sexta-feira, agosto 28, 2026

- ANO 2001, há 25 anos: O aterro da ponte e a nova... ponte!

O antigo aterro da ponte, onde agora é a ponte/viaduto
de Óis da Ribeira para Cabanões



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O Instituto Nacional da Água (INAG) deu luz verde, há precisamente 25 anos, para obras no aterro da ponte de Óis da Ribeira.
Os trabalhos a realizar deviam-se aos danos causados pelas cheias, que causaram milhares de contos de prejuízos aos lavradores, quer nos campos de Cabanões, quer principalmente nos de Óis da Ribeira - o que levou a vigorosa intervenção da Junta de Freguesia presidida por Fernando Tavares Pires junto da Câmara Municipal de Águeda.
O objectivo era controlar as cheias.
Hoje, como se sabe, tudo foi substituído pela nova ponte, inaugurada a 14 de Outubro de 2017, depois de meses e meses (anos) de obras paradas.
O desassoreamento da pateira foi outro caso de há 25 anos, já que a CPU, uma empresa de Lisboa, deu como concluído o estudo para os trabalhos de desassoreamento da pateira - que, em futuro próximo, ia ser apresentado às Juntas de Freguesia ribeirinhas - as de Óis da Ribeira, Fermentelos e Espinhel.
- NOTA: Aos dias de hoje ecomo se pode rever AQUI, foram antemtem anunciados mais 
 cerca de 5 milhões de euros para a remoção de cerca de 200 mil metros cúbicos de sedimentos da lagoa. Vamos esperar  para ver.


- ANO 1999, há 27 anos: António Monteiro no Mundial de Maratonas de Canoagem!


Diogo Fazenda e António Monteiro


O atleta António Monteiro, então a defender a camisola da ARCOR, participou no campeonato do mundo de maratonas canoagem, disputado em Milão, na Itália.
A prova era decisiva para o apuramento de portugueses para os Jogos Olímpicos de Sidney 2000, na Austrália, e Monteiro fez equipa com Diogo Fazenda em K2, 200 metros, ficando a dois centésimos de segundo do apuramento, com o tempo de 33s.05.
Individualmente, também disputou a prova de K1, na distância de 500 metros, fazendo o tempo de 1m.42s.03.
- NOTA: António Manuel de Oliveira Monteiro, depois de passar por vários clubes como atleta e treinador, é agora master (veterano) e responsável pela canoagem da ARCOR).rano) da ARCOR Canoagem

- ANO 1970, há 56 anos: A Capelinha em forma de moliceiro na ladeira ! da pateira!

O monumento religioso na pateira de Óis da Ribeira

A placa no interior da capelinha


A capelinha em forma de barco moliceiro localizado na curva da descida para a pateira, em Óis da Ribeira, foi instalada há 56 anos, a 28 (ou 22?) de Agosto de 1970.

A placa que reproduzimos ao lado indica essa data, mas não a conseguimos ler com suficiente clareza para que possamos reproduzi-la com rigor. O pouco que conseguimos saber, ouvindo pessoas mais velhas de Óis da Ribeira, que apenas nos souberam dizer que foi mandada construir por Ana Tavares Estima Resende, a D. Aninhas, que foi esposa de José dos Santos Ala de Resende, cumprindo uma promessa religiosa.
- NOTA: Alguém nos poderá dar mais informações sobre esta capelinha? Poderão fazê-lo pelo email doisportrês2@gmail.com. Obrigadas


quinta-feira, agosto 27, 2026

A morte de Fernando Dias Branco!

Fernando Dias Branco
Eva F. Dias
 

O óisdaribeirense Fernando Dias Branco faleceu hoje, aos 74 anos, de doença, e o funeral está marcado para amanhã, sexta-feira, em Óis da Ribeira.
Natural do Carregal, da freguesia de Requeixo (Aveiro), era filho de Eva Figueiro Dias, que foi de Óis da Ribeira e faleceu a 14/04/2019, aos 90 anos. Neto materno do alfaiate António Ferreira Dias (Zico) e de Ermelinda Figueiro Dias.
Irmão de Margarida Ermelinda, António e Maria da Graça Dias Branco, era sobrinho materno de Lisete (já falecida), Maria Amélia e António Figueiro Dias (Zito) - ambos da Rua da Pateira.
Casou em Óis da Ribeira com Maria Iracene Soares dos Reis e o casal teve os filhos Fernando Jorge, Gil Dinis e Lília Margarida Soares dos Reis Dias Branco. Viveu muitos anos com Rosa Soares dos Reis, com quem teve a filha Rosa Cristiana Soares dos Reis.
O funeral realiza-se às 18 horas de amanhã, dia 28 de Agosto de 2026, da Casa Mortuária para o cemitério de Óis da Ribeira. RIP!

