domingo, agosto 16, 2026

ANO 2006, há 20 anos: O lixo fora dos contentores, a falta de civsno e a (não) recolha atempada!

Lixo fora dos contentores. Há 20 anos!



Lixo fora dos contentores é, infelizmente, uma má imagem de marca dos tempos modernos. E era o que, há 20 anos, acontecia na unidade colocada na entrada nascente de Óis da Ribeira, junto à ponte.
O mau exemplo de falta de civismo não é de agora, nem apenas neste lugar. No caso de Óis da Ribeira este, como a fotografia documenta, só é mais visível porque está colocado num dos principais acessos da localidade e por, neste caso, ter estado neste estado todo o fim de semana - período em que, como todos sabem, a freguesia é visitada por milhares de pessoas, para a pateira.
Há quem diga que o lixo, nalguns casos  de há 20 anos, é propositadamente colocado fora dos contentores. Que já assim era quando estavam frente ao centro social. Não sabemos se assim era (e é) O que sabemos, e isso tivemos o cuidado de confirmar, é que os contentores colocados junto ao rio, no Largo Zebedeu de Oliveira Costa, também têm, algumas vezes, lixo no chão. E, não tendo, não estão assim tão longe que qualquer cidadão não os possa utilizar como alternativa à entrada da freguesia.
De todo o modo, os contentores e o lixo espalhado pelo chão estiveram assim dias seguidos - o que coloca outra questão: então como é o serviço de recolha de lixo? Como e quando é que funciona? Aqui, caberá questionar quem é responsável pela recolha do lixo. E deve ser uma recolha regular e em tempo adequado. Por outro lado, devemos denunciar quem, por má formação e falta de civismo, conspurca o ambiente e prejudica a qualidade de vida.
- NOTA: Então, como agora, a situação repete-se regularmente. Há leis sobre esta matéria, há fiscalização própria. Há responsáveis, claro que há. Pois que actue quem deve actuar. Outra coisa não se pode esperar.


- ANO 2001, há 25 anos: Presidente da Câmara de Águeda visitou as obras da ARCOR e Junta!


O presidente M. Castro Azevedo numa das suas
visita à ARCOR, com a secretária Madalena
Neves e o presidente Celestino Viegas


O presidente da Câmara Municipal de Águeda visitou a ARCOR ao fim da tarde de 16 de Agosto de 2001.
Há precisamente 2025.
A instituição óisdaribeirense andava, por essa altura,  envolvida no complexo e delicado processo burocrático que resultou na construção do centro social - e, sem esquecer, a sede a Junta de Freguesia de Óis da Ribeira. Cujas obras (re)começariam no dia 22 de Outubro seguinte.
Manuel Castro Azevedo foi recebido pelo presidente da direção, que então era Celestino Viegas, e pela secretária Maria Madalena Neves e inteirou-se do dia-a-dia da associação, em todas as suas várias secções então em funcionamento - nomeadamente a social (creche, jardim de infância e ATL) e a desportiva (canoagem).
O «Jornal da ARCOR» de 30 de Setembro desse ano, de que nos socorremos, reportou que, nas suas palavras, «não conhecia bem a ARCOR» e, referindo-se ao projecto do centro social, afirmou que «têm muito trabalho ela frente e difícil».
- NOTA: O presidente Manuel Castro Azevedo apreciou o projecto em pormenor e incentivou os dirigentes da ARCOR: «Não percam o entusiasmo», disse, há 25 anos, o líder da Câmara Municipal de Águeda.

- ANO 2020, há 6 anos: A Junta remodelou a luz eléctica da pateira!

  1. Obras de instalação da rede eléctrica na margem da pateira

  2. A Junta de Freguesia da (des)União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira fez constar na sua página oficial de facebook de há 6 anos, que, e citamos textualmente, «procedemos à renovação da rede eléctrica no Parque da Pateira em Óis da Ribeira, que se encontrava devoluta e outra parte provisória, desde a vários anos».
    Se diz, procedemos, é a primeira pessoa do plural que está a proceder. É a Junta de Freguesia.
    O que é surpreendente: então, agora é a autarquia, que se queixa repetidamente de não ter dinheiro para mandar cantar um cego, a autarquia é que faz obras que competem à EDP? Ou, para usar um termo em moda, foi-lhe concessionada a obra?
    - A JUNTA QUE NÃO RESPONDE
    NADA SE PERGUNTA...: A comunicação da Junta de Freguesia da UFTOR acrescenta que «esta nova ligação vem repor energia em vários pontos e infraestruturas do parque, faltando apenas a reparação da iluminação pública deste espaço, já pedida pela Junta de Freguesia». E acrescenta que «estes trabalhos tiveram apoio da Câmara Municipal de Águeda, a quem agradecemos».
    Este caso suscitaria várias perguntas ao executivo travassÓisense, para cabal esclarecimento público sobre as competências, deveres, direitos e meios da autarquia, mas não vale a pena. Já sabemos que, do altar da sua majestática e imperial autoridade, a Junta de Freguesia presidida por Sérgio Neves não responde a perguntas do d´Óis Por Três.
    - NOTA: A Junta de Freguesia da UFTOR não respondia (nem responde) ao d´Óis Por Três, nem sequer, aliás, aos eleitos locais. Ficámos com as nossas dúvidas. por esclaecer. Estas e outras. Cada um tinha e tem o que merece!





