terça-feira, janeiro 27, 2026

As cheias em Óis da Ribeira...

 

A cheia da pateira e em frente ao restaurante «Pôr do Sol»

A cheia de hoje na capela de Santo António


As cheias são tradição do tempo e Óis da Ribeira não foge à regra. Repetem-se todos os anos, mais de uma vez nalguns deles, mas hoje registamos a primeira de 2026.
A água chegou aos pés da capela de Santo António, 
As cheias na Capela de Santo António
 no dia 13 de Março de 2016
como se vê na segunda imagem. Já nos lembramos de outras bem maiores e de as águas terem galgado mais uns bons pares de metros, até junto da entrada da vacaria.
Quanto ao largo do restaurante «Pôr do Sol», também há memórias de as águas terem entrado na salão de baixo. E não é o caso deste ano.
Hoje e para fazermos memória das primeiras cheias deste ano de 2026, aqui deixamos algumas fotografias. Do princípio da tarde de hoje mesmo.

- ANO 2006, há 20 anos: O Centro de Noite da ARCOR que era para ser lar!

Agostinho Tavares em 2006


O presidente da direcção da ARCOR anunciou, a 27 de Janeiro de 2006 e durante as comemorações do 27.º aniversário, que ia avançar com um projecto para construir um centro de noite (lar), com capacidade para 60 pessoas.
Agostinho Tavares sublinhou, então, que o esboço apresentado aos sócios e à população é o primeiro passo na «construção de uma obra de fulcral importância para a freguesia».
O dirigente explicou ainda que a ARCOR já era detentora de um terreno com 6000 m2 para a construção do centro, mas que «agora, há um longo caminho a percorrer que começa com a aprovação deste projecto pela Segurança Social».
O centro de noite, que ainda não estava orçamentado, ficaria englobado no centro social, então recentemente construído e que tinha custou mais de um milhão de euros.
«Para darmos como terminado o centro social, só nos faltam uns arranjos exteriores, que estão pendentes por causa da iluminação, e umas questões que têm a ver com pormenores de segurança do edifício», sublinhou o presidente da ARCOR.
- NOTA: Infelizmente, e passados 20 anos, sabemos que o lar/centro de noite não chegou a ser construído. E, além, da direção de Agostinho Tavares, passaram-se as dos presidente João Gomes, Manuel Soares, Mário Marques, Estima Reis, Vera Santos e (a actual) Dinis da Conceição Aves.

- ANO 1945, há 81 anos: Posto de Correios de Óis da Ribeira!


Arnaldo R. Figueiredo




O Posto de Correios de Óis da Ribeira passou a ter novo encarregado a 27 de Janeiro  de 1945: o comerciante Arnaldo Rodrigues de Figueiredo.
Há 81 anos!
Substituía Luís Henriques de Almeida e o posto funcionava no estabelecimento comercial que tinha sido de Manuel Maria Ala de Resende, onde agora é o café e mini-mercado de Aníbal Saraiva, no  Largo do Cento Social. 
E onde em 1954, recordemos, foi instalado o posto telefónico público. Ainda hoje em funcionamento.
Arnaldo Rodrigues de Figueiredo era natural de Perrães e casou em Óis da Ribeira com Leontina Tavares, sendo pais de Maria Paula (falecida a 7 de Janeiro de 2024, aos 76 anos) e José Augusto Tavares de Figueiredo (Zeca), morador em Aveiro.
- NOTA: Arnaldo Rodrigues de Figueiredo foi secretário da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira no mandado de 1951/1954, presidido por Benjamim Soares de Freitas e com o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes). 

- ANO 1929, há 97 anos: Governador Civil em Óis da Ribeira por causa da ponte do rio!

