sábado, janeiro 10, 2026

- Há 121 anos: José Constantino dos Reis: 12 filhos e uma morte trágica!

A casa que foi de José Constantino e Rosa Soares (Maia), na Rua Manuel Tavares, junto ao
 Cruzeiro Novo. Foi demolida e agora está lá a ser constru'ido novo edificio
O registo do casamento de Maria Rosa
Soares e José Constantino dos Reis

O óisdaribeirense José Constantino dos Reis foi pai de 12 filhos e faleceu por afogamento num poço de Segadães, no dia 10 de Janeiro de 1905. 
Há precisamente 121 anos.
José Constantino dos Reis casou com Maria Rosa Soares (Maia) a 31 de Janeiro de 1878, na Igreja de Santo Adrião de Óis da Ribeira.
Ele, era agricultor e tinha 21 anos, nascido a 10 de Setembro de 1856, filho de José Francisco dos Reis e de Maria Teresa de Almeida. Neto paterno de Manuel Francisco Gomes e de Maria Francisca Reis, neto materno de José Marques de Almeida e de Maria Teresa Estima.
Maria Rosa, de 18 anos e governanta de casa, era filha de Francisco Gomes dos Reis e de Maria Rosa Soares da Maia, todos de Óis da Ribeira. Por ser menor de idade, teve de ter autorização do pai para celebrar o casamento.
Nasceu a 21 de Agosto de 1859 e era neta paterna de José João e Maria Gomes dos Reis, neta materna de António Pires Soares e Caetana Emília da Maia. Faleceu a 31 de Agosto de 1942, mais de 47 anos depois de enviuvar.
Ana Maia Reis
Sebastião Reis

Um casamento
e 12 filhos !


A cerimónia matrimonial foi celebrado pelo padre Venâncio Pereira, o então pároco de Santo Adrião de Óis da Ribeira, e foi testemunhada por Augusto Pires Soares da Maia e José Patrício Simões.
O casal teve pelos menos 12 filhos. 
Os seguintes:
1 - MARIA AUGUSTA: nascida a 25 de Novembro de 1878 e falecida a 31 de Janeiro de 1977, aos 99 anos. Era, a este tempo, a pessoa mais velha da freguesia e vivia na casa do irmão Manuel Maria, já então falecido e herdada pelo sobrinho Élio Framegas dos Reis. A da primeira imagem.
2 - LEONOR: Nascida a 29 de Março de 1885 e falecida em data desconhecida.
3 - MANUEL MARIA: Nascido a 21de Junho de 1881 e falecido a 24 de Novembro de 1969, aos 88 anos. Solteiro, era o chamado Regedor Velho, da casa que foi de Élio dos Reis Framegas.
4 - JOAQUIM: Nascido a 21 de Novembro de 1886 e falecido a 7 de Julho de 1893, aos 7 anos.
5 - ANA: Nasceu a 2 de Abril de 1888 e faleceu a 9 de Outubro de 1989, aos 99 anos. Casou com José Maria Framegas, a 14 de Dezembro de 1919, e o casal teve os filhos Valter, Élio, 
Cármina (Victor) e Célia (já falecidos) e Graciete (Benjamim), da Rua Manuel Tavares.
Avó de Zélia, moradora em Carcavelos, e Clarinda, da Rua da Pateira (filhas de Élio), Manuel Horácio, Armando e Maria de Fátima, filhos de Valter), Zulmira e Fátima (de Célia), António Framegas (de Cármina), Teresa e o já falecido António Fernando (de Graciete).
Augusto Maia
Maria Rosa
6 - JOÃO: Nasceu a 30 de Janeiro de 1890 e emigrou para o Brasil, para o Estado do Espírito Santo.
7 - SEBASTIÃO: Nasceu a 8 de Maio de 1892 e faleceu a 11 de Outubro de 1980, aos 88 anos. Casou com Maria da Graça Sucena Estima e teve os filhos Deolinda e Manuel (Neca) e Rogério. Morava na Rua Manuel Tavares, na casa que depois foi de seu filho Manuel (Neca), recentemente falecido.
Avô materno de Paulo Rogério e Selda (filhos de Deolinda) e de uma senhora de Oeiras (filha de Rogério).
8 - MARIA ROSA: Nasceu a 29 de Janeiro de 1895 e casou
José Maria
Fernando Reis
com Manuel Maria, de quem enviuvou a 1 de Julho de 1941.
9 - JOSÉ MARIA: Nasceu a 26 de Abril de 1897 e emigrou para o Brasil, onde casou com Regina do Nascimento, a 7 de Abril de 1927. O filho dele, o advogado Rúbens Reis, foi quem, a 3 de Outubro de 2014, de férias na Europa e de visita a Óis da Ribeira, faleceu subitamente na Rua Manuel Tavares, ao avistar a casa onde o pai nascera.
10 - AUGUSTO: Nasceu a 30 de Setembro de 1898 e faleceu a 18 de Setembro de 1994. Casou com Mabília Framegas Alves, a 16 de Fevereiro de 1928, e enviuvou a 2 de Outubro de 1976. O casal teve os filhos Maria La-Salete, Hernâni, Maria Camélia e Tobias (já falecidos), e Maria de Lurdes Framegas dos Reis, moradora na Rua Manuel Tavares.
Avô de Jaime e Jorge (filhos de Hernâni), Mabília Rosa e Júlia Maria (de Camélia), Jaime Osório a António Joaquim (de Lurdes), Óscar Augusto, António José, Aurélio e Maria Bernardina (de Tobias). Maria La-Salete foi casada com José Valentim Pinheiro Estima mas não teve filhos.

