segunda-feira, abril 26, 2021

O parque de estacionamento e lixos do Cemitério Novo de Óis da Ribeira


A entrada do esquecido parque de estacionamento do Cemitério Novo
Manilhas, abobadilhas, paralelipípedos, areias, telhas e outros
materiais de construção abandonados, há vários anos, no parque
de estacionamento no Cemitério Novo de Óis da Ribeira

O parque de estacionamento do Cemitério Novo de Óis da Ribeira continua infelizmente esquecido, desorganizado e transformado em depósito de lixos e inertes da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira - a UFTOR.
As imagens dão conta de como estava na tarde de ontem, dia 25  de Abril de 2021, quando lá estacionámos e observámos o parque, que foi construído no consulado de Fernando Tavares Pires, o último presidente da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira. Em Junho de 2012, há quase 9 anos!
O parque na zona afora do estacionamento automóvel, imediatamente a sul, está cheio de manilhas, abobadilhas, paralelipípedos, telhas, tijoleiras, ferro, madeiras, pedras, areias e outros materiais de construção que só ninguém rouba porque não quer(erá).
E que são propriedade de Junta de Freguesia.

Materiais abandonados no parque...

«Cuidar do herdado, 
para deixar o legado»!

O parque ficou com 20 posições de estacionamento e, na altura, era considerado pelo d´Óis Por Três como sendo de extrema utilidade, principalmente em dias de celebrações religiosas - seja missas, festas, baptizados, casamentos e funerais.
Parque é depósito de inertes...

Os trabalhos foram executados pela brigada da Junta de Freguesia e envolveram custos na ordem dos 5000 euros- seria agora 5 191,65 -, incluindo a arborização e a compra de materiais. Há 9 anos!
Agora, 9 anos depois, o que vimos é o parque propriamente dito abandonado, sem conservação e sem manutenção, um armazém de lixos que a autarquia não vê, ou faz de conta que não vê!
Trata-se, mais nada menos, que mais um evidente caso de, parafraseando/citando o presidente Sérgio Neves, «(não) cuidar do herdado para deixar o legado». Aqui, cuida-se o herdado, para legar: põe-se as coisas em «museu» de lixos e inertes variados, em espaços públicos e abandonados.
Viva o futuro!

* ANO 2001: Medalha de Mérito Distrital para a Tuna de Óis da Ribeira

A Tuna recebeu a Medalha de Mérito Distrital há 10 anos, entregue pelo Ministro
Rui Pereira. Esteve representada pelo músico e dirigente José Maria Gomes, ao
 lado do ministro e quarto a contar da direita

O Governador Civil José Mota, o Ministro
Rui Pereira e o tunante José Maria Gomes

Tuna de ÓdR 2001


A Tuna Musical de Óis da Ribeira foi galardoada pelo Governo Civil de Aveiro a 26 de Abril de 2011, há exactamente 10 anos, com Medalha de Mérito Distrital.
O Governador era José Mota, a distinção ocorreu na altura das comemorações dos 175 anos do Governo Civil de Aveiro
 e a cerimónia foi presidida por Rui Pereira, o então ministro da Administração Interna do Governo do 1º. Ministro José Sócrates.
A Tuna Musical, agora Associação Filarmónica de Óis da Ribeira, foi uma das 51 instituições do distrito com mais de um século de existência que foram condecoradas e fez-se representar na cerimónia pelo músico e dirigente José Maria de Almeida Gomes.
Outras cinco instituições de Águeda foram distinguidas: a Associação Musical e Recreativa Castanheirense (de Castanheira do Vouga), Banda Marcial (Velha de Fermentelos) e Sociedade Musical Alvarense (Banda de Casal de Álvaro), Ginásio Clube de Águeda (GICA) e Santa Casa da Misericórdia de Águeda.
O presidente da direção da Tuna era Porfírio Tavares Pires.

