terça-feira, janeiro 13, 2026

A ARCOR Canoagem e o sonho do (novo) hangar...

 

O sonhado (novo) hangar de canoagem da ARCOR

O esboço do (novo) hangar da ARCOR Canoagem



A Secção de Canoagem da ARCOR tem um orçamento de 45 500 euros para o ano de 2026, planeando receitas de 47 750 00. A renovação do hangar é objectivo central da associação óisdaribeirense.
«Irá finalmente ter condições para arrancar de forma totalmente enquardade com as regras da contratação pública», refere a ARCOR Canoagem, precisando que «foi feito um grande investimento na adaptação do projecto de arquitectura e engenharia, de especialidade e caderno de encargos, de forma a ser possível efectivar o concurso público já em 2026».
A dotação de Câmara Municipal (15 000 euros) é a maior receita prevista, para além de patrocínios (5 000), mensalidades dos atletas (8 750), candidaturas a várias entidades (6 000), organização de actividades com empresas, Câmara, escolas e instituições (3 000), organização de eventos (3 000), projectos e candidaturas ao Instituto Português do Desporto e Juventude (3 000).
A projecção de custos das obras do hangar não foram incluídas neste orçamento «devido ao facto de os valores irem ser contabilizados num centro de custos independente».
Desportivameente a ARCOR Canoagem quer «recuperar o título de melhor clube da Região Centro no ranking nacional de clubes», para isso participando en todos os campeonato regionais e nacionais e algumas competições de especial interesse desportivo, para além de «marcar presença, com um ou dois atletas em campeonatos europeus».
Também reconquistar o título macional de masters e, entre outros planos, protocolar cooperações e adquirir embarcações e equipamentos de apoio.

- Ano 2008, há 18 anos: A morte de Delfim Reis, por afogamento na pateira!

 

Delfim A. Reis


 
O emigrante Delfim Augusto dos Reis morreu afogado a 13 de Janeiro de 2008, aos 60 anos e na pateira, a 40 metros da margem e na frente da churrasqueira do parque sul.
Há 18 anos!
O trágico acidente ocorreu ao fim da tarde desse domingo, quando andava a colocar redes para apanhar peixe, num pequeno barco de fibra, que ele mesmo levou para o local, num tractor. Estaria a estender a rede quando a embarcação se virou e ele caiu à água, com duas botas de borracha até à cinta. Gritou por socorro e foi ouvido por um familiar, residente perto. Mas o socorro, embora imediato, já foi tardio.
Chamados os Bombeiros Voluntários de Águeda, chegaram
M. Celeste Reis
 rapidamente e com cinco viaturas e uma equipa de mergulhadores, que retiraram o cadáver por volta das 20 horas. Tinha a bota esquerda tirada, o que faz pressupor que, na luta contra a morte, ainda a tinha conseguido descalçar.
Delfim Augusto dos Reis tinha 60 anos e era casado com Isaura Soares dos Reis. Emigrou para a Alemanha nos anos 70 e todos os anos se deslocava várias vezes a Óis da Ribeira, tendo chegado dois dias antes. Amante da pesca amadora, dedicava-lhe alguns tempos livres, para uso caseiro. Foi o que fez na tarde desse trágico domingo. Em má hora.
- NOTA: Delfim era filho de Gil Martins dos Reis e a mãe, Maria Celeste Reis, de 75 anos, também faleceu afogada, em 1999. Desaparecera de casa de seu filho Júlio (irmão de Delfim), em Perrães, no dia 4 de Agosto desse ano, e o cadáver só viria a ser encontrado no dia 21 de Outubro, 78 dias depois, já em adiantado estado de decomposição e nos arrozais dos campos do Rio Cértima, a escassos 500 metros da residência do filho.

- Ano 1990, há 36 anos: A morte de Armando dos Santos Ala de Resende!

