº. 29, de 6 de Fevereiro de 1867, publicou a relação dos eleitores e cidadãos elegíveis do concelho de Águeda, naturalmente englobando os de Óis da Ribeira.
Há 159 anos!
Ao tempo denominado «Diário de Lisboa», o jornal oficial do Governo Português dessa quarta-feira de há 159 anos publicava o recenseamento de 1866, realizado por ordem do Ministério dos Negócios do Reino, através da 1ª. Repartição da Direção Geral da Administração Política e nos termos do artigo 19º. da carta de lei de 23 de Novembro de 1859.
D. Luís I era o Rei de Portugal, nascido a 31 de Outubro de 1838, baptizado com o nome de Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando.
Faleceu aos 50 anos, a 19 de Outubro de 1889.

46 eleitores e 11
cidadãos elegíveis

A Comissão de Recenseamento de Águeda, que era o Círculo nº. 53 do Distrito de Aveiro, tinha encerrado os trabalhos a 18 de Setembro de 1866, numa sessão presidida por António Pinto Guedes Osório de Almeida Sotto Mayor, secretariado por José da Silva Ruella.
Quanto à vila de Óis da Ribeira, a freguesia tinha então 46 eleitores e 11 cidadãos elegíveis, mais um eleitor e um elegível que no ano anterior (o de 1865).
Para se ter comparação real, diremos que, relativamente a 1866, a freguesia vizinha de Travassô tinha, respectivamente, 73 eleitores e 13 elegíveis. Já quanto a Espinhel, respectivamente, eram 117 e 29. O concelho de Águeda tinha 1446 e 359.

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

O apoio da ARCOR às vítimas de tragédias...

Os bens da campanha solidária da ARCOR de 2017

O transporte dos bens da ARCOR para Oliveira de Frades


A ARCOR está recolher bens essenciais para apoiar a população afectada pela tempestade que assolou a região de Leiria.
Até amanhã, dia 6 de Fevereiro de 2026 e como já ontem AQUI demos conta.
Já não é a primeira vez que a IPSS de Óis da Ribeira se envolve em acções solidárias. Recordamos que, em 2017 e a 28 de Outubro, foi entregar o material recolhido para apoio aos sinistrados do incêndio no concelho de Oliveira de Frades, 
Os donativos de 2017
de onde eram naturais duas das suas então colaboradoras.
Quanto à recolha de 2026, está a decorrer e a ARCOR pede, nomeadamente:
- Alimentos não perecíveis.
- Água potável.
- Cobertores.
- Lanternas e pilhas.
- Fraldas e leite para bebés.
- Lonas, cordas, isqueiros e sacos, entre outros bens úteis.
Tudo o que fôr doado, será bem recebido e ajudará a atenuar os efeitos da dramática tragédia que assolou aquela região. 
«Qualquer ajuda é importante», refere a ARCOR, acrescentando o seu «obrigado por fazeres parte desta resposta solidária».
Quem quiser colaborar, poderá entregar os seus donativos na sede e centro social da ARCOR. Até amanhã, sexta-feira, dia 6 de Fevereiro de 2026.

- ANO 2019, há 7 anos: O Bloco de Esquerda e a defesa da pateira...


O BE esteve na pateira. À direita, o deputado Moisés Ferreira e Aníbal Saraiva
O candidato Aníbal Saraiva


O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) percorreu o distrito de Aveiro durante as suas jornadas parlamentares de 2019 e, a 5 de Fevereiro desse ano, esteve em Óis da Ribeira e na pateira.
Há 7 anos!
A comitiva bloquista era liderada pelo deputado Moisés Ferreira, que se fez acompanhar por Aníbal Saraiva, candidato a presidente da Junta de Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira, e outros militantes, que alertaram para «a necessidade da despoluição e requalificação da lagoa», que é a maior lagoa natural da Península Ibérica e «tem um ecossistema único que é necessário preservar e valorizar». 
O Bloco de Esquerda, entretanto, já tinha dado entrada de uma iniciativa legislativa para que se eliminassem os focos de poluição da pateira e de um dos seus principais afluentes, o rio Cértima. Para isso, é preciso, precisou o BE, «intervir sobre as empresas poluidoras e sobre as estações de tratamento da Mealhada e de Anadia».
O BE, para além disso, pretende que «as autarquias dos concelhos da pateira façam também a sua parte na requalificação das margens e das zonas envolventes». 
«Não se compreende que a ceifeira não tenha funcionado durante todo o inverno e que, por causa disso, os jacintos estejam a invadir novamente a lagoa», denunciou o BE, acrescentando que «é preciso que se explique o porquê de não utilizar esta máquina durante tanto tempo». 
- NOTA: Entretanto e passados 7 anos, diríamos que as exigências bloquistas continuam actuais. É a vida!