- ANO 2005, há 21 anos: A LIOR - Lista Independente de Óis da Ribeira!


 


LIOR de 2002: Diamantino Correia,
Vital Santos e Eugénio Pinheiro
As eleições locais de 2005 tiveram uma novidade: a participação da Lista Independente de Óis da Ribeira - a LIOR. que viria a ter 123 votos e eleger os os dois primeiros candidatos.
Era liderada por Diamantino Alves Correia, com, por esta ordem, Vital de Oliveira Almeida Santos, Eugénio dos Reis Pinheiro, Leonildo Sores daCosta, Armando Figueiredo dos Reis, Paulo Rogério dos Santos Reys Framegas, Paulo Jorge Gomes  Luís Costa Gonçalo, Carlos Samuel Martinho, Miguel Souto (já falecido), Fernando Jorge Tavares e Jorge Brandão.
Também concorreram o PSD de Fernando Pires (que teve 334 votos e 5 eleitos), o Bloco de Esquerda de Aníbal Saraiva (30 e nenhum eleito).
- NOTA: Fernando Tavares Piresdo PSD, foi reeleito e votaram 504 eleitores (79,75% dos inscritos) e abstiveram-se 128 (20,25%), mais 12 votos brancos e 5 nulos (0,99%

- ANO 1999, há 27 anos: ARCOR entregou projecto na Segurança Social !

A maquete do Centro Social da ARCOR

A placa em 2000, a da 1ª. fase das obras

O projecto do Centro Social da ARCOR, então denominado Centro Cívico de Óis da Ribeira, foi entregue no Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Aveiro no dia 16 de Agosto de 1999.
Há 27 anos!´
Então denominava-se centro cívico, por incluir a sede da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira - a actual sede da UFTOR - União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira.
A direção era presidida pelo diácono Fernando Reis (falecido a 6 de Novembro de 2019, de doença e aos 85 anos, e o projecto tinha sido profundamente alterado, por exigência da Segurança Social. Passou a incluir, também, as valências de creche e infantário.
- NOTA 1: O projecto viria a ser aprovado no dia 27 de Setembro desse ano e incluía as valências de creche (para 30 crianças), jardim de infância (para 22) e ATL (para 40), centro de dia (para 30) e apoio domiciliário.
- NOTA 2A primeira pedra foi lançada a 27 de Fevereiro de 2000 e a primeira fase correspondeu à primeira placa - a da imagem. As obras, depois desta primeira placa, viriam a ser definitivamente retomadas a 22 de Outubro de 2001, já na direção do presidente Celestino Viegas.

- ANO 1899, há 127 anos: A morte do padre Ricardo Tavares da Silva !


A campa do padre Ricardo
Tavares da Silva, no Cemitério
Velho de Óis da Ribeira

Registo da morte
do padre Ricardo




O padre Ricardo Tavares da Silva era natural de Óis da Ribeira e faleceu a 15 de Agosto de 1899.
Há exactamente 127 anos!
Filho do proprietário João Tavares da Silva, de Óis da Ribeira, e de Maria Clara Duarte, governanta de casa e natural de Casal de Álvaro, tinha 77 anos e meio e faleceu, pelas 7 horas da manhã desse longínquo dia, de doença e na sua casa da Rua do Viveiro, actual Rua Adolfo Pires dos Reis. Recebeu os sacramentos de penitência e da extrema-unção.
Baptizado a 3 de Março de 1822, em Óis da Ribeira, era neto paterno de Francisco Ferreira Mateus e de Maria Tavares da Silva, esta de Travassô, e materno de Manuel Francisco Claro e Josefa Ferreira Duarte, esta de Casal de Álvaro.
- NOTA: O padre Ricardo foi sepultado em jazigo próprio (ver imagem ao lado), mandado erigir pelo seu irmão José Tavares da Silva, também sacerdote católico, e que fica na ala nascente do actual Cemitério Velho de Óis da Ribeira. Tinham um outro irmão também sacerdote, o padre Joaquim Tavares da Silva - que faleceu exactamente um ano antes (ver AQUI).

