sábado, março 27, 2021

ARCOR adiou assembleia geral... para data a indicar!


A (ainda) direção da ARCOR: Teresa Cardoso
(vice-presidente), Joel Gomes (tesoureiro ), Rui
Fernandes (secretário) e Carlos Pereira (vogal)
O edital da
desconvocação


A assembleia geral (AG) ordinária da ARCOR, marcada para o dia 2 de Abril de 2021, foi adiada para a data a indicar. A razão tem a ver com o estado de emergência em vigor, resultante da pendemia COVID-19.
Os trabalhos estavam convocados para as 20 horas daquele dia, que é Sexta-Feira Santa, no salão cultural da associação, mas o presidente Manuel Soares dos Reis e Santos, da Mesa da Assembleia Geral, teve em conta o decreto-lei nº. 27-A/2021, de 17 de Março, que «possibilita a dilatação dos prazos para a realização de assembleias gerais estatutárias» - como é o caso.
Prudentemente, entendeu a Mesa da AG suspender a sessão, sendo a mesma «convocada oportunamente».
O referido DL considera que «não obstante a possibilidade de realização de assembleias gerais através de meios telemáticos, é também prevista a possibilidade de sociedades comerciais, cooperativas e associações, que devam ter lugar por imposição legal ou estatutária, poderem ser realizadas até 30 de Junho de 2021». Ou ainda, no caso das cooperativas e de associações com mais de 100 cooperantes ou associados, até 30 de Setembro».
Vamos aguardar.
Presidente Mário Marques (D), 
Joel Gomes (tesoureiro) e Manuel
Soares (presidente da AG)
 
Contas, orçamento e
plano de actividades!

A agenda de trabalhos da AG de 2 de Abril de 2021, Sexta-Feira Santa, convoca(va) os associados da ARCOR  nomeadamente para analisar dois pontos.
1 - As contas e parecer do conselho fiscal relativamente ao exercício de 2020; o ano pandémico.
2  - O plano de actividades (programa de acção) e orçamento de 2021. 
Quanto a este segundo ponto, já tinha sido adiada, pela mesma razão (a pandemia COVID), a assembleia geral ordinária de 27 de Novembro de 2020. 
A ordem de trabalhos da agora suspensa AG de 2 de Abril de 2021 incluía o habitual ponto para assuntos de interesse para a associação e aberto a intervenções de associados.








Assembleia da Tuna / AFOR de hoje é por vídeo conferência...

Os órgãos sociais Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira

Tuna / AFOR

A assembleia geral (AG) ordinária da Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira (AFOR), marcada para as 21,30 horas de hoje, dia 27 de Março de 2021, vai, afinal, realizar-se por vídeo-conferência.
«Terá que ser por vídeo-conferência», disse Carla Tavares, presidente da assembleia geral tunante/aforiana.
Os trabalhos estavam convocados para decorrer no salão cultural da ARCOR, mas a sessão presencial foi suspensa, por indicação do Delegado de Saúde com competência para tal, o dr. Ricardo Jorge Alcobia Duarte Eufrásio.
«Lamentamos qualquer transtorno causado, sendo certo que é da responsabilidade de todos salvaguardar a saúde e evitar o risco de contágio do vírus SRAS-COV2, o COVID 19», comentou Carla Tavares, a presidente da assembleia geral da Tuna/AFOR.
Tuna / AFOR 2021

Assembleia geral por
vídeo-conferência !

Os trabalhos envolverão a apresentação, análise e votação das contas de 2020 (o a no pandémico) e do plano de actividades e orçamento para 2021.
Os interessados podem seguir a assembleia geral, e nela intervir, através da plataforma Zoom, a partir das 21,30 horas.
Impreterívelmente às 21,30 horas e no tópico Assembleia Geral da AFOR.
A entrada no sistema ZOOM faz-se através do endereço httpd://us02web.zoom/i/812211850810?pwd=MiF2V3pxRVA4YVAOSVp3azhnbnC9UQT09.
ID da reunião: 812 2185 0810.
Senha de acesso: hJLKX3.

* O dia 27 de Março na história de Óis da Ribeira!

A mina de água da Fonte do Cruzeiro

- ANO 1955, há 66 anos !
1 - ROUBO DE ÁGUA: A fonte do Cruzeiro era abastecida pela mina da Rua dos Aidos (que se vê na foto) com caixa vedada ao final da terra que foi de António Marques, já no cabeceiro da de Carmen Pinheiro Estima e logo no início do antigo Carreiro do Jabouco.
O carreiro, já agora, ligava a Rua da Igreja (agora, Benjamim Soares de Freitas, desde a zona da padaria) até à do Cabo, actual Manuel Tavares - entre as casas dos cunhados Hostilino dos Reis Matos e Tobias Framegas dos Reis. Ainda existe, em troço parcial.
Acontece que, há precisamente 66 anos, a porta de vedação foi aberta (não se souber por quem) e muitos populares passaram a ir lá buscar água, directamente, com vasilhas que emporcalhavam o precioso líquido e, assim, prejudicando o abastecimento público.
A Junta de Freguesia, presidida por Armando Resende, resolveu aplicar nova porta, assim resolvendo o assunto.

O caminho que não chegou a ser...


