domingo, maio 13, 2007

RETRATOS D´OIS - 19

Esta é, para nós, a mais bela fotografia que conhecemos da Igreja Paroquial. Já aqui a colocámos várias vezes, em outras dimensões. Julgamos que será do Padre Júlio Granjeia. Por vezes, de amgulos em que menos se espera, surgem imagens belíssimas. Como esta.
Clique na foto, para a ver ampliada

sábado, maio 12, 2007

OIS NO SÉCULO XX - 11


Há 52 anos
RESTAURO DA CAPELA

DE SANTO ANTÓNIO

A capela de Santo António foi restaurada há 52 anos, por iniciativa de «alguém que nas longínquas paragens africanas, debaixo de um sol tropical, nem lá se esqueceu de um Santo Português da sua devoção, (…), vindo encontrar a capela num mísero estado de conservação».
O templo «devia datar do século XVII, mas há indícios que deve ser muito anterior a essa data, pois que em 1070 já Ois da Ribeira era uma antiga povoação e a capela talvez date da época romana», escrevia-se no jornal Soberania do Povo.
O benemérito «africano», supomos que Manuel Tavares da Silva (que dá nome à ainda hoje também chamada Rua do Cabo) chegou a Ois da Ribeira e «ameaçava ruína a capela». E, sublinhava a nota do jornal Soberana do Povo, «porque ninguém olhava pela sua conservação», procedeu ao restauro «a expensas suas».
«Pôs mãos à obra e em pouco tempo apareceu-nos a capela reconstruída de alto a baixo», frisava o jornal.
As obras foram de monta. Recordemos: «Extraídas as guarnições exteriores, verificou-se em pouco tempo que caía. Grossas vigas de cimento armado ligaram e protegeram a linda capela, que fica a atestar para a posteridade que nem tudo se preverteu». Lápide colocada no interior diz: Capela de Santo António – Restaurada em Maio de 1955».

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NOTA: O Inventário Artístico de Portugal, editado em 1959 pela Academia Nacional das Belas Artes, data a capela do Século XVII. Identifica-a como de «construção agradável, pelo grés regional, pelas formas próprias e ainda pelo isolamento».
Refere que além do corpo e da capela-mor, tem «uma pequena sacristia, cunhais rematados de esbeltas pirâmides, levantadas em pedestais e com os ângulos das empenas marcados de cruzes. O retábulo de calcário tem três pilastras decoradas, com pequeno remate, onde se lê OH LINGOA BENEDITA, alusiva ao titular»..
O ornato, ainda segundo o IAP, «é já da transição do barroco inicial, devendo datar do decénio de 70 do século XVII,
A escultura, de madeira, é do século XVIII «e sem interesse»

PERGUNTA D´OIS - 52

- As terras de Ois da Ribeira, em 1756, pertenciam a D. Maria, Princesa do Brasil e Duquesa da Casa de Bragança. Resposta à pergunta de ontem.
- Pergunta de hoje: Quem a mulher ribeirense que, em finais do século XIX. foi líder política local - coisa bem rara àquele tempo?

TERTÚLIA LITERÁRIA - 182

-«Amanhã é dia de Nossa Senhora de Fátima, tempo de orações e de fé...», disse o Três.
- "E tu, ora ouve lá... tu achas que isto vai lá com terços e orações?», perguntou o d´Ois.

RETRATOS D´OIS - 18

Cheia na pateira!!! Porque será que as grandes alterações climatéricas «provocam» sempre excelentes fotografias?! Em Óis da Ribeira e qualquer parte do mundo!!!! Esta foi retirada DAQUI. Clique-a.

sexta-feira, maio 11, 2007

OIS NO SÉCULO XX - 10

Há 50 anos
RELÓGIO DA TORRE

* Primeiras horas dadas a 5 de Agosto de 1954

«Melhoramentos locais: Está de parabéns esta localidade, por ver realizados alguns melhoramentos de alto interesse comum.