- ANO 2001, há 25 anos: Requalificação da margem da pateira por 540 000 euros!

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A margem da pateira de Óis da Ribeira em
imagem actual. Requalificada há 20 anos



 As obras de requalificação da margem da pateira, em Óis da Ribeira, foram oficialmente aprovadas e financiadas há precisamente 25 anos.
A candidatura tinha sido apresentada pela Associação de Municípios da Ria (AMRia) e aprovada pela Direção Regional de Ambiente do Centro (DRAC), que a financiava em 40 000 contos - qualquer coisa como 64 462 euros, segundo o conversor da PORDATA. Outros 40 000, eram (foram) da Câmara Municipal de Águeda.
A DRAC tinha apresentado a candidatura ao Plano Operacional do Ambiente (POA), que também apresentou intervenções para Espinhel e Travassô. Na altura, há 22 anos e por esta altura, os respectivos concursos estavam em fase de lançamento, desconhecendo-se, então, as datas do início das obras. 
- NOTA: Era um tempo em que se faziam obras, sem ter de as andar a «cantar» a contar aos 4 ventos do mundo! Mesmo que não se concretras, sem ter de as andar a «cantar» a contar aos 4 ventos do mundo! Mesmo que não se concretizem. Estas concretizaram-se. Os 540 000 euros totais do investimento seriam agora 869 961 euros.

- ANO 2000, há 26 anos: Obras na Igreja Paroquial e na sede da Tuna Musical!


A casa da Junta na Rua Adolfo Pires
dos Reis, abandonada pela autarquia




 A freguesia de Óis da Ribeira andava, há 26 anos, envolvida em duas obras de interesse público e suportadas pelo erário local: a requalificação da casa da Junta da Rua Adolfo Pires dos Reis (Viveiro) e dos anexos internos da Igreja de Santo Adrião.
Quanto a estes, envolveram a construção de 4 pequenas salas para a catequese e comissão fabriqueira e de instalações sanitárias. Três das salas ficaram no espaço do antigo salão que dava acesso à torre. A outra e os sanitários em área da sacristia, que ficou mais pequena e com outra arquitectura interna.
Para outras luas, estava (ficou) a restauração do muro do adro e a arrumação da pia baptismal - que, então, há muito tempo estava abandonada no adro. 
Quanto à casa da Junta da Rua do Viveiro (agora Adolfo Pires dos Reis, que a doou à Junta de Freguesia), os trabalhos decorriam por conta da Tuna, que era presidida por Jorge Élio Framegas e lá ia instalar (e instalou) a sua sede, agora tristemente abandonada pela Junta de Freguesia. E por lá ficou a Tuna até que, a 17 de Novembro de 2007, mudou para a antiga Junta de Freguesia, junto â ponte e, também edifício da autarquia.
Já agora e embora continue nesta sede, a Tuna/AFOR tem uma outra, desde 28 de Setembro de 2023: a antiga escola primária.
- NOTA: Era um tempo, o tempo de há 26 anos, em que as instituições óisdaribeirenses faziam obras de interesse público sem andar a acusar autoridades de falta de apoios.

- ANO 1984, há 42 anos: A demolição de casas no parque da Igreja !

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O parque de estacionamento criado, em
1984, no espaço das casas de Silvério Reis

 As casas onde actualmente se situa o parque de estacionamento do largo da Igreja de Óis da Ribeira foram demolidas há 40 anos, no último fim de semana de Agosto de 1984.
Propriedade do então emigrante Silvério Maria dos Reis, que estava o Brasil, foram adquiridas pela Câmara Municipal de Águeda, justamente para serem demolidas e ali criar um parque de estacionamento e novo arruamento.
O parque que lá hoje existe, ou outro qualquer, com qualquer outra arquitetura urbanística.
Na altura, já processava-se também o reasfaltamento de alguns arruamentos da freguesia que, ao tempo, recentemente tinham sido «esburacadas» pelas obras da primeira fase da instalação da rede de abastecimento de água.
- NOTA: O presidente da Câmara Municipal de Águeda era o dr. Denis da Cruz de Ramos Padeiro. O da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira era Isauro Carvalho de Almeida e Santos.

