![]() |
| A pateira cheia de jacintos. Há 5 aanos! |
O d´Óis Por Três de 5 de Janeiro de 2021, há 5 anos, deu conta que, e recordamos, «a draga/ceifeira «Pato Bravo» retomou ontem os trabalhos de recolha de jacintos».
Lembremos o nosso texto desse dia:
«Primeiro dia útil do novo ano e uma luta antiga que se reinicia», proclamou o presidente da Câmara Municipal de Águeda, com a mesma oportunidade que poderia ter falado em Dezembro de 2006, já lá vão mais de 14 anos, quando a draga se «estreou» na pateira.
Há 14 anos, imaginem!
Passaram-se 14 anos!
A draga foi então adquirida por 185 000 euros (seriam agora 216 300, segundo o conversor da Pordata) em concurso internacional, e, na altura, era apontada como a solução para o já problemática jacintização da lagoa.
«Retirando os meses de inverno duro e as cheias, o que implicará que a máquina seja retirada da água, o resto do tempo será de trabalho», garantiu Gil Nadais, o então presidente da Câmara Municipal de Águeda.
Não viria ser bem assim e a draga andou por uns quantos outros rios, outras ribeiras e lagoas de Portugal, «esquecendo-se» a pateira - que era (é) o seu destino.
Cuidar desta
verdadeira maravilha
O actual presidente da Câmara afirmou ontem que «a ceifeira aquática continua em atividade e a Câmara Municipal de Águeda, continua a ser a única entidade, a dar luta à praga de jacintos de água na pateira».
«Vamos continuar a cuidar desta verdadeira maravilha, que é a nossa Pateira», proclamou Jorge Almeida.
Não duvidamos das intenções do autarca, mas a verdade é que este tipo de declarações já entrou na banalidade, 14 anos depois de a draga-ceifeira ter sido lançada às águas da pateira e de delas ter sido retirada várias vezes, nem sabemos quantas.
A última entrada foi a 21 de Setembro de 2020 e com o mesmo objectivo: fazer a limpeza dos jacintos que infestam a lagoa e também a prejudicam e enfeiam, para além de impedir as habituais actividades desportivas e de lazer que nela se desenvolvem.
A draga «Pato Bravo» foi, na prática, uma ceifeira aquática que, há 14 anos, limpou qualquer coisa como 13 000 toneladas de jacintos, de acordo com uma nota camarária desse tempo.
«Retirando os meses de inverno duro e as cheias, o que implicará que a máquina seja retirada da água, o resto do tempo será de trabalho», garantiu Gil Nadais, o então presidente da Câmara Municipal de Águeda.
Não viria ser bem assim e a draga andou por uns quantos outros rios, outras ribeiras e lagoas de Portugal, «esquecendo-se» a pateira - que era (é) o seu destino.
![]() |
| A draga-ceifeira na pateira a 04/01/2021 |
verdadeira maravilha
O actual presidente da Câmara afirmou ontem que «a ceifeira aquática continua em atividade e a Câmara Municipal de Águeda, continua a ser a única entidade, a dar luta à praga de jacintos de água na pateira».
«Vamos continuar a cuidar desta verdadeira maravilha, que é a nossa Pateira», proclamou Jorge Almeida.
Não duvidamos das intenções do autarca, mas a verdade é que este tipo de declarações já entrou na banalidade, 14 anos depois de a draga-ceifeira ter sido lançada às águas da pateira e de delas ter sido retirada várias vezes, nem sabemos quantas.
A última entrada foi a 21 de Setembro de 2020 e com o mesmo objectivo: fazer a limpeza dos jacintos que infestam a lagoa e também a prejudicam e enfeiam, para além de impedir as habituais actividades desportivas e de lazer que nela se desenvolvem.
A draga «Pato Bravo» foi, na prática, uma ceifeira aquática que, há 14 anos, limpou qualquer coisa como 13 000 toneladas de jacintos, de acordo com uma nota camarária desse tempo.
Muitas toneladas, certo?
Mas não as suficientes para evitar que, todos estes anos depois, continuemos com o mesmo problema. O da jacintização da pateira. Este, é o problema!».
Mas não as suficientes para evitar que, todos estes anos depois, continuemos com o mesmo problema. O da jacintização da pateira. Este, é o problema!».
- NOTA: Hoje e passados 5 anos - e já lá 19, de jacontos que nunca mais acabam... -, a grande novidade é que desde28 de Setembro de 2025, vésperas das eleições autárquicas, foi descarregada uma segunda draga - ainda não operacional, por, dizem-nos, falta de formaçã ao(s) futuro(s) operador(es).



Sem comentários:
Enviar um comentário