- ANO 1960, há 61 anos !
2 - CAMINHO DAS CURTINHAS: A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira deliberou a 27 de Março de 1960, abrir um caminho que  ligasse (e liga) a Rua do Viveiro (actual Adolfo Pires dos Reis) às Curtinhas, prolongando o caminho que vinha (e vem) desde o de Santo António, pelas Tapadas.
A autarquia estava nessa disponibilidade, desde que todos os proprietários cedessem gratuitamente o terreno. A proposta foi apresentada por Joaquim Pires de Carvalho (Foca), o primeiro a oferecer o seu terreno - assim como Zulmira Pires Marques, Manuel Simões de Carvalho, Luís Soares de Almeida, Maria José Tavares Rosálio, Sebastião Pires dos Reis, Manuel Maria  Marques de Carvalho, José Rodrigues Alves, Maria Rodrigues e Aurora Rodrigues de Carvalho, Manuel Ferreira Alves  Laudelino de Almeida Costa, António Fernandes Estima, Arménio Pires Tavares Ernesto Correia de Melo, Vitória Pereira da Conceição, Francelina Pereira da Conceição e Fernando Pires Soares.
Este, pôs em causa o seu prejuízo, por o caminho ir ocupar uma viela que era dele e era bastante estreita, pelo que seria necessário mudar o muro. Fosse por isso, ou não (não sabemos) o caminho nunca chegou a ser prolongado.

José António

- ANO 1964, há 57 anos !
3 - IRMÃO ENVENENA IRMÃO:José António de Almeida Gomes nasceu a 27 de Março de 1964, há 57 anos, e faleceu a 31 de Julho de 1991,  vítima de envenenamento pelo irmão.
Filho de Juraci Almeida Gomes, era operário industrial e o Tribunal Judicial de Anadia concluiu que João, o irmão, introduziu remédio do escaravelho no almoço cozinhado pela mãe e que o José António levava para a fábrica (a Confersil) numa lancheira. Não o chegou a comer na totalidade, sentiu-se mal e foi levado para o Hospital de Águeda, onde acabou por falecer.
O funeral foi até adiado, só se realizou a 2 de Agosto (depois da autópsia), e o João, ao tempo com 17 anos, acabou por ser condenado a 16 anos de cadeia (citamos a sentença de memória), que parcialmente cumpriu numa penitenciária da área de Lisboa.
Orquestra Ligeira Juvenil da Tuna


- ANO 2004, há 17 anos!
4 - ORQUESTRA JUVENIL NA ARCOR: A Orquestra Ligeira Juvenil da Tuna de Óis da Ribeira actuou, a 27 de Março de 2004, num dos vários espectáculos das comemorações dos 25 anos da ARCOR. 
A direção era presidida por Celestino Viegas e o programa começara com o almoço comemorativo de aniversário (a 19 de Janeiro) e continuou com o concerto da Orquestra Típica de Águeda (Fevereiro), depois a estreia do grupo de teatro (Abril), noite de folclore (Maio), torneio de futsal e torneio inter-freguesias, cortejo de oferendas, marchas populares, canoagem, concerto e festa de natal. 
A Orquestra Ligeira Juvenil da Tuna tinha 20 elementos, todos saídos da escola de música, com direção bipartida por Luís Miguel Gomes e Nuno Almeida. 
O rombo na parede

- ANO 2006, há 15 anos!
5 - ASSALTO À IGREJA: A Igreja de  Santo Adrião de Óis da Ribeira foi assaltada ma madrugada de 27 de Março de 2006, uma segunda-feira.
Os ladrões arrombaram a porta lateral, a do lado do Cemitério Velho, e arrancaram a caixa de esmolas da parede junto ao altar de Nossa Senhora de Fátima, lateral do lado norte da nave principal do templo (como se vê na imagem), para o que terão usado ferramenta pesada. 
Não levaram grande dinheiro, é verdade, porque a caixa tinha sido esvaziada poucos dias antes pelos serviços paroquiais. 
O caso foi participado à GNR, para investigação, mas nunca se sobe quem foram os ladrões.
GTA, elenco de «O Gato» (2010)


- ANO 2010, há 11 anos!
6 - ARCOR TEATRO: O Grupo da Teatro Amador (GTA) da ARCOR actuou no salão cultural do Centro Social, representando a peça "O Gato", de Henrique Santana, em dois actos.
Os personagens e intérpretes foram O Gato Pirilau e Carlos (Paulo Jorge Gomes), Tia Carlota (Catarina Aidos), Professor Novais (Victor Fernandes), Maria do Castro (Isaltina Pires), António de Castro (António Prazeres), Teresinha (Liliana Alves), Joaninha (Julieta Fernandes), Toni (José Manuel Gomes), Ambrósio (Gil Dinis Branco), Romualdo (António Manuel Reis) e Laura Barradas (Salomé Fernandes).
A encenação foi de Leonildo Costa e Catarina Aidos e Lurdes Fernandes e Carla Costa os pontos. Rui Fernandes foi o responsável pelo som e luzes.
O espectáculo, denominado «Especial Utentes da ARCOR», foi dedicado às crianças e pais, idosos, familiares e funcionárias da instituição.

- ANO 2015, há 6 anos!
7 - ENCONTRO DE ORQUESTRAS: A Tuna Musical de Óis da Ribeira organizou, a 27 de Março de 2015, o seu primeiro Encontro de Orquestras.
A iniciativa decorreu no salão cultural da ARCOR e participaram, para além da Orquestra Ligeira da Tuna (a entidade anfitriã), as Orquestras Juvenis da Associação Recreativa Eixense, de Eixo (Aveiro),e da Banda Recreativa União Pinheirense, de Pinheiro, em S. João de Loure (Albergaria-a-Velha).
O encontro teve seguimento e a segunda edição realizou-se a 10 de Dezembro de 2016, neste caso com a Orquestra Juvenil da Banda Nova de Fermentelos em vez da da União Pinheirense, de Pinheiro, em S. João de Loure.

sexta-feira, março 26, 2021

ARCOR e Tuna podem candidatar-se a apoios culturais e sociais...


