sábado, janeiro 10, 2026

O teatro que a ARCOR nos deu... e já não dá!!!

Grupo de Teatro da ARCOR em 2009. Atrás, Paulo Gomes, Paulo Rogério,
António M. Reis, Victor Fernandes, José Manuel Gomes e Rui Fernandes.
Ao meio, Isaltina Pires, Liliana Alves, Lurdes Frnandes e Julieta Fernandes.
Em baixo, Leonildo Costa, Cristina Silva e Carlos Pereira
 



O Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR estreou no dia 10 de Janeiro de 2009, a peça «É urgente o amor», de Luís Francisco Rebelo. E a comédia «De noite, todos os gatos são pardos».
Há 17 anos, que hoje recordamos com saudade de um grupo que, infelizmente, deixou os palcos em 2012, assim «matando» uma  tradição local que vinha já, pelo menos, do século XIX. E sabe-se lá se não de já antes...
O grupo de 2009 foi artisticamente dirigido por Leonildo Costa, Paulo Rogério Framegas e Carlos Pereira e a peça teve interpretações de Julieta Fernandes (no personagem Madalena), José Manuel Gomes (Alberto), Liliana Alves (Mãe), Isaltina Pires (Margarida), Cristina Silva (Branca), Paulo Gomes (Jorge), Vitor Fernandes (chefe de polícia) e António Reis (agente de polícia).
A comédia teve participação de José Manuel Gomes (patrão), Vitor Fernandes (criado), Paulo Gomes (Ventura), António Reis (Jacinto), Liliana Alves (Estanislau), Julieta Fernandes (Pulquéria) e Isaltina Pires (Elisa).
O som e a iluminação estiveram a cargo de Rui Fernandes e a carpintaria foi de Gil Branco e de Jorge Brandão.
Ensaio da peça do Grupo de Teatro
Amador (GTA) da ARCOR (2009)

A estreia do GTA e
a digressão regional!

A estreia da peça foi às 21 horas e no salão cultural da ARCOR
, com entradas livres. 
Estreia com o salão meio cheio, meio vazio! 
O GTA apresentou-se, depois e sucessivamente, pelo menos em Mourisca do Vouga (na Tuna Mourisquense e no dia 17), em Recardães (a 21 de Fevereiro, depois da operação da actriz Eliane Alves), em Eixo (a 7 de Março), em Crastovães (a 14 de Março), no Festival de Teatro da Freguesia de Pó, no Bombarral (dia 21 de Março), no Salão do CEFAS, em Águeda (dia 4 de Abril), em Eirol (dia 25), em S. Martinho, de Aguada de Cima (a 2 de Maio) e, finalmene, em Óis da Ribeira (a 9 de Maio).
«A época correu bem, tivemos boas representações e muito boa adesão do público», disse, na altura, o ensaiador Leonildo Costa.
O último cartaz do GTA da ARCOR

«O Avarento» para
todo o... sempre ?!!!

A última peça levada a palco pelo GTA da ARCOR foi ««O Avarento», de Molière, a 4 de Fevereiro de 2012.
Há quase, quase 14 anos!!
O espectáculo decorreu no salão cultural da associação (ver o cartaz ao lado), o ensaiador foi Rui Fernandes e os personagens e intérpretes foram Harpagão (Vitor Fernandes), Cleanto (Paulo Gomes), Elisa (Liliana Alves), Valério (António Reis), Mariana (Julieta Fernandes), Anselmo (António Gomes), Eufrasina (Isaltina Pires), Dona Antonieta (Susana), Mestre Tiago (Telmo Abrantes), Flecha (Gil Branco), Senhora Cláudia (Salomé Fernandes), Pé de Aveia (Romeu Fernandes) e Comissário (João Pedro)
Os pontos foram o casal Carlos Pereira e Lurdes Fernandes. O sistema de som e luzes esteve a cargo de Rui Fernandes. Os responsáveis pela Secção de Teatro da ARCOR eram Carlos Pereira e Rui Fernandes, ambos da então direcção da ARCOR.
- NOTA
O último GTA actuou depois em Espinhel (no dia 11), na Palhaça (dia 3 de Março), em Belazaima do Chão (dia 24), em Recardães (21 de Abril) e em Óis da Ribeira, a fechar (a 5 de Maio de 2024).
E acabou!!!...

* Há 8 anos: A Tuna/AFOR foi declarada de utilidade pública!