11 - MARIA CELESTE: Nasceu a 27 de Maio de 1901 e faleceu a 14 de Fevereiro de 1938. Pouco antes de fazer 37 anos.
12 - FERNANDO, o mais novo: Nasceu a 13 de Dezembro de 1903 e faleceu a 28 de Janeiro de 2000. Casou com Elisiária Carvalho dos Santos, de quem enviuvou a 5 de Julho de 1991. Conhecido por Fernando Peralta, o casal teve as filhas Benedita e Celeste Tavares, do Café Império (ambas já falecidas) e Maria Ascensão (Aurélio), da Rua da Pateira.
Avô materno de Maria Gracinda, Maria Isabel e Joaquim, já falecidos (filhos de Celeste Tavares), Fernanda Isabel, Elisiária Maria e Maria Paula (de Maria Ascensão), e Fernanda, moradora em Vale de Cambra (de Benedita).
O registo de óbito de José C. Reis

Morte trágica, por 
afogamento, num poço
de Segadães


José Constantino dos Reis era agricultor e viria a ter morte trágica, por afogamento num poço de Segadães, no dia 10 de Janeiro de 1905. 
Há precisamente 21 anos.
Nesse dia, esteve na feira da Fontinha e seguiu para Mourisca do Vouga, deixando de ser visto. A família, estranhando o atraso do regresso, o que não era costume, pediu apoio e foram diversas pessoas à sua procura - achando o corpo num poço próximo dos moínhos e lagar de Segadães.
O local era distante do caminho para a Mourisca do Vouga e nunca se soube o motivo que o lá levou. Por roubo, não terá sido vítima: tinha duas moedas de 500 e 200 reis de prata no bolso e uma carteira sem nada.
A justiça actuou no caso e veio a apurar-se que morreu por congestão, embora sem se identificar a razão por que apareceu o cadáver no poço. O registo de óbito (ver a imagem) apenas refere que foi encontrado pelas 4 horas da tarde do dia 11, num poço de Segadães «onde caiu».
«Tudo leva a crer que quando por ali passava, por volta das 8 horas da noite do dia antecedente» - o dia 10 de Janeiro de 1905, pelo relato do padre Manuel Gomes de Andrade, o então pároco de Óis da Ribeira.

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