quinta-feira, junho 15, 2017

Os «vira-partidos» de Óis da Ribeira - 2

Vista aérea de Óis da Ribeira e do seu principal e mais antigo núcleo urbano.
Em baixo, o brasão da Freguesia de Óis da Ribeira



As segundas eleições autárquicas realizaram-se em Dezembro de 1979, elegendo para o mandato de 1980/82, empossado a 18 de Janeiro de 1980.
O PS apresentou praticamente os mesmos candidatos, mas com Agostinho Tavares a liderar a lista - ganhadora, de resto, com 212 votos. Também concorreram o CDS, de Fernando Reis Duarte de Almeida (111 votos) e o PSD de António Simões Pinheiro das Neves (84).
Há pelo menos 7 candidatos que mudaram de partido(s).


Agostinho A.
Pires Tavares

1- Agostinho Albino Pires Tavares foi o candidato (vencedor) do PS em 1979 e voltou a candidatar-se pelos socialistas nas eleições seguintes, as de 1982, então em 4º. lugar e eleito presidente da Assembleia de Freguesia de Óis da Ribeira. Também em 1985 (4º. lugar) e 2013 (33º.). Pelo meio, foi candidato do PSD em 2002 (10º. lugar e presidente da Assembleia de Freguesia a partir de 29 de Abril de 2004, quando Jorge Soares, o presidente, emigrou para o Brasil) e 2005 (também em 10º. lugar). Em 2013, voltou à lista do PS (então em 33º. lugar).
António Oliv.
Morgado
2 - António de Oliveira Morgado Abrantes foi o candidato nº. 10 da lista do CDS, repetindo o par-
tido em 1982 - desta vez em 6º. lugar. Mais tarde, em 1985, foi o 4º. do PSD e então eleito presidente da Assembleia de Freguesia. Voltou às listas do CDS em 1997, como 5º. do elenco liderado por Albertino Gomes Soares.
3 - Mário Pires Tavares das Neves foi candidato (6º.) do PSD, na lista de António Neves (84 votos, perdendo para o socialista Agostinho Tavares (212). O CDS de Fernando Reis recebeu 111
João B. Soares
Mário
Neves
votos. Mário Neves tinha sido o segundo da lista do CDS em 1976.
4 - João Bernardino Gomes Soares foi o 9º. da lista do PSD (de António Simões Pinheiro das Neves) em 1979. Tinha sido o terceiro da lista do CDS em 1976 - na lista de Hernâni Framegas dos Reis. Voltou ao CDS em 1982, sendo o 7º. da lista de Sesnando Alves dos Reis (130 votos), perdendo para o PS de Isauro Santos (241).
5 - Armando Tavares dos Reis foi o 2º. candidato do CDS em 1979, na lista de Fernando Reis (111 votos), 
seguindo-se ao 7º. lugar de 1976 e perdendo para 
Armando T. Reis
o PS de Agostinho Tavares (212). Mudou de partido em 1985 (120 votos) e 1989 (143) e foi o primeiro da lista de candidatos do PS, perdendo em ambas para o PSD de Manuel Soares dos Reis e Santos (252 e 273, respectivamente). 
Voltou a ser candidato do PS em 1997, quando foi 8º. da lista de António José Tavares (93 votos), perdendo para o PSD de Fernando Pires (341). O CDS apresentou Albertino Gomes Soares (55).
6 - Orlando da Conceição Rino foi candidato do PSD, em 10º. lugar - na lista de António Simões Pinheiro das Neves (84 votos). Tinha sido candidato do CDS em
Orlando Rino
1976. Era marido de Maria Paula Tavares de Figueiredo e é pai de Susana, Cristina e Milton Tavares Rino. Está emigrado no Brasil, na cidade de Rio Grande, em Rio Grande do Sul.
7 - António Framegas Fernandes da Silva foi candidato do PSD (5º. lugar), na lista de António Neves (84 votos). Voltou a ser candidato em 1982, pelo CDS de Sesnando Alves dos Reis (130 votos), que perdeu para o PS de Isauro Santos (241). E em 1989, desta vez pelo PS de Armando Tavares dos Reis - que perdeu para o PSD de Manuel Soares dos Reis e Santos 
António Frame-
cas Fern. Silva
(273). Neste ano, também concorreram o CDS de Eugénio Pinheiro (37) e a CDU de António Simões Pereira (3).

Quem mudou
do CDS e PS? 

