terça-feira, janeiro 06, 2026

As taxas e coimas dos cemitérios para o ano de 2026!

 

A entrada do parque de estacionamento do Cemitério Novo de Óis da Ribeira

Aspecto do parque de estacionamento (Dezembro de 2024)


Uma das propostas da Junta de Freguesia da UFTOR para 2026 é o alargamento do cemitério de Óis da Ribeira para a zona de estacionamento.
Queremos acreditar na bondade da proposta que consta do plano de actividades - uma das dezenas que a AFTOR seguramente irá  aprovar na sessão a convocar e que substituirá a de 29 de Dezembro e suspensa por irregularidade na convocação.
A Junta de Freguesia da UFTOR é, como todos sabemos, muito pródiga a anunciar intenções, a mais das quais nunca se concretizando.
Neste caso, talvez se pudesse questionar a imperiosidade desta provável obras, tendo em conta o espaço disponível no Cemitério Novo, para novas sepultura
Falta-nos tempo e paciência para fazer o respectivo inventário.
Os talhões livred do Cemitério Novo

As taxas e coimas
dos cemitérios!

Por hoje, e de cemitérios falando, vimos dar conta das taxas propostas pelo executivo e que os eleitos da AFTOR certamente irão aprovar.
Só as mais relevantes, quanto à cessão de terrenos:
- Capelas/jazigos: 10 000 euros.
- Para capela, com projecto a aprovar pela Junta (2,80m x 3m): 3000 euros.
- Sepulturas simples com fundações, de 2m x 1m2: 1300 euros.
- Execução de fundações (pela JF): 500 euros.
- Gavetões para ossadas: 350 euros.
A proposta envolve mais duas dezenas de taxas, dando nós conta de algumas, das mais relevantes, quando a transmissões:
- Sepulturas perpétuas, para novos proprietários: 110 euros.
- Sepulturas perpétuas duplas, idem: 220 euros.
- Para capelas/jazigos: 220 euros.
- Sepulturas perpétuas inter-vivos: 330 euros.
- Sepulturas duplas: 500 euros.
- Para capelas: 500 euros.
Já agora e quanto a coimas:
- Construções no cemitério sem autorização: 500 euros.
- Depósito de folhas velhas e resíduos fora dos contentores: 200 euros.

- ANO 1990, há 36 anos: Teatro da Arcor estreou a peça «D. Álvaro de Abranches»!


Teatro da ARCOR, há 36 anos: a estreia da peça «D. Álvaro de Abranches» 
Firmino Santos
Isauro Santos


O dia 6 de Janeiro de 1990, o tradicional Dia de Reis, foi um sábado e tempo e noite de estreia da peça «D. Álvaro de Abranches», levada a palo pelo Grupo de Teatro da ARCOR. 
Já lá vão 36 anos...
A peça foi ensaiada pelos irmãos Firmino e Isauro Carva-
lho e Santos e (julgamos saber) «internacionalizou-se» com uma apresentação na Figueira da Foz e nas comemorações do 25 de Abril desse ano. 
As actuações desse ano foram em Eirol (a 13 de Janeiro), Recardães (a 14), Frossos (a 20), Alquerubim (a 27), Avelãs de Caminho (a 3 de Fevereiro), Mourisca do Vouga (a 4), Troviscal (a 10) e Ois da Ribeira (11), Figueira da Foz (7 de Abril) e CEFAS, salão de Águeda (21 de Abril).
Os actores dessa etapa artística da ARCOR foram Paulo Rogério Framegas, Paulo Silva, Cristina Silva, Hélder Pires, Manuel Alberto Resende, Dionísio Prazeres (já falecido), Elisabete Fernandes, Manuel Horácio Reis, Lotário Santos, Hélder Prazeres, Danilo Costa e António Salvador Reis. 
O programa incluía a comédia «O Criado André» e as receitas das várias representações atingiram os 193 050$00, qualquer coisa como o equivalente a actuais 2.600 euros, segundo o conversor da PORDATA. Nada mau, para esse tempo!
- NOTA: O Grupo de Teatro da ARCOR (GTA), como todos sabemos, está fora dos palcos (extinto?) deste 2012. Infelizmente, já lá vão 14 anos, o que é uma grande, grande pena.