Armando dos Santos
Ala de Resende

Maria Bernardina e Manuel
Maria, pais de Armando dos
Santos Ala de Resende

 O óisdaribeirense Armando dos Santos Ala de Resende foi presidente da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira e faleceu a 13 de Janeiro de 1990, aos 79 anos.
Há 36 anos!
Tomou posse pela primeira vez, a 28 de Dezembro de 1941, tinha 30 anos - cumprindo o mandato até 1943. Retomou a presidência da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira a 2 de Janeiro de 1955, sucedendo ao benemérito Benjamim Soares de Freitas. E na presidência esteve até 17 de Novembro de 1957, data em que se ausentou para Angola. Voltou a ser PJFOR de 4 de Abril de 1962 a 3 de Dezembro de 1963, quando era secretário e substituiu o presidente Manuel Tavares) e de 1964 a 1971.
Armando Resende era o presidente na altura da construção da sede da Junta de Freguesia (onde agora está a Sede 1 da Tuna/AFOR, junto ao Rio Águeda), e da hoje chamada Rua da Pateira. Em Outubro de 1934, foi nomeado vogal substituto da Câmara Municipal de Águeda.
Nasceu a 3 de Março de 1911, filho do comerciante Manuel Maria Ala de Resende e de Maria Bernardina Tavares dos Santos (Silva) - irmã de monsenhor José Bernardino dos Santos Silva.
- NOTA: Armando Resende era o proprietário do terreno onde foi construida o centro social da ARCOR e sede da Junta, que vendeu à Câmara Municipal de Águeda em 1988 por 8 000 contos, «descontando» 500 por se destinar a obras de interesse público.

- ANO 1988, há 38 anos: O terreno para o Centro Social da ARCOR e sede da Junta!

O terreno comprado a Armando Resende para a ARCOR e sede da Junta de Freguesia
Placas do centro social e o terreno onde foi construído


A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira oficiou a Câmara Municipal de Águeda, a 13 de Janeiro de 1988, dando conta de existência de «um terreno bem localizado, que reúne todas as condições e cujo proprietário se dispõe a vendê-lo»
Um terreno de cerca de 4 000 metros quadrados, no centro da vila óisdaribeirense e que Armando dos Santos Ala de Resende (o proprietário) se dispunha a vender por 8 000 contos.
Notícia na revista da Junta
Armando Resende
Seriam agora qualquer coisa
como 138 000 euros, segundo o convesr da PORDATA.

Armando Resende
«doou» 500 contos!

O terreno em causa é aquele onde está instalado o edifício do centro social da ARCOR e a sede da Junta de Freguesia (JF) da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR).
É recordado nas duas primeiras imagens - a primeira (provavelmente) de 1988 (vendo-se os bancos do cruzeiro, à esquerda), a segunda de 2001. 
O terreno viria a ser comprado por 7500 euros - seriam agora 129 000 euros. Os restantes 500 contos (8.800 euros) foram considerados oferta de Armando dos Santos Ala de Resende para a obra - por expressa vontade do próprio.
- NOTA: O presidente da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira era Manuel Soares dos Reis e Santos e o executivo incluía o secretário José Melo de Oliveira (Rosália) e o tesoureiro Élio dos Reis Framegas (já falecido).

segunda-feira, janeiro 12, 2026

A casa de José Constantino dos Reis, pai de 12 filhos!

As casas em construção no local da que foi residência de José Constantino dos Reis

A casa original (dos herdeiros de José C. Reis)


O d´Óis Por Três publicou, a 10 de Janeiro (o passado sábado) notícia sobre a trágica morte de José Constantino dos Reis. - Ver AQUI
Recordemos que foi pai de 12 filhos e faleceu por afogamento num poço de Segadães, no dia 10 de Janeiro de 1905.
Há precisamente 121 anos.
Demos conta, também, que a casa que foi da sua família - foi casado com Rosa Soares (Maia) -, na Rua Manuel Tavares, a antiga Rua do Cabo, junto ao Cruzeiro Novo, foi demolida e lá estar a ser construído novo edificio.
Descendente de José Constantino dos Reis, identificada como neta e residente no Estado do Espírito Santo, no Brasil, contactou o d´Óis Por Três e, manifestando satisfação por conhecer a casa que foi de seus antepassados, pediu que mostrássemos o novo edificio.
É o que hoje fazemos com gosto e dando conta que a residência e quintal foram compradas por um empresário de Águeda, que para lá tem projecto de habitação rural. Foi isso que conseguimos saber.

