terça-feira, maio 26, 2020

O asfalto em frente aos apartamentos da António Berna

O asfaltamento em frente ao prédio de apartamentos


A Urbiplantec
continua hoje 
com os trabalhos
de repavimen-
tação e
asfaltamento da
Rua Comendador António Bernardino
 (Berna), em Óis 
da Ribeira e agora
em frente ao 
prédio de
apartamentos.
O fim do martírio
 do trânsito na 
vila está próximo mas vem já desde 3 de Setembro de 2018, já lá
vão mais de 20 meses!!!..., quando a empresa Construções
Carlos  Pinho, de Arouca, iniciou os trabalhos da rede de
saneamento, junto à capela de Santo António.
Digamos que 20 meses é mesmo, mesmo... muito tempo, para 
mais que o tráfego esteve interrompido 
temporariamente e depois aberto com valas por «arranjar». Duas, paralelas e de lés-a-lés da Rua Manuel Tavares, a do Cabo - as do saneamento (rede nova) e da água (renovada).
E já não lembrando a lama e o pó que os moradores 
tiveram de «engolir» meses atrás de meses.
Haja fé no futuro! 

Óis da Ribeira nos dias 26 de Maio...

O cortejo de 26 de Maio de 2002, a favor
do Centro Social, no Jornal da ARCOR

Óis da Ribeira nos
 dias 26 de Maio...

1 - Ano de 1946.
há 74 anos!
Tília no largo e
obras na na fonte

A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira, reunida a 26 de Maio de 1946, já lá vão 74 anos, deliberou reparar a Fonte do Valbom, na qual se registavam fugas de água.
O pedreiro Invêncio Viegas - pais dos já falecidos Hermenegildo, Amílcar e César Viegas - ficou encarregado de identificar os rombos e realizar as respectivas obras de reparação, para evitar os desperdícios do precioso líquido.
O executivo era presidido por Benjamim Soares de Freitas, com o tesoureiro Manuel Soares dos Santos (Lopes) e o secretário José Maria Estima, e também deliberou mandar plantar uma tília no Largo Jacinto Bernardo Henriques (onde fica a actual rotunda do Largo do Centro Social), assim como o respectivo resguardo. 

2 - Ano de 1948,
há 72 anos !
Família Calvo
evocou patriarcas

Os descendentes da Família Claro, de Óis da Ribeira, evocaram o casamento dos patriarcas João Pires Claro e Silvestra Maria dos Reis a 26 de Maio de 1948.
O consórcio do casal realizara-se 192 anos antes e, como se lê na placa aqui reproduzida e colocada no muro do cemitério velho, João foi «um dos grandes homens da então vila de Óis da Ribeira». 
A informação da placa, de resto, é enfática relativamente ao casal. Ele, como já foi referido, «um dos grandes homens da então vila de Óis da Ribeira», teria agora 288 anos, mas faleceu aos 88, em 1820. Ela, foi mulher «activa e muito esmoler». 
O casamento foi evocado em Óis da Ribeira, a 26 de Maio de 1948, por «actuais descendentes» - actuais, os de 1948. Não foi há assim tantos anos que não haja familiares vivos, mesmo que descendentes destes.
Alguém sabe? Alguém pode ajudar? 
A ponte de Óis da Ribeira

3 - Ano de 1956,
há 64 anos !
Comissão de Obras da
sede da Junta de Freguesia

A Junta de Freguesia de Óis da Ribeira anunciou, a 26 de Maio de 1956, a constituição de uma comissão para a construção de uma nova sede da Junta de Freguesia.
A comissão era formada por Benjamim Soares de Freitas, Manuel Maria Tavares da Silva, monsenhor José Bernardino Santos Silva, professor Luís Maria de Almeida Santos, Edmundo Reis e Custódio Lopes Correia que, com  Junta de Freguesia, iria pedir, para esse fim, apoio à Câmara Municipal de Águeda.
A autarquia óisdaribeirense era presidida por Aires Carvalho e Santos, como tesoureiro José Pinheiro das Neves e o secretário David Sares dos Santos.
Aspecto de desfile do cortejo da ARCOR

