domingo, junho 28, 2020

Os dias 28 de Maio nos dias de Óis da Ribeira...

As três salas da Escola Primária ee Óis da Ribeira, agora infelizmente desactivadas...
Aires Carvalho

Os dias 28 de Maio nos

dias de Óis da Ribeira...

1 - Ano de 1959,
há 61 anos !
A Junta de Freguesia
e a escola nova de ÓdR!

A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, reunida a 28 de Junho de 1959, há 61 anos, deu por concluídos os trabalhos do novo edifício escolar e concluiu que seria oportuno convidar a Câmara Municipal de Águeda para se resolver o programa da inauguração.
O executivo camarário era presidido pelo engº. Gil Pires Martins, natural de Fermentelos, e a Junta de Freguesia óisdaribeirense por Aires Carvalho e Santos, com o secretário David Soares dos Santos e o tesoureiro José Pinheiro das Neves.
Infelizmente, o d´Óis Por Três, apesar das diligências efectuadas, não conseguiu apurar o dia da inauguração da escola. E se a houve.
Altar da Capela
de Santo António

2 -  Ano de 1964,
há 56 anos !
Festa de Santo António
com bandas e orquestras

A comunidade católica de Óis da Ribeira celebrou Santo António com um programa que, há precisamente 56 anos, decorrer no sdias 27 , 28 e 29 de Junho de 1964 e envolveu duas bandas de música e duas orquestras.
Foi o seguinte:
- Dia 27, um sábado: Vários divertimentos populares.
- Dia 29, domingo; Arruada das Bandas de Casal de Álvaro e Travassô, em saudação aos habitantes, missa solene, sermão e procissão. O arraial foi com as duas bandas, e prolongou-se noite fora, concluindo com lindo fogo de artifício.
- Dia 29, segunda-feira: Arraial com as orquestras «Perús», do Troviscal, e «Faraós», da Mamarrosa.
Eram tempo de grandes festas religiosas. Agora, nem o Padroeiro Santo Adrião é lembrado e festejado.
Manuel Tavares
Adolfo Reis


3 - Ano de 1984.
há 36 anos !
Ruas Manuel Tavares
e Adolfo Pires dos Reis

A assembleia de Freguesia de Óis da Ribeira, por proposta da Junta de Freguesia, aprovou a atribuição dos nomes de Manuel Tavares e Adolfo Pires dos Reis respectivamente às Ruas do Cabo e do Viveiro.
Manuel Tavares foi grande dinamizador de obras de interesse da freguesia, casos da Igreja Paroquial e da capela de Santo António), para elas contribuindo generosamente com meios financeiros e trabalho.
Adolfo Pires dos Reis doou a sua casa de família da Rua do Viveiro, onde mais tarde veio a funcionar a sede da Tuna Musical e um armazém da Junta de Freguesia. Infelizmente, está agora e desde há anos abandonada pela Junta da União de Freguesias.
A Junta de Óis da Ribeira de então era presidida por Isauro Carvalho Santos, com o secretário António Framegas Fernandes da Silva e o tesoureiro Daniel Pereira Marques.

4 - Ano de 20013,

há 17 anos !
Homenagem póstuma ao
Comendador António Bernardino

O Comendador António Bernardino (Berna) foi postumamente homenageado por um grupo de antigos estudantes da Universidade de Coimbra, a 28 de Junho de 2003, por ocasião dos 7 anos do seu falecimento.
O programa incluiu uma romagem ao cemitério e uma noite de fados de Coimbra, nas escadas do adro de Igreja, perante centenas de pessoas e a vereadora Nair Barreto exaltou António Berna, que considerou «nome grande do fado coimbrão e um combatente da liberdade».
António Bernardino Pires dos Santos, casado e pai de uma filha, era filho de Aires Carvalho dos Santos e Maria  Pires dos Reis, da Rua Manuel Tavares (Cabo).
A 10 de Junho de 1995, fora agraciado com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, por «serviços relevantes prestados à cultura». Faleceu a 16 se Juno de 1996, em Lisboa e de doença.

sábado, junho 27, 2020

Assembleia da UFTOR com alguns interessantes e engraçados «pormaiores»...