A ponte chegou a ser iniciada no local, mais
ou menos, onde se vêem as bateiras
 



O Governador Civil de Aveiro esteve em Óis da Ribeira para in locco analisar a probabilidade de construção de uma ponte para ligar a localidade à margem de Cabanões do rio Águeda.
A ambição óisdaribeirense já era antiga e o tenente José Rodrigues da Silva Mendes, o Governador Civil, ouviu no local as razões da justa e já antiga reivindicação do povo de Óis da Ribeira.
O governador atravessou o rio de barco, de Cabanões para Óis da Ribeira, «tendo ocasião de ver a grande necessidade da construção da ponte e que realmente estamos num beco sem saída e que, uma vez feita a ponte, estamos em comunicação directa com a Companhia dos Caminhos de Ferro do Vale do Vouga e toda a região ao norte desta freguesia».
Ponte que, a esse tempo, se projectava construir a juzante da actual, no enfiamento a Rua Adolfo Pires dos Reis (então, Rua do Viveiro), pelo largo Barqueiro Alves da Costa e para o caminho de Cabanões que recentemente foi usado como alternativa de tráfego no tempo de construção da nova ponte.
- NOTA: A ponte, recordemos e como hoje a conhecemos, levou tempo a ser construída e só foi inaugurada a 26 de Maio de 1952.

- ANO 1918, há 108 anos: Junta de Freguesia em Comissão Administrativa

Manuel M. Resende

O Governador Civil de Aveiro nomeou, a 27 de Janeiro de 1918, uma comissão administrativa para a Junta de Freguesia de Óis da Ribeira.
Há 118 anos!
O motivo não o conhecemos, mas é certo que esta CA foi presidida por Joaquim Maria Viegas, com o secretário Manuel Maria de Carvalho e o tesoureiro Manuel Maria Ala de Resende (na foto ao lado), com os vogais Benjamim Soares de Freitas e José Bernardino Marques dos Reis.
O anterior executivo, empossado a 11 de Março de 1915, era presidido por Luís Maria de Almeida, com Manuel Maria de Carvalho (secretário) e os vogais José Tavares da Silva e Manuel José dos Reis.

segunda-feira, janeiro 26, 2026

ARCOR: um exemplo a seguir!

A sede e centro social da ARCOR (imagem de arquivo)

ARMANDO A. FERREIRA
Placa e terreno onde foi construido
o Centro Social de ARCOR. Há 25 anos!


O d´Óis Por Três publicou, há exactamente 20 anos, a 26 de Janeiro de 2006 - ver AQUI -, o testemunho de Amando Alves Ferreira - o então presidente do conselho fiscal - sobre a ARCOR, que considerou «um exemplo a seguir».
Lembremos:

ARCOR: EXEMPLO A SEGUIR

Vai a ARCOR comemorar mais um aniversário, na sua caminhada que muita gente céptica e pouco crente nos valores da juventude de então, augurava um fim triste e precoce.

Felizmente que passados todos estes anos, todos os objectivos (e dizemos todos) que se definiram como alvo foram alcançados, senão mesmo ultrapassados, de forma digna, nobre e humilde; é que a nobreza é humilde quando usada por gente que sabe que o bem-estar de todos é o essencial navivência humana.
Foram alguns os que se empenharam nesta tarefa; continuam a ser somente alguns que se empenham, através do seu trabalho, do seu querer e quantas vezes até, do seu sacrifício pessoal e familiar, a dar o melhor de si paraque a Associação seja cada vez mais forte.
A grandeza da obra feita, fazendo parte da memória histórica da nossa terra. É, contudo, uma realização que orgulha uma geração, a geração daqueles herdeiros do «pé descalço» que, pouco a pouco, souberam sair da marginalização a que eram votados, para fazerem surgir uma obra digna d ereferência.
Quantas vezes esses poucos foram diabolizados por aqueles que entendem que a tarefa social é algo que só pertence aos fracos, aos que nada mais merecemque a marginalização porque nascidos do nada, no nada devem continuar.
- NOTA 1: O texto integral pode ser lembrado AQUI
- NOTA  2: Este artigo de opinião foi publicado na edição de 27 de Janeiro de 2006 dos jornais «Região de Águeda» e «Soberania do Povo», ambos de Águeda..
- NOTA 3: Armando Alves Ferreira foi, também, presidente da direcção da ARCOR em 1985/1986. Faleceu a 26 de Setembro de 2009, de doença e aos 69 anos.

