segunda-feira, junho 11, 2018

Arrendamento da residência e passal da Igreja de Óis da Ribeira

A Igreja Paroquial de Ois da Ribeira

nas primeiras décadas do Século XX
Joaquim António

Pires Soares

Noutros tem-
pos, eram ou-
tros os diri-
gentes e as «coisas» re-
solviam-se serenamente, ainda que dis-
cutidas. Se-
riam plurais as ideias e diferentes os interesses, mas igual a von-
tade de servir o povo.
E serviço voluntário, quase sacerdotal, não remunerado!

Arrendamento e venda

A 9 de Junho de 1912, há 106 anos, a Comissão Cultual (su-
cessora da Junta da Paróquia e antecessora da Junta de Fregue-
sia de Óis da Ribeira) deliberou arrendar a residência e passal que, nos termos da Lei de Separação do Estado da Igreja,  tinham sido arrolados a favor do Estado.
O arrendamento foi feito em hasta pública, por 12$600 reis e até Setembro desse mesmo ano, a, presume-se, Francisco Augusto de Morais, que mais tarde viria a comprar os dois espaços, na agora Rua do Canto da Igreja (imediatamente a norte desta).
Os referidos bens (e mais 92...) tinham passado à posse da Comissão Cultual no dia 12 de Abril anterior. 
A Comissão Cultual era formada por Joaquim António Pires Soares (presidente), Manuel Francisco dos Reis e António José da Costa (efectivos), Albino Rodrigues, Alberto Marques e João Maria dos Reis (suplentes).
A residência paroquial era composta por casa de sobrado, currais, uma vinha e quintal (o chamado passal).
- Dados e fotos do livro «Óis da Ribeira
A História, as sedes e as Juntas»

domingo, junho 10, 2018

Espantosa (des)União de Freguesias!...



Espantosa esta (des)União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira que, de tão (des)unida, passou para as barras judiciais o que os seus eleitos não conseguem resolver, entre eles.
Espantosa (des)União esta onde, eleitos do mesmo chão, da mesma catequese e da mesma escola natalícias, se insultam, afinal, se desrespeitam, se molestam, se diminuem, se ofendem!

Espantosa (des)União de Freguesias que espalha no mesmo campo a semente de ruins ódios familiares ancestrais, não monda velhíssimas ervas daninhas, e, de lado outro, partilha e fomenta a sua desesperança por terceiros, asseme-
lhando uns (que são agentes e herdeiros de ódios velhos, que passam de famílias para famílias, de gerações para gerações...), com outros (que nada tem a ver com as desavenças antigas entre famílias de hoje, mas delas são vítimas).

Espantosa (des)União onde os seus eleitos se olham com azeda desconfiança, se agridem e, cada qual puxando os seus votos aos seus interesses, movimenta as suas iradas tropas para combates entre desastres (os dos seus próprios comportamentos) e, em surdina ou com maior ou menor  estrondo, se afirmam por actos e acções, contra os interesses das suas comunidades.

Espantosa (des)União que escreve uma história negra da sua curta história, sempre em prejuízo da freguesia de menor território e menos eleitos (OdR). 

Espantosa (des)União que permite, e força, que as suas decisões emigrem do seu palco deliberatório (a AFTOR) para as barras dos Tribunais.

Espantosa (des)União de Freguesias em que, malfadadamente, o pior será continuar tudo igual: eleitos desentendidos, soluções por achar e os prejuízos colectivos a medrar.

Espantosa (des)União de Freguesias onde:

- previsivelmente, a de-gradação do espectáculo político irá continuar - não se sabe até quando.
- o massacre opinativo e informativo continuará, por certo mas mal, a iludir as verdades e os incautos.
- a falta de soluções práticas e planos sobre o futuro continuarão a empobrecer as duas freguesias - que a lei forçou a (des)unir...
- Não parará, previsivelmente, a falta de vergonha.
Há 9 meses!

Espantosa (des)União onde, prenhes das suas presunções, se acham alguns eleitos donos únicos da razão e não aceitam a da sociedade não política e partidária! E a querem amordaçar!