- ANO 1907, há 119 anos: Concerto de Reis da Tuna com vinho fino e charutos!

 

A bandeira oferecida pelo Conde de Águeda

A Tuna de Óis
 da Ribeira



A Tuna de Óis da Ribeira apresentou-se no Largo do Cruzeiro a 6 de Janeiro, Dia de Reis do ano de 1907, com «as melhores peças do seu variado reportório».
Há 119 anos!
O Largo do Cruzeiro é o actual Largo do Centro Social da ARCOR e as peças executadas «foram coroadas de aplausos», segundo reportava a imprensa da época. Que também deu conta que os músicos tunantes «executaram magistralmente o Hino Conde de Águeda», aristocrata que recentemente lhes tinha oferecido a bandeira da agremiação - ainda hoje existente. Ano  2026!
Nota curiosa desse dia de há 119 anos e da «numerosa assistência» que assistiu ao concerto, foi a presença de «indivíduos de S. Tiago de Riba-Ul e outras localidades» e que «ficaram encantados com a sua bela execução», por isso mesmo, «ofereceram aos tunos vinho fino e charutos de ocasião».
Bons tempos!!!

- ANO 1 903, há 123 anos: A Missa Nova do padre José Bernardino Santos Silva!

 

O padre José Bernardino na inauguração da ponte deÓis da Ribeira
 
Padre/Monsenhor José
Bernardino Santos Silva


O padre José Bernardino dos Santos Silva celebrou Missa Nova na Igreja Paroquial de Santo Adrião de Óis da Ribeira no Dia de Reis de 1903.
Há precisamente 123 anos!
Filho do lavrador Manuel Tavares Duarte e de Maria José Santos Silva, governante de casa (e dirigente política local, do Partido Progressista), era neto paterno de João Tavares da Silva e de Maria Clara Duarte, neto materno do médico cirurgião José dos Santos Silva e de Ana Catarina Soares. 
Nasceu a 8 de Julho de 1880.
Pároco da Trofa, entrou depois em Santo Adrião de Óis da Ribeira a 6 de Abril de 1908 e também exerceu sacerdócio em Coimbra e no Estado do Espírito Santo, no Brasil (na paróquia de Muqui e outras).
Monárquico convicto, foi acusado de alta traição pelo Regime Republicano e teve de «fugir» para o Brasil - já depois de ter estado preso durante 5 meses, nas prisões do Alto do Duque e do Limoeiro, em Lisboa - de onde foi solto, sob fiança, a 22 de Maio de 1912. 
Foi julgado à revelia pelo Tribunal Militar de Coimbra, regressou em data desconhecida e, entre outras funções eclesiásticas, foi Consultor Diocesano, pároco e Arcipreste de Águeda.
A casa do padre/monsenhor José
Bernardino dos Santos Silva

Presidente da
Comissão da Ponte

O Papa Pio XI elevou-o à dignidade de Camareiro Secreto, com o título de Monsenhor, e Águeda, onde paroquiava nessa altura, prestou-lhe «justa a eloquente homenagem».
O padre José Bernardino Santos Silva foi presidente da comissão da ponte durante muitos anos, desde a primeira década do Século XX (com as interrupções decorrentes da sua missão no Brasil) e até à construção e inauguração - a 25 de Maio de 1952. Faleceu a 18 de Janeiro de 1960, de doença e às 21 horas, aos 79 anos e na sua casa de Óis da Ribeira - a casa da imagem ao lado, demolida no princípio dos anos 2000 e onde agora parque de estacionamento da ARCOR.
- NOTA: Sobrinhos-netos actualmente residentes em Óis da Ribeira são os irmãos Mariazinha, António e Maria Laura Ferreira dos Santos Resende - filhos da Manuel dos Santos Ala de Resende, filho da sua irmã Bernardina.

segunda-feira, janeiro 05, 2026

Junta vai receber 42 000 euros de delegações de compertências em 2026!