O CDS «perdeu», de 1976 para 1979, os candidatos Mário Pires Tavares da Neves e Orlando Rino - ambos para o PSD.
O PS não teve «transferências», até aí. Depois e da lista de 1979, há a sublinhar a passagem de Agostinho Tavares para o PSD, nas eleições da 2001 e 2005.
António Framegas Fernandes da Silva, do PSD, voltaria a ser candidato, mas do CDS (1982) e do PS (1989).
- NOTA: Dados retirados da revista «Óis da Ribeira | A História, a sede e 
as Juntas», editada em 2009, na inauguração da sede da Junta.

quarta-feira, junho 14, 2017

Os «vira-partidos» de Óis da Ribeira... - 1

Óis da Ribeira, a Igreja Paroquial, o parque de estacionamento e a rua 
Benjamim Soares de Freitas. Em baixo, a entrada da sede da Junta de
Freguesia - agora da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira

O acto de trocar de partido em eleições autárquicas, obviamente para se ganhar acesso ao poder (ninguém concorre para perder...), é relativamente vulgar. Também em Óis da Ribeira. E com nomes e números se calhar algo surpreendentes. E esquecidos.
O d´Óis Por Três socorreu-se da revista «Óis da Ribeira | A História, as sedes e as Juntas» - editada em 2009, na altura da inauguração da sede -, para lembrar que as pri-
meiras eleições autárquicas locais foram em finais de 1976, para a Junta e Assembleia de Freguesia do mandato de 1977/1979.
Em Óis da Ribeira, concorreram dois partidos a esse primeiro acto eleitoral - o PS e o CDS -, ganhando os socialistas liderados por Isauro Carvalho de Almeida Santos, com 212 votos, contra os 145 do CDS de Hernâni Framegas dos Reis. Isauro Santos tinha sido o presidente da Comissão Administrativa pós-25 de Abril.
A esse tempo, logo começou a «carreira» dos primeiros futuros «vira-partidos» da realidade política de Óis da Ribeira. Não querendo o d´Óis Por Três, obviamente, questionar as suas opções, recordamos os seus nomes - de resto, candidatos já todos afastados da vida política activa. Vejamos:
Hernâni F. Reis

1 - Hernâni Framegas dos Reis foi o primeiro da lista do CDS e teve 145 votos, perdendo para o PS de Isauro Santos /212). Voltou a ser candidato, mas pelo... PSD, em 1989, para o mandato de 1990/1993, sendo o terceiro da lista liderada por Manuel Soares dos Reis e Santos. Eleito, foi tesoureiro do executivo. Já faleceu.
2 - Mário Pires Tavares das Neves foi o 
segundo a lista do CDS, a de Hernâni Framegas 
dos Reis. Voltou a ser candidato, mas pelo...
Mário Neves
PSD, em 1979, nas eleições imediatamente seguintes, quando foi sexto da lista de António Simões Pinheiro das Neves (84 votos), perden-
do para o socialista Agostinho Tavares (212). O CDS de Fernando Reis recebeu 111 votos.
3 - João Bernardino Gomes Soares foi o terceiro da lista do CDS (de Hernâni Framegas dos Reis) em 1976 e 9º. da lista do PSD em 1979. Voltou ao CDS em 1982, sendo o 7º. da lista de Sesnando Alves dos Reis (130 votos), 
perdendo para o PS de Isauro Santos (241).
4 - Orlando da Conceição Rino foi o 5º. da 
João B. Soares
lista do CDS em 1976, mas nas eleições seguintes (em 1979) candidatou-se pelo PSD, sendo o 10º. da lista de António Neves. Actualmente, e desde há muitos anos, está emigrado no Brasil.
5 - Armando Tavares dos Reis foi o 7º. candidato do CDS em 1976 (de Hernâni Framegas dos Reis) e segundo nas de 1979, a de Fernando Reis (111 votos), perdendo para o PS de Agostinho Tavares. Mais tarde, em 1985 (120 votos) e 1989 (143), foi o primeiro da lista do PS, perdendo em ambas para o PSD de Manuel Soares dos Reis e Santos (252 e 273, respectivamente).
Orlando Rino

O CDS «perdeu»
mais candidatos
- O PS é mais... «conservador»