Outros anos,
outros factos!
Arnado Rodrigues de Figueiredo, sala da escola nova, portos na pateira e regadeiras em caminhos, contas da Junta de 2010 e área de reabilitação urbana 

Arnaldo Rod.
Figueiredo

1 - Ano 1914,
há 107 anos!
- ARNALDO RODRIGUES
DE FIGUEIREDO: O cidadão Arnaldo Rodrigues de Figueiredo nasceu a 16 de Abril de 1904, em Perrães, e foi secretário a Junta de Freguesia de Óis da Ribeira no mandato de 1951/1954.
Casou em Óis da Ribeira com Leontina Tavares e o casal teve os filhos Maria Paula e José Augusto Tavares de Figueiredo, ambos moradores em Aveiro.
Autarca local na presidência de Benjamim Soares de Freitas e com o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes), foi comerciante na antiga vila, com o Café Central, mercearia, taberna e armazém de materiais de construção, adubos e cereais - no espaço que hoje é ocupado pelo prédio comercial e habitacional de Aníbal Saraiva, no Largo do C entro Social.
Enviuvou a 7 de Julho de 1994 e faleceu 10 de Março de 1999, estando sepultado no Cemitério Velho de Óis da Ribeira.
Escola Primária

2 - ANO 1959,
há 62 anos!
- PROFESSORAS PEDIRAM
SALA DA ESCOLA NOVA: As professoras da escola primária de Óis da Ribeira pediram, há 62 anos, autorização à Junta de Freguesia para, particularmente, usarem uma sala do novo edifício escolar.
Não se sabe para que fim, não sendo difícil «adivinhá-lo», mas a questão foi abordada na reunião da Junta de Freguesia de 26 de Abril de 1959 e o singular pedido deixa subentender que o edifício escolar já estaria construído. O mesmo que (foto) hoje conhecemos.
A Junta de Freguesia era presidida por Aires Carvalho Santos, com o secretário David Soares dos Santos e o tesoureiro José Pinheiro das Neves, e decidiu transferir o pedido para a Câmara Municipal de Águeda.
Apanha do moliço

3 - ANO 1964,
já 57 anos!
- PORTOS DE MOLIÇO NA
PATEIRA E CONDUÇÃO 
DE ÁGUAS DE REGA: A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, reunida a 26 de Abril de 1964, deliberou mandar afixar editais para o aluguer dos portos de moliço na pateira.
Cada porto custaria 5$00, seriam agora 2,06 euros, e referiam-se ao  período de Março de Julho, podendo ser renovados em Agosto seguinte.
O executivo era presidido por Armando Resende, com o secretário David Soares dos santos e o tesoureiro Custodio Lopes Correia, e também foi deliberada a forma de (não) utilização de regadeiras de água nos caminhos públicos. Até nova decisão, não podiam  atravessar ou conduzir águas pelos caminhos, sob pena de multas por transgressão, que seriam comunicadas à Câmara Municipal de Águeda.
Junta de Freguesia

4 - ANO 2011
há 10 anos
!
- CONTAS DA JUNTA
APROVADAS POR MAIORIA: As contas da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, de 2010, foram aprovadas a 26 de Abril de 2011, com abstenção do socialista Carlos Pereira.
Faltou a eleita Carla Tavares (que participava na Assembleia Municipal de Águeda, que decorria simultâneamente) e as receitas totais foram de 81 479,14, com despesas de 53 236,15, pelo que transitou um saldo de 28 242,99 euros.
«Houve diminuição de receitas, por não ter havido tanta venda de árvores e lenhas. As transferências da Câmara Municipal e do Estado mantiveram idêntica», disse o presidente Fernando Tavares Pires.
A agenda de trabalhos da AF, sem presença de público, envolveu a identificação toponímica da freguesia - apresentada pela Câmara Municipal de Águeda e que foi aprovada por unanimidade, registando-se, porém, algumas falhas em nomes (o Largo do Centro Social, por exemplo) e a inexistência de outros (o caminho das Quintas, para a pateira de Espinhel).
ARU de Óis da Ribeira


5 - ANO 2012,
há 9 anos !
- ÁREA DE REABILITAÇÃO
URBANA DE ÓIS DA RIBEIRA:
A Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Óis da Ribeira foi aprovada na Assembleia Municipal de Águeda de 26 de Abril de 2012.
A freguesia, segundo este estudo, tem uma área de cerca de 30 hectares e integra as áreas mais consolidadas do aglomerado, abrangendo as suas zonas mais críticas ao nível do estado de conservação do edificado e qualificação do espaço público, com especial incidência ao longo das ruas Manuel Maria Tavares (Cabo) e Benjamin Soares Freitas (Igreja). Em 2012, de acordo com o recenseamento, o aglomerado óisdaribeirense possuía 287 edifícios e 716 habitantes.

domingo, abril 25, 2021

ARCOR Canoagem: Vitória de Hugo Costa e 2º. lugar de Gabriela Resende na Taça de Portugal