- ANO 1896, há 130 anos: Prémio de Medicina para Albano Tavares da Silva e Cunha!

 

Albano Tavares da Silva e Cunha
Placa da Rua dr. Albano
Tavares em Portel

O então futuro médico Albano Tavares da Silva e Cunha foi galardoado em Agosto de 1896 com o Prémio Barão de Castelo de Paiva, o único da cadeira de cirurgia operatória da Escola Médica Cirúrgica de Lisboa.
Há 130 anos!
Natural de Óis da Ribeira, nasceu a 25 de Dezembro de 1866, filho do lavrador José Tavares da Silva (falecido em 1926) e de Maria da Graça Tavares da Silva e Cunha, governanta de casa, natural de Paradela e irmã de D. Manuel Baptista da Cunha, que foi Arcebispo de Braga.
Albano Tavares, como era profissionalmente conhecido, casou em Portel, onde foi médico, a 27 de Novembro de 1897, com Maria do Carmo de Jesus Neves, de quem enviuvou a 22 de Abril de 1913.
O casal teve os filhos Maria do Carmo e Mário, este quase licenciado em medicina, quando faleceu, vítima de tuberculose e em Agosto de 1924, quase pai. A irmã faleceu de apendicite em Dezembro desse mesmo ano. 
Albano Tavares da Silva e Cunha casou em segundas núpcias com Elvira Amélia Macedo Souto, também em Portel e a 12 de Março de 1927. De quem também enviuvou, a 15 de Dezembro de 1952.
- NOTA: Albano Tavares era irmão, entre outros, do professor Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha. Faleceu a 3 de Maio de 1959, em Portel - onde tem uma rua com o seu nome. Sobrinhos-netos de Óis da Ribeira são os irmãos Joaquim, Maria de Lourdes, José e Porfírio (já falecidos) e Fernando Tavares Pires (netos de Joaquim Augusto e filhos de Alda; e Maria Cecília e Mário (que já faleceu), filhos de Arménio.

- ANO 1882, há 144 anos: Obra da Junta destruída no adro da capela de Santo António!

A Capela de Santo António
 


Uma obra da Junta da Paróquia, feita no largo/adro da capela de Santo António, foi destruída há 144 anos, por autores desconhecidos.
Junta da Paróquia seria a Junta de Freguesia de agora e era presidida por Luís Maria de Almeida, tendo ido ao local identificar os prejuízos, com o pároco João Alberto Álvares de Mello. 
O caso foi participado ao poder judicial e, entretanto, até foram identificados os autores, mas, vá lá saber-se o  porquê, a 27 de Agosto de 1882, sabia-se que o caso tinha sido «abafado», não tendo sido cumpridas as determinações da Junta.
Há 144 anos!
- NOTA: Ao tempo, como infelizmente ainda hoje, a justiça também fechava os olhos e as orelhas a algumas «coisas».

quarta-feira, agosto 26, 2026

Mais 5 000 000 de euros anunciados para a limpeza da pateira

O minstro José Manuel Fernandes, à esquerda e na Agro-Pecuária Irmãos Soares, com Álvaro Soares e Miguel Soares (da APIS) e os presidnetesSérgio Neves e Jorge Almeida
O ministro da Agricultura e do Mar e o presidente Jorge
Almeida no passadiço da pateira de Óis da Ribeira 


O Ministro da Agrocultura e do Mar esteve ontem em Óis da Ribeira, visitando a pateira e a Agro-Pecuária Irmãos Soares. José Manuel Fernandes fez-se acompanhar pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, que na oportunidade anunciou um investimento de cerca de 5 milhões de euros para a remoção de cerca de 200 mil metros cúbicos de sedimentos da lagoa.
O projecto já estará elaborado e, de momento, o estudo de impacte ambiental está avançado.
Pimenta Machado sublinhou o trabalho realizado pela Câmara Municipal de Águeda na remoção direta das plantas aquáticas: «Há dois níveis de intervenção: combater as consequências, que é o trabalho que o Município de Águeda tem feito, e trabalhar nas causas, que é retirar a poluição dos nossos recursos hídricos», afirmou o presidente da APA.