A Associação Filarmónica / Tuna Musical de Óis da Ribeira foi, a 10 de Janeiro de 2018,
declarada instituição de utilidade pública por despacho no Diário da República

O despacho da SEAMA que declara a Asso-
ciação Filarmónica /Tuna de Óis da Ribeira,
como instituição de utilidade pública
A Tuna de Óis 
da Ribeira


A Associação Filarmónica de Óis da Ribeira / Tuna Musical de Óis da Ribeira (AFOR) foi reconhecida como instituição de utilidade pública, por despacho da Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, com o nº. 448/2018.
Há 8 anos.
O documento governamental foi publicado a 10 de Janeiro de 2018, no Diário da República, citando a AFOR, anteriormente denominada Agrupamento Musical Tuna de Óis da Ribeira, com «actividade referenciada desde o final do século XIX» e «formalmente constituída a 21 de Abril de 1993», desde então
Despacho tem efeitos a 01/Janeiro/2018
«desenvolvendo, ininterruptamente, uma relevante actividade de divulgação da cultura musical, através da sua escola de música e das actuações das suas formações musicais, em Portugal e no estrangeiro».
O despacho da Secretária de Estado Adjunta e da Administração Administrativa refere também que «coopera com diversas entidades, das quais se destacam as da Administração Local, tendo sido distinguida pelo Governo Civil de Aveiro em 2011, com a Medalha de Mérito Distrital».
- NOTA: O despacho governamental foi publicado no Diário da República de 10 de Janeiro de 2018, mas está assinado e datado de 29 de Dezembro de 2017, produzindo efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2018, inclusive, de acordo com o mesmo Diário da República - o nº. 7, 2ª. Série, de 10 de Janeiro de 2018. Há exactamente 8 anos!

- Há 121 anos: José Constantino dos Reis: 12 filhos e uma morte trágica!

A casa que foi de José Constantino e Rosa Soares (Maia), na Rua Manuel Tavares, junto ao
 Cruzeiro Novo. Foi demolida e agora está lá a ser constru'ido novo edificio
O registo do casamento de Maria Rosa
Soares e José Constantino dos Reis

O óisdaribeirense José Constantino dos Reis foi pai de 12 filhos e faleceu por afogamento num poço de Segadães, no dia 10 de Janeiro de 1905. 
Há precisamente 121 anos.
José Constantino dos Reis casou com Maria Rosa Soares (Maia) a 31 de Janeiro de 1878, na Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira.
Ele, era agricultor e tinha 21 anos, nascido a 10 de Setembro de 1856, filho de José Francisco dos Reis e de Maria Teresa de Almeida. Neto paterno de Manuel Francisco Gomes e de Maria Francisca Reis, neto materno de José Marques de Almeida e de Maria Teresa Estima.
Maria Rosa, de 18 anos e governanta de casa, era filha de Francisco Gomes dos Reis e de Maria Rosa Soares da Maia, todos de Óis da Ribeira. Por ser menor de idade, teve de ter autorização do pai para celebrar o casamento.
Nasceu a 21 de Agosto de 1859 e era neta paterna de José João e Maria Gomes dos Reis, neta materna de António Pires Soares e Caetana Emília da Maia. Faleceu a 31 de Agosto de 1942, mais de 47 anos depois de enviuvar.
Ana Maia Reis
Sebastião Reis

Um casamento
e 12 filhos !