A ARCOR Canoagem na Taça de Portugal de Canoagem

Hugo Costa venceu em KL 2

Gabriela
Resende

O paracanoísta Hugo Costa, da ARCOR, venceu a Final A do prova de KL2 absolutos da Taça de Portugal de Regatas em Linha, que ontem e hoje, dias 24 e 25 de Abril de 2021, decorreu no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho. A equipa óisdaribeirense foi 7ª. classificada, com 488 pontos, entre as 39 participantes da prova. Foi a melhor equipa da zona centro.
Beatriz Oliveira, Mariana de Oliveira Carvalho (vencedora de uma Final B), Gabriela Resende (segundo lugar), Francisco Cadinha e David Soares foram finalistas A.
Os resultados dos canoístas da ARCOR foram os seguintes
- K1 seniores masculinos, 200 metros: 46º.-João Pedro Framegas (1ª. eliminatória))
- K1 juniores, 200 metros, eliminatória: Mário Ferreira (8º.); Leonardo Moreto (9º.).
- K1 cadetes masculinos, 200 metros: 8º.-Dinis Araújo (semi-final), e na primeira eliminatória, Rodrigo Silva Ferreira (31º.) e Eduardo Araújo (46º.).
- K1 seniores femininos, 200 metros, 1ª. eliminatória: 36ª.-Sandra Almeida.
Beatriz Oliveira
Mariana Carvalho
- K1 juniores femininos, 200 metros, Final A: Beatriz Oliveira (9ª.) e Mariana Carvalho de Oliveira (6ª)
- C1 juniores femininos, 200 metros, Final A: Gabriela Resende (3ª.).
- K1 cadetes femininos, 200 metros: Margarida Abrantes (40ª. na eliminatória)
- K1 seniores masculinos, 500 metros: Pedro Filipe de Carvalho (28º. na eliminatória).
- K1 juniores, 500 metros: José Brinco (6º. na Final B), Manuel Brinco (9º. na semi-final) e, nas eliminatórias, Leonardo Melo (54º.), Leonardo Moreto (66º.) e Mário Ferreira (57º.).
- C1 juniores masculinos: 500 metros, Final A: David Soares (8º.) e, na semi-final, Fernando Guimarães (7º.).
- K1 cadetes masculinos, 500 metros, semi-final: Francisco Cadinha (8º.) e Alexandre Graça Gomes (9º.). Nas eliminatórias, Dinis Araújo ( 58º.) Eduardo Araújo (83º.) e Rodrigo da Silva Ferreira (49º.).
- C1 cadetes masculinos, 500 metros, eliminatória: Tiago Carvalho da Cruz (9º.).
- K1 seniores femininos, 500 metros, eliminatória: Sandra Almeida (38ª.).
David Soares
F. Cadinha
- K1 juniores femininos, 500 metros, Final B: Mariana Carvalho de Oliveira (1ª.) e, Final A, Beatriz Oliveira (9ª.).
- C1 juniores femininos, 500 metros, Final A: Gabriela Resende (2ª.).- K1 cadetes femininos, 500 metros, eliminatórias: Margarida Abrantes (38ª.).
- K1 seniores, 1000 metros, eliminatória: Pedro Carvalho (38º.).
- K1 juniores masculinos, 1000 metros (3): José Brinco (8º. na semi-final), Manuel Brinco (3º. na Final B) e Leonardo Melo (28º. na eliminatória).
- C1 juniores, 1000 metros, Final A: David Soares (9º.).
- K1 cadetes masculinos, 1000 metros, Final A: Francisco Cadinha (9º.); na semi-final: Alexandre Graça Gomes (9º.).
- C1 cadetes masculino,  1000 metros, eliminatória: Tiago Carvalho da Cruz (9º.)
- KL2 absolutos masculinos, 200 metros, Final A: Hugo Miguel da Costa (1º.) e José Barbosa Rodrigues (4º.).

Ponte de Lima em primeiro
e ARCOR em 7º. lugar !

O Clube Náutico de Ponte de Lima foi a equipa vencedora da Taça de Portugal de Regatas em Linha, com 1356 pontos. A ARCOR foi a sétima melhor de todo o país, com 488 pontos e entre as 39 que este fim de semana abriram a época competitiva de canoagem.
O CNPL foi seguido pelo Náutico do Prado (1116 pontos), Gemeses (980), Amora (668), Marecos (632), Vilacondense (568) e ARCOR (488). O clube de Óis da Ribeira somou 112 pontos nas provas de 2000 metros, 176 nos 500 e 200 nos 200.
Os outros clube de Aveiro foram o Saavedra Guedes (13º. lugar e 292 pontos), CN de Ovar (15º. e 236), SC de Aveiro (19º. e 212), AN da Torreira (29º. e 116) e AC de Cacia (38º. e 12). A ARCOR foi o melhor clube da zona centro de Portugal,

Carla Tavares na CERCIAG e sem tempo para a ARCOR...