- ANO 1898, há 128 anos: A morte do padre Joaquim Tavares da Silva !

Registo de óbito do
padre Joaquim T. Silva
 .




O padre Joaquim Tavares da Silva era natural da vila de Óis da Ribeirae faleceu a 16 de Agosto de 1898. 
Há precisamente 128 anos!
Oriundo de uma família de sacerdotes, era irmão dos também padres Ricardo (falecido exactamente um ano depois) e José Tavares da Silva, todos filhos do proprietário João Tavares da Silva, de Óis da Ribeira, e de Maria Clara Duarte, governanta de casa e que era natural de Casal de Álvaro. 
O padre Joaquim tinha 75 anos e faleceu de doença, na sua casa da Rua do Viveiro, a actual Rua Adolfo Pires dos Reis. Recebeu os sacramentos de penitência e da extrema-unção.
Era neto paterno de Francisco Ferreira Mateus e de Maria Tavares da Silva, esta de Travassô, e materno de Manuel Francisco Claro e Josefa Ferreira Duarte, esta de Casal de Álvaro. 
- NOTA: Um ano depis, exactamente, faleceu seu irmão padre Ricardo Tavares da Silva. Os três irmãos padres foram também tios-avôs do padre (e futuro monsenhor) José Bernardino dos Santos Silva.

- ANO 1878, há 148 anos: Inventário de menores da Família Carmo (Saldanha) !


O Diário do Governo 187/1878


O Diário do Governo nº. 187, de 22 de Agosto de 1878, publicou o edital do Tribunal de Águeda, datado de 16 do mesmo mês, citando José Maria de Carmo e os filhos António Joaquim do Carmo e Vicente Maria do Carmo pelo inventário de menores decorrente da morte de Ana Rosa de Jesus, respectivamente sua esposa e filhos.
Há 148 anos!
Os três estavam ausentes em parte incerta do então chamado Império do Brasil. O actual Brasil. E tinham um prazo de 30 dias para deduzirem os seus direitos sobre a herança.
Ana Rosa de Jesus falecera a 29 de Julho desse ano, pelas 11 horas da noite e aos 51 anos, sem deixar testamento. Era natural de Cortegaça, filha dos jornaleiros Manuel Rodrigues da da Silva e Ana Francisca da Silva. Morava na Rua do Cabo.
- NOTA: Os seus descendentes actuais serão (?) os herdeiros da Família Saldanha, de Óis da Ribeira, Cabanões e Travassô.

- ANO 1934, há 92 anos: Três casamentos em 4 dias e mais um no Brasil!

David e Lucília



Três casamentos em quatro dias é o registo da vida social de Ois da Ribeira, há precisamente 93 anos e na Paróquia e Santo Adrião. E, já agora, ainda um quarto, no Brasil, filho de pai óisdaribeirense.
Vejamos:
1 - A 16 de Agosto de 1934, Lucília Soares dos Reis e David Soares dos Santos, ela filha de João Bernardino dos Reis e de Ana Rosa Soares dos Reis, ele de Manuel Soares dos Santos (Lopes) e de Margaria Gomes da Conceição.
O casal teve os filhos Milton (morador em S. Bernardo), Margarida (que foi casada com o já falecido diácono Fernando Reis) e Manuel Soares dos Reis e Santos (casado com a professora Laudelina Santos). David Soares dos Santos faleceu a 16 de Outubro de 2012, com 101 anos e 9 meses.
Felisbela P. Santos

2 - A 18, Delmira Pinheiro dos Reis e Joaquim Soares dos Santos (Cuchas), filhos, respectivamente, de José Maria Pinheiro dos Reis, ele de Bernardo Soares dos Santos e de Maria Rosa Pinheira dos Reis.Delmira e Joaquim já faleceram e tiveram os filhos Maria da Luz e Felizbela (também já falecidos) e Manuel Horácio Pinheiro dos Santos, residente na Rua da Pateira, em Óis da Ribeira.´
A morte presumida de Joaquim, datada a 16 de Junho desse mesmo ano, foi declarada por sentença do Tribunal Judicial da Comarca de Águeda a 9 de Janeiro de 1996. Nunca se soube onde, quando 
e em que circunstâncias faleceu e em que circunstâncias faleceu.

