quinta-feira, julho 02, 2026

Uma AFTOR muito rápida, sem nada de especialmente relevante.

O resultado orçamental da UFTOR
Óscar Almeida


Os presidentes de Juntas de Freguesia devem  apresentar nas respectivas Assembleias de Freguesia, em cada sessão, uma informação escrita que sintetize os aspectos mais relevantes da actividade do seu executivo.
O executivo de Sérgio Neves, da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR), assim fez, na sessão de 29 de Junho de 2026, apresentando uma extensa relação de actividades, divididas por 4 páginas e 5 diferentes temas, embora sem nada de especialmente relevante e, nalguns casos, até manifestamente redundante.
Vejamos: acção social (8 ítens), cultura e desporto (9), educação (12), empreendedorismo e inovação (19) e espaço público e limpeza urbana (18).
Uma curiosidade, que vale o que vale: apenas em 3 destes 60 ítens se fala de Óis da Ribeira.
Quanto a contas e à situação financeira UFTOR, reportada a 30 de Abril de 2026 e tendo em conta os 311 255,24 euros de orçamento do ano, a taxa de execução da receita do período em análise foi de 20,43%, sendo inferior a taxa de execução da despesa, situando-se esta nos 24,96%.
A execução orçamental da UFTOR
Sérgio Neves


A despesa e as
actas da AFTOR!


A situação financeira UFTOR, reportada a 30 de Abril de 2026 e tendo em conta os 311 255,24 euros de orçamento do ano, mostra uma taxa de execução de 29,4% da receita (do período em análise ), sendo inferior a taxa de execução da despesa, situando-se esta nos 24,96%.
A ordem de trabalhos - que decorreram no edifício da autarquia em Travassô - começou com a leitura e votação das actas das sessões anteriores: a
 ordinária de 29 de Abril de 2026 e a extraordindria de 19 de Maio de 2026. 
Aprovadas por maioria, em ambos os casos, com 5 votos a favor e 4 abstenções. Uma, de um eleito juntista que não pôde votar por não ter estado presente, e 3 dos 3 eleitos do CS + Independentes: Paulo Pires, Ondina Soares e Ricardo Almeida.
A sessão, recordemos, foi presidida por Óscar Almeida, substituindo a presidente Ana Sofia Framegas (em licença de maternidade) e pouco ou nada de relevante há a acrescentar sobre os trabalhos. Foi relativamente rápida e nem sequer teve intervenções do público.
Mesmo as questões levantadas pelos eleitos da AFTOR foram poucas e circunstanciais.
A execução da despesa
Paulo Pires e
Sérgio Neves

Feira Rural dá
prejuízo e não cobra
às associações!

A Feira do Mundo Rural (FMR) de 2026 foi uma delas e brevemente abordada, mas sem avaliação possível, por inexistência de dados concretos.
O tema, porém, já tinha sido abordado nma sessão de 29 de Maio, nomeadamente quando Paulo Pires, reiterando a sugestão de não se contratarem artistas de elevado custo, referiu um prejuízo aproximado de 16.000 euros, quanto à edição de 2025. E acrescentou que «ainda existem despesas que não estão espelhadas nas contas da FMR, nomeadamente os combustíveis».
O presidente Sérgio Neves disse, na altura, que «os valores elevados registados em determinadas rubricas, nomeadamente combustíveis», resultaram do «intenso trabalho desenvolvido no mês de Junho, especialmente no recurso a máquinas e prestadores de servicos».
Relativamente à sustentabilidade da FMR, referiu Sérgio Neves que «para que pudesse gerar lucro, seria necessário cobrar às associações a sua presença» no evento, evento que, segundo  disse, deve «concretizar a dinâmica da comunidade local e das associações».
«O seu custo deve ser encarado como um investimento», acrescentou Sérgio Neves, referindo também que «todos os anos o executivo tenta arranjar formas de poupar e de inovar».
A venda da sucata do regadio de Travassô foi outro assunto abordado na sessão de 29 de Junho de 2026, sabendo-se que ainda não foi vendida. Também se falou da (nova) escola primária e pouco mais.

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