O CDS teve, assim, nada mais nada menos que 5 (em 7) candidatos de 1976 que posteriormente se apresentaram em listas de outros partidos: Hernâni Framegas dos Reis, Mário Pires Tavares das Neves, João Bernardino Gomes Soares (que regressou ao partido), Orlando da Conceição Rino e Armando Tavares dos Reis.
Armando Reis
Apenas dois não mudaram de cor partidária: Jai-
me Pinheiro dos Reis (já falecido) e José Alberto Ramos Silva, marido da professora Maria José (Zézinha), que mora(m) em Fermentelos.
O PS não teve candidatos de 1976 que se «trans-

ferissem» para outros partidos e 5 (dos 9) reapre-
sentaram-se em 1979: Isauro Carvalho de Almeida e Santos, Arlindo Reis Duarte de Almeida, Valter dos Reis Framegas, Alexandre Pinheiro de Almeida e Hercílio Alves de Almeida. Não se recandidataram 4: José Bernardino Gomes de Melo, Victor Fernandes da Silva, João Oliveira Marques e Firmino Almeida e Santos. Os estreantes foram Norberto Simões Pires Estima (já falecido), José Alves Ferreira, Manuel Ferreira (Serôdio, já falecido), Ernesto Alves de Almeida (falecido) e Danilo Soares da Costa.

terça-feira, junho 13, 2017

cANOAGEM tv









https://www.facebook.com/edson.santos.758?pnref=lhc.friends

Rede de saneamento de Óis da Ribeira «custa» 789 000 euros

Óis da Ribeira vista do ar (site da Federação Portuguesa de Canoagem)


Os avisos de abertura dos concursos públicos para a construção das redes de saneamento básico em Belazaima do Chão (2ª. fase), Póvoas de Vale de Trigo, de Baixo e de S. Domingos e Cadaval, Óis da Ribeira, Cabanões, Casal de Álvaro (2 fases) e de abastecimento de água ao Casal (2ª. fase) e Cambra foram publicados no Diário da República de 7 de Junho de 2017.
As obras, no caso de Óis da Ribeira, envolvem a construção de três bacias de drenagem, com sistemas gravíticos e 7,1 quilómetros de colectores, ao longo dos arruamentos. Colectores que receberão os efluentes domésticos das habitações, através de 245 ramais domiciliários. 
As bacias de drenagem terão um sistema elevatório, com as respectivas condutas, numa extensão de 700 metros. 
As obras são esperadas há anos, há bastantes anos mesmo, e estão orçadas em 789 mil euros.
Bendito ano eleitoral!

segunda-feira, junho 12, 2017

Arcor abre inscrições para creche e pré-escola


A Arcor abriu inscrições para a creche e pré-escola, relativamente ao próximo ano lectivo - o de 2017/2018.
Os interessados em conhecer mais pormenores sobre as duas respos-
tas sociais podem contactar pes-soalmente a instituição (na secre-
taria, ao Largo do Centro Social, em Óis da Ribeira), ou pelo email geral@arcor-ipss.pt e telefones 234629818, 913392524 e 910509929.
As inscrições encerram no próximo dia 30 de Junho.




Vacinação conta a raiva em Óis da Ribeira




As senhoras autoridades competentes avisam que as senhoras e os senhores donos dos cães e gatos de Óis da Ribeira devem levá-los à vacina anti-rábica e ao registo para a identificação electrónica. 

Coisa de nada... 
Então, lá para as 10 horas do dia 30 de Junho de 2017, uma sexta-feira, não se esqueçam de ir com a cãozoada e a gataria toda ao armazém 
da Junta de Freguesia, na Rua do Viveiro - no pátio da antiga e agora abandonada sede da Tuna, que é, como todos sabemos, propriedade da Junta de Freguesia. 
A raiva é uma zoonose viral e doença contagiosa ao homem, que compromete seu sistema nervoso, sendo incurável e com índice de mortalidade próximo a 100%. Todos os mamíferos estão susceptíveis ao vírus da raiva. Cães, gatos e morcegos são os principais transmissores.  
A vacina é a única maneira conhecida de controlar a doença e, caso uma pessoa seja mordida por um desses animais, deve-se, como cuidado imediato, lavar o local atingido, com água e sabão. E ir imediatamente ao hospital.
O responsável pelo Serviço Oficial de Vacinação Anti-rábica e de Identificação Electrónica, no concelho de Águeda, é o médico veterinário Pedro Maurício Costa Nunes.