Agueiro da Rua da Pateira foi esquecido, ou ignorado antes do asfaltamento e
agora esta para ali a escorrer pelo piso fora...
A vitória eleitoral, com maioria, do actual executivo do
PSD de travassÓisense nas intercalares de 2019

O período de antes da ordem do dia (PAM) da Assembleia de Freguesia da UFTOR, a 25 de Junho de 2020, anteontem foi variado, e assaz prenhe de coisas avulsas, algumas delas, porém, bem interessantes e que bem ilustram a
A. Horácio
Juntos
sapiência das e dos eleitos do povo.
 A água que escorre para a Rua da Pateira, a poucos metros do eleito da casa do António Horácio Tavares (Juntos), foi um desses magnos pontos e ponto que as gentes de Óis da Ribeira conhecem desde  tempo de outra senhora. A nascente escorre para a rua há dezenas e dezenas de anos. Provavelmente, centenas!
O caso foi tema para o eleito juntista questionar o presidente Sérgio Neves (PSD) sobre o que, disse,  «a água que está a nascer na rua da Pateira».
Sérgio Neves afirmou que essa situação «já vem de muitos anos» e  retorquiu-lhe António Horácio Tavares que «isso não é verdade». Vá lá saber-se quem (não) fala verdade.
Se falamos da nascente em frente ao bloco de apartamentos, a água já de lá escorre há tanto tempo que já tem barbas e o problema passou até por Junta de Freguesia cujo executivo AHT integrou. Com isto, Sérgio Neves questionou-o sobre se não se estaria a referir à situação que afecta a casa da Célia - o d´Óis Por Três não imagina o que seja... - e comentou que «essa situação ainda não foi resolvida devido à falta de tempo por parte da Junta».
Falta de tempo?
Se é o que pensamos, o problema obviamente deveria ter sido resolvido antes do asfaltamento recente, depois das obras de saneamento. Como o fizeram a parcos 30 metros, frente à casa de Armando Viegas.
Não era preciso ir à faculdade para perceber e decidir isso.
Assim, como se vê na imagem, está a água a escorrer pela rua e deveria ter sido captada e canalizada para a rede pluvial.
Assim, está a deteriorar o piso. Dizemos nós.
A espatifar o nosso dinheiro.
Ricardo Almeida
CDS + Indep.

Atendimentos, computadores,
dados e algumas margens de erro

O eleito Ricardo Almeida, do CDS + Independentes, ainda no período de antes da orem do dia agendado pela presidente Sara Silva (do PSD), questionou o executivo sobre se seria possível obter dados sobre o número de «atendimentos diários, semanais ou mensais (...), em tempo real».
Isto, explicou, seria para se «perceber o seu impacto junto da população de Travassô e Óis da Ribeira». Também questionou o número de famílias ou pessoas que foram ajudadas através do protocolo que com as três IPSS da União de Freguesias (ARCOR, Patronato e Jardim Social). Finalmente, quis saber o número de computadores que o executivo ofereceu e qual foi o seu impacto orçamental e nas famílias.
Sérgio Neves, sobre os computadores, disse que foram distribuídos a 4 famílias e que o único dinheiro gasto pela Junta foi em actualizações de sistema, carregadores e ratos. Que durante a recolha dos computadores (todos oferecidos) também receberam um telemóvel, que foi entregue à médica de Travassô.
Presidente da Junta
admite margem de erro!

Quanto aos dados falados por Ricardo Almeida, Sérgio Neves respondeu que isso «é uma questão de se sentarem e verem». Não sabia?
Informou também que houve várias ajudas, nomeadamente da farmácia, e alimentação e comida para animais. Que muitas das ajudas recebidas passaram directamente pela farmácia de Travassô.
Já quanto ao atendimento, disse que há «dezenas por dia» e que alguns «nem são contabilizados, nomeadamente as ajudas para irem ao multibanco e esclarecimentos por telemóvel».
O atendimento no posto do CTT´s, os atestados e registos de animais, isso «está quantificado», segundo Sérgio Neves, mas, no entanto, admitiu que «podem ter alguma margem de erro». 
«A questão dos CTT é uma questão mais que ganha, a União de Freguesias ficou em primeiro lugar em vários rankings, vendemos muito», disse o presidente da Junta, nomeadamente referindo-se ao Correio Verde. 
Quanto ao Espaço do Cidadão, disse que a plataforma não é contabilizada pela autarquia.
O regulamento do associativismo
foi publicado no Diário da República 
de 20 de Abril e discutido e votado
na AFTOR a 19 de Junho! Curioso!