4 - Ano de 2002,
há 18 anos !
Cortejo rendeu 4500 contos para o Centro
Social da ARCOR 

O primeiro cortejo da favor do Centro Social da ARCOR foi a 26 de Maio de 2002, há 18 anos. Rendeu cerca de 4500 contos, seriam hoje 29.241.738,65 euros.
O cortejo foi preparado em sucessivas reuniões com os pais e encarregados de educação, grupo de teatro e secção de canoagem, até com grupos da catequese -  que se responsabilizaram pelo bar e quermesse.
Os «picanços» aos lances levedaram o bolo do cortejo. Cada director, ofereceu um leitão assado e o dr. Estima Reis (Zeca) ofereceu e comprou uma garrafa de vinho do Porto Vintage 1979, ano da fundação da ARCOR, que voltou a oferecer - para ser aberta no dia da inauguração. 
A Tuna colaborou e o cortejo abriu com a bandeira da ARCOR e crianças da associação, continuando com os grupos de teatro e canoagem, adolescentes da catequese, carros e tractores com oferendas, muita gente apeada - em desfile que encerrava com a charrete a cavalo de António Resende. Há muito que Óis da Ribeira não se mostrava tão irmã dos seus projectos e futuro! 
A direcção da ARCOR era formada por Celestino Viegas (presidente), Manuel Soares (vice-presidente), Madalena Neves (secretária), Arlindo Reis (tesoureiro) e Milton Gomez (vogal). 

segunda-feira, maio 25, 2020

As ruas que vão (vão?) ficar sem asfaltamento...

A maquinaria da Urbiplantec na Rua António Bernardino

As caixas da Rua da Pateira

Os trabalhos de repavimentação e asfaltamento das ruas intervencionadas pelas redes de saneamento de água, em Óis da Ribeira, continuaram hoje na Rua António Bernardino (Berna).
Até aqui, tudo bem e o trabalho parece bem feito.
Oxalá! Oxalá! Óxa-oxa-óóó-xaaa-láááááá...
Subsiste é a dúvida quanto a que ruas (não) serão repavimentadas e asfaltadas. 
Subsiste a dúvida mas cada vez mais com menos dúvidas.
Na verdade, o concurso público da AdRA, a entidade adjudicante, fala de apenas o objectivo de «repavimentação integral de 3 arruamentos na zona de Óis da Ribeira com extensão aproximada de 2170 metros».
Ora, as sete (sim, são sete!....) ruas intervencionadas pelas obras das redes de água e saneamento, medidas pelo d´Óis Por Três em conta-quilómetros automóvel, envolvem um pouco mais de 3000 metros.
As ruas intervencionadas
«somam mais de 3000 metros !

Ruas vão ficar sem asfalto
e autoridades locais caladas ! 

Para se ter uma ideia objectiva daquilo que se está a passar, vejamos que as ruas entre a escola primária e o largo do Centro Social (o do Cruzeiro) que estão ser asfaltadas, só elas «somam» mais ou menos os tais  2 170 metros. 
Falamos das ruas Comendador António Bernardino, da Pateira e da Manuel Tavares - a antiga Rua do Cabo.
Três ruas! 
Aparentemente, as três ruas citadas no concurso público da AdRA. E os tais 2170 metros.
Faltam (?) os mais ou menos 400 metros da Rua do Serrado, os 300 do Santo António, os 300 dos Aidos, mais os 200 e tal do Caminho Fundo. Todas elas com moradores com iguais direitos e transitadas pelo povo.

Isto é, mais de 1 200/1300 metros.
Será que estes arruamentos vão ficar sem alcatrão?
As autoridades locais vão ficar caladas?
Não reclamam, não protestam, não fazem abaixo-assinados, não apontam dedos a ninguém?
Não editam posts no facebook?
Que raio de defesa fazem dos interesses públicos?
Continuam também os trabalhos de levantamento das caixas de água e saneamento, das Ruas Manuel Tavares e Pateira - já por esta fora.
A caixas estão devidamente assinaladas, mas ter alguma prudência nunca será excessiva, ao passar por estes dias nestes arruamentos.