A cerimónia matrimonial foi celebrado pelo padre Venâncio Pereira, o então pároco de Santo Adrião de Óis da Ribeira, e foi testemunhada por Augusto Pires Soares da Maia e José Patrício Simões.
O casal teve pelos menos 12 filhos. 
Os seguintes:
1 - MARIA AUGUSTA: nascida a 25 de Novembro de 1878 e falecida a 31 de Janeiro de 1977, aos 99 anos. Era, a este tempo, a pessoa mais velha da freguesia e vivia na casa do irmão Manuel Maria, já então falecido e herdada pelo sobrinho Élio Framegas dos Reis. A da primeira imagem.
2 - LEONOR: Nascida a 29 de Março de 1885 e falecida em data desconhecida.
3 - MANUEL MARIA: Nascido a 21de Junho de 1881 e falecido a 24 de Novembro de 1969, aos 88 anos. Solteiro, era o chamado Regedor Velho, da casa que foi de Élio dos Reis Framegas.
4 - JOAQUIM: Nascido a 21 de Novembro de 1886 e falecido a 7 de Julho de 1893, aos 7 anos.
5 - ANA: Nasceu a 2 de Abril de 1888 e faleceu a 9 de Outubro de 1989, aos 99 anos. Casou com José Maria Framegas, a 14 de Dezembro de 1919, e o casal teve os filhos Valter, Élio, 
Cármina (Victor) e Célia (já falecidos) e Graciete (Benjamim), da Rua Manuel Tavares.
Avó de Zélia, moradora em Carcavelos, e Clarinda, da Rua da Pateira (filhas de Élio), Manuel Horácio, Armando e Maria de Fátima, filhos de Valter), Zulmira e Fátima (de Célia), António Framegas (de Cármina), Teresa e o já falecido António Fernando (de Graciete).
Augusto Maia
Maria Rosa
6 - JOÃO: Nasceu a 30 de Janeiro de 1890 e emigrou para o Brasil, para o Estado do Espírito Santo.
7 - SEBASTIÃO: Nasceu a 8 de Maio de 1892 e faleceu a 11 de Outubro de 1980, aos 88 anos. Casou com Maria da Graça Sucena Estima e teve os filhos Deolinda e Manuel (Neca) e Rogério. Morava na Rua Manuel Tavares, na casa que depois foi de seu filho Manuel (Neca), recentemente falecido.
Avô materno de Paulo Rogério e Selda (filhos de Deolinda) e de uma senhora de Oeiras (filha de Rogério).
8 - MARIA ROSA: Nasceu a 29 de Janeiro de 1895 e casou
José Maria
Fernando Reis
com Manuel Maria, de quem enviuvou a 1 de Julho de 1941.
9 - JOSÉ MARIA: Nasceu a 26 de Abril de 1897 e emigrou para o Brasil, onde casou com Regina do Nascimento, a 7 de Abril de 1927. O filho dele, o advogado Rúbens Reis, foi quem, a 3 de Outubro de 2014, de férias na Europa e de visita a Óis da Ribeira, faleceu subitamente na Rua Manuel Tavares, ao avistar a casa onde o pai nascera.
10 - AUGUSTO: Nasceu a 30 de Setembro de 1898 e faleceu a 18 de Setembro de 1994. Casou com Mabília Framegas Alves, a 16 de Fevereiro de 1928, e enviuvou a 2 de Outubro de 1976. O casal teve os filhos Maria La-Salete, Hernâni, Maria Camélia e Tobias (já falecidos), e Maria de Lurdes Framegas dos Reis, moradora na Rua Manuel Tavares.
Avô de Jaime e Jorge (filhos de Hernâni), Mabília Rosa e Júlia Maria (de Camélia), Jaime Osório a António Joaquim (de Lurdes), Óscar Augusto, António José, Aurélio e Maria Bernardina (de Tobias). Maria La-Salete foi casada com José Valentim Pinheiro Estima mas não teve filhos.

11 - MARIA CELESTE: Nasceu a 27 de Maio de 1901 e faleceu a 14 de Fevereiro de 1938. Pouco antes de fazer 37 anos.
12 - FERNANDO, o mais novo: Nasceu a 13 de Dezembro de 1903 e faleceu a 28 de Janeiro de 2000. Casou com Elisiária Carvalho dos Santos, de quem enviuvou a 5 de Julho de 1991. Conhecido por Fernando Peralta, o casal teve as filhas Benedita e Celeste Tavares, do Café Império (ambas já falecidas) e Maria Ascensão (Aurélio), da Rua da Pateira.
Avô materno de Maria Gracinda, Maria Isabel e Joaquim, já falecidos (filhos de Celeste Tavares), Fernanda Isabel, Elisiária Maria e Maria Paula (de Maria Ascensão), e Fernanda, moradora em Vale de Cambra (de Benedita).
O registo de óbito de José C. Reis

Morte trágica, por 
afogamento, num poço
de Segadães


José Constantino dos Reis era agricultor e viria a ter morte trágica, por afogamento num poço de Segadães, no dia 10 de Janeiro de 1905. 
Há precisamente 21 anos.
Nesse dia, esteve na feira da Fontinha e seguiu para Mourisca do Vouga, deixando de ser visto. A família, estranhando o atraso do regresso, o que não era costume, pediu apoio e foram diversas pessoas à sua procura - achando o corpo num poço próximo dos moínhos e lagar de Segadães.
O local era distante do caminho para a Mourisca do Vouga e nunca se soube o motivo que o lá levou. Por roubo, não terá sido vítima: tinha duas moedas de 500 e 200 reis de prata no bolso e uma carteira sem nada.
A justiça actuou no caso e veio a apurar-se que morreu por congestão, embora sem se identificar a razão por que apareceu o cadáver no poço. O registo de óbito (ver a imagem) apenas refere que foi encontrado pelas 4 horas da tarde do dia 11, num poço de Segadães «onde caiu».
«Tudo leva a crer que quando por ali passava, por volta das 8 horas da noite do dia antecedente» - o dia 10 de Janeiro de 1905, pelo relato do padre Manuel Gomes de Andrade, o então pároco de Óis da Ribeira.

sexta-feira, janeiro 09, 2026

O Presépio de Santo Adrião de Óis da Ribeira!