 

A manutenção das placas do percurso pedestre (em Junho de 2025)
As transferências da Câmara para as Juntas


A Junta de Freguesia (JF) da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR) irá receber 42 000 euros em 2026, nos termos da adenda ao protocolo de delegação de competências assinado (e sempre automáticamente renovado) em 2018, aprovado na Assembleia Municipal de Águeda do dia 27 de Abril desse ano.
O objectivo da delegação de competências mantêm-se:
1 - Manutenção dos espaços verdes;
2 - Limpeza de vias e outros espaços públicos, incluindo sargetas e sumidouros;
3 - Manutenção, reparação e substituição de mobiliário urbano.
A delegação de competências consta(va) da agenda de trabalhos da Assembleia de Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira (AFTOR) que foi convocada para 29 de Dezembro de 2025, mas foi suspensa por erro de convocatória- ver AQUI e AQUI
O protocolo, seguramente, será aprovado na próxima AFTOR,  que ainda não está convocada mas irá «substituir» essa mesmo - a de 29 de Dezembro de 2025.
Talvez valesse a pena, entretanto, que os eleitos de TravassÓis se perguntassem (e interrogassem quem deviam) sobre o que, nos termos destas 
renovadas delegações de competências, tem vindo a (não) ser feito pela Junta de Freguesia nestes já 8 anos da sua vigência. Mas isto somos nós a dizer...

- Há 5 anos: Jacintos e draga: uma luta de mais de 14 anos! Agora, já são19!

A pateira cheia de jacintos. Há 5 aanos!

A draga-ceifeira em acção, a 04/01/2021


O d´Óis Por Três de 5 de Janeiro de 2021, há 5 anos, deu conta que, e recordamos, «a draga/ceifeira «Pato Bravo» retomou ontem os trabalhos de recolha de jacintos».
Lembremos o nosso texto desse dia:
«Primeiro dia útil do novo ano e uma luta antiga que se reinicia», proclamou o presidente da Câmara Municipal de Águeda, com a mesma oportunidade que poderia ter falado em Dezembro de 2006, já lá vão mais de 14 anos, quando a draga se «estreou» na pateira.
Há 14 anos, imaginem!
Passaram-se 14 anos!
A draga foi então adquirida por 185 000 euros (seriam agora 216 300, segundo o conversor da Pordata) em concurso internacional, e, na altura, era apontada como a solução para o já problemática jacintização da lagoa.
«Retirando os meses de inverno duro e as cheias, o que implicará que a máquina seja retirada da água, o resto do tempo será de trabalho», garantiu Gil Nadais, o então presidente da Câmara Municipal de Águeda.
Não viria ser bem assim e a draga andou por uns quantos outros rios, outras ribeiras e lagoas de Portugal, «esquecendo-se» a pateira - que era (é) o seu destino.
A draga-ceifeira na pateira a 04/01/2021

Cuidar desta
verdadeira maravilha


O actual presidente da Câmara afirmou ontem que «a ceifeira aquática continua em atividade e a Câmara Municipal de Águeda, continua a ser a única entidade, a dar luta à praga de jacintos de água na pateira».
«Vamos continuar a cuidar desta verdadeira maravilha, que é a nossa Pateira», proclamou Jorge Almeida.
Não duvidamos das intenções do autarca, mas a verdade é que este tipo de declarações já entrou na banalidade, 14 anos depois de a draga-ceifeira ter sido lançada às águas da pateira e de delas ter sido retirada várias vezes, nem sabemos quantas.
A última entrada foi a 21 de Setembro de 2020 e com o mesmo objectivo: fazer a limpeza dos jacintos que infestam a lagoa e também a prejudicam e enfeiam, para além de impedir as habituais actividades desportivas e de lazer que nela se desenvolvem.
A draga «Pato Bravo» foi, na prática, uma ceifeira aquática que, há 14 anos, limpou qualquer coisa como
 13 000 toneladas de jacintos, de acordo com uma nota camarária desse tempo.
Muitas toneladas, certo?
Mas não as suficientes para evitar que, todos estes anos depois, continuemos com o mesmo problema. O da jacintização da pateira. Este, é o problema!».
- NOTA: Hoje  e passados 5 anos - e já lá 19, de jacontos que nunca mais acabam... -, a grande novidade é que desde28 de Setembro de 2025, vésperas das eleições autárquicas, foi descarregada uma segunda draga - ainda não operacional, por, dizem-nos, falta de formaçã ao(s) futuro(s) operador(es).