Assim, o relógio da torre sineira desde o dia 5 que o bronze do sino grande, em compassadas badaladas, se vai ouvindo de quebrada em quebrada, de vale em vale, e toda esta terra e limítrofes se vão regulando pelas horas por ele emitidas. Será essencialmente agrícola, é de alto interesse este melhoramento, para quem longe da povoação amanha as terras e vai regulando os seus trabalhos nos campos pelo toque das horas.
Benjamim Soares de Freitas, seu nome dever ser perpetuado pela oferta com que acaba de dotar a sua terra natal».
- notícia de 21 de Agosto de 1954

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NOTA: Ois da Ribeira prestou a homenagem a
Benjamim Soares de Freitas, que oferecera à freguesia o relógio e o telefone público, atribuindo o seu nome à rua que vai do Largo do Centro Social (Cruzeiro, antigamente denominado Jacinto Bernardo Henriques) até à escola primária. O dia 5 de Agosto, referido na notícia, é do ano de 1954, faz hoje 50 anos.
2x3: Notícia tirada DAQUI, com o devido agradecimento.

Fotografias na Pateira...


Dia 20 de Maio de 2007 - 2ª Expedição Fotográfica à Pateira
O dois por três espera que a "colheita" seja boa, que é o mesmo que dizer que espera boas fotografias. Importa a divulgação de uma paisagem deslumbrante e que devemos preservar.

TERTÚLIA LITERÁRIA - 181

- «É pá, nem de propósito, grande novidade, pá... Já sabes que vai voltar a sair o Jornal da Arcor», disse o d´Ois.
- «Olha que admiração'! Até já tardava!!!...», disse o Três.
- «Tardava?!!!...», admirou-se o d´Ois.
- «Claro... Com tanto jornalista que para aí há em Óis, directores, advogados, cantores e poetas, o que admira é porque é que não sai há já dois anos...», disse o Três.

RETRATOS D´OIS - 17

Um jacinto-de-água, a peste que é bonita e dá cabo da pateira!!! Em grande plano!!!! Em grande fotografia!!!!! De fotógrafo talentoso!!!!!! A quem prestamos vénias!!!!!!! Retirada DAQUI.
Clique-a, para a ver melhor.

PERGUNTA D´OIS - 51

- A mais antiga referência histórica conhecida de Ois da Ribeira é o ano de 1079. Antes, as terras de Óis pertenciam ao Conde D. Mem Viegas de Sousa. Fica explicada a questão de ontem.
- Pergunta de hoje: sabe a quem pertenciam as terras de Ois da Ribeira no ano de 1756?

quinta-feira, maio 10, 2007

OIS NO SÉCULO XX - 9

Há 50 anos
ESTRADA PARA ESPINHEL

E ELECTRICIDADE

*Ano de 1955 foi de oiro para Ois da Ribeira

A freguesia de Ois da Ribeira teve 1955 como «ano de oiro», em termos de obras públicas: começou o alargamento da estrada para Espinhel e entregaram-se 30 contos na Câmara Municipal de Águeda para as obras de electrificação.


O mês de Julho, faz precisamente agora 50 anos, começava com uma boa notícia: «Principiaram os trabalhos de reparo e alargamento da estrada municipal que liga esta localidade a Espinhel»..

A notícia especificava que (...) esta estrada já há muitos anos devia ser reparada porque o seu estado era lamentável e chegou a estar na agenda da Câmara Municipal, já lá vão largos anos, em primeiro lugar».

Por razões que a razão desconhecia, não se fizeram e «por caprichos mal entendidos, arrastou-se até agora», até que a Câmara «mandou fazer ultimamente um estudo para uma variante, que não sei porquê não se cumpriu».

A verdade, porém, em Julho de 1955, é que «estamos a assistir a uma nova modalidade em cortes diversos e faço votos para que seja a contento de todos».

* ATERRO DA PONTE:
Foto

Ao mesmo tempo, «o aterro da ponte desceu do lado nascente, num desnível grande, e enquanto não é reparado, há perigo para os veículos motorizados».

O lamento dos ribeirenses era óbvio: «De facto - escrevia o articulista - não faz sentido que a ligação de uma ponte em que se gastaram milhares de contos fique com aleijões».
«Pelo amor de Deus. Isso não», frisava a notícia.


* ELECTRICIDADE: (notícia de 23 de Julho de 1955): «Já foi entregue na Câmara Municipal a comparticipação desta localidade, de 30 contos, para que no futuro próximo possamos gozar o que os outros já desde há muito têm, a luz eléctrica».