domingo, junho 11, 2017

Bio-diversidadade e observação de Aves da pateira

Observação de aves na pateira. Em baixo a capa do guia



A apresentação do «Protocolo para a Valorização e Promoção da Bio-Diversidade da Pateira de Fermentelos» está marcada para amanhã, às 17,30 horas, junto ao Monumento do Emigrante.
A sessão é pública e inclui outra apresentação: a do «Guia de Observação de Aves para a Pateira de Fermentelos».
A 4 de Julho de 2010, recordemos, o Núcleo Regional de Aveiro da Quercus e a Câmara Municipal de Águeda organizaram um percurso pedestre para observação da avifauna nas margens da pateira, que é considerada a maior lagoa natural da Península Ibérica.
O percurso de foi 6,5 kms., partindo do Parque de Óis da Ribeira e numa área classificada, ao abrigo da Directiva Aves como Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro, destacando-se pela grande diversidade de espécies de aves selvagens e pelo seu interesse conservacionista.
Observadas foram, por exemplo, a águia-sapeira, a garça-vermelha, o milhafre-preto, o pato-real, a cegonha-branca, o rouxinol-pequeno-dos-caniços, o guarda-rios, a alvéola-amarela e a fuinha-dos-juncos, entre muitas outras.
A iniciativa de amanhã é dinamizada pela Câmara Municipal de Águeda e pelo Programa das Nações Unidas para o meio Ambiente (PNUMA) e o protocolo envolve instituições como a QUERCUS, o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e a BRISA - Auto-Estradas de Portugal.

sábado, junho 10, 2017

Arcor com 2 grupos, Marcha da Alegria e Fanfarra dos Bombeiros






A Arcor vai apresentar dois grupos nas marchas populares de Óis da Ribeira: o adulto e o infantil. Assim se mobilizam as famílias e conquistam públicos. 
A 16ª. edição desta popular festa ribeirense está marcada para o dia 17 de Junho, o próximo sábado, este ano e inesperadamente, sem a participação da Tuna, ou Asso-
ciação Filarmónica de Óis da Ribeira. Mas com uma novidade: a actuação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Águeda. E repete-se a Marcha da Alegria, de Fermentelos.
A Arcor garante, assim, a continuidade de uma tradição já enrai-
zada na antiga vila e na qual, há uns bons pares de anos, supo-
mos que em 2013, apresentou 5 grupos - que envolveram 130 pessoas, mais ou menos um quinto da população da freguesia.
A concentração será no Largo da Igreja, às 20,30 horas, seguindo o desfile pela Rua Benjamim Soares de Freitas e passando pelo Largo do Centro Social e Ruas Manuel Tavares e da Pateira, até ao largo desta, em frente ao restaurante, onde os grupos apresentarão as suas coreografias. 
A Arcor terá uma barraca de iguarias gastronómicas neste espa-
ço, logo a partir das 14 horas - servindo jantares a partir das 19. 
Os interessados em jantar, com família e/ou amigos, poderão reservar mesa pelos telefones 910 542 199 e 913 392 524.




sexta-feira, junho 09, 2017

As festas da (des)União de Freguesias de TravassÓis!


As marchas populares de Óis da Ribeira, de que anteontem e ontem falámos, afinal, integram-se num programa geral das duas freguesias. Travassô e Óis da Ribeira. Uma ribeirense mandou-nos esta imagem, recolhida algures, em Travassô.
O d´Óis Por Três, já hoje, teve o cuidado de pedir à mesma ribeirense para averiguar se havia cartazes em Óis. Que não, pelo menos nos locais de estilo. «Só se for dentro de algum estabelecimento ou associação, não vi nenhum nos locais do costume, mesmo nos placars da própria Junta, acrescentou a nossa amiga, acrescentando que «foi casualmente que vi este em Travassô».
Ficamos a saber, então, que o programa das festas já começou no domingo, com o campeonato nacional de Esperanças, em Canoa-
gem e em Óis da Ribeira. Dia em que se realizou um passeio de motas em Travassô. E, no que respeita a Óis da Ribeira,:
- Dia 10 de Junho, amanhã: Concerto da Primavera da Associação Filarmónica de Óis da Ribeira / Tuna, às 21,30 horas e com sardinhada no fim, no espaço exterior de Arcor.
- Dia 17 de Junho: Marchas Populares de Óis da Ribeira.
Quando ao resto, é em Travassô: passeio de motas (dia 4), festas de Santo António (9), aniversário do Jardim Social (10), caminha-
da na Ponte de Ferro e Dia da Paróquia (18), noite de S. João e concerro da Orquestra Filarmónica 12 de Abril (23) e cicloturismo (dia 25). Com um remate: as marchas populares em Águeda.
O cartaz indica que em Julho se realizará a Festa do Peixe e o Dia da Paróquia de Óis da Ribeira e o Torneio Inter-Ruas (que o ano passado proibiu a inscrição de mais de uma equipa ribeirense).
Organização da União de Freguesias?!
Viva a (des)União de Freguesias!