Candidaturas até 31 de Março de 2021

ARCOR 2021
A Câmara Municipal de Águeda abriu os processos de candidatura a apoios culturais e sociais. O prazo termina dia 31 de Março de 2021. 
A ARCOR, que tão distraída tem andado no que diz respeito a candidaturas a estes (e outros) tipos de apoio, não diga agora que não sabe.
Como se fosse necessário alertar dirigentes que assumem o compromisso de gerir a instituição.
Como se fosse se preciso dizer a quem tem deveres, os deveres que tem.
Os apoios estão disponíveis para apresentação de candidaturas a programas de apoio das áreas cultural - nomeadamente para escolas artísticas, publicações, logístico, concretização de obras de conservação de instalações, aquisição de viaturas e/ou terrenos necessários ao desempenho das atividades, execução do plano anual e apoios extraordinários e de solidariedade social. Neste caso específico, para construção e beneficiação de instalações, aquisição de equipamentos, desenvolvimento e financiamento de projetos e atividades, formação, logístico, publicações e apoio extraordinário.
Tuna / AFOR

A ARCOR e
a Tuna/AFOR 

O d´Óis Por Três não pode fazer o que deve ser feito por quem deve - e quem deve são as direção das instituições-, mas aqui deixamos o link que interessa: 
https://www.cm-agueda.pt/pages/48?news_id=2276
 Para mais informações, os interessados (a ARCOR, de que temos vindo a falar, mas também a Tuna/AFOR, como é óbvio - e esta tem andado bem menos distraída) podem enviar um e-mail para associativismo@cm-agueda.pt.
A alternativa é aceder à plataforma https://associativismo.cm-agueda.pt e apresentar a candidatura. Nada se perde, podem ganhar-se alguma coisa.


A entrada do «paço» da Junta da União de Freguesia e Unidade de Saúde!

A parede do lado nascente da entrada da sede, em Óis da Ribeira, da União
de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira e da Unidade de Saúde Provisória

O canto e a parede em
Dezembro de 2020
(pormenor)

O canto cheio do
negrume da água

A parede do lado nascente da entrada da sede da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR) e agora também da Unidade Provisória de Saúde, em Óis da Ribeira, está como a imagem mostra. 
Não vê mão de pedreiro ou pintor desde que foi construída.
Há 17/18 anos! 
Já lá vão estes anos todos, imaginem. O tempo passa, voa..., e os equipamentos precisam de manutenção! É dos livros e nem à universidade é preciso ir para estas comezinhas coisas se saberem.
E já vamos, entretanto, no oitavo ano da gestão da (des)União: 4 de Mário Martins e 4 de Sérgio Neves!
Aquilo é tinha, é pintura a desfalecer, é o quê? Se é tinha, convém lembrar que é patologia que conduz a uma acelerada degradação física e estética dos rebocos e alvenaria. Que é o caso. Que causa frequentemente a sua completa degradação e dos revestimentos que neles tenham sido aplicados. E se espalha facilmente.
O tubo de água no canto da parede que faz limite com a sala médica da ARCOR também está a largar água há anos. O negrume que se vê na imagem é disso bem elucidativo. Faz tempo, já lá vão anos, desde que as águas perdidas da caleira e do tubo de escoamento saltam fora (estarão rotos?) e fazem da parede o que se vê.
A casa da Rua Adolfo Pires
dos Reis (Viveiro) é a Junta

Cuidar do herdado 
para deixar o legado

A máxima «Cuidar do herdado para deixar o legado?», tão do encanto «marqueteiro» e bondade existencial do presidente Sérgio Neves e do seu executivo, não tem aplicação prática nestes dois casos.
Que, não por caso, são casos da entrada da casa-mãe da democracia e do poder autárquico local  local óisdaribeirense. 
E, já agora, a entrada do «paço» autárquico passou a parque de estacionamento de veículos de duas rodas?
Outros casos há, na vila ribeirinha. Por exemplo:
 1 - A casa do Rua Adolfo Pires dos Reis (Viveiro), que é propriedade da Junta de Freguesia e por lá está abandonada, desprezada, com vidros partidos - como por aqui várias vezes falámos. Já foi sede da Tuna, agora é... casa esquecida, a degradar-se dia após dia.
2 - As três salas do edifício da escola primária, que desde 16 de Janeiro de 2020, há mais de 14 meses, estão sob gestão da Junta de Freguesia, por protocolo assinado com a Câmara Municipal de Águeda. Lá estão abandonadas e entregues a ninguém
Bem prega «frei» Neves, proclamando «cuidar do herdado para deixar o legado».
É «coisa» só de papel! De propaganda!

* ANO 1980: Levantamento de Cidadãos Deficientes e Condições de Vida dos Cidadãos de Óis da Ribeira

Estudo epidemiológico em 1980

ARCOR 1980
O Levantamento de Cidadãos Deficientes e Condições de Vida dos Cidadãos de Óis da Ribeira foi concluído a 26 de Março de 1980. Há precisamente há 41 anos e de responsabilidade da ARCOR. 
Vale a pena recordar e enfatizar que foi o primeiro estudo epidemiológico realizado em Portugal.
O trabalho foi efectuado por uma equipa de Saúde Pública do Hospital Pediátrico de Coimbra, coordenada pelo dr. Luís Borges - que dirigia o primeiro Centro de Desenvolvimento
 