- ANO 2000, há 26 anos: «A hora do suplício» em palco pela ARCOR!

O GTA da ARCOR em 2000


O Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR apresentou pela última vez, a 5 de Fevereiro de 2000, a peça «A hora do suplício».
Há 26 anos!
O ensaiador foi Firmino Santos - falecido a 11 de Outubro de 2024 - e a
representação foi em Crastovães.
O grupo era formado pelos actores era Porfírio Tavares Pires, Luís Tavares Gonçalo, Clara Santos, Maria de Fátima Reis, Fernando Dinis Pires (já falecido), Hernâni Pires, Horácio Dinis Soares, António Carlos Almeida, Lurdes a Costa Fernandes e José Manuel Gomes.
- NOTA: O programa incluía a comédia «Remédio Santo» e cançonetas e estreou-se a 11 de Dezembro de 1999 e actuado também, pelo menos, em Paradela (dia 9 de Janeiro de 2000), em Eirol (dia 15) e em Espinhel (dia 22). Talvez em outras localidades.

- ANO 1994, há 32 anos: «A última despedida», peça de José Vicente!


José Vicente


O Grupo de Teatro da ARCOR representou «Última despedida», peça de José Vicente, autor local, a 5 de Fevereiro de 1994.
Há 32 anos!
José Vicente nasceu na Beira Interior, a 3 de Outubro de 1924 (supomos que na zona de Castelo Branco), esteve em Angola e fixou-se em Óis da Ribeira, de onde era a sua esposa Maria, com os filhos António, Susana e José Vicente.
Foi sacristão a Igreja de Santo Adrião e faleceu 24 de Setembro de 1996. 
A peça narrava a epopeia do autor e de muitos portugueses que, em 1975, tiveram de abandonar Angola (no período da independência). 
Tinha sido estreada a 25 de Dezembro de 1993, dia de Natal e levada ao palco pelo Grupo de Teatro da ARCOR, que também se exibiu em Eirol e (supomos) na Figueira da Foz, ensaiada por Firmino Santos.

- ANO 1875, há 151 anos: Os bens da Irmandade e das Confrarias de Óis da Ribeira!


A publicação do Diário do Governo
nº. 27, de 5 de Fevereiro de 1875

O Rei D. Luís I


O Diário do Governo nº. 27, de 5 de Fevereiro de 1875, há precisamente 151 anos, publicou o anúncio da arrematação de bens da Irmandade das Almas e das Confrarias da Senhora do Rosário e do Santíssimo Sacramento da Paróquia de Santo Adrião de Óis da Ribeira.
Reinava em Portugal o Rei D. Luís I, soberano que tinha o cognome «O Popular» e foi baptizado como Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando. Nome de Rei!
A arrematação tinha sido autorizada pelo Ministério dos Negócios da Fazenda, titulado pelo Visconde de Calhariz de Benfica, e teria de ser feita, não sabemos como, perante o Governo Civil de Aveiro.
Moeda de 40 reis de 1875, 
no reinado de D. Luís I, 
O Popular 
Os bens foram os seguintes:
1 - IRMANDADE DAS ALMAS: Uma terra lavradia nas Travessas, limitada por António Lopes dos Santos (norte) e Bernardino Alves (sul). A nascente e poente por caminhos públicos. Supomos que será a terra, a poente do actual Caminho Fundo, que hoje é propriedade de Fernando Tavares Pires, por herança dos avós paternos da esposa Maria Isabel Tavares (já falecida).
A propriedade foi lançada à venda por 16$000 reis. Seriam agora, presumivelmente, qualquer coisa como 71 000 euros.
2 - CONFRARIA DA SENHORA DO ROSÁRIO: Terra no Gramal confrontada por Francisco Rodrigues Pereira de Carvalho, de Requeixo (norte), herdeiros de Júlio Rangel, de Famalicão (sul) e caminhos (nascente e poente). Supomos que será uma terra juto ao rio, na curva já para Requeixo, que é dos herdeiro de Gil Martins dos Reis.
Foi à praça por 13$500 reis, seriam agora 61 000 euros.
3 - IRMANDADE DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO: Uma terra lavradia nos Serrados, limitada a norte e sul por caminhos, por Manuel Alves dos Reis (nascente) e José Rodrigues Marques, de Espinhel (poente). Supomos que seja a terra que actualmente é de João Bernardino Gomes Soares, herdada de José Pires Ferreira dos Reis, o sogro.
Foi à praça por 25$500 reis, qualquer coisa como 108 000 euros.