Espantosa (des)União, a das Freguesias 
de Travassô e Óis da Ribeira!

sábado, junho 09, 2018

Entendam-se, srs. eleitos de TravassÓis, disse o Tribunal

A sede da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira,
no Largo e edifício do Centro Social de Óis da Ribeira 

O Tribunal Admi-nistrativo e Fis-
cal de Aveiro foi taxativo, quando ao problema eleitoral da União de Fre-
guesias de Travassô e Óis da Ribeira: mandou os eleitos enten-
derem-se.
Dirigindo-se ao presidente da Assembleia de Freguesia (ain-
da) em exercício (desde 2013) e eleito da Junta de Freguesia a 1 de Outubro de 2017), a mesma pessoa - Sérgio Neves - deu-lhe o prazo de 45 dias para achar uma solução o problema.
Sérgjo Neves, do PSD, presi-
dente da Assembleia e da Junta 
de Freguesia de TravassÓis
O(s) problema(s) são vários:

1 - Eleger o secretário e o tesoureiro da Junta de Freguesia.
2 - Empossar os novos membros da Assembleia de Freguesia.
3 - Eleger o(a) novo(a) presidente da Assembleia de Freguesia.
4 - Eleger a nova Mesa da Assembleia de Freguesia.
Não é coisa pouca!
Mário Martins (Juntos)

Vergonha de 9 meses!

Os 9 meses em que vai o processo electivo e as 9 vergonhosas sessões da primeira Assembleia de Freguesia - que não resolveu cousa nenhuma da 4 alíneas atrás citadas - serão, devem ser boas razões para as senho-
ras e os senhores eleitos ganharem juízo e respeito pela vontade do povo expressa em votos nas eleições autárquicas de 1 de Ou-
tubro de 2017.
Júlia Melo (PS)
Aparentemente, e para gente normal, tal não será difícil - como nunca foi. 
É verdade que os eleitos locais não têm grande tendência para respeitar a demo-
cracia que juram defender e se tem ema-
ranhado em teorias, abstracções e cruas incompreensões, fazendo-as uma salada de análises e palavreado inútil, para mais des-
perdiçado em gerais, fatais e fatalistas mi-
nudências. Na verdade e desgraçadamente, e para maior escândalo, a linguagem e os argumentos repetidos nas 9 sessões (que nada resolveram e culminaram, vejam  lá..., com a chamada de forças de segurança) mais não evidenciaram que a crua (im)preparação política dos eleitos.
Arrogância e intransigência
A discussão sobre quem (não) tem ra-
zão nesta contenda de politiqueirice em que malfadadamente se transformou a realidade autárquica local da (des)União é perfeitamente inútil.
As posições de arrogância e prepotên-
cia que se testemunharam nas 9 sessões da 1ª. Assembleia de Freguesia desta legislatura autárquica podem muito bem ser dis-
pensadas. Assim como os seus actores.
A intransigência que todos revelaram é, num certo sentido, pouco importante. Muito menos é importante sublinhar as discorrências vertidas na verborreia argumentativa que, sucessiva e repetida-
mente, foi usada nos vergonhosos pleitos em que se exibiram em 9 meses de Assembleia inconcluídas.
O importante, aqui chegados, é que se cumpra a lei e a ordem do Tribunal. Prejuízos, bastam os já causados.

Escola primária de Óis da Ribeira abandonada e degradada...


O recreio da escola está transformado num ervado rodeado de rede por todos os lados


O edifício e lo-
gradouro da (antiga) escola primária de Óis da Ribeira está, lamentavelmen-
te, em estado de visível abando-
no. 
As imagens (do seu exterior) tal mostram.
A denúncia já foi feita por altura das últimas elei-
ções autárqui-
cas, pela lista do PS - que para lá tinha marcado a apresentação,
a 9 de Setembro de 2017.