quinta-feira, junho 08, 2017

Tuna não vai participar nas marchas populares de 2017


O d´Óis Por Três foi chamado à atenção para um erro na informação de ontem, sobre as marchas populares de 2017: a Tuna, que agora chamam Associação Filarmónica, não vai participar. O erro foi involuntário, é verdade, mas errámos.
A Tuna, numa nota publicada na página de facebook «Marcha da Tuna», já a 2 de Junho, a última sexta-feira, informa que «em sequência dos contactos que temos recebido nos últimos dias, somos a informar que por vários e diversos motivos, a Marcha da Tuna não irá sair neste ano de 2017».
Promete a Tuna Musical, que agora chamam Associação Filarmónica de Óis da Ribeira, «voltar em 2018, cheios de força...». Oxalá!
Ora bem, quer dizer, ora mal:
1 - A Tuna, que se ufana de, em 2002, criar as marchas populares, agora não se organiza para nelas participar.
2 - A Tuna que diz tê-las criado, a Tuna as «mata» (exclui a sua), ao fim de 15 edições! É lastimável!
3 - Não explicando quais são os invocados «vários e diversos motivos» para não se organizar este ano, permite todo o tipo de especulações.
4 - A direcção que tão lesta foi a mudar o nome da associação, «matando», de uma repreensível penada e enorme descontracção intelectual, a histórica denominação de Tuna, afinal não foi tão competente para organizar a (sua) marcha de 2017.
Lamentável! Mudar o nome, foi fácil; trabalhar faz calos!
5 - Para a história, a história real, fica uma lição histórica: a Tuna organizou 15 anos de marchas; a Associação Filarmónica «matou-as» no seu primeiro ano de exercício!
6 - Já agora: a Tuna sempre teve direcções; a Associação Filarmónica, não consegue alinhavar a primeira. Desde Dezembro de 2016, há meio ano.
Onde est(ar)á o defeito? 

quarta-feira, junho 07, 2017

Marchas Populares a 17 de Junho de 2017

As Marchas Populares de Óis da Ribeira estão marcadas para o dia 17 de Junho, supostamente com programa idêntico ao de anos anteriores: concentração no largo da Igreja (20,30 horas, por aí..., mais ou menos) e desfile para a pateira, onde os grupos actuarão.
A imagem é da edição de 2015, no desfile e actuação em Águeda, onde estiveram os dois grupos de Óis da Ribeira: o da Arcor e o da Tuna, a que agora se chama Associação Filarmónica, «matando» a enorme tradição cultural da agremiação que se diz fundada em 1897.
Curiosamente, ou talvez não, nenhum dos meios comunicacionais de ambas as associações tinha qualquer referência à realização das marchas, até este momento (14,30 horas do dia 7 de Junho, a 10 dias do evento). É surpreendente!
Seja como for, o d´Óis Por Três sabe que as marchas estão programadas para 17 de Junho e torna pública a tradição que foi iniciada em 2002 e nunca mais parou.
- Página de Facebook da Arcor
- Facebook  «Marchas da Arcor»
- Site oficial da Arcor
- Facebook da Tuna / Filarmónica
- Site oficial da Tuna/Filarmónica

Candidatura da ponte aos Fundos de Coesão da União Europeia

O cartaz de anúncio da candidatura da ponte, já construída e aberta ao trânsito
no dia 21 de Outubro de 2016. Candidatura da Câmara Municipal de Águeda
aos Fundos de Coesão da União Europeia