- Ano 2022, há 4 anos: A ARCOR em 4º. lugar no ranking federativo de Masters!

Filipe Gomes e Sandra Almeida, atletas masters e canoístas de mar da ARCOR

A classificação oficial



A ARCOR Canoagem ficou em 4º. lugar no ranking federativo de Masters de Canoagem no ano de 2022.
O clube de Óis da Ribeira disputou, há 4 anos, o campeonato nacional da especialidade e somou 70,09 pontos. 
O Clube Náutico de Marecos (de Jovim, em Gondomar) foi o vencedor, somando 82,6 pontos. Seguido do Clube de Canoagem de Amora (o segundo, com 73,8) e do Clube Fluvial Vilacondense (o terceiro, com 73,8).
O Sporting Clube de Aveiro foi 27º. classificado (com 31,1 pontos) e o único outro clube do distrito que está na lista da Federação Portuguesa de Canoagem. O 50º. e último lugar foi para o Fluvial de Mirandela (67,0).
A ARCOR Canoagem somou pontos nas seguintes especialidades:
- Pista: Campeonato nacional (10).
- Fundo: Taça de Portugal (10) e campeonato nacional (9).
- Maratonas: Taça de Portugal (8,9) e campeonato nacional (9).
- Canoagem de Mar: 14,0.

- Ano 1984, há 41 anos: A nova Comissão de Gado Bovino de Óis da Ribeira e Cabanões!


Albertino G. Soares


A então nova Comissão de Gado Bovino de Óis da Ribeira e Cabanões tomou posse a 12 de Janeiro de 1984 e era presidida por Albertino Gomes Soares.
Há 41 anos!
A direção incluía o secretário Leonildo Soares da Costa, o tesoureiro José Maria Gomes dos Reis e os vogais Amilcar Reis e Aurélio dos Santos Framegas. Os cobradores indicados foram Armando Viegas (nas Ruas do Cabo e Pateira), Antonio Caleiro (Igreja), José Tavares Pires (Viveiro) e Ricardo Pereira Simões (de Cabanões).
A Comissão foi fundada nos anos 40 do Século XX e funcionou como «cooperativa» de apoio a proprietários de gado bovino, em caso de acidente, doença ou de morte, atribuindo-lhes subsídios que eram avaliados por associados expressamente indicados para o efeito. No princípio dos anos 60, chegou a incluir proprietários do vizinho lugar de Cabanões. Daí, a sua designação.
Funcionalmente, deixou de existir por volta dos anos 2010/2011, quando já nem meia dúzia de associados teria. Cada um, pagavam uma contribuição de 1,5 euros por gado adulto e 75 cêntimos por gado menor.
- NOTA: Destes dirigentes de há 41 anos, já faleceram, Amílcar Alves dos Reis, António de Oliveira Caleiro, José Tavares Pires e Ricardo Pereira Simões.

domingo, janeiro 11, 2026

O alvará da Mesa de Voto de Óis da Ribeira

Os 11 candidatos presidenciais: André Pestana, Jorge Pinto, Manuel João Veira, Catarina Martins e Cotrim de Figueiredo (atrás), Humberto Correia, Marques Mendes, António José Seguro, André Ventura, António Filipe e Gouveia e Melo 
O alvará camarário
Ana Carolina
S. F. Pereira




A Câmara Municipal de Águeda ja publicou o edital com o alvará da Mesa de Voto de Óis da Ribeira para as eleições presidenciais marcadas para o dia 18 de Janeiro de 2026.
Será presidida pela advogada Ana Carolina da Silva Framegas Pereira e inclui Cátia Alexandra Pereira dos Reis (vice-presidente), Andreia Filipa da Fonseca Fernandes (secretária) e os escrutinadores Paulo Rogério dos Reis Santos Framegas e Ana Sofia Rodrigues Pereira - (re)ver AQUI.
As eleições tem 11 candidatos (ver foto principal) e hoje foi o dia de votação antecipada (11 de Janeiro de 2026),
A Mesa de Voto (a nº. 3 da UFTOR) funcionará entre as 8 e as 19 horas, no salão nobre da sede da União de Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR), na vila óisdaribeirense.
Os cadernos eleitorais conhecidos (e oficiais) indicam que tem 587 eleitores inscritos.  A lista, por ordem alfabética, vai da eleitora Adélia Maria da Conceição Henriques ao eleitor Zulmiro dos Santos Henriques de Almeida.