- ANO 1930, já 126 anos: Um alegre Dia de Reis... com uma Tuna Nova !


A Tuna em 1931. De pé, Óscar Matos, Serafim Reis, David Santos, Neca Resende (com a bandeira), Manuel
Carvalho (Girão), Edmundo Reis, Abílio Viegas e José Framegas. Sentados, Aires Carvalho, José Maria Costa,
  Virgilino Carvalho e Fernando Pires Soares (Barrão). À frente, José Maia (da Piedade),
José Ferreira dos Reis (da Luz/Olívia) e Alberto Almeida (Calceteiro)

A bandeira oferecida pelo Conde Sucena

A então chamada nova Tuna de Óis da Ribeira saiu à rua pela primeira vez, em Dia de Reis de 1930. 
Há exactamente 96 anos!
Tuna que, como lemos no «Jornal da ARCOR» de 30 de Março de 1980, que citamos, «deve seguir as tradições da sua antecessora, no seu mister».
A estreia, ainda segundo o extinto jornal associativo, «era aguardada com ansiedade, tendo gerado aplausos»
Os números de música que executou agradaram e com a bandeira oferecida pelo Conde de Sucena desfraldada (foto ao lado), a Tuna percorreu as ruas da vila «pelo meio da tarde e à noitinha, visitando as casas dos visitantes a tocar a e cantar os Reis, recolhendo donativos para a caixa, recebendo dinheiro, chouriços e salpicões, que é costume dos outros anos os lavadores oferecerem nestas ocasiões».
A venda dos chouriços rendeu 30 000 reis.
«À Tuna, é bom que os rapazes dêem auxílio, juntando-se-lhe o fim de que não lhe faltem elementos, pois que a antiga Tuna chegou a tocar com 25 figuras e foi então que chegou ao auge», reportava o jornal, citando notícia da época, que desejava à nova Tuna de Óis da Ribeira «uma vida cheia de felicidades, bem como ao seu regente» - que era Óscar Pereira de Matos, «um novo mas um trabalhador».
- NOTA: A Tuna de há 126 anos é a actual Associação Filarmónica de Óis da Ribeira (AFOR)

- ANO 1990, há 36 anos: A segunda Junta de Freguesia do presidente Manuel Soares!


Manuel Soares dos Reis e Santos


A segunda Junta de Freguesia de Óis da Ribeira presidida por Manuel Soares dos Reis e Santos tomou posse a 5 de Janeiro de 1990. 
Há precisamente 36 anos!
O mandato autárquico local era o de 1990/1993 e o executivo integrava o secretário Fernando Tavares Pires (futuro presidente da Junta) e o tesoureiro Hernâni Framegas dos Reis (entretanto já falecido e que, em 1976, liderara a lista do CDS).
A Assembleia de Freguesia era presidida por Diamantino Alves Correia, com os secretários Armando Simões das Neves (1º.) e José Melo de Oliveira (2º.) - todos eleitos do PSD.
As eleições autárquicas tinham-se realizado a 17 de Dezembro de 1989 e o PSD vencera em Óis da Ribeira, com 273 votos, ante as candidaturas de Armando Tavares dos Reis, que liderou a lista do PS (143), de Eugénio Reis Pinheiro, do CDS (37) e de António Simões Pereira, da CDU (3).
Manuel Soares dos Reis e Santos sucedia a ele mesmo, pois, também candidato do PSD, já vencera as eleições de 1985, então com 252 votos, ante os 120 de Armando Tavares dos Reis (PS) e os 45 de Arménio Pinheiro da Silva (85).

domingo, janeiro 04, 2026

O novo ano social e o (não) aniversário da ARCOR!