Clotilde Almeida
José F. Neves

3 - A 19, Clotilde Maria de Almeida e José Ferreira das Neves (Lodais), filhos, respectivamente, de António Maria da Silva e de Salvador Ferreira das Neves.
Clotilde e José também já faleceram e foram pais de Maria e Natália - igualmente cá residentes, na Rua Manuel Tavares (a do Cabo).
A notícia dava nota de que «todos os noivos são dotados de bons sentimentos e de apreciáveis faculdades de trabalho». Quanto ás noivas, referia o jornal que «possuem as melhores qualidades morais».
M. Assumpção

4 - ARTUR SILVA: A mesma local dava ainda notícia do casamento em Rio Grande do Sul, no Brasil, de Artur Pires da Silva, filho de Diamantino Francisco da Silva, com «uma senhorita filha única de pais brasileiros e abastados», já no dia 30 de Julho.
- NOTA: Artur Pires da Silva nasceu a 14 de Maio de 1907, gémeo de Maria Assumpção (Maria da Volta, na fotoao lado e mãe de Zola, Ondina e Orlando, já falecidos). Casou com Orência Vergara Maciel, a 30 de Julho de 1934, em Rio Grande, Estado de Rio Grande do Sul (Brasil). Lá terá falecido a 10 de Fevereiro de 1995.

sábado, agosto 15, 2026

O eclipse visto na pateira de Óis da Ribeira!

 





A imagem não é nossa, é do Bar Lounge Pateira - ver AQUI - nas tomamo-la como impessoal para dar ao mundo o eclipse, visto da pateira de Óis da Ribeira.
«A Pateira de Ois da Ribeira vestiu-se de gala para um espetáculo inesquecível! O eclipse trouxe consigo uma magia especial», notou o BLP na sua página de facebook, que citamos.
«A energia foi incrível e as memórias ficam para sempre gravadas nestas fotos fantásticas pela lente do fotógrafo Nuno Reis», sublinhou o BLP que, recordemos, é gerido pelo actor e animador cultural Nelson Luís.



O passeio da praceta da pateira de Óis da Ribeira...

Passeio em frente ao restaurante
António Tavares


O fotógrafo António Tavares dedica-se a divulgar a pateira e com belíssimas imagens que capta na lagoa e regularmemnte publica.

A 14 de Agosto e, disse ele, «só para lembrar à autarquia», alertou para o estado do passeio em frente ao restaurante «Pôr do Sol». Lembrando, assim, «que esta praceta se encontra assim», como se vê na imagem que publicamos ao lado, por ele captada no parque da pateira de Óis da Ribeira.
Ver AQUI, na sua página «Pateira de encantos».
António Tavares acrescentou que a publicação aconteceu «para não sermos criticados por só mostramos as belezas do nascer e pôr do sol». Ainda assim, como frisou, e «não querendo de maneira nenhuma ser alarmista», também entendeu alertar «existirem no parque árvores com muita necessidade de ser abatidas, pelo perigo que representam para quem debaixo delas procura, e bem, sombra para descansar».
O presidente da Junta de Freguesia da UFTOR leu o alerta e deu «troco», comentando que «vai ser melhorado».
«Sabemos o que temos um longo caminho a percorrer. Abraço e obrigado pelo alerta», comentou Sérgio Neves.
Assim seja, desde que todos os alertas sejam atendidos. E bem sabemos que não são.

- ANO 1993, há 33 anos: Paulo e Costa: os primeiros campeões nacionais da ARCOR!

 

António Costa
Paulo Santos

O dia 15 de Agosto de 1993 é histórico para a canoagem da ARCOR: António Costa e Paulo Santos foram os seus primeiros campeões nacionais!
A dupla pagaiou os 1000 metros de C2, escalão de juniores, no decorrer dos campeonatos disputados nas águas do rio Douro, a partir de Melres, em Gondomar.
Afirmaram-se categoricamente e, com esta histórica vitória, na histoia estao com o primeiro ouro nacional arcoriano.
A ARCOR, recordemos, tinha iniciado as suas actividades náuticas no verão de 1990. Apenas 3 anos antes.
António Costa é actualmente empresário do sector da construção civil, administrador da empresa António Rodrigues & Costa, Lda., e é atleta veterano da ARCOR, campeão nacional em título de K4, escalão de Veteranos B, António Monteiro, Paulo Gomes e João Ferreira.
Paulo Gonçalves dos Santos é filho de José Santos, que reside no chamado Bairro Alto, da Rua Nossa Senhora de Fátima e mora(rá) nos arredores de Aveiro. A mesma dupla, no mesmo dia, foi terceira classificada na distância de 500 metros.
- NOTA: O d´Óis Por Três tem muito gosto em, de novo, aqui deixar este registo, para a memória futura da canoagem da ARCOR. Que tão esquecida nos parece andar da sua própria história.