- Ano 1980: Terramoto nos Açores e campanha em Óis da Ribeira




A ARCOR iniciou no mesmo dia 11 de Janeiro de 1980 um peditório a favor das vítimas do terramoto que a 1 de Janeiro desse mesmo ano, dia de Ano Novo, devastou os Açores.
Há 46 anos!
Um óisdaribeirense vivia lá a esse tempo: Milton Soares dos Santos e família, agora moradores em Aveiro. Filho de David Soares dos Santos e Lucília Soares dos Reisa.
A campanha de solidariedade foi devidamente credenciada pela Cruz Vermelha Portuguesa e decorreu até ao dia 18 seguinte, rendendo 29 630$00. Seriam agora, segundo o conversor da PORDATA, qualquer coisa como 2000 euros.

Ano 1992: O polidesportivo e o 13º. aniversário da ARCOR !


O polidesportivo da ARCOR em fase inicial de construção, no ano de 1992.
Actualmente e desde há alguns anos está tristemente abandonado

 
José Melo Ferreira

ARCOR 1992

Os trabalhos de construção do polidesportivo da ARCOR, agora e desde há vários anos tristemente abandonado e vandalizado, começaram a 11 de Janeiro de 1992.
Há precisamente 33 anos!
A instituição arcoriana nesta fase de terraplanagem do terreno do baldio da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, para o efeito cedido, teve apoio de máquinas e militares do Regimento de Engenharia de Espinho.
A direção tinha sido empossada a 12 de Maio de 1991 e era presidida por José Melo Ferreira, com o tesoureiro Diamantino Alves Correia, o secretário João Bernardino Dias Figueiro Viegas e os vogais Paulo Jorge Carvalho da Silva (Cadinha) e João Paulo Martins Pires.
Disco de António Berna

Os 13 anos da ARCOR
em programa de 6 dias

A ARCOR, nesse mesmo dia, comemorou o seu 13º. aniversário, no salão do restaurante Pôr do Sol.
O programa incluiu a actuação de António Bernardino (Berna), óisdaribeirense que se notabilizou como cantor do fado de Coimbra (e por isso nomeado comendador de República), e do Grupo Etnográfico e Folclórico da Academia de Coimbra (GAFAC).
As comemorações continuaram com o Grupo de Teatro «Água Corrente», de Ovar (no dia 12), professor Marcos do Vale, ilusionista e hipnotizador, e grupo «Cantares da Aldeia» (dia 17), o 1º. Encontro de Associações Recreativas e Culturais do Concelho de Águeda e concerto da Orquestra Típica e Coral de Águeda (dia 18), cantor Rui Amorim e Grupo de Cantares do Silveiro (dia 19) e estreia da peça «Menina Feia» (dia 22 de Fevereiro).
- NOTA: Eram estes tempos um dos tempos em que se «faziam coisas» na ARCOR. Agora, e desde 2022, não mais se comemorou o aniversárioa da ARCOR - o mesmo se repetindo em 2026 (este ano).

Há 142 anos: O nascimento do benemérito Benjamim Soares de Freitas!

 

* HÁ 139 ANOS: O nascimento do benemérito Benjamim Soares de Freitas!


Benjamim Soares de Freitas
Casa, à direita, que foi
de Benjamim S. Feitas



O benemérito óisdaribeirense Benjamim Soares de Freitas nasceu a 11 de Janeiro de 1884, há precisamente 142 anos. Faleceu a 8 de Março de 1961.
A sua benemerência substantivou-se na oferta do telefone público e do relógio da torre sineira da Igreja de Óis da Ribeira, o que justificou a atribuição do seu nome à rua da sua residência - que agora é de Fausto Ferreira Simões dos Reis, entre o actual Largo do Centro Social da ARCOR (Largo do Cruzeiro) e a escola primária.
O relógio e o telefone foram oficialmente te inaugurados a 13 de Março de 1955, mas o relógio já funcionava desde Agosto de 1954.
A inauguração teve a presença do Governador Civil de Aveiro (Francisco Vale Guimarães) e dos presidentes da Câmara de Águeda (Fausto Oliveira) e da Concelhia da União Nacional (Manuel José Homem de Mello), para além do Chefe da Circunscrição de Exploração dos CTT (Fausto Lameiras).
Placa da Rua Benja-
mim S. de Freitas

Quem é quem?