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2X3: Veja AQUI

TERTÚLIA LITERÁRIA - 180

- «Então, quanto a acabar a rede de saneamento, vamos ter de esperar sentados, não é?!..», comentou o Três.
- «Não é bem sentados... Vamos todos passear na vassoura da bruxa nossa amiga!!!...», explicou o d´Ois

RETRATOS D´OIS - 16

Outra pateira na noite de Óis da Ribeira e com o sol já a fugir, para os lados do Carregal e de Requeixo!!! Bonito de ver!!! Retrato, como de costume, tirado DAQUI, com o devido agradecimento.
Clique na foto, pois vê-la-á melhor.

PERGUNTA D´OIS - 50

- Sabe de que ano é a referência histórica conhecida, mais antiga, de Ois da Ribeira?
- Respondendo à questão de ontem, diremos que o concelho de Ois da Ribeira, extinto em 1834, pertencia à Comarca de Barcelos.

quarta-feira, maio 09, 2007

OIS NO SÉCULO XX - 8

Há 73 anos
PROJECTO DA

PONTE POR...
318 286$13


A epopeia construção da ponte de Ois da Ribeira sobre o rio Águeda conheceu, há precisamente 73 anos, mais um capítulo - que o tempo se encarregaria de mostrar um desperdício. A 12 de Agosto, efectivamente, chegaram às mãos do presidente da comissão «três lindos exemplares da planta, cálculos, caderno de encargos, orçamento, etc.». E ficou a saber-se qual era a estimativa dos custos: 318 286$13.

O presidente da dita comissão da ponte era o então padre José Bernardino dos Santos Silva, que «fez chegar (dois exemplares) às mãos da Exmª. Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Águeda, para serem enviados às entidades competentes e submetidos ao respectivo exame». A notícia era datada de 15 de Agosto de 1934: «Com prazer dou hoje a boa nova (...) de que chegaram domingo ás mãos do digníssimo presidente da comissão da ponte (...), referia o representante ribeirense do jornal, acrescentando que «pelos detalhes da planta, a ponte deve ficar um primor».
Estava orçada em 318 286$13 e frisava a notícia que «desta vez, creio que vamos ser felizes e já não vai sem tempo».


NOTA: A ponte só viria a ser inaugurada a 25 de Maio de 1952, tendo os trabalhos sido iniciados dois anos antes. Como se sabe a luta do povo ribeirense pela sua construção vinha pelo menos já desde 1908. Não se confirmou a profecia de Joaquim Tavares da Silva

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2x3. Notícia (adaptada) retirada DAQUI, com a devida vénia

TTERTÚLIA LITERÁRIA - 179

- «Estamos quase no 13 de Maio. Sabes qual vai ser o milagre deste ano?!...», perguntou o d´Ois.
- »Sei lá... Para aí a restauração do Adro da Igreja, não?!???...», disse o Três.
- «Olha, não está mal pensado, não senhora!...», comentou o d´Ois.

RETRATOS D´OIS - 15

Depois do pôr do sol, com um convite ao romance, nas noites da margem da pateira de Óis da Ribeira. A malta nova até que... gosta. Foto tirada DAQUI, com o devido agradecimento.
Clique, para ver melhor. E boa noite e bons sonhos!!

PERGUNTA D´OIS - 49

- O concelho de Óis da Ribeiora pertencia ao Almoxarifado de Eixo - assim como os de Eixo, Paus e Vilarinho do Bairro- É esta a resposta à pergunta de ontem.
- Já agora: a que Comarca pertencia o concelho? Veremos, na resposta de amanhã.

terça-feira, maio 08, 2007

TERTÚLIA LITERÁRIA - 178

- «Há crocodilos na pateira, já sabias?», perguntou o Três.
- «Crocodilos?! Então não são jacintos?!....», espantou-se o d´Ois.
- «Pois, tambem há jacintos, mas agora trouxeram os crododilos para o fluviário da Câmara...», explicou o Três.

OIS NO SÉCULO XX - 7

Teatro e festa em 1936
SEGREDO

DO PESCADOR

«Realizou-se domingo, como tínhamos anunciado, a festividade em honra de Nossa Senhora do Rosário, pregando ao Evangelho Monsenhor Santos e Silva, digno prior de Águeda, e à tarde o sr. prior de Fermentelos, agradando muito os seus sermões à numerosa assistência.
Apesar da noite estar muita chuvosa, o grupo dramático «Os Inseparáveis» representou o drama «O Segredo do Pescador», não chegando a concluir o seu programa em virtude da muita chuva que caía, ficando os numerosos assistentes desgostosos, apesar de apanharem um bom banho».