Luís Borges
Maria José Tovar
da Criança (CDC) criado em Portugal - um serviço clínico multidisciplinar, integrado no Hospital Pediátrico (do CHUC), que actualmente conta com uma dedicada equipa clínica multidisciplinar, distribuída por quatro áreas: doenças hereditárias do metabolismo, pediatria do neurodesenvolvimento, neuropediatria e laboratório de eletroencefalografia (EEG).
O levantamento foi patrocinado pela Bela Vista, de Águeda, sob coordenação Rosa Lúcia Madeira (então dirigente e educadora de infância da instituição e depois professora universitária) e
Rosa Madeira
pela ARCOR e visava o criação do então denominada Centro de Apoio à Infância - que era o objectivo da direção então presidida por Celestino Viegas.
O trabalho era coordenado pela médica Maria José Tovar (foto) e incluía 5 enfermeiras de saúde pública: Adelaide (Irmã Religiosa da Congregação das Irmãs Doroteias, em Coimbra), Júlia Passos (de Valpaços), Fernanda Coelho (de Viseu), NN (?) e Fátima (de Ovar), todas do Hospital Pediátrico de Coimbra.
O relatório final - ver AQUI - apontava a existência de 26 cidadãos deficientes, 8 deles com atraso global e 7 com deficiências motoras. 
A então «activa participação da ARCOR» permitiu que uma criança passasse a ser assistida na Bela Vista - Centro de Educação Integrada de Águeda (em em Paredes), e outra no Hospital Pediátrico de Coimbra, em regime domiciliário e nos termos de um protocolo com a direção da instituição óisdaribeirense.

Outros anos,
outros factos?
A morte de pai e filho, a Rua do Cabo, o relógio da torre da Igreja, teatro de Óis da Ribeira e teatro e assembleias da ARCOR
- ANO 1907, há 114 anos!
1 - MORTES DE PAI E FILHO: 
José F. Neves
(Lodais)
A comunidade óisdaribeirense de há 114 anos enlutou-se duplamente pela morte, em apenas 20 dias, de Salvador e Óscar, pai e filho. Salvador Ferreira das Neves faleceu a 6 de Março. Era lavrador e alfaiate e tinha apenas 27 anos, vítima de doença e na sua casa da Rua do Cabo - agora Manuel Tavares. 
A 26, apenas 20 dias depois, faleceu Óscar seu filho e ainda bebé, nascido a 15 de Maio de 1906 e baptizado a 24 de Maio desse ano, apadrinhado pelo ferreiro Jacinto Pereira de Matos (um dos fundadores da Tuna) e Maria Anunciação Pereira. Faleceu a 26 de Março de 1907, com menos de um ano de idade. Irmãos de Óscar, foram Maria José, que foi esposa de José Correia de Melo e teve os filhos Antero (que morreu na Venezuela, casou com Nilzalina e teve os filhos Maria Ascensão, José Bernardino e António Fernando Gomes de Melo, já todos falecidos) e Orlando Tavares de Melo, também já falecido, pai de José Edgar, Otelo e outros.
Também, Alcinda,  nascida a 21 de Julho de 1902 (nada mais sabemos dela) e José Ferreira das Neves (Zé Lodais), nascido a 18 de Fevereiro de 1904 e que casou com Clotilde Maria de Almeida a 19 de Agosto de 1934. Enviuvou a 12 de Novembro de 1988 e faleceu a 19 de Setembro de 1995. 
O casal teve as filhas Maria e Natália, que vivem na Rua Manuel Tavares (antiga Rua do Cabo). Bisneto de Salvador e filho de Natália é Paulo Augusto Tavares das Neves (Paulão).

- ANO 1961, há 60 anos!
2 - RUA DO CABO: A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, na sessão de 26 de Março de 1961 e pela voz do presidente Manuel Maria Tavares da Silva, deu conta do compromisso da Câmara Municipal de Águeda em mandar reconstruir a Rua do Cabo (ver ao lado) - curiosamente uma rua que mais tarde, já depois do 25 de Abril de 1974, veio a ter (e tem) o seu nome - enquanto benemérito da freguesia.
A condição de há 60 anos era que o tempo melhorasse e permitisse as obras a realizar, numa altura em que, por consequência da chuvas dos últimos meses do ano anterior, o estado do arruamento não era o melhor. Bem pelo contrário.
Na mesma sessão, foi decidido que o Fernando Pires Soares (Barrão, genro do professor Joaquim Augusto e pai de Joaquim, Porfírio, Lurdes, José e Fernando Tavares Pires)), encarregado de serviços da Junta de Freguesia (pai do futuro presidente Fernando Pires Soares), fosse incumbido de proceder ao arranjo dos caminhos do Ribeiro e outros com necessidade de reparação.
B. Freitas

- ANO 1978, há 43 anos !
3 - RELÓGIO DA TORRE: O novo relógio da torre sineira de Óis da Ribeira foi inaugurado a 26 de Março de 1978, há 43 anos, em Dia de Páscoa.
Substituiu o que, em Agosto de 1954, foi oferecido pelo benemérito Benjamim Soares de Freitas (foto) e rapidamente instalado e oficialmente inaugurado a 13 de Março de 1955, há 66 anos, simultaneamente com o telefone público - também por ele oferecido à comunidade óisdaribeirense.
A cerimónia de então, ano de 1955, teve a presença do Governador Civil de Aveiro (Francisco Vale Guimarães), dos presidentes da Câmara Municipal de Águeda (Fausto Luís de Oliveira) e da Comissão Política Concelhia da União Nacional (Manuel José Homem de Mello), para além do Chefe da Circunscrição de Exploração dos CTT (Fausto Lameiras).
Firmino
Santos

- ANO 1978, há 43 anos!
4 - TEATRO DE ÓIS DA RIBEIRA
: O Grupo de Teatro Amador de Óis da Ribeira apresentou, a 26 de Março de 1978, em estreia de Dia de Páscoa de 1978, a peça «Casa de Pais».
O ensaiador foi Firmino Carvalho e Santos e, em palco, estiveram Porfírio Pires, Luís Gonçalo, Leonildo Costa, Manuel Ferreira (Tim-Tim), Maria de Lurdes Resende, Maria Bernardina Framegas, Maria Celestina Oliveira e Maria Cecília Carvalho (esposa do ensaiador).
O programa incluiu uma comédia e o veterano Celestino Henriques de Oliveira (Importuno) cantou o «Fado da Bandeira», fartamente aplaudido. Repetiu-se no dia 22 de Abril e de novo no salão de festas do restaurante «Pôr do Sol».