- ANO 2024, há 2 anos: Luís Neves eleito presidente da Tuna / Associação Filarmónica!


Luís Neves


O engº. Luís Carlos dos Santos Neves foi eleito presidente da direção da Tuna / Associação de Filarmónica de Óis da Ribeira a 26 de Janeiro de 2024, há 2 anos e para o mandato de 2024/2026.
Trineto materno de Jacinto Pereira de Matos, um dos fundadores, e bisneto paterno do músico Edmundo Pereira dos Reis (também músico), era (é) instrumentista tunante desde 1997 e o 14º. presidente da Tuna/AFOR, desde a «ressurreição» de 1993.
Votaram 40 associados, registando-se dois votos em branco e dois nulos.
Os eleitos foram os seguintes:
- ASSEMBLEIA GERAL: Carla Eliana da Costa Tavares (presidente), Carlos Emanuel da Silva Vidal (1º. secretário) e Marisa Ferreira da Silva (2ª. secretária). - Suplentes: Romeu de Castro Fernandes e Susana de Oliveira Gomes.
- DIREÇÃO: Luís Carlos dos Santos Neves (presidente), Victor da Costa Fernandes (vice-presidente), Mariana Braz Alegria (1ª. secretária), Luís Filipe Branco (2º. secretário), João E. Baptista (tesoureiro), Carina Sofia Nunes (1º. vogal) e Sandra Cristina Marques (2º. vogal). - Suplentes: Guilherme Fernando B. Rocha e Mário Fernando A. Marques.
- CONSELHO FISCAL: António Manuel Dias Soares (presidente), Maria Armanda Coelho Marques (1º. vogal) e Paulo Jorge Gomes (2º. vogal). - Suplentes: Aurélio M. Reis e Inês Alexandra Framegas dos Reis.

- ANO 2001, há 25 anos: O anúncio público do Centro Social da ARCOR!

A placa da 1ª. fase da ARCOR
Celestino Viegas
e Fernando Reis


O anúncio do concurso público das obras da primeira fase do centro social da ARCOR foi publicado no Diário de República, pelo valor base de 141 075 000$00.
O anúncio viria a ser rectificado a 16 de Abril desse mesmo ano, era Fernando Reis Duarte de Almeida o presidente da direcção.
A publicação definitiva viria a ser no dia 25 de Junho desse mesmo ano de 2001, já na direcção de Celestino Viegas e nos jornais «Região de Águeda» e «Soberania do Povo», ambos de Águeda, e «Jornal de Notícias», do Porto.

ANO 2000, há 26 anos: Acordo de cooperação da creche da ARCOR com a Segurança Social!

A escola primária de Óis da Ribeira (arquivo)

Fernando Reis



A direcção da ARCOR, então presidida por Fernando Reis Duarte de Almeida, assinou, há 26 anos e com o Centro Regional de Segurança Social de Aveiro, o acordo de cooperação da creche.
A valência funcionava na sala mais antiga do bloco da escola primária (agora sede da Tuna / AFOR) e o acordo previa apoio para 30 crianças, muito embora, na altura a associação apenas tivesse 10.
«O acordo resulta da grande atenção que a Segurança Social tem dedicado aos problemas sociais de Óis da Ribeira beneficiam a nossa comunidade mais jovem», considerou o presidente Fernando Reis Duarte de Almeida - que faleceu a 6 de Novembro de 2019, aos 85 anos e vítima de doença.

- ANO 2019, há 7 anos: Diplomas para os campeões nacionais da ARCOR !!