A ponte nova foi aberta ao trânsito às 15 para o meio dia de 21 de Outubro de 2016. Há mais de 7 meses! Faz bom tempo e continua sem grades de segurança no espaço que a liga à ponte velha, apesar de todos os alertas. 
Domingo passado, ao passar por lá, para ir ver as provas de canoagem, o d´Óis Por Três reparou numa placa e parou para ver.
O que viu foi que a Câmara Municipal de Águeda se candidatou aos Fundos de Coesão da União Europeia (UE), através do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos - o POSEUR, mas que raio de nome... - do Portugal 2020.
A entidade Promotora, já se sabe, é (ou foi?) a Câmara Municipal de Águeda, designando-se o projecto por «Mitigação dos Efeitos das Cheias em Águeda», sendo objectivo principal «o aumento da vazão da ponte de Óis da Ribeira».
Quanto custos, o elegível total é de, expectando a Câmara Municipal de Águeda que seja comparticipado em 1 772 537,08 euros.
Alguns aspectos a salientar:
1 - O elevado custo da obra (2 085 337,74 euros) e o valor expectado do apoio financeiro de União Europeia (1 772 537,08).
2 - Mesmo assim, se for aprovada a candidatura, «sobram» 312 840,78 euros para a Câmara pagar.
3 - A coragem da Câmara Municipal de Águeda em avançar com a obra, sem ter comparticipação assegurada. Arriscando ter de pagar os elegíveis 2 085 337,74 euros, o que é muito dinheiro.
4 - A Câmara já a ter paga, sem ter apoio financeiro.
Enquanto isso, e depois do drama do tempo em que não havia ponte, o povo já a usufrui há mais de 7 meses e ninguém lha tirará, comparticipe ou não comparticipe a União Europeia! É obra!

terça-feira, junho 06, 2017

Concerto da Primavera da Tuna de Óis da Ribeira


A Associação Filarmónica / Tuna Musical de Óis da Ribeira vai realizar, a 10 de Junho de 2017 - o próximo sábado - o Concerto da Primavera.
A iniciativa da direcção de António Melo - que ainda não foi substituída, por falta de lista de candidatos, desde a assembleia eleitoral de Dezembro de 2016, há meio ano - está marcada para as 21,30 horas e vai decorrer no recinto exterior da Arcor.
Poderia, talvez, ser no terreno anexo à sede da Tuna (há anos adquirido pela asso-
ciação), para lhe dar utilidade e deslocalizar os eventos ribeirenses, mas não fica mal na Arcor, em vez desta e a substituir esta nas actividades culturais 
A iniciativa tem apoio da Câmara Municipal de Águeda e da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira. E, já agora, da Arcor - que cede as instalações e equipamentos e por nada custar dizer obrigado a quem ajuda. E fica bem!

domingo, junho 04, 2017

Morreu o Sias...



A comunidade ribeirense foi hoje alvo de sentimentos díspares: a realização de um campeonato nacional de canoagem, que envolveu 700 atletas de todo o país (momento feliz e empolgante), e a morte súbita de um cidadão de todos os tempos: Messias dos Santos Framegas.
O Sias, assim popularmente conhecido, era ribeirense de estar em todo o lado e com todos. Trabalhou na construção civil e agricultura e, já há muito aposentado, aparecia em todo o sítio em que Óis da Ribeira bulisse: nas actividades religiosas (era o sineiro da Igreja) e na vida associativa - fosse da Tuna, fosse da Arcor. Sempre de palavra e gargalhada soltas e disponibilidade para tudo o que precisasse da sua mão de ajuda, colaborante e activa. Não dizia não, nunca, e marcava presença em tudo, nem que fosse só por estar presente (valorizando o que se fizesse por Óis), sempre discreto e atento, como cidadão de corpo inteiro, crítico e partilhante, com sabedoria popular a soltar-lhe da alma e a comungá-la com todos, no dia-a-dia que o fez cidadão maior - sem que precisasse de elevar a voz, ou fazer-se pelo que não era.
Enviuvou muito cedo, ainda muito jovem, mas teve mão e coragem para educar os dois filhos que lhe ficaram do amor feliz que cimentou com Maria Olinda Estima dos Reis. Foi neste quadro que o conhecemos: viúvo e sem o afecto feminino (o de Olinda) que teria feito a sua vida bem mais feliz. Foi a vê-lo em oração na campa de Olinda que o d´Óis Por Três aprendeu a admirar a coragem que nunca lhe faltou para vencer as adversidades familiares e ser pai e avô, cidadão de corpo inteiro.  
Era pai de Selda e Paulo Rogério dos Reis Santos Framegas, que educou e criou nos sãos princípios dos valores cristãos de família, do respeito e da partilha com a comunidade. Avô de Ana e Luís (filhos de Selda), Sofia e Pedro (filhos de Rogério).
Faleceu hoje, na serenidade do seu quarto, durante a noite, como se até na morte quisesse ser discreto e não incomodar ninguém! A sua falta, na hora do almoço, foi o «alarme» para a sua passagem para a eternidade.
O funeral realiza-se amanhã, em Óis da Ribeira, às 16 horas.

sábado, junho 03, 2017

As casas desabitadas da Rua do Viveiro...