ARCOR 1999

- ANO 1999, há 22 anos !
5 - ASSEMBLEIA DA ARCOR: A assembleia geral da ARCOR foi convocada para o dia 26 de Março de 1999, para analisar e votar as contas de 1998, mas foi adiada para 2 de Julho.
Também acabou por não reunir neste dia e de novo foi adiada, então para o dia 3 de Setembro (não sendo, porém, convocada). Acabou por finalmente se realizar a 10 de Dezembro.
Os presidentes dos órgãos sociais arcorianos eram, respectivamente, Fernando Reis Duarte de Almeida (direção), José Bernardino Estima Reis (assembleia geral) e Jorge Manuel dos Reis Soares (conselho fiscal). Foram tempos muito intempestivos e delicados da vida associativa arcoriana.

quinta-feira, março 25, 2021

A ARCOR de 2021 (ainda) sem assembleia eleitoral...

Assembleia eleitoral para... convocar!

ARCOR 2021

A convocatória para a assembleia geral da ARCOR, a do próximo dia 2 de Abril de 2021, tem três pontos expectáveis. Menos, dizemos nós, o mais importante: o da convocação do acto eleitoral. O que, na prática, significa que (ainda) não há candidatos aos órgãos sociais. 
A instituição arcoriana óisdaribeirense vive uma crise diretiva que se arrasta em já 3 meses e não se sabe de «fumo branco que faça renascer a esperança de a ultrapassar.
Os pré-candidatos à presidência da direção desistiram e a direção em exercício arrasta-se nas suas obrigações estatutárias. Se em quatro anos acumulou défices, o que se pode esperar agora dela, que está (?) em gestão e mortinha por «dar o fora»?
O passado recente da instituição já demonstrou que os seus dirigentes não sabem/não souberam lutar quando as adversidades surgem.
E a principal adversidade foi (é) a sua competência.
A competência de executivos que sempre chegaram atrasados, ou nem chegaram, aonde deveriam chegar - para carrearem riqueza, captarem receitas e gerarem cumplicidades com a sua massa associativa e a comunidade, em geral - com ela comungando os bons e os maus momentos da associativos.
Executivos e órgãos sociais estatutários (assembleia geral e conselho fiscal, para além da direção) que deixaram «correr o marfim», até que se finaram as reservas e se chegou a este trágico impasse.
Órgãos sociais que, quando chegaram, chegaram para se emplumarem entre trocas de elogios públicos e loas a quem, nalguns casos, até já quis a «morte» da instituição.
Estes erros pagam-se caros e a instituição, sem culpa ter, sofre as dores da sustentabilidade que foi falecendo aos poucos. Tragicamente!
Os executivos deixaram de ir a jogo e, aparentemente, apenas se envolveram de forma a ter possibilidade de reforçarem a sua popularidade, exibindo vaidades e galões que não ganharam e agora procuram dissimuladamente fugir ao combate.

A coragem e cmpromisso
para reverter a situação !

A instituição «vive» os seus dias sem um futuro social discernível e mostra-se incapaz de qualquer ação que mude o seu funcionamento estrutural. 
Aparentemente, por muito que custe dizer, parece que se deixou condenar pela estagnação e pela insustentabilidade que não combateu.
E o ponto é este: quem quer ser herdeiro deste estado de coisas e assumir a direção de uma instituição que se deixou «cair» nesta apática letargia, neste mórbido e insensibilizado marasmo?
Quem tem coragem para reverter quatro anos de défices consecutivos? 
 Provavelmente, cinco..., é o mais  certo, o de 2020. Dia 2 se saberá.
Quem assume esse compromisso?
Comentários chegados ao d´Óis Por Três deram conta de uma reunião de gente importante que se terá realizado. Mas, a pergunta nossa, pedindo pormenores sobre tal encontro, a verdade e que o comentador não respondeu.
Por onde andam, então, esses senadores da ARCOR?
Se existem e alguma coisa valem!
Essa gente que fez a sua história?
Já aqui falámos deles, mas nenhum deles aparece.
Assim, parecendo haver cada vez mais distanciamento da instituição com a sua massa associativa e uma aparente falta de noção daquilo que poderá ser o futuro próximo da associação. Restará esperar que gente de coragem pegue no leme e promova o milagre da ressurreição.
Outras gerações já o fizeram e ganharam outros e muitos combates.

* ANO 1884: Margarida, mulher, mãe e avó de autarcas de Óis da Ribeira!