A Mesa da Assembleia Geral da CERCIAG, antontem eleita: Carla Tavares (1ª.
secretária), Augusto Gonçalves (presidente) e Maria da Conceição Arede Lagarto
Carla Tavares no momento
do voto na AG da CERCIAG


A ex-deputada Carla Tavares assumiu as funções de 2ª. secretária da assembleia geral CERCIAG, eleita na sessão de anteontem, dia 23 de Abril de 2021. 
Há meio ano, a 25 de Outubro de 2020, disse ao 
d´Óis por Três, sobre a possibilidade de ser membro de uma nova direção da ARCOR, que «não vale a pena falar nisso, sequer» .

 «Ajudarei e estarei sempre disponível para ajudar a ARCOR e Óis da Ribeira, dentro das minhas possibilidades. Todavia, está totalmente de parte envolver-me nessas funções. Não tenho disponibilidade de tempo e nem pessoal para isso. Como disse, desejo a maior das sortes a quem venha a aceitar esse desafio. Mas nunca serei eu, certamente», afirmou Carla Tavares
E não estaria disponível para assumir algum cargo nos órgãos sociais?, perguntou-lhe o d´Óis Por Três.
Resposta de Carla Tavares: «Como já referi, neste momento estou com o meu tempo muito limitado. Passo a maior parte da semana em Lisboa. Dirijo um organismo nacional, o que já por si me toma muito tempo e absorve para lá do horário normal de trabalho, que não tenho».
E acrescentou: «O que faço atualmente toma-me muito mais tempo e é muito mais exigente do que quando era deputada, pelo que, teria que ser uma situação muit
o bem avaliada».

CERCIAG e ARCOR

O tempo não dá para
2 amores ao mesmo tempo

O d´Óis Por Três não sabe que avaliação terá a distinta mulher pública entretanto feito, se fez..., mas a verdade é que anteontem mesmo, em plena crise directiva da ARCOR, assumiu funções sociais na... CERCIAG.
A ARCOR, de que foi vogal da direção presidida por seu pai, Agostinho Tavares, no mandato de 2007/2008 que chegou a 2010, ficou de fora do seu tempo. Imediatamente antes, tinha sido 1ª. vogal do conselho fiscal presidido por Armando Ferreira.
Nas declarações ao d´Óis Por Três, é justo recordar, também, que Carla Tavares afirmou «estar disponível para ajudar» a ARCOR no que, especificou, «estiver ao meu alcance». O alcance dela.
«Fá-lo-ei com com todo o gosto», sublinhou a ilustre óisdaribeirense e ex-deputada, a actual presidente da CITE e agora 1ª. secretária da AG da CERCIAG, entre outras tarefas.
Bom, a verdade prática é que para a CERCIAG, instituição de dimensão concelhia e nacional, lá Carla Tavares arranjou um tempinho do seu muito ocupado e atarefado tempo. Para a ARCOR, já não o teve, não o tem..., que o tempo, afinal, não dá para tudo!
É a vida.
Ninguém, na verdade e omnipresentemente, pode estar com tantos amores ao mesmo tempo. E o tempo não é elástico e alguma IPSS tinha de ficar para trás. Nem, neste caso, para a uma assembleia geral daria para ir. Ficou a ARCOR para trás.

* ANO 1999, há 22 anos: ARCOR com 5 campeões distritais de canoagem!

Pedro Carvalho

Sérgio Soares

ARCOR 2021


O dia 25 de Abril de 1999, há precisamente 22 anos, foi dia de 5 canoístas da ARCOR se sagrarem campeões distritais de Aveiro.
As provas decorreram em Ílhavo, organizadas pelo Clube Náutico local, com apoio da Associação de Canoagem de Aveiro e com participação de 60 atleta de clubes de todo o distrito.
Os campeões arcorianos foram os seguintes:
- Ivo Rodrigues em K1 infantis (escalão de promessas).
- Luís Santos em C1 cadetes (escalãopromessas).
- Pedro Carvalho em K1 seniores (maratona).
- Sérgio Soares em C1 seniores (maratona).
- Bruno Brandão em C1 juniores (maratona).
De todos eles, apenas Pedro Carvalho se mantém activo, agora com veterano e, vale a pena recordar, como campeão nacional de fundo K1 Veteranos A em título - pelo terceiro ano consecutivo e desde a prova que, em Abril de 2019, se realizou em Melres. Altura em que Hugo Costa, também ARCOR, se sagrou campeão nacional de paracanoagem. Já lá vão 2 anos.
O clube de Óis da Ribeira e o GICA, de Águeda, no distrital de há 22 anos, foram terceiros classificados por equipas.