Os dias de Óis da Ribeira nos dias 25 de Maio...


A ponte de Óis da Ribeira foi inaugurada há 68 anos, no dia 25 de Maio de 1952
Imagem da inauguração da ponte

Óis da Ribeira
a 25 de Maio...

1 - Ano de 1952,
há 68 anos!
Inauguração da Ponte

A ponte de Óis da Ribeira sobre o rio Águeda foi inaugurada a 25 de Maio de 1952. Há precisamente 68 anos! Um dia histórico!
A ambição do povo óisdaribeirense era antiquíssima e o engº. José Frederico Ulrich, Ministro das Obras Públicas, fez-se representar pelo coronel Dias Leite (Governador Civil de Aveiro), tendo também estado presente o dr. Fausto Luís de Oliveira (presidente da Câmara Municipal de Águeda) e autoridades civis, militares e religiosas - nomeadamente a Comissão Executiva da Ponte, presidida pelo padre José Bernardino, com o vice-presidente Benjamim Soares de Freitas, o tesoureiro Manuel Soares dos Santos e o secretário Armando dos Santos Ala de Resende. 
A comissão ofereceu «um valioso copo de água às entidades oficiais, durante o qual foram feitos entusiásticos brindes».  
- Ver AQUI


- Ano de 2001,
Há 19 anos !
Concurso da ARCOR
em editais públicos

A direcção da ARCOR, presidida por Celestino Viegas, deliberou a publicação dos editais do concurso púbico do centro social, cm um preço base de 141 075 000$00 - seriam agora 949.731,79 euros, segundo o conversor da Pordata.
As propostas teriam de ser entregues até 25 do mesmo mês e o caderno de encargos não incluía os arranjos exteriores e equipamentos, pelo que os trabalhos viriam a ficar na ordem do 1,2 milhões de euros, incluindo a construção da sede da Junta de Freguesia. Seriam agora 1.619.599,18 euros.
As obras começaram a 22 de Outubro de 2001, adjudicados às Construções Marvoense, da Mealhada. A primeira fase, em 2000, na direcção de Fernando Reis, envolveu a laje norte, pela Construtora da Bairrada, com custos de um pouco menos de 20 mil contos - qualquer coisa, hoje, como 140.526,77 euros.
Tiago Tavares de ouro na Eslováquia


- Ano de 2012,
há 8 anos !
Tiago de ouro
na Eslováquia

O canoísta internacional Tiago Tavares conquistou a medalha de ouro na prova de C1 500 metros, de Sub-23, na Regata Internacional de Piestany, na Eslováquia.
A distância era uma das principais provas da canoagem internacional jovem e o atleta português do ARCOR, clube de canoagem de Óis da Ribeira, cumpriu os 500 metros em 1.48,075 minutos, batendo os canadianos Marc Tarting por 362 milésimos e Ben Tardioli por 1,134 segundos.

domingo, maio 24, 2020

Arqueólogo italiano em Óis da Ribeira a caminho de Santiago de Compostela...

Jácome Panela, caminhante de Bolonha em Óis da Ribeira, frente ao centro social da  
ARCOR, com o «Little John», o seu canino companheiro de viagem de já quase um ano
Jácome Panela em Óis da Ribeira