Jacintos na pateira, em Novembro de 2025


A importância de uma solução estrutural

O projeto está a ser desenvolvido no âmbito da Ria Viva e envolve o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a APA e os municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA).
A intervenção, a concretizar-se, representará «uma nova fase da  recuperação ambiental da pateira, procurando diminuir a quantidade de nutrientes existentes na lagoa e reduzir as condições que favorecem a expansão dos jacintos».
Jorge Almeida, por seu lado, destacou «a importância de uma solução estrutural», lembrou o trabalho feito pela autarquia a que preside e sublinhou a posição de liderança camarária na defesa e valorização deste património natural, reconhecendo, embora, que «a dimensão e complexidade do problema exigem uma resposta mais abrangente e articulada entre diferentes entidades».
«A pateira é um património natural de enorme valor e temos assumido, ao longo dos anos, a responsabilidade de fazer tudo o que está ao nosso alcance para a proteger. A remoção dos jacintos é indispensável, temos tido um trabalho nessa área exemplar e único, mas sabemos que não chega. Precisamos de atuar sobre as causas e é precisamente por isso que este investimento é tão importante»
, afirmou Jorge Almeida.
A comitiva ministerial - ver foto - visitou também a Agro-Pecuária Irmãos Simões, em Óis da Ribeira, inteirando-se dos problemas do sector.
Tubos de desassoreamento (em 1992/93)

- NOTA 1: O d´Óis Por Três perdeu a conta dos milhões de euros que, de há muitos anos a esta parte e pelas mais diversas entidades, foram anunciados para a pateira. A 26 Novembro de 2024, por exemplo - ver AQUI - era a própria Ria Viva a anunciar «cerca da 90 milhões em projetos de valorização e sustentabilidade ambiental». Entre as ações previstas, destacava-se «a tão aguardada dragagem da Pateira de Fermentelos, que terá início já no próximo ano».
Este próximo ano seria o de 2025. Que já lá vai.
- NOTA 2: A última grande intervenção, que nos lembre, ocorreu em 1992/1993 - já depois de outras andanças de desassoteamento, entre os dois resuarantes e em 1986. Há 40 anos. - Ver AQUI

A Tuna / AFOR no VI Encontro de Bandas Filarmónicas de Aveiro!

O cartaz oficial do encontro
 



A Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira (AFOR) vai participar no VI Encontro de Bandas Filarmónicas de Aveiro, marcado para o próximo dia 5 de Setembro.
O evento é promovido pela de Aveiro da Fundação INATEL e vai decorrer no Parque da Cidade de Aveiro, perspectivando-se
«uma tarde dedicada à música filarmónica, ao convívio e à partilha entre diferentes bandas».
Além da Tuna / AFOR, participam também a Banda Quinta do Picado, de Aradas (de Aveiro), a Filarmónica Pampilhosense, da Pampilhosa do Botão (da Mealhada) e a Banda de Música de Arrifana (de Santa Maria da Feira).
O programa é o seguinte
- 15 horas: Concentração na Praça da República e desfile para o Parque da Cidade, em Aveiro. Onde 
decorrerá o concerto.

Certificado INATEL

Tuna / AFOR no
INATEL e no Fial


A Tuna - Associação Filarmónica de Óis da Ribeira (popularmente conhecida como Tuna de Óis) inscreveu-se e foi aceite no INATEL a 26 de Novembro de 2015.
Há quase 11 anos, sob o número 6381 e como Centro de Cultura e Desporto (CCD). A direcção era presidida por António Manuel Azevedo de Melo.
Entretanto e a terminar os serviços do mês de Agosto de 2026, estará no próximo domingo, dia 30, no Fial em Alquerubim, onde abrilhantará as festas em honra de S. Luís.
 Participará na missa solene, às 16 horas, seguida de procissão, neste caso também com Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Águeda.