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2x3: Notícia do primeiro Site Oficial da Arcor, com o devido agradecimento.

RETRATO D´OIS - 14

Pôr do sol na pateira, em Óis da Ribeira!
Até parece uma foto igual à de há dias, mas não é. Foi tirada DAQUI e, para ser melhor vista, deve clicar sobre ela. Surpreenda-se, não é Luís Neves?!

PERGUNTA D´OIS - 48

O concelho de Ois da Ribeira era formado por Ois da Ribeira, Fermentelos e parte da freguesia de Espinhel.
- E a que Almoxarifado pertencia esse concelho de Ois da Ribeira? Saberemos amanhã.

segunda-feira, maio 07, 2007

OIS NO SÉCULO XX - 6

BARQUEIRO
ZEBEDEU

«Com a idade de 68 anos, faleceu há dias o sr. Zebedeu Alves da Costa, que havia sido hospitalizado depois de acometido de ataque epiléctico. Pertenceu a uma família de barqueiros, que há mais de meio século faziam a travessia entre esta povoação e Cabanões. Ele foi o último barqueiro na lendária passagem que terminou com o levantamento da ponte de Ois da Ribeira»
Notícia de 12/06/1954

NOTA: Zebedeu Alves da Costa foi avô dos irmãos Zebedeu Oliveira Costa (ausente nos Estados Unidos) e Joaquim Costa (Quim), da rua do Viveiro - filhos de Maria de Oliveira Costa (Lá). Outro neto é Dinis Alves de Oliveira Pereira, filho de Cesaltina Alves Oliveira e António Pereira (alfaiate). Mora em Eirol.
A Junta de Freguesia de Ois da Ribeira homenageou-o a 30 de Setembro de 2000, atribuindo o seu nome ao Largo do Rio, agora Largo Zebedeu Alves da Costa, a poucos metros da que foi sua residência.

2x3: Notícia retirada DAQUI

TERTÚLIA LITERÁRIA - 177

- «Já sabes, pá?!!!... Vamos ter uma piscina em Óis!», disse o d´Ois.
- «Já sabia... Eu já sabia. Tem massajador e tudo, não é?!....», dsse o Três.

RETRATOS D´OIS - 13

Comentem, como quiserem - depois de clicarem esta foto, tirada DAQUI.

PERGUNTA D ´OIS - 47

- Ois da Ribeira, na verdade, já foi sede de concelho - como falávamos ontem. Até 1834, quando passou a pertencer ao de Águeda e até hoje.
- Sabe que espaço territoral abrangia? Responderemos amanhã.

domingo, maio 06, 2007

Comunhão e Profissão de Fé em Ois da Ribeira


A Paróquia de Óis da Ribeira esteve em festa com a realização da Primeira Comunhão e da Profissão de Fé. Foram nove as crianças que receberam o sacramento da Comunhão, tendo sido duas delas também baptizadas.
Foi, também, dia de festa para quatro adolescentes ribeirenses que, na mesma Eucaristia, professaram, diante da Assembleia reunida, a sua Fé em Deus.
O dois por três deseja-lhes as maiores felicidades na sua caminhada de fé.
2x3: Foto do Site Oficial da Paróquia/Padre Júlio

OIS NO SÉCULO XX - 5

16 de Junho de 1951
A CONSTRUÇÃO DA PONTE


«Prosseguem com actividade os trabalhos em curso na ponte de Ois da Ribeira. (…) hoje estiveram ali os srs. Director de Pontes, Engº. Carlos Crouvrer, Engº. Francisco Araújo (Chefe de Repartição Técnica) e Engº. Abreu, como fiscal.
Acompanhavam esta comitiva 5 aspirantes da Escola de Guerra, com o sr. Capitão Morais, em viagem de estudo. A armadura da lagem do tramo lateral do lado de Ois da Ribeira foi verificada pela engenharia que ordenou o seu preenchimento, sob a direcção do sr. Joaquim Pereira, encarregado dos trabalhos, e do sr. António Costa, fiscal».

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NOTA: A ponte foi inaugurada a 25 de Maio de 1952 mas a sua epopeia vinha já de 1908 e «com o seu arauto no concelho, o sr. Conde de Águeda». A implantação da República, em 1910, fez pôr de parte a ideia - estavam «feitas sondagens e o levantamento da planta».
A ideia foi retomada em 1924, com impulso de Manuel Tavares da Silva (que dá nome a antiga Rua do Cabo, do Largo do Centro Social ao do Cruzeiro do Café do Nelson), que, porém, segundo notícias da época, «teve de desistir, desiludido com tanta ingratidão».