Um arqueólogo italiano passou ontem por Óis da Ribeira a caminho de Santiago de Compostela, com um desvio, para conhecer Aveiro - a Veneza de Portugal.
Jácome Panela, de seu nome. 
Um italiano solitário e bem disposto, com frescura física que lhe sobra, de calções e mochila que lhe galga a cabeça, carregando tenda, poucas roupas, artigos de higiene diárias..., e as guedelhas alouradas de muitos em dias sem corte. 
Há semanas, contactou o 
d´Óis Por Três (casualmente, explicou-nos agora...) para melhor conhecer os caminhos rurais da região. 
Não demos valor à pergunta, até desconfiámos de tal contacto, de resto por mais duas vezes repetido. Até que há duas semanas, nos deu conta de estar em Lisboa, depois de 2 300 e tal quilómetros galgados a pé desde Bolonha, atravessando a França e toda a Espanha e já uma boa parte de Portugal.
«Vou caminhar ao longo da costa, quero ir à Nazaré e a Fátima, a Coimbra, até Santiago. Pode dizer-me se o caminho para  Santiago está por aí bem assinalado», perguntou-nos. Respondemos com o que sabíamos e procurámos saber. Afinal, uma das rotas passa aqui mesmo ao lado. 
caminho português, na verdade, passa no Município de Águeda, cuja sede concelhia o tem o final da Etapa 11 (Mealhada-Águeda) e o início da Etapa 12 (Águeda-Albergaria-a-Velha). Foi isso que dissemos.
E descartámos o caso.
Há 3 dias fomos de novo contactados. 
«Estou em Coimbra, vou ver a Universidade e seguir para Santiago», disse-nos: «Gostava de vos contactar!».
O longo caminho de Jácome Panela

Óis da Ribeira no
Caminho de Santiago

A meio da manhã de ontem, fomos surpreendidos com um contacto telefónico de Jácome Panela. 
Estava a sair de Águeda, tinha-se acolhido no albergue da cidade - o albergue da Rua Manuel Alegre, viemos a saber - e ia seguir um caminho pedestre que passaria por Óis da Ribeira, a caminho de Aveiro. 
«Estou indo bem?», perguntou-nos. 
Jácome Panela não falhou um minuto do tempo marcado e surpreendentemente vimo-lo chegar ao centro de Óis da Ribeira, no largo do Centro Social da ARCOR, onde se deixou fotografar com o «Little John», o seu canino companheiro destes milhares e milhares de quilómetros de caminhada solitária.
«Gostava de fotografar-me na vossa Sé, pode ser?», sugeriu e perguntou Jácome - que tem como hábito fotografar os templos das localidades por onde passa e «já são largas centenas».... como nos disse. E fotografámo-lo frente à Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira. E lá seguiu viagem para Aveiro, pelo paredão do rio Águeda. De lá voltará à etapa Águeda-Albergaria, ao caminho para Santiago de Compostela.
Lisboa a Santiago de Compostela:
- mais ou menos 550 kms.

Bom vinho 
e boa comida !

Jácome Panela é solteiro e arqueólogo, tem 40 anos e longas barbas alouradas, que lhe crescem desde que, em Junho de 2019, deixou a sua Bolonha natal - ainda que há pouco aparadas na Nazaré.
Carrega farta mochila e é homem de farto e feliz sorriso, sempre em larga e genuína disposição..., nesta «viagem de vida» que alimenta com a sua saúde física e frequentes telefonemas aos pais.
«Lá estão à minha espera, muito ansiosos e carregando-me o cartão do banco...», disse, com farta gargalhada. «Gosto muito de Portugal, bom vinho e boa comida».
E vai voltar a Bolonha, a pé?
«A pé, a pé.... sempre a pé, conto lá chegar dentro de um ano, eu e o Litlle John», que o olhava, contemplativo.
Antes disso e depois de Santiago de Compostela, sempre a pé..., ainda quer ir à ponta de Sagres!
«Ando a fugir ao COVID-19, em boa hora..., e não sabia, saí de Itália..., cá em Portugal não dei por ele...». E voltou a sorrir, a gargalhar tocando no lombo do «Little John» com um toque do pau que o apoia na caminhada.
Seguiu pelo paredão do rio, a caminho de Requeixo, contando ir pernoitar a Aveiro.

Os dias 24 de Maio na memória de Óis da Ribeira...

A bandeira oferecida pelo Conde Sucena

Os dias 24 de Maio na memória
 de Óis da Ribeira...