Os campeões nacionais da ARCOR de 2019

Os campeões nacionais da
ARCOR, na época desportiva de  2019, receberam, a 26 de Janeiro de 2020, os respectivos diplomas, no decorrer da Gala da Canoagem que se realizou no Teatro Gil Vicente, em Coimbra.
Foram eles, António Manuel  Brinco (actalvikce-presidnete da associação de Óis da Ribeira), João Paulo Brinco, André Santos, Pedro Filipe de Carvalho, João Alberto Ferreira e Paulo Jorge Gomes.
André Coelho, tambem da ARCOR Canoagem, foi distinguido, enquanto técnico da selecção nacional de velocidade.
Fábio Lopes e Hugo Costa (este, para-olímpico) também e por terem representado a selecção nacional e disputado o Campeonato Mundial de 2018, em Montemor-o-Velho.

- ANO 1978, há 48 anos: A carrinha do assalto à Caixa Geral de Depósitos!



A agência de Águeda da Caixa Geral de Depósitos foi assaltada a 26 de Janeiro de 1978, tendo os ladrões levado 400 contos.
Há 48 anos!
Seriam hoje qualquer coisa como 36 000 euros, segundo o conversor da PORDATA.
A viatura usada no assalto foi um Austin Maxi, mais tarde  encontrada por um pastor nos pinhais entre Óis da Ribeira e Espinhel, na zona dos Adouros. 
Veio a saber-se que foi «substituída» por uma Volkswagen vermelha, que seguiu para os lados do bairro - portanto, presumivelmente passando por dentro de Óis da Ribeira.

- ANO 1908, há 118 anos: A Junta de Paróquia do Padre José Bernardino Santos Silva!

Padre  José Bernardino
 


A Junta de Paróquia (de Freguesia) de Óis da Ribeira presidida pelo padre José Bernardino dos Santos Silva, tomou posse a 28 de Janeiro de 1908.
Há 118 anos!
A autarquia óisdaribeirense, ao tempo ainda da Monarquia e denominada Junta Paroquial, incluía os vogais Ricardo Pires Soares (também sacerdote católico) e João Bernardino dos Reis.
O executivo cessaria funções a 30 de Outubro de 1910, já depois da implantação da República, e passou a chamar-se Junta Paroquial Republicana e, curiosamente, incluindo o padre Ricardo Pires Soares e João Bernardino dos Reis.
- NOTA: O padre José Bernardino dos Santos Silva viria a ser monsenhor, missionou no Brasil (Estado do Espírito Santio) e faleceu a 18 de Janeiro de 1960, de doença e na sua casa de Óis da Ribeira, aos 79 anos.

domingo, janeiro 25, 2026

As derrocadas da Ladeira do Valbom...

A ladeira do Valbom na tarde de 24 de Janeiro de 2026

Os inertes caídos a nascente da ladeira e...


A ladeira da Rua do Valbom está «invadida» por pedaços de inertes caídos da barreira a nascente do Cemitério Novo.
O mau tempo faz destas coisas e tais coisas não sendo oportunamente
... a sul da Fonte do Valbom
A ladeira...
cuidadas podem ser perigosas para a segurançaública. 
Há 3 pontos que são mais delicados, embora nao sendo  nada de dramático.
Três pontos  que nós tentamos mostrar nas
imagens que publicamos.  A poente e a nascente da ladeira que dá acesso à Fonte do Valbom. E imediatamente a sul.
Modestamente, aqui deixamos esta nota. Que apenas pretende ser um alerta a quem deve cuidar destas coisas que são património público.

- ANO 1980, há 46 anos: A primeira assembeia geral da ARCOR!