 

O presépio (nocturno) de Santo Adrião de Óis da Ribeira (2025/2026)
O Presépio de 2021


O Dia de Reis de 2026 já lá vai mas o presépio de Óis da Ribeira (ainda) continua no adro da Igreja de Santo Adrião.
A iniciativa, como em outros anos, foi da Comissão Fabriqueira e hoje ocorre-nos lembrar que, a 21 de Dezembro de 1990 e no mesmo local, decorreu um presépio ao vivo, com interpretações de crianças da catequese paroquial, de que já era titular o padre Júlio Grangeia, de Óis da Ribeira (e Travassô), às duas paróquias chegado a 9 de Outubro de 1988 - dois anos antes.
Infelizmente, não dispomos que qualquer registo fotográfico do evento, apesar das várias diligências que, nesse sentido, várias vezes fizemos.
No dia seguinte, dia 22 de Dezembro e no salão do restaurante «Pôr do Sol», realizou-se um espetáculo interpretado por crianças, com as mini-peças «Auto do Ti Jaquim» e «Criada de Graça», entre outras diversões.
- NOTA: A organização do espectáculo, neste caso de há um pouco mais de 35 anos, foi da ARCOR, cuja direcção era a tempo presidida por Sesnando Alves dos Reis.

- ANO 2004, há 22 anos: Compra de equipamentos para o Centro Social da ARCOR!




A direcção da ARCOR  reunida extraordináriamente a 9 de Janeiro de 2004, uma sexta-feira de há 22 anos deliberou sobre a aquisição de equipamento para o centro social, nomeadamente mobiliário e cozinha.
O centro social estava em fase muito avançada de construção e a direcção era presidida por Celestino Viegas, com o vice-presidente Dinis Alves (o actual presidente), a secretária Maria Madalena Neves, o tesoureiro Agostinho Tavares (já falecido e o seguinte presidente) e o vogal Milton Gomez.

- ANO 1991, há 35 anos: Espólio de Teatro de Aldírio Costa cedido à ARCOR!


Leonildo Costa

A família de Aldírio Soares da Costa ofereceu ao Grupo de Teatro da ARcOR, há 35 anos, o seu espólio de teatro e algimmaterial para a biblioteca da associação.
Aldírio nasceu a 18 de Outubro de 1917, esteve emigrado na Venezuela e Moçambique, e faleceu a 30 de Dezembro de 1980, aos 63 anos. Foi pai de Maria (Pedronha), Clélia, Leonildo (na foto), Manuel Filipe (morador em Valpaços) e Danilo Soares da Costa, do seu casamento com Maria de Lurdes Soares, falecida em 1955. Do segundo casamento, teve os filhos Sérgio e Aldírio (moradores na Praia da Barra), Alexandre Herculano (falecido em criança) e Ana Paula Correia da Costa (falecida a 24 de Agosto de 2018, na Praia da Barra e de doença).



- ANO 1986, há 40 anos: A morte presumida de Joaquim Soares dos Santos - o Cuchas!


Felisbela Santos


O Tribunal Judicial da Comarca de Águeda declarou, a 9 de Janeiro de 1986, a morte presumida de Joaquim Soares dos Santos - óisdaribeirense conhecido como Cuchas, ou Joaquim do Berardo, datando-a a 15 de Junho de 1982.
Foi isto há exatamente 40 anos!
A sentença transitou em julgado no dia 26 de Maio de 1986, no mesmo Tribunal Judicial da Comarca de Águeda.
Joaquim nasceu a 1 de Dezembro de 1909 e era filho de Berardo Soares dos Santos e de Maria Rosa Pinheiro dos Reis, lavradores e ambos de Óis da Ribeira. Teve uma vida adulta errante e foi casado com Delmira Pinheiro dos Reis, nascida a 19 de Outubro de 1905 e falecida, de doença e em Coimbra, a 17 de Agosto de 1982. O seu casamento foi a 21 de Agosto de 1934.
- NOTA: O casal teve os filhos Maria da Luz (nascida a 21 de Fevereiro de 1936 e falecida a 20 de Março de 2014) e Felisbela (na foto, nascida a 9 de Dezembro de 1939 e falecida, afogada no poço do quintal da sua residência, a 14 de Outubro de 2016), e Manuel Horácio Pinheiro dos Santos, que mora na Rua da Pateira.