 

Os 25 anos da associação no «Jornal da ARCOR»

O sede e centro social da ARCOR


A ARCOR iniciou o novo ano de serviços sociais e desportivos, com um orçamento de despesa prevista de 818 552,12 euros. E receitas previstas de 841 884,16. O que, a concretizar-se, resultará em 2323 332,04 euros de resultados liquidos.
O que, convenhamos, será excelente!
As remunerações do pessoal são a principal despesa: 543 449,77 euros. Envolvendo salários, contribuições e seguros.
O ano civil de trabalho começou anteontem, dia 2 de Janeiro de 2026, e aqui vamos deixar o plano a actividades do sector social para este mesmo mês:
- Dia 6: Comemoração do Dia de Reis: Cantar dos Reis no centro social e nas ruas da vila, com os utentes da creche, pré-escolar e centro de dia.
- DIA 19: Comemoração interna do dia de aniversário da ARCOR: 47 anos!
Imprecisamente, o plano de actividades da associação refere que é o 46º. aniversário. Mas não é: a fundação, na verdade, foi em 1979 - a 19 de Janeiro.
A mesa de honra dos 25 anos: presidentes Armando Ferreira
(do CF), Celestino Viegas(D) e Fernando Pires (da JF),
comendador Almeida Roque, Jorge Campino (SS), José
Luís Quaresma (AG), Horácio Marçal (da AM) e
Nair Barreto (da Câmara)

Os 25 anos
da ARCOR!

O programa prevê a realização de uma festa intergeracional e lanche de convívio entre os utentes das várias respostas sociais.
Quanto a almoço (ou jantar) comemorativo, aberto a sócios, amigos, apoiantes e entidades oficiais, mais uma vez não se realiza. Vá lá saber-se a razão.
Tradicionalmente, junta(va) centenas de pessoas e, para além da comemoração (em si), era uma importante fonte de receita para a tesouraria associativa.
O primeiro aniversário festejado no salão do centro social foi o de 2004 - o dos 25 anos!!!...
«A festa do 25º. aniversário da ARCOR decorreu, com brilhantismo, no dia 25 de Janeiro, envolvendo 312 pessoas. E encheu o salão cultural do centro social», reportou  o «Jornal da ARCOR», como se pode rever na imagem ao lado.
Os aniversários seguintes foram sempre festejados, pelas diversas direcções: as dos presidentes Celestino Viegas (de 2002 a 2005), Agostinho Tavares (2005 a 2010), João Gomes (2011 e 2012), Manuel Soares (2013 a 2016) e Mário Marques (2017 a 2021).
A pandemia «interrompeu» as comemorações e, depois disso, não mais se realizou a festa arcoriana de aniversário. Nomeadamente, na direção do presidente Dinis Alves (o actual e desde 2022).
A mesa de honra dos 25 anos teve presença, como se pode ver na imagem, dos presidentes Armando Ferreira (do CF da ARCOR), Celestino Viegas (da direcção) e Fernando Pires (da Junta de Freguesia), do comendador Almeida Roque, Jorge Campino (director da Segurança Social de Aveiro), José Luís Quaresma (assembleia geral da ARCOR), Horácio Marçal (presidente da Assembleia Municipal), Nair Barreto (presidente da Câmara) e também do padre Júlio Grangeia e de Orlando Cruz (delegado distrital do INATEL).
O Governador Civil de Aveiro era José Manuel Pinho Leão e não esteve, por razões de última hora (na altura justificadas).



 


O paredão há 77 anos! O paredão em 2026! Diferenças!...

O paredão de Óis da Ribeira ainda está para requalificar, de contrato assinado em Setembro
de 2017. Estamos em Janeiro de 2026... e, quanto a obras, nada, nicles..., mssmo nada!