A ARCOR Futebol em 1980. De pé, Zé Edgar, Carlos Marques, Zé Melo, Fernando Suarez, Zé
Celestino Viegas, Diamantino  Correia e Zé Ferreira. Em baixo, António Vicente, António 
Framegas, Jorge Marques, Manuel Almeida (Capitão), Custódio Ferreira e Zé Pires

A primeira edição do
«Jornal da ARCOR»
ARCOR 1979


A primeira assembleia geral da ARCOR reuniu-se a 25 de Janeiro de 1980, há precisamente 46 anos, para votar as contas da comissão instaladora (as de 1979) e preparar o primeiro acto eleitoral - o do dia 1 de Fevereiro seguinte.
A reunião decorreu na sede - na cave da antiga Junta de Freguesia, logo a seguir à ponte e agora  da Tuna /AFOR - Associação Filarmónica de Óis da Ribeira e onde funciona o bar da comissão de festas.
A comissão instaladora era liderada por Celestino Viegas, o presidente, com António Framegas (o secretário) e Custódio Ferreira (o tesoureiro), que viriam a ser eleitos para a primeira direcção da associação, precisamente nestas mesmas funções. 
O trio de comissários apresentou, então, receitas de 197 044$50 e despesas de 94 584$00, contas que foram aprovadas por unanimidade na referida assembleia geral. Seriam agora, e segundo o conversor da PORDATA, qualquer coisa como, a valores de hoje, de respectivamente, 15.100 e 7.250 euros. Um saldo positivo de 7.850 euros!
Eram outros tempos e já lá vão números de há 46 anos.
Custódio Ferreira e Celestino Viegas,
tesoureiro e presidente da direcção,
com um prato e emblema da ARCOR


António Framegas

Ano de 1979 cheio
de actividades !

O ano fundacional da ARCOR, o de 1979, há 47!!!..., registou variadas actividades, delas ressaltando o teatro, que apresentou a peça «Rosa do Adro» (pelo grupo da associação) e peças infantis (pelo Grupo de Teatro do Orfeão de Águeda), um festival de folclore e uma revista popular, concertos musicais, exposição etnográfica, cinema, atletismo, xadrez e futebol (ganhou o torneio de Casal de Álvaro), reviveu tradições populares e religiosas (a ladaínha quaresmal, por exemplo).
A Tuna Musical, ao tempo (ano de 1979) com actividades suspensas, reorganizou-se expressamente para participar na festa de Santo Adrião, padroeiro da Paróquia, e, depois, na de S. Martinho.
Outra iniciativa da ARCOR, nesse tempo de há 47 anos, foi o início do Levantamento de Cidadãos Deficientes e Condições de Vida da População, executado por um grupo de enfermagem do Hospital Pediátrico de Coimbra - com o objectivo de criar o então denominado Centro de Apoio à Infância. Trabalho que foi concluído em 1980 e foi coordenado pela Bela Vista - Centro Integrado de Águeda.
A associação criou também uma escola de música (que funcionava numa sala da escola primária) e publicou a primeira série do «Jornal da ARCOR» - de publicação trimestral, como se poder recordar na imagem. E
 promoveu a realização de vários programas na Rádio Renascença.

- Ano 1930, há 96 anos: Mãe e três filhos emigraram para o Brasil!