A 4 de Novembro de 1927, entretanto, foi constituída a comissão executiva de obras, formada pelo
padre José Bernardino dos Santos Silva (presidente), José Maria Estima (vice-presidente), prof. Dinis Pires da Silva (secretário), Manuel Maria Ala de Resende (tesoureiro) e os vogais Albano J. Almeida, Aniceto Fernandes Estima, António M. da Silva, Benjamim Soares de Freitas, Edmundo Reis, Germano Marcos dos Reis, Joaquim Augusto Ferreira das Neves, prof. Joaquim Augusto Tavares da Silva e Cunha, Joaquim M. Viegas, Joaquim Tavares da Silva, João de Matos, José B. dos Reis, José Ferreira A. de Carvalho, José M. dos Santos, José S. dos Reis, Luís Henriques de Almeida, Luís Maria de Almeida Santos, Manuel Joaquim F. Alves, Manuel M. de Carvalho, Manuel M. dos Reis, Manuel Soares dos Santos, P. dos Reis, Serafim Maria dos Reis e Silvério Tavares Pinheiro.

A reunião decorreu em casa do
padre José Bernardino, «comparecendo toda a freguesia», e foi decidido «criar uma grande comissão em que faz parte toda a freguesia», sendo considerados como fazendo parte da comissão «todos os filhos da terra ausentes». Para além disso, nomear uma comissão executiva e oficiar as freguesias limítrofes.

Notícias de 1929 dão como certo que a comissão angariou 150 contos - uma fortuna para a época.

Anos depois, a ponte foi contratada por aquela importância ao engº. Moreira de Sá, do Porto, que só levantou as fundações e placas de apoio aos Pegões - frente ao largo do rio, agora denominado Largo Zebedeu Costa.

Em 1949, o então ministro das Obras Públicas, engº. José Frederico do Casal Ribeiro Ulrich, «presenceou a necessidade ingente, assistindo à passagem de veículos e pessoas em velhos e minúsculos barcos, e interessou-se pela realização da obra».

As obras começaram a 1 de Fevereiro de 1950 e a ponte foi inaugurada a 25 de Maio de 1952.

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2X3: Notícia DAQUI, com o devido agradecimento

TERTÚLIA LITERÁRIA - 176

- «Lembras-te daquela coisa das bateiras roubadas!!!...», perguntou o Três.
- «Roubadas ou apreendidas?!...», interrogou-se o d´Ois.
- « Pois, é isso mesmo - disse o Três - é que foram mesmo apreendidas, com umas redes».
- «Calculo... Mas já andavam por aí a dizer que tinham sido apanhadas pelo ceifeira aquática!!...», riu-se o d´Ois.

RETRATOS D´OIS - 12

Pôr do sol na pateira!!!
Querem melhor?!! Nem de encomenda, em mais um qualquer outro Retrato d´Ois!! Boa, Luís Neves!!!
Clique na foto, para a ampliar.

PERGUNTA D´OIS - 46

- O foral de Ois da Ribeira foi comprado em Lisboa e custou 100 contos aos cofres da Câmara Municipal de Águeda. Respondemos à questão de ontem e encerramos o capítulo do foral.
- Ois da Ribeira já foi sede de concelho. Sabe em que ano foi extinto?

sábado, maio 05, 2007

OIS NO SÉCULO XX - 4


Há 103 anos
PONTE DE
OIS DA RIBEIRA


"Falla-se agora muito n´uma ponte sobre o Águeda, em virtude de se dizer, quando o sr. Conde se aproximou do rio, que a estrada alli deveria ficar já com altura sufficiente para a sua construcção. Tal melhoramento era para Ois da Ribeira de grandissima importância porque, no inverno, no tempo das cheias, não podemos surtir-nos de lenhas ou matos das gândaras de Travassô e Cabanões, sem termos de ir á volta por Águeda, o que é bastante penoso.

Alem d´isso, ha occasiões em que as lanchas não podem atravessar para Cabanões, devido aos temporaes. Dizem que ha annos, devido á iniciativa particular, se pensou em a construir, chegando a juntar-se uns 400 mil reis.

Hoje poderá garantir-se a mesma quantia; mas isso o que é em relaçao á importância da obra?