1 - Ano de 1905,
há 115 anos !
Tuna agradeceu bandeira
ao Conde de Sucena 

A Tuna de Óis da Ribeira visitou o Conde de Sucena a 24 de Maio de 1905, há 115 anos, para lhe agradecer a 
oferta da bandeira - que ainda hoje está 
Conde de Sucena
religiosamente guardada na sede da agora chamada Associação Filarmónica. 
O dia, uma quarta-feira, foi de festa e emoção para a colectividade tunante, ao tempo presidida por Manuel Maria Tavares da Silva. 
A comitiva foi de barco até Águeda, rio acima e acompanhada por muitos conterrâneos, que se quiseram associar, e seguiram em marcha para o palacete do Conde de Sucena, na Borralha - onde, em honra do benemérito, tocaram várias peças do seu repertório e agradeceram a gentileza da fidalga oferta.
A bandeira tinha sido desenhada pelo próprio Conde de Sucena e por ele prometida a 27 de Janeiro anterior, no decorrer de uma visita que, como deputado, fez a Óis da Ribeira - assim como a Cabanões, Travassô e Casal de Álvaro.
Confeccionada em Paris, por ordem do Conde, e então anunciada como sendo de seda encarnada, com galões e franjas de ouro e uma lira ao centro, também dourada e envolvida em dois ramos de carvalho e louro, entrelaçados, com duas flores de cada um dos lados, finamente bordadas a matiz e copiadas do brasão de armas da freguesia. Rosas e açucenas. 
O nome da Tuna, segundo a descrição da época, está inscrito no laço que une os dois ramos e inscrito em caracteres bordados a ouro. Na primeira  apresentação seguinte, em Oiã, a Tuna apresentou-se como Tuna Conde de Sucena.

2 - Ano de 1969,
há 51 anos !
Teatro de Óis da Ribeira 
em Travassô !

O Grupo de Teatro «Artistas Unidos», de Óis a Ribeira, actuou no salão paroquial de Travassô, no dia 24 de Maio de 1969, há há 51 anos, apresentando a peça “D. Álvaro de Abranches». 
O ensaiador começou por ser José Valente, depois substituído por Firmino Santos - não sabemos porquê... -, e a estreia terá sido no pátio da casa de Alberto Henriques de Almeida, no Largo do Cruzeiro - agora Largo do Centro Social. 
Infelizmente, não conhecemos mais pormenores desta efeméride teatral de Óis da Ribeira. Alguém nos poderá dar mais alguns pormenores? E enviar fotografia ou cartazes?  Agradecemos. Podem fazê-lo para o email doisportres2@gmail.com.
Grupo de Teatro de Pais da ARCOR

3 - Ano de 2013,
há 17 anos !
Teatro de Pais da ARCOR
em Valongo do Vouga ! 

O Grupo de Teatro de Pais (GTP) da ARCOR actuou em Valongo do Vouga a 24 de Maio de 2003. Há 17 anos.
O espectáculo, muito aplaudido, decorreu no auditório da Casa do Povo, sob direcção de Hercílio de Almeida e envolvendo as muito aplaudidas comédias «Valentes e medrosos» e «O Gabinete do Sr. Regedor». E também dois momentos de dança, pelo jovem óisdaribeirense Micael Caleiro.
A direcção da Casa do Povo de Valongo do Vouga sublinhou, ao tempo e segundo o «Jornal da ARCOR» de 30 de Junho de 2003, «o magnífico trabalho que as gentes de Óis da Ribeira trouxeram à nossa terra».
O grupo incluía os pais Anabela Reis, Paulo Rogério, António Fernando Framegas, Salomé Castro, Victor Fernandes, António Reis, Dália Reis e João Ferreira, as educadoras Almerinda Simões e Fátima Goulart e a funcionária Luísa Santos, com arranjos musicais de Ana Isabel Viegas
A estreia tinha sido a 20 de Dezembro de 2002 e o grupo também actuou, pelo menos, em Os Pioneiros, na Mourisca (dia 27) e Misericórdia de Águeda (3 de Janeiro de 2003). De novo em Óis da Ribeira, a 25 de Janeiro (aniversário da ARCOR) e Valongo (24 de Maio de 2003).
Era o tempo em que a ARCOR tinha, imagine-se..., tinha dois grupos de teatro: o tradicional e o de pais. Agora e desde há 8 anos, nicles ..., zero! Não há teatro para ninguém!

sábado, maio 23, 2020

O asfaltamento da Rua António Bernardino e quais mais?