Maria Emília Tavares
da Silva e Cunha
M. Ascenção


A óisdaribeirense Maria Emília Tavares da Silva e Cunha partiu para o Brasil, por via marítima e a 25 de Janeiro de 1930, com destino ao Estado de Rio Grande do Sul.
Há 96 anos!
Acompanhada por três filhos, ia juntar-se a seu marido, o também conterrâneo Anacleto Pires Soares - que lá estava emigrado.
M. Lurdes
Cozinheira e de 44 anos de idade, Maria Emília tinha 1,50 metros de altura, olhos e sobrolhos castanhos e era filha de José Tavares da Silva, de Óis da Ribeira, e de Maria da Graça Cunha, de Paradela. Sobrinha do futuro Arcebispo Primaz de Braga, D. Manuel Baptista da Cunha, era irmã, pelo menos, do professor Joaquim Augusto e do médico Albano Tavares da Silva de Cunha.
O marido, Jacinto Pires Soares, tinha 46 anos e também era agricultor quando se casaram, a 23 de Setembro de 1905 e na Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira, em cerimónia celebrada pelo padre Manuel Gomes de Andrade. Ele com 22, ela com 20 anos de idade. Era filho de Joaquim António Pires Soares e Maria Rosa Pires e faleceu a 26 de Maio de 1962.
Maria Emília viajou para o Estado de Rio Grande do Sul e fez-se acompanhar dos 3 filhos:
1 - Ascenção Pires Soares, costureira e de 20 anos, de 1,50 metros de altura, olhos e sobrolhos castanhos. Sabia ler e escrever.
2 - Maria de Lurdes Soares da Cunha, costureira, de 13 anos, de 1,48 metros e olhos e sobrolhos castanhos, sabendo ler e escrever.
3 - Henrique Soares da Cunha, de 19 meses.
Primos-netos actualmente residentes em Óis da Ribeira e filhos de Neófita Alda Pires Tavares (sobrinha, filha do professor) são os irmãos Porfírio e Fernando Tavares Pires, já tendo falecido Joaquim, José Tavares Pires e Maria de Lurdes. Filhos de Arménio, outro filho do professor Joaquim Augusto, são os já falecidos Maria de Lurdes e Mário (há 2 anos) e Maria Cecília Pires Tavares das Neves.
Também, além de outros e já todos falecidos, os irmãos Armando, Dinis (restaurante) e Clarice, que foram moradores em Óis da Ribeira, e Dália (na Trofa), filhos de Edmundo Reis e de Maria Celeste Tavares. 
José Carvalho

José Maria 
de Carvalho

A viagem foi por via marítima e, na mesma altura, seguiu também José Maria de Carvalho, óisdaribeirense que a 8 de Janeiro obtivera passaporte no Governo Civil de Aveiro.
Era comerciante, tinha 55 anos de idade, casado e filho de Joaquim Alves Soares e Maria Rosa de Carvalho, todos de Óis da Ribeira. O destino era diferente: viajou para o Rio de Janeiro, enquanto Maria Emília e os três filhos andaram mais para sul do Brasil, até ao porto de Rio Grande e à cidade deste mesmo nome.

sábado, janeiro 24, 2026

A morte de Otília dos Reis Carvalho Pinheiro!

Otília dos Reis Crvalho Pinheiro
Arménio F. P.
Almeida
 


A óisdaribeirense Otília dos Reis Carvalho Pinheiro faleceu hoje, aos 84 anos, em hospital de Aveiro e vítima de doença.
Casada com Arménio Framegas Pinheiro de Almeida, da Rua Nossa Senhora de Fátima, o casal teve os filhos Arménio dos Reis Pinheiro de Almeida e Eugénio dos Reis Pinheiro de Almeida, todos residentes em Óis da Ribeira.
Otília era filha de Otília Soares dos Reis, falecida aos 97 anos e a 14 de Dezembro de 2005, e de Manuel Tavares de Carvalho, que foi combatente da 1ª. Grande Guerra Mundial, natural de Casal de Álvaro e falecido a 11 de Fevereiro de 1979, aos 84 anos.
O funeral de Otília Pinheiro está marcado para as 16 horas do dia 26 de Janeiro de 2026, a próxima segunda-feira, às 16 horas, da casa mortuária para o cemitério de Óis da Ribeira.
RIP!!!

- ANO 2009, há 17 anos: Inauguração da Junta e do Centro Social da ARCOR!


A benção do centro social da ARCOR e da sede da Junta de Freguesia: Horácio Marçal, monsenhor João
Gaspar, diácono Fernando Reis, Gil Nadais, ministro Santos Silva, Governador Civil Neto
Brandão (atrás), Celestino Viegas, Celestino Almeida (atrás), Fernando Pires, Jorge
 Almeida (atrás), Paulo Matos e João Clemente (atrás)

Inauguração da ARCOR e Junta, há 17 anos: Agostinho
Tavares, Fernando Pires, Celestino Viegas e Fernando Reis
ÓdR há
17 anos!