Outros tempos,
outros temas!
Anacleto Pires Soares morreu no Brasil, Jaime faleceu em Angola e larápio preso por assalto a loja
O registo do casamento de Anacleto
Pires Soares e Maria Emília Cunha


1 -ANO  1893,
há 128 anos !
- ANACLETO PIRES SOARES: O óisdaribeirense Anacleto Pires Soares nasceu há 128 anos, no dia 25 de Abril de 1893.
Filho de Joaquim António Pires Soares e de Maria Rosa Marques, da Rua do Cabo, era neto paterno de Joaquim Pires Soares e de Rosália Joana dos Reis; neto materno de Agostinho Pires dos Santos e de Ana Joaquim Soares.
Agricultor, casou aos 22anos de idade, a 23 de Setembro de 1905, com Maria Emília Tavares da Silva e Cunha, de 20 anos e agricultora, filha de José Tavares da Silva e de Maria da Graça, esta natural de Paradela. O casal teve os filhos Manuel (nascido a 1 de Outubro de 1906), Maria Ascenção (nascida da 26 de Abril de 1909 e falecida a 8 de Maio de 1973) e Maria Celeste, que casou com Edmundo Reis a 6 de Julho de n1929 e faleceu a 3 de Junho de 2003). O casal Celeste-Edmundo teve os filhos Dália (que casou na Trofa) e Dinis e (já falecidos), Armando e Clarice, ambos moradores em Óis da Ribeira.
Anacleto Pires Soares emigrou para o Brasil em data que desconhecemos e lá morreu, a 26 de Julho, na cidade de Allvorada, no Estado do Rio Grade do Sul.
Maria Glória e Manuel,
pais de Jaime Marques



2 - ANO 1890,
há 131 anos !
- JAIME DE ÓIS DA RIBEIRA
FALECEU EM ANGOLA
: O cidadão Jaime Marques, oisdaribeirense da meeira Cabanões, nasceu há 131 anos, a 25 de Abril de 1890.
Filho do lavrador Manuel Marques Maurício e de Maria Glória Martins Marques, que nasceu no Rio de Janeiro, era neto paterno de Delfina Marques e materno de Domingos Ventura Martins e de Ana da Ascensão de Jesus.
O baptizado foi a 4 de Maio de 1890, na Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira, celebrado pelo padre Abel Gomes da Conceição e Silva, sendo padrinhos Manuel Tavares Zanancho de Oliveira, solteiro e lavrador, e Rosalina dos Santos Miranda e Lima.
Jaime casou a 30 de Dezembro de 1959 com Alzira do Ó Mestre, aos 69 anos e na Igreja de Santo Adrião, em Moçâmedes, na então província ultramarina de Angola. Faleceu no dia 16 de Dezembro de 1960, no Namibe, também em Angola. não sabemos se com herdeiros.
A família é proprietária da capela mortuária à entrada, do lado esquerdo, do Cemitério Velho de Óis da Ribeira, zelada por uma bisneta de MM Maurício, filha da neta Auta Pires Marques e de João Lopes Martins, já falecidos e que moravam em Cabanões.

Notícia reeditada em
1999 (aos 100 anos)

- Ano 1899,
há 122 anos!
- LARÁPIO PRESO POR
ASSALTO A LOJA D´ÓIS
: Um jovem de 18 anos, Manuel Joaquim Alves dos Reis, foi preso e há 121 anos estava na cadeia do Sardão, em Águeda, por ter assaltado a loja de Jacinto Tavares da Silva, tendo roubado «quantia superior 20 mil reis».
Além disso, forçou um cofre da mesma loja, que era do pai do médico Joaquim Carvalho da Silva, que viria a ser o primeiro director do Hospital Conde Sucena, em Águeda.
O larápio usou chave falsa e também já tinha roubado 19 libras e meia em ouro a um tio, milho, vinho e roupas nos quintais de vizinhos e foi fazer compras para a feira de Março, em Aveiro, onde também roubou um gabão novo, botas, gravatas e um ferro de engomar, entre outras coisas
A polícia tentou cercá-lo em casa, mas o tal Reais «teve perna leve» e fugiu, atravessando o rio a nado mas deixando um chapéu cheio de sangue. Teria sido de uma desordem no arraial da Taipa, da festa da Senhora da Alumieira.
«Agora, se foi ele quem praticou o crime, pagará tudo», dizia a imprensa da época.