Degradação
e vandalismo 

«Não se realiza na Escola Primá-
ria, como era ini-
cialmente o nos-
so desejo, por-
que se perspec-
tiva uma boa adesão de parti-
cipantes e, por outro lado,
aquando da visita à escola, deparámos-nos com alguma degrada-
ção», referiu a lista de candidatos do PS de Travassô e Óis da Ribeira, explicando que tal acontecia «especialmente em madeira com “pós de bicho”, falta de limpeza recente e um wc vandaliza-
do, com um vidro partido, e o exterior com ervas altas.
O PS disse, então, ter reportado a situação à tutela e que «de ime-
diato foram tomadas providências e procedidas limpezas e o cor-
te das ervas no exterior». Se reportou ou não reportou, o d´Óis Por Três não sabe, mas sabe, pelas imagens captadas esta ma-
nhã, que as ervas estão como se vê e o telhado já «remendado».

Uma escola
de 3 salas
abandonadas

O d´Ois Por Três não pôde con-
firmar o estado de conservação do interior do edifício, por estar vedado o acesso (e muito bem...). Todavia, não custa adivinhar que se terá deteriorado desde quando foi visitado pelos candidatos socialistas, já lá vão 9 meses..., nem mais, pois não são conhecidas quaisquer obras.
Nem conseguiu, também, saber se o edifício, de 3 salas e recreio, continua em posse e gestão da Câmara Municipal de Águeda. Ou se esta, a gestão, está entregue a uma qualquer outra entidade.
A escola de Óis da Ribeira (EB1) foi construído no Âmbito do Pla-
no dos Cinquentenários do Estado Novo, nos finais da década de 50 do século XX. Inicialmente, com apenas uma sala (a do rés do chão, a noroeste), mais tarde com o bloco de duas salas, rés do chão e 1º. andar, a nascente. Três salas, ao todo.

sexta-feira, junho 08, 2018

O último regedor de Óis da Ribeira nasceu há 111 anos...

Edmundo (Pereira dos) Reis, o
último regedor de Óis da Ribeira

Edmundo Reis foi o último regedor de Óis da Ribeira e nasceu a 9 de Junho de 1907. Amanhã, faria 111 anos, mas faleceu em 1996. 
Os regedores eram os represen-
tantes locais dos presidentes de Câmara e por eles nomeados. Tinham como incumbências cumprir e fazer cumprir ordens, deliberações e posturas municipais e os regula-
mentos de polícia, levantar autos de transgressão sempre que necessá-
rio, auxiliar as autoridades policiais, judiciais e sanitárias, agir de modo a garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas, garantir os regulamentos funerários, mobilizar a população em caso de incêndio e cumprir outras ordens ou instruções emanadas do presidente da Câmara Municipal.
A figura do regedor de freguesia foi extinta na sequência da in-
trodução da Constituição da República Portuguesa de 1976 e Edmundo Reis foi o último verdadeiramente em exercício em Óis da Ribeira, já que, em curto período pós-25 de Abril (praticamente desconhecido de toda a gente e sem registo oficial, tanto quanto sabemos), foi substituído por Aldírio Soares da Costa.
Edmundo Reis substituíra Manuel Maria dos Reis (o Regedor Ve-
lho, que morava na casa que conhecemos como sendo do fale-
cido Hélio dos Reis Framegas, ao fundo da Rua Manuel Tavares, a do Cabo), em data desconhecida. Manuel Maria dos Reis, por sua vez, substituíra Aniceto Fernandes Estima, que faleceu a 15 de Janeiro de 1929.
A casa (à direita) da Rua 
do Viveiro (Adolfo P. Reis)
foi de Edmundo Reis 

Quem foi quem?
Edmundo (Pereira dos) Reis

Edmundo (Pereira dos) Reis nasceu a 9 de Junho de 1907, sendo filho de Bernardino dos Reis e de Anunciação Pereira, ambos agricultores. Foi neto paterno de José Bernardino dos Reis e de Maria Angélica dos Reis, materno de António Simões de Carvalho e de Ana Maria.
Um problema à nascença, que aconteceu à meia noite do dia 9 de Junho de 1907, levou a que tivesse de ser baptizado de urgência pelo avô materno. O baptismo oficial, com unção dos santos óleos, foi na Igreja de Óis da Ribeira e pelo pa-
dre Manuel Gomes de Andrade, sendo padrinhos Silvério Marcos dos Reis, tio paterno, solteiro e comerciante, e Mariana Ludovina de Jesus, solteira. 
Estudou na escola industrial e comercial de Águeda e casou, aos 22 anos, com Maria Celeste Tavares (faria 22 a 11 de Setembro) a 2 de Julho de 1929. O casal teve os filhos Dinis (já falecido), Ar-
mando, Dália (que morou na Trofa) e Clarice Tavares dos Reis. 
Foi homem público da freguesia e, além da regedoria, foi músico da Tuna de Óis da Ribeira e dirigente concelhio da Acção Nacio-
nal Popular (ANP), instituição política de que era efectivo em 1974. Dedicado às causas da Paróquia, foi também proprietário agrícola e faleceu a 12 de Dezembro de 1996 - aos 89 anos. 