O «novo» paredão chegou a
estar demarcado por estacas
Os limites do paredão do rio
Águeda em Óis da Ribeira

O paredão é uma das mais importantes obras públicas de Óis da Ribeira, muito embora e lamentavelmente, passe despercebido da maioria da população. Regulariza as cheias dos campos do rio Águeda e facilita a circulação.
A primeira fase dos trabalhos iniciou-se em 1935 (muito provavelmente) e começou a partir das Areias (ver mapa), para juzante e o lado de Requeixo, pelos cabeceiros dos Castros, das Pontepedrinhas e dos  Portalvares. Ano atrás de ano, mais uma dezenas de metros eram sucessivamente emparedados, beneficiando e protegendo os campos de Óis da Ribeira.
Há precisamente 77 anos, em Janeiro de 1948, é certo que as obras de construção andavam pela zona das Pontepedrinhas, a ter em conta o ofício que a Junta de Freguesia decidiu enviar, a 4 de Janeiro desse à Direcção Hidráulica do Mondego a pedir a continuação dos trabalhos.
A Junta de Óis da Ribeira era presidida por Benjamim Soares de Freitas e incluía o secretário José Maria Estima e o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes).
O troço do paredão ao longo do Rio Águeda
nos campos de Óis da Ribeira
O contrato de 2017
(adjudicação das obras)

As obras de requalificação foram
adjudicadas em 2017

Os anos passaram, o paredão chegou até ao limite com a freguesia de Requeixo (e concelho de Aveiro) - até onde agora chegou o empedramento da Calçada -, nos anos 60 do século XX e, naturalmente, foi-se degradando. 
Degradado de tal modo, que justificou obras de requalificação e projecto de alargamento.
A Câmara Municipal de Águeda adjudicou-as por 218 822 euros, em Setembro de 2017 e à empresa Aborridas, de Arouca, mas, quanto a trabalhos realizados, nicles, zero..., nada, nadinha de nada até ao dia de hoje!
As demarcações ao longo do paredão chegaram a ser feitas, como mostra a imagem que aqui se republica, foram publicados editais, ouviu-se falar que pelos menos dois proprietários reclamaram o alinhamento, mas, depois, disso, nada mais se sabe. Ninguém se preocupou com o assunto, sequer os eleitos das desautorizadas Juntas e Assembleias de Freguesia eleitas a 1 de Outubro de 2017, em Fevereiro de 2019, em Outubro de 2021 e, mais recenemente, 1 12 de Outubro de 2025.
O que se sabe - e não é pouco... - é que não há obra feita e que ninguém, com esse dever, a reclama! Nem para isso servem os eleitos!
- NOTA: A diferença é que, há 77 anos, tínhamos autarcas obstinados e que lutavam pelos interesses de Óis da Ribeira. Agora, temos o que temos e quem temos!
Os tempos mudaram e mudaram-se as vontades e as competências, é o que conclui dizer-se.

- * HÁ 107 ANOS: A morte do revolucionário republicano José Pinheiro de Almeida!

José Pinheiro de Almeida
Mariana, a
viúva de José
P. Almeida
 


O óisdaribeirense José Pinheiro de Almeida foi um dos heróis aguedenses da implantação da República, em 1910, e faleceu a 4 de Janeiro de 1919.
Há exactamente 107 anos!
Carpinteiro de profissão, e também sapateiro e agricultor, nasceu a 11 de Dezembro de 1878, filho de Maria dos Santos Pinheiro.
Casou com a jornaleira Mariana de Jesus Viegas, ambos de Óis da Ribeira e a 26 de Setembro de 1901. 
O casal teve os filhos Porfírio e Severino (que faleceram ainda crianças) e os também já falecidos Eugénio e Elísio (que moravam em Viana do Castelo) e Alexandre Pinheiro de Almeida, este em Óis da Ribeira.
Neto actualmente residente nesta vila, é Arménio Framegas Pinheiro de Almeida, filho de Alexandre, residente na Rua Nossa Senhora de Fátima e empresário de agro-pecuária. Trineta paterna é Mariana Soraia dos Reis Pinheiro, neta paterna de Arménio, que nas eleições autárquicas de 2021, foi segunda candidata da lista do CDS/PP na União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira.
José Pinheiro de Almeida foi um dos integrantes do grupo de revolucionários que, no Bussaco, tentou prender, sem êxito, o Rei D. Manuel II - já no final da Monarquia.
O Rei estava no Bussaco e o grupo republicano aguardava na Pampilhosa ordens de Lisboa para a detenção do monarca. Grupo que tinha a cumplicidade do capitão Viegas, oficial da guarda do Rei que residia no Malhapão, em Oliveira do Bairro.
José Pinheiro de Almeida foi um dos fundadores do Centro Republicano de Óis da Ribeira - como se pode ver na acta que abaixo publicamos.
Acta de fundação do Centro
Republicano de Óis da Ribeira

Reunião conspiratória
em Óis da Ribeira e
antes da República!