O que é certo é que presentemente é o assumpto de todas as conversações e nós, se tivessemos valor e competência, haviamos de organisar uma representação aos poderes públicos, pedindo a construcção da ponte que é o melhoramento que todos desejam e o mais necessario à freguezia e que seria tambem de grande utilidade para as freguezias vizinha".


2x3: Notícia retirada DAQUI, com o devido agradecimento

O NOSSO ANTÓNIO BERNA

ANTÓNIO BERNA interpretou os melhores autores, foi acompanhado pelos melhores músicos e teve os melhores mestres.
Prematuramente falecido em 1996, António Bernardino, natural de Águeda, onde nasceu em 1942, começou cedo a cantar o fado de Coimbra, ainda estudante em Aveiro. Chegado à cidade do Mondego, Bernardino deverá reconhecimento à influência de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, tornando-se um dos mais destacados intérpretes da canção de Coimbra e, em particular, dos poemas de Manuel Alegre.
Gravou em disco e actuou no estrangeiro como nenhum outro da sua geração. E foi acompanhado pelos grandes nomes: António Portugal, Octávio Sérgio, Nuno Guimarães, Eduardo e Ernesto Melo na guitarra; Rui Pato, Durval Moreirinhas e Jorge Moutinho na viola.
Flores para Coimbra, o seu disco mais relevante, marcado pela poesia de Manuel Alegre e pela música de António Portugal, fica na história da canção de Coimbra.

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2x3: Do site http://www.macua.org/

TERTÚLIA LITERÁRIA - 175

- «O que é achas das notas musicais postas pela Tuna nas janelas da sede que agora tem na antiga sede da Junta?...», perguntou oTrês.
- «Olha, eu até acho muito bem... E assim se prova, para os de agora e os vindouros, como a Tuna sabe bem e nos está sempre a dar música...», respondeu o d´Ois.

COMUNHÃO E BAPTIZADOS EM OIS DA RIBEIRA

Amanhã, 6 de Maio, é dia de festa da comunidade católica ribeirense: de baptismos e comunhões. As crianças têm andado a ser preparadas para este ritual cristão, tornando-se (umas) e confirmando-se (outras) como Filhos da Grande Família de Deus.
2x: Foto do Site Oficial da Paróquia/Padre Júlio

RETRATOS D´OIS - 11

Foto de uma árvore da margem ribeirense da pateira, tirada DAQUI. Hoje, não seria possível tirá-la. As árvores foram cortadas, sabe-se lá por que razão!!!
Clique na foto para a ver ampliada.

PERGUNTA D´ OIS - 45

- Ainda andamos à volta com o foral, hoje para responder à pergunta de ontem e dizer que foi comprado pela Câmara Municipal de Águeda a 7 de Dezembro de 1983, era presidente o dr. Dinis Padeiro.
- Para acabar: quando custou o foral, à Câmara Municipal de Águeda? Diremos amanhã.

sexta-feira, maio 04, 2007

TERTÚLIA LITERÁRIA - 174

- «Já ouviste as bocas políticas que andam por aí a mandar?!...», interrogou o Três.
- «Não sei e, olha, se queres saber nem tão pouco me interessa!...», disse o d´Ois.
- «Pois, faz lá o que tu quiseres, mas também não estiques tanto o elástico à tua ignorância...», ripostou o Três.

OIS NO SÉCULO XX - 3

Festa de S. Pedro
em 1901

"Ois, no dia 28 de Junho, despertara aos sons festivos do sino da sua egreja, N´esse dia, esta verdejante ilha perdida entre crystalinas aguas, rejuvenescia ás sonoras risadas da sua alegre rapaziada."

O S. Pedro !....

Sim, festejara-se aqui, pela rapaziada das ruas da Igreja e Viveiro, o chaveiro do céu. Quem não se recorda com saudade d´esse dia tão alegre?

"Não é nosso fim vir aqui fazer a apologia do santo, nem a história da decadência dos festejos em sua honra; mas dizer umas breves palavras sobre a festa que este ano fez com que a Ois affluisse muita gente das povoações limitrophes. Em frente ao adro da egreja erguia-se um elegante e bello pavilhão, artisticamente architectado e que merece louvores. Junto d ´este via-se um jardim, cujas plantas, dispostas em perfeita harmonia, encantavam a vista. Do meio d´este pequeno paraizo, e para mais realçar a sua belleza. Elevava-se um jacto de água, cujas pérolas diamantinas vinha, cair por entre uns rochedos graciosamente collocados.