O Centro Social da ARCOR e a sede da Junta de Freguesia de Óis da Ribeira foram inaugurados a 24 de Janeiro de 2009 e por Augusto dos Santos Silva - o então Ministro dos Assuntos Parlamentares e atual Presidente da Assembleia da República.
Reportagem no «Jornal
de Notícias»
Há exactamente 17 anos!
A obra resultou de um investimento total superior aos 1,45 milhões de euros, com uma comparticipação do Estado na ordem dos 500 mil euros. A primeira pedra foi lançada em 2000, na direcção de Fernando Reis, tendo ficado concluída em 2005, na de Celestino Viegas, e inaugurada nove anos depois, na de Agostinho Tavares. Fernando Pires era o presidente da Junta de Freguesia.
Seriam agora, e segundo o conversor da PORDATA, qualquer coisa como, respectivamente, 2,1 milhões  e 720 000 euros.
A ARCOR, que ao tempo já funcionava há já 30 anos, prestava serviço a cerca de 100 pessoas, nas valências de jardim-de-infância, creche, ATL, centro de dia e apoio domiciliário. Para além de ter em funcionamento as secções de canoagem, marchas populares e teatro.
Augusto Santos Silva, na cerimónia de inauguração, disse que «a aposta do Governo é nesta área e irá apoiar futuras candidaturas que sejam feitas ao programa PARES, para que se possam realizar as novas obras num futuro próximo».
Outros oradores foram os presidentes da Câmara e Assembleia Municipal de Águeda (Gil Nadais e Paulo Matos), Fernando Pires (presidente da JFdOdR), Agostinho Tavares (presidente da ARCOR) e Celestino Viegas, ex-presidente da ARCOR e presidente da Comissão Executiva das Inaugurações (CEI) - que, considerado o presidente da obra, recebeu o diploma de Sócio Honorário da ARCOR.
Um dia grande, este dia de há 17 anos, de Óis da Ribeira e da ARCOR!
Dia que envolveu o voo de um avião a despejar flores sobre o povo e entidades oficiais, participação de todas valências sociais, desportivas, recreativas e culturais da ARCOR e da Tuna e uma sessão solene para nunca esquecer.
Inesquecível!
Pré-visão do lar da ARCOR
- NOTA: FUTURA CANDIDATURA
AO LAR NO PROGRAMA «PARES»:  O ministro Augusto Santos Silva bem afirmou, nesta data inaugurativa da ARCOR, que «a aposta do Governo é nesta área e irá apoiar futuras candidaturas que sejam feitas ao programa PARES, para que se possam realizar as novas obras num futuro próximo».
Mas a ARCOR estava de orelha moucas (assim parece...) e não fez o projecto. Até se deu ao descuido de, na assembleia geral de 23 de julho de 2010, «chumbar» «a proposta da direção da ARCOR para a elaboração de um novo projecto do lar de idosos».
A malta arcoriana já não se lembra disso? Lembramos nós.

Tribunal absolveu detido por esfaqueamento em Óis da Ribeira

A noltícia do esfaqueamento no «Correio da Manhã»





O Tribunal de Aveiro absolveu o  óisdaribeirense Sérgio Maurício Anjos, de 50 anos e que, a 29 de Setembro de 2024, foi acusado do crime de homicídio qualificado na forma tentada.
A notícia de há 15 meses era do «Correio da Manhã» de 30 de Setembro e dava conta que «um homem, com cerca de 50 anos, foi detido, na madrugada de domingo passado, pela suspeita de ter esfaqueado, com gravidade, um outro homem, de 42
A notícia do «Notícias de Águeda»
anos, em Óis da Ribeira».
O suspeito, noticiou o jornal, foi intercetado pela GNR de Águeda e encaminhado para a Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro.
A vítima era (é) de Travassô e 
foi assistida no local pelos Bombeiros Vuntários de Águeda e pela equipa da viatura médica de emergência e reanimação. Depois de estabilizada, foi levada para o hospital de Coimbra.
O homem foi presente a um juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Aveiro, na tarde de 30 de Setembro de 2024 e sob suspeita do crime de homicídio na forma tentada. O juiz decretou a prisão preventiva.
O coletivo de juízes, agora, alterou a matéria de facto da acusação e concluiu que o arguido agiu para se defender do ofendido, afastando assim a intenção criminosa que lhe era imputada pelo Ministério Público - acusando este que as facadas teriam sido desferidas como forma de retaliação, após o ofendido ter alegadamente agredido de forma violenta um amigo do arguido durante uma noite de convívio no estabelecimento. 
A versão acolhida pelo tribunal acabou, contudo, por afastar essa tese, conduzindo à absolvição do arguido.
- NOTA: O d´Óis Por Três deu notícia a 30 de Setembro de 2014, ver AQUI