- ANO 1930, há 96 anos: Passaporte para Maria Emília e filhos emigrarem para o Brasil!


Registo do passaporte de Maria Emília


O Governo Civil de Aveiro emitiu, a 9 de Janeiro de 1930, há 96 anos, o passaporte para a óisdaribeirense Maria Emília Tavares da Silva e Cunha emigrar para o Brasil.
Fez-se acompanhar pelos filhos Henrique, então com 19 meses de idade, e Ascenção Pires Soares (costureira e de 20 anos) e Maria de Lurdes Soares da Cunha (costureira, de 13 anos). Partiu para o Brasil no diaa 25 seguinte e para a cidade de Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul, onde já estava o seu marido Anacleto Pires Soares - com quem casara a 23 de Setembro de 1905.
Maria Emília era cozinheira e tinha 44 anos de idade. Nascera em 29 de Abril de 1885, em Óis da Ribeira, filha de José Tavares da Silva e Maria da Graça Cunha. 
- NOTA: Maria Emília era irmã, pelo menos, do professor Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha e do médico Albano Tavares da Silva e Cunha (que trabalhou e faleceu em Portel). E sobrinha materna do Arcebispo Primaz de Braga, D. Manuel Baptista da Cunha, Maria Emília faleceu em Óis da Ribeira a 26 de Maio de 1962.

- ANO 1908, há 118 anos: A morte de Manuel Duarte Tavares, pai de monsenhor José Bernardino!


Registo de óbito de Manuel Tavares Duarte,
pai do padre/monsenhor José Bernardino

O óisdaribeirense Manuel Tavares Duarte, de 82 anos e pai de Maria Bernardina e do padre/monsenhor José Bernardino dos Santos Silva, faleceu a 9 de Janeiro de 1098.
Há precisamente 118 anos!
Proprietário, já era viúvo de Maria José dos Santos Silva, com quem casou a 24 de Fevereiro de 1868, filha do médico cirurgião 
M. Bernardina
Santos Silva
Padre José
Bernardino
José dos Santos e Silva e da costureira Ana Catarina Soares. Tinha ele 44 anos, ela tinha 22. 
Maria José, nos finais do Século XIX, foi «chefe política de Óis da Ribeira, do Partido Progressista, distinguindo-se na ocasião das eleições pelos esforços empregados para as vencer e pelo bem que fazia aos pobres». E faleceu a 3 de Julho de 1904, após doença prolongada.

Quem é quem?
Manuel Tavares Duarte

Manuel Tavares Duarte nasceu a 6 de Abril de 1826 e era filho de João Tavares da Silva, proprietário de Óis da Ribeira, e de Maria Clara Duarte, governante de casa e natural de Casal de Álvaro - moradores na vila óisdaribeirense.
Neto paterno de Francisco Ferreira Mateus, de Óis da Ribeira, e de Maria Tavares, de Travassô, era neto materno de Manuel Francisco Claro, de Casal de Álvaro, e de Maria Clara dos Santos. Foi baptizado a 14 de Abril de 1926, pelo padre António José de Matos e com os padrinhos Manuel Francisco Claro (o avô materno) e Maria Clara dos Santos.
Além do padre José Bernardino foi também pai de Maria Bernardina (que casou com Manuel Maria Ala de Resende, de Águeda), e deMaria Amélia, que 
casou a 11 de Junho de 1900 e com Manuel Alves Claro dos Reis, natural de Espinhel, radicando-se em Lisboa.
- NOTA: As cerimónia religiosas do funeral de Manuel Tavares Duarte realizaram-se a 10 de Janeiro de 1908 e foram presididas por seu filho, o então jovem padre José Bernardino dos Santos Silva. Foi a enterrar no jazigo da família, no hoje chamado Cemitério Velho de Óis da Ribeira.

quinta-feira, janeiro 08, 2026

A AFTOR do orçamento e plano de actividade da UFTOR para 2026!