Há lugares de Óis da Ribeira por onde a vida raramente nos leva. Como, por exemplo, a Rua Adolfo Pires dos Reis, que todos conhecemos por Rua do Viveiro. Aconteceu no último fim de semana e o d´Óis Por Três surpreendeu-se, por exemplo, com o número de casas desabitadas.
É o que acontece com as 3 que se se vêem na imagem: 
1 - A primeira, da esquerda para a direita, será dos herdeiros do sr. Amílcar Marcos dos Reis, falecido há uns 2 anos.
2 - A segunda está tapada por esta barraca de eira e era do sr. Manuel Simões dos Reis (Manuelzito) e esposa Rosalina, que o d´Óis Por Três não conheceu e que faleceram sem filhos. A senhora que nos ajudou a identificar as casas, não soube dizer a quem pertence.
3 - A casa senhorial que se segue (de amarelo) é dos herdeiros do sr. Edmundo Reis, que quem mal nos lembramos. Será dos herdeiros, os irmãos Dinis, do restaurante (já falecido) e Armando Tavares dos Reis.
4 - A seguinte, também de aspecto senhorial (com redondo no telhado) é propriedade da Junta de Freguesia e há anos que está desocupada, desde que a Tuna mudou para a antiga sede da Junta. Disseram ao d´Óis Por Três que o pátio funciona(va) como armazém da autarquia e a habitação que foi sede da Junta está abandonada,
5 - O barracão da eira que se vê à frente da casa do sr. Manuelzito será dos herdeiros de uma filha do sr. Edmundo Reis, que mora em Crastovães ou Mourisca. Assim como a terra e o salgueiral que se vê à direita.
Ora aqui está um sítio de Óis da Ribeira que aparentemente está a «morrer». Ao telefone com uma conterrânea, fomos informados que na mesma rua também estão abandonadas as casas que foram residência do sr. José Eurico (da Zinda), a de João Carvalho (quem é?),  de António Marques e António Pestana - embora estas duas ainda em bom estado, a útima recuperada pelo filho. 

sexta-feira, junho 02, 2017

Trindades às 19,20 da tarde são muito... cedo!




A tradicional e sempre sentida ida ao cemitério «deu-nos» numa surpresa: as trindades da tarde, em Óis da Ribeira, são tocadas às 19,20 horas, ainda muito de dia, que só acaba, agora, por volta das 21, quase duas horas depois.
O d´Óis Por Três já está desabituado, sinal dos tempos, dos tempos em que as trindades eram tocadas mesmo ao escurecer. E ouvia dos avós, que eram usadas como sinal para se concluírem os trabalhos agrícolas do dia. Que começavam pelas trindades da manhã. Se assim fosse agora, quase os trabalhos acabavam a meio da tarde.
Eram também o tempo final das brincadeiras das crianças na rua. «Às trindades, tens de estar em casa...», ouvia-se em outros tempo. E não era preciso que os pais as chamassem. Mal tocasse a última série de três badaladas dos dois sinos, depois das 9 e do repenique, e a garotada estava toda em casa.
Era também um momento de oração e recolhimento. Era!
O d´Óis Por Três desconhece a razão porque as trindades da tarde são tocadas tão cedo. Haverá razões. Mas parece-nos despropositado serem tocadas quase a meio da tarde. Disseram-nos que ainda estão no horário de inverno. Tá bem, mas estamos a 3 de Junho e a hora mudou Março. Já se passaram os meses de Abril de Maio.
Mas quem sabe, sabe! E manda. O nosso registo é só de memória, para que não se perca tudo nas tradições locais. Ponto final!

quinta-feira, junho 01, 2017

Os candidatos de TravassÓis à Autárquicas de 2017...