Benjamim Soares de Freitas

Benjamim Soares de Freitas nasceu às 6 horas da manhã de 11 de Janeiro de 1884 e era filho de Joaquim António Soares de Freitas, lavrador, e Maria José dos Santos, governanta de casa, ambos de Óis da Ribeira. 
Era neto paterno de António Lopes dos Santos e de Rosa Emília Soares, neto materno de Berardo dos Santos Oliveira e de Emília Pires da Maia, todos naturais e residentes em Óis da Ribeira.
Foi baptizado no dia 20 do mesmo mês de Janeiro de 1884, na Igreja de Óis da Ribeira, num acto litúrgico celebrado pelo padre João Alberto Soares de Melo, sendo padrinhos Manuel Pereira da Conceição, casado e lavrador, e Maria Framegas, solteira e jornaleira, ambos de Óis da Ribeira.
O seu casamento com Maria do Carmo Ferreira, também de Óis da Ribeira, foi celebrado a 16 de Novembro de 1915. Enviuvou a 17 de Março de 1952 e o casal não teve filhos. Benjamim teve pelo menos dois irmãos: Berardo e Isaac, que como ele emigraram para o Brasil
.
Benjamim Soares de Freitas foi presidente da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira entre 1943 e 1954 e foio a enterrar no Cemitério Velho de Óis da Ribeira - onde ainda hoje se pode achar a sua campa.
- NOTA: Berardo voltou a Portugal em data que desconhecemos e foi pai, pelo menos, de Maria José, que foi esposa de Alexandrino Pinheiro dos Reis (pais das irmãs Rosa, da Rua dos Aidos, e Iracene, da Benjamim Soares de Freitas), e de Joaquim Soares dos Santos, o Cuchas, que foi casada com Delmira Pinheiro dos Reis, irmã de Alexandrino (e, por este casamento, avô dos irmãos Maria da Luz e Felizbela, já falecidas, e Manuel Horácio Pinheiro dos Santos, que mora na Rua da Pateira).

sábado, janeiro 10, 2026

O teatro que a ARCOR nos deu... e já não dá!!!

Grupo de Teatro da ARCOR em 2009. Atrás, Paulo Gomes, Paulo Rogério,
António M. Reis, Victor Fernandes, José Manuel Gomes e Rui Fernandes.
Ao meio, Isaltina Pires, Liliana Alves, Lurdes Frnandes e Julieta Fernandes.
Em baixo, Leonildo Costa, Cristina Silva e Carlos Pereira
 



O Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR estreou no dia 10 de Janeiro de 2009, a peça «É urgente o amor», de Luís Francisco Rebelo. E a comédia «De noite, todos os gatos são pardos».
Há 17 anos, que hoje recordamos com saudade de um grupo que, infelizmente, deixou os palcos em 2012, assim «matando» uma  tradição local que vinha já, pelo menos, do século XIX. E sabe-se lá se não de já antes...
O grupo de 2009 foi artisticamente dirigido por Leonildo Costa, Paulo Rogério Framegas e Carlos Pereira e a peça teve interpretações de Julieta Fernandes (no personagem Madalena), José Manuel Gomes (Alberto), Liliana Alves (Mãe), Isaltina Pires (Margarida), Cristina Silva (Branca), Paulo Gomes (Jorge), Vitor Fernandes (chefe de polícia) e António Reis (agente de polícia).
A comédia teve participação de José Manuel Gomes (patrão), Vitor Fernandes (criado), Paulo Gomes (Ventura), António Reis (Jacinto), Liliana Alves (Estanislau), Julieta Fernandes (Pulquéria) e Isaltina Pires (Elisa).
O som e a iluminação estiveram a cargo de Rui Fernandes e a carpintaria foi de Gil Branco e de Jorge Brandão.
Ensaio da peça do Grupo de Teatro
Amador (GTA) da ARCOR (2009)

A estreia do GTA e
a digressão regional!