Os regulamentos da Junta
no Diário de República 

O eleito Carlos Vidal, do Juntos também interveio e disse que «foi apanhado de surpresa» na última Assembleia quanto à questão dos regulamentos discutidos e já anteriormente publicados em Diário da República.
«Apenas o Regulamento de Apoio ao Associativismo entraria em vigor após a sua aprovação em Assembleia, mas o dos cemitérios e das taxas e licenças entravam em vigor após 30 dias da sua publicação em Diário da Republica», disse o eleito juntista, considerando que «tendo em conta esta informação, como é que se faria se houvesse alguma proposta durante a discussão pública?».
«Iriam alterar os regulamentos, uma vez que na última Assembleia afirmaram que não iria haver alterações porque teria um custo de 300 euro?», perguntou Carlos Vidal, lembrando o que o d´Óis Por Três já atempadamente AQUI disse: «Foram colocados em DR no dia 13
de Maio, ou seja, entrava em vigor no dia 13 de Junho».
Por outras palavra, ainda segundo Carlos Vidal, «aprovámos algo que já estava em vigor».
Sérgio Neves afirmou-lhe que «não percebi» qual era a questão e Carlos Vidal repetiu-a. Que o executivo disse que o documento estaria em discussão pública durante 30 dias, mas que era o mesmo período para a entrada em vigor» e reafirmou a pergunta: «Como é que a Junta iria fazer, se houvesse proposta?».
Sérgio Neves, em tom de ironia, reafirmou «não perceber» e disse que os regulamentos não estavam em vigor.
Carlos Vidal
Juntos

Os regulamentos
e o COVID-19

Carlos Vidal reafirmou novamente que «entrou em vigor a 13 de Junho» e que apenas o Regulamento de Apoio ao Associativismo se referia à sua entrada após aprovação em
Assembleia de Freguesia.
Sérgio Neves, após isso, tentou explicar que «o objectivo da discussão pública é para que alguém que esteja fora do concelho consiga fazer sugestões sobre a sua freguesia» e também que «a situação do COVID-19 veio interferir». Falou saber em quê?
E para mudar de assunto, dirigiu-se à presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia para que se falasse no ponto 3.3 (apoio á natalidade) e que havia um erro no edital, que o regulamento seria apenas apreciado e não votado. 
Carlos Vidal é que voltou à carga, considerando que, sobre os regulamentos, não estava esclarecido e novamente questionando Sérgio Neves e a AFTOR sobre o que fariam se houvesse propostas durante a discussão pública. 
Sérgio Neves, chutando o caso para canto, referiu o já dito na AFTOR de 19 de Junho de 2020, menos de uma semana antes: «O procedimento seria igual, teria o custo de 300 euros».
E pronto, por 300 euros não se discutem os regulamentos. É quando, em TravassÓis, vale da de(s)mocracia!
(continua)

Os dias de Óis da Ribeira nos dias 27 de Junho...

A ponte de Óis da Ribeira em dia de cheia do Rio Águeda
Manuel F.  Estima
Aniceto Estima

Os dias de Óis da Ribeira
 nos dias 27 de Junho...

1 - Ano de 1880,
há 140 anos ! 
Manuel F. Estima, irmão
de regedor e avô de políticos

Manuel Fernandes Estima nasceu há 140 anos, a 27 de Junho de 1880, em Óis da Ribeira. Irmão de um regedor e avô de dois políticos e dirigentes associativos óisdaribeirenses.
Era filho Manuel Fernandes Estima, lavrador de Cabanões (do mesmo nome), e de Mariana Jacinta Estima, governanta de casa e de Óis da Ribeira. Irmão de Aniceto Fernandes Estima, que foi combatentes da 1ª. Grande Guerra Mundial e regedor de Óis da Ribeira e faleceu a 15 de Janeiro de 1929, vítima da queda da parede da casa de habitação que andava construir, na viela do Benjamim, na Rua Manuel Tavares (Cabo).
Manuel casou com Maria Augusta Marcos dos Reis, de Óis da Ribeira, no dia 13 de Abril de 1921, e o casal teve a filha Maria Rosa, que casou com Manuel Baptista Duarte de Almeida e prematuramente faleceu. Foi mãe dos irmãos Fernando e Arlindo Reis Duarte de Almeida - depois criados pelos avós maternos.
Manuel Fernandes Estima faleceu a 1 de Janeiro de 1966, aos 86 anos, na casa de seu neto Fernando, na hoje Rua dos Aidos.
Sá Moreira, major
e engenheiro civil

2 - Ano de 1930,

há 90 anos !
Projecto do ponte 
ainda no... papel !

O projecto da ponte de Óis da Ribeira voltou a ser notícia há 90 anos, quando Moreira de Sá, autor do projecto, major na reserva e engenheiro civil, fez chegar a notícia de que «os encargos resultantes dos trabalhos da respectiva aquisição de material não seriam excessivos».