quarta-feira, fevereiro 04, 2026

ÓIs da Ribeira e ARCOR apoiam vítimas da tempestade...




A comunidade óisdaribeirense uniu-se para apoiar a famílias afectadas pela tempestade que assolou a região de Leiria.
«Estamos a recolher bens essenciais para ajudar famílias afetadas», noticiou a ARCOR, que organiza a inciativa e informa que a recolha «vai decorrer até ao dia 6 de Fevereiro» - a próxima sexta-feira.
A instituição de solidariedade social de Óis da Ribeira deu conta do material que é preciso para esta iniciativa. Assim e nomeadamente:
- Alimentos não perecíveis.
- Água potável.
- Cobertores.
- Lanternas e pilhas.
- Fraldas e leite para bebés.
- Lonas, cordas, isqueiros e sacos, entre outros bens úteis.
«Qualquer ajuda é importante», refere a ARCOR, acrescentando o seu «obrigado por fazeres parte desta resposta solidária».

O Centro Social da ARCOR está a recrutar auxiliar de serviços gerais!

O Centro Social da ARCOR (entrada)
 


A ARCOR - Associação Recreativa e Cultural de Óis da Ribeira está em tempo de recrutar um(a) auxiliar de serviços gerais.
As candidaturas podem ser directamente enviadas para o e-mail geral@arcor-ipss.pt e com informações pelos telefones 234629818 / 913392524 - ou ainda através de contactos pessoais na instituição, na sua sede social.
A ARCOR Social centra as suas actividades nas respostas sociais da infância (creche e educação pré-escolar) e terceira idade (centro de dia e serviço de apoio domiciliário).
A instituição também dinamiza actividades de âmbito desportivo (a ARCOR Canoagem) e culturais (pelo grupo de teatro amador e as marchas populares).

- ANO 2020, há 6 anos: A Rua dos Aidos continua por...alcatroar!

 

A Rua dos Aidos começa na Benjamim Soares de Freitas (junto à
 antiga padaria) e acaba na António Bernardino

                                                                     
A Rua dos Aidos, em Óis da Ribeira, continua alcatroada a... meias. De alto a baixo!
Há 6 anos, a 16 de Junho de 2020, AQUI escrevemos que as obras de asfaltamento das ruas de Óis da Ribeira intervencionadas pelas obras de saneamento e águas já terminaram, mas que algumas focaram no tinteiro do esquecimento.
E mostrámos uma imagem da Rua dos Aidos, que foi intervencionada com a rede de saneamento, mas ficou por... alcatroar.
Nem um chisquinho de alcatrão.
Já no sábado de 19 de Novembro de 2016, já lá vão mais de 9 anos - mais precisamente 108 meses... -, AQUI, falámos que a situação se arrastava há vários anos e que já vinha do tempo finais da Junta presidida por Fernando Pires, que mandato acabou em 2013, imediatamente antes da União de Freguesias e não parece que tenha solução.
Pois bem, ou mal..., melhor dizendo: vamos no 10º. ano da UFOR e a Rua dos Aidos continua por acabar de alcatroar. De alto a baixo, como mostram as imagens
É a vida!

O manifesto eleitoral de 2021
Cada um tem o 
que merece !