quinta-feira, junho 07, 2018

Berna evocado pelo «Alma de Coimbra» no Centro de Artes

O espectáculo do CCA, no momento em que se cantava
«A Samaritana», evocando o saudoso António Bernardino


O ribeirense António Ber-
nardino (Berna) foi alvo de sin-
gela mas signi-ficativa homena-gem/evocação do grupo de fa-
dos «Alma de Coimbra», no decorrer do es-
pectáculo que, na noite do pas-
António Bernar-
dino, o Berna
 sado dia 2 de Junho de 2018, emotivamente acon-
teceu no Centro de Artes de Águeda.
O grupo cultural coimbrão, na sua página oficial de facebook evoca «o saudoso António Bernardino, voz inesquecível da canção de Coimbra», quem, sublinhou, «ressuscitou «A Samaritana» nos «di-
fíceis anos 60».
«A Samaritana» que o «Alma de Coimbra» nessa noite de evocação levou ao palco do CAA, cantando-a em momento muito íntimo e emotivo!
«Divinal e único, Lindo e maravilhoso, Tão belo e delicado, Encheu o coração de quem foi ver»,  são alguns dos comentários feitos ao espectáculo.
António Bernardino Pires dos Santos (Berna) é ribeirense, filho de Aires Carvalho e Santos e Maria Pires (do Aires). Nasceu a 20 de Agosto 1942 e faleceu, de doença, a 17 de Junho de 1996. 
O Presidente da República, Mário Soares, galardoou-o com a Comenda da Ordem do Infante, que recebeu a 10 de Junho de 1995 - o Dia de Portugal, em Matosinhos.
A rua da escola à pateira tem o seu nome, atribuído pela Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, com descerramento de placa e cerimónias oficiais no dia 16 de Novembro de 1996.

quarta-feira, junho 06, 2018

José Maria do Corpo Expedicionário Português (CEP) em França

A ficha militar de José Maria, ribeirense
 que integrou o 1º. Corpo Expedicionário 
Português na 1ª. Grande Guerra Mundial


Óis da Ribeira teve vários sol-
dados na 1ª. Grande Guerra Mundial, integrando o 1º. Cor-
po Expedicionário Português (o CEP), em França. A 6 de Junho de 1895, há 123 anos, nasceu um deles: JOSÉ MA-
RIA SOARES DOS SANTOS.
Filho de Bernardino Soares dos Santos e de Maria Rosa Ferreira Estima, ambos lavradores e de Óis da Ribeira, era neto paterno de António Lopes dos Santos e de Rosa Emília Soares e materno de José Francisco da Silva e de Josefa Ferreira da Silva. 
José Maria tinha quase 22 anos quando embarcou para a frente francesa, em Lisboa e a 20 de Janeiro de 1917. Voltou da frente de combate e a Lisboa no dia 19 de Maio de 1919.
Soldado condutor com o nº. 438, com a chapa de identificação nº. 4284, foi promovido a cabo miliciano (seria agora 1º. cabo) a 7 de Outubro de 1917. A 23 de Julho de 1918, passou ao D Art. C (não sabemos o que seria) e, a 23 de Setembro do mesmo ano, foi punido com 2 quartos (supomos que fosse tempo de serviço de escala, em castigo), por na véspera ter faltado a uma formatura. A 8 de Abril de 1919, baixou ao hospital - tendo alta no dia 18 do mesmo mês de há 99 anos.
José Maria Soares dos Santos foi mobilizado pelo Batalhão de Cavalaria nº. 2 (4ª. Bateria) e em França integrou a 2ª. Bateria do Grupo de Artilharia de Morteiros (GAM). 
David Soares dos
Santos, sobrinho
de José Maria