A notícia, citada do «Jornal da ARCOR» de Setembro de 1980, caiu muito bem entre os óisdaribeirenses do tempo, mas não se veio a confirmar e Moreira de Sá, que foi o primeiro director de Serviços de Engenharia da Câmara Municipal do Porto e Governador Civil substituto do distrito do Porto, foi dispensado e o projecto concluído pelos engenheiros Campos e Mendonça e um desenhador do Ministério das Obras Públicas e o entregaram à Câmara Municipal de Águeda que, por sua vez e em 1949, o mostrou em Óis da Ribeira para serem visto pela Junta de Freguesia e povo interessado. 
A ponte, como sabemos, só viria a ser inaugurada a 25 de Maio de 1952.
O encontro da Família Reis juntou cerca de 500
descendentes do casal José Maria Alves Reis e
Felicidade Alves, a 27 de Junho de 2004

3 - Ano de 2004, 
há 16 anos !
Encontro de descendentes
da Família Reis de ÓdR!
A família Reis, descendente do casal José Maria Alves dos Reis e D. Felicidade, reuniram-se a 27 de Junho de 2004, na pateira de Óis da Ribeira, para «proporcionar o conhecimento de muitas pessoas que, estando ligadas por laços de sangue, desconhecem em absoluto a sua relação familiar».
O casal viveu na passagem do século XIX para o XX e teve sete filhos. 
1 – Bernardino, que foi pai de Jaime e Manuel Pinheiro dos Reis, residentes em Ois da Ribeira. Netos actuais: Maria Erminda (Aveiro/Óis) e José Bernardino (Porto), filhos de Jaime. E Vasco Reis, já falecido e que residia em Travassô.
2 – Maria Rita: casou na Piedade de Espinhel.
3 – Manuel: também casou na Piedade.
4- João: casou na Silveira (Oiã).
5 – Ana: viveu em Ois da Ribeira. Netos actuais, filhos de Óscar Matos: Hostilino,Lucília, Madail e Carlos (Fermentelos, o Bigodes), e os já falecidos Armando (na Venezuela), Cidália e Idília (Travassô).
6 – Conceição: casou com Manuel José da Costa, com os filhos Aldírio, Graça (Ernesto), Conceição, Ortélio, Fernando, José Maria, todos falecidos. Netos actuais, entre outros: Maria, Clélia, Leonildo, Danilo, Aldírio e Sérgio (Aldírio), Elisabete, Isolete e Rosália (Graça). 
7 – Fernando: pai de Maria da Luz Resende, José (da Olívia), Cidalina e Maria Simões (Luz). Netos actuais: Manuel (falecido), Albano, Maria, Armando, António, Rui e Laura Resende (Luz), José Augusto, Maria do Carmo e Maria Eugénia (José), Rosa Maria, Dinis e Fátima (Cidalina) e José Fernando, Fernanda, António (falecido) e Armando Simões das Neves.
David Santos
Os mais velhos eram
quase centenários

O encontro teve participação de cerca de 500 pessoas, de Óis da Ribeira (a grande maioria) e de freguesias por onde a família se espalhou, casos de Espinhel, Oiã, Travassô e e Eirol, Borralha e Troviscal. 
Uma delas, Rosa Anunciação dos Reis, veio de Malhapão, da freguesia de Oiã (Oliveira do Bairro), e já tinha 97 anos. Outra, Emília Rodrigues Gomes, moradora em Fermentelos, fazia 97 anos nesse mesmo dia. 
O mais velho óisdaribeirense participante foi David Soares dos Santos, então com 92 anos.

sexta-feira, junho 26, 2020

Actas da Assembleia são só para alguns, não para a democracia pluralista...

A Mesa da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias  
Travassô e Óis da Ribeira: Ilda Pinheiro, Sara Silva e
 Sérgio Almeida, todos eleitos do PSD

A autocracia aparentemente democrática da Assembleia de Freguesia de Travassô de Óis da Ribeira funcionou no seu pleno na sessão de ontem (dia 25 de Junho de 2020), logo porque a maioria do PSD, olimpicamente´..., começou por propor a não leitura da acta da sessão anterior, a de 19 do mesmo mês, por proposta da eminente presidente Sara Silva.
Veia saber-se, porém e entretanto, de algumas inexactidões e valeu a reclamação de António Horácio Tavares (eleito do Juntos), precisando que só a tinha recebido na véspera e, por isso, sem tempo para a ler, o que levou a maioria do PSD a condescender.
Assim e magnanimamente, o secretário Sérgio Miguel Almeida, também do PSD e anterior presidente em exercício da AFTOR (substituindo a titular Sara Silva, agora no activo), leu a acta, não sem antes a mesma Sara Silva pedir desculpa, por não ter sido enviada (a acta)  em tempo útil. 
«Por lapso», disse a presidencial política da autocrática democracia travassÓisense..
Ricardo Almeida
CDS/Indep.