sábado, abril 24, 2021

ARCOR Canoagem em Finais A e B da Taça de Portugal

A ARCOR na Taça de Portugal de Velocidade de Canoagem
David 
Gabriela 


A ARCOR Canoagem apurou hoje 4 atletas para as Finais A de amanhã da Taça de  Portugal de Velocidade. Alguns deles. apurados para duas provas. E 3 para as Finais B.
Francisco
Beatriz 
 As provas estão a 
decorrer no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho, começaram hoje e continuam amanhã - domingo, dia 25 de Abril de 2021. 
A ARCOR Canoagem, no final do primeiro dia da competição, tem apurados para as Finais A os seguintes canoístas:
- CI juniores: David Soares, 1000 e 500 metros (2 finais)
- C1 juniores: Gabriela Resende, 500 e 200 metros (2 finais).
- K1 juniores: Beatriz Oliveira, 500 metros.
- K1 cadetes: Francisco Cadinha, 1000 metros.
 KL 2 de paracanoagem: Hugo Costa e José Barbosa, 
Mariana
200 metros.
- K1 de paracanoagem: Vânia Teixeira, 200 metros.

Quando a Finais B:
- K1 juniores, José Brinco, 500 metros.
- K1 juniores: Mariana Oliveira, 500 metros.
- K1 juniores: Manuel Brinco, 1000 metros.



O estigma dos vice-presidentes proto-candidatos a presidentes da ARCOR...

A ARCOR e o centro social: os engºs. Canas de Carvalho
Filipe Magueta, Celestino Viegas, Dinis Alves, António 
Simões, Milton Santos, Arlindo Reis e Milton Gomez, 
em imagem de 9 de Setembro de 2001

ARCOR 2021

O país-ARCOR vive a expectativa de ser capaz de caminhar pelas suas próprias pernas, sua própria sensibilidade, capacidade e autonomia.
O país-ARCOR tem vivido de rendimentos aforrados por anteriores governos, «soma» 5 anos (cinco) de sucessivos défices de gestão e, mais recentemente, sofre também do estigma dos candidatos que, afinal, não se confirmam candidatos, titubeando entre putativas e balbuciadas candidaturas, sem assumir compromisso e invocando, para as «matar», razões que só as suas razões conhecem. E assi, despreocupadamente, «dando o fora» e indo dar voltas a outros adros.
Como diria o outro - e o «outro» é um antigo presidente da direção arcriana, António José Tavares -, só vontade não chega.
«Servi esta instituição durante mais de 20 anos e apraz-me dizer que para ser dirigente não basta vontade, é preciso ter capacidade. Parece-me que o que falta à ARCOR é ter
dirigentes capazes», disse António José Tavares, a 20 de Agosto de 2020.
Lá saberá ele porque assim opina.

Liderança, carisma,
competência e trabalho,
muito trabalho!...

Um dos problemas mais dramáticos dos dias de hoje é a facilidade com que se confunde o esforço e vontade de fazer com a competência e a capacidade. E  ambição.
A competência e a capacidade não se medem em litros de suor, nem em vontades existenciais, ou estados de alma, nem em horas de trabalho, nem em palavras lançadas ao vento. 
Muito menos em traços de ambição e vaidade pessoal.
Medem-se mais pela eficácia das acções e pelos resultados que se obtêm. E os da ARCOR, infelizmente, tem sido pouco menos que desastrosos.
Mede-se também pelo carisma e capacidade de liderança dos dirigentes. Uma boa liderança faz forte um menos bom colégio directivo. E por aí adiante.
A. Jorge Tavares

Candidatos a candidatos e
os nevoeiros sebastiânicos...