Estva por alcatroar..., mas promessas não faltavam. Nas eleições de 2013, o actual presidente da Junta da UFTOR e então candidato do PSD, prometia, preto no  branco, que «cada rua, depois de devidamente estruturada, será pavimentada».
Não disse é quando, é verdade!
Mas a Rua dos Aidos já tem as redes públicas instaladas há vários anos.
As eleições autárquicas de 2021, foram tempo de renovar promessas.
«Agilizar com a Câmara Municipal de Águeda a pavimentação de todas as ruas que se encontre em em mau estado de conservação, favorecendo segurança rodoviária», leu-se no manifesto eleitoral das promessas juradas a 26 de Setembro daquele ano.
Pois sim..., a Rua dos Aidos ainda está como está. Meia alcatroada, meia por alcatroar! De alto a baixo! E cada um(a) tem o que merece! E, nominalmente, já desapareceu do manifesto eleitoral de 2025.
- NOTA: Será que podemos (ainda) acreditar nesta bondade do manifesto de 2025: (...) «Continuação, junto da CMA, do trabalho depavimentação e repavimentação de arruamentos em falta na União de Freguesias».

- Ano 2012, há 14 anos: O GTA da ARCOR estreou «O Avarento», de Molière!

«O Avarento» pelo GTA da ARCOR (em 2012)

O Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR estreou, a 4 de Fevereiro de 2012, a peça «O Avarento», de Molière.
Não se sabia, mas lamentavelmente se sabe hoje, que seria a última peça do GTA levada a palco.
E já lá vão 14 anos!
O ensaiador foi Rui Fernandes e os personagens e intérpretes foram Harpagão (Victor Fernandes), Cleanto (Paulo Gomes), Elisa (Liliana Alves), Valério (António Reis), Mariana (Julieta Fernandes), Anselmo (António Gomes), Eufrasina (Isaltina Pires), Dona Antonieta (Susana), Mestre Tiago (Telmo Abrantes), Flecha (Gil Branco), Senhora Cláudia (Salomé Fernandes), Pé de Aveia (Romeu Fernandes) e Comissário (João Pedro).
Os pontos foram Carlos Pereira e Lurdes Fernandes.
O sistema de som e luzes esteve a cargo de Rui Fernandes - que, com Carlos Pereira, era(m) os responsáveis do GTA.
O GTA actuou depois e pelo menos, na Palhaça (a 3 de Março), em Belazaima do Chão (a 24), em Recardães (a 21 de Abril) e, a finalizar, em Óis da Ribeira (a 6 de Maio).
- NOTA: O Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR não voltou aos palcos e já lá vão 14 anos. A cultura associatva e a de Óis da Ribeira está infinitamente mais pobre.

- ANO 1891, há 135 anos: O nascimento de Manuel Soares dos Santos (Lopes)!



Ludovina e Manuel S. Santos (Lopes)


O cidadão óisdaribeirense Manuel Soares dos Santos, mais conhecido por Manuel Lopes, nasceu a 3 de Março de 1891.
Há 135 anos!
Era filho de Bernardino Soares dos Santos e de Maria Rosa Estima, ambos lavradores de Óis da Ribeira. Neto paterno de António Lopes dos Santos (de quem herdou apelido) e de Rosa Emília Soares, neto materno de José Francisco da Silva e de Josefa Ferreira Estima.
Emigrou para o Brasil (com passaporte emitido a 15 de Agosto de 1913, tinha 22 anos) e por lá obteve meios de fortuna - como fazendeiro de café, no município de Muqui, no Estado do Espírito Santo. 
A ele se juntou, em 1917, a esposa Margarida Gomes da Conceição, com quem casou a 27 de Outubro de 1910 (aos 19 anos, ela com 26), viajando com os filhos David, Deolinda e Isaura e, já lá, nasceram os filhos Mirene, Zulmiro e Lurdes Gomes dos Santos. Já todos falecidos.
Manuel Lopes enviuvou a 27 de Agosto de 1952 e, em segundas núpcias, casou com Ludovina Pires da Costa, de Óis da Ribeira, a 9 de Abril de 1953 (ambos na foto). O casal não teve filhos. 
Foi tesoureiro da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira nos mandatos de 1943/1945, 1946/1950 e 1951/1954, sempre com o presidente Benjamim Soares de Freitas.
Faleceu a 5 de Fevereiro de 1959, aos 68 anos.
- NOTA: Netos residentes em Óis da Ribeira são Margarida e Manuel (filhos de David), Zumiro, Estela, Lurdes e António Carlos (de Deolinda), Maria Ascensão, Albertino, Isaura e João Bernardino (de Isaura), Zulmira e Maria de Fátima (de Zulmiro), e Júlia (de Lurdes).