José Pinheiro de Almeida, na verdade, estava intimamente ligado ao movimento republicano de Águeda e a sua casa de Óis da Ribeira foi palco, poucos dias antes do 5 de Outubro de 1910, de uma reunião conspiratória.
Reunião que João Elísio Sucena - que viria a ser presidente da comissão a
dministrativa da Câmara Municipal de Águeda (em 2011 e 2013) - considerou «um facto histórico» e que esteve na linha do «movimento percursor revolucionário que culminou com a proclamação da República».
Foi participada por cidadãos da elite republicana de Águeda como, por exemplo, os drs. Eugénio Ribeiro, Manuel Alegre (avô do actual poeta), Alexandre Braga e Abílio Nápoles e também Bartolomeu Severino e Manuel Mendes da Paz.
«Não o movia o interesse. Pobre, sim, humilde, sim, mas acima de tudo estava o seu nome e o nome da República que tanto amou e serviu», escreveu João Elísio Sucena, sem esquecer Mariana de Jesus Viegas - a sua esposa, que faleceu a 31 de Maio de 1972?) em Viana do Castelo e na casa do filho Eugénio.
«Até à hora da sua morte, manteve intacta a sua crença na democracia. Depois da sua morte, o nome deste humilde apóstolo tem sido, ainda para muitos, um emblema de alta significação e valor», sublinhou João Elísio Sucena, afirmando ainda que «o Partido Republicano perdeu um dos seus soldados mis disciplinados».
- NOTA: José Pinheiro de Almeida faleceu a 4 de Janeiro de 1919, aos 41 anos e vítima de tuberculose. Hoje, exactamente, se passam 107 anos de saudades! RIP!!!

sábado, janeiro 03, 2026

A Mesa de Voto de Óis da Ribeira para as Presidenciais!

Presidenciais de 2026
Ana Carolina Pereira



As eleições presidenciais da República Portuguesa estão marcadas para o próximo dia 18 de Janeiro de 2026 - de amanhã a duas semanas - e já se conhece a composição da Mesa de Voto da Vila de Óis da Ribeira. 
Será presidida pela advogada Ana Carolina da Silva Framegas Pereira (na foto ao lado).
A óisdaribeirense da Rua Comendador António Bernardino (Berna) é filha de António Joaquim Framegas Pereira e de Cristina Maria Marques da 
A Mesa de Voto de Óis da Ribeira
Silva - que, por coincidência, preside à Mesa º. 2, em Travassô - de onde é natural, mas sendo  também residente em Óis da Ribeira.
Outra advogada de Óis da Ribeira que é membro da mesa é Andreia Filipa da Fonseca Fernandes, que será a secretária e é debutante nestas funções. É filha de Luís Manuel Morais Fernandes, empresário de construção civil e também morador da Rua 
Paulo Rogério
Andreia Fernandes
Comendador António Bernardino (Berna).
Quem, sendo também de Óis da Ribeira, regressa à mesa de voto, no seu caso como escrutinador, é o empresário Paulo Rogério dos Reis Santos Framegas, pai de Ana Sofia Framegas, a actual presidente da Assembeia de Freguesia da UFTOR. Curiosamente, também mora na Rua Comendador António Bernardino (Berna) e, de frente, é vizinho de Ana Carolina Pereira. Em 2025, também foi vogal nas legislativas de 14 Maio.
Outros membros da lista de mesários de Óis da Ribeira são a vice-presidente Cátia Alexandre Pereira dos Reis e a escrutinadora Ana Sofia Rodrigues Pereira.
Os eleitores da UFTOR

Os eleitores de
Óis da Ribeira!