- ANO 1995, há 31 anos: Assalto ao restaurante «Pôr do Sol»!

Restaurante «Pôr do Sol»

 
O restaurante «Pôr do Sol», em Óis da Ribeira, foi assaltado na madrugada de 26 de Agosto de 1995, por arrombamento de uma janela.
Há 31 anos!
Os ladrões actuaram pela madrugada desse domingo, com a «segurança» que sentiriam pelo isolamento do edifício, e, além dos prejuízos provocado pelo arrombamento, também roubaram a caixa registadora (que tinha à volta de 15 000$00, seriam agora 143 euros).
- NOTA: A avidez dos gatunos (que julgamos nunca terem sido descobertos, apesar das investigações feitas) levou a que também roubassem algum tabaco e várias bebidas.

- ANO 1929, há 97 anos: Os bens da Igreja voltaram para a Igreja!

 


A Portaria nº. 6365 do Ministério da Justiça e dos Cultos, da República Portuguesa - ver ao lado -, determinou, a 26 de Agosto de 1929, a entrega de vários bens à corporação encarregada do culto católico na freguesia de Óis da Ribeira, no concelho de Águeda. A Paróquia de Santo Adrião.
Há 97 anos!
O documento citava, expressamente, que «sejam entregues, em uso e administração, a Igreja Paroquial, com sacristia, sala de sessões, casa de arrecadação, dependências e 
A capela de Santo António
objectos cultuais, e uma capela pública», bens que tinham sido «oportunamente arrolados por efeito da Lei de 20 de Abril de 1911».
A capela pública era (é) a de Santo António, que se vê na foto, em imagem da década de 50 do século XX!
Os bens, recordemos, tinha sido arrolados pelo Estado na sequência da implantação da República e da Lei de Separação do Estado da Igreja, tendo o processo sido executado no dia 1 de Agosto de 1911, há 109 anos, quando a Junta das Paróquia era presidida pelo padre Ricardo Pires Soares, com o tesoureiro Albano Joaquim de Almeida e os vogais Jacinto Matos dos Reis e João Bernardino dos Reis. Entre os bens estava o chamado passal do padre (residência e aido), o cemitério e a referida capela.
- NOTA: O titular da paróquia era o padre José Bernardino dos Santos Silva, de Óis da Ribeira natural e que não participou no acto de arrolamento.

 
 


- ANO 1962, há 64 anos: O arranjo do Caminho Fundo e um orçamento suplementar da Junta!

A. Resende
 

A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, reunida a 26 de Agosto de 1962, um domingo de há 64 anos, deliberou pagar 825$00 pelos serviços efetuados no arranjo do Caminho Fundo - hoje Rua do Caminho Fundo.
O caminho estava em mau estado e foi contratado pessoal para arranjo, tendo a autarquia encarregado José Correia de Melo de arranjar pessoal e carreiros. Morava na Viela do Canto e era avô paterno dos irmãos Maria da Ascensão, José Bernardino e António Fernando Gomes de Melo, infelizmente já todos falecidos. E de José Edgar, Otelo e outros, filhos de Orlando Tavares de Melo, também já falecido.
Os 835$00 de há 64 anos seriam hoje perto de 400 euros, segundo o conversor da PORDATA.
Na mesma sessão, foi arquivado o orçamento suplementar de 1883$15 (890 euros), devido a obras na freguesia e que, na sessão de 29 de Julho, tinha sido decidido tornar público em editais afixados na vila.
- NOTA: O presidente da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira era Armando dos Santos Ala de Resende, com o tesoureiro José Pinheiro das Neves e o secretário Manuel Simões dos Reis (Manelzito), ja todos falecidos,

terça-feira, agosto 25, 2026

ARCOR Social (ainda) sem directora técnica!

O centro social da ARCOR
O anúncio da ARCOR para recrutar 
um)a) técnico(a) Superior de Serviço Social


A ARCOR fez publicar, na sua página oficial de facebook e a 24 de Março de 2026, um anúncio para recrutamento de um(a) técnico(a) Superior de Serviço Social, com experência em direcção técnica.
Há 5 meses!
O objectivo da instituição social óisdaribeirense era (é) substituir a até aí directora Sara Andrade - que exerceu o cargo entre 1 de  Setembro de 2023 e 13 de Março de 2026.
O(a)s interessado(a)s podem contactar a ARCOR pelo e-mail geral@arcor-ipss.pt, pelos telefones 234629818 e 913392524 ou ainda 
entrar em contacto pessoal com a instituição
Hoje e passados 5 meses, o lugar ainda não foi preenchido e sabemos que pelo menos uma candidata se inscreveu e nunca foi chamada para a a entrevista.