Lurdes Santos
David Santos


A óisdaribeirense Margarida Gomes da Conceição foi esposa, mãe e avó de autarcas de Óis da Ribeira.
Nasceu a 25 de Março de 1864, há 137 anos, e casou com Manuel Soares dos Santos (Lopes), a 27 de Outubro de 1910, naquele que foi o primeiro matrimónio celebrado na paróquia de Santo Adrião de Óis da Ribeira, depois da implantação da República.
Margarida era filha dos jornaleiros Tomás Ferreira da Conceição e Maria Gomes de Jesus, neta paterna de Raimundo Ferreira das Neves e de Josefa Maria de Carvalho, neta materna 
de Afonso José Marques e de Maria Gomes de Jesus - todos de Óis da Ribeira.
O casal esteve emigrado no Brasil, no Estado de Espírito Santo (a nordeste do Rio de Janeiro), para onde Manuel Lopes partiu com carta de chamada do padre José Bernardino, e teve os filhos David, Isaura, Deolinda (ainda nascidos em Óis da Ribeira), Mirene e Zulmiro, já falecidos e, ainda viva, Maria de Lurdes (de quase 96 anos) - estes já nascidos no Brasil, no Estado do Espírito Santo.
Manuel Soares

Família Soares dos
Santos na política !

A família Soares dos Santos foi muito dedicada à política local, nomeadamente em executivos da Junta de Freguesia, nela exercendo vários cargos, desde os anos 40 do século XX.
A exemplo: 
- MANUEL Soares dos Santos (Lopes), o pai, marido de Margarida: Tesoureiro, sucessivamente, nos mandatos de 1943/45 a 1951/1954.
- DAVID Soares dos Santos, o filho de Margarida e Manuel: Secretário nos mandatos de 1955/1959 e 1964/1967.
- MANUEL Soares dos Reis e Santos, o neto de Margarida e Manuel, filho de David: Presidente da Junta de Freguesia 1986/1989 e 1990/1993. Presidente da Assembleia de Freguesia de 1994/1997 2005/2009 e 2010/2013.
Margarida viria a falecer a 28 de Agosto de 1952 e Manuel Soares dos Santos (Lopes), em segundas núpcias, casou-se com Ludovina Pires da Costa, a 9 de Abril de 1953 e numa cerimónia realizada em Aveiro. Faleceu a 5 de Fevereiro de 1959.

Outros anos,
outros factos!
Terreno da Junta, atestados para 5 casamentos, teatro em 1973, homenagem da Tuna a comendador e contas da Tuna
O terreno corresponde ao
espaço da sede da Tuna /
/AFOR e lavadouro


- ANO 1956, há 65 anos !
1 - TERRENO DA JUNTA:  A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira deliberou, a 25 de Março de 1956 e por 60$00 anuais, o arrendamento, a Amadeu Pereira dos Santos, do terreno onde projetava construir a nova sede. A que hoje é sede da Tuna / AFOR.
O terreno tinha sido comprado a Mário Duarte de Almeida, por 4 000$00 e com 360$00 de custas da escritura celebrada a 8 de Março de 1953, no Cartório Notarial de Águeda.
A sede anterior tinha sido demolida para dar lugar à que então se chamou Avenida da Ponte, actual Rua Jacinto Bernardo Henriques, tendo a Comissão da Ponte transferido 6 550$00 para a Junta de Freguesia, para a compensar do prejuízo causado pela demolição. O que ocorreu na sessão de 8 de Março de 1953.
A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira era presidida por Benjamim Soares de Freitas, com o secretário Arnaldo Rodrigues de Figueiredo e o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes).

Joaquim Estima


- ANO 1962, há 59 anos !
2 - ATESTADOS DE 5 CASAMENTOS: A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira emitiu, a 25 de Março de 1962, há 59 anos, nada mais mada menos que 5 atestados para quatro casamentos.
Um deles, era para um futuro casal: Amélia Figueiro Dias e Zulmiro dos Santos Henriques de Almeida, agora moradores na Rua da Pateira, ele filho de Alberto Henriques de Almeida e de Deolinda da Conceição Santos, ela de António Dias (Alfaiate) e Ermelinda Figueiro.
Os restantes, para Maria Manuela Moreira dos Santos, filha de Amadeu Pereira dos Santos e Alexandrina Moreira, da Rua do Viveiro (Adolfo Pires dos Reis); Maria Estela dos Santos Henriques de Almeida (irmã de Zulmiro e moradora na Rua da Pateira, com Joaquim António Estima de Almeida, do Crasto e já falecido) e Joaquim Almeida de Costa Estima (já falecido e que foi morador em Oiã), filho Casimira de Almeida Costa e de António Fernandes Estima, da Rua da Ponte, agora Jacinto Bernardo Henriques. Irmão de Laudelino, Eunícia e Maria (já falecidos) e de Ester da Costa Estima, do Canto da Igreja.

Teatro em palco

- ANO 1973, há 48 anos!
3 - TEATRO AMADOR: O Grupo Dramático Amador de Óis da Ribeira (GDAOR) estreou, a 25 de Março de 1973, a peça «Casa de Pais», um drama familiar da autoria de Francisco Ventura, ambientado no meio rural.
O espectáculo decorreu no salão de festas do restaurante «Pôr do Sol» e lamentavelmente não conseguimos apurar quem foram os  actores e o(s) ensaiador(es) do grupo, que foi muito aplaudido. 
O grupo actuou depois na Borralha (no dia seguinte) e, a 2 de Abril, em Macinhata do Vouga.
José Trindade

- ANO 2003, há 18 anos!
4 - TUNA HOMENAGEOU COMENDADOR: A Tuna Musical de Óis da Ribeira homenageou o comendador José Trindade, quem a «levou» ao Luxemburgo para participar nas comemorações do 10 de Junho de 2002.
A cerimónia teve presença de José Elói Correia, presidente da Câmara Municipal de Águeda, e o momento envolveu o descerramento de uma placa na sede, tendo o homenageado afirmado que a Tuna orgulhou a comunidade portuguesa no Luxemburgo - de que era líder e presidente do Centro de Apoio Social e Associativo.
Porfírio Tavares Pires era o presidente da direção e o momento foi seguido de um  concerto da Tuna Juvenil, no restaurante Pôr do Sol.   
Hostilino Matos