O alcatrão chegou à casa do emigrante Zebedeu Costa, na rua António Bernardino
Ciclistas no novo piso na António Bernardino


O alcatroamento das ruas intervencionadas pela redes de águas e saneamento de Óis da Ribeira já chegou à casa do emigrante Zebedeu de Oliveira Costa, óisdaribeirense que há muitos anos  faz vida nos Estados Unidos - a do lado esquerdo, na foto de cima.
O piso parece ser de excelente qualidade e, muito provavelmente, vai ser palco de «aceleras» menos escrupulosos e cívicamente menos bem comportados e respeitadores - há sempre 
desta gente... - que o aproveitarão para excessos de velocidade, pondo em perigo os utentes da rua.
Esperemos que não! 
Oxalá que não!
De todo o modo, não deixará de ser conveniente que, após o asfaltamento, haja o necessário cuidado (de quem esse cuidado e obrigação deve ter) para sinalizar o troço.
O piso novo, ao fundo, e o piso 
actual, no corte para os Serrados

Asfaltamento 
de que ruas ?

As obras decorreram, até agora, nas ruas Manuel Tavares e Pateira mas falta saber o que vai suceder às ruas de Santo António, Serrados, Caminho Fundo e Aidos, que também tiveram obras na adjudicação da AdRA que permitiu as respectivas redes.
Vamos esperar para ver.
O anúncio de procedimento nº. 13784/2019, de 12 de Dezembro de 2019, apenas refere que, e citamos, «a presente empreitada tem por objecto a repavimentação integral de 3 arruamentos na zona de Óis da Ribeira com extensão aproximada de 2170 metros». Assim como o contrato de adjudicação assinado entre a AdRA e a Urbiplantec, a 7 de Abril de 2020.
Uma nota final e de saudar: afinal, a Rua da Pateira foi alcatroada até à... pateira, ao empedrado do largo do restaurante.
Ainda bem: serviço certo! 

Os dias de Óis da Ribeira nos dias 23 de Maio...

O descerramento da placa do Largo Zebedeu A. Oliveira, 30 de Setembro de 2000
Registo de casamento do barqueiro Joaquim
Alves da Costa e da jornaleira Maria Augusta

Os dias 23 de Maio em Óis da Ribeira...

- Ano de 1874,
há 146 anos !
O casamento do barqueiro Joaquim Alves da Costa

O barqueiro Joaquim Alves da Costa casou-se a 23 de Maio de 1874, há 146 anos, com a costureira Maria Bárbara Soares dos Santos.
Joaquim tinha 39 anos, solteiro e ao tempo jornaleiro, era filho de Manuel Alves da Costa e de Ana Maria Carvalho. Maria Bárbara, de 27, costureira e também solteira, era filha de António Lopes dos Santos e de Rosa Emília Soares, todos naturais e residentes em Óis da Ribeira.
A cerimónia decorreu na Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira, foi celebrada pelo padre Ricardo Tavares da Silva e os noivos apadrinhados pelos lavradores Manuel Tavares Duarte e Manuel Pereira da Conceição, também ambos de Óis da Ribeira.  
Curiosamente, 33 anos depois, precisamente (ver abaixo), casou-se o filho Zebedeu, também barqueiro e cuho nome foi dado ao largo junto ao rio, imediatamente a juzante da ponte do Águeda.
Zebedeu Costa

- Ano de 1907,
há 113 anos !
O casamento do barqueiro
Zebedeu Alves da Costa !