As missões 
da ARCOR!

A ARCOR Social é de Óis da Ribeira e tem como missão, e citamos, «apoiar e garantir, através de respostas inovadoras, os direitos e necessidades das crianças, dos jovens, dos idosos e das famílias, de forma integral e personalizada».
«Pretendemos ser reconhecida como IPSS pioneira e de referência na implementação de boas política e práticas culturais e desportivas no concelho de Águeda, baseando a nosssa actação na melhoria contínua de acções e na promoção da qualidade dos serviços ptrestados», sublinha ARCOR no seu site oficial. - Ver AQUI

O dia 25 de Agosto, a RDP e a apanha de moliço na pateira!



A apanha do moliço na pateira exigia forte força braçal
Carregamento do moliço da pateira para
fertilização das terras de Óis da Ribeira



A apanha de moliço na pateira foi tradição que a modernidade «matou», mas ainda é contemporânea de muitos óisdaribeirenses vivos.
O dia 25 de Agosto, na tradição popular da quatro freguesias ribeirinhas do Século XX, era o dia da abertura da segunda fase da campanha da apanha do moliço na pateira -  que os óisdaribeiremses chamavam de ribeiro.
A tradição «mandava» e os sinos da Igreja de Fermentelos tocavam ao alvorecer, dando o sinal para os homens e as bateiras galgarem a água, com varas e ancinhos para a recolha do moliço, arrancado da pateira à custa de muita força braçal.
O moliço, em OdR mais vulgarmente chamado estrume do ribeiro, era usado como fertilizante dos campos da 4 freguesias ribeirinhas, mas deixou de ser e também deixou de existir nas águas da lagoa.
As imagens que mostramos, recolhidas da net, são dos princípios dos anos 60 do século XX, e nela vemos já a descarga do moliço nos portos de Óis da Ribeira, que eram «vendidos» pela Junta de Freguesia e para uso em prazos fixos. Para o efeito, as 4 autarquias afixavam editais próprios e a taxa, em Óis da Ribeira, era de 2$50 (ou 25 tostões), qualquer coisa como 1,50 euros, segundo o conversor da Pordata.
Diferente era, naturalmente, o custo anual, fixado em 10$00 (dez escudos) - ou sejam, 4,43 euros a valores actuais. Digamos que as Juntas de Freguesia de Óis da Ribeira desses primeiros anos dos Anos 60 do Século XX não fariam fortunas com estas receitas. Mesmo nos 70 e 80, quando a apanha deixou de se fazer, provavelmente no princípio da década de 90.
Carregamento do moliço para os campos

A apanha do moliço
na Emissora Nacional


A tradição da apanha do moliço extinguiu-se em data indeterminada, mas, pela observação do site «Óis da Ribeira -  Notícias, Curiosidades e Histórias», de Luís Neves (ver AQUI) realizou-se pelo menos em 1989. 
Não sabemos se depois, mas pelo menos nesse ano.
Na verdade, a programação da Emissora Nacional (a actual RDP) de 26 de Agosto desse mesmo ano dava conta da emissão, 
A nota de serviço da Emissora Nacional
às 15 horas, de um programa sobre essa actividade «na freguesia de Óis da Ribeira» e sendo  «cerimónia tradicional da apanha das algas na pateira de Fermentelos».
A Emissora Nacional considerava, então, que era «espectáculo único no género no País» e também explicava que «manhã cedo, ao toque da alvorada dum sino, centenas de barcos moliceiros entregam-se afanosamente à recolha das algas, ate ao meio dia».
«Sucedem-se, então, com as refeições, danças e descantes regionais, com grande animação até ao pôr do sol», explicava a nota de serviço da Emissora Nacional, a agora a RDP. Eram outros tempos e outra s realidades!...

- ANO 1991, há 35 anos: ARCOR organizou o distrital de juvenis de canoagem!