- ANO 2015, há 11 anos: ARCOR festejou 36 anos e sem... lar!

 

Notícia do «Região de Águeda»
 


A ARCOR festejou 36 anos a 24 de Janeiro de 2015 e o presidente da direção da ARCOR, Manuel Soares dos Reis e Santos, deixou um alerta preocupante, nomeadamente afirmando que «sem a valência de lar, pode tornar-se “insustentável” a médio prazo».
«Neste momento, a situação da ARCOR é estável, mas sem o lar a instituição pode tornar-se insustentável a médio prazo»
, afirmou o presidente da direção da ARCOR, apelando ao apoio dos sócios e da população para que a instituição pudesse concretizar essa antiga ambição de construir um lar.
O dirigente arcoriano apelou ainda a uma renovação na instituição, considerando que «o futuro não pode ser feito com dirigentes da minha idade».
A ARCOR, nesse aniversário de jhá 11 anos, procedeu ao lançamento do livro de Hercílio Almeida, «Histórias, Poemas e Memórias», e homenageou atletas e treinadores da canoagem.

- ANO 2004, há 22 anos>: ARCOR comemorou 25 anos em bodas de prata!

A vereadora Nair Barreto entregou
salva da Câmara a Celestino

Viegas, o presidente da ARCOR


A ARCOR comemorou o 25º. aniversário no dia 24 de Janeiro de 2004, num almoço festivo que juntou 312 pessoas no salão do seu centro social.
Há 22 anos!

Foram as bodas de prata arcorianas, que tiveram programação mensal por todo o ano.
A cerimónia oficial dos 21 anos teve a presença, entre outras personalidades públicas, de Jorge Campino (director do Centro Regional de Segurança Social de Aveiro, actual Secretário de Estado), António Pinho (director-adjunto da Direção Regional de Educação do Centro), Orlando Cruz (delegado distrital do INATEL), Horácio Marçal (presidente da Assembleia Municipal de Águeda), dos vereadores Nair Barreto (que entregou uma salva de prata à ARCOR, ver foto) e Pinto Galvão.
A homenageada do ano foi a dirigente Maria Madalena Saraiva de Carvalho Neves e, segundo o «Jornal da ARCOR» de Março desse ano, o almoço comemorativo teve participação de 312 pessoas, literalmente enchendo o salão do centro social.

sexta-feira, janeiro 23, 2026

Crianças do pré-escolar da ARCOR foram «ver comboios»!!!

 

As crianças da ARCOR no Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga




As crianças do pré-escolar da ARCOR visitaram o Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga, numa manhã (a de 21 de Janeiro de 2016) de grande alegria e muita partilha de mais conhecimentos.
«Entre comboios antigos, histórias fascinantes e muitas descobertas, as crianças aprenderam mais sobre o mundo dos caminhos de ferro de forma divertida e educativa!», considerou a ARCOR, sublinhando que «foi uma experiência repleta de curiosidade, entusiasmo e muitos sorrisos!».
A associação de Óis da Ribeira, na sua página oficial de facebook, agradeceu ao Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga «a forma tão acolhedora como nos recebeu!».