O então futuro barqueiro Zebedeu Alves da Costa casou-se a 23 de Maio de 1907, há 113 anos, com Maria Augusta Pires.
Nascido a 29 de Julho de 1886, tinha 20 anos e era jornaleiro, filho de Joaquim Alves da Costa e de Maria Bárbara Soares dos Santos, neto paterno de Manuel Alves da Costa e de Ana Maria Carvalho e materno de António Lopes dos Santos e Rosa Emília Soares. Maria Augusta Pires, de 25 anos,  filha de Maria José Pires Ferreira. 
Pertencia a uma família de barqueiros e faleceu a 15 de Junho de 1954, aos 68 anos, vítima de doença e depois de um ataque epiléctico, no Hospital Conde Sucena, em Águeda.
Descendentes, entre outros, são os netos Dinis de Oliveira Alves Pereira, filho de Cesaltina e morador em Eirol, Zebedeu (Estados Unidos) e Joaquim de Oliveira Costa (filhos de Maria Lá) e, filhos de Augusta, Maria Augusta, Adelino e Messias (Recardães) e Nair Pires de Carvalho (à saída para Espinhel)
O barqueiro Zebedeu foi homenageado pela Junta de Freguesia a 30 de Setembro de 2000, atribuindo o seu nome ao largo do rio, junto à que foi sua residência da Rua Adolfo Pires dos Reis - a do Viveiro e imediatamente a juzante da ponte do rio Águeda.
Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira

- Ano de 2010,
há 10 anos !
A comunhão solene
e a pia baptismal !


A festa da comunhão solene das crianças de Óis da Ribeira foi no dia 23 de Maio de 2010, há 10 anos. Uma das últimas da Paróquia de Santo Adrião.
O dia teve colaboração da Tuna Musical (com o novo maestro, António Bastos), que participou e cantou a missa solene e acompanhou a procissão festiva, que deu volta ao largo do centro social e voltou ao templo, em ambiente de festa e fé ao vivo.
O dia seria também para a benção da pia baptismal foi restaurada pelo professor António Monteiro e colocada frente ao altar de S. Sebastião e ao lado do da presidência. Foi anunciado que ali ficaria a pia nova, mas, após melhor ponderação, optou-se por esta mudança - ao tempo considerada mais adequada.

sexta-feira, maio 22, 2020

Asfaltamento na Rua António Bernardino...

O asfaltamento na tarde de hoje, na rua António Bernardino. As caixas, em baixo!



Os trabalhos de asfaltamento da Rua António Bernardino (Berna), entre a escola e a da Pateira, continuaram hoje. É bom!!!
Ao princípio da tarde, reportaram-nos que a empresa asfaltadora (a Urbiplantec) andava na frente das casas de Vital Santos, Jorge Brandão e Paulo Gomes (Passarito) e, aparentemente, os trabalhos decorrem em seu andamento normal.
Dizemos aparentemente porque, para nós, continua a ser estranho que esteja por concluir a da Pateira e não se tenha entrado (ainda) nas dos Serrados e de Santo António.
Vamos ver!
Continuam também os trabalhos de acerto das caixas de água e saneamento da Rua Manuel Tavares (a do Cabo), o que é um bom serviço, agora já no Cruzeiro em frente ao café O Nelson (foto de baixo).
É disto, de coisas boas, que o d´Óis Por Três gosta de falar.

O dias de Óis da Ribeira nos dias 22 de maio...

A casa que foi do professor Luís Santos,
doada pelo filho  António aos Combonianos

Os dias de Óis da Ribeira
nos dias 22 de Maio...

- Ano de 1896,
há 124 anos !
Professor Luís
Maria de Almeida

O professor Luís Maria de Almeida Santos nasceu a 22 de Maio de 1896, há 124 anos.
Filho do também professor Camilo Ferrão de Almeida Santos, de Carapinheira do Campo (Montemor-o-Velho), e de Maria Teresa Almeida, de Óis da Ribeira, era neto paterno de João Santos e Maria Cordeiro, e materno de Jacinto Bernardo Henriques e Joaquim Rosa de Almeida. 
Luís Maria casou a 30 de Dezembro de 1921 com Maria Emília Cruzeiro Gomes, de Oiã, e irmã do conceituado poeta e escritor António do Cértima.
O casal teve os filhos Estrela, que vive em Aveiro, e os já falecidos Hélder, Henrique e António Gomes Cruzeiro de Almeida Santos (Toninho). Faleceu a 23 de Dezembro de 1970.
Notícia da época, DAQUI

Pe. José Bernardino

-  Ano de 1912,
há 108 anos 
Padre José Bernardino
foi solto da cadeia!