A Mesa da Voto nº. 3, a de Óis da Ribeira, vai funcionar na sede oficial da UFTOR, no Largo do Centro Social da ARCOR.
Os cadernos eleitorais conhecidos (e oficiais) indicam que tem 587 eleitores inscritos -  muito embora este número possa ter alterações.
A lista, por ordem alfabética, vai da eleitora Adélia Maria da Conceição Henriques ao eleitor Zulmiro dos Santos Henriques de Almeida.



TUna / AFOR adiou o Cantar ds Reis de hoje!

 


A Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira adiou o Cantar dos Reis que tinha programado para a tarde de hoje - dia 3 de Janeiro de 2026.
Uma nota publcada na sua página oficial de facebook refere que «devido ao estado do tempo, a volta do «Cantar dos Reis» prevista para hoje, será adiada para segunda-feira, a partir das 18,30 horas».
Mantém-se, entranto, a progamação de amnhã, domingo, dia 4 de Janeiro de 2026 e a partir das 14 horas.
O d´Óis Por Três aqui deixa o recado.

sexta-feira, janeiro 02, 2026

O tradicional Cantar dos Reis da Tuna / AFOR!

O Cantar dos Reis da Tuna / AFORno dia 11 de Janeiro de 2025


A Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira (AFOR) vai reviver o seu tradicional Cantar dos Reis.
Já amanhã e domingo, dias 3 e 4 de Janeiro de 2026.
O d´Óis Por Três, não tendo informação oficial do evento, recorreu à Inteligência Artificial (IA) e, então, cá vai disto:
«A Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira (AFOR) é a entidade que tradicionalmente organiza o «Cantar dos Reis» em Óis da Ribeira, um evento popular que acontece por volta do Dia de Reis (6 de Janeiro), com os concertos mais recentes em 2025, onde levam a música e a alegria das tradições populares pelas ruas e casas da localidade, perpetuando um costume antigo com músicos de várias gerações da região.».
O que atrás é dito, recorrendo à IA, tem a ver com a edição de 2025. A de 2026, e como damos conta a abrir esta nota, realiza-se amanhã e domingo, dias 3 e 4 de Janeiro de 2026.

A morte da Professora Zézinha - Maria José Tavares Ferreira Ramos Silva!


A professora Maria José T. Ferreira
- a Professora Zézinha!
José Alberto e Maria
José - o casamento! 


A professora Maria José Tavares Ferreira Ramos da Silva faleceu em Fermentelos, aos 86 anos.
O funeral está marcado para as 16 horas de hoje e a partir da capela de Nossa Senhora da Saúde.
Afectivamente conhecida como Professora Zézinha e natural de Fermentelos, residiu muitos anos em Óis da Ribeira, até já depois da sua licenciatura no Escola do Magistério Primário de Aveiro. Morou na casa do padre José Bernardino dos Santos Silva, seu tio-avô materno, e com sua tia materna Maria José Tavares Rosálio e a irmã Cândida Tavares Ferreira.
Filha de Maria Lucília Tavares Rosálio e do carpinteiro Abel Roque, que foi especialista na construção lanchas/bateiras, Maria José (Zézinha) professorou em Espinhel e Óis da Ribeira, entre outras localidades da região. 
Consorciou-com o bancário José Alberto Ramos da Silva, natral da Taipa (freguesia de Requeixo) - ver foto -, logo depois fixando residência em Fermentelos.
O casal tem os filhos Helena Rosa Tavares Rump, residente na Alemanha, e Alberto Jorge Tavares Ramos da Silva.
A professora Zézinha irmã de Eva, Noémia, Zulmira, Cândido e da professora Cândida Tavares Ferreira, residente no Porto. E tia materna de Eva Tavares dos Santos (filha de Eva), que episodicamente foi presidente da direção da ARCOR (em 2022).
As câmaras ardentes decorrerão às 13,30 horas de hoje, dia 2 de Janeiro de 2026, na Igreja Evangélica Baptista de Águeda (às  13,30 horas), e na Capela de Nossa Senhora da Saúde, em Fermentelos (às 16).
RIP!!!