A estreia da peça foi às 21 horas e no salão cultural da ARCOR
, com entradas livres. 
Estreia com o salão meio cheio, meio vazio! 
O GTA apresentou-se, depois e sucessivamente, pelo menos em Mourisca do Vouga (na Tuna Mourisquense e no dia 17), em Recardães (a 21 de Fevereiro, depois da operação da actriz Eliane Alves), em Eixo (a 7 de Março), em Crastovães (a 14 de Março), no Festival de Teatro da Freguesia de Pó, no Bombarral (dia 21 de Março), no Salão do CEFAS, em Águeda (dia 4 de Abril), em Eirol (dia 25), em S. Martinho, de Aguada de Cima (a 2 de Maio) e, finalmene, em Óis da Ribeira (a 9 de Maio).
«A época correu bem, tivemos boas representações e muito boa adesão do público», disse, na altura, o ensaiador Leonildo Costa.
O último cartaz do GTA da ARCOR

«O Avarento» para
todo o... sempre ?!!!

A última peça levada a palco pelo GTA da ARCOR foi ««O Avarento», de Molière, a 4 de Fevereiro de 2012.
Há quase, quase 14 anos!!
O espectáculo decorreu no salão cultural da associação (ver o cartaz ao lado), o ensaiador foi Rui Fernandes e os personagens e intérpretes foram Harpagão (Vitor Fernandes), Cleanto (Paulo Gomes), Elisa (Liliana Alves), Valério (António Reis), Mariana (Julieta Fernandes), Anselmo (António Gomes), Eufrasina (Isaltina Pires), Dona Antonieta (Susana), Mestre Tiago (Telmo Abrantes), Flecha (Gil Branco), Senhora Cláudia (Salomé Fernandes), Pé de Aveia (Romeu Fernandes) e Comissário (João Pedro)
Os pontos foram o casal Carlos Pereira e Lurdes Fernandes. O sistema de som e luzes esteve a cargo de Rui Fernandes. Os responsáveis pela Secção de Teatro da ARCOR eram Carlos Pereira e Rui Fernandes, ambos da então direcção da ARCOR.
- NOTA
O último GTA actuou depois em Espinhel (no dia 11), na Palhaça (dia 3 de Março), em Belazaima do Chão (dia 24), em Recardães (21 de Abril) e em Óis da Ribeira, a fechar (a 5 de Maio de 2024).
E acabou!!!...

* Há 8 anos: A Tuna/AFOR foi declarada de utilidade pública!


A Associação Filarmónica / Tuna Musical de Óis da Ribeira foi, a 10 de Janeiro de 2018,
declarada instituição de utilidade pública por despacho no Diário da República

O despacho da SEAMA que declara a Asso-
ciação Filarmónica /Tuna de Óis da Ribeira,
como instituição de utilidade pública
A Tuna de Óis 
da Ribeira


A Associação Filarmónica de Óis da Ribeira / Tuna Musical de Óis da Ribeira (AFOR) foi reconhecida como instituição de utilidade pública, por despacho da Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, com o nº. 448/2018.
Há 8 anos.
O documento governamental foi publicado a 10 de Janeiro de 2018, no Diário da República, citando a AFOR, anteriormente denominada Agrupamento Musical Tuna de Óis da Ribeira, com «actividade referenciada desde o final do século XIX» e «formalmente constituída a 21 de Abril de 1993», desde então
Despacho tem efeitos a 01/Janeiro/2018
«desenvolvendo, ininterruptamente, uma relevante actividade de divulgação da cultura musical, através da sua escola de música e das actuações das suas formações musicais, em Portugal e no estrangeiro».
O despacho da Secretária de Estado Adjunta e da Administração Administrativa refere também que «coopera com diversas entidades, das quais se destacam as da Administração Local, tendo sido distinguida pelo Governo Civil de Aveiro em 2011, com a Medalha de Mérito Distrital».
- NOTA: O despacho governamental foi publicado no Diário da República de 10 de Janeiro de 2018, mas está assinado e datado de 29 de Dezembro de 2017, produzindo efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2018, inclusive, de acordo com o mesmo Diário da República - o nº. 7, 2ª. Série, de 10 de Janeiro de 2018. Há exactamente 8 anos!