O padre José Bernardino foi solto há 112 anos, sob fiança, depois de cumprir prisão no Alto do Duque e no Limoeiro, em Lisboa, durante 5 meses e por «suspeitas de alta traição» à pátria. Ver AQUI
José Bernardino dos Santos Silva era filho de Manuel Tavares Duarte e Maria José dos Santos Silva e celebrou missa nova no Dia de Reis de 1903, aos 22 anos. Paroquiou Trofa e Ois da Ribeira (onde entrou a 6 de Abril de 1908)  também exerceu em Coimbra e no Estado do Espírito Santo (Brasil), onde foi um dos construtores da Igreja da cidade de Muqui. 
Monárquico convicto, foi denunciado pelo regime republicano, esteve preso, foi libertado e fugiu para o Brasil, sendo julgado à revelia pelo Tribunal Militar de Coimbra. 
Já em Portugal, foi presidente da comissão da ponte (de ainda antes da implantação da República) e à comissão voltou, depois do regresso do Brasil. Então, foi Consultor Diocesano, pároco e arcipreste de Águeda e depois pároco de Ois da Ribeira. O Papa Pio XI elevou-o à dignidade de  Camareiro Secreto, com o título de Monsenhor e Águeda, então, prestou-lhe «justa e eloquente homenagem». Faleceu a 18 de Janeiro de 1960, na sua casa de Óis da Ribeira - cujo espaço e quintal são agora propriedade da ARCOR, a poente do centro social.
A notícia do atentado
a Manuel Tavares
Manuel Tavares

- Ano de 1912,
há 102 anos !
Agressão e atentado
a Manuel Tavares

O futuro benemérito Manuel Maria Tavares da Silva foi agredido por engaboados e na calada da noite de 22 de Maio de 1912, há 108 anos e no dia da chegada do padre José Bernardino a Óis da Ribeira.

«Caiu imediatamente prostrado, muito ferido», relata a imprensa da época (ver imagem, DAQUI).
Manuel Maria Tavares da Silva fez fortuna em Angola e foi benemérito da freguesia, razão que levou à atribuição do seu nome à rua que vai do largo do Centro Social ao do Cruzeiro (a antiga Rua do Cabo). 
Foi autor de um projecto para a ponte de Óis da Ribeira (nos anos 20 do século XX) e liderou as obras de restauro da igreja paroquial, no final da década de 50 e princípio da de 60. Presidiu à Junta de Freguesia de 2 de Janeiro de 1960 a 4 de Abril de 1962 - altura em que abandonou o cargo, devido a doença.
Teve os filhos Albano, as gémeas Ana e Mariana, Alfredo, Joaquim e Maria Augusta Tavares da Silva. Bisneto materno de Manuel Tavares é João Paulo Resende Gomes, que foi presidente da direcção da ARCOR.
O GTA da ARCOR em 2004

- Ano de 2004,
há 16 anos !
Teatro da ARCOR
em Valongo do Vouga
O Grupo de Teatro Amador (GTA) da ARCOR actuou na Casa do Povo de Valongo do Vouga no dia 22 de Maio de 2004, há 16 anos e representando a peça «A Prima Eugénia», ensaiada por Arlindo Reis.
Os intérpretes, com encenação do grupo, foram Clara Santos (Prima Eugénia), Eliana Alves (Maria Guiomar), Fátima Reis (Clara), Ana Almeida (Amélia), Paulo Rogério (Alberto), Paulo Gomes (Izidoro), Isaltina Pires (Inês), Pedro Soares (Luís), José Manuel Gomes (Carlos), Hernâni Pires (António) e António Prazeres (Tavares). Carlos Pereira e Lurdes Fernandes foram os pontos. 
A sala da Casa do Povo encheu e os aplausos brindaram a actuação deste excelente grupo de teatro», relatava o jornal Região de Águeda, referido que «a direcção da Casa do Povo ofereceu um pequeno convívio, que serviu para troca de impressões e forma de agradecimento pela prestação deste grupo que promove o teatro amador».