- ANO 2005, há 21 anos: As crianças da ARCOR no Carnaval Infantil de Águeda!


- ANO 2019, há 7 anos: As obras de saneamento e águas de Óis da Ribeira!

As obras da rede de saneamento na Rua Comendador António Bernardino
As obras da rede de águas na Rua Manuel
Tavares frente ao Prédio Isabel Viegas


As obras da rede de saneamento de Óis da Ribeira continuaram na última semana de Janeiro de 2019 e, a 4 de Fevereiro, estavam na Rua Comendador António Bernardino (Berna).
Há 7 anos!
A imagem, recolhida na véspera, mostrava a posição dos trabalhos, mais ou menos em frente às casas de Zebedeu Costa, Jorge Brandão e Paulo Jorge Gomes, logo depois do corte para a Rua dos Serrados - para quem vai do lado da escola, de nascente para poente.
O prazo de 6 meses para a sua conclusão, segundo a adjudicação da AdRA à Construções Carlos Pinho, de Arouca, terminaria no final de Fevereiro de 2019. Começaram a 3 de Setembro de 2018.
A cláusula 2ª. do contrato estabelecia 
Obras da rede de águas (em 2019)
que «o prazo de execução da empreitada é de 180 dias, incluindo sábados, domingos e feriados, contados a partir da data da consignação, ou da data em que o dono da obra comunique ao empreiteiro a aprovação do plano de segurança e saúde (caso esta última data seja posterior) até à data da recepção provisória, nos termos fixados na cláusula 53.1 das cláusulas especiais do caderno de encargos».
- REDE DA ÁGUA: Entretanto, e há7 anos, também continuavam os trabalhos de substituição da rede de águas na Rua Manuel Tavares (a do Cabo), que continuarão na da Pateira. Já então com mais de 30 anos, a rede era de fibrocimento - material entretanto considerado perigoso para a saúde pública, pelo que se tornava imperiosa a substituição.
Os trabalhos estavam a cargo da empresa Fernando Jorge Oliveira, do Fial de Alquerubim, em Albergaria-a-Velha.

terça-feira, fevereiro 03, 2026

As cheias em Óis da Ribeira...


A cheia nos Subalos, vista a partir da frente da Capela de Santo António

A cheia de hoje da capela para a pateira
 
Ao d´Óis Por Três chegou reclamação sobre a (suposta) ausência de informação sobre as cheias em Óis da Ribeira. 
«Não é assunto suficientemente importante para se saber o que aconteceu depois da tempestade», questionaram-nos.
A leitora (identificada) não tem toda a razão. Na verdade, a 27 de Janeiro e AQUI, falámos das cheias, com a 
A cheia da capela para a Calçada
tradicional imagem das águas envolumadas no parque de estacionamento em frente ao restaurante Pôr do Sol.
Reportámos, então, que as cheias são tradição do tempo e que Óis da Ribeira não foge à regra, acrescentando que se repetem todos os anos, mais de uma vez nalguns deles, mas nesse dia registando a primeira de 2026.
«A água chegou aos pés da capela de Santo António, 
como se vê na segunda imagem», noticiou o d´Óis Por Três.
Hoje, publicamos três imagens obtidas ao fim da manhã e da zona da Capela de Santo António. São actuais? São as do momento e, com elas, não invalidamos as dezenas ou centenas que foram editadas em várias frentes das redes sociais. Nos últimos dias.
Quanto aos efeitos de tempestade que assolou principalmente a zona centro do país, felizmente e tanto quanto sabemos, o território óisdaribeirense não tem razões para muitos lamentos.

- ANO 2001, há 25 anos: Teatro do GTA da ARCOR com a peça «Quem matou?»


O Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR em 2001. De pé e da esquerda para a direita: Porfírio Pires, António Prazeres, Paulo Gomes, José Fernando Martins, Carla Rodrigues e Firmino Santos (ensaiador). Em baixo: Carlos Pereira, Hernâni Pires, José Manuel Gomes, Isaltina Pires, Eliane Alves e Clara Santos

O drama «A Laurinda» (em 2008)


O Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR, infelizmente «falecido» desde 2012, estreou a peça «Quem matou?» a 3 de Fevereiro de 2001.
Há precisamente 25 anos!
O programa incluiu a comédia «Prima Elvira» e o monólogo «Estou roubado».
O GTA desse tempo, como se pode ver na foto, era formado por Porfírio Pires, António Prazeres, Paulo Gomes, José Fernando Martins, Carla Rodrigues, Carlos Pereira, Hernâni Pires, José Manuel Gomes, Isaltina Pires, Eliane Alves e Clara Santos. Firmino Santos era o ensaiador.
O GTA era, por esse e outros tempos, a afirmação viva e activa da vertente cultural da ARCOR, mais tarde acrescentada das marchas populares - como foram, também e em outros tempos, a biblioteca, o «Jornal da ARCOR», a escola de música e as sessões cinematográficas, se bem nos lembramos. E outras actividades, quiçá.
O último GTA da ARCOR (em 2012)

As estreias do GTA
da ARCOR nos meses 
de Fevereiro!

O mês de Fevereiro é farto em estreias de peças de teatro, pelo GTA da ARCOR.
Um bocadinho aleatoriamente, porque alguns nos podem ter escapado, lembremos:
- ANO 1991, dia 2 de Fevereiro: A peça «O Poder do Ouro» e a comédia «Cama p’ra outro se deitar», dirigidas por Firmino Santos.
- ANO 1992, dia 22: A peça «A Menina Feia», ensaiada por Arlindo Reis.
- ANO 2001, dia 3: O drama «Quem matou?», a comédia «Prima Elvira» e o monólogo «Estou roubado», com o ensaiador Firmino Santos.
- ANO 2002, dia 16: O drama «A Palavra de Deus foi Cumprida» e a comédia «Leis Modernas», ensaiados por Firmino Santos.
- ANO 2008, dia 2: O drama «A Laurinda» e sketches, com o ensaiador Leonildo Costa, apoiado por Paulo Rogério Framegas.
- ANO 2010, dia 20: A comédia «O Gato», ensaiada por Leonildo Costa e Catarina Aidos.
- ANO 2012, dia 4: A comédia «O Avarento», ensaiada por Rui Fernandes e que foi a
 última peça levada à cena pelo GTA da ARCOR. Amanhã se farão 13 anos.
A sua última apresentação foi a 5 de Maio de 2012 e na direção de João Gomes. Desde então e nas direções de Manuel Soares e Mário Marques (4 anos, cada um), dr. Estima Reis (infelizmente, muito curta, de Maio a Dezembro de 2021), da episódica Vera Santos e agora, desde Outubro de 2022, a de Dinis da Conceição Alves, não houve teatro para ninguém. 
Morreu, passe a caricatura!
- NOTA: Aguarda-se, confiante expectavelmente, a evolução do «Novo Rumo» para a ARCOR que, em Outubro de 2022, foi anunciado pela direção do presidente Dinis da Conceição Alves - o actual.

- ANO 1996, há 30 anos: Canoagem e pesca desportiva na ARCOR!


A equipa de canoagem da ARCOR de 1996
A equipa de pesca da ARCOR (em 1996)



A ARCOR apresentou, a 3 de Fevereiro de 1996, há precisamente 30 anos, as suas equipas de canoagem (na foto em cima) e pesca desportiva (na foto ao lado).
Campeões nacionais de canoagem, ao tempo, eram os atletas Sérgio Soares (cadete e de C1) e Beatriz Gomes (também cadete, mas de K1), futura atleta olímpica e campeã europeia e mundial.
A direcção técnica era de António Monteiro (também atleta, várias vezes campeão nacional e que, por outro clube, viria ser olímpico nos Jogos de Barcelona, em 1992, e actualmente é atleta master e treinador do clube óisdaribeirense), João Fernandes, António Jorge e Carlos Estima (o primeiro, à esquerda, na primeira foto), sendo a equipa patrocinada pela Ceramigrés, de Oronhe e com o gerente José Abrantes na primeira foto, à direita e ao lado do presidente António José Tavares) .
A ARCOR era presidida por António José Tavares (o segundo, à direita, na foto da equipa de a equipa de pesca desportiva era
 era patrocinada pela Moldicorte (de Agostinho Tavares, à direita e de pé, na mesma foto) e era coordenada pelo também praticante José Lopes.