Uma das «novidades» do passado mais recente da história da histórica ARCOR tem sido o aparecimento de candidatos à presidência da direção. Candidatos que se pré-anunciam, semeiam esperanças e depois desaparecem pelos sebastiâninos nevoeiros dos tempos que correm.
Parece um estigma de ex-vice-presidentes, pois dois desses putativos candidatos foram vice-presidentes de antigas direções da ARCOR, cujos mandatos não concluíram. Um e outro.
ANTÓNIO Jorge da Costa Tavares (não confundir com António José) foi o primeiro, anunciado aos sebastiânicos 4 ventos de Janeiro deste ano de 2021 e depois disso adeus dizendo a quem nele confiou esperanças.
Foi vice-presidente da direção de Fernando Reis Duarte de Almeida mas não concluiu o segundo mandato, justamente quando a ARCOR iniciava as obras de construção do centro social. Falamos de 2001, há 20 anos!
Era, na altura, o responsável pela Secção de Canoagem, que tinha o hangar em construção. Participou na inédita e histórica assembleia geral por vídeo-conferência, a de 29 de Janeiro de 2021, disse o que bem entendeu e depois, uma semana depois,  anunciou a sua não candidatura.
Dinis  Alves

DINIS da Conceição Alves anunciou-se por duas vezes e por duas vezes, em um mês e poucos dias, se pôs fora da corrida presidencial.
Da primeira vez, a de 6 de Março de 2021, por alegadas «garotices que aconteceram», com o disse na assembleia geral de 16 d Abril de 2021, Na segunda, invocando  respeitáveis razões de saúde de familiares.
Era vice-presidente da direção do segundo mandato de Celestino Viegas (2003/2005) e não o concluiu, abandonando o cargo em período nuclear das obras de construção do centro social e quando, desde 2001 e com Milton Gomez, exercia(m) importantes funções de fiscalização da obra. Já tinha sido 2º. vogal do conselho fiscal de 2001/2002. 
A conclusão parece ser simples: ser vice-presidente da direção da ARCOR sem concluir mandatos não dá «credenciais» e arcaboiço suficientes para se assumirem candidaturas presidenciais até ao fim. Parece, afinal, ser um estigma!

* ANO 1960, há 61 anos: A RTP na apanha do moliço da pateira!

Apanha do moliço na pateira em 1960.
Imagem da Cinameteca Portuguesa


A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, reunida a 24 de Abril de 1960, há precisamente 61 anos, deliberou aceitar a abertura extraordinária da época de apanha de moliço para 13 de Agosto, para ser filmada pela RTP - a única televisão desse tempo.
A abertura da segunda fase da apanha era convencionalmente no dia 25 de Agosto e a proposta tinha sido apresentada pela Junta de Freguesia de Fermentelos e dirigida, também, às JF de Espinhel e Requeixo, todas ribeirinhas da lagoa, com objectivo de «ser filmado o ambiente da apanha do moliço, para que o país conheça através da televisão as belezas desta nossa pateira».
Os autarcas óisdaribeirenses desse tempo eram Manuel Maria Tavares da Silva (presidente da Junta de Freguesia), Armando dos Santos Ala de Resende (secretário) e José Pinheiro das Neves (tesoureiro), que decidiram «prestar toda a colaboração» a esta iniciativa, que iria integrar o programa das festas de Nossa Senhora de Saúde, em Fermentelos.
Imaginem como, há 61 anos, se promovia a freguesia e a pateira. Esta, actualmente, promove-se com lixo, destelhamentos, desperdícios de água, desmazelo e abandono, jacintos e lixos, para além de bares sem concurso público.

Outros anos,
outros temas!
Marinheiro Manuel Adrião de Carvalho, a fonte do Vabom com água para escoar, cinema na ARCOR, Velhas Guardas de O Cancioneiro de Águeda nos 25 anos arcorianos, concerto dos Orfeões de Águeda e da Cruz Vermelha  
Manuel  Adrião
de Carvalho


1 - ANO 1905,
há 116 anos!
- MARINHEIRO MANUEL
ADRIÃO DE CARVALHO
: O óisdaribeirense Manuel Adrião de Carvalho, 1º. grumete da Marinha Portuguesa, nasceu a 23 de Abril de 1905 e foi um verdadeiro «trota-mares» de todo o mundo, ao serviço de Portugal.
Filho dos jornaleiros Adelino Simões de Carvalho, de Cabanões, e de Libânia Rosa de Jesus, de Óis da Ribeira, foi baptizado pelo padre Manuel Gomes de Andrade a 30 de Abril desse ano de há 116 anos, apadrinhado por Manuel Adrião de Almeida, proprietário, e Mariana Ludovina de Jesus. Era neto paterno de Gertrudes Maria de Carvalho e materno de Joaquina Rosa de Jesus.
Casou a 23 de Maio de 1927 com Maria da Conceição Gomes (falecida a 11 de Maio de 1980) e o casal teves os filhos Óscar (já falecido, a 22 de Maio de 2002) e Juraci, moradora em Oeiras.
Profissional da Marinha Portuguesa, viajou por todos os mares e desembarcou em centenas de portos de todo o mundo. Aposentado, morava na Viela do Canto da Igreja e faleceu a 25 de Novembro de 1977, aos 72 anos.