Da egreja até ao «Águeda», aquellas duas ruas, onde se notava um delirante enthusiasmo, estavam caprichosas e pitorescamente ornamentadas, produzindo o seu aspecto belo efeito. No largo do rio via-se outro jardim e outro pavilhão (…). No centro deste e d´uma pyramide primorosamente revestida de pinhas, brotava um outro repucho, sendo cercados por um simétrico gradeamento ornado das mesmas. Por cima d´este jardim estava o pavilhão, cujo effeito era surpreendente. Além d´isso havia uma coreto onde por vezes tocou a «tuna» Fermentelense, estando aquelle largo e rua entretecido de fios, uns vestidos de bogalhos e outros de buxo e outros vegetaes, d´onde pendiam balões venezianos, cuja luz em myriadas de tons se reflectia nas serenas aguas do «Águeda».

Passamos aos festejos. No dia 28 das 9 e meia à 1 e meia, tocou no pavilhão que estava em frente do adro, a conceitoada tuna Fermentelense «que se portou à altura». Em seguida foi tocar para o do Viveiro até ás 3 horas da madrugada. No dia seguinte, 29, a mesma tuna tocou novamente nos dois pavilhões, desde as 6 horas da tarde até ás 11 de noite."
* Tavares da Cunha

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2X3: Notícia retirada DAQUI.

RETRATOS D´OIS - 10

Margem ribeirense em dia de cheia. Esta estrada vai da zona do restaurante até à Capela de Santo António. Foi tirada DAQUI.
Clique na foto, para a ampliar.

PERGUNTA D´OIS - 44

- O Foral de Ois da Ribeira foi atribuído e assinado por D. Manuel I, a 2 de Junho de 1516. Desfeita a dúvida/pergunta de ontem.
- Pergunta de hoje: Sabe quando o foral foi comprado pela Câmara Municipal de Águeda?

quinta-feira, maio 03, 2007

TERTÚLIA LITERÁRIA - 173

- «Então, pá... como é que vamos por c´á de amores novos?...», perguntou o d´Ois.
- «Amores novos?!!... Ó pá, então, mas isso não é lá mais para o tempo do verão, na praia?...», disse o Três.
- «Não, pá... o que eu ouço dizer é que mais lá para a noite, no bico da mota...», esclareceu o d´Ois.

OIS NO SÉCULO XX - 2

Concurso sobre história de Portugal
PROFESSOR DE OIS DA RIBEIRA
GANHOU PRÉMIO NACIONAL

* Mestre de aulas descreveu a batalha de Alcácer-Quibir

O professor Camilo Gomes Ferrão dos Santos, de Ois da Ribeira, foi o vencedor, há 102 anos, do «primeiro prémio de um concurso histórico aberto pela revista ilustrada da vida portugueza A Nossa Pátria», dirigida por Alberto Bessa.


«O concurso consistia em descrever no máximo de 25 linhas de papel almasso a batalha de Alcácer-Quibir e as suas consequências, empregando o melhor estylo possível, de modo que nenhuma palavra pudesse ser considerada supérflua, desnecessária ou incorrecta.

Concorreram cerca de 50 professores de diversos concelhos do reino e, entre estes, o sr. Camillo Ferrão o unico do nosso.
As provas foram apreciadas pelo sr. dr. Cândido de Figueiredo que classificou a do sr. Camillo Ferrão a 1ª. em mérito relativo.

Em consequencia desta auctorizada decisão, foi entregue ao digno professore de Travassô o 1º. Premio, que constava de um volume e, prosa dos Estudos Históricos e Economicos, de Bailio Telles, e um outro em verso, de J. Carlos de Gouveia, sendo também o retrato publicado na revista, como era das condições do concurso».

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2X3: A notícia foi retirada do primeiro
Site oficial da ARCOR e vale a pena recordá-la, citando os descendentes actuais do professor Camilo Ferrão.

Era natural de Arazede (Cantanhede) e residente em Ois da Ribeira, pai do Professor Luís Maria de Almeida Santos e de José Ferrão de Almeida Santos, já falecidos. Avô de António Gomes Cruzeiro de Almeida Santos (Toninho), Maria, Luís, António e Benjamim Soares de Almeida - todos aqui residentes.