Omissões de conteúdo, mentiras
e intervenções modificadas

Lida a acta, logo Ricardo Almeida, eleito do 
CDS + Independentes, sugeriu alterações, precisando que a dita «omitiu conteúdos» e, por outro lado e acrescentando, que «modificou algumas intervenções e ideias importantes». 
O que, diz o d´Óis Por Três e a ser assim, é grave.
Ricardo Almeida falou ainda de «omissões de conteúdo» e afirmou mesmo que «em algumas situações, o que o presidente de Junta de Freguesia afirmou na última Assembleia estava alterado na acta», bem com «as intervenções de Marisa Silva e Gabriela Reis» - duas dirigentes da Tuna /AFOR.
Ricardo Almeida comentou ainda que a acta referia que «os documentos não foram entregues antes» principalmente porque «o inventário foi um trabalho exaustivo», o que considerou razão irrelevante.
É que, observou o eleito do CDS + Independentes, tais documentos «estavam datados de Abril», dois meses antes, o que «não estava referido em acta». Acta que, ainda segundo Sérgio Almeida, referia que «os pontos foram discutidos separadamente, o que na verdade não aconteceu». E se estava feita desde Abril, tempo houve para quaisquer necessárias correcções.
Que raio de (en)exactidão da acta!
«Está em acta que não houve propostas, o que também não é verdade, uma vez que o CDS apresentou propostas e enviou-as por email», disse Ricardo Almeida.
Sara Silva, do PSD, 
a presidente da AFTOR

Actas (não) exaustivas e feitas
por funcionárias da Junta

A presidente Sara Silva, eleita do PSD da AFTOR, interrompeu-o e afirmou que «a acta não pode ser exaustiva e é feita consoante a interpretação das pessoas que a escrevem», interpretação que, na prática e tanto quanto percebemos, será (é) feita por funcionárias da Junta de Freguesia da (des)União.
Por funcionárias da Junta de Freguesias (des)União?, perguntamos nós, surpreendidos e inocentes da política.
Eh, mas que luxo!... Isto é só mesmo para Juntas de Freguesias... ricas! 
Então para que existe e é remunerado o secretário de Mesa da Assembleia de Freguesia, neste caso o eminente Sérgio Miguel Ferreira de Almeida?
Se não serve para o ofício, se não o executa, faz lá o quê?
Ricardo Almeida, do CDS + Independentes, contra-argumentou, sobre «a acta não pode(r) ser exaustiva e é (ser) feita consoante a interpretação das pessoas que a escrevem», o argumento da presidente Sara Silva, e fez lembrar que «se o discurso do Presidente de Junta de Freguesia pode ser exaustivo na acta, porque é que os dos membros da Assembleia não podem?».
E citou o exemplo do ponto que diz respeito ao regulamento do associativismo que, segundo ele, «não refere» a sua intervenção.
Santa ingenuidade, caro eleito do CDS + Independentes.
António Reis, actual, e António

 Horácio Tavares, anterior pre-

sidente da Tuna  / AFOR, 
agora eleitodo Juntos

O comodato da Tuna
na sua actual sede 

A questão que opôs o presidente Sérgio Neves às dirigentes da Tuna na sessão de 19 de Junho voltou à baila na de ontem e quanto, nomeadamente, à sede da associação musical óisdaribeirense, que está cedida em regime de comodato e por 99 anos.
O protocolo foi aprovado pela Assembleia de Freguesia de Óis da Ribeira na sessão de 23 de Julho de 2012, há quase 8 anos, com votos favoráveis de quatro eleitos do PSD e dois do PS (pois faltou Carla Tavares, a líder da lista socialista). 
Há gente que não sabe do que fala, ignora a história e abre a boca para dizer «asneira».
O eleito do CDS «corrigiu», ou pretendeu corrigir a evidenciada ignorância, precisando que os 99 anos citados a 19 de Junho são os do protocolo entre da JFOR e a Tuna, não os do tempo de uso das instalações. Pudera, a sede só foi construída em meados dos anos 60 Século XX!
«Em acta, está explicito que o presidente da Junta pediu que a Associação Filarmónica de Óis da Ribeira enviasse email a pedir uma reunião, mas não está escrito que os membros da direcção afirmaram que já houve emails enviados mas que nenhum obteve resposta do executivo», lembrou Ricardo Almeida.
António Horácio Tavares, eleito do Juntos e ex-presidente da Tuna / AFOR, sugeriu a aprovação da acta da sessão de 19 de Junho na próxima Assembleia, «uma vez que necessita de
alterações».
Actas incompletas,
ignorando as oposições