2 - ANO 1955,
há 66 anos !
- A FONTE DO VALBOM
COM ÁGUAS PARA ESCOAR:
A fonte do Valbom, há precisamente 66 anos, escoava águas para um terreno (horta) de Joaquim Tavares da Silva (fotógrafo e comerciante local) e este foi reclamar à sessão da Junta de Freguesia óisdaribeirense presidida por Armando Resende.
O aqueduto de escoamento estava entulhado e era precisa uma solução que evitasse os prejuízos reclamados pelo dono da hora, pelo que o executivo - com o presidente, o secretário David Soares dos Santos e o tesoureiro Aires Soares dos Santos - deliberou ir ao local para tomar as necessárias previdências.
O terreno é actualmente, por herança familiar, propriedade de Fernando Tavares Pires, que foi presidente da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira de 1994 a 2013.

Charles Chaplin,
o «Charlot»
ARCOR, o
primeiro emblema

3 - Ano de 1980,
há 41 anos!
- CINEMA DA ARCOR
COM O FILME «CHARLOT»
: A ARCOR apresentou a 24 de Abril de 1980, há 41 anos, o filme «Charlot», com Charles Chaplin e integrada no seu Ciclo de Cinema, que tinha uma exibição mensal.
A direção era presidida por Celestino Viegas e as sessões decorriam no salão da antiga sede da Junta de Freguesia, actual sede da Tuna / AFOR, e o ciclo tinha começado a 13 de Dezembro de 1979, quando se apresentou o filme «Químera de Ouro». Seguiram-se os filmes «Amor em Roma» (no dia 4 de Janeiro de 1980), «Pão nosso de cada dia» (28), «O comboio apitou três vezes» (24 de Fevereiro) e o «Paraíso esquecido» (28 de Março), seguindo-se outros - por exemplo e a 25 de Maio, o filme «A evasão dos 400».
Eram os tempos em que a ARCOR, para se financiar, tinha iniciativas atrás de iniciativas. Neste caso, com apoio da Junta Central das Casas do Povo.
Agora, é o que (mal) se vai sabendo...

Velhas Guarda de O Cancioneiro

4 - ANO 2004,
há 17 anos!
- ARCOR DE PRATA COM VELHAS
GUARDAS DO CANCIONEIRO: A ARCOR comemorou as bodas de prata em 2004, com uma actividade mensal no salão cultural. 
A direção era presidida por Celestino Viegas e a actividade de Abril desse ano aconteceu no dia 24, correspondendo à actuação das Velhas Guardas do Grupo Típico O Cancioneiro de Águeda, enchendo o salão cultural.  
Ao tempo, era já a quinta actividade desse ano, depois festivo almoço de aniversário (25 de Janeiro), concerto da Orquestra Típica e Coral de Águeda (28 de Fevereiro) e Orquestra Juvenil da Tuna Musical de Óis da Ribeira (27 de Março) e estreia do Grupo de Teatro Amador (GTA) com a peça «A prima Eugénia» (11 de Abril). 
O cartaz do concerto

5 - ANO 2009,
há 12 anos!
- ORFEÃO E CRUZ VERMELHA
NOS 30 ANOS DA ARCOR: Os coros da Cruz Vermelha e do Orfeão de Águeda actuaram em Óis da Ribeira a 24 e Abril de 2009, no âmbito das comemorações dos 30 anos da ARCOR.
O histórico concerto foi o primeiro dos dois Orfeões, depois da dissidência do Orfeão que resultou na criação do grupo da Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa. Homenageava os beneméritos e doadores da ARCOR.
A direção da ARCOR era presidida por Agostinho Tavares e o concerto integrava-se nas comemorações dos 30 anos da ARCOR, que começara com a inauguração do centro social (24 de Janeiro) e já tinha apresentado a Noite dos Fundadores (Fevereiro) e dos Directores (Março). Continuou  a 30 de Maio, com o concerto da Orquestra Ligeira Juvenil da Banda União Pinheirense, de Pinheiro, S. João de Loure, e o cantor lírico Alcindo Antunes (a 30 de Maio). Continuou com a Noite dos Associados (27 de Junho), Noite da ARCOR Social (24 de Julho), pelo menos.