- ANO 1913, há 113 anos: Passaportes para o Brasil e para Manuel (Lopes) e José Maria!

Registo dos passaportes de Manuel e José Maria
Manuel Soares
Sanos (Lopes)



O Governo Civil de Aveiro emitiu a 15 de Agosto de 1913 passaportes para dois óisdaribeirenses emigrarem para o Brasil: José Maria e Manuel.
Há 113 anos!
Manuel Soares dos Santos (Lopes, na foto), tinha 22 anos e era filho de Bernardino Soares dos Santos e de Maria Rosa Estima. Casou a 27 de Outubro de 1910, 17 dias depois do derrube da Monarquia, com Margarida Gomes da Conceição, de 
José Maria Pires
dos Reis (Maia)
26 anos. O casal teve os filhos David, Deolinda, Isaura, Mirene, Zulmiro e Lurdes (já todos falecidos).
Margarida viria a falecer a 28 de Agosto de 1952 e Manuel Soares dos Santos (Lopes), em segundas núpcias, casou-se com Ludovina Pires da Costa, a 9 de Abril de 1953, em Aveiro. Faleceu a 5 de Fevereiro de 1959.
José Maria Pires dos Reis, de 22 anos e solteiro, era trabalhador rural e filho de José Constantino dos Reis (tragicamente falecido por afogamento num poço de Segadães, a 10 de Janeiro de 1905) e de Maria Rosa Maia, irmão de Manuel (o chamado Regedor Velho), João, José Augusto, Leonor, Ana, Maria Ceeste, Rosa, Sebastião, Augusto e Fernando (Peralta). Já todos falecidos.
- NOTA: Ambos emigraram para o Estado de Espírito Santo, onde ao tempo se encontrava o padre José Bernardino dos Santos Silva, que ao tempo por lá missionava. Manuel regressou a Portugal, mas José Maria nunca regressou, por lá fazendo toda a sua vida familiar e profissional.

- ANO 1910, há 116 anos: Olívia Reis, o último baptismo da Monarquia!

O registo de baptismo de
Olívia P. dos Reis



O último baptismo do tempo da Monarquia Portuguesa celebrado na Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira foi o de Olívia Pinheiro dos Reis, a 15 de Agosto de 1910.
Há 116 anos.
Nascida no dia 3 anterior, era filha dos lavradores Bernardino Alves dos Reis e Ana Rosa Pinheiro dos Reis, neta paterna de José Maria Alves dos Reis e de Felicidade Tavares da Conceição, neta materna de José Matos dos Reis e de Ana Alves Pinheira.
A cerimónia foi celebrada pelo padre José Bernardino dos Santos Silva e padrinhos foram Amadeu Soares Pereira, estudante e solteiro, e Olívia Soares do Espírito Santo - que supomos ter seguido a vida monástica e era filha de Manuel Filipe Soares, o construtor da casa apalaçada que agora é de João Gomes e foi do (seu) avô José Resende. Teve pelo menos 2 irmãos: Jaime e Manuel Pinheiro dos Reis, que foram residentes em Ois da Ribeira.
- NOTA: Sobrinhos-netos, são Maria Erminda (Aveiro e Ois) e o dr. José Bernardino Estima Reis (falecido a 29 de Dezembro de 2021 e residente no Porto), filhos de Jaime. E Vasco Almeida Reis, que residiu e faleceu em Travassô, no dia 29 de Agosto de 2018.





- ANO 1899, há 127 anos: A morte do padre Ricardo Tavares da Silva !

A campa do padre Ricardo
Tavares da Silva, no Cemitério
Velho de Óis da Ribeira



O padre Ricardo Tavares da Silva era natural de Óis da Ribeira e faleceu a 15 de Agosto de 1899.
Há 127 anos!
Filho do proprietário João Tavares da Silva, de Óis da Ribeira, e de Maria Clara Duarte, governanta de casa e natural de Casal de Álvaro, tinha 77 anos e meio e faleceu, pelas 7 horas da manhã desse longínquo dia, de doença e na sua casa da Rua do Viveiro, actual Rua Adolfo Pires dos Reis. Recebeu os sacramentos de penitência e da extrema-unção.
Baptizado a 3 de Março de 1822, em Óis da Ribeira, era neto paterno de Francisco Ferreira Mateus e de Maria Tavares da Silva, esta de Travassô, e materno de Manuel Francisco Claro e Josefa Ferreira Duarte, esta de Casal de Álvaro.
- NOTA: O padre Ricardo foi sepultado em jazigo próprio (ver imagem ao lado), mandado erigir pelo seu irmão José Tavares da Silva, também sacerdote católico (presbítero), e que fica na ala nascente do actual Cemitério Velho de Óis da Ribeira. Tinham um outro irmão também sacerdote, o padre Joaquim Tavares da Silva.