Carlos Vidal, também eleito do Juntos, interveio na sessão de ontem para «algumas alterações a dar», nomeadamente quanto ao que Sérgio Neves, o presidente de Junta, afirmou sobre efeitos retroactivos dos regulamentos abordados a 19 de Junho e que, quando ao das viaturas, afirmou que seria «necessário clarificar a situação».
Já nem falando, talvez nem soubesse, que já antes tinham sido publicados no Diário da República.
Santa e oportuna ignorância!
O eleito do Juntos afirmou também que «as duas declarações de voto entregues na última Assembleia de Freguesia não foram lidas», que a acta só refere que foram entregues, mas que, em sua opinião, «devia estar referido a que pontos as declarações de voto fazem referência».
Sara Silva,a ilustrérrima presidente da Assembleia de Freguesia, ao que viu e ouviu, anunciou que «as declarações de voto serão anexadas à acta», e que «não precisavam de ter sido enviadas para todos os membros».
O que é surpreendente!
Acta que, recordemos, não regista as alterações sugeridas, mas que Sara Silva, generosamente, disse «irem ser tomadas em conta» e por isso mesmo «nela indo ser registadas».
A votos, maioria do PSD manifestou-se obviamente a favor, bem se imaginava..., com óbvia abstenção dos eleitos do Juntos (António Horácio Tavares e Carlos Vidal) e do CDS + Independentes (Ricardo Almeida).
(continua)

Os dias de Óis da Ribeira nos dias 26 de Junho...

O Secretário de Estado Castro Almeida a discursar no Pôr do Sol. Da esquerda para a
direita, os presidentes Fernando Pires (Junta) e António José Tavares (ARCOR), Castro
Almeida e presidentes Dinis Padeiro (Câmara) e Horácio Marçal (Assembleia Municipal)
O descerramento da placa de inauguração, a 25 de
Junho de 1995 e pelo então Secretário de Estado da 
Juventude e Desportos, Castro Almeida

Os dias de Óis da Ribeira
nos dias 26 de Junho...

1 - Ano de 1995,
há 25 anos !
Inauguração do «poli»
e apoio para o hangar
de canoagem da ARCOR

O polidesportivo da ARCOR foi inaugurado a 26 de Junho de 1995, há 25 anos, por Manuel Castro Almeida, o então Secretário de Estado da Juventude e Desportos.
O equipamento tinha sido orçado em 6000 contos, a ARCOR era presidida por António José Tavares e o momento foi participado por Manuel Campino (Delegado Distrital do Instituto do Desporto de Portugal - o INDESP), Jorge Campino (presidente do Centro Distrital da Segurança Social), pelos presidentes da Assembleia Municipal (Horácio Marçal) e Câmara Municipal de Águeda (Dinis Ramos Padeiro), vereadores Castro Azevedo e Gil Nadais e presidente da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira (Fernando Pires).
Na oportunidade, foi assinado um contrato-programa de desenvolvimento desportivo, segundo o qual a ARCOR iria receber 3000 contos para a construção de um hangar de canoagem - construção que se viria a concretizar 4 anos depois, em 1999 e já na direcção de Fernando Reis, definitivamente concluído na de Celestino Viegas, já em 2001.
Era um tempo em que governantes iam a Óis da Ribeira para inaugurar obras e levar apoios. Em outros, mais recentes, vieram para comer e beber, ao desbarato, e elogiar (in)utilidades.
Celestino Viegas e Fernando
Reis, os presidentes do
hangar da ARCOR

2 - Ano de 2003,
há 17 anos !
ARCOR na DREC à
procura de apoios !

Uma delegação da ARCOR reuniu em Coimbra, a 26 de Maio de 2003, com o Delegado Regional de Educação do Centro (DREC), procurando apoios para solicitar apoio à construção das salas do ensino pré-primário.
As obras de construção do centro social estavam a decorrer nessa altura, mas a valência não era comparticipada pela Segurança Social - que, no acordo assinado com a ARCOR, da direcção do presidente Fernando Reis.
A delegação de há 17 anos era formada pelo presidente Celestino Viegas e o tesoureiro Agostinho Tavares (presidente seguinte), e expôs a situação ao dr. João Bento, o Director Regional de Educação do Centro (DREC) - tendo a questão sido reencaminhada para Plano Operacional da Região Centro (POR) - Eixo III.
Era um tempo em que a ARCOR «furava» fronteiras para encontrar apoios, os que, com outros, levaram à epopeica construção do Centro Social e outros equipamentos associativos de interesse público.
Os seus dirigentes trabalhavam, não passavam a vida a acusar os sócios e a comunidade de falta de colaboração.
A valência do ensino pré-primário, que a actual ARCOR encerrou, incluía duas salas, cada qual com 50 metros quadrados. Tempos diferentes.
Teatro do GAOR (2004, ver texto)