A ARCOR em 1991

José  Melo


A ARCOR organizou a 25 de Agosto de 1991 o campeonato distrital de iniciados de canoagem, classificando-se colectivamente em segundo lugar.
Há 35 anos!
O clube de Óis da Ribeira estava no seu primeiro ano de actividade de canoagem e, a título individual, Nuno Azevedo venceu a prova de cadetes, de 200 metros (velocidade) e foi segundo na de 400 metros.
Outras classificações de canoístas arcorianos:
- Pedro Carvalho: 3º. lugar em menores, nos 200 metros e circuito de 2000.
- Filipe Gomes: 4º. lugar em infantis, nos 200 metros.
- Nuno Silva: 2º. lugar no circuito de 2000 metros, 5º. em 2000, infantis.
- António Costa: 3º. lugar em cadetes, nos 200 metros, e 4º. em 4000 metros.
- Sérgio Anjos: 3º. lugar no circuito de 4000 metros e 5º. nos 200, em cadetes.
O Recreio de Águeda venceu por equipas, seguindo-se a ARCOR, de Óis da Ribeira (2º.), o Orfeão de Vagos (3º.), o Sporting de Aveiro (4º.) e a Colectividade Popular de Cacia (5º.).
- NOTA: A direção da ARCOR era presidida por José Melo Ferreira, sucessor de Sesnando Reis - quem lançou a modalidade na associação óisdaribeirense.

- ANO 1963, há 63 anos: Os caminhos das Longas e do Ribeiro!



Armando Resende



A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira reuniu a 25 de Agosto de 1963 e autorizou o pagamento de 552$50 de serviços prestados durante 3 dias no arranjo do Caminho do Ribeiro, a agora Rua da Pateira.
Pateira onde ao outro dia (dia 26) começaria a época da apanha do moliço, por 25 ser um domingo. 
Seriam agora mais ou menos 270 euros! Autorizado foi também o pagamento de 1500$00 (725 euros) a José Maria Rosa, empresário de S. Martinho, pelo serviço efetuado com a sua camioneta. 
Ainda assim, o serviço não ficou completo, por falta de tempo e disponibilidade deste camionista.
Falta de tempo foi a razão que levou a adiar o arranjo do Caminho das Longas (parte da actual Rua António Bernardino, na zona dos apartamentos). Que se encontrava em muito mau estado.
- NOTA: A Junta de Freguesia era presidida por Armando Resende, com o secretário Manuel Simões dos Reis (Manelzito) e o tesoureiro José Pinheiro das Neves, já todos falecidos.

segunda-feira, agosto 24, 2026

UFTOR encerrada em Óis da Ribeira por quase 4 semanas!

Aviso de férias na UFTOR

Férias em 2026


A sede da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR), em Óis da Ribeira, vai estar encerrada de 25 de Agosto, amanhã, até ao dia 17 de Setembro de 2026.
Quase 4 semanitas!!!...
O executivo liderado por Sérgio Neves justifica a deliberação, e citamos a informação oficial, «devido ao período de férias de colaboradores».
O que é justo! 
Acrescenta que «durante este período, os serviços administrativos de Travassô manter-se-ão a funcionar em horário normal, garantindo o atendimento e apoio necessários».
Tudo bem e férias a colaboradores são justas e compreensíveis. Nós é que não entendemos lá muito bem é como a Junta de Freguesia promete, como prometeu no manifesto eleitoral autárquico de 2025, e de novo citamos, o «reforço do número de serviços públicos prestados na nossa União de Freguesias e continuação dos actuais».
Reforço? 
Ai, ai.., por anda anda o tal prometido reforço!
Este ano, serviços da sede da UFTOR, em Óis da Ribeira, já estiveram encerrados, pelo menos, a 17 de Fevereiro e a 17 de Março, a 2 de Abril (tolerância de ponto, à tarde), de 1 a 12 de Junho, de 1 a 13 de Julho, a 23 de Julho (parcialmente), de 31 de Julho a 6 de Agosto e em 18 de Agosto.
Férias, pois, é «coisa» que não falta na UFTOR de Óis da Ribeira.
São férias a dar com um pau!!!

- ANO 2001, há 25 anos: O centro social da ARCOR e a sede da Junta de Freguesia!