- ANO 2006, há 15 anos!
5 - TUNA CONTAS: A assembleia geral da Tuna Musical, a actual Associação Filarmónica de Óis da Ribeira aprovou, por unanimidade, o relatório e contas de 2005 e o parecer do conselho fiscal.
O ano ficou na história da Tuna como o do lançamento do primeiro CD, intitulado «Murmúrios da Pateira», gravado em Maio e apresentado em Setembro, numa inédita Semana Cultural.
A Tuna estreou novo fardamento nos festejos do 108º. aniversário e o ano foi ainda marcado pelo sucesso das marchas populares que desde 2002 vinha a organizar, com a participação da ARCOR.
A direção era presidida por Hostilino Cardoso de Matos, bisneto de Jacinto de Matos (um dos fundadores) e filho do maestro Carlos Matos e os trabalhos tiveram participação de apenas 15 associados.

quarta-feira, março 24, 2021

O paredão novo, o herdado e o legado a deixar...

O paredão (novo) nos Aidos de Baixo, a 300 metros da ponte do rio Águeda
O paredão, idem. O efeito das
águas das cheias

O paredão novo, o que parte do Jardim para os Aidos de Baixo e Areias, ligando ao mais antigo, está no estado que as imagens mostram.
E já nem é de agora. É de há vários anos.
Anos que são de desleixo, de abandono da coisa pública.
Não é a melhor evidência do que, por vezes tão inapropriadamente, diz a autarca local: cuidar do herdado para deixar o legado.
Decisiva e definitivamente não é.
O mais absurdo é que este troço de paredão, imediatamente a juzante da ponte de Óis da Ribeira, faz parte das obras que foram a concurso público e adjudicadas pela Câmara Municipal de Águeda à empresa Aborridas Terraplagens, de Arouca. 
A 8 de Setembro de 2017.
Ainda pelo presidente Gil Nadais.
Há 3,5 anos!
E por 161.881 euros!
Para o troço que desde a ponte e pelos Aidos de Baixo, pela Areias, os Crastos, Pontepedrinhas, Espinheiros e Portalvares, chega até à curva de Requeixo, ao longo do rio Águeda e ao limite dos concelhos de Águeda e Aveiro.

Cuidar do herdado para
deixar o legado?

A razão por que a obra de requalificação dos paredões não foi feita, não sabemos.
Sabemos é que as autoridades, uma porque não executa a obra (a Câmara Municipal de Águeda, apesar de a ter adjudicado...), outra porque não a reclama (a Junta de Freguesia da União de Freguesias) estão a prejudicar os interesses de Óis da Ribeira.
E por água abaixo, entretanto, lá se vai o avultado investimento de 161 881 euros.
Que, eventualmente, foi transferido para outro lado. Ou não! Não sabemos. Nem sabemos se alguém sabe. Em tempos, perguntámos à Câmara Municipal de Águeda e à Aborridas, mas nem uma nem outra quiseram esclarecer o assunto. Lá terão as suas razões.
Aos dias de hoje, e pela correção do tempo, diz-nos o conversor da Pordata que os 161 881 de 2017 (de há 3,5 anos e meio) seriam 166 265,91 euros. 
Que foram (ou vão?) para o «galheiro». 
É a isto que se chama «cuidar do herdado para deixar o legado»?
Louvado seja Deus...

* ANO 1946: A terraplanagem dos terrenos da escola primária...

As três salas da escola primária de Óis da
Ribeira estão abandonadas pela Junta


Os primeiros passos para a construção da escola primária de Óis da Ribeira foram dados há 75 anos e a Junta de Freguesia, na reunião de 24 de Março de 1946, nomeou o seu secretário José Maria Estima para acompanhar e dirigir os trabalhos de terraplanagem.
O executivo era liderado pelo presidente Benjamim Soares de Freitas, com o secretário Manuel Soares dos Santos
Benjamim S.
de Freitas
 (Lopes) e, devido à escassez de fundos da autarquia, entendeu pedir apoio a agricultores e lavradores da freguesia para colaboraram na terraplanagem, fazendo-o gratuitamente - o que aconteceu.
A escola era considerada grande ambição de Óis da Ribeira e estava quase concretizada. O edifício, que supomos ser o que corresponde à hoje conhecida como sala velha (a de apenas um piso, a poente do bloco) já estava levantado. A terraplanagem era a dos terrenos circundantes - o recreio.
O executivo, na mesma reunião de há 75 anos, deliberou encarregar Manuel Tomás Carretas para tratar da limpeza e conservação do cemitério e apresentou o primeiro orçamento suplementar, com receita e despesa de 1 632$40à volta de 1000 euros, actualmente.
Apreciado e aprovado pelo executivo, por unanimidade, foi decidido afixar edital com as contas, convidando a população a examiná-las, por um prazo de 8 dias.
Tempos em que contas públicas iam a sufrágio do povo eleitor.