A convocatória da AFTOR «extra»
de 15 de Janeiro de 2026

A presidente Ana
Sofia Framegas

A Assembleia de Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira (AFTOR) está convocada para 15 de Janeiro de 2026, em sessão extradordinária que «substituirá» a de 29 de Dezembro de 2025, que foi suspensa por irregularidade na convocatória.
A convocatória deste dia, na verdade, não cumpriu os prazos regimentais, numa sessão que foi a primeira da presidente Ana Sofia Framegas, eleita do Movimento Juntos Por Águeda. E a que faltou Miguel Soares, o debutante secretário da Junta de Freguesia da UFTOR.
O orçamento proposto pelo executivo presidido por Sérgio Neves, para o ano corrente, é 311 255, 24 euros e as despesas com pessoal são as mais elevadas: nada mais nada menos que 128 738,09 euros.
A rúbrica inclui o meio tempo do presidente Sérgio Neves.
Os membros dos órgãos autárquicos da UFTOR receberão 15 975,44 euros. Ou seja, média mensal de 1 332 euros.
A aquisição de bens e serviços é a segunda mais elevada rubrica orçamental: 101 126,67 euros (ou 40,72%).
As despesas de capital chegam aos 63 000 euros (20,34%).
A agenda da trabalhos incluiu, além do período da antes da ordem do dia, a análise, discussão e votação do plano de actividades, orçamento e grandes opções do plano para 2026. E também o mapa de pessoal e as tabelas de taxas, licenças e emolumentos para o próximo ano
Os trabalhos de 15 de Janeiro de 2026 vão decorrer em Óis da Ribeira, no salão nobre da sede oficial da UFTOR e a partir das 2 horas.

Ano de 1994, há 342 anos: O teatro de José Vicente !


José Vicente

O Grupo de Teatro da ARCOR actuou em Espinhel no dia 8 de Janeiro de 1994 e representando a peça «Última Despedida», do autor óisdaribeirense José Vicente.
Há 32 anos|
Ensaiada por Firmino Santos, a estreia tinha sido em Óis da Ribeira, no Dia de Natal de 1993, e o grupo, entretanto, já actuara na Taipa (Requeixo) no dia de Ano Novo e com muitos aplausos do público. Voltaria a actuar no dia 12 de Fevereiro (em Eirol) e, evebtualmente, na Figueira da Foz (no dia 19, não sabemos se chegou a concretizar-se).
A peça, e segundo notícias da época, narrava a epopeia do autor, enquanto regressado de Angola, com a família e durante o processo de descolonização daquele país de expressão oficial portuguesa.
Infelizmente, não conseguimos identificar o elenco. Alguém pode ajudar?
- NOTAJosé Vicente era oriundo do distrito de Castelo Banco e casou em Angola, com a óisdaribeirense Maria do Céu Pereira dos Reis. Faleceu aos 71 anos, no dia 24 de Setembro de 1996, vítima de doença prolongada.

- Há 73 anos: Junta de Freguesia comprou terreno para a sede!

A Sede 1 da Tuna /AFOR, antiga
sede da Junta de Freguesia

 

A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira comprou, há 73 anos, o terreno junto à ponte para nele construir a sua sede.
O executivo era presidido por Benjamim Soares de Freitas, com o secretário Arnaldo Rodrigues de Figueiredo e o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes) e o vendedor foi Mário Duarte de Almeida e mulher, ambos de Óis da Ribeira.
A compra foi por 4 000$00, mais 369$00 de custos legais. Seriam agora mais ou menos 2200 euros. O dinheiro tinha transitado da Comissão da Ponte, justamente para este efeito.
A Junta de Freguesia construiu lá a sua sede, nos anos 60 do Século XX e na presidência e Armando Resende.
- NOTA: O edifício corresponde, nos dias de hoje, à Sede 1 da Tuna /Associação Filarmónica de Óis da Ribeira
.

quarta-feira, janeiro 07, 2026

 

O posto de carregamenrto eléctrico de Óis da Ribeira!

O posto de carregamento será abastecido de energia elécrica a partir do poste à direita

O posto eléctrico de carregamento 
O posto

O posto de carregamento eléctrico de automóveis instalado em Agosto de 2025 no parque de estacionamento do Largo da Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira já está ligado a corrente eléctrica pública.
Demorou mas já está ligado, faltando saber quando entrará em efectivo funcionamento. Provavelmene, depois dos necessários testes a realizar pela I-Charging, a empresa portuguesa que lançou o E-Flow - a unidade de controlo local destinada a «gerir e otimizar as infraestruturas de carregamento de veículos eléctricos».
O dispositivo, segundo a E-Flow, visa «simplificar a operação de carregamento em diversos contextos, desde hubs públicos a bases de frotas e infraestruturas privadas».
O E-Flow foi criado para instalações que dependem de pontos de carregamento por satélites (ligados a um posto central) ou estão situadas em posições elevadas, de difícil acesso.
A ligação do posto à rede eléctrica pública de Óis da Ribeira  decorreu hoje e esteve a cargo da JSC Constuções, empresa de Aveiro.
O posto de Óis da Ribeira ainda não está em funcionamento operacional mas, assim saibamos, disso daremos notícia.