sexta-feira, agosto 14, 2026

Lixo e falta de marcação de lugares no novo parque de estacionamento da Igreja

O lixo de há 5 anos!
Lixo no Surpel


O d´Óis Por Três, há 5 anos, lembrava que a 6 de Junho desse ano de 2021, já lá iam dois meses e mais de uma semana, AQUI tinha falado do canteiro de flores esquecido atrás dos contentores dos variados lixos que «embelezam» o parque de estacionamento criado após a demolição da casa da sra. Maria Eugénia Estima Ferreira dos Reis.
Mesmo em frente à igreja de Santo Adrião, o padroeiro de Óis da Ribeira.
Ver ao lado.
O parque ainda não demarcado (ate aos dias de hoje) que fica mesmo em frente à Igreja Paroquial de Santo Adrião de Óis da Ribeira.
Local nobre da vila!
Voltamos a falar do assunto, surpreendidos e desiludidos, a 11 de Julho (AQUI), por o encontrarmos adornado com sacos de lixo abandonado.
Hoje, 5 anos depois, voltamos ao assunto.

O parque de estacionamento está
por demarcar há... 11 anos

Um parque por
demarcar há 11 anos!


A demolição da casa, vale a pena recordar, foi feita em 2015, há 11 anos e deu lugar à rectificação da Rua Benjamim Soares de Freitas (anulando a perigosa e estreita curva que ai existia) e à construção de passeio e alargamento da Rua Benjamim Soares de Freitas, na chamada Carreira da Igreja e até ao quintal de Maria do Carmo/João Soares. Até ao espaço que mais tarde foi alargada - como agora se conhece.
Ao tempo de há 11 anos, a demolição e obras implicitamente, muito beneficiou o Largo da Igreja de Óis,  dando fluidez e segurança do tráfego local.
Porém, é verdade que ficou por marcar o espaço de estacionamento - que continua anárquico e desde há anos prejudicado pela instalação dos contentores... - e até ficou, imagine-se, com um poço particular no meio do parque. Coisa surpreendente e insólita, mas... é a vida!

E lá continua, até hoje e não se sabe até quando!
- NOTA: Até aos dias de hoje, dia 14 de Agosto de 2026, o parque continua por demarcar os seus espaços de estacionamento. Assim se faz o «cuidar do herdado para deixar em legado». E já la vão 11 anos!




- ANO 1960, há 66 anos: Membro do Governo visitou a pateira!

 

O Secretário Nacional da Informação, César Moreira Baptista, na pateira e com
a margem de Óis da Ribeira em fundo, a 14 de Agosto de 1960. Há 66 anos!
César Moreira Baptista (ao centro)


A tradicional apanha do moliço na pateira foi motivo, a 14 de Agosto de 1960, para a visita de César Moreira Baptista, que, ao tempo, era o Secretário Nacional da Informação.
Há 66 anos!
A visita coincidiu com as festas de Nossa Senhora da Saúde, em Fermentelos, e o governante foi recebido pelas autoridades locais, depois apreciando a lagoa e conhecendo as suas características.
A memória óisdaribeirense relaciona esta data com um «ataque» nocturno à inscrição «Óis da Ribeira» que o então presidente da Junta de Freguesia (Manuel Tavares) fez pintar em letras gigantescas no muro da sua propriedade imediatamente a sul do restaurante (que ao tempo não existia), viradinho para a pateira. Propriedade que agora é propriedade da Junta de Freguesia.

Óis da Ribeira em
letras garrafais !