Outros anos,
outros factos!
ARCOR Teatro 1, Padre Manuel, ARCOR Teatro 2, 
Música de Câmara, vala hidráulica rio/pateira e ARCOR Contas

O cartaz de 1985
L. Costa

ANO 1985, há 36 anos !
1 -  ARCOR TEATRO 1: O Grupo de Teatro Amador de Óis da Ribeira (GTAOR) deslocou-se a Eirol no dia 24 de Março 1985, onde representou a peça «Da miséria à loucura», drama em três actos.
O programa deste «magnífico espectáculo» - como se lê no cartaz de há exactamente 36 anos, incluía as comédias «Um médico à pressa» e «Os dois vadios» e também o monólogo «S´tá aqui... mas é meu».
Os ensaios e caracterização foram de Leonildo Costa, com interpretações dos actores amadores António Tavares (interpretando Jorge), Celestina Dias de Oliveira (Emília), Lotário Ribeiros dos Santos (António e vilão), José M. Oliveira (Pedro), Dionísio Gomes Prazeres (Marcos e fidalgo), António Horácio Tavares (enfermeiro), José Melo (médico), Maria de Lurdes Campos (turista e ponto) e Armando Meireles (policia).
O espectáculo, muito aplaudido pelo muito público presente, decorreu no salão cultural do Centro Social de Eirol. Armando Ferreira era o presidente da direção.
Padre Manuel

- ANO 2007, há 13 anos!
2- PADRE MANUEL: O padre Manel Simões da Silva, pároco de Santo Adrião de Óis da Ribeira de 1966 a 1969, faleceu a 24 de Março de 2007, há 14 anos e aos 75 de idade.
Natural de Oiã, lá nasceu a 10 de Outubro de 1931 e foi ordenado a 21 de Setembro de 1958, por D. Domingos da Apresentação Fernandes. Exerceu nas paróquias de Águeda e Castanheira do Vouga (1958/66), Travassô e de Óis da Ribeira (1966/69), Vilarinho do Bairro (1969/76), Avanca (1976/89), Amoreira da Gândara (1989/2003) e Troviscal (de 1989 até à morte). Também foi professor de Educação e Moral Católicas na Escola Industrial e Comercial de Águeda e no Colégio de S. Bernardo, em Águeda. 
Durante a doença e após a morte do pároco de Oliveira do Bairro, padre Miguel Duarte, ainda ali foi administrador paroquial (2003/04). Desde o princípio de 2007, o padre Manuel residiu no Lar de S. Martinho de Ouca, sem deixar o seu dever paroquial no Troviscal. Muitos óisdaribeirenses agora na casa dos 50 e mais anos se lembrarão do padre Manuel, como era conhecido na paróquia, onde foi sucedido pelo padre António Nunes da Fonseca.
Elenco de «Quem matou?»

- ANO 2001, há 20 anos !
3 - ARCOR TEATRO 2: O Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR apresentou-se em Eirol a 24 de Março de 2001, há 20 anos, com a peça «Quem matou», num espectáculo que incluía a comédia «Prima Elvira» e o monólogo «Estou roubado».
A estreia tinha sido a 3 de Fevereiro, em Óis da Ribeira, seguindo-se actuações em Paradela (dia 10), Segadães (17) e Requeixo (24), Crastovães (10 de Março), Frossos (17) e Eirol (24), antes da última representação, em Óis da Ribeira (31).
O grupo, ver foto, era formado por Porfírio Pires, António Prazeres, João Paulo Gomes, José Manuel Alves, Carla Rodrigues e o ensaiador Firmino Santos (de pé), Carlos Pereira, Hernâni Pires, José Manuel Gomes, Isaltina Pires, Eliane Alves e Clara Santos.
A direção da ARCOR era presidida por Fernando Reis.

- ANO 2005, há 16 anos!
4 - MÚSICA DE CÂMARA: O salão cultural da ARCOR foi palco, a 24 de Março de 2005, para um concerto de Música de Câmara, com a Academia Internacional de Sopros.
A direção era presidida por Celestino Viegas e a iniciativa estava integrada no ciclo «Música em Talábriga», do pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Águeda. Era especialmente dedicado à população sénior mas obviamente franqueado a todo o público óisdaribeirense e, naturalmente, aos utentes do Centro Social da ARCOR.
A reunião da JFOR e o INAG

- ANO 2006, há 15 anos!
5 - VALA HIDRÁULICA: Fernando Alcatrão, responsável distrital do Instituto Nacional da Água (INAG), esteve em Ois da Ribeira para estudar a viabilidade de construção de uma vala hidráulica entre o rio Águeda, na curva de Requeixo, e a pateira.
O objectivo era evitar os prejuízos que as cheias causavam aos proprietários dos terrenos daquela zona durante os períodos de cheias e Fernando Pires, presidente da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, argumentou que com a vala hidráulica se regularizavam as cheias e se evitava o assoreamento da pateira. para além de se evitar, também, a danificação dos caminhos rurais.
Hoje, 15 anos passados, sabe-se que a vala hidráulica não foi construída.
Celestino Viegas e
Agostinho Tavares

- ANO 2006, há 15 anos!
6 - ARCOR CONTAS: A assembleia geral da ARCOR, reunida a 24 de Março de 2006, aprovou as contas de 2005, com resultados líquidos de 107 360,08 euros.
As contas referiam-se a um ano com duas direções: a de Celestino Viegas, até 30 de Abril, depois a de Agostinho Tavares.
As principais receitas foram as de subsídios estatais, no valor de 180 742,96 euros (seriam agora 217 862,18) e as mensalidades das valências sociais, de 141 941,86 euros (agora seriam 171 992,49).
A ARCOR, na altura, tinha em funcionamento as valências de creche, jardim de infância e ATL, centro de dia e apoio domiciliário). E sonhava com o lar, cujo projecto que a direção de Agostinho Tavares prometia elaborar.
Além disso, tinha as secções de teatro (parada em 2006 e 20007 e de novo em palco a 2 de Fevereiro de 2008, entretanto extinta, em 2012) e canoagem (extinta em 2007 e restaurada em 2008), biblioteca e marchas populares (interrompidas em 2020), formação profissional (extinta), cultura, lazer e recreio (de que pouco se sabe).