- ANO 2007, há 19 anos: A Comissão de Gado Bovino de Óis da Ribeira e Cabanões!

José Martins Alves
Manuel Augusto P. Reis
 


O presidente da Comissão de Gado Bovino de Óis da Ribeira e Cabanões, eleito a 7 de Janeiro de 2007, foi Manuel Augusto dos Reis.
Há 19 anos e para um mandato de um ano.
A associação funcionava como «cooperativa» de apoio a proprietários de gado bovino, em caso de acidente ou de morte - atribuindo um subsídio de apoio.
Cada associado, e na altura seriam na ordem dos 20, paga 1,5 euros por gado adulto e 0,75 cêntimos por gado menor.
A associação terá sido fundada nos anos 40 (supõe-se) do século passado e chegou a incluir proprietários do vizinho lugar de Cabanões.
Os últimos anos foram já de simples gestão e com alguns problemas entre os poucos associados.
O recenseamento de meados de 2010, registara apenas quatro proprietários de gado bovino - não contando, obviamente, com as explorações agro-pecuárias existentes e que tinham seguros próprios. Razão primária para o gradual desaparecimento da comissão foi a crescente mecanização da lavoura.
As dezenas de vacas e bois que antigamente apoiavam os agricultores óisdaribeirenses foram, natural e gradualmente,  substituídos pelas máquinas.
- NOTA: Manuel Augusto Pires dos Reis era empregado fabril e agricultor, morou na Rua Adolfo Pires dos Reis (Viveiro) e faleceu a 1 de Janeiro de 2014, aos 72 anos. A viúva, Maria de Lurdes Tavares Pires dos Reis faleceu a 25 de Fevereiro de 2025. José Martins Alves, da Rua António Bernardino, foi trabalhador da construção civil e agricultor, faleceu a 4 de Fevereiro de 2014, aos 56 anos. A viúva é Maria Fernanda Almeida dos Reis, moradora na Rua Comendador António Bernardino (Berna).
RIP! RIP!

- ANO 1914, há 112 anos: O Padre Viriato da Graça Bodas!

O sepultura do Padre Viriato G. Bodas
O Padre Viriato
Graça Bodas


O padre Viriato da Graça Bodas foi pároco de Óis da Ribeira e Travassô de 1961 a 1965 e nasceu a 7 de Janeiro de 1914.
Há 112 anos!
Natural de Vale de Ílhavo, cursou os estudos nos Seminários de Coimbra e Olivais (Lisboa) e foi ordenado sacerdote a 29 de Junho de 1943, por D. João Evangelista de Lima Vidal e na Igreja Matriz de Santa Maria da Murtosa. Sucessivamente, paroquiou em Águeda, Castanheira do Vouga, Agadão, Belazaima do Chão, Vilarinho do Bairro, Murtosa, Borralha, Barrô, Espinhel, depois Óis da Ribeira e Travassô (1960/61 a 1965), finalmente na Gafanha do Carmo.

O Padre Viriato sacerdotou no Brasil, entre 1965 e 1969, e foi pároco do Bairro de Nossa Senhora de Fátima, na cidade e Diocese de Pelotas, onde, segundo Monsenhor João Gaspar, «desenvolveu um notável trabalho pastoral e social, que ficou positivamente na memória da comunidade». 
A saúde e a idade avançada levaram a que passasse os últimos anos de vida no Lar de S. José, em Ílhavo, onde celebrou a Eucaristia enquanto lhe foi possível. Faleceu a 7 de Outubro de 2011, com 97 anos e 9 meses de idade, no lar de S. José, em Ílhavo.
As exéquias foram a 8 de Outubro de 2011, sob a presidência do Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos. O funeral dirigiu-se para Vale de Ílhavo, a sua terra natal. RIP!!!

- ANO 1 904, há 122 anos: O engaboado que agrediu o cidadão e fugiu a atirar pedras...