- Há 121 anos: José Constantino dos Reis: 12 filhos e uma morte trágica!

A casa que foi de José Constantino e Rosa Soares (Maia), na Rua Manuel Tavares, junto ao
 Cruzeiro Novo. Foi demolida e agora está lá a ser constru'ido novo edificio
O registo do casamento de Maria Rosa
Soares e José Constantino dos Reis

O óisdaribeirense José Constantino dos Reis foi pai de 12 filhos e faleceu por afogamento num poço de Segadães, no dia 10 de Janeiro de 1905. 
Há precisamente 121 anos.
José Constantino dos Reis casou com Maria Rosa Soares (Maia) a 31 de Janeiro de 1878, na Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira.
Ele, era agricultor e tinha 21 anos, nascido a 10 de Setembro de 1856, filho de José Francisco dos Reis e de Maria Teresa de Almeida. Neto paterno de Manuel Francisco Gomes e de Maria Francisca Reis, neto materno de José Marques de Almeida e de Maria Teresa Estima.
Maria Rosa, de 18 anos e governanta de casa, era filha de Francisco Gomes dos Reis e de Maria Rosa Soares da Maia, todos de Óis da Ribeira. Por ser menor de idade, teve de ter autorização do pai para celebrar o casamento.
Nasceu a 21 de Agosto de 1859 e era neta paterna de José João e Maria Gomes dos Reis, neta materna de António Pires Soares e Caetana Emília da Maia. Faleceu a 31 de Agosto de 1942, mais de 47 anos depois de enviuvar.
Ana Maia Reis
Sebastião Reis

Um casamento
e 12 filhos !


A cerimónia matrimonial foi celebrado pelo padre Venâncio Pereira, o então pároco de Santo Adrião de Óis da Ribeira, e foi testemunhada por Augusto Pires Soares da Maia e José Patrício Simões.
O casal teve pelos menos 12 filhos. 
Os seguintes:
1 - MARIA AUGUSTA: nascida a 25 de Novembro de 1878 e falecida a 31 de Janeiro de 1977, aos 99 anos. Era, a este tempo, a pessoa mais velha da freguesia e vivia na casa do irmão Manuel Maria, já então falecido e herdada pelo sobrinho Élio Framegas dos Reis. A da primeira imagem.
2 - LEONOR: Nascida a 29 de Março de 1885 e falecida em data desconhecida.
3 - MANUEL MARIA: Nascido a 21de Junho de 1881 e falecido a 24 de Novembro de 1969, aos 88 anos. Solteiro, era o chamado Regedor Velho, da casa que foi de Élio dos Reis Framegas.
4 - JOAQUIM: Nascido a 21 de Novembro de 1886 e falecido a 7 de Julho de 1893, aos 7 anos.
5 - ANA: Nasceu a 2 de Abril de 1888 e faleceu a 9 de Outubro de 1989, aos 99 anos. Casou com José Maria Framegas, a 14 de Dezembro de 1919, e o casal teve os filhos Valter, Élio, 
Cármina (Victor) e Célia (já falecidos) e Graciete (Benjamim), da Rua Manuel Tavares.
Avó de Zélia, moradora em Carcavelos, e Clarinda, da Rua da Pateira (filhas de Élio), Manuel Horácio, Armando e Maria de Fátima, filhos de Valter), Zulmira e Fátima (de Célia), António Framegas (de Cármina), Teresa e o já falecido António Fernando (de Graciete).
Augusto Maia
Maria Rosa
6 - JOÃO: Nasceu a 30 de Janeiro de 1890 e emigrou para o Brasil, para o Estado do Espírito Santo.
7 - SEBASTIÃO: Nasceu a 8 de Maio de 1892 e faleceu a 11 de Outubro de 1980, aos 88 anos. Casou com Maria da Graça Sucena Estima e teve os filhos Deolinda e Manuel (Neca) e Rogério. Morava na Rua Manuel Tavares, na casa que depois foi de seu filho Manuel (Neca), recentemente falecido.
Avô materno de Paulo Rogério e Selda (filhos de Deolinda) e de uma senhora de Oeiras (filha de Rogério).
8 - MARIA ROSA: Nasceu a 29 de Janeiro de 1895 e casou
José Maria
Fernando Reis
com Manuel Maria, de quem enviuvou a 1 de Julho de 1941.
9 - JOSÉ MARIA: Nasceu a 26 de Abril de 1897 e emigrou para o Brasil, onde casou com Regina do Nascimento, a 7 de Abril de 1927. O filho dele, o advogado Rúbens Reis, foi quem, a 3 de Outubro de 2014, de férias na Europa e de visita a Óis da Ribeira, faleceu subitamente na Rua Manuel Tavares, ao avistar a casa onde o pai nascera.
10 - AUGUSTO: Nasceu a 30 de Setembro de 1898 e faleceu a 18 de Setembro de 1994. Casou com Mabília Framegas Alves, a 16 de Fevereiro de 1928, e enviuvou a 2 de Outubro de 1976. O casal teve os filhos Maria La-Salete, Hernâni, Maria Camélia e Tobias (já falecidos), e Maria de Lurdes Framegas dos Reis, moradora na Rua Manuel Tavares.
Avô de Jaime e Jorge (filhos de Hernâni), Mabília Rosa e Júlia Maria (de Camélia), Jaime Osório a António Joaquim (de Lurdes), Óscar Augusto, António José, Aurélio e Maria Bernardina (de Tobias). Maria La-Salete foi casada com José Valentim Pinheiro Estima mas não teve filhos.