A família actual
de José Maria

José Maria era irmão de (pelo menos) Manuel Soares dos Santos (Lopes), que nasceu a 13 de Fevereiro de 1891.
Casado com Margarida Gomes da Conceição, a 28 de Outubro de 1910, o casal teve vários filhos e, entre estes, podemos identificar os seguintes contemporâneos, seus descendentes:
1 - David Soares dos Santos: Filhos Milton, Margarida e Manuel Soares dos Reis e Santos. 
2 - Maria Deolinda: António Luís (já falecido), Maria de Lurdes, Maria Estela, Zulmiro, José Maria e António Carlos dos Santos Almeida.
3 - Zulmira (ainda viva, com 93 anos): Maria Júlia e Maria Isolete dos Santos Garrido.
4 - Zulmiro (ainda vivo, já com 100 anos): Maria Zulmira e Maria de Fátima Framegas dos Santos.
5 - Mirene: sem descendentes.
6 - Isaura: Maria Ascensão, João Bernardino, Marília, Albertino e Isaura Maria Soares dos Reis.
São todos seus sobrinhos-netos.

terça-feira, junho 05, 2018

As obras do paredão, quando começam elas?



O d´Óis Por Três volta ao assun-
to, por mais nin-
guém dele falar, e pergunta: quando come-
çam as obras de requalificação do caminho ri-
beirinho, o pare-
Assinaturas do contrato 
dão de Óis da Ribeira, desde o Largo do Zebedeu (a juzante da ponte) até ao limite de Re-
queixo, ao longo do rio Águeda?
O contrato foi assinado a 8 de Setembro de 2017, entre a Câmara Municipal de Águeda (representada pelo presidente Gil Nadais) e a Aborridas - Terraplanagens, Lda., empresa de Arouca (representada por Jorge António Brandão).
O custo contratualizado da adjudicação foi de 161 881 euros.
O contrato, todavia, só veio a ser publicado a 8 de Março de 2018, indicando 60 dias como prazo de execução. 
A execução teria, pois, sido concluída a 8 de Maio, mas, para além das estacas a demarcar o alargamento do paredão (o referido caminho ribeirinho), mais não se sabe das obras.
O assunto parece andar esquecido pelas autoridades locais:  
1 - Pela Câmara Municipal de Águeda, a entidade adjudicante (que nada diz sobre o falado atraso);
2 - Pela Junta de Freguesia da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira (que não existe). Também
3 - Pela imprensa local, jornais e rádios, que, tanto quanto sabemos, não falam do assunto.
Fala o d´Óis Por Três e lamenta que não se realizem as obras, em prejuízo do bom povo de Óis da Ribeira.

segunda-feira, junho 04, 2018

Camara faz acordos com Juntas mas sem Travassô e Óis da Ribeira!

A Câmara Municipal de Águeda celebrou acordos com as Juntas de Freguesia,
mas «esqueceu-se» da União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira
A sede oficial da União de Freguesias de 
Travassô e Óis da Ribeira (UFTOR)

A Câmara Municipal de Águeda e as Juntas de Freguesia do concelho assinaram acordos de execução para os próximos anos. Mas a União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira foi excluída.

A notícia aparece na página oficial do pre-sidente Jorge Almei-
da e os acordos, no valor de 618 000 eu-
ros, permitem delegar nas Juntas um con-
junto de competên-
cias como a limpeza de valetas, passeios e
Manuel Almeida (Capitão) 
e Sérgio Neves (PSD)
aquedutos, a manutenção de espaços verdes e jar-
dins, equipamentos e 
mobiliário urbano, entre outras.
Serão complementados com novas propostas (de 726.500 euros)  de apoios financeiros às Juntas, para obras, aquisição de terre-
nos e equipamentos, já acordadas entre o pre-
sidente da Câmara e todos 
Marta Morais, Mário Martins
e Horácio Tavares (Juntos)
os presidentes de Junta.
Ainda em vigor estão con-
tratos inter-administrativos superiores a 310.000 eu-
ros, que permitem a pres-
tação de serviços, como transportes e apoios na área da educação, entre outros.
A Câmara Municipal de Águeda, ainda segundo o presidente Jorge Al-
Júlia Melo (PS)
meida, «irá transferir mais de 1.650.000 euros 
para as Juntas de Freguesia, o que, disse, «representa uma aposta indiscutível no 
reforço da sua capacidade de intervenção e proximidade».