Um engaboado
(foto da net)
 


O dia 7 de Janeiro de 1904, há 122 anos e em Óis da Ribeira, registou uma cena de pancadaria, envolvendo João Ferreira da Maia e José Maria Afonso, sendo este o agressor.
O João estava em casa quando ouviu barulho de latas, o que não era normal àquela hora - 8 horas da noite, numa povoação sem iluminação pública. Saiu à  rua e acompanhou o «cortejo» até ao cruzeiro, onde os desfilantes pararam e o José Afonso o agrediu, vestido em trajes menores e engaboado, fugindo de seguida.
O João, sentindo-se «muito ofendido», seguiu atrás do vulto, sem saber quem era, e como o agressor não queria ser reconhecido, atirou uma pedra ao João, por pouco não lhe partindo uma perna. 
A recambolesca história continuou, com o João Maia a atirar-se ao vulto, conseguindo agarrá-lo e gritando aqui d´el-rei.
Acudiram Manuel Estima, Zebedeu Costa e Benjamim Soares de Freitas, que tudo estavam ver, desde o cruzeiro, e logo reconheceram o vulto: o José Maria Afonso. 
O Estima era cabo de ordens e deu voz de prisão ao Afonso, para o levar ao regedor.
O Afonso não esteve pelos ajustes, reagiu em bruto e não aceitou a intimação, chegando a injuriar e a dizer ao cabo de ordens que nada sabia do que dizia e que ainda um dia o havia de fartar de pancada.
O cabo e os outros transitaram o caso ao regedor, que tal terá transmitido à Administração do Concelho de Águeda.

Quem era quem?
José Maria Afonso
e João Ferreira da Maia 

José Maria Afonso, ao tempo com 37 anos de idade e jornaleiro, era casado com a costureira Rosa Tavares Pinheiro, ambos naturais de Óis da Ribeira.
Era filho de Afonso José Marques, natural de Valas, lugar da freguesia de Campia (Vouzela), e de Maria Gomes de Jesus, de Óis da Ribeira. Rosa era filha de José Ferreira Baeta, de Óis da Ribeira, e de Ana Maria dos Santos Pinheiro, de Travassô.
João Ferreira da Maia era jornaleiro, natural de Travassô mas casado em Óis da Ribeira com a agricultora de Rosa Ferreira das Neves. Era filho de José Maria Ferreira da Maia e de Maria Rita Oliveira.
Filha do casal, foi (pelo menos) Margarida, nascida a 27 de Janeiro de 1908 e que casou com o ferreiro Aníbal Gomes dos Reis - ambos já falecidos. Neto residente em Óis da Ribeira é José Maria (da Rua António Berna) e Eugénio Amaral Gomes dos Reis (Rua Adolfo Pires dos Reis) e, entre outros, os já falecidos Silvério, Ilda, Ilusinda e Eugénio Amaral.
- NOTA: Dados retirados do «Jornal da ARCOR» de 31/03/2004

terça-feira, janeiro 06, 2026

As taxas e coimas dos cemitérios para o ano de 2026!

 

A entrada do parque de estacionamento do Cemitério Novo de Óis da Ribeira

Aspecto do parque de estacionamento (Dezembro de 2024)


Uma das propostas da Junta de Freguesia da UFTOR para 2026 é o alargamento do cemitério de Óis da Ribeira para a zona de estacionamento.
Queremos acreditar na bondade da proposta que consta do plano de actividades - uma das dezenas que a AFTOR seguramente irá  aprovar na sessão a convocar e que substituirá a de 29 de Dezembro e suspensa por irregularidade na convocação.
A Junta de Freguesia da UFTOR é, como todos sabemos, muito pródiga a anunciar intenções, a mais das quais nunca se concretizando.
Neste caso, talvez se pudesse questionar a imperiosidade desta provável obras, tendo em conta o espaço disponível no Cemitério Novo, para novas sepultura
Falta-nos tempo e paciência para fazer o respectivo inventário.
Os talhões livred do Cemitério Novo

As taxas e coimas
dos cemitérios!

Por hoje, e de cemitérios falando, vimos dar conta das taxas propostas pelo executivo e que os eleitos da AFTOR certamente irão aprovar.
Só as mais relevantes, quanto à cessão de terrenos:
- Capelas/jazigos: 10 000 euros.
- Para capela, com projecto a aprovar pela Junta (2,80m x 3m): 3000 euros.
- Sepulturas simples com fundações, de 2m x 1m2: 1300 euros.
- Execução de fundações (pela JF): 500 euros.
- Gavetões para ossadas: 350 euros.
A proposta envolve mais duas dezenas de taxas, dando nós conta de algumas, das mais relevantes, quando a transmissões:
- Sepulturas perpétuas, para novos proprietários: 110 euros.
- Sepulturas perpétuas duplas, idem: 220 euros.
- Para capelas/jazigos: 220 euros.
- Sepulturas perpétuas inter-vivos: 330 euros.
- Sepulturas duplas: 500 euros.
- Para capelas: 500 euros.
Já agora e quanto a coimas:
- Construções no cemitério sem autorização: 500 euros.
- Depósito de folhas velhas e resíduos fora dos contentores: 200 euros.