O centro social da ARCOR e sede da
Junta de Freguesia de Óis da Ribeira


 
A direção da ARCOR reuniu a 24 de Agosto de 2001, oficialmente e pela primeira vez, com a administração da empresa Construções Marvoense - a que tinha sido adjudicada a construção do centro social e sede da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira. 
Há precisamente 25 anos.
A ordem de trabalhos era só uma: o início da obra e a assunção de responsabilidades de ambas as partes. 
A adjudicação tinha sido decidida a 10 de Agosto desse ano e proposta à Segurança Social de Aveiro no seguinte dia 12. Que a aprovou a 17 de mesmo mês. 
A adjudicação, finalmente, foi deliberada pela direção da ARCOR, presidida por Celestino Viegas, a 29 de Agosto, dela sendo mandada minuta à Marvoense no dia seguinte. A 31, foi processualmente confirmada a adjudicação e pedida garantia bancária à empresa.
- NOTA: Os trabalhos começariam a 22 de Outubro de 2001, com a movimentação de terras para as caves (a expensas da ARCOR), sendo o auto de consignação assinado a 24 de Outubro e no dia seguinte o primeiro descarregamento de ferro para a obras, pela Marvoense.

- Ano 1907, há 119 anos: O nascimento de Joaquim Tavares da Silva!

Joaquim Tavares da Silva


O óisdaribeirense Joaquim Tavares da Silva nasceu a 24 de Agosto de 1907, há 119 anos! Faleceu a 17 de Maio de 1986, em Aveiro.

Filho do então carpinteiro Manuel Maria Tavares da Silva (futuro benemérito e presidente da Junta de Freguesia) e da lavradora Laura Ferreira Sucena, casou com Benedita Pires dos Reis a 13 de Agosto de 1930 e o casal teve as filhas Manuela, Luísa (que mora em Vagos, onde tem uma farmácia) e Oriana (já falecida e que foi diretora da ARCOR).
Esteve muitos anos em Angola e, regressado a Óis da Ribeira, fez casa na entrada da Rua de Santo António, onde acaba a Rua Manuel Tavares (seu pai), frente ao Café O Nelson. Lá mora um neto, agora.
Autarca local, como o pai, era o tesoureiro da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira aquando a revolução do 25 de Abril de 1974 e então exonerada, sendo presidida por Aires Carvalho e Santos e com o secretário Fernando Reis Duarte de Almeida.
- NOTA: Joaquim Tavares da Silva, já viúvo, vivia em Aveiro com a filha Oriana, quando, aos 79 anos, foi atropelado na avenida e não resistiu aos ferimentos, acabando por falecer.

- ANO 1888, há 138 anos: Passaporte para Isaac emigrar para o Brasil!

Registo do passaporte de
Isaac Soares de Freitas


O óisdaribeirense Isaac Soares de Freitas, irmão do benemérito Benjamim Soares de Freitas, nasceu a 24 de Agosto de 1888, há 138 anos e foi um dos conterrâneos da diáspora, no princípio do século XX.
Lavrador, era filho de Joaquim António Soares de Freitas e de Maria José dos Santos, tendo emigrado para o Brasil em 1910, ainda antes da implantação da República. Para Pelotas - cidade do Estado do Rio Grande do Sul e onde actualmente mora José Augusto, irmão de Maria do Carmo e de Maria Eugénia Estima Ferreira dos Reis, da Rua Benjamim Soares de Freitas.
Ao tempo, tinha apenas 21 anos e uma cicatriz nas mãos, media 1,76 metros de altura (alto, para a época), sabia ler e escrever.
Sabemos que visitou Portugal e Óis da Ribeira, onde chegou a 12 de Maio de 1927 e de onde partiu nos últimos dias de Julho desse ano. Fez-se acompanhar de outro óisdaribeirense também emigrado em Pelotas, Hermínio Soares dos Santos - então recentemente casado com a brasileira Lúcia Pacheco dos Santos - avós paternos de Luís Carlos Santos, que recentemente, com 10 000 euros, apoiou financeiramente a ARCOR. 
- NOTA: Nada mais sabemos de Isaac Soares de Freitas, a não ser que, por lá radicado, por lá fez toda a sua vida.