E Travassô e Óis da Ribeira?

A assinatura destes acordos envolveu 10 Juntas de Freguesia, faltando uma: a da chamada União de Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira.
A União «vegeta» desunida, não elege os seus órgãos (deliberativo e e executivo) e ficou de fora deste acordo. A Câmara Municipal de Águeda nem a ela se refere.
A pergunta final: a Junta da União de Travassô e Óis da Ribeira ficou de fora, porquê?
Saberão responder as senhoras e os senhores quatro eleitos do PSD, os quatro do Juntos e a uma do PS? 
Terão noção mínima do mal que estão a fazer às duas freguesias?

domingo, junho 03, 2018

Marchas populares de Óis da Ribeira a 9 de Junho


O programa oficial das marchas populares de Óis da Ribeira já é conhecido. Trata-se da 17ª. edição, marcada para o dia 9 de Junho de 2018.
O cartaz não indica a hora, mas, socorrendo-nos da tradição, não custa arriscar que a concentração será de novo no Largo da Igreja, por volta das 21 horas, seguindo o desfile para o largo da pateira, em frente ao restaurante Pôr do Sol.
A organização é conjunta, da Arcor e da Tuna /AFOR, e participam  4 grupos de marchantes: Arcor (adul-
to e infantil), Tuna / Associação Filarmónica de Óis da Ribeira e a Associação A Espiga, dos Casais, em S. João de Loure. 
A Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Águeda também participa no evento, tal qual na edição de 2017.
O arraial terá animação de um DJ e momentos de karaoke, o bar abrirá às 16 horas e o restaurante funcionará a partir das 19,30 horas, no parque sul da pateira, com serviço de restaurantes.
A Câmara Municipal de Águeda mais uma vez apoia a iniciativa ribeirense, que também tem apoio da Agência Funerária Pateira, Bioenterprise, Servimolas e Escondidinho da Núria (todas de Óis da Ribeira), Artysport (serviço auto de Travassô), Lili Lavagens (de Mourisca do Vouga), Padaria do Cabeço (de Fermentelos) e Talábriga (cervejaria de Águeda).

sábado, junho 02, 2018

O Foral de Óis da Ribeira foi concedido há 502 anos!



A carta de foral a Óis da Ribeira foi concedida pelo rei D. Manuel I a 2 de Junho de 1516, passam-se hoje 102 anos.
O foral elevava administra-
tivamente o lugar a Conce-
lho e o conteúdo da carta, ou seja, os direitos nela consignados com os adequados deveres para esta unidade territorial, prevaleceram até 1834, até à  publicação da Lei de 13 de Agosto de 1834 - a reforma administrativa que teve Mouzinho da Silveira como mentor.
O concelho de Óis da Ribeira foi extinto, assim como muitos outros em todo o país e na região - por exemplo, Casal de Álvaro, Vouga, Brunhido e Assequins -, e foi integrado no de Águeda. 
A carta de foral era elaborada em triplicado, sendo um exemplar para o Arquivo Nacional Torre do Tombo, outro para o senhorio e outro para a Câmara de Ois da Ribeira. Está, desde os anos 90, em posse da Câmara Municipal de Águeda, que o adquiriu num leilão em Lisboa.
Os 500 anos de atribuição do foral foram comemorados a 4 de Junho de 2016, com um programa de revisitação histórica, algo insípido, arraial e marchas populares.
O estranho (ou talvez não) destas comemorações foi o facto de executivo da Junta da União de Freguesia (presidida por Mário Martins) ter associado o foral manuelino de Óis da Ribeira a Travassô, quando se trata de um momento histórico exclusiva-
mente ribeirense - nada tendo a ver, mesmo nada, com a agora (des)unida localidade vizinha. 
O mais que poderia fazer, e deveria, era associar Espinhel e Fer-
mentelos, que, essas sim, foram freguesias que pertenceram ao concelho de Óis da Ribeira. Mas foram esquecidas (ou ignoradas) pelos alegadamente mal informados organizadores do festim.
- Fonte: Site da Câmara Municipal de Águeda, AQUI

sexta-feira, junho 01, 2018

Eleições intercalares, ou nem por isso...