RETRATOS D´OIS - 9

Cheia na Pateira, em Dezembro de 2006, uma foto tirada DAQUI.
Não há, como diz o outro, terra como a nossa!!! Ora bem!!!
Clique na foto, para a ver ampliada.

EXPEDIÇÃO FOTOGRÁFICA À PATEIRA

Venho dar a conhecer mais uma Expedição Fotográfica à Pateira… desta vez sem jacintos nem enchentes!!!
Se alguém quiser participar é só dizer para o luiscneves@gmail.com

PERGUNTA D´OIS - 43

- O foral de Ois da Ribeira foi concedido por D. Manuel I. É esta a resposta à pergunta de ontem.
- Já agora, sabe em que data foi concedido? É a pergunta de hoje e diremos amanhã.

quarta-feira, maio 02, 2007

OIS NO SÉCULO XX - 1

2 de Maio de 1936
Casamento
de Zé e Olívia

«Consorciou-se no dia 2, na nossa igreja, o Sr. José Pires Ferreira dos Reis com a menina Olívia Soares Estima. Desejamos aos noivos muitas felicidades.

Vieram no dia 1º. de Aguada de Cima e Viana do Castelo, respectivamente, os Srs. Fernando Joaquim Estima e D. Iria Soares de Freitas, assistir àquele casamento e à festa de Nossa Senhora do Rosário, regressando já àquelas localidades».


* Notícia de 8 de Maio de 1936 (há 71 anos).

Nota actual : José Pires Ferreira dos Reis, conhecido por Zé da Luz ou Zé da Olívia, faleceu em 1999. Olívia Soares Estima faleceu em 2005. Moraram ambos na sua casa em frente à Igreja. O casal teve os filhos José Augusto (ausente na cidade de Pelotas, no Brasil), Maria do Carmo e Maria Eugénia, residentes em Ois da Ribeira. Netos, filhos de Maria do Carmo e João Bernardino Gomes Soares, são os drs. João José e Jorge Manuel Reis Soares, ambos residentes em Aveiro.


2X3: Retirado do primeiro Site Oficial da Arcor, com a devida vénia. Regista-se a coincidência de o casamento ter sido efectuado faz hoje precisamente 71 anos.

TERTÚLIA LITERÁRIA - 172

- «Hoje, olha, não sei... mas não me apetece perguntar nada. Anda tudo morto por cá, não anda?», disse o d´Ois.
- «Se calhar isso de andar tudo morto é porque nós temos dois cemitérios em Óis...», concluiu o Três.

PERGUNTA D´OIS - 42

- O ribeirense que é quadro técnico da Câmara Municipal de Águeda é Carlos Reis. Esclarecida a questão de ontem.
- Pergunta de hoje: Ois da Ribeira já teve foral régio, na época manuelina. Sabe que rei o atribuiu? Diremos amanhã.

BAPTIZADOS E COMUNHÃO A 6 DE MAIO

Os catecúmenos ribeirenses que se preparam para o Baptismo em Óis da Ribeira fizeram o segundo escrutínio no dia 29 de Abril, no decorrer da Eucaristia das 10.00 horas.
As Festas do Baptismo e da Comunhão Solene estão marcadas para o dia 6 de Maio em Óis da Ribeira.
Ver MAIS, no Site do Padre Júlio


RETRATOS D´OIS - 8

Pôr do sol na pateira, em Ois da Ribeira!
Magnífico lugar e excelente retrato. Retirado DAQUI, com a devida vénia.

terça-feira, maio 01, 2007

TERTÚLIA LITERÁRIA - 171

- «É pá, já viste como está o polidesportivo de lá de cima? As redes todas rebentadas e aquilo tudo sujo...», comentou o d´Ois.
- «É a vida, pá... O que é que tu queres?. Aquilo tem tanto uso que nem sobra tempo para o limpar e arranjar...», dissse o Três.

PERGUNTA d´OIS - 41

- O ribeirense que é presidente da direcção da Associação Comercial de Águeda (ACOAG) é José António Pires. Resposta à pergunta de ontem.
- Pergunta de hoje: que ribeirense é quadro técnico superior da Câmara Municipal de Águeda? Reponderemos amanhã.

RETRATOS D´OIS - 7

Jacintos na pateira, em Ois da Ribeira, a 1 de Dezembro de 2006.
Foto de Paulo Veríssimo, com a devida vénia.