A iniciativa, feita a título pessoal (e não como autarca), pretendia dar visibilidade ao nome de Óis da Ribeira, que iria ser filmado pela RTP, no decurso da visita de César Moreira Baptista. 
Daí, a razão de serem letras garrafais. Mais poumenos como as que pode ver ao lado.
O problema é que desconhecidos amigos da onça (que não de Óis da Ribeira e, ao tempo, apontava-se para o outro lado da pateira), rasgaram as letras a picareta, inutilizando-as e obrigando a que urgentemente fossem repostas e guardadas pela calada das noites que se seguiram, até ao alvorado dia 14 de Agosto de há 66 anos, quando veio o Secretário de Estado da Informação.
Estes tempos eram tempos de outros e mais fartos brios óisdaribeirenses!
- NOTA: O filme da RTP pode ser (re)visto AQUI

- ANO 1951, há 75 anos: José Bernardino Estima Reis - o dr. Zeca !

O dr. Estima Reis (Zeca)

Posse na ARCOR
a 15/05/2021


O dr. José Bernardino Estima Reis foi presidente da direção da ARCOR e faleceu no exercício destas
funções, a 29 de Dezembro de 2021 e vítima de doença. 
Nasceu a 14 de Agosto de 1951. 
Hoje faria 75 anos.
Licenciado em economia e direito, era natural de Óis da Ribeira e filho de Jaime Pinheiro do Reis (negociante de gado e proprietário) e de Erminda Soares Estima, que moraram na Rua Manuel Maria Tavares da Silva (a antiga Rua do Cabo). Neto materno de José Maria Estima que foi  presidente da Junta de Freguesia.
Empresário internacional das áreas dos cimentos, ferro e madeiras e, na ARCOR, também foi presidente da assembleia geral (nos mandatos de 1997/1998 e 1999/2000) e do conselho fiscal (em 1985/1986 e 1987/1988). Era casado com a professora Cândida Tavares Ferreira e o casal teve 3 filhos.
A posse de Zeca Estima Reis na ARCOR

Amigo e benfeitor
das associações !

O dr. Zeca Estma Reis estava radicado no Porto há meio século mas sempre acompanhou a vida associativa de Óis da Ribeira, continuadamente apoiando a Tuna / AFOR e a ARCOR.
Apoios da natureza financeira e, no caso arcoriano, como dirigente, como atrás de diz, e empossado presidente da direcção a 15 de Maio de 2021, então anunciando «um novo paradigma para salvar a ARCOR», numa altura em que a instituição tinha 6000 euros de prejuizo mensal. Infelizmente, o seu mandato foi interrompido pela sua morte, vítima de doença.
- NOTA: O dr. José Bernardino Estima Reis, popularmente conhecido como Zeca, foi considerado o «Presidente do Século» da Associação de Natação do Norte de Portugal, a cuja direção presidiu de 1990 a 2000. - Ver AQUI.

- ANO 1945, há 81 anos: Os terrenos cedidos para a escola primária d´Óis!

A escola de Óis da Ribeira, actual Sede 2 da Tina/AFOR



A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira reuniu a 14 de Agosto de 1945 e deliberou que ficassem registadas em acta as áreas dos terrenos dispensados para a construção da escola primária.
Reunião a uma quarta-feira de há precisamente 81 anos!
Os proprietários foram os seguintes, envolvendo as áreas indicadas:
- JOÃO SIMÕES ESTIMA, que era de Espinhel: 193,5 metros quadrados, que trocou com José Maria Estima, com área de 193,62m2.
Comodato CMA /
Tuna/AFOR
- MANUEL SOARES DOS SANTOS (Lopes, o tesoureiro da Junta): Fez a troca e recebeu 200$00 de João Simões Estima.
A Junta de Freguesia de há 81 anos era presidida por Benjamim Soares de Freitas e também incluía o secretário Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha (professor).
- NOTA: O edifício e logradouro da escola primária de Óis da Ribeira, como se sabe, foram cedidos, em 2023, à Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa pela Junta de Freguesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira. Que entretanto deles abdicou. A 28 de Setembro de 2023 e por protocolo assinado pelas duas partes - em forma de contrato de comodato -, foram cedidos pela Câmara à Tuna / Associação Filarmónica e Óis da Ribeira (AFOR).

- ANO 1896, há 130 anos: O Juízo de Paz da vila de Óis da Ribeira!