Assembleia de Freguesia de Travassô e Óis da Ribeira

O dia hoje, 1 de Junho de 2018, fecha 8 meses de vergonha política, que pôs a nu a fragilidade da classe política que foi eleita a 1 de Outubro de 2017, na União de Fre-
guesias de Travassô e Óis da Ribeira - a UFTOR de TravassÓis. 
As poucas-vergonhas que se passaram neste tempo, as escaramuças verbais e os excessos de linguagem e míngua de consciência política que culminaram, não esqueçamos, com o pedido de presença da GNR na 9ª. e última sessão da primeira Assembleia de Freguesia, são factos que deveriam merecer mais atenção e respeito dos eleitos.
E mais vergonha.
Dispensando-nos de os repetir, por pudor, sempre recordamos  a bagunça em que o solene acto de eleger a Mesa da Assembleia (e o seu presidente) e o secretário e tesoureiro da Junta de Freguesia se transformou, nas 9 sessões da primeira AFTOR numa espécie de bulha entre miúdos, cada qual a chamar de seu, e só seu, o rebuçado dado pelos votos de 1 de Outubro.

Brigas, pândegas, desordem
e falta de autoridade ético-política

A desordem e falta de autoridade ético-política dos eleitos da AFTOR transformou este órgão do poder local numa espécie de pândega, uma bagunçada interminável - em que o respeito pelos sagrados interesses do povo é esmagado pela indiferença de quem age de forma contraditória com o que propôs.
Os eleitos deveriam, sem dúvidas ou quaisquer tibiezas, assumir os seus próprios programas eleitorais, anunciados na campanha das Autárquicas Locais de 2017
Não os esquecer.
Não os contraditar por qualquer birra, ódio pessoal ou político. Sem atabalhoamentos e precipitações
Serem gente maior da política, com autoridade e legitimidade democrática.
Sem estas, de nada valem as palavras soltas que tem envenenado o sagrado plenário que é a Assembleia de Freguesia.
Nem de nada valem os recauchutados argumentos que todos esgrimem, em falhados debates que são pretensamente políticos, mas esgrimem em favor das suas teses e em inegável prejuízo do interesse colectivo.

Eleições intercalares, se
não resolverem o caso !

O que está em birra é a não maioria da lista vencedora, liderada por Sérgio Neves, do PSD, que teima em ser um presidente da Junta sem executivo e está de mãos atadas e sem tesouraria para realizar as coisas mais básicas. Limpar valetas, por exemplo.
Em birra está também o facto de a maioria - Juntos de Mário Martins e PS de Júlia Melo -  não aprovar as listas que SN propôs. 
E de, por inabilidade do presidente SN, ter proposto uma lista para a Junta de Freguesia, aprovada pela coligação Juntos/PS e não aceite por SN, que se justifica na lei. Lei que, aparentemente, não tem saída para o imbróglio.
Todos querem o que os outros não querem e nisto andamos há 9 reuniões da primeira sessão da AFTOR.
Dispensando mais pormenores, para neles e com eles não perder tempo, queríamos lembrar que, se outra saída não tiver a lei (que não conhecemos suficientemente) - e nem o Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro a deslinda... -,  uma saída parece haver: a auto-demissão de todos os eleitos e suplentes do Juntos e do PS. 
Todos demitidos, efectivos e suplentes, acontecerá o quê? Sobrará um PSD isolado e sem conseguir reunir maioria nos dois órgãos institucionais. Só com 4 dos 9 eleitos. 
Provocando eleições intercalares.
Isto será legalmente possível? 
Será assim?
O d´Óis Por Três não tem conhecimento legislativo que discirna sobre isto, mas espera que, aos 9 meses de gestação do processo, nasça uma solução para esta inacreditável situação.