3 - Ano de 2004,
há 16 anos !
Teatro do GAOR
em último palco

O Grupo de Amigos de Óis da Ribeira (GAOR) apresentou-se em palco pela última vez a 26 de Junho de 2004, há 16 anos, representando a peça «Um erro judicial».
O grupo era artisticamente dirigido por Leonildo Costa e estreara-se a 17 de Abril desse ano, no salão do restaurante «Pôr do Sol», e também actuou em Travassô e Alquerubim. O programa incluía a comédia «Ressonar a dormir).
O grupo era formado (ver foto) por Nuno Almeida, Carla Costa (ponto), Soraia Gonçalo, Rui Fernandes, Cristina Soares, Jorge Brandão, Lenildo Costa (ensaiador) e José Melo, de pé, e, em baixo, João Ferreira, Luís Gonçalo, Victor Fernandes, António Reis e o já falecido António Fernando Framegas.
Curiosamente, ou talvez não, dois deles integram os actuais órgãos sociais da ARCOR - ARCOR que desde 2012, há 8 anos, tem a Secção de Teatro parada. Falamos de Rui Fernandes, secretário da direcção, e de Cristina Soares, presidente do conselho fiscal.

quinta-feira, junho 25, 2020

O património da UFTOR, os regulamentos já publicados no Diário da República e as escaramuças associativas...

Património da UFTOR em Óis da Ribeira: os baldios das Quintas. Os eleitos
locais conhecerão estas propriedades e as suas demarcações?
Casa da Rua Adolfo Pires dos Reis, doada

à Junta de Freguesia por este benemérito

O património da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR) está avaliado em 3 milhões de euros, se bem percebemos e segundo foi anunciado na última Assembleia de Freguesia - a de sexta-feira passada, dia 19 de Junho de 2019.
O eleito António Horácio Tavares, do movimento independente Juntos e agora seu primeiro rosto - depois da auto-demissão de Fernando Ponto -, interveio neste ponto, comentando que «deviam estar indicado quais são os terrenos de Óis da Ribeira e quais os de Travassô», tendo Sérgio Neves, presidente da Junta, referido que «já estavam identificados e bem», ainda que, como disse, «alguns terrenos não estão registados». 
Quanto aos de Óis da Ribeira, sabemos que estão registados deste já finais do século XX, princípios do século XXI. Quanto aos de Travassô, nada sabemos.
Ricardo Almeida, eleito da lista do CDS + Independentes, precisou que o inventário está avaliado em 3 milhões de euros brutos mas que o valor líquido é de 600 mil.
Ficámos a saber o memso.
O regulamento já foi publicado no
Diário de República de 13 de Maio
de 2020 - antes da AFTOR. Os 
eleitos foram discutir o quê?

Regulamento discutido
depois de publicado
no Diário da República !

O regulamento dos cemitérios, taxas e licenças (e apoio ao associativismo, ver mais abaixo) foram votados simultâneamente mas nem se sabe para quê.
É que, qual milagre de Nossa Senhora de Fátima, o de taxas e licenças já foi publicado no Diário de República, II Série, nº. 93, página 212, de 13 de Maio deste ano de 2020, como se vê na imagem ao lado. E se pode ver AQUI, no próprio DdR.
Isto é, as senhoras e os senhores eleitos da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira estiveram a fazer figura do que aqui não queremos dizer, por respeito, pois estiveram, inutilmente, a discutir e votar um documento já... oficial. Já publicado em DdR.
Foi um «faz-de-conta», sendo estranho que, na UFTOR e na AFTOR, se tenham estes procedimentos. Estranho, é pouco dizer-se, mas é o mínimo que se pode achar.
Os eleitos do Juntos e do CDS + Independentes lembraram que na última Assembleia foi dito que nesta, a de 19 de Junho de 2020, ainda podiam discutir e fazerem propostas, mas, afinal, tal, já não seria possível ou então isso «teria um custo de 300 euros», segundo informou o presidente de Junta.
Aqui, o d´Óis Por Três não entendeu, certamente por ignorância nossa, e repete-se: então publicaram o regulamento no Diário da República antes de ser aprovado pela Assembleia de Freguesia? 
Ah, o PSD tem maioria, pronto, faz-se assim.., pronto, as oposições inexistem, pronto, toca a andar!
O regulamento de apoio ao asso-
ciativismo já foi publicado no DR
de 20 de Abril de 2020. Os eleitos 
da AFTOR foram discutir o quê?

Cemitérios e
associativismo !