Óis da Ribeira e Travassô, ao fundo e depois do rio Águeda



O mês de Junho nasce e pouco se sabe do que vai acontecer nas próximas eleições autárquicas, no que concerne à
Mário Martins,
do CDS, do PS e
Independente
 (des)União de Freguesias de TravassÓis. Certa, certa.... e apenas, parece ser a candidatura do inefável actual presidente Mário Martins, agora candidato da Lista Independente afecta aos ditos independentes da Câmara Municipal - os mesmos que, para ficarem no poder, se esqueceram que foram poder municipal durante 12 anos mas eleitos nas listas do PS.
Agora, já não são socialistas.
Mário Martins, agora, também já não é socialista.
Deixou de ser, para ser independente.
Exactamente como, em 2005, não hesitou em deixar de ser democrata-cristão (do CDS, partido pelo qual foi eleito pela primeira vez na lista de Aníbal Pires, em 1997) para se candidatar pelo PS. E ser socialista.
Isto é: para Mário Martins e seus acólitos, vale tudo e qualquer cor partidária, desde que seja para estar no poder.
E quem serão os ribeirenses que assumem alinhar nesta paródia eleitoral autárquica?
Sérgio Neves

Sérgio e/ou Paulo,
dúvidas do PSD!


O PSD continua embrulhado e sem decisão quanto ao número 1 da lista: Sérgio Neves ou Paulo Pires? Ou outro?
Neves «gelou» as suas hipóteses na gestão presidencial da Assembleia de Freguesia. Foi fraquinha, a puxar para o mau. 
Esqueceu-se que era presidente, para ser o
Paulo Pires
 opositor permanente e indisciplinado do presidente do executivo, o «vira-partidos» Mário Martins. Teve uma boa votação em 2013, muito à custa dos votos de Óis da Ribeira, mas não os mereceu e muito menos os justificou.
 A alternativa que mais consistência tem ganho nos últimos tempos chama-se Paulo Pires, o presidente da Associação Desportiva de Travassô. Onde tem feito bom mandato. Mas Paulo Pires tem dúvidas e não parece(rá) disposto a assumir um combate até agora ritmado por ódios e malquerenças.
Manuel Duarte Almeida (Capitão) será o primeiro ribeirense da lista, depois da ineficaz, ou pelo menos pouco visível, acção política do actual nº. 1, o florista Germano Venade - que em 2001 foi lançado pelo «jurássico» Fernando Tavares Pires.
Vamos esperar!


A. Horácio Tavares

O PS sem
candidatos

O PS é que parece em maus lençóis eleitorais e, em TravasssÓis, continua sem ter candidato assumido. Em 2005, não teve lista em Travassô. Em 2009, foi a lista de Mário Martins, transferido do CDS - que repetiu em 2013 e agora se transfigura em independente.
Em Óis da Ribeira, o PS também não apresentou lista em 2005, reaparecendo em 2009, com Carla Tavares. Em 2013, já foi a lista da (des)União.
Suspeita-se, na área socialista, que o candidato possa vir a ser António Horácio Tavares, ex-catequista e presidente da Tuna, actualmente membro da Assembleia de Freguesia (e que até integrou temporariamente o executivo), tio da agora deputada Carla Tavares - que é muito ligada a Pedro Nuno Santos, Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e presidente da Distrital de Aveiro do PS.



O CDS e o Bloco 
ficam de fora...

O CDS expectava apresentar uma lista em TravassÓis mas ainda não arranjou candidato. Em Travassô e depois da «fuga» de Mário Martins, em 2005, nunca mais se apresentou a votos. Mário Martins foi, de resto, o seu último candidato, em 2001.
Em Óis da Ribeira, o último candidato do partido foi Albertino Gomes Soares, no já distante ano de 1997 - há 20! Depois disso, o que resta dos seus candidatos até aí dividiu-se pelo PS de Aníbal Saraiva (2001) e pela LIOR de Diamantino Correia (em 2005). Após isso, o d´Óis Por Três perdeu-lhes o rasto. O CDS, de resto, mal se se ouve falar em Óis da Ribeira.
Quando ao Bloco de Esquerda, que concorreu em 2005, com Aníbal Saraiva (30 votos), também desapareceu do mapa eleitoral. Em Travassô e no mesmo ano, o candidato foi o enfermeiro Alberto Maia - que teve apenas 39 votos.

CDU ainda espera
formar lista

A APU/CDU não se candidata em Óis da Ribeira desde 1989, quando apresentou António Simões Pereira numa lista de 5 candidatos que teve... 3 votos. Em 1985, candidatou Vital Santos e teve 7 votos, em 4 candidatos. 
Em Travassô, o último candidato conhecido foi no já distante ano de 1993, há 24 anos - quando o líder foi Manuel de Almeida Soares de Bastos, de uma lista de 9 candidatos, que teve 21 votos.
A coligação ainda tem expectativas quando à eventual candidatura de Aníbal Saraiva, que já foi nº. 1 do PS (em 2001) e do Bloco de Esquerda (em 2005).