O Diário do Governo 181/1896


O Diário do Governo nº. 181, de 14 de Agosto de 1896 publicou o edital de constituição do Juízo de Paz de Óis da Ribeira.
Há 130 anos!
O despacho era da 2ª. Repartição do Ministério dos Assuntos Eclesiásticos e de Justiça, através da Direção dos Negócios de Justiça, já de 6 de Agosto imediatamente anterior, assinado por António dá Azevedo Castello Branco e por «o Ministro e Secretário d’Estado dos Negócios Ecclesiásticos e de Justiça assim o tenha entendido e faça(m) executar».
- NOTA: Óis da Ribeira, segundo o mesmo despacho, pertencia então ao Distrito Judicial da Relação do Porto, que tutelava o Distrito Administrativo de Aveiro e este, por sua vez, a Comarca de Águeda. Esta, estava dividida em três distritos: Aguada de Cima, Valongo do Vouga e Águeda (a que pertencia Óis da Ribeira, como se pode ver na imagem).

quinta-feira, agosto 13, 2026



A Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira (AFOR)
O cartaz de Nossa Senhora da Saúde do Repolão





A Tuna / Asociação Filarmónica de Óis da Ribeira (AFOR) tem «jornada» dupla neste próximo fim de semana - no mesmo dia, o sábado, dia 16 de Agosto de 2026.
Um dia de feriado nacional.
O primeiro serviço será logo pela manhã, na Festa de Nossa Senhora da Saúde, no Repolão e com a arruada das 8 horas. Às 10 horas, acompanhará a missa solene e a procissão (como se pode ver no cartaz 
Nossa Senhora do
Amparo (Travassô)
ue publcanos aqui ao lado).
A tarde será tempo para abrilhantar a festa 
de Nossa Senhora do Amparo, em Travassô. 
A sua participação está programada para as 16 horas, quando acompanhará a missa solene e a procissão do evento religioso da vizinha freguesia.
A Tuna / AFOR já no dia 9 (o último domingo) teve serviços a dobrar, actuando de manhã em Pardelhas (na festa em honra de S. Lourenço) e, à tarde, em Ouca de Vagos, na festividade que celebrou Nossa Senhora das Virtudes.
 

Slalon da ARCOR Canoagem em 8º. lugar nacional de Esperanças de 2023!


O cartaz oficial da prova
Afonso Faria
Rodrigo Neves



A ARCOR Canoagem, clube de Óis da Ribeira,  participou, a 13 de Agosto de 2023, na terceira e útima etapa do no Campeonato Nacional de Esperanças de Slalom III e somou 24 pontos para o ranking nacional dessa época.
A prova decorreu no Tanque Principal do Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha, município 
Diana Moreira e
Romeu Fernandes
do distrito de Santarém, com atletas de K1 e C1 dos escalões mínimos, iniciados, infantis e cadetes - masculinos e femininos.
As duas mangas competitivas disputaram-se a partir das 10 e das 14 horas - sendo de ontem (sábado) o período de treinos livres para todos os participantes nisso interessados.
Os jovens atletas arcorianos foram debutantes nesta especialidade e nesta época desportiva, neste caso já na terceira e última prova do campeonato nacional. Individualmente, obtiverem as seguintes classificações:
- K1 Infantis B: 4º.-Afonso Faria, 16 pontos.
- K1 infantis A: 9.-Rodrigo Henrique das Neves, 6 pontos.
- K1 Cadetes: 12º.-Rodrigo Ferreira de Almeida, 2 pontos.
- K1 iniciados: Marcelo Santos, desclassificado.

Classificação colectiva em VN da Barquinha


Slalon da ARCOR
em 8º. lugar nacional!
  
A organização foi da Federação Portuguesa de Canoagem, do Clube Náutico Barquinhense e do Conselho Nacional de Arbitragem, sendo juiz-árbitro o óisdaribeirense Romeu Fernandes, numa 
A classificação final do CNE  de 2023
equipa que também incluiu Diana Moreira.
As provas decorreram no Tanque Principal do Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha e, com 580 pontos, venceu o Aventura Marão Clube, de Amarante, seguido do Náutico Barquinhense, de Vila Nova da Barquinha (466 e segundo lugar), do DKC de Viana do Castelo (420 e terceiro), do Desportivo de Nabância, de Tomar (70 e quarto) e da ARCOR, em 5º. lugar (22). O indvidual João Rocha Soares foi sexto (22).
A classificação final nacional, conforme imagem anexa, ficou liderada pelo Aventura Marão Clube, de Amarante (com 1 708 pontos), seguido do DKC de Viana do Castelo (1 208 e segundo), do Clube Náutico Barquinhense, de VN da Barquinha (1 106 e terceiro), do Águas Bravas, também de Amarante (182 e quarto), da Associação Desportiva de Amarante (182 e quinto), do GDC de Nabância, de Tomar (102 e sexto), do Clube de Canoagem Scalabitanos, da Ribeira de Santarém (102 e sétimo),  da ARCOR Canoagem, de Óis da Ribeira, em Águeda (24 e oitavo lugar) e do individual João Rocha Soares (22).