Sérgio Neves foi questionado por Carlos Vidal sobre a situação dos cemitérios e os 40 mil euros para a compra de um terreno para construir uma capela, que considerou «um valor exagerado». 
Sérgio Neves afirmou que o regulamento «não tem efeitos retroactivos» e que «o cemitério dos pobres é para terminar».
Sobre os 40 000 euros atribuídos ao terreno, seria um valor com o objectivo de «ninguém o comprar» - explicação assaz curiosa que deu, depois de procurar esquivar-se ao assunto. Quanto às sepulturas com 
Cemitério Velho
de Óis da Ribeira
mais de um alvará, disse Sérgio Neves que «não sabe como se irá fazer».
Carlos Vidal questionou, depois, a caução de empréstimo de viaturas, perguntando se acresce o valor de combustível, seguros e portagens, tendo Sérgio afirmado que será necessário um regulamento para as viaturas, ou seja o valor não era explícito mas iria ser aprovado.
O eleito do Juntos, sobre o regulamento do associativismo, disse que «não está claro» e que, por isso, «devia ser retirado da ordem do dia» e Ricardo Almeida, do CDS + Independentes afirmou que «não tiveram em conta» as suas propostas da Assembleia de 23 de Setembro e que «os regulamentos deviam ter ido para análise pública».
O curioso é que, vá lá saber-se porquê, o Regulamento de Apoio ao Associativismo da União das Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira também já foi publicado no Diário da República, 2º. Série, neste caso a no nº. 85, página 272 - ver AQUI
Então, mas se já foram publicados, para que raio estiveram as senhoras e os senhores eleitos da AFTOR a analisar o já publicado no jornal oficial da República Portuguesa!
Alguém explica isto?

Maioria fez valer
a sua... maioria !

O Regulamento dos Cemitérios foi aprovado por 10 votos a favor e duas abstenções, a tabela geral de taxas e licenças com 9 votos a favor, a abstenção de António Horácio Tavares e votos contra de Carlos Vidal e Ricardo Almeida.
O Regulamento dos Cemitérios foi aprovado por 10 votos a favor e duas abstenções, a tabela geral de taxas e licenças com 9 votos a favor, a abstenção de António Horácio Tavares e votos contra de Carlos Vidal e Ricardo Almeida.
Este eleito ainda apresentou uma proposta para isenção de taxas a desempregados, jovens até 33 anos e pessoas com mais de 65 anos, mas não foi aprovada pela Assembleia: 6 votos contra, os do PSD, e 3 a favor (dois do Juntos e um do CDS).
O presidente exaltou-se com a proposta e perguntou, irritado, se «estamos a brincar?», argumentando que que «não tinha fundamento e critérios justificados perante a lei». Ricardo Almeida contrapôs e argumentou que «o regulamento de apoio ao associativismo também não tem critérios fundamentados em lei e que o executivo o quis aprovar sem alterar».
O regulamento de Apoio ao Associativismo foi aprovado por 9 votos a favor, a abstenção do CDS e os 2 votos contra do Juntos.
A sede da Tuna / AFOR é
património da UFTOR

Intervenções «tunantes» e
exaltações presidenciais !

O período de intervenção do público teve momentos de ânimos exaltados, nomeadamente com as intervenções de Marisa Silva e Gabriela Reis, da direcção da Associação Filarmónica de Óis da Ribeira - a Tuna / AFOR.
As dirigentes manifestaram a sua «insatisfação com o apoio da Junta de Freguesias» e consideraram que o executivo de  Sérgio Neves «não teve em conta as sugestões das associações para a alteração do Regulamento de Apoio ao Associativismo».
Conceição Reis também interveio, referindo que os três pontos regulamentares «não deviam ter sido discutidos ao mesmo tempo (...), teriam de ser aprovados de forma individual», comentando até que «tudo iria ser aprovado porque têm maioria».
«Tudo vai ser aprovado porque têm maioria, mas deviam ter em conta as ideias da oposição», sublinhou a apoiante e candidata do Movimento Juntos.
O presidente Sérgio Neves, aparentemente acossado pela intervenção das dirigentes da Tuna / AFOR, referiu-se a Gabriela Reis e relacionou-a com o pai (o presidente da associação) e, porque é correspondente local do jornal «Região de Águeda, sugeriu (?), assim nos pareceu, que «devia repensar a sua posição no jornal».

Alterar notícias
sobre a UFTOR

A «escaramuça» continuou agitada e Sérgio Neves acusou Gabriela, afirmando de que «não escrevia o que a Junta fazia».
A visada respondeu e deu a entender que Sérgio Neves já teria «tentado alterar as notícias, antes da saída no jornal», o que ela terá recusado. A ser assim!..., que comentar!
A não participação da Tuna / AFOR em eventos da freguesia também foi abordada e o presidente Sérgio Neves, em tom acusatório, afirmando que «só querem dinheiro» e pediu um email para reunir com a direcção, retorquido por Gabriela Reis, perguntando-lhe se «outro?!», outro email..., e  explicou que manda emails e que «a Junta não responde».
A questão centrou-se no dia 6 de Maio de 2019, quando a Tuna tinha um serviços e não pôde  participar num evento da UFTOR. «Não houve flexibilidade do executivo para alterar datas», disse Gabriela Reis, que é secretária da Tuna / AFOR e filha do presidente António Manuel Reis.
(FIM)