11 - MARIA CELESTE: Nasceu a 27 de Maio de 1901 e faleceu a 14 de Fevereiro de 1938. Pouco antes de fazer 37 anos.
12 - FERNANDO, o mais novo: Nasceu a 13 de Dezembro de 1903 e faleceu a 28 de Janeiro de 2000. Casou com Elisiária Carvalho dos Santos, de quem enviuvou a 5 de Julho de 1991. Conhecido por Fernando Peralta, o casal teve as filhas Benedita e Celeste Tavares, do Café Império (ambas já falecidas) e Maria Ascensão (Aurélio), da Rua da Pateira.
Avô materno de Maria Gracinda, Maria Isabel e Joaquim, já falecidos (filhos de Celeste Tavares), Fernanda Isabel, Elisiária Maria e Maria Paula (de Maria Ascensão), e Fernanda, moradora em Vale de Cambra (de Benedita).
O registo de óbito de José C. Reis

Morte trágica, por 
afogamento, num poço
de Segadães


José Constantino dos Reis era agricultor e viria a ter morte trágica, por afogamento num poço de Segadães, no dia 10 de Janeiro de 1905. 
Há precisamente 21 anos.
Nesse dia, esteve na feira da Fontinha e seguiu para Mourisca do Vouga, deixando de ser visto. A família, estranhando o atraso do regresso, o que não era costume, pediu apoio e foram diversas pessoas à sua procura - achando o corpo num poço próximo dos moínhos e lagar de Segadães.
O local era distante do caminho para a Mourisca do Vouga e nunca se soube o motivo que o lá levou. Por roubo, não terá sido vítima: tinha duas moedas de 500 e 200 reis de prata no bolso e uma carteira sem nada.
A justiça actuou no caso e veio a apurar-se que morreu por congestão, embora sem se identificar a razão por que apareceu o cadáver no poço. O registo de óbito (ver a imagem) apenas refere que foi encontrado pelas 4 horas da tarde do dia 11, num poço de Segadães «onde caiu».
«Tudo leva a crer que quando por ali passava, por volta das 8 horas da noite do dia antecedente» - o dia 10 de Janeiro de 1905, pelo relato do padre Manuel Gomes de Andrade, o